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9. Entrando Numa Fria


Fic: Harry Potter e os Mistérios de Hogwarts - quando a net voltar eu posto dois caps, prometo...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 9
Entrando numa Fria:

Harry olhou para a esquerda e viu apenas uma planície gelada, olhou para a direita e viu picos de montanhas nevados, para frente viu um enorme rio que um dia deveria ter sido caudaloso e violento, mas agora estava congelado e atrás havia neve até chegar no horizonte.
Havia neve por todo lado, e logo que chegaram ao destino apertaram os casacos de pele que já não pareciam tão grossos neste frio.
Somente o céu não parecia pálido naquele dia, o sol se mostrava alto contrastando com o espetáculo de luzes e cores digno de cinema.
- Acho que eles querem que o choque térmico faça o trabalho por eles, primeiro nos colocam numa caldeira e depois num congelador. – disse Harry
- Eu acho que eles devem achar isso muito engraçado, felizmente você ganhou a simpatia de Jean-Claude e ele nos deu estes casacos, ou então estaríamos morrendo de frio. – falou Gui.
- Mas mesmo assim não me agrada a idéia de sair de um deserto escaldante e cair numa tundra gelada. – falou Harry. – E outra coisa, onde nos estamos? – disse o moreno fazendo a pergunta que tanto desejava saber a resposta – E o que é isso no céu?
- Essa é a aurora-boreal Harry, devemos estar muito, mas muito ao norte, pois mesmo com a luz do dia sinto efeitos da lua cheia, indicando que já deve ser quase noite.
Harry olhou para Gui e ele estava muito estranho pálido, além do normal para o clima, parecia que um monstro queria sair do corpo dele naquele momento e ele estava se controlando.
- Fleur me disse que seu tio Jean-Marc vive recluso em uma casa no norte desde que perdeu o décimo campeonato de duelo de bruxo que participou. Depois de ter vencido nove vezes de maneira fácil perder a décima deve ter sido difícil.
- E pra quem ele perdeu a luta? – Perguntou Harry.
- Para um garoto chamado Tom Riddle. Ele havia acabado de sair de Hogwarts e bateu o campeão mundial, acredita? Depois de ele ganhar o duelo o garoto sumiu e nunca mais foi visto.
- Entendo... – disse Harry compreendendo muito mais do que deixa transparecer.
“Ele deveria estar testando os seus poderes no campeonato Mundial de Duelos de Bruxos só pode ser isso, o que mais Lord Voldemort faria num torneio desses?” – pensou o garoto.
Harry e Gui resolveram procurar os seus adversários nos duelos no meio daquela neve. Em algum lugar eles deveriam estar. Harry sobe num monte de neve particularmente grande para tentar ter uma visão mais ampla do local, uma lufada de vento do norte o atinge dando-lhe calafrios e eriçando os pelos de Gui.
- Sinto um cheiro muito estranho, realmente muito estranho. – disse Gui.
Harry olhou para Gui e viu que seus olhos estavam diferentes, seus dentes rangiam, sua pele ficava mais pálida e seus pelos mais arrepiados. O garoto sabia que Gui não era completamente lobisomem, mas naquele momento se sentiu apreensivo.
- Eu realmente me sinto como um sabujo, isso não pode ser normal....
Mas ele não terminou de falar, pois um uivo ecoou vindo do sul, logo outros uivos vindos do leste, oeste e norte responderam ao chamado.
- Droga! Exatamente o que precisávamos agora, um ataque de lobos. – disse Harry
- Com sorte serão só lobos, Harry, ou você esqueceu que é lua cheia e bem poderiam ser lobisomens.
Ambos os rapazes sacaram as varinhas prontos para defender suas vidas do que quer que os viesse atacar, lobo, lobisomem ou qualquer sorte de besta maligna não iria encontrar facilidade para se banquetear essa noite.
Figuras brancas e cinzentas emergiam correndo velozmente com suas quatro patas na neve, alguns eram tão brancos que poderiam ser confundidos com a neve outros tão cinzentos que a olhos mal treinados não passavam de vultos.
- Estupefaça! - disse Gui derrubando o lobo mais próximo.
- Incarcerous - falou Harry e um lobo ficou fortemente amarrado por cortas mágicas.
- Impedimenta! Petrificus Totalus! - falou mais Gui
- Estupore! Conjuntivictus!
Eles disparavam toda sorte de feitiços que impediam a aproximação da enorme matilha de lobos sem feri-los, mas os lobos eram suficientes para cerca-los muitas vezes tornando essa tarefa muito árdua.
Num momento de distração um lobo branco desarmou o Weasley, Harry estava preparado para defende-lo de uma investida de um outro lobo quando Gui com uma velocidade e ferocidade incríveis deu um golpe de mão aberta no lobo que caiu no chão morto. Pela primeira vez na batalha Harry viu sangue, ele vinha das mãos de Gui que não estavam da mesma maneira que Harry costumava se lembrar, as mão dele estavam mais lupinas. Elas tinham garras no local de unhas, os dedos e a palmada mão estava maior e um pelo ruivo crescia nas costas das mãos do rapaz.
Gui se virou para Harry em meio a luta e disse:
- Lupin me disse que os lobos e os lobisomens se organizam em grupos ao redor de seus líderes, que eles chamam de machos Alfa, se pararmos ele paramos a matilha.
- Protego! - disse Harry no momento que um lobo lhe dava um bote, fazendo que a fera batesse de cara no feitiço escudo.
Gui continuava sem varinha, mas mesmo assim levava a melhor contra os lobos, suas garras retalhavam e cortavam a carne dos lobos banhando a neve alva de sangue rubro vindo das feras.
