Antes de mais nada acho que eu devo um explicação a vocês por ter ficado tanto tempo sem postar.
Primeiramente a minha beta estava sem muito tempo para betar, tanto que ela acabou dando um tempo até mesmo na fic dela. E ela não sabe quando vai poder voltar. Sendo assim, os capítulos a partir de agora estarão sem betagem (pelo menos até que ela possa voltar ou eu encontre outro beta), portanto, me desculpem por possíveis erros.
Segundo, logo depois que eu recebi o aviso dela que ela não iria poder continuar me ajudando, eu tive que fazer uma cirurgia nos meus olhos e ai a oftalmologista me proibiu de mexer no PC, e ver TC por duas terríveis semanas.
Mas agora eu estou de volta, e com tudo.
Esse capitulo é um pouco diferente dos anteriores, porem muito provavelmente o maior cap que a fic vai ter. Espero quem gostem.
E novamente desculpe por ter ficado ausente por tanto tempo sem dar nenhuma explicação.
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A entrevista coletiva ficou marcada para o dia quatro de abril, em Hogsmeade. Assim daria tempo de Hermione voltar da Austrália e deles discutirem o que eles iram ou não contar.
No dia da entrevista Hogsmeade estava lotada de repórteres. Eles haviam montado um lugar com várias cadeiras de forma que os três ficassem de frente para os jornalistas. A única exigência deles tinha sido que eles publicassem a entrevista sem alterar o que eles iriam dizer.
Os três estavam nervosos, mas já haviam percebido que aquilo era a coisa certa a se fazer, e eles aproveitariam para tentar mais uma vez mostrar que a forma de se tratar os outros seres mágicos é muito preconceituosa. Hermione havia ficado de responder a maioria da perguntas, pelo fato de ser mais lógica, e por tanto conseguir racionar qual seria a melhor resposta para as perguntas mais rapidamente sem contar que ela conseguiria perceber uma armadilha mais facilmente.
– Boa tarde. Meu nome é Roger Sanches os outros jornalistas me elegeram para comandar essa entrevista. Primeiramente queria agradecer que os três tenham aceitado dar essa entrevista. E perguntar o porquê vocês pediram para dar essa entrevista somente hoje? Pouco mais de um mês depois da guerra terminada.
– Bem primeiramente pensamos em não aceitar – Respondeu Hermione. – Devido a todas as mentiras que já foram ditas e escritas sobre nós. Mas depois de pesar e conversar com algumas pessoas, achamos que seria melhor darmos a entrevista. Mas o fato de ser tanto tempo depois se deve principalmente ao fato de eu estar até poucos dias atrás na Austrália com os meus pais.
– E porque vocês tinham ido para lá?
– Bem com creio que a maioria aqui já saiba eu sou nascida trouxa. Então seria realmente perigoso para os meus pais permanecerem aqui na Inglaterra durante a guerra, principalmente se Voldemort descobrisse que eu estava ajudando o Harry. Sendo assim eles foram para a Austrália. E assim que a guerra acabou eu fui para lá para buscá-los.
– Ok... Mas agora vamos ao que mais interessa. O que vocês estavam fazendo todos esses meses em que vocês estavam desaparecidos?
– Buscando certos objetos que precisavam ser destruídos para que Voldemort pudesse finalmente ser morto. – Respondeu Hermione.
– Como assim? Isso tem alguma coisa a ver com o fato do Potter ter sobrevivido no dia que atacou o Sr. Potter a 17 anos atrás?
– Sim. Respondeu Hermione. – Voldemort havia usado alguns objetos através de magia negra para se tornar imortal. Assim quando ele tentou matar Harry anos atrás e o feitiço ricocheteou para ele, ele não morreu, mas passou a viver em uma forma que... como posso dizer... entre ser apenas uma alma e um corpo. E era exatamente atrás desses objetos que nós estávamos atrás. Porque só destruindo eles é que Voldemort poderia ser destruído.
– E como vocês descobriram isso?
– Quem descobriu isso foi Dumbledore. – Respondeu Hermione. – E ele contou para o Harry, e inclusive o que era esses objetos, e Harry contou a mim e ao Rony, para que nós pudéssemos ajudá-lo.
