CAPITULO 11
A ANTIGA NAMORADA
-Isso me parece tão absurdo! - exclamou rony, indignado - Custava ela ter sido mais especifica? - fitou novamente os quadros com lastima - Ficaremos aqui o resto da vida tentando entender o que ela quer que achemos!
Ele estava apoiado na parede, ao lado do quadro da mulher abandonada, que era sempre estática e muda.
Do outro lado, na parede oposta, o belo soldado, que Rony insistia ser vesgo, apenas por Hermione acha-lo charmoso repetia sem cansar que não sabia o que os dois queriam ali.
-Ela não podia, rony, e se caísse em mãos erradas?
-Bem, pelo menos sabemos que Mione sabe cada passo que damos.
-Porque diz isso, Rony?
-É obvio não é? Gina estava na França até dois dias atrás. Se ela não soubesse que ela estava de volta, como teria mandado uma mensagem que apenas ela poderia entender?
-Então quer dizer que ele também sabe da volta de Gina! - Harry ficou estático.
-Relaxe, se corresse perigo, ela teria escrito no bilhete. Mione é inteligente demais, Harry. E é esse brilhantismo que nos conduzira a vitória - sorriu, quando Harry o olhou com um olhar desconfiado.
Ambos estavam ali a tempo bastante para o soldado ter lhe contado toda sua vida. E a vida da doce dama abandonada, como ele mesmo diria.
-O que eles tem em comum afinal? - meditou Harry, depois de fazer um feitiço isolante, para que a figura não os ouvisse - Ela é trouxa, ele bruxo. Ela é mulher, ele homem. Ela é rica, ele pobre. Ela é branca, ele índio. Eu não entendo! O que neles poderia ter despertado o interesse de Tom Ridle? Ele estudou aqui antes de ser Voldemort, então, para achar um esconderijo, precisava ser algo que lhe despertasse algum tipo de sentimento.
-Ele guerreou no ano de 1912. Contra a Inglaterra. - leu no rodapé do quadro, ficando bem perto, com o nariz quase dentro da imagem. Rony parecia tão cansado quanto o próprio Harry - Morreu em agosto de 1913.
-Ela morreu em 1952. Já estava bem velha. Nasceu na Irlanda - dessa vez Harry leu. - Não poderiam ter se encontrado durante a guerra?
-Não. Hermione me disse que ela viveu aqui na Inglaterra toda sua vida. - Rony pareceu pensar e então olhou mais atentamente para o quadro, uma coisa lhe chamando a atenção. - Ô, Harry...
-O que? - Harry aproximou-se esperando sinceramente que conseguissem esclarecer isso.
-Aqui, nesse canto do quadro - o soldado se destacava, mas no fundo havia uma grande casa rural, com um pátio gigantesco, bem no fundo uma pequena capela e pessoas, mas quase não dava para ver, pois obviamente ele fora pintado a muitas léguas de distanciado funeral - as cores da bandeira sobre o caixão. São as cores da Inglaterra.
-E o que tem isso? - disse cansadamente.
-Hermione me disse que a mulher abandonada quase morreu de novo quando se afastou do soldado, mas e se não foi do soldado?
-Como assim?
-E se ela se apaixonou por alguém na Irlanda, veio morar na Inglaterra com ele, e ele morreu na Guerra? - seu dedo bateu insistente sobre o caixão.
-é uma possibilidade, mas o que isso interessaria, Voldemort? - Harry perguntou cansado.
-Talvez nada. Mas me lembro claramente de Hermione ter passado semanas interessada nesses quadros, depois de tê-los visto apenas uma vez. Não sossegou enquanto não pesquisou tudo sobre eles. Mas confesso que não tive paciência para fazer o mesmo. Ela disse que Voldemort a acha parecido com ele. E se quando ele foi monitor ele passou por aqui, achou curioso ter dois quadros solitários num corredor completamente solitário e achou que ninguém jamais os separaria, pois eles não deixariam, e como ninguém vem aqui, jamais encontraria seu segredo? - seus olhos brilhavam.
-Tá. Mas e onde estaria essa tal coisa que ele escondeu? - cruzou os braços, sem acreditar que isso os levasse a algum lugar.
-Aqui mesmo. Voldemort é sádico, Harry. Hermione mesmo disse que ele despreza tudo que é bom. Ao amor, ele concede a morte - apontou novamente o caixão.
-Certo, vai em frente. - não achando que daria em nada apensar do entusiasmo de Rony, ele o viu pegar a varinha e estender na direção da imagem.
Nisso os gritos da mulher abandonada começaram a esguichar por todo o corredor.