- Como fazemos para identificar um macho alfa no bando? – pergunta Harry
- É o maior e mais intimidador. – disse Gui simplesmente – O mais selvagem e insano do bando.
Harry tentou procurar o macho alfa no meio do grupo, mas mal tinha tempo para procurar e já tinha que enfeitiçar um outro lobo que avançava perigosamente em sua direção.
Ambos já estavam suados e feridos por garras e dentes de feras, eles já deveriam ter derrubado uns 50 lobos, mas a quantidade de lobos parecia que havia dobrado.
- Essa quantidade de lobos não é normal, Harry. Algumas matilhas podem alcançar grandes proporções, mas isso é irracional deve ter um dedo de um bruxo no meio disso.
No meio disso Harry consegue ver um lobo diferente de todos os demais, ele era preto, robusto e grande, muuuito grande, o que o sobressaía dos demais, tinha olhos penetrantes e.... meu Merlim ele parece que está pensando.
- Estupore! - diz Harry apontando para o lobo que simplesmente pula de lado evitando o feitiço.
“Que lobo desvia de um feitiço desse jeito?” – pensa Harry.
Antes que Harry tentasse outra coisa Gui já havia saltado para um combate com a fera.
- É o macho Alfa, Harry! – berra o Weasley.
- Incêndio - disse Harry formando um circulo de fogo que protegia e separava ele, Gui e o lobo negro do resto do bando.
“Por que não pensei nisso antes?” – perguntava-se Harry em pensamento
A luta de Gui e o lobo negro foi terrível, enquanto o lobo dava patadas e mordidas, Gui revidava com socos e chutes, logo ambos estavam igualmente feridos e cansados.
- Acho que já descobri o truque, ele não é um lobo, é um animago.
Nesse mesmo momento o lobo se contorceu e se transformou num homem loiro de olhos azuis e uma expressão sisuda.
- Como me descobriu? – perguntou o homem
- Nunca senti o cheiro de um lobo que usava água de colônia antes. – disse Gui com um sorriso de deboche.
- Que seja, uma vez que me descobriu deixe-me me apresentar meu nome é Fritz Delacour, conhecido como o lobo siberiano. E você acertou. Eu sou macho Alfa desse bando, na verdade sou o macho Alfa de quase todos os lobos da sibéria.
Fritz sacou a varinha e com um aceno apagou o fogo, um lobo branco se aproximou com a varinha de Gui na boca e entregou nas mãos de Fritz que depois de uma certa olhada disse:
- Pelo de unicórnio com cedro, combinação interessante, resistente, deve ser boa para feitiços rápidos – e dizendo isso jogou a varinha de volta para Gui – Vai ser uma honra combatê-lo num duelo licantropo.
As formas no rosto de Gui que estavam quase lupinas se suavizaram, seus olhos e garras retornaram ao normal, o pelo diminuiu de tamanho até o normal, mas sua palidez era cada vez maior.
- Então resolveremos isso logo! – disse Gui.
Os lobos se afastaram como se isso fosse uma ordem de seu mestre, Harry ao sentir a tensão entre os dois homens também se afastou um pouco. Ambos se curvaram e encararam-se nos olhos, ambos em posição de combate com as varinhas apontadas para o coração do adversário.
- Preparado... no três... – disse o Delacour – Três! Feu-Explosier! – Uma bola de fogo saiu da varinha de Fritz
Gui, que desde seu duelo com Mike esperava que houvessem mais trapaceiros na família Delacour, conseguiu reagir a tempo.
- Protego! – a bola de fogo envolveu o feitiço escudo e explodiu deixando miraculosamente Gui ileso, mas derretendo toda neve em volta.
- Bom feitiço escudo!
- Impedimenta! - berrou Gui cansado de conversar com um covarde que atacava a traição.
O Delacour se desviou do raio vermelho jogando-se no chão e rolando.
- Estupefaça! - gritou Fritz
- Petrificus Totalus - falou Gui depois de desviar do feitiço
- Feu-Explosier! - gritou Fritz e outra bola de fogo terrível foi na direção de Gui que dessa vez se esquivou deixando a bola de fogo explodir em meio aos lobos que fugiam desesperados.
A luta foi ficando mais intensa, por duas vezes Harry teve de se desviar de feitiços que iam em sua direção e uma vez o feitiço passou tão perto da sua orelha que deixou os cabelos da sua nuca arrepiados.
- Incêndio! - gritou Gui, mas o lobo siberiano se desviou novamente. - Petrificus Totalus! Estupore! Impedimenta!
O Delacour se desviou do raio roxo com um pulo, e fugiu do vermelho se abaixando, mas no último teve se defender.
- Protego!
- Então quer dizer que o lobinho quer dançar. Tarantalegra
Dessa vez o feitiço acertou em cheio no Delacour e as pernas dele começaram a dançar descontroladamente.
- Ha! Ha! Ha! Desvia agora lobinho trapaceiro.
Fritz Delacour mesmo dançando se concentrou num feitiço e lançou contra Gui.
- Trava-lingua
O Weasley realmente não esperava que Fritz lançasse um feitiço nessas condições e foi pego de jeito, sua língua se colou no céu da boca e ficou privado da fala.
- Agora quero ver você se contar vantagem! – disse Fritz ainda dançando.
Um feitiço saiu da ponta da varinha de Gui, ele era não-verbal, mas pelos efeitos óbvios ele era um rictumcempra, pois logo o Delacour além de dançar estava também morrendo de rir.