– E vocês sabem como Dumbledore descobriu isso?
– Anos de observação, pesquisa e dedução. – Respondeu Hermione.
– Porque Dumbledore não os destruiu?
– Porque ele não sabia onde alguns desses objetos estavam e nem tinha certeza do que eram dois deles. – Respondeu Hermione. – Porem os que ele descobriu, ele foi atrás e destruiu.
– Mas o que foi que ele usou?
– Bem espero que vocês entendam, mas por questão de segurança preferimos não disser isso. – Respondeu Hermione, não que muitos jornalistas começaram a reclamar. – Não queremos que mais algum bruxo das trevas use esse mesmo método.
– É claro, faz sentido. – Aceitando a recusa em responder, mas um pouco chateado com isso. – Isso tem a ver com o fato de vocês terem invadido o Ministério da Magia e Gringotes esse ano?
– Sim. – Respondeu Hermione. – No caso do Ministério foi por que um dos objetos estava de posse de uma funcionária do ministério, a qual, tenho certeza não sabia o que tinha em seu poder. Porem como sabíamos que apesar dela nunca ter se tornado uma comensal, ela era adepta aos ideais de Voldemort, o único jeito seria ir até lá e pegar esse objeto dela. Já no caso de Gringotes, Voldemort havia pedido para que os Lestrange guardassem em seu cofre pessoal um desses objetos, e era atrás dele que nós estávamos.
– Por falar em Gringotes, é verdade que vocês pediram desculpas aos Duendes pela invasão dois dias depois do ocorrido?
– Sim, pois era o certo a se fazer. – Respondeu Hermione. – Nós só invadimos Gringotes porque sabíamos que os Duendes jamais entregariam algo que outra pessoa guardou lá. Portanto a única forma de obter o objeto que precisávamos era invadindo o banco. Porem nós não somos ladrões. Tenho certeza que ninguém aqui ficaria feliz se nós invadíssemos a sua casa, pegássemos algo lá guardado e ainda por cima destruíssemos parte da casa. Por isso o mínimo que devíamos a eles era uma explicação e um pedido de desculpas.
– E eles aceiram o pedido de desculpas?
– Me desculpe, mas isso é somente entre nós e eles. – Respondeu Hermione.
– Ok... Mas voltando no tempo. Sr. Potter como foi que o Sr. sobreviveu a maldição da morte quando tinha apenas um ano de vida?
– Isso foi graças a minha mãe. – Respondeu Harry.
– Como assim? – Perguntou intrigado.
– Bem... – Respondeu Harry um pouco incomodado de ter que falar sobre isso. – Quando Voldemort apareceu na casa dos meus pais, o objetivo dele era me matar... mas meus pais lutaram da forma que podiam para impedir... quando ele chegou até a minha mãe, após ter matado o meu pai, ele mandou que ela saísse da frente, mas ela se recusou... portanto ela tinha a opção de viver,... porem ela decidiu não sair da minha frente, para continuar me protegendo... bem,... sendo assim... Voldemort a matou apenas para tira-la do caminho... e isso fez com que ela acabasse lançando uma magia antiga de proteção sobre mim... uma magia que impedia que Voldemort, e apenas ele me mata-se.
– E você sabe por que Você-Sabe-Quem deu essa opção a sua mãe.
– Porque um antigo comensal que era apaixonado pela minha mãe pediu para ele poupá-la. – Respondeu Harry gerando uma onda de cochichos. – Comensal esse que desde então se tornou um espião de Voldemort para Dumbledore.
– Podemos saber quem é ele?
– Severo Snape. – Respondeu Harry causando um choque em todos os presentes.
– Me desculpe Sr. Potter, se eu estiver enganado, mas até onde eu saiba o Sr. mesmo acusou Severo Snape de matar Dumbledore.
– O Sr. não está enganado não. – Respondeu Harry. – Acontece que eu só vim a descobrir quem realmente era Snape no dia da batalha de Hogwarts, como vocês vem a chamando. Como eu posso explicar...? ...
