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8. Arido Arizona


Fic: Harry Potter e os Mistérios de Hogwarts - quando a net voltar eu posto dois caps, prometo...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 8
Árido Arizona:

Eles giraram e giraram até que com um baque forte foram ao solo, que era feito de uma areia fina e escaldante, o sol estava terrível e o clima era seco e sem vento. Para qualquer ponto do horizonte que se virassem Harry e Gui não conseguiam vislumbrar viva alma ou mesmo uma sombra. Estavam num deserto inóspito e desconhecido.
- Será que eles nos enganaram e deram essa chave de portal para que morramos no deserto? – perguntou por fim Harry.
- Penso que não, eles são orgulhosos demais para uma vilania dessas, mas penso que eles esperam que morramos no deserto sim.
Eles começaram a explorar o local e utilizando o feitiço dos quatro pontos tentaram decidir uma rota a seguir. Depois de uma hora andando ao sol com a areia escaldante aos pés eles já estavam desidratados e cansados.
- Sinto que estamos na pista certa, meus sentidos não costumam me deixar na mão, mas algum tipo de magia nos impede de alcançar nossos objetivos.
Eles continuaram a andar pelo deserto quando perceberam que já haviam passado por certo arbusto retorcido no caminho mais de uma vez.
- Esse arbusto de novo, não pode ser!!! – estamos andando em círculos.
- Vamos fazer o teste, Incêndio . – e o arbusto se consumiu em chamas.
Eles refizeram o caminho e dez minutos depois encontraram o mesmo arbusto, só que dessa vez em chamas.
- Chega os Delacour tem um senso de humor muito idiota, devem estar se acabando de rir de nós agora.
- Calma, Harry, temos que pensar! Já escapei de situações mais extremas que essas como desfazedor de feitiços do gringotes, temos que desfazer esse feitiço para sairmos dessa armadilha.
Gui sentou numa pedra e começou a pensar num meio de sair dali, enquanto Harry, inconformado com a tranqüilidade do amigo, andava pra cima e pra baixo chutando areia, quando ele vê uma cobra do deserto estendida ociosamente ao sol.
- <<< O que quer humano!!! Saia de perto e eu não lhe morderei>>> - disse a cascavél chacalhando a calda em sinal de alerta.
- <<< Não tema, não quero atrapalha-la no seu banho de sol>>>
- <<< Você me compreende? Poucos humanos conseguem falar com cobras hoje em dia>>>
- <<< Pode me dar uma informação? >>> - pergunta Harry mudando de assunto.
- <<< Você quer saber como se chega a cidade dos humanos?>>>
- <<< Como você sabe?>>>
- <<< Muitos humanos chegam perdidos aqui, mas só aqueles que possuem o galho mágico conseguem sair>>>
- <<< Você está dizendo uma varinha, igual a essa?>>> - perguntou Harry exibindo sua varinha que retirara do bolso das vestes.
- <<< Esse mesmo, você deve tocar o galho mágico três vezes na grande pedra com ela e poderá chegar a cidade dos humanos>>>
- <<< Muito obrigado>>>
- <<< Foi um grande prazer ajuda-lo grande amigo-das-serpentes>>>
Harry saiu de perto da cascavel considerando que esse último comentário, uma vez que veio de uma cobra, como um elogio e foi até Gui que estava ainda concentrado, sentado exatamente na grande pedra que a cobra lhe dissera.
- Já descobri como sair daqui.
- Como? – perguntou Gui incrédulo
Harry tocou suavemente a rocha com a varinha três vezes e ela se fendeu as laterais das pedras foram se afastando e se afastando.
No meio da rocha surgiram miniaturas de casas e fazendas, uma pequena prefeitura e uma delegacia de polícia, a cidade em miniatura apresentava pequenos riachos e ao centro uma praça.
A miniatura foi crescendo e crescendo até que Harry e Gui terminaram por surgir no centro da praça. De uma cidade pequena tipicamente bruxa, estranhamente country.
- Forasteiros aqui não são bem vindos! – disse um homem loiro de pele seca e curtida ao sol pelo clima do deserto com distintivo escrito Xerife no peito e uma varinha nas mãos, seus cabelos eram poucos e estavam se tornando grisalhos.
- Somos convidados da família Delacour, viemos de chave de portal.
- Hã!! Vocês vieram para os duelos, eu pensei que vocês iam morrer de desidratação lá fora, mas já que estão aqui, passemos as formalidades.
O Xerife meteu a mão livre ao bolso e retirou dele uma carta com letra pomposa e escrita com tinha dourada sobre o pergaminho.




Valentes adversários,

Os Srs. entraram por um caminho sem saída, fugir seria covardia, lutar é morte certa, ficar não é uma solução possível, assim que desafiaram nosso clã para uma disputa tão ignóbil, provaram ser dignos e bravos combatentes, espero que o sejam até o fim, porque ele logo chegará. O Xerife, velho amigo da família, está instruído a levá-los ao primeiro desafio e o resto é da vossa própria conta,
Desejaria êxito na sua jornada se não soubesse que seria dar-lhes esperanças passageiras,

Jean-Claude Delacour.





Depois que leram o pergaminho extremamente hostil e pouco informativo, eles começaram até a achar graça daquilo tudo.
- Eles estão confiantes, esses Delacour. – disse Harry.