A luta continuou da maneira mais desesperada e estranha que se pode parecer, enquanto ria e dançava Delacour lançava vários feitiços enquanto Gui lançava feitiços não verbais de efeitos cada vez mais bizarros.
- Cortar! Hahahahaha! Impedimenta! Hahahaha! Expeliarmus! Hahahahahaha! Cortar!
-“Desangueo! Protego! Furunculus! Tonguepins! Protego!” – pensava Gui
O Weasley tentou se proteger dos feitiços mais perigosos, mas acabou desarmado e com um profundo corte no peito. O Delacour não teve a mesma sorte, dançando e rindo ele não consegui sequer se desviar e acabou recebendo o feitiço de crescimento nos dentes, ficando com furúnculos no rosto, e com a língua cheia de espinhos.
Fritz Delacour continuou dançando, tentando não rir por causa da língua cheia de espinhos, com os dentes crescendo rapidamente e com furúnculos feios em todo seu rosto, ele simplesmente não conseguia nem se concentrar para realizar um feitiço não-verbal.
Calmamente Gui apanhou sua varinha caída e estuporou o Delacour. Depois com um feitiço não-verbal reproduziu a bola de fogo assustando os poucos lobos que restavam em volta deles.
Harry aproximou-se primeiro de Gui e fez a contra azaração que liberava o feitiço da língua presa, depois foi até o Delacour estuporado e desfez os feitiços da dança, das cósegas, do crescimento dos dentes e da língua de espinhos, mas ele nem tentou remover os furúnculos, pois sabia que eles só saíam com ajuda de uma poção.
- Enervate - disse Harry despertando Fritz Delacour.
O Delacour cospiu sangue em conseqüência dos danos sofridos na boca por causa dos espinhos e disse:
- Sigam em frente e terão o próximo desafio – disse num tom desolado apontando para o leste. Fritz se levantou, ajeitou suas vestes e com a varinha nas mãos aparatou.
- Esse foi difícil. – disse Gui levando a mão ao corte no peito que a pouco estava sangrando, mas agora estava quase cicatrizado.
- É, mas agora só nos resta mais um primo, um tio e o pai da Fleur. – falou Harry.
Gui abriu um sorriso.
- Olhando assim seria bem mais tranqüilizador, mas esses três duelos serão os mais difíceis.
Gui e Harry seguiram apressados pelo caminho indicado, passaram por vários pequenos montes cobertos de neve até que atrás de um avistaram um lago com a superfície totalmente congelada.
Sobre o lago dezenas de seres saltitavam como se deslizassem no ar com graça e beleza incomparáveis, os jovens sentiram seus corações mais leves, a mente mais límpida e a respiração mais calma.
Harry estava pronto para pular de trás do monte para o meio das criaturas quando a mão de Guilherme Weasley lhe segura.
- Não! Harry são Veelas.
Gilherme sempre se mostrou forte contra feitiços de hipnose e domínio da mente, além disso não seria a primeira vez que ele resistia a feitiços lançados por veelas contra ele, por isso ele pode resistir a aquela quantidade de magia veela que se desprendia sobre aquele lago.
Nesse momento um grito horrível soou e as velas que estavam com os rostos transparecendo beleza mudaram completamente para rostos terríveis, com bicos de águia, olhos vermelhos e garras mortais.
- È isso que as veelas fazem. Atraem presas com sua beleza e depois atacam a presa indefesa. Não é nada bonito de se ver... – disse Gui enquanto as veelas destroçavam um dos lobos fugitivos.
Gui olhou para o alto e viu alguma coisa muito afastada no céu dando voltas no céu acima deles. E logo depois um outro grito agourento se fez ouvir, todas as veelas do lago seguiram esse grito em direção aos rapazes que entenderam que era hora de fugir.
As veelas perseguiram os rapazes com suas garras e seus bicos afiados. Gui e Harry mandavam feitiços por sobre seus ombros tentando atrasar o avanço delas. Voando, as veelas iam mais rápido, e eles acabaram cercados.
- Incarcerous - gritou harry e as cordas mágicas prenderam uma das asas de uma vela que estava em pleno vôo e se esborrachou no chão.
- Impediementa - gritou Gui e uma veela foi paralizada.
As veelas gritaram indignadas com a reação das presas, elas atacaram com as garras, os bicos, as asas enquanto Harry e Gui lutavam desesperadamente.
- Petrificus Totalus! Expelliarmus! Estupore! - gritava Gui
- Estupefaça! Protego! Incarcerous! - gritava Harry
Logo sobraram umas poucas veelas que concluíram que poderiam pegar uma caça maior com menos sacrifício e então resolveram ignora-los.
- Essa foi por muito pouco. – falou Harry aliviado.
- Estou impressionado. – disse uma voz grave.
- Quem está aí? Apareça! – disse Gui - Finite
Um homem louro de olhos azuis e porte de jogador de futebol americano surgiu quando o efeito do feitiço desilusório passou com um ar de irritação no rosto.
Assim que o viu Harry Potter se antipatizou de cara com o Delacour, ele era arrogante e orgulhoso, terrivelmente parecido com o ideal Sonserino.
- Vejo que sabe usar o faro mais do que a varinha sr. Licantropo. Sua tentativa de combater as veelas foi ridícula. Não terei dificuldade com esse duelo.
- Pois terá um duelo contra mim. – disse Harry tomando a frente
- Eu Hans Delacour tendo um duelo com um garoto que mal saiu das fraldas?
- Vou fazer você engolir seu orgulho assim como fizeram seus primos, tios e irmão.