– Não sei se vocês sabem... – Começou Hermione achando que seria mais fácil que ela explicasse isso. – Mas existe um objeto chamado penseira onde através dela podemos ver não só as nossas próprias lembranças como a das outras pessoas, desde que a outra pessoa nos seda essa lembrança. Bem no dia da batalha de Hogwarts, teve um momento, pouco antes da trégua, o qual nós ao percebermos que Voldemort estava na casa dos Gritos fomos até lá atrás dele. Chegando lá nós ficamos em uma situação na qual não tínhamos chance de entrar, pois a única entrada possível era bem abaixo de onde Voldemort estava. Se ele percebesse que estávamos lá, ele nos mataria antes que tivéssemos chance de se defender. Mais voltando ao que interessa. Lá nós vimos Voldemort mandar Nagini – a cobra de Voldemort – matar Snape, pelo simples fato de Voldemort achar que a varinha a qual ele estava usando não estava funcionando direito por pertencer a Snape, o que para a infelicidade de Voldemort não era verdade. Bem, depois de Nagini atacar Snape, Voldemort foi embora deixando Snape para terminar de morrer ali sozinho. Nisso nós entramos, e assim que Snape nos viu ele usou as ultimas forças que tinha para nos entregar certas lembranças dele.
– Valeu Mione. – Harry achou que dali em diante ele conseguiria continuar. – Bem continuando... Dumbledore havia me ensinando a ver quando uma lembrança era verdadeira ou não. E como naquele momento Voldemort havia dado uma trégua de uma hora. E considerando o fato de Snape ter gasto suas ultimas forças para me dar aquelas lembranças eu resolvi ver o que era. Bem, o objetivo dele era me passar uma informação que Dumbledore havia pedido para ele me dar somente em um determinado momento. Informação essa que tinha a ver com os objetos dos quais nós estávamos atrás. Mas entre elas tinha uma em que ele conversava com Dumbledore, logo após a mão de Dumbledore ter ficado negra, como era possível ver no ultimo ano de vida dele. Nessa conversa Snape dizia a Dumbledore que ele havia conseguido prender em uma das mãos de Dumbledore uma maldição que estava no corpo de Dumbledore, maldição essas que estava lá devido a Dumbledore ter tocado em um desses objetos do qual nós estávamos atrás. Ele também dizia que a maldição era muito forte, que ela iria se espalhar pelo corpo de Dumbledore lentamente até que ele viesse a morrer. E que isso levaria em torno de um ano. Como Dumbledore sabia que Voldemort havia mandado Draco Malfoy matá-lo. Mas ele também não acreditada que Draco Malfoy iria ter coragem de... digamos, chegar até o fim. E dessa forma ele acreditava que quem iria acabar fazendo isso seria algum outro comensal, e que este provavelmente ira querer torturá-lo. Além do mais considerando que ele sabia que com a sua morte Voldemort tomaria o controle de Hogwarts, ele pediu a Snape que este o matasse quando chegasse a hora. Sendo assim ele não só não seria humilhado, como também faria com que Voldemort confiasse ainda mais em Snape. Dando o controle de Hogwarts para ele. E dessa forma ele teria como ao menos tentar proteger um pouco os alunos.
– Que fique bem claro uma coisa. – Comentou Rony. – Não estamos dizendo que Snape era um santo, pois ele não era. Só estamos querendo disser que apesar de tudo que ele fez, ele realmente estava lutando contra Você-Sabe-Quem.
– Que história em! – Disse o jornalista meio pasmo, meio incrédulo com a história. – Mas agora uma curiosidade. O Sr. Potter e a Sta. Granger em todo momento chamaram Você-Sabe-Quem de... Vol... das quantas. – Disse gerando uma onda de risos. – Porem o Sr. Weasley, não o chama dessa forma. Podemos saber o porquê?
– Porque esses dois são malucos. – Comentou Rony, gerando nova onda de risos.
– Quando eu fiz onze anos e conheci o mundo da magia, não sabia dessa história de diz-não-diz. – Disse Harry. – Um tempo depois Dumbledore me disse que o medo de um nome só aumenta o medo a coisa em si. E isso era algo no qual em concordava plenamente com ele. Portanto não via porque não chamá-lo de Voldemort. Além do mais esse não era o seu verdadeiro nome.
– Quanto a mim – Disse Hermione. –, foi o Harry que me convenceu a parar de ter medo de chamá-lo pelo nome.