- Realmente a humildade não combina com o sangue Veela. – falou Gui.
- Forasteiros – disse o Xerife chamando a atenção – Não me interessa quem são e de onde vem, vou fazer esse trabalho em nome da amizade de longa data que tenho por Jean-Claude. Sigam por essa rua diretamente até avistarem a última fazenda nos limites da cidade, não há como errar, o filho mais novo de Jean-Claude estará lá para oferecer melhores explicações.




Eles seguiram pelo caminho indicado passando por pastos, construções e uma ponte de um pequeno riacho até que chegaram a uma bela fazenda nos limites da cidade, ela possuía um pasto verde cheio de animais que lembram bois e vacas gigantescas de couro dourado.
- São Rês-mas Harry, Fleur me disse que os parentes dela criam um rebanho destes nos Estados Unidos.
- Então isso quer dizer...
- Exato estamos nos Estados Unidos, mais exatamente no estado do Arizona próximo a Phoenix se não me engano.
- Vejo que não demoraram de chegar até aqui – disse uma voz que os fez virar e deparar com um rapaz alto loiro de olhos azuis, que deveria ter a idade do Carlinhos Weasley, e um sorriso orgulhoso no rosto.
- Mark Delacour é o meu nome, esse primeiro duelo será aqui nos pastos da nossa fazenda contra mim. Em posição.
Gui fez um gesto para Harry se afastar, então ele ficou próximo à sobra sob uma árvore próxima enquanto observava os dois tomarem posição de combate.
- Um... Dois...Três...
- Estupefaça! Estupefaça! - dois raios saíram velozmente da varinha de Mark dando tempo para que Gui apenas desviasse com rolando para o lado.
- Eu sou o mais rápido duelista na família depois da prima Fleur, pra falar a verdade, ninguém entendeu, até agora, porque ela perdeu o Torneio Tribruxo.
- Expeliarmus! – gritou Gui aproveitando a distração
- Protego! – falou Mark antes do feitiço atingi-lo
- Estupefaça! Impedimenta! Petrificus Totalus – continuou Gui
- Protego! Protego! Protego! - dizia Mark sem se alterar - Encarcerous
- Protego! - dessa vez foi a vez de Gui se defender, mas logo contra atacou
- Furunculus! Estupore!
- Protego! Protego! - disse Gui se defendendo- Reducto!
- Protego! - falou Mark, mas dessa vez o alvo não era ele, mas sim o tronco de uma árvore que estava atrás dele que explodiu e quase caiu em cima dele.
- É assim? Então vamos ver se você pode com isso, Oppugno!
A principio o feitiço parecia não ter tido o efeito desejado, o que fez Gui até sorrir do papel de ridículo que Mark Delacour fizera ao anunciar o feitiço, mas logo a manada dos enormes touros e vacas douradas começaram a correr velozmente e perigosamente contra Gui.
- Estupefaça! - Gritou Gui atingindo o maior da manada, mas não surtindo efeito algum.
- Reducto! - apontou dessa vez para o casco de um outro que rachou fazendo o gigantesco touro dourado cair no chão.
Mark apenas olhava divertido para a situação como se o duelo não fosse com ele.
- Protego - falou Gui vendo que o maior do bando já estava a poucos metros de se chocar com ele, mas quando ocorreu o impacto entre o touro e o escudo invisível Gui foi projetado para trás e o touro, que não esperava resistência ao golpe, capotou caindo na grama.
Gui se levantou e começou a azarar todos os touros da melhor maneira possível.
- Impedimenta! Estupefaça! Wingardium Leviosa!
Nada funcionava muito bem contra os touros que avançavam furiosos e faziam com que Gui tivesse que se desviar usando seus instintos de lobisomem ou tentar amortecer o impacto com o feitiço escudo.
- Accio fez Gui apontando para o solo e um grupo de pedras voam e começam a rodeá-lo - Expulseo
As pedras se atiraram para todos os lados com grande violência por causa do feitiço expulsório fazendo com que Mark e Harry tivessem que conjurar o feitiço escudo para se defenderem do ataque e deixando os touros feridos.
- Conjuntivictus - faíscas caíram nos olhos dos Touros e Vacas fazendo com que eles ficassem furiosos e começassem a destruir tudo, arrancaram arvores, destruíram o gramado e atacaram a todos sem distinguir adversário.
- Finite Encantatem - disse Mark e a destruição parou e os touros se acalmaram – Você é duro na queda, mas não pense que vai me vencer. - Impedimenta
- Protego - disse Gui - Ray - um raio saiu da ponta da varinha de Gui e atingiu Mark no peito fazendo-o dar dois giros no ar antes cair no inconsciente no chão.
- Que foi que você fez? – disse Harry
- Ray é a azaração dos raios, um bruxo chinês desfazedor de feitiços do gringotes lá no Egito me ensinou quando trabalhávamos num túmulo de demônios aquáticos, funciona muito bem neles e a melhor parte é que ela é muito rápida, quase impossível se defender a curta distância.
- Enervate - disse Harry reanimando Mark
- Ai... minha cabeça... Que azaração é essa! Ai...Só vi um clarão e mais nada! Admito que você venceu honrosamente, seu próximo desafio será seguindo além dos limites da cidade, escalar a colina coberta de neve e nela enfrentar o próximo desafio.