Ao ouvir isso o loiro apertou os dentes com ódio a ponto de quase quebra-los.
- Vamos ver quem vai engolir as palavras, pivete atrevido.
Hans Delacour era pelo menos duas vezes mais alto que Harry e largura de seus braços eram da largura da cintura de Harry. As enormes mãos do Delacour agarravam-se a varinha como se ela fosse partir e seus olhos possuíam um brilho mortal.
- Tem certeza que vai encarar ele, Harry? – perguntou Gui preocupado com o garoto.
- Claro que sim, esse é daquele tipo que tem mais músculos que cérebro. Não deve nem saber o lado que se segura à varinha. – provocou Harry.
O Delacour ficou vermelho de raiva, seu sangue subiu todo ao rosto e seus músculos dos braços se contraíram e enrijeceram aumentando de volume por algum tempo, mas logo depois eles retornaram ao normal e seu rosto retornou a uma expressão calma.
- Entendi seu jogo! Você quer que eu fique irritado e perca a concentração. – disse o Delacour rindo pela primeira vez – Com esses joginhos baratos vocês devem ter chegado até aqui, mas daqui não passam. Concordo, serei seu adversário, mas não pense que vou aliviar só por que você é um garotinho.
Agora é Harry que estava furioso e pensou, enquanto fitava aquele gigante, devolver todas aquelas afrontas e insultos em dobro durante o duelo.
- Espero que pelo menos saiba duelar! – disse Hans. Eles fizeram uma reverência e contaram. – Um... Dois... Três!
- Coup-de-Cheval! - gritou Harry assim começou.
Hans antes de ter tempo para reagir foi atingido com ferocidade no estômago e jogado com força para trás. Quando ele se levantou ele aparentava estar intacto e até com um sorriso sinistro no rosto.
- Feitiço do coice de cavalo, não sabia que um pirralho conhecia esse. Com certeza deve ter aprendido no duelo com Adam, na nossa época era muito comum na nossa época no clube de duelos da Beauxbatons.
- Estupore! Incêndio! - gritou o moreno
O Delacour só agitou a varinha e se protegeu com um feitiço escudo.
- Impedimenta! Expelliarmus! Rictumsempra! - gritava Harry
Nenhum feitiço que ele lançava sequer encostava em Hans Delacour.
- Você é muito lento, vamos ver como você se sai se defendendo pivete! Coup-de-Chaval
- Protego! - gritou Harry
O garoto sentiu o impacto do feitiço contra o escudo invisível, mas não recebeu nenhum coice.
- Isso foi sorte de principiante. – resmungava o Delacour. – Um pirralho como você não defenderia o feitiço do coice de cavalo com o feitiço escudo.
- Estupore! Furunculus! - atacava Harry alheio ao que o Delacour falava mas não surtia o efeito desejado.
- Coup-de-Cheval! Coup-de-Cheval! Coup-de-Corn!
- Protego! Protego! Protego!
Os dois primeiros feitiços causaram um pequeno impacto contra o feitiço escudo, mas o terceiro o atravessou totalmente e atingiu Harry de raspão ente o braço esquerdo próximo uma costela.
Sua roupa se rasgou onde o feitiço atingiu, um furo surgiu em sua capa e sangue do ferimento aflorou da roupa.
Gui olhou apreensivo para a situação, ele queria interferir na luta, mas não seria o correto a fazer, além do mais o garoto não pediu ajuda, talvez ele fosse orgulhoso demais para pedir ajuda, mas quando as coisas piorassem, pensava o Weasley, ele interferiria do mesmo jeito.
- Agora tenho que dar o braço a torcer, você tem um belo feitiço escudo. Parou totalmente o feitiço do coice, mas o foi completamente inútil contra o feitiço da chifrada.
- Tarantalegra! Expelliarmus! Petrificus Totalus! - bradava o garoto alheio a dor do ferimento.
Hans apenas girava a varinha e repelia os feitiços que Harry lhe atirava.
- O feitiço do coice é um feitiço de impacto, de maneira similar a um martelo enquanto o feitiço da chifrada é um feitiço perfurante, como uma flecha, só que com a mesma potência do coice. Poucos são os bruxos que conseguiriam se proteger de um feitiço desses. Você teria que ser um prodígio para conseguir essa façanha.
- Coup-de-Cheval - berrou Harry.
Pela primeira vez na luta Hans se desviou, ele era razoavelmente rápido para alguém da sua estatura e Harry viu nos seus olhos o quanto ele se sentia incomodado de desviar de um feitiço do garoto.
- Você quer parar com a brincadeira e jogar com os adultos? – perguntou Hans Delacour - Coup-de-Corn!
Dessa vez Harry se desviou antes mesmo do feitiço sair da ponta da varinha de Hans Delacour dando a Harry a chance de revidar.
- Coup-de-Cheval!
O feitiço pegou Hans de surpresa obrigando-o a se defender, mas mesmo assim ele sentiu parte do impacto e caiu sentado no chão.
- Você é ágil – disse o loiro já se levantando – vamos ver o quanto.
Hans Delacour começou uma seqüência rápida de feitiços não-verbais.
Harry se desviava de azarações azuis, vermelhas, rochas e laranjas que eram disparadas impiedosamente contra ele e mais de uma vez cordas mágicas e fogo foram lançados contra ele.
Harry mal tinha tempo de se esquivar que outro feitiço já era atirado contra ele, mas, graças ao tempo que Harry jogou quadribol em Hogwarts pelo time da Grifinória, o garoto conseguia prever exatamente a direção que feitiços de Hans Delacour seriam lançados e desviava-se na hora exata.