– Potter o Sr. disse que Vol... das quantas não era o verdadeiro nome dele. E por curiosidade, qual seria?
– Tom Servolo Riddle. – Respondeu Harry. – E essa é uma história bem interessante. – Disse rindo. – Para quem não sabe ele tinha esse nome que foi dado pela sua mãe, a qual apressar de ser descendente de uma família puro-sangue era um aborto, em homenagem ao avô materno – Servolo – e ao pai Tom Riddle, o qual era um trouxa.
– O Sr. está dizendo que Você-Sabe-Quem não era sangue-puro? – Perguntou pasmo o jornalista.
– Exatamente. – Respondeu Harry rindo. – Para você ver o quão idiota eram aqueles que o seguiam.
– Por essa acho que ninguém esperava. Mas vamos lá. Porque Você-Sabe-Quem queria te matar ainda quando pequeno? Isso tem algo a ver com uma profecia?
– Sim. – Respondeu Harry – Voldemort ficou sabendo de uma profecia que eu outras palavras dizia que em uma dada época iria nascer alguém que seria capaz de derrotá-lo. Mas ao meu ver a profecia só foi verdadeira porque ele acreditou. Eu creio que se ele não houvesse ficado sabendo dela, ele jamais teria ido atrás de mim quando pequeno. E consequentemente tudo o que se seguiu para o fim dele não teria acontecido. Sendo assim ou ele ainda estaria por ai, ou outra pessoa haveria de conseguir por um fim nele. Sem contar que essa profecia em questão não necessariamente se referia a mim. Quem decidiu isso foi o próprio Voldemort.
– Interessante. Sr. Potter tem quem diga que você mantinha contado com Sirius Black, e que até mesmo chegou a ficar mal quando ele veio a falecer. Isso é verdade? E se sim, poderia explicar isso, uma vez que Black era considerado um dos piores comensais.
– Para começo de conversa Sirius nunca foi um comensal – Harry respondeu sério e até um pouco alto, indignado por eles ainda acharem que Sirius era um comensal. E começo a explicar rapidamente a história. –, e muito menos concordava com eles, ao contrario de quase toda a sua família. Para quem não sabe Sirius, fazia parte da Ordem de Fênix, ainda antes da queda de Voldemort. Acontece que quando Voldemort resolveu vir atrás de mim, assim que Dumbledore ficou sabendo ele avisou os meus pais e aconselhou que eles se escondessem utilizando o Feitiço Fidelius. A idéia inicial dos meus pais foi colocar Sirius como o segredo, uma vez que ele era o melhor amigo do meu pai, sendo inclusive meu padrinho. Porem Sirius teve uma idéia, ele sugeriu que meus pais colocassem Pedro Pettigrew, um outro amigo deles como fiel, eles acreditaram que seria um ótimo blefe uma vez que Pettigrew era o mais fraco do grupo. E como eles sabiam que tinha alguém perto deles que estava pesando informações para Voldemort, eles decidiram não contar a absolutamente ninguém a troca. Porem o que eles não sabiam era que quem os estava traindo era Pettigrew. Sendo assim, logo após eles terem lançando o feitiço, Pettigrew avisou Voldemort, entregando meus pais a ele... Quando Sirius percebeu o que havia acontecido, ele não pensou duas vezes e foi atrás de Pettigrew, que em uma jogada de mestre fez uma rua inteira explodir, tendo antes gritado para todos ouvirem que Sirius é que havia traído os meus pais. Durante a explosão Pettigrew contou um de seus dedos, se transformou em rato e fugiu, fazendo todos acreditarem que ele havia morrido e que Sirius o havia matado.
– Você está querendo disser que Pettigrew era um animago? Mas isso deveria ter sido levado em consideração, não?
– Não nesse caso – Respondeu Hermione. –, pois somente os amigos sabiam que ele era um animago. E o único que poderia ter revelado isso não imaginava que os amigos poderiam ter feito uma troca sem terem contado para ele.
– Quando e como vocês descobriram isso? E porque nunca tentou provar a inocência de Black?