Harry e Gui se despediram de Mark e foram novamente para fora da cidade, dessa vez em direção a uma montanha coberta de gelo, eles tiveram uma hora de caminhada difícil subindo sempre quando chegaram a um paredão de rochas vivas com um homem loiro de olhos azuis conhecido á frente, era Antônio Delacour.
- O que você faz aqui? – disse Harry que se antipatizara com ele desde que ele lhes deixara para almoço de dragão.
- Penso que me devem um duelo. – disse Antônio.
- Você nos propôs um desafio e nós o completamos. – falou Gui
- Não, Vocês trapacearam! Ninguém nunca sobreviveu aos Dentes-de-Víbora Peruanos.
- E ninguém antes havia sobrevivido ao Avada Kedavra e olha só ai na sua frente Harry Potter, o menino-que-sobreviveu, e ele tinha apenas um ano! – disse Gui ironizando o loiro.
- Insisto em ter meu duelo.
- Você é mesmo um péssimo perdedor...
- Gui, siga em frente que eu faço esse duelo por você. – disse Harry
- Você não precisa fazer isso, Harry, ele já perdeu.
- Não temos tempo para perder com ele, siga para o próximo duelo que eu venço esse aqui. – falou Harry
- Como ousas, um simples garoto que mal fez 17 anos... – falou Antônio indignado.
- Não o substime, ele é o Harry Potter! Na época que você estava estudando magia no colégio ele derrotou o maior feiticeiro das trevas – falou Gui irônico, depois ele foi na direção do paredão e começou a escala-lo
- Será uma honra adicionar no meu currículo de Auror uma vitória sobre Harry Potter – disse Antônio com um sorriso enviesado.
- Tome posição para o duelo. – retrucou Harry.
- Um... Dois... Três!!!
- Expelliarmus! - disse Harry
- Protego! - defendeu-se André – Ninguém usa isso num duelo sério!
- Eu usei isso contra Voldemort!
- Você fala o nome dele, como é corajoso... Impedimenta! Estupore!
- Protego! Protego! - gritou Harry se defendo, mas mesmo assim foi jogado pra trás, pois os golpes da varinha de Antônio causavam um impacto muito forte.
- Os meus golpes são muito pesados pra você, menino-que-sobreviveu?
- Muito pelo contrário! - Gritou - Furunculus! Desangueo! Rictumsempra!
- Protego! Protego! Protego! - golpes infantis como esse não me farão nada.
- Estupefaça! - gritou Harry
- Protego! -disse Antônio - Muito lento! Petrificus Totalus
Harry se desviou da luz roxa se jogando no chão e contra atacou.
- Expelliarmus!
- Protego! Isso não funciona! – disse Antônio se divertindo.- Estupefaça
- Protego! - grita Harry e é jogado para trás batendo a cabeça no solo.
Cambaleante Harry se levanta, olhando a risada de Antônio Delacour.
- Parece que essa vai ser mais uma vitória fácil para mim...
“Tenho que fazer alguma coisa, o que a Hermione faria numa situação dessas?” – pensava Harry – “Um feitiço não-verbal, eu treinei eles, mas ainda não sou tão bom quanto a Hermione, qual eu uso.”
- Eu sabia que não deveria enfrentar um garotinho de 17 anos, mas agora não importa Estupe...
Nesse meio tempo Harry se lembrou de um velho livro de poções esquecido na sala precisa de Hogwarts e pensou:
Levicorpus!
O Auror loiro foi pego surpreso pelo feitiço não-verbal e foi suspenso no ar pela perna direita ficando sem reação por causa do susto.
- Expelliarmus - disse Harry e Antônio foi jogado com violência contra o paredão sem sua varinha caindo inconsciente no chão.
- Depois você fala que esse feitiço é inútil! – satirizou Harry e começou a escalar o paredão com as mãos nuas.




Guilherme Weasley, depois de deixar seu padrinho em um duelo contra Antônio Delacour fizera uma escalada difícil no paredão, além de quase não haver apoios firmes nele ainda havia um agravante, sua mão ferida por uma flecha de prata de Miguel Delacour estava infeccionada.
O meio-lobisomem sentia uma dor muito grande na mão e havia escondido isso de seu padrinho até agora, mas não sabia até quando poderia continuar desse jeito.
Quanto mais perto chegava do topo do monte, mais frio ficava a temperatura, mas isso não arrefecia seu ânimo.
O topo era uma superfície rochosa mais ou menos regular com blocos de rocha espalhados por toda extensão. O frio era terrível e todo o topo da montanha era coberto de uma camada de neve.
No topo encontrou outra figura loira de olhos azuis que deveria ser um pouco mais novo que ele, ele tinha um rabo-de-cavalo feito de tranças e estava vestido com um grosso casaco de frio feito de peles.
- Meu nome é Mike Delacour, vejo que você já passou pelo meu irmão, meus parabéns, mas vejo também que está sozinho, mas não se preocupe você não vai conseguir passar do seu segundo desafio na colina coberta de neve.
- Vocês falam demais! Estou cansado disso! Em posição!
Eles se cumprimentaram e contaram juntos:
- Um... Dois...
- Expelliarmus - Mike se adiantou e atingiu Gui no peito lançando-o no ar numa quase queda do cume da montanha.
- Ataque à traição! – gritou Gui - Incêndio!