- Não corra! Lute Pivete! – tripudiava o Delacour enquanto sua varinha lançava raios de várias cores.
Harry sentia-se irado com tudo isso, mas a única coisa que podia fazer era calcular mentalmente a trajetória dos feitiços e se desviar. Ele pulava, se abaixava e rolava no chão e milagrosamente nenhum feitiço o havia atingido ainda.
- Corre como um animal, mas agora já basta Sleaky!
O chão onde Harry pisava ficou liso e escorregadio como uma pista de patinação. O garoto não conseguiu firmar o pé a tempo e foi ao chão.
- Incarcerous - gritou o Delacour, mas as cordas não pegaram nada, pois Harry aparatava ruidosamente – Fugiu?
- Glacius! - gritou Harry que surgiu a esquerda de Hans.
O gigantesco homem virou-se de lago protegendo-se com sua mão direita que ficou congelada.
- Não tem importância – disse o gigante olhando para a mão inutilizada – eu sou ambidestro como todo bom duelista deve ser. Reducto!
O golpe de Hans errou por muito, mas foi suficiente para que Harry se desviasse e Hans aparatasse exatamente atrás dele, perto de mais para Harry se desviar, próximo demais para ter tempo para se proteger, não havia nem tempo para reagir...
Repentinamente os céus e a terra sumiram e Harry se sentiu invadido por uma sensação de vagar no vazio.



- >>> Será que eu morri? <<<
- >>> Harry... Harry Potter... <<<
- >>> Quem é? <<<
- >>> Eu sou o espírito Guerreiro que vagueia pelo mundo para ajudar os corajosos. <<<
- >>> Quê? <<<
- >>> Eu estou aqui por que seu destino não é morrer antes de nos encontramos novamente. <<<
- >>> Onde você está? <<<
- >>> Eu estou em Hogwarts. <<<
- >>> Onde? <<<
- >>> Na hora certa você irá descobrir... <<<
- >>> O que você veio fazer na minha mente? <<<
- >>> Vim lhe mostrar meus poderes. Revelarei a você parte de seus poderes adormecidos. Considere um presente. <<<



O garoto se sentiu voltando à realidade, sentiu-se tocar novamente o chão coberto de neve branca e o vento frio uivando em seus ouvidos. Hans Delacour estava com a varinha apontada em sua nuca, Gui estava com uma expressão de assombro na face. Harry sentia-se novamente em perigo, mas dessa vez estava estranhamente sereno.
- Minha vez Coup-de-...
O tempo não parecia correr na mesma velocidade que antes e até as palavras que Hans falava pareciam mais lentas. Num milésimo de segundo Harry mirou a varinha no peito de Hans Delacour e lançou o feitiço do coice de cavalo não-verbal no peito dele.
Hans que ainda estava se preparando para lançar seu feitiço na nuca do rapaz nem ao menos viu o que o atingiu e nem mesmo Gui com seus sentidos apurados pode perceber quando Harry havia atacado o loiro.
Com o impacto do feitiço a curta distância o loiro foi lançado por 100 metros. Ele caiu, mas diferentemente das outras vezes não se levantou, o peito do homem gigantesco foi dilacerado pelo impacto.
Gui olhou primeiro para o homem, depois para Harry e ele se assustou. Por um momento, Gui viu os olhos de Harry verdes, mas não verdes como eles sempre foram, mas sim totalmente verdes, inclusive nas partes que deveriam ser brancas. Parecia que Harry tinha duas enormes esmeraldas no lugar dos olhos, porém, um segundo depois, o olhar de Harry era o mesmo de sempre.
Gui andou até o Delacour nocauteado e verificou suas condições.
- O maldito tá vivo, – disse o Weasley tranqüilizando Harry - mas está fora de combate. Foi um ataque fenomenal esse que você deu nele. Conseguiu quebrar todas as costelas do gigante.
Com uma explosão de aparatação aparece um elfo doméstico magricela, nanico com olhos alaranjados e uma voz estridente.
- O Sr. Jean-Marc Delacour me mandou avisa-los que os espera na cabana além do lago das veelas. Podem atravessar o lago agora. O gelo sobre o lago é grosso e as veelas devem ter saído para caçar a essa hora, fiquem tranqüilos, é seguro.
Depois de dizer isso o elfo tocou no rosto do Delacour inconsciente e aparatou de lá. A caminhada até a cabana além do lago foi longa e silenciosa.
Gui meditava sobre o que ele acabara de ver, Harry com aqueles olhos esmeraldinos, não pensava o Weasley aquilo fora só impressão. Naquilo que ele não acabara de ver, pois ele sequer percebeu o momento que Harry se virou e lançou o feitiço no loiro, mesmo com seus reflexos apurados por causa da lua. Também meditava na profecia:
“Eu sei que se aproximava o dia da grande reunião daqueles que lutam pelas trevas, desde criança, sendo o primogênito da família Weasley, eu sempre soube que essa reunião um dia poderia acontecer... Devo ajudar aquele que roubará o bem mais precioso da família? Que bem é esse se nós somos pobres... Devo ajudar aquele que trago como amigo e ajudante? O meu padrinho? O Harry? Mas ele nunca roubaria a nossa família, afinal ele é rico, não precisa disso, e mesmo que precisasse, ele é um verdadeiro membro da Grifinória, nunca roubaria mesmo que passasse fome por isso. Mas então o quer dizer essa profecia?” – divagava o Weasley.
Enquanto isso Harry meditava naquilo que ouvira durante a luta.