– Descobrimos isso no fim do nosso terceiro ano, quase um ano depois de Sirius fugir de Azkaban. – Respondeu Hermione. – Descobrimos porque Sirius numa tentativa de pegar Pettigrew, acabou levando o Rony para onde ele estava escondido. Eu e Harry fomos atrás, sem saber que era o Sirius que havia pego o Rony. Ao chegarmos lá começamos a discutir com ele para que nós conseguíssemos tirar Rony de lá, que estava com a perna machucada. Até que Remo, que na época era o nosso professor de defesa, apareceu. Ele havia visto Black carregar o Rony, e Harry e eu irmos atrás. Ao chegar lá Remo percebeu o que estava acontecendo, percebeu que Pettigrew ao contrario que todos imaginavam estava vivo. E sendo assim percebeu que deveria haver um grande engano quanto ao que Sirius era acusado. Com os dois ali, eles provaram para mim, Harry e Rony não só que Sirius era inocente, como que Pettigrew era o verdadeiro culpado e que este ainda estava vivo. Porem para nossa infelicidade devido a uma sucessão de acontecimentos, Pettigrew escapou, Remo, não pode ajudar devido a ser lua cheia naquele dia, e Fudge, simplesmente não querer ouvir a historia de três adolescentes e ter que assumir que havia mantido por onze anos um inocente em Azkaban, o qual nem havia tido direito a um julgamento, não conseguimos provar a inocência dele.
– E alguém alem de vocês acreditou nessa história?
– Dumbledore – Respondeu Hermione. –, e consequentemente todos da Ordem de Fênix. E se querem outra prova, Sirius foi morto por Bellatrix Lestrange, durante um combate entre a Ordem e os comensais no ministério. Combate esse onde finalmente conseguimos provar que Voldemort havia voltado.
– O que realmente aconteceu no Torneio Tribruxo?
– Aquela entrevista que eu dei sobre esse assunto um tempo depois, já diz tudo. – Respondeu Harry. – O que está lá é a verdade.
– É verdade que o Sr. é ofidioglota?
– A verdade é que eu era ofidioglota. – Respondeu Harry com um meio sorriso. – Eu tinha esse dom por causa que Voldemort o tinha... Quando Voldemort tentou me matar, ele acabou, não sei dizer se felizmente ou infelizmente, me passando algumas de suas habilidades, entre elas o dom de falar com cobras, e a ligação que eu tinha com ele, a qual se provou uma bênção e uma maldição ao mesmo tempo.
– Como assim? – Perguntou intrigado o Jornalista.
– Lhe garanto que é horrível ser obrigado a ver Voldemort nos momentos em que ele era mais cruel, e estava com mais raiva. – Respondeu Harry. – Ainda mais que eu sentia muita dor nesses momentos, assim como quando Voldemort estava por perto. Por outro lado essa ligação me permitiu descobrir onde estava um dos objetos que estávamos procurando, a tempo de impedir que Voldemort o removesse. Mas voltando a questão de eu ser ofidioglota, desde do dia em que Voldemort se foi para sempre eu não sou mais.
– O que levou vocês até Hogwarts no dia da batalha de Hogwarts?
– O fato de termos descoberto que um dos objetos que nós procurávamos se encontrava em Hogwarts. – Respondeu Hermione.
– Potter o que te levou até a floresta na batalha de Hogwarts?
– Fui atrás de Voldemort. – Respondeu simplesmente Harry.
– E o que te fez fingir de morto? E o como você conseguiu enganá-lo?
– Bem... – Harry respirou fundo e começou. – Como vocês já devem saber, ele havia tentado me matar novamente, porem não conseguiu. No momento que se seguiu, onde por um tempo eu não sabia o que se passava ao meu redor, eu entendi, que ele novamente havia falhado, graças a minha mãe. Voldemort havia sido burro o suficiente em utilizar o meu sangue para recuperar o corpo, e com isso garantir que a proteção de minha mãe continuasse a existir mesmo depois de eu ser maior de idade. Porem eu sabia que depois do que havia acabado de ocorrer a proteção de minha mãe não existia mais. Então quando eu tomei consciência, eu resolvi me fingir de morto, porque eu sabia que na situação em que eu estava eu não tinha nenhuma chance. Eu consegui enganá-lo, porque quem ele mandou verificar se eu estava ou não morto, foi justamente uma pessoa, que naquele momento, não estava nem ai para ele, ela só queria saber de entrar em Hogwarts e verificar se o seu filho estava bem. E como ela sabia que a única forma de ser permitida a sua entrada em Hogwarts era a de que eu estivesse morto, ela mentiu para Voldemort.