Um grande jato de fogo atingiu Mike que não teve tempo de se desviar ou se proteger. Ele retirou as vestes de frio que queimavam com o fogo mágico.
- Impedimenta! - continuou Gui no seu ataque furioso.
- Protego - se defendeu Mike, mas o golpe foi pesado e ele sentiu um forte impacto. - Estupore!
Gui desviou da azaração rolando para o lado.
- Incêndio!
Mike Delacour fugiu das chamas atrás de um monte de neve que se derreteu.
- Expelliarmus
Gui foi lançado contra um bloco de rocha e se levantou novamente furioso.
- Estupefaça! Expelliarmus! Petrificus Totalus! Incêndio! - disse Gui continuando com seu ataque furioso.
- Protego! Protego! - disse Mike e depois se jogou atrás de um bloco de rocha para se proteger das últimas azarações.
- Covarde. Não fuja! Lute! – provocou Gui.
- Incarcerous! - disse Mike surgindo atrás da rocha e depois se escondendo.
- Protego! - disse Gui se defendendo das cordas. – Se vai ficar se escondendo, eu vou acabar com os esconderijos. Reducto!
A magia foi potente suficiente para explodir a rocha pelos ares ferindo Mike que correu e pulou atrás de outro bloco de rocha.
- Reducto! Reducto!
Cada vez mais blocos de rocha explodiam quando atingidos pela azaração de Gui.
Mike, mesmo ferido reagiu transfigurando a neve em um tigre branco que saltou em cima de Gui, mas o Weasley foi mais rápido e azarou o bicho:
- Expelliarmus!
O tigre recebeu um impacto muito forte e foi lançado no ar, caindo de cima da montanha.
- Serpensortia! - disse Mike e uma enorme cobra verde petróleo saltou da varinha, mas Gui não teve piedade também.
- Reducto!
E a cabeça da víbora explodiu deixando apenas o corpo mutilado do animal.
Gui continuou avançando explodindo as rochas com suas azarações.
- Reducto! Reducto!
Mike não tinha pra onde fugir mais então tentou um ataque desesperado, depois que a última rocha explodiu ele correu e tentou azarar Gui desesperadamente:
- Estupore! Impedimenta! Expelliarmus
- Protego! Protego! Protego! Petrificus Totalus!
Os braços e pernas de Mike Delacour ficaram colados ao seu corpo e ele caiu duro no chão.
- Esse foi fácil, agora vamos pra próxima! – disse Harry
- Quando você chegou aqui? – perguntou Gui
- Eu cheguei a tempo de ver aquele tigre das neves despencar da montanha.
- Não sei por quanto tempo vou conseguir continuar, Harry – falou Gui com sinceridade – acho que a minha mão infeccionou. maldita flecha de prata!
Gui estendeu a mão e ela estava com aspecto terrível, um líquido esverdeado saía dela do buraco onde a flecha de prata de Miguel se encravara.
- Temos que conseguir algo para desinfetar antes de fechar o ferimento.
- Não temos tempo agora... Já são mais de quatro horas na Inglaterra– disse Gui consultando seu relógio – Temos até meia-noite para terminar a cerimônia de casamento. Finite!
Mike Delacour se levantou e ajeitou as vestes retirando a neve delas.
- O próximo desafio será naquela ponte sobre o Canyon. – disse Mike aparatando logo em seguida.
Eles olharam para onde Mike havia apontado e viram uma infinidade de rios que escavavam a rocha em seu leito criando profundos cortes na superfície terrestre. Estes eram os famosos Canyons, um dos mais famosos cartões postais norte-americanos.
De cima da montanha eles viram que no meio de um dos mais largos Canyons uma linha fina se estendia de uma margem a outra, então Harry e Gui rumaram para lá.




A decida é decididamente mais fácil que a subida e eles não tiveram muito sacrifico para chegar à base da montanha e avistar a ponte sobre o Canyon. Ela era uma ponte velha de madeira e cordas que, provavelmente, se sustentava por mágica.
No centro da ponte encontraram mais uma figura loira de olhos azuis, esta tinha cabelos curtos, parecia ter a idade de Sirius ou um pouco menos e não parecia ter uma expressão de que estivesse muito satisfeito de estar ali.
- Vamos ser rápidos. Meu nome é Adam Delacour e seu terceiro duelo será comigo aqui na ponte do Canyon.
Adam fez uma reverência que foi repetida por Gui:
- No três! – disse Gui
Eles contaram juntos
- Um...Dois... Três...
- Coup! - Gritou Adam lançando um raio azul.
Antes que Gui conseguisse reagir sentiu como se um forte soco atingisse seu estômago o lançado para longe
- Coup! Coup!
Mais dois raios azuis saíram da varinha de Adam.
- Protego! Protego! - disse Gui se protegendo da azaração.
- Você é rápido para se desviar da azaração do golpe. Estupore! Impedimenta! - continuou Adam com seu ataque
- Protego! Protego! Expelliarmus! - Gritou Gui
Adam foi atingido no peito e caiu de costas no chão.
- Incarcerous! - falou Gui
Cordas saíram da varinha do Weasley tentando amarrar Adam
- Protego! - Protegeu-se Adam - Coup-de-Cheval .
Um raio marrom saiu da ponta da varinha de Adam em direção ao Wesley.
- Protego!
Mesmo o impacto tendo sido amortecido pelo feitiço escudo, Gui foi lançado para trás caindo de costas no chão da ponte.