“Espírito Guerreiro que vagueia pelo mundo para ajudar os corajosos? Nunca ouvi tamanho absurdo, mas realmente o duelo ficou bem mais fácil depois de uma mãozinha dele... Parecia que tudo se movia mais lentamente... Que lugar ele está de Hogwarts, será que demorarei de encontrá-lo?” – pensava Harry
Eles ainda estavam caminhando sobre a superfície gelada do lago quando avistaram a fumaça da lareira da pequena cabana, ela estava situada numa bela colina cercada de árvores coníferas altas e imponentes relativamente afastadas umas das outras.
Harry e Gui avançaram receosos, mas não encontraram nenhum obstáculo quando chegaram à porta da cabana houve um estampido de aparatação e surgiu novamente o elfo nanico, magricela, de olhos alaranjados e voz estridente.
- O Sr. Delacour os aguarda na sala de chá, sigam-me.
Ao passar pela porta Harry quase não deixou escapar uma exclamação de espanto.
“Cara, eu adoro magia!!!” – pensava ele consigo mesmo.
O Hall de entrada da cabana era enorme, possuía várias lareiras acesas que transformavam totalmente a temperatura do ambiente de tal modo que Harry e Gui tiveram que retirar seus casacos, deixando-os pendurados sobre os portas-casaco próximo a entrada.
Depois do Hall eles entraram em outro salão cheio de portas e escadas. O Elfo ignorou as escadas e seguiu direto por uma porta no fundo do salão, onde eles encontraram um corredor coberto do chão ao teto de tapetes perfeitamente limpos e perfumados, antes de chegar ao final do corredor o elfo abriu uma porta lateral e entrou sendo seguido pelos jovens.
O salão de chá era uma sala com as paredes revestidas de tecidos finos de várias cores e o chão cheio de puffes, travesseiros e almofadas confortáveis, no fundo da sala, sentado numa enorme almofada, um homem louro de cabeleira rala e levemente grisalha, olhos azuis e um sorriso inocente estava sorvendo o líquido de uma xícara de chá em golinhos.
Harry e Gui logo notaram a inegável semelhança entre Jean-Claude e Jean-Marc Delacour, se o primeiro não tivesse dito que tinha um gêmeo, com certeza eles achariam que isso era uma armação dos Delacour para ganhar tempo.
Quando Harry e Gui se dirigiram na direção do homem ele fitou-os atentamente e o sorriso no seu rosto se redobrou.
- Vocês devem ser os desafiantes. – disse o loiro – soube que passaram pelos meus dois filhos, fico imaginando como. Hans foi cinco vezes campeão de duelos na Rússia e Fritz é um animago que comanda uma terrível horda de lobos selvangens...
O loiro parou e sorveu mais um golinho de sua xícara.
- Com certeza eles subestimaram vocês. O orgulho e a arrogância estão fortemente presentes no sangue dos descendentes de veelas, elas são os seres mágicos mais belos, arrogantes e orgulhosos que podem existir. A essa altura vocês já devem saber, conheceram minha sobrinha Fleur...
- Desculpe os maus modos Sr. Delacour – interrompeu Gui – mas nós realmente temos um casamento para realizar ainda esta noite e com todo o atraso que tivemos aqui, temos que chegar o mais rápido possível a casa da Fleur na frança. Creio que é para lá que a sua chave de portal nos levará, não é?
- Os jovens de hoje e sua mania de fazer as coisas rapidamente. – resmungou Sr. Delacour – Sinceramente acho que vocês não irão para lugar nenhum esta noite.
Harry olhou para a janela e viu que o sol ainda estava alto no céu e olhou novamente para Jean-Marc com uma expressão de incompreensão
- Não estranhem eu falar noite com esse sol – disse o Delacour sorrindo da ignorância do garoto – Nós estamos tão ao norte que o dia e a noite duram períodos de 48 horas, mesmo com esse belo sol, posso dizer que são nove e meia pelo horário de Londres.
- Mais um motivo para nós irmos mais rápido.
- Antes, gostaria de contar uma história para que vocês entendam em que tipo de problemas vocês estão se metendo. – disse Jean-Marc ignorando o Weasley.
- A sociedade francesa sempre amou seus membros ditos mais belos, porém entre todos eles nenhum até hoje foi considerado mais belo que meu pai Jean Delacour, as mulheres brigavam para se casar ele e mesmo o a rainha de França propôs mais de uma vez a ele casamento.
- Que isso tem haver? – tentou interromper Gui mas foi novamente ignorado.
- Um dia uma feiticeira das trevas lhe propôs casamento e ele prontamente se recusou, uma vez que ela era uma bruxa horrível e terrivelmente má, mas isso trouxe péssimas conseqüências ao meu pai, pois ele foi obrigado através de magia negra a fazer um voto perpétuo que se casaria com a criatura mais bela do mundo em até um ano.
- Ainda não compreendo? – perguntou Gui que foi prontamente ignorado.
- Vocês sabem o que ocorre com quem quebra um voto perpétuo, a pessoa morre de uma maneira feia e dolorosa, então, Jean Delacour resolve empreender uma viagem ao redor do mundo para encontrar a criatura mais bela do mundo, viagem essa que termina 11 meses depois bem neste lago próximo a vocês.
Dessa vez o Sr. Delacour parou de falar e olhou para Gui como se o desafiando a fazer uma pergunta. Gui que entendeu o que o homem queria demorar mais fazendo-o interromper várias vezes sua história e ficou calado.
