É isso.. a fic acabou, muuuuito obrigada a todas que me acompanharam até aqui, obrigada meeesmo meninas, vocês trouxeram a fic até aqui. Desculpem a demora, beeijos e leiam minhas outras fics, nos vemos lá <3
________________________________________________________________________________________________
- Mamãe. - disse minha filha assim que a levei para seu quarto. - Como foi que você veio para cá? - ela disse enquanto eu a arrumava na cama. - Digo, sozinha, para a Bulgária.
Olhei para ela e pude sentir todo o sofrimento que eu havia sentido antes. Tudo o que eu havia passado, como contar uma história triste para uma criança? Pensei. Como contar a ela que as coisas na vida não são fáceis? E que quando a gente imagina estar vivendo um final feliz é que a gente descobre que nossa história não termina, apenas começamos a viver uma nova fase e digamos que o começo de minha nova fase não começou muito bem...
- Bom dia noiva! - disse Gina entrando na minha casa com uma sacola do McDonald's na mão.
- Bom dia. - eu disse rindo da empolgação exagerada da minha amiga. - McDonald's á essa hora Gina?
- Hoje pode.- ela disse e se sentou tirando o lanche e colocando na mesa.
Normalmente eu recusaria um lanche desses antes das dez horas da manhã, mas eu sabia que havia alguma coisa para comemorar. Esse sorriso da Gina não me enganava, ainda mais que ultimamente ela havia andado um pouco triste, acho que é pelo fato de eu e Draco namorarmos a menos tempo, mas ele já ter me pedido em casamento... Mas isso não vem ao caso agora. Me lembrei de que as notas dos N.I.E.Ms sairiam hoje.
- Gina! - eu gritei e sai correndo atrás das correspondências de hoje.
Eu estava trabalhando no St. Mungus como assistente de um dos médicos, mas era apenas um trabalho temporário. Eu queria pedir demissão, afinal eu finalmente tinha percebido que não levava jeito para a coisa.
Olhei e vi que tinham duas cartas endereçadas á mim. Uma era do ministério, que me deixou curiosa e outra era os resultados do exame. Peguei as cartas e levei até a cozinha, para abrir na companhia da Gina, afinal se eu desmaiasse ela poderia me ajudar.
- Ai meu Merlin! - eu disse ao ver a carta.
Eu havia tirado Ótimo em Aritmância, Runas Antigas, DCAT, Poções e Transfiguração. Excede Expectativa em Herbologia, Feitiços e Astronomia. E por fim um Aceitável em História da Magia, mas essa eu sabia que havia ido mal, já que a prova de Herbologia e de História da Magia foram no mesmo dia e a garota que estava cuidando da planta ao meu lado fez questão de assustar a planta que jogou em mim alguma coisa que fazia meu corpo coçar, mas um Aceitável estava melhor do que eu havia planejado.
- Parabéns Mi! - disse Gina me abraçando e assim que nos separamos eu pude ver a nova aliança na mão dela e dei um grito.
- Você está noiva! - eu gritei e a abracei de novo.
- Finalmente o Harry decidiu gastar o dinheiro dele comprando uma aliança para mim. - ela disse fingindo estar brava, mas tinha um grande sorriso no rosto. - Vamos comer? - ela perguntou já atacando o lanche gigante dela, fazendo com que eu revirasse os olhos.
- Assim você parece o Rony, credo. - eu disse rindo. - Lembre-se de exterminar todos os restos daqui, ou você verá como minha mãe é quando está em um ataque.
- Pode deixar. - ela disse antes de dar mais uma enorme mordida no seu hambúrguer de dois metros.
Olhei para a mesa enquanto tentava comer meu lanche, que por sinal era grande demais e eu não conseguia morder, e vi a outra carta. Deixei meu lanche de lado e a abri lendo a carta que possivelmente mudaria minha vida para sempre.
Senhorita Hermione Granger,
É com prazer que lhe informamos que soubemos de suas notas nos Níveis Incrivelmente Exaustivos de Magia e gostaríamos de lhe oferecer uma vaga em nosso departamento do Comércio Mágico Internacional.
Esperamos que aceite nosso pedido e nos encontre hoje ás uma hora no quinto nível para assinar sua contratação.
Gerente do Comércio Mágico Internacional.
- O que foi Mi? - Gina perguntou assim que acabou de devorar seu hambúrguer.
Eu já havia relido a carta várias vezes e queria entender como eles haviam descoberto sobre minhas notas, mas de algum modo eu estava interessada nesse emprego, pensei que podia ser uma coisa que talvez eu gostasse. Olhei para o relógio e soltei a carta em cima da mesa, deixando que Gina a lesse. Eram onze e meia. Subi correndo as escadas para tomar um banho.
- Você vai aceitar? - ouvi a voz da Gina da porta do banheiro assim que eu fechei o chuveiro.
- Vou. - respondi. - Já estou cansada de trabalhar naquele hospital e trabalhar com o comércio mágico não me parece tão suicida.
- Vai terminar de comer? - perguntou Gina após algum tempo em silêncio.
- Não, fique a vontade. - respondi enquanto me arrumava.