– Interessante. Mudando de assunto. Nós ouvimos uma história de que você enterrou um elfo, mas o curioso da história é que dizem que você cavou o tumulo sem utilizar magia. Isso é verdade? E porque fez isso?
– Sim é verdade. – Respondeu Harry um pouco triste ao se lembrar de Dobby. – O elfo em questão se chamava Dobby, e ele era meu amigo. Ter cavado o tumulo sem magia foi uma forma de agradecer e homenagear um amigo de quem eu gostava muito e que havia acabado de salvar a minha vida e de meus amigos.
– Ouvimos dizem que a Srta. Granger quer que libertemos todos os elfos. Isso é verdade? E por que?
– Sim é verdade. – Respondeu Hermione feliz por poder defender os elfos. – Pois ao meu ver isso é trabalho escravo. Sem contar que é horrível a forma que eles são obrigados a obedecer. Eles não podem ter vontade própria, e sempre usam aquele trapo que chamam de roupa. Na minha opinião isso é inconcessível...
– A Srta. Sabe que eles não querem ser libertados. – Cortou o jornalista. – E ficam muito mal quando o são?
– Eu já disse isso para ela. – Falou rapidamente Rony. – E por muito tempo eu tentei convencê-la de desistir dessa história. Mas convivendo com ela, com Dobby, Winky e Monstro, eu percebi o que ela queria dizer. Talvez a solução não seja libertá-los propriamente dito. Mas dar a eles uma vida digna. O que custa permitir que eles usem uma roupa decente? Custa tratá-los com respeito? Poxa vida, olha tudo o que eles fazem para nós, e olha como nós retribuímos. – Rony falava rapidamente para impedir que ele fosse interrompido. – Creio que a maioria de vocês estudou em Hogwarts. Quantos de vocês sabem que em Hogwarts é onde existe a maior concentração de elfos na Grã-Bretanha? Creio que a minoria, e poucos mais que sabem que existem elfos em Hogwarts. E eu pergunto a vocês, quem que vocês acham que são os responsáveis por fazer toda a comida que lá é servida, incluindo aqueles deliciosos banquetes? Quem que vocês acham que limpa e organiza toda a escola? Que cuida dos jardins? E quantos outros detalhes que nós nem percebemos. O que custa em troca de toda essa atenção que eles têm por nós tratá-los com dignidade? Se vocês dizerem que é porque eles não são humanos. Eu só vou dizer uma coisas: A diferença entre ter preconceito por sermos de raças ou espécies diferente ou termos origens diferentes, ser sangue puro ou nascido trouxa, é mínima. O que custa sentarmos para ouvir o que os centauros, os duendes, os elfos, os gigantes, e os sereianos têm a nos dizer? Porque não podemos dividir o nosso conhecimento com eles, e eles conosco? Eu peso para que cada pare um minuto que seja e se coloque na pele um deles, e veja como é. Melhor ainda, vou sugerir algo mais fácil de imaginar. Imagina que uma bela noite você resolve sair para passear, mas acaba encontrando um Lobisomen no seu caminho, e esse te morde. A partir desse momento você vai ser igual a ele, você também vai ser um Lobisomen, porem o seu coração assim como quem te mordeu continuará o mesmo. O que vai fazer você mudar vai ser a exclusão que você vai sofrer. Pois da noite para o dia, você não vai ter mais amigos, família. E eu pergunto, você gostaria disso? Tenho certeza que não. Eu tive o grande prazer de conhecer Remo Lupin, um Lobisomen muito gente boa. Um homem integro, que lutava pelo que é certo, tanto que morreu lutando contra Voldemort. E ele era assim porque apesar de todo o preconceito que ele sofria, ele deu sorte de ter em seu caminho amigos que o aceitaram do jeito que ele era. Uma coisa que eu me recordo dele, e ele dizer com orgulho que nunca havia passado a maldição dele para ninguém. Eu me lembro do desespero dele quando a esposa dele ficou grávida, a dor que ele sentia só de imaginar que o filho podia ser igual a ele, pois ele não queria que o filho sofresse todo mês com a transformação, e muito menos que o filho dele tivesse que suportar todo o preconceito que ele suportava. Mas eu lembro também da felicidade dele quando o filho nasceu e ele viu que o filho não havia herdado a lincopantia dele. Portanto eu peso para que você se ponha no lugar de um deles, ou imagine que seu filho esteja nessa situação. E pense como você gostaria de ser tratado, ou que tratassem seu filho.