- Caramba... Esse golpe foi pior que ser atingido por um rês-ma enfurecido. – disse Gui se levantando.
- Coup! Coup! Coup-de-Cheval - bradou Adam
Dois raios azuis e um marrom foram contra Gui
- Protego! Protego! Protego! Ai...
Gui foi lançado mais uma vez pra trás.
- Coup-de-Cheval é a azaração do coice de cavalo. Pesadinho o impacto, não? – zombou Adam Delacour
Gui se levantou com dificuldade, seu nariz quebrado por causa do impacto da azaração sangrava muito sujando suas vestes azuis que ganhara na “visita” aos Delacour que residiam na floresta amazônica.
“Não tem espaço para desviar e se defender é inútil, o que eu faço?” – pensava Gui
- Coup-de-Cheval!
- Reflecto! - gritou Gui
Os raios se atingiram no ar e o feitiço marrom voltou contra Adam que pego de surpresa foi lançado para trás e caiu nocauteado.
- O Feitiço da reflexão, ótimo para surpreender o oponente.- disse Gui segurando o nariz quebrado que ainda sangrava.
- Episkey - Gritou Harry apontando a varinha para o rosto de Gui consertando o nariz – Tergeo - e o sangue desapareceu.
- Obrigado, agora temos que acordar a bela adormecida. Enervate!
Adam não se mexeu
- Vamos tentar os dois juntos. – falou Gui.
- Enervate - gritaram
- Nossa... Que patada!!!! Alguém anotou a placa daquela jamanta que me atingiu? Acho que quebrei uma costela. Parabéns, você venceu. Agora terá que voltar ao centro da praça para enfrentar o último desafio. Accio vassouras
Duas Clearsheep One responderam ao chamado de Adam.
- Levem elas, vocês irão precisar. – e dizendo isso aparatou.
Harry e Gui subiram nas vassouras e voaram pelo caminho de volta, contornaram o pico nevado, passaram velozmente pela fazenda de rês-mas e quando chegaram a praça ela estava totalmente modificada. Nela havia um campo de Quadribol sem as balisas e havia uma pequena arquibancada com a pequena população da cidade como público.
Ao chegarem ao centro do campo se depararam com o Xerife com uma caixa de bolas de quadribol e duas garotas loiras com vestes brancas de quadribol segurando vassouras.
- Vocês realmente são bons parceiros – disse o Xerife – Meu nome é Jean-Claude Delacour, desculpem-me pela brincadeira no início. Chegaram até aqui passando por meus filhos, mas agora vai ser diferente. Lhes proponho um desafio uma amistosa partida de quadribol. Sem goleiro, artilheiros, apanhadores, goles e o polmo.
- Mas aí só sobram...
- Exatamente isso mesmo os balaços e os batedores. O último em cima da vassoura vence, se caiu no chão não pode voltar.
- Feito! – Gui estendeu a mão para Jean-Claude e eles apertaram as mãos.
Jean-Claude Delacour passou os bastões e as vestes vermelhas que os garotos puseram por cima das roupas que usavam.
- DAMAS E CAVALHEIROS DE DESSERT VALLEY, ARIZONA. ESTAMOS AQUI PARA UM GRANDE DESAFIO. TRAJANDO ROUPAS BRANCAS, AS BATEDORAS DO TIME “MONTANA FAIRIES”, VENCEDORAS DO PRÉMIO DE BATEDORES REVELAÇÃO DO CAMPEONATO AMERICANO, OS ORGULHOS E ALEGRIAS DA NOSSA CIDADE: MELANY E ELLEN DELACOUR!!!! – Gritou o narrador com a voz magicamente ampliada.
O público explodiu em vivas e várias faíscas de todas as cores foram lançadas aos céus.
- TRAJANDO VESTES VERMELHAS, OS DESAFIANTES, ELES ENFRENTARAM E VENCERAM TRÊS DUELOS CONTRA OS IRMÃOS DELACOUR E AGORA QUEREM VENCER PARA SEGUIR NO DESAFIO DE CONSEGUIR REALIZAR UMA “CERIMÔNIA DE CASAMENTI FRANCO-ITALIANA”, APRESENTO-LHES: GUILHERME WEASLEY E SEU PADRINHO. – falou mais o narrador
Muitas vaias foram ouvidas do público em desaprovação.
- Vamos mostrar a eles, Harry.
Os quatro jogadores subiram em suas vassouras e deram um impulso ganhando altitude. Ao centro do campo Jean-Claude que havia convocado uma vassoura para si, pois seria o juiz.
Jean-Claude apontou a varinha para a caixa liberando os balaços e apitando para dar início ao jogo, mas ao invés de dois balaços a caixa tinha quatro deles.
- ELLEN REBATE UM BALAÇO NA DIREÇÃO DE GUILHERME WEASLEY E ELE SE DEFENDE ENVIANDO-O SEM DESTINO, MAS MELANY APARECE E REBETE OUTRO BALAÇO NO PEITO GUILHERME. ISSO DEVE TER MACHUCADO. – disse o narrador
Muitos gritos de vivas são ouvidos
- ELE CONTINUA MONTADO NA VASSOURA...O QUE É ISSO! – gritava o locutor
Várias vaias vêm da torcida
- O PADRINHO REBATEU UM BALAÇO NA CABEÇA DE MELANY ENQUANTO ELA ESTAVA REBATENDO O SEU NO GUILHERME. ESSA É UMA DISPUTA EMOCIONANTE!
