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3. O (maldito) começo


Fic: Granada Humana


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Ótimo, tinha feito de novo. Por mais que não tentasse ser uma pessoa detestável, ele o fazia…e não era só com a Granger, era com todos. Só queria ser normal, agradável, mas não conseguia. Talvez tivesse nascido para ser um pé no saco.


Cruzou o corredor na esperança de ir para casa sem ter que falar com mais ninguém, mas infelizmente, Blaise conseguiu alcançá-lo.


–Aí, cara, tu viu o que a gente vai ter que fazer? E com quem a gente vai fazer?


– Não quero nem pensar no que vai acontecer de amanhã em diante. - disse, dando de ombros.


– Nem eu... escuta, a Pansy e mais uma gente estão planejando de tocar o terror no mundo trouxa, disse que não vai apagar memória porcaria nenhuma.


– Eles que tentem. - disse, seguido de uma risada sarcástica - Eu aposto meu braço que os trouxas estão matando qualquer um que tiver um mínimo sinal de magia. Pansy que se cuide.


– Falei o mesmo pra ela, mas ela riu. Cara, isso não vai dar certo... tô vendo um monte de gente morrendo de novo.


– E dessa vez não é guerra contra o bem e o mal.


Alguns minutos de silêncio, que Draco achou que seria o suficiente para que Blás fosse embora, mas ele seguiu o loiro, sem dizer nada.


– Não sei o quão gay isso vai soar, mas estou com medo, cara.


– Eu nem ligo mais, quero que todo mundo se foda. E tô a fim de ir para casa sozinho.


Blaise encarou Draco por alguns segundos, murmurou algo como “Eu, hein”, virou as costas e foi embora.


De novo, tinha sido um filho da mãe... tinha que começar á conviver com isso.


 


–--*---


Harry, Gina, Hermione, Rony e Jorge chegaram na casa dos Weasley mais preocupados do que quando saíram, e Hermione parecia devastada.


– Isso é muito perigoso! - exclamou Sra. Weasley enquanto colocava um grande prato de assados na mesa.


– Relaxe, Molly. Você sabe que ele irão se sair bem... - disse Arthur, embora seu olhar fosse um pouco apreensivo.


Todos comeram em silêncio, e um a um, subiram para seus quartos, arrastando os pés. Mione entrou em seu quarto e Rony entrou em seguida, fechando a porta.


– Ei... estava pensando em falar com você. - disse, sentando na cama.


– Ah... er, claro. Diga.


– Não vou dizer nada ruim, não. - fez um gesto para que Hermione sentasse em sua perna- Com tudo isso que vai acontecer, eu não posso duvidar que mal teremos tempo para passar juntos... como ultimamente. E acredite, isso me aborrece. Ter que ficar aqui dentro te vendo antes de dormir e sempre algum de nós dois está cansado de mais para fazer alguma coisa ou mesmo para conversar. Mas eu só quero te dizer: eu amo você, não importa que eu te veja só uns 20 minutos por dia.


– Ah, Rony... - Hermione ainda não tinha pensado nisso, depois do que Quim falou, pode-se dizer que até esqueceu que tinha um namorado. - Eu também amo você... demais. Mas sei que iremos ter bastante tempo depois que tudo isso acabar.


Dito isso, o ruivo deitou na cama e puxou Hermione em um beijo, tirando sua blusa e ela tirando a dele.


E fizeram aquilo que há muito tempo faziam... e que ficariam muito tempo sem fazer.


 


–---*---


Acordaram todos pela manhã, tentaram comer, já que nenhum deles estavam com fome, se despediram do Sr. e Sra. Weasley e seguiram ao Ministério.


Como esperado, estava uma tremenda bagunça. Bruxos empurravam uns aos outros, berrando, cá e lá era possível ver alguém caído no chão, apenas em cima do grande palco improvisado estava um homem baixo de pescoço atarracado - o mesmo que lhes chamara á sala de Quim na tarde anterior.