Tapando os ouvidos, Harry a silenciou, impressionado com seu olhar de terror, que a figura expressava.
-Accio revele! - disse Rony e um clarão saltou do quadro na direção a rony, e em segundos ele foi lançado longe.
-Rony! - Harry correu até ele, visivelmente tonto.
-Olhe isso, Harry! - ele estendeu a mão e revelou um pequeno cordão de ouro com um pingente grande.
-Será...que é isso que ele quer tanto? - Harry perguntou incrédulo. Era um pingente daqueles antigos que abriam e guardavam gravuras. Ele o abriu. A primeira imagem era do próprio Tom Ridle, muito jovem, com o que parecia ser o uniforme da escola. Na outra metade a foto bastante desbotada e em preto e branco de um jovem. Longos cabelos ondulados. Um sorriso doce e vivo. Olhos alegres. Sua pele muito alva e as bochechas redondas.
-Acho que ele teve uma namorada, Rony. - mostrou incrédulo.
-Samara Olivers. - disse professora Minerva, segurando o pingente entre seus dedos- Eu lembro-me dela. Muito bonita. Suas notas eram excelentes e ela era de fato excepcionalmente esperta. Estudou aqui na mesma época que ele, Harry. Mas não sei o que lhe dizer sobre ela. Fomos informados que nas férias de seu terceiro ano, ela foi para a Irlanda com os pais e nunca mais voltou. Morreu afogada em um lago. Sem duvidas, uma perca para o mundo bruxo.
-Seria possível que ela a amasse? - Harry perguntou ansioso.
-Eles sempre estavam juntos. Merlim, como não me lembrei disso antes! Sâmara era sua única amiga. Eles sempre estavam juntos, mesmo quando ele era pego aprontando as coisas mais escabrosas, ela sempre o protegia!
-Assim como Hermione fazia comigo. Tá explicado. - ele disse olhando para Rony que entendeu.
-Porque diz isso? Harry Potter! O que você sabe que nos esconde?
-sinto muito professora, mas não posso falar mais nada. Preciso quebrar essa jóia.
-Não deve ser difícil. Não consigo captar muito poder mágico nela. - com um movimento a espada da grifinólia estava nas mãos dela, e então de Harry.
Nada. Continuava intacta.
-E agora?
-Eu não sei. - disse Harry desanimado. Segurou o pingente na mão e quase pulou de susto quando a fotografia até então estática dela moveu-se e seus olhos piscaram.
-É melhor fechar isso. - disse Rony - Sabe-se lá se ele a interligou a ele, como fez com as hercrux. - ele guardou no bolso da calça.
Ele sempre guardava consigo as hercrux. Era uma maneira de evitar o pior. Harry sempre era o alvo, sendo assim, em caso de aperto, ao menos a hercrux estaria salva.
Novamente na Ordem, Harry deitou na cama, cansado.
-Harry?
-Hum...
-Eu vou andar um pouco, ok? Não consigo dormir. - colocou o pingente sobre a mesinha ao lado de Harry.
-Tudo bem, mas não esqueça, rony, cuidado.
-Sempre alerta. - ele brincou e saiu para a sala.
Poucos passos e saiu para a noite. Cumprimentou os aurores que estavam ali de prontidão e seguiu em direção ao lago. Havia mais aurores ali também. Observou calado a água calma.
-Rony...
virou-se assustado, ouvindo a voz de Hermione.
-Não se vire! - tornou a sussurrar - Não quero que me vejam. Apenas me ouça.
-Hermione... - tentou argumentar, depois de ver sua sobra por de trás de um arvore. Ele se fez mais próximo ainda fitando as águas escuras.
-Vocês acharam?
-Sim...
-Eu sabia que entenderia, Rony! - havia um traço de orgulho na sua voz.
-Como pode estar aqui, Hermione? Ele sabe?
-É claro que não! - havia um tom ríspido na sua voz - Ele mandou-me buscar algo que precisa e mandou-me sozinha. Tive esperanças que entendesse meu chamado. Fiquei perto da sua janela, ainda a pouco e usei um feitiço de atração. Eu não queria assustá-lo ou faze-lo me revelar. Não tenho muito tempo ,também!
-Ok. Diga como destruímos ela?
-Não destrói. Será usado contra ele, rony, na hora da luta. Sâmara é o ponto mais fraco de Voldemort. A parte dele que contem amor. Ele desfez-se desse sentimento e o deixou eternizado com Sâmara, após sua morte. Mesmo ele não pode salva-la, pois ainda não era tão forte. Lorde ainda planeja ir atrás do pingente. Mas algo o interceptou. Um inconveniente, Rony, que vai fazer tudo dar errado! - havia urgência na sua voz.