- Quando os olhos de Jean-Delacour viram Euvira, a rainha das veelas, também conhecida como a veela dourada por causa dos seus incomuns cabelos dourados para uma veela, ele soube que era ela que o ajudaria a cumprir seu voto perpétuo, assim, depois de muitas tentativas, Jean Delacour se casa com Euvira dois dias antes do prazo de cumprimento do seu juramento e, com ela, ele teve cinco filhos e treze filhas.
O Delacour parou e bebeu mais um golinho de chá.
- Um final feliz? Talvez para eles sim, mas para vocês nem tanto assim, as veelas são seres magicamente poderosas e vivem por vários séculos, mas então por que elas estão sofrendo extinção? Por que essa raça possui apenas fêmeas, para manter a espécie as veelas se reproduzem com outras raças, assim sendo, todos os filhos seguem a raça do pai de começo os machos viram modelo de beleza e perfeição enquanto as fêmeas, além disso, adquirem parte dos poderes de uma veela e, assim que completam 30 anos, a idade do despertar da veela, as fêmeas podem optar em se transformar em veela se tiverem poder suficiente para tanto.
Jean-Marc se levantou de sua almofada e começou a andar pela sala enquanto falava.
- Minhas 13 irmãs se tornaram veelas, por exemplo. O mesmo acontece com as netas e demais descendentes que tiverem as necessárias habilidades, mas, para amargura de Euvira, nenhuma de suas netas tinha poder suficiente, menos uma que possui muita habilidade e poder, mesmo se comparando com suas tias que se tornaram veelas. Na verdade Ela possui quase tanto poder veela quanto Euvira.
Nesse momento, Gui lançou ao Delacour um olhar de compreensão.
- Minha mãe completa este ano 785 anos, o que é muito mesmo para uma veela, assim ela deve escolher uma sucessora como rainha das veelas e imagine só quem ela escolheu?
- Não pode ser! – exclamou Gui
- Mas é! Mas é! Ela escolheu sua neta, aquela que quando se tornar veela será mais poderosa que a própria Euvira, ela escolheu a Fleur.
- Quê?! – Disse Harry que agora compreendia onde o homem queria chegar.
- Infelizmente para vocês, Fleur é uma neta muito querida de Euvira e por isso importante para a família e é por isso que terei que detê-los neste momento, a mim não importa essas coisas de casamento e rituais, só quero faze-los desistir de se casar, pois assim Fleur poderá se transformar em Veela e liderar o seu povo.
Nesse momento Gui se levantou com a varinha em mãos.
- Chegamos ao momento mais importante finalmente.
- Rapaz apressado...
- Estupefa...
Antes que Gui terminasse de proferir o feitiço uma forte explosão de luz branca surgiu, assim como aconteceu com o duelo de Dumbledore com o ministro, a secretária sênior e os dois aurores, mas desta vez Harry pode ver perfeitamente o que aconteceu. Em uma fração de segundos o velho loiro lançou quinze feitiços diferentes no Weasley que mal pode se desviar da maioria e caiu desacordado no chão.
- Agora rapaz... Desista! Essa luta não é sua.
- Você que pensa. – respondeu Harry mordaz.
Outra vez o loiro lançou uns vinte feitiços em um milésimo de segundo, mas dessa vez Harry se defendeu de todos com perfeição.
O homem olhou para Harry estupidificado quando viu os dois olhos totalmente verdes.
- Entendo, você enxerga! Por isso venceu Hans, ele tem experiência e talento, mas habilidades são coisas que se ganha ao nascer e você tem realmente muitas habilidades especiais. Assim como eu.
Imediatamente após ele falar isso, os olhos do loiro se tornaram totalmente azuis como duas safiras brilhantes.
Eles trocaram vários feitiços e azarações em vários intervalos de milésimos de segundo, Harry tinha reflexos mais rápidos que o Delacour, mas a vasta experiência em duelos que o homem tinha pesava muito em seu favor dando-lhe certa vantagem.
Gui levantou minutos depois com uma tremenda dor de cabeça e não podia acreditar no que via, Harry e Jean-Marc duelando de uma maneira que o rapaz nunca pensava poder existir.
Eles se encaravam por alguns segundos e num instante várias luzes e feitiços eram trocados e logo depois ambos reapareciam se encarando em um local totalmente diferente, isso é uma amostra de duelo de bruxo de altíssimo nível, demonstração digna de uma final de um campeonato mundial, porém o que atraiu mais a atenção de Gui foram os olhos de dos lutadores.
Os de Harry estavam totalmente verdes como grandes esmeraldas, enquanto os de Jean-Marc estavam totalmente azuis como safiras enormes. Gui já ouvira falar desse fenômeno em sua época de desfazedor de feitiços no Gringotes, mas era a primeira vez que presenciava tão de perto.
- Desista garoto ou pode levar a pior – disse Jean-Marc a Harry – sou mais experiente nisso que você, e isso pesa muito.
- Grande coisa naquela final você perdeu para um garoto um pouco mais velho que eu. – disse Harry tocando na ferida.
- Você não sabe o que está dizendo, aquele garoto era terrível, além de ser um incrivelmente talentoso duelista. Parecia que adivinhava o que eu ia fazer e contra-atacava de maneira a sempre me surpreender, nunca passei tamanho sufoco num duelo. – desabafou o loiro.
“Então foi assim que Voldemort venceu, ele usou legimenisia...” – pensava Harry – “Se eu fosse pelo menos um legimens razoável, mas não! Na hora que tinha que estudar isso eu sempre preferia fazer outra coisa...”.
Harry foi tirado dos pensamentos quando o Delacour se movimentou para trocarem mais uns feitiços, porém dessa vez Harry foi atingido por um feitiço que o lançou contra a parede da sala de chá.