- MELANY!! MELANY!! – Grita a torcida em apoio a garota.
- MELANY RECEBE O APOIO DA TORCIDA E MESMO MUITO FERIDA CONTINUA NO JOGO. AGORA AS DUAS CERCAM O PADRINHO E ELE SE DESVIA DE UM BALAÇO, E DE MAIS OUTRO. ELE É UM ATLETA NATO, MESMO COM POUCA IDADE JOGA QUADRIBOL COMO GENTE GRANDE. – falou o narrador
A torcida jogava faíscas e fogos de artifício ao ar por causa do espetáculo.
- MAIS DOIS BALAÇOS SÃO LANÇADOS CONTRA O PADRINHO QUE REBATE O PRIMEIRO, ESQUIVA DO SEGUNDO, VEM MAIS UM TERCEIRO E AI.... DESVIOU SENSACIONAL, COMO ELE FEZ ISSO? APOIANDO-SE APENAS COM OS PÉS NA VASSOURA ELE DESVIOU DO BALAÇO. – disse o locutor
- UHHHH! - A torcida gritava.
- OLHA AI MELANY TEM UM BALAÇO EM CIMA DE VO.. AI!!! A BATEDORA DO “MONTANA FAIRIES’ FOI ABATIDA POR UM BALAÇO ATIRADO POR GUILHERME EM UM MOMENTO DE DISTRAÇÃO. MELHOR SORTE DA PROXIMA VEZ MELANY. – disse o narrador
Melany cai de mais de quinze metros, mas é amparada por duas Curandeiras que assistiam à partida ao lado do campo.
A torcida gritava furiosa e jorros de luzes vermelhas eram atirados contra Gui
- ELLEN É A ÚLTIMA DO TIME DA CASA E SE PÕE EM UMA DISPUTA ACIRRADA COM O PADRINHO, QUAL É O NOME DESSE CARA? ELE É BOM! ELLEN MANDA UM BALAÇO E ELE DESVIA, O PADRINHO BATE COM VIOLÊNCIA OUTRO BALAÇO, MAS ELA DESVIA, NÃO É ATOA QUE ELLEN É A MELHOR BATEDORA DE QUADRIBOL DOS ESTADOS UNI... CUIDADO! NÃO! ESSA ATÉ EU SENTI DOR AQUI!! UM BALAÇO ERRANTE ATINGE O PADRINHO. – Berrava o Locutor
Harry é atingido por trás na nuca enquanto trocava balaços com Ellen, perde controle da vassoura e cai com a vassoura em um mergulho vertical.
- ELE VAI ATINGIR O SOLO DE FRENTE, NÃO QUERO NEM VER... ESCAPOU ELE ESCAPOU A UM METRO DO SOLO, PESSOAL VOCÊS ACABARAM DE VER A FAMOSA FINTA WROSKY COMO NUNCA SE VIU NAS BANDAS DE CÁ. – falava o narrador
Quando recuperou o controle da vassoura e conseguiu frear a tempo de evitar uma colisão, Harry recebe uma ovação da torcida, mas logo tem que voltar a fugir porque Ellen estava perseguindo-o lançando balaços contra ele.
- ELLEN! ELLEN! ELLEN! – exclama a torcida enlouquecida.
- ELLEN É IMPLACÁVEL, LANÇA TODOS OS BALAÇOS QUE SE APROXIMAM DELA CONTRA SEUS ADVERSÁRIOS. ENQUANTO GUILHERME E O PADRINHO SE ESQUIVAM.
- ELLEN! ELLEN! – continuava gritando a torcida.
- GUILHERME ATIRA UM BALAÇO NELA, ELA DEVOLVE CONTRA O PADRINHO.
- ELLEN! ELLEN! – gritava a torcida delirante.
- AGORA O PADRINHO QUE ATIRA, ELA ATIRA CONTRA GUILHERME.
- ELLEN! ELLEN! – a torcida berrava.
- DOIS BALAÇOS SÃO LANÇADOS CONTRA ELLEN, UM VINDO DO PADRINHO E OUTRO DE GUILHERME. ELA REBATE O DO PADRINHO E ATINGE GUILHERME. ELE QUASE CAI, QUE PENA.
- ELLEN! ELLEN! – a torcida berrava.
- AI VEM O SEGUNDO...
- UHHH! – Gritaram das arquibancadas
- ACERTA NO ROSTO DELA! ISSO DEVE DEIXAR MARCA. ELA CAIU DA VASSOURA, NÃO TEM NINGUÉM PARA APARAR ELA? – Berrava o narrador
- OHHHHH! – Grita a torcida
GUILHERME E O PADRINHO VÃO SALVAR ELA, NÃO VAI DAR TEMPO, O PADRINHO GANHA VELOCIDADE, EU NÃO SABIA QUE UMA CLEARSHEEP ONE VOAVA TÃO RÁPIDO...- falava o locutor
Harry parte para cima de Ellen como se fosse um raio, as curandeiras estavam do outro lado do campo cuidando de Melany e não tiveram tempo para amortecer a queda de Ellen.