Eu havia aprendido alguns feitiços para deixar meu cabelo arrumado em pouco tempo, mas mesmo assim quando eu desci pude ver Gina assistindo televisão e nenhum rastro de que havíamos comido o lanche do Mac, nem mesmo o cheiro. Sorri para Gina e olhei o relógio, eram meio dia e meia.
- Tchau Gina, feche a porta ao sair. - eu disse e aparatei sem esperar resposta alguma.
Por sorte consegui chegar ao nível cinco no horário certo. Já que não podíamos aparatar direto no ministério eu havia demorado um tempo para chegar e assim que sai do elevador pude ver uma senhora que sorriu ao me ver.
- Por aqui por favor. - ela disse e me guiou á um escritório, me explicando como seria o emprego.
Eu entendi que eu perseguiria ladrões como Mundungus Fletcher e cuidaria para que não entrassem mercadorias mágicas sem supervisão. Teresa me contou que pelas minhas boas notas em Poções, Runas e DCAT, eu estava qualificada para o trabalho, afinal sabendo essas três matérias eu poderia descobrir objetos escondidos, salvar pessoas de alguns objetos mortais e me proteger muito bem de um ataque, caso houvesse um, mas isso tudo era só para precaução, já que na verdade eu trabalharia dentro do Ministério.
- Eu aceito o emprego. - respondi e vi ela sorrir.
Se eu pudesse voltar atrás possivelmente teria respondido uma coisa diferente. Mas se minha resposta fosse outra tenho certeza de que eu me arrependeria, afinal minhas escolhas no passado não me levariam á onde estou hoje e tenho certeza de que por mais difícil que possa ter sido no inicio, hoje eu percebo que faria tudo de novo, exatamente como fiz antigamente.
- Continua. - pediu minha filha e eu de um sorriso para ela, continuando a narrar a história.
- Hermione, estão te chamando na gerencia. - disse Olga, a nova assistente de Teresa.
Eu estava trabalhando no Ministério á três meses e descobri que realmente havia feito a escolha certa, não teria como eu arrumar um emprego melhor que aquele. Eu estava no meio de um relatório sobre uma coroa que era para ter chegado até a rainha, mas por sorte um dos bruxos conseguiu capturá-la a tempo. A rainha morreria instantaneamente se colocasse o objeto sobre a cabeça.
- Com licença. - eu disse batendo á porta e Teresa acenou para a cadeira querendo que eu me sentasse.
- Senhorita Granger, sei que faz um ótimo trabalho aqui, então gostaria de te promover. Estão tendo muitos objetos mágicos contrabandeados na Bulgária e creio que saiba falar um pouco búlgaro não?
- Sim. - falei sentindo um frio na barriga, eu já sabia onde ela queria chegar e temia ouvir aquelas palavras.
- Ótimo, arrume suas coisas, amanhã mesmo você embarca. - ela disse e pegou um envelope em sua mesa. - Entenda, precisamos que você vá para lá urgentemente.
Olhei para o envelope em minha mão e vi que lá dentro possuía uma passagem de avião, para a Bulgária amanhã ás oito horas.
- Só ida? - questionei e vi pela primeira vez compaixão em seus olhos escuros.
- Não sabemos o que está acontecendo, estão com uma produção em massa. - ela me explicou. - Assim que tudo voltar ao normal, compraremos sua passagem de volta, boa sorte.
- Obrigada. - foi tudo o que consegui dizer antes de sair da sala.
Eu sabia que deveria ter recusado, mas entendia que era muito importante que eu fosse para a Bulgária. Naquele dia me liberaram mais cedo, porém tudo o que consegui fazer foi pensar em um jeito de contar para Draco que eu iria me mudar temporariamente. O que eu não fazia ideia do que estava por vir, se naquele dia eu soubesse o meu futuro, certamente faria um discurso diferente para ele, pouparia tanto sofrimento e evitaria que tudo acabasse daquele jeito.
- Está tarde. - eu disse e dei um beijo na testa da minha pequena.
- Termina a história, eu quero saber como acaba. - ela disse e fez aqueles olhinhos de gato, ela estava passando muito tempo com Afrodite, por falar nela...
- Cadê a Afrodite? - perguntei.
- Deve estar lá fora caçando ratos. - ela disse dando de ombros.
- Só espero que ela não os traga para dentro de casa outra vez. - eu disse e ia saindo pela ´porta.
- Mamãe, continua. - ela disse e eu me virei, era incrível ver a semelhança que ela tinha com o pai, mas seus cabelos eram castanhos como o meu, porém, incrivelmente lisos.
- Você sabe como termina a história filha. - eu disse e ela negou.
- Quem sabe outro dia. - respondi e fechei a porta dizendo - Boa noite Juliet.
- Então é isso? - disse Draco a noite em minha casa, ele finalmente havia parado de gritar. Por sorte meus pais haviam saído para nos dar privacidade.
- Eu preciso ir Draco. - eu disse já não segurando mais as lágrimas.
- Ótimo, então vá atrás daquele búlgaro idiota. Não acredito nisso.