– Senhores, por favor, peço-lhes a atenção por alguns momentos. Todos aqui foram convocados na missão Spero - que foi o nome dado a tal e que significa esperança em latim -, logo irei chamar os nomes dos pequenos grupos que se encaminharam a uma entrada á direita deste salão - disse, apontando um grande portão de madeira ao lado - e de lá pegaram uma Chave de Portal até o lugar que lhes foi determinada.


 


E então começou a chamar os nomes, e lentamente os chamados iam se arrastando até o portão... podia-se perceber que as expressões em seu rosto não eram nem um pouco felizes, ou ao menos confiante, talvez até assustadas.


 


– Malfoy, Draco. Zabini, Blaise. Parkinson, Pansy. Weasley, Ronald, Ginevra e Jorge. Granger, Hermione e Potter, Harry.


 


Com o coração mal cabendo no peito, caminharam lentamente até o portão que levava á uma sala com dezenas de objetos comuns - as chaves de portal.


– Cheshire, certo? - perguntou um homem alto e magro - A sandália á direita. - apontou para uma sandália velha e acabado colocada em uma plataforma azul.


Um a um se colocaram em voltado sapato, Pansy trocava de lado para que sua mão não encostasse-se à de Hermione, Blás tinha uma expressão farta no rosto e Draco...não tinha expressão alguma, apenas encarava o objeto como se o tão fosse uma vazia escuridão.


E se teletransportaram.


A sensação de enjoo e angústia tomou conta deles, depois se ouviu um baque e se viram caídos em uma grande lata de lixo em um beco qualquer.


– Ótimo! Já começamos na merda. - disse Blaise, se levantando e limpando as vestes.


– A merda já começou quando nos colocaram com essa gentinha aí. - disse Pansy, com cara de desdém.


Harry que já estava praticamente farto de tudo aquilo se colocou na frente de todos.


– Tá, escutem: eu sei que vocês nos odeiam, e vocês sabem que te odiamos, mas vocês não podem levar uma coisa á sério uma vez na vida?! Mal começamos e vocês já reclamaram! Percebam o que estamos fazendo! É importante! Então, será que vocês poderiam deixar de ser um bando de pés no saco uma vez na vida?!


– Se vocês pararem de ser um pé no saco... - Pansy disse.


Todos - menos Draco e Blás - olharam para ela com ódio.


– Tá, tá, eu vou tentar. - disse por fim, revirando os olhos.


– Ok, só temos que nos infiltrar em meio aos trouxas, ver quais deles sabem do nosso mundo e apagar a memória deles. Simples. - disse Hermione partindo em frente.


– Não podemos simplesmente sair todos juntos! Teremos de nos separar. - dessa vez foi a vez de Draco falar.


– É, eu e oi Blás vamos pela direita, vocês se separem aí. - disse Parkinson, tomando Blaise pelo braço.


– Não vamos deixar que vocês dois vão sozinhos por aí! - exclamou Gina.


– Achei que estávamos tentando nos entender, cabelo de fogo. - Pansy continuou.


– De jeito nenhum! Vamos ter de tirar na sorte quem vai com quem.


Pegaram os pedaços mais limpos de lixo que haviam por perto, como se cada um representasse um deles, e depois fechavam os olhos e jogavam os objetos no chão, formando os pares.


Assim ficou: Jorge com Gina, Rony com Blaise, Harry com Pansy e Hermione com Draco.


– Ficamos cada um com uma direção: Jorge e Gina no sul, Harry e Parkinson ao norte, Hermione e Malfoy ao leste e eu e o Zabini á oeste. - disse Rony, confiante.


Em silêncio todos viraram em sua direção determinada e então repararam algo muito importante que não tinham notado enquanto discutiam: Cheshire estava vazio, pelo menos aquela rua. Estava deserta, as portas e janelas trancadas e as lojas exibiam a plaquinha de ‘Fechado’, ao menos era possível ouvir alguns barulhos ao longe... mas talvez fosse apenas o vento.


Com um suspiro pesado, viram que nada daquilo seria fácil como parecia, ou como eles queriam que parecesse.

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