- Você nunca se comparará a mim se continuar distraído desse jeito.
“Só me falta tentar, Legimens”.
Ao contrário do que Harry esperava, ele conseguiu entrar na mente de Jean-Marc Delacour e soube exatamente quando, como e onde ele iria atacar fazendo assim para Harry simples para revidar e derrubar o Delacour desarmado no chão.
- Não é possível! Como você sabia?
- Pensou alto demais Sr. Delacour.
- Sinto-me humilhado por ter perdido de forma tão patética novamente. – disse o homem enquanto recebia a varinha das mãos do jovem Potter. - Será que eu poderia saber o nome do meu novo algoz?
- Meu nome é Harry... Harry Potter!
- Eu deveria acreditar mais nas profecias.
- Perdão?
- Claro que vocês devem saber que meu irmão Jean-Claude é casado com a vidente mais ativa deste século. Pois bem semana passada eu fui na casa dele no Arizona para uma visita social, coisa de irmãos e ela começou a fazer uma profecia, no inicio achei que era besteira, mas no final ela estava em transe de verdade...
Harry ficou com cara de bobo sem entender enquanto o loiro retirava um orbe azul do bolso e mostrava a ele.
Aquilo que você mais teme acontecerá... Aquele que carrega a maldição trará alguém que poderá mudar o destino, pois sobre ele pesa um destino mais poderoso.... A escolha será contra vós...
- Note que essa profecia não me deixa muitas opções, mas acredito que duvidar da profecia consegue fazer ela perder seu valor e é por isso que eu duvido que Harry Potter seja poderoso o suficiente para fazer Fleur se recusar a se tornar veela quando fizer 30, logo o que devo fazer? Nada, essa é a resposta mais coerente. Devo deixa-los avançar ao invés de impedi-los e assim no futuro, mesmo que esteja casada com esse lobisomem, ela escolherá virar uma Veela.
Harry e Gui ficaram confusos, tentando entender a lógica atrás dos pensamentos de Jean-Marc Delacour, mas na impossibilidade de entender eles resolveram apenas aceitar a oportunidade de avançar de bom grado.
O Sr Delacour bateu palmas e uma mulher de pele alva como a neve e cabelos loiros brilhosos como os raios do sol e olhos amarronzados entrou no salão de chá seguida de um pequeno grupo de belas mulheres veelas loiras de olhos azuis.
- Como eu acho que você vai fazer parte da família, acho que deve conhecer o restante de nós.
- Essa é minha esposa Kziria Gothë Delacour, ela é auror do ministério russo – disse o homem apontando para a mulher de olhos amarronzados
- Minha filha mais velha Leona, ela é guardiã... – antes de Sr. Delacour terminar de falar ela sacou sua espada e apontou para os rapazes.
- Se eu pudesse lutar nesse ritual miserável eu os esfolaria vivos. – disse a garota girando a espada na mão.
- Acalme-se Leona, não é hora para isso! – repreendeu o Sr. Delacour. – Essa é Kira, redatora chefe do jornal russo, “o clarim-bruxo”. – e apontou para uma mulher um pouco mais nova que a anterior.
- Essa é minha filha Elisabeth, ela está trabalhando com o Saint Gregori varinhas que está abarrotado de pedidos, pois agora que o olivaras desapareceu, ele têm recebido cada vez mais pedidos.
- Por último minha querida filha Stephane que herdou as mesmas habilidades do pai e está treinando para vencer seu primeiro campeonato mundial.
- Não fala assim, pai!
- Estou falando sério, se tivesse duelado com Harry, você teria vencido.
- Harry?
- Isso mesmo Harry Potter!
A reação deles foi a mais adversa possível. Enquanto Kziria apenas abriu um sorriso, Elisabeth e Stephane quase desmaiaram com o susto, Kira por sua vez tentou bombardear Harry sobre perguntas da sua vida e Leona abaixou o rosto em sinal de reverência e se desculpou várias vezes como se tivesse agredido uma autoridade de estado.
- Acho melhor irmos! – disse Gui afastando Harry das suas admiradoras.
- Jovens! Jovens! Sempre apressados... – murmurou Jean-Marc Delacour. – Tome aqui! Esse copo é a chave de portal. Foi bom vê-los espero que voltem outras vezes, para assim podermos ter outro duelo e dessa vez prometo que não vou facilitar – disse o loiro piscando para os rapazes.
O Delacour passou rápido por Harry e cochichou no seu ouvido.
- Lembre-se meu filho, a partir de agora o maior desafio não são os duelos, mas sim conseguir convencer a família Delacour do casamento de Fleur e Gui.
Os dois garotos tocaram no copo e o Delacour contou.
- Um... Dois... E Três!
Harry nunca gostou da sensação de ser transportado magicamente por chaves de portal, ele sentia a sensação de ser puxado pelo umbigo e depois de alguns minutos ele se sentia bater com força no chão.
Nesse dia não foi diferente, quando Harry bateu no chão sentiu ele duro, e quando ele olhou para o céu ele viu a lua cheia e as estrelas, nada de fenômenos esquisitos...




Dessa vez fui mais rápido, não? A fic “Casamento de Gui e Fleur” está quase acabando e já estou sentindo saudades. Provavelmente esse próximo será o penúltimo capítulo da fic e por isso se preparem para mais surpresas, gostaram?
Agradeceria mais coments.
Por favor, comentem e façam um autor feliz. Estou recebendo todas as sugestões e qualquer que seja eu vou considerar. Não me abandonem (Autor fazendo cara de cachorro pidão!!! rsrsrs...)
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