O vento começa a assobiar aos ouvidos de Harry enquanto ele ganha velocidade com um vento de cauda que é muito bem-vindo. A distância começa a diminuir entre ele e a garota, mas o chão estava cada vez mais próximo, num milésimo de segundo antes de tocar no chão Harry salva a garota e arremete a vassoura de volta para o ar.
- EXPETACULAR!!! REALMENTE OUVIREMOS FALAR MUITO DESSE JOVEM PRODÍGIO DO QUADRIBOL NOS PRÓXIMOS ANOS. – Gritava o locutor
Um apito soa no ar e a voz de Jean-Claude Delacour é ouvida magicamente amplificada.
- SONORUS!!! DECLARO A EQUIPE DE GUILHERME WEASLEY VENCEDORA DESSA COMPETIÇÃO.
- EEEEEHHHHH!!!! – toda a população comemorava soltando cada vez mais fogos e faíscas aos céus enquanto os garotos desciam das suas vassouras no meio do campo.




- Obrigado garoto, você salvou meu tesouro – disse Sr. Delacour – você é o Sr.?
- Potter, Harry Potter a seu dispor.
- Ha-Harry Po-Potter? É uma honra tê-lo aqui, dê-nos o prazer de levá-lo a minha humilde moradia.
Harry deixou Ellen com a medibruxa mais próxima e voaram do estádio improvisado de quadribol em direção a fazenda dos Delacour. Chegando lá eles encontram um comitê de recepção nada amistoso: Antônio, Mike, Mark, Adam e uma outra garota loira.
- Os outros vocês já conhecem, mas essa flor é minha querida Mirian Delacour, irmã gêmea de Mark. – disse o Sr. Delacour.
- O que eles fazem aqui? – disse Antônio.
- Eles venceram Melany e Ellen.
- Impossível, ninguém nunca venceu aquelas duas numa partida de quatro balaços. – falou Mike.
- Improvável talvez, mas ele é Harry Potter.
- Quê? Quero vê-lo provar! – disse Mike desagradável como sempre.
Harry levantou os cabelos e mostrou a cicatriz, o que fez Mirian soltar um gritinho de excitação.
- E o que você faz aqui Antônio? Como vão as notícias na floresta amazônica? – cumprimentou o Sr. Delacour.
- Ele veio aqui se vingar de ter sido derrotado quando teve chance. – disse Gui antes que Antônio tivesse chance de dizer alguma coisa.
- O quê? Isso é verdade? Meu irmão é muito pulso frouxo com vocês mesmo – repreendeu Jean-Claude – Vou denunciá-lo a sua mãe, você sabe como ela pode ser terrível quando quer.
Antônio apenas curvou a face evitando encarar os olhos do tio.
- Eu sabia, eu sabia! – disse uma mulher morena de olhos azuis de meia-idade que vinha correndo da casa - Eu disse pra vocês que iam perder nessa disputa! Eu avisei, mas vocês quiseram continuar. Maria fez as mesmas previsões, mas o sangue veela deixa vocês cabeças-duras.
- Apresento-lhes minha esposa Katherine Le Fay Delacour.- disse o Sr. Delacour – minha senhora, apresento-lhe Guilherme Weasley e Harry Potter.
- Eu sabia! Acertei de novo quando disse que o noivo traria um bruxo poderoso para ser o padrinho! Eu disse isso! Essa cerimônia é inútil.
- Eles verão que surpresas os aguardam lá com meu irmão Jean-Marc.
Eles entraram na casa a tempo de ouvir dois estalos de aparatação na sala.
- Devo também apresentar a vocês Sally e Susan, elas são curandeiras do hospital em Phoenix.
Harry notou que essas eram as curandeiras que estavam auxiliando no campo de quadribol e que elas eram tão iguais que ele mal podia diferenciar uma da outra.
- Já levamos elas para o hospital, a Ellen vai ficar bem e deve ter alta ainda hoje, mas a Melany deve ficar uns dias de observação no hospital.
- O quê vocês fizeram com minha irmã? – disse Mike apontando a varinha para o peito de Gui.
- Já deu! Eles só agiram pelas regras! Não quero mais desonestidade nessa disputa – disse o Sr. Delacour olhando para Antônio – E eles ainda vão ter que enfrentar Jean-Marc, tomara que ele chame mamãe.
Então Jean-Claude abriu um largo sorriso malicioso e olhou para os convidados.
- Desculpem-me meu filho. Ele é gêmeo da Melany e por isso nessas situações ele toma as dores dela.
- Gêmeos também? – perguntou Harry.
- Claro! Essa uma das mais antigas magias que foram lançadas sobre o povo bruxo. Quando o pai tem um gêmeo e a mãe tem um gêmeo, os filhos nascem gêmeos. Uma vez que eu sou gêmeo de Jean-Marc e que minha mulher também tinha uma irmã gêmea que infelizmente faleceu; Sally e Susan, Mike e Melany e Miriam nasceram gêmeos. Na verdade foram grandes surpresas quando Adam e Ellen nasceram e não tinham gêmeo, casos assim são raros.
- O que tem a sua mão? – disse Susan apontando para a mão ferida de Gui.
- È só um corte.
- Está feio. – disse Sally.
- Infeccionou. – concluiu Susan.
- Temos que tratar logo. – falou Sally.
- Vocês vão ajudar o inimigo? – perguntou Mike incrédulo
- Antes de participarmos desse torneio bobo, também somos curandeiras e fizemos o nosso juramento. – retrucou Susan.
