Snape aparatou nos portões de hogwart ,estava meio tonto quase não enxergava, seus olhos estavam cobertos com lágrimas. Adentrando a escola ao invés de procurar a enfermaria foi para seus aposentos apressado.
Quando entrou no banheiro olhou-se no espelho para ver o estrago que estava seu rosto, petrificado por ver tanto sangue e a extensão dos ferimentos ,logo abriu o armário e pegou com certo desespero agulha e linha própria para esse tipo de procedimento. Sentindo muita dor a cada ponto dado em seu rosto Snape despejava teimosas lágrimas que insistiam em cair.
Quando terminou foi tomar um longo e sofrido banho, seu rosto ardia quando a água o tocava, saiu do banheiro sem se preocupar em se enxugar ou vestir algo, localizou em seu estoque particular poções para a dor, cicatrização e para repor seu sangue, ele sabia que esse tipo de corte o manual foi intencionalmente feito para a cicatriz permanecer em seu rosto por um longo tempo pois poções e magia so cicatrizavam cortes feitos pela própria magia em si, o mínimo que ele podia fazer para amenizar sua dor e esconder seu rosto, seria um feitiço de disfarce já que não desfilaria pela escola com seu rosto completamente deformado.
Logo ele tomou uma poção de sono sem sonhos para não relembrar mais nada, caiu pesadamente em sua cama assim como estava, nu e molhado, e se rendeu ao efeito da poção para apenas acordar no dia seguinte.
Eram 6 horas da manhã quando Snape despertou para outro dia de aula, levantou meio tonto e logo as lembranças do dia anterior o atacaram como uma flecha ,se sentou na beira da cama de cabeça baixa, havia esquecido de relatar o ocorrido para o diretor que deveria estar aguardando informações.
Rapidamente se levantou vestiu –se e jogou em si o feitiço para esconder os ferimentos tudo isso sem se olhar no espelho, e com um forte baque na porta deixou seus aposentos rumo a diretoria.
Após a conversa com o diretor Snape saiu da diretoria se recordando de que em nada mudou as expressões no rosto do diretor após o relatório que lhe foi passado.Com um certo rancor e raiva que emanavam nele Snape foi para o café da manhã no grande salão.
Ao chegar ao Salão Principal sentou-se em seu habitual lugar a mesa com sua carranca de sempre pois a se servir de seu café.
Não pretendia olhar qualquer lugar naquele salão, mais algo lhe chamou a atenção ao observar os alunos constatou que estava sendo observado por uma de suas alunas. Lunna estava a observa-lo de seu lugar. Snape não deixou de reparar em seus olhos de pura devoção e o largo sorriso que a aluna lhe deu ao perceber que ele a olhara. Por um momento Snape parou naquele sorriso radiante e tão natural lhe parecia a coisa mais linda que já vira desde muito tempo , era tão lindo que aquilo lhe parecia proibido so o fato de poder ter o prazer de aprecia-los.
Como? Como uma pessoa em sã consciência poderia sorrir para min? Um sorriso puro nada forçado parecia iluminar todo o salão. Sim foram poucos segundos mas pareciam horas o tempo em que observava aquela criatura tão bela ali sentada e gastando seu tempo em olhar para uma pessoa como eu! Severo Snape um comensal ,professor odiado, homem humilhado figura repulsiva para o mundo bruxo que agora se segurava em uma linha fina de dignidade e força para manter essa carcaça que me atrevia a chamar de corpo em pé.
Logo Snape foi trago para a realidade percebendo que olhava a garota como um bobo se recompôs em sua cadeira e sentindo que não poderia mais ficar ali se levantou em um salto e se retirou do salão sabendo que estava sendo acompanhado pelo olhar daquela menina.