- Eu já disse a você que EU ESTOU INDO Á TRABALHO.
- E por que justo a Bulgária?
- Eles escolheram assim. - eu disse o óbvio, aquele ciúme sem sentido do Draco estava me irritando.
- Você sabe que eu faria tudo por você. - ele disse se aproximando de mim e por um momento achei que ele finalmente havia entendido, como eu era ingênua. - Porém é justamente por isso que acho que devemos terminar. Pelo visto eu sou o único que realmente se importa por aqui.
- É isso que você acha? - perguntei irritada e tirei a aliança de noivado. - Tudo bem então, agora eu estou terminando também Malfoy, seja feliz, aproveite a vida. Se você realmente acha que eu não te amo quero que você vá embora agora. - eu disse e taquei a aliança na parede, não ligando para a sua feição arrependida. - AGORA!
Seu olhar para mim antes de aparatar naquela noite ficou sendo reprisado em minha mente aquela noite toda enquanto eu chorava horrores. No dia seguinte acordei cedo e fui para o aeroporto, imaginei que ele teria se arrependido e voltaria atrás, mas não o fez.
Cheguei na frente do quarto do meu primogênito, como sempre ele ainda estava acordado e se imaginando em um duelo com sua nova varinha.
- Está na hora de dormir Scorpius. - eu disse a ele que bufou irritado.
- Mais um pouquinho mãe, por favor. - pediu.
- Já está tarde. - eu disse e ele foi se deitar irritado.
- Boa noite. - ele disse a contra gosto.
- Durma cedo, não se esqueça de que amanhã iremos para Londres. - eu avisei e ele murmurou alguma coisa com "aguentar", "Rose" e "cenoura", fazendo com que eu risse e fechasse a porta. - Boa noite.
- Não esqueça suas correspondências. - disse o porteiro.
- Ah, claro. - eu disse voltando e pegando as cartas. - Obrigada.
Durante os dois meses que morei na Bulgária achei o lugar fantástico, exceto é claro por ser tão longe de Londres e de um certo loiro que mesmo que eu tentasse esquecer atormentava meus pensamentos.
Eu acordava todo dia de manhã e ia correr na praça, já que estava na primavera e eu precisava manter a forma, afinal eu devia ter resistência para pegar os traficantes bruxos. Depois disso chegava em casa e tomava um banho rápido, depois aparatava para o Ministério da Bulgária e recebia as fichas dos novos produtos que eu deveria achar. O dia inteiro meu pensamento era focado no trabalho, mas a noite era difícil não me lembrar dele.
Entrei no meu apartamento e senti um cheiro bom de comida vindo da cozinha. Eu não me lembrava de ter deixado nada no forno, mas mesmo assim corri assustada para a cozinha.
- Oi. - ouvi a voz do meu ex-noivo e fiquei lá parada em choque querendo acordar daquele sonho. - Desculpe entrar assim sem avisar. - ele disse e eu pude ver que em cima da mesa estava uma pizza de calabresa e ainda tinha mussarela em cima, exatamente como eu gostava e muito raro de encontrar aqui na Bulgária, já que eles não costumavam comer.
- O que está fazendo aqui? - eu perguntei e me senti bem ao perceber que minha voz não havia falhado.
- Vim te pedir desculpa Hermione, eu não devia ter surtado daquele jeito e me desculpe se demorei tanto para vir, mas eu tinha que arrumar as coisas para a minha mudança e...
- Mudança? - eu o interrompi e ele sorriu se aproximando de mim.
- Eu não vou te perder para nenhum jogador búlgaro e sei que você me ama muito mais do que qualquer outra pessoa. - certo, isso não era um sonho, Draco sempre muito humilde - Me desculpa por ter perdido a cabeça aquele dia.
Se Gina estivesse lá provavelmente me repreenderia por ter pulado em cima de Draco e o beijado apaixonadamente, ou teria simplesmente dado vários pulinhos de alegria. Mas essa foi a única coisa que me pareceu certa no momento.
Todo mundo diz que a melhor coisa no relacionamento são as reconciliações e eles estão absolutamente certos.
- Você demorou. - ouvi sua voz rouca enquanto ele me puxava pela cintura.
- Tive que colocar seus filhos para dormir. - eu disse e me virei ficando de frente para ele e vendo seus lindos olhos acinzentados sendo refletidos pelos abajures que estavam acesos.
- Boa noite. - disse Draco me dando um selinho.
Minha vida ao lado de Draco todos esses anos não foi perfeita. Nos encontramos com Victor Krum algumas vezes, brigamos muitas vezes. Basicamente durante todos esses anos tivemos muitas reconciliações.
Não vivemos em um felizes para sempre, apenas estamos vivendo uma nova parte da nossa vida e sinceramente espero que haja uma próxima fase, com isso quero dizer que espero que Draco e Rony não acabem com o mundo quando virem Scorpius e Rose namorando. Eu sei que eles vão ficar juntos, assim como sei que amanhã fará frio e que se a Juliet não tomar cuidado descendo as escadas ela vai ficar com o pé enfaixado por duas semanas, afinal intuição de mãe nunca falha.