Sally conjurou um caldeirão e Susan os ingredientes para uma poção, assim que elas misturaram os ingredientes à poção ganhou uma cor lilás bem clara. Sally pegou um pouco da poção do caldeirão.
- Não vou mentir pra você isso realmente vai doer.
Ela colocou a poção sobre a mão ferida de Gui que começou a fumegar enquanto o ruivo fazia uma terrível cara de dor.
Uma nuvem azulada saia da ferida na mão do Weasley enquanto o liquido mudava rapidamente para uma cor acinzentada.
- Não podemos curar ferida de prata num licantropo, então usamos a poção de desinfecção mais poderosa que temos para limpar a ferida.
- Accio!
Sally apontou a varinha para o ar e bandagens voaram em sua direção e com os movimentos de sua varinha se enrolaram fortemente na mão ferida de Gui.
- Você não poderá fazer muito esforço com essa mão por algum tempo, penso que com os poderes de cura da raça em 2 dias sua mão estará totalmente cicatrizada.
- O-Obrigado...
- Você não tem nada a agradecer, lembre-se eu fiz um juramento e nós, Delacour, levamos muito a sério um julgamento...
- Isso é verdade minha querida filha, sábias palavras. Jean-Marc os espera, mas antes devemos um almoço aos ilustres convidados.
Sr. Delacour bateu palmas e uma grande mesa com cadeiras se materializou na sua frente junto com um elfo doméstico franzino e narigudo vestido com panos brancos e sedosos.
- O Senhor deseja algo especial de Ming, meu senhor.
A voz do elfo era esganiçada e fina evidenciando que na verdade era uma fêmea da espécie.
- Hoje temos convidados especiais, Ming, quero que vocês dêem seu melhor, tudo bem?
- Claro, claro, meu senhor. Ming fará de tudo.
A elfa desaparatou e logo a mesa se encheu de muitas delicias que Harry e Gui nunca haviam visto, e ao sentirem o cheiro perceberam o quanto estavam famintos.




Depois de uma lauta refeição e uma grande discussão de amenidades à mesa, Gui sentiu-se compelido a continuar, ele esperou um momento que os anfitriões se distraíram com a chegada de Ellen Delacour fugida do hospital e resolveu conversar com Harry.
- Devemos resgatar Fleur antes da meia-noite ou o contrato de casamento está desfeito – sentenciou o Weasley.
- Que história é essa?
- Como assim?...Me esqueci que você foi criado por trouxas... Numa cerimônia de casamento mágica franco-italiana temos que começar a celebrar o casamento até a meia-noite do dia da cerimônia senão o feitiço da cerimônia se desfaz e o casamento é cancelado.
- E só agora que você me diz...
- Acalme-se, felizmente temos uma boa dianteira quanto ao planejamento de tempo, podemos avançar mais devagar a partir de agora que os perigos serão mais intensos.
- Mais intensos?
- O último tio da Fleur foi nove vezes campeão do campeonato mundial de duelos de bruxos e seus filhos devem ser desse nível para cima.
Gui sorriu ao ver a cara de susto do seu padrinho e preparou-se para se despedir da família Delacour norte-americana quando se sentiu agarrado pelo braço.
- O momento está chegando.... A grande reunião daqueles que lutam contra as trevas está chegando... Deves ajudar aquele que roubará o maior tesouro de sua família.... Aquele que como amigo e ajudante traz terás que ajudar...
A Sra. Delacour se sentiu zonza e só não foi ao chão por que os braços fortes de Gui a ampararam segurando a mulher em pé.
Gui olhou desconfiado para Harry e este não pode conter a cara de incompreensão.
- Pai! A mamãe de novo. – gritou Mark segurando uma esfera azul
- Já é a segunda vez essa semana, se continuar produzindo profecia assim logo superará Cassandra Blasvak. – disse Jean-Claude – Não liguem não, levem essa profecia como presente de despedida e levem esses casacos de frio, acreditem, vão precisar.
O Sr. Delacour passou a eles a esfera azul e um par de casacos marrões.
Os casacos eram enormes feitos de pele de um animal realmente peludo e de pele espessa, lembrando vagamente o casaco de pele de toupeira que Hagrid usava, mais só que bem mais peludos. O tempo estava muito quente e seco, como num deserto comum, mas Harry e Gui acharam que seria uma desfeita se desfazer de um presente, por isso vestiram mesmo com a sensação incômoda.
A Chave de portal é esse copo velho, quando quiserem façam as honras.
Ambos os jovens tocaram o copo com a ponta dos dedos.
- 1... 2... e... 3!!!
Harry sentiu um puxão no umbigo e de repente seus pés não encontraram mais o chão, seu corpo foi projetado no ar quando se viu livre do velho copo e, quando finalmente aterrissou, o garoto foi de encontro a uma coisa fria e macia que se encontrava no chão.
Ele abriu os olhos e viu tudo branco, levantou os olhos ao horizonte e um espetáculo multicolorido tingia o céu com as cores do arco-íris. Ao lado de Harry, Gui também estava no seu lado admirando esse fenômeno da natureza.
E a pergunta que não queria calar na cabeça de Harry era: “Onde estaria ele dessa vez”?




Mais um capítulo findo, menos um capítulo para o fim da história. Que vocês acharam?

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