Ao termino do discurso de Rony, todos ficaram um tempo quietos chocados com o que haviam acabado de ouvir. Ao lado de Rony, Hermione estava em lagrimas e muito feliz e emocionada com tudo o que ele havia dito. Ela abraçou ele e sussurrou no ouvido dele um muito obrigada, deixando Rony com um grande sorriso no rosto.
Quando o jornalista conseguiu sair do transe em que se encontrava disse. – É um discurso em tanto Sr. Weasley, creio que nenhum de nós um dia chegou a pensar algo se sequer chegasse perto disso. Mas o Sr. Potter concorda com o seu amigo?
– Não só concordo com tudo que Rony disse. Como acho que eu não poderia ter colocado em palavras melhores tudo o que eu sinto. – Respondeu imediatamente Harry.
– Como vocês se sentiram quando foram incluídos entre os bruxos famosos que tem uma figurinha nos sapos de chocolate?
– Altamente feliz e orgulhoso de mim mesmo. – Respondeu rapidamente Rony, causando algumas risadas.
– Completamente chocado, não esperava por uma coisa dessas. – Disse Harry.
– Feliz pelo fato de eu ser nascida-trouxa, não ter impedido isso, e ao mesmo tempo confusa, apesar por de alguma forma já imaginar que isso talvez ocorresse, ao mesmo tempo em não acreditar nisso. Acho que na verdade só esperava isso para o Harry. – Respondeu Hermione.
– Qual a relação que há entre vocês três? Digo... tem quem diga de a Srta. Já namorou o Potter mas que agora namora o Weasley.
– Apesar de esse assunto ser pessoal, vou responder para que fique bem claro. Eu nunca namorei o Harry, nos sempre fomos amigos. – respondeu um pouco rude Hermione pela pergunta.
– Hermione é como se fosse a irmã que eu nunca tive – Falou Harry querendo deixar aquilo bem claro. –, portanto não existe e nunca existiu a menor possibilidade de existir algo do tipo que o Sr. insinuou entre nós dois.
– Quanto ao Rony, nós dois sim somos namorados. – Falou Hermione.
– Então que dizer que o Potter está livre? – Perguntou rapidamente uma jornalista com um sorriso assanhado do rosto.
– Não, não estou livre – Respondeu imediatamente Harry. –, eu tenho namorada, e não troco ela por nada, nem por ninguém nesse mundo. E já que chegamos a esse tipo de pergunta, nós vamos nos retirar. Vocês vão nos desculpar, mas a nossa vida pessoal é como o próprio nome diz, pessoal. E não queremos ninguém bisbilhotando e muito menos se intrometendo nela. Não pedimos para sermos famosos. Só fizemos o que era o certo fazer. Agora o que nós mais queremos é viver uma vida tranquila. Boa tarde a todos. – Finalizou Harry se retirando rapidamente com os dois amigos.
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Eliana de Albuquerque Lima: Muito obrigado pelo comentário. E pretendo não demorar mais tanto tempo.
Neuzimar de Faria: Fiquei realmente muito emocionada com o seu elogiou, nem me acho tão boa assim. E fiquei até sem graça considerando o tempo q eu fiquei sem postar. Muito obrigada. Quanto ao fim da fic. Eu tenho tantas idéias na minha cabeça pra essa fic. Que não sei ao certo ainda até que ponto a fic vai, uma vez que eu não sei se conto algumas das histórias dos filhos e sobrinhos do Harry, nessa fic, ou se vou contar essas histórias em fic paralelas. De qualquer forma creio que a história não vai terminar até que eles tenham netos.