-O que?
-Aeli! Está esperando um filho de Voldemort!
-E daí? - ele não entendeu.
-E daí, - ela ironizou - que ele colocou a ultima parte de sua alma nesse feto e o enfeitiçou. Mesmo seu corpo estando morto ,ele renascera nessa criança!
-Ah, não!
-É isso mesmo! Aeli tentou se matar ontem a noite, para a criança não nascer, mas ele colocou mais vigilância sobre ela. Faltam menos de uma semana para o nascimento, Rony!
-Droga! E agora??? - ele disse alarmado. - O que vamos fazer?
-Vocês dois, devem ir a cidade das montanhas azuis amanhã a noite, rony. Devem subir o monte e se esconderem na floresta nascente. Quando chegarem lá logo perceberam que existe uma caverna junto a cachoeira. Não tentem entrar. Apenas se escondam! Cheguem antes do nascer do sol e não haverá erro! Mestre irá apenas a noite. Eu e Aeli, junto com pelo menos uns cem comensais estaremos lá, mais cedo. Eu deixarei que me vejam, pois embora aparatemos para lá, darei um jeito de sair, não tentem me falar. Apenas esperem. No momento certo, o cordão de Sâmara ira aquecer a pele de quem o tocar, então fiquem atentos!
-O que ira acontecer, Hermione?
-Lorde quer que nasça amanhã, por causa da noite do terceiro sol. Ele estará enfraquecido pela sexta hercrux. Porem, a criança não ira nascer, Rony.
-Como assim? - franziu as sobrancelhas.
-Aeli e eu temos um plano. É arriscado, e por isso precisam estar lá. Eu tenho envenenado os comensais a dias. Uma poção do sono que age lentamente. Eles estarão mais lentos e fáceis de lidar. Suas varinhas também estão encantadas. Aeli conhece muitos feitiços, pois a nos acompanha voldemort. Mas vocês ainda precisam se preocupar com ele próprio, Nagine, Rabicho, Malfoy e Matus. Eles são os problemas maiores. Os mais fortes são Malfoy e Matus. Nagine é venenosa, mas seu veneno demora a agir, então sua mordida é o maior problema pois é muito dolorosa. Quanto a Rabicho...bem, ele é esperto. Se mantém a par das lutas e sempre tenta escapar. Eu vou tentar impedir isso com um feitiço de 'desquebra', um que Aeli me ensinou. Assim ele só poderá fugir, se me levar junto, o que definitivamente ele jamais conseguiria!
-Qual é o plano exatamente, Hermione?
-Durante o feitiço, eu terei de...é preciso o sangue de uma mulher. E será o meu. Lorde ira perfurar minha pele com um punhal e bebera meu sangue. Pois...bem...
-O que??? Fala logo!
-é sangue de virgem! Entendeu agora??? - disse irritada.
-Ah, tá...é... continue... - disse sem graça.
-Depois disso, ele ficara a espera. Dirá as palavras e estará tudo acabado. Porém....eu aproveitarei esse momento, onde ele estará frágil, pois o meu sangue é puro e ele não suporta nada puro. Então, eu... -sua voz praticamente sumiu. Ela estava tão segura até então.
-diga, Hermione.
-Eu não posso. Estejam lá, rony e por favor, não façam nada fora do que eu disse! Não tentem me salvar ou impedir! Eu preciso apenas que atendam o meu sinal!levem Lupim e Tonks, mas apenas se eles estiverem prontos para seguir minhas ordens! Por favor! Prometa!
-Hermione!
-prometa, rony! - havia urgência na sua voz e ele supôs o quanto era difícil para ela.
-Ok, eu prometo. Será como você quer.
-Obrigada, Rony...eu preciso ir.
-Fica mais um pouco, eu posso tentar afasta-los...
-Não, eu já demorei demais...mas logo, logo eu não precisarei mais partir, Rony....- ele escutou o som do seu suspiro resignado e então sua voz mais frágil que nunca - Peça a Ginny que não me odeie pelo que fiz, Rony, por favor...se eu não...se eu não sobreviver, sim?
-Eu não direi nada! Você mesma dirá! Iremos vencer, Hermione! - disse convicto e ouviu o som do sorriso dela.
-Certo, você tem razão, até mais tarde, Rony...
Ele ouviu novamente o som de um 'crac' e então ela desaparecera.
Voltou a seu quarto penando no quanto ela havia de desenvolvido como bruxa. Aparatava em locais protegidos. Sabia feitiços avançadíssimos. Era muito corajosa, também. Mais do que ele jamais seria.
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