Hermione aos poucos se levantou das cadeiras finas de jardim. Tudo ali era refinado de mais paro o gosta da menina.
A imagem masculina lhe interessou de imediato. Conhecia aqueles olhos claros. Aquele cabelo curtíssimo. Os braços. Sim ela conhecia quem estava ali.
—Mione.—A voz masculina chamou pelo nome da menina assim que a viu.
—Blaise—Um sorriso tolo nasceu nos lábios da menina. Blaise estava ali. Sem pensar em nada ela largou o cacho de uva no chão e correu pra ele.
Blaise de imediato pegou a moça no colo. A forma com que ele a abraçou, fez Giorgia que servia o café pra menina suspirar. Se Draco visse a pobrezinha estaria em maus lençóis.
—Você está linda.—ele a soltou e segurou o rosto dela entre as mãos.—Pensei que nós não nos veríamos mais.—O menino encostou a testa na dela e ficou sentindo a respiração ofegante dela.
—Você também! Nossa Blaise,você nem parece mais o mesmo.
Blaise se afastou dela de imediato e só então reparou nos braços da menina. A pele branca continha inúmeras marcas que alternavam a tonalidade do roxo.
Draco olhava tudo da janela do segundo andar. A cara dele não era das melhores possíveis. Giorgia que havia ido ao quarto apenas recolher as roupas sujar logo notou.
—Quem é?—Ele não conhecia Blaise, mas a forma com que os dois se abraçavam havia irritado o homem profundamente.
—Eu não sei o nome senhor.—A mulher disse sem jeito.—Mas eles vão se sentar na sala principal, a senhora já pediu pra que eu prepare um lanche pra ele.
Draco nem respondeu. Se vestiu o mais rápido que pode e desceu.
A primeira coisa que viu foi o rapaz e sua esposa abraçados enquanto ele cochichava coisas inaudíveis e Hermione ria sem parar.
—Bom dia.—Draco saudou assim que entrou na sala. Não podia negar a vontade de matá-lo, mas era melhor que parecesse educado.—Você é?
—Blaise, somos primos.—Zabine mentiu, mesmo sabendo que sem custo algum Draco podia descobrir que ele era apenas um amigo de infancia. Mesmo assim Draco estendeu a mão, e Blaise apertou com força.
—Sou Draco, marido de Hermione.—Ele viu o olhar de Blaise endurecer.
Logo ele deixou os dois a sós. Hermione ainda tentava entender o porquê daquele comportamento do marido. Aquele não era o homem que ela conhecia, não era mesmo.
Havia tempo que Hermione não sentia essa felicidade, esse tipo de felicidade que a fazia se sentir livre. O menino ainda não havia aceitado o que John havia feito. Não conseguia entender, qual foi o motivo que o levou a mandar a filha pra Moscou pra se casar com alguém que ele nem se deu ao trabalho de conhecer. Após passar o frisson da chegada, os dois começaram a conversar. Pena que a conversa tomou um rumo menos alegre.
—Porque não me avisou? Porque não mandou um e-mail, eu não teria deixado.—Disse entre os dentes quando Hermione lhe contou das circunstancias em que casara.
—Agora é tarde Blaise.
—Desse um jeito, demônios Hermione, você não podia ter deixado isso acontecer.—Disse irritado.— Aliás, eu odiei seu marido.—Mione arregalou os olhos assustada.
—Como é o seu relacionamento com ele? —Blaise era atencioso.
—Horrível. Não podíamos nos dar pior. Eu o odeio.—Tinha um fundo de verdade. Mas ódio não era o único sentimento que ela tinha porDraco.
—Ele te maltrata?— A reposta Blaise já sabia, porém pressionou.
—Não posso mentir pra você.—Ela suspirou e ergueu os braços pra que ele visse. As enormes marcas, agora quase pretas, da violência de Draco no dia anterior se mostraram.—Isso responde a sua pergunta?—Perguntou amargurada.
Blaise parecia ter levado um tapa na cara. O sangue subiu ao seu rosto de modo perceptivo enquanto Hermione escondia os braços num casaco fininho de lã. Ele se ergueu com tudo, e Mione arregalou os olhos.
—Me diga onde ele está.—Blaise ordenou furioso.
—E ser culpada por um assassinato? Não, obrigada.—Hermione havia ficado alerta.
—Eu acho então.—Disparou pela sala, mas Hermione foi mais rápida, correu e fechou a porta, se pondo na frente da fechadura.—Saia da frente.—Era mais uma ordem que um pedido.
—Blaise, por Deus, não!—Ele não parecia ouvir. — Não pode ser assim, eu sou a prova viva de que brigar com Draco não ajuda em nada. Por favor, não piore a minha situação.—Implorou.
Ele encarou Hermione, arfante de ódio. Um tempo depois acenou raivoso com a cabeça e voltou ao seu lugar. Mione suspirou aliviada.
—Venha embora comigo.—Hermione sentiu o coração pular desconfortavelmente .—Eu vou voltar pra Londres em breve, fuja agora, você sabe que é capaz. Venha comigo.—Insistiu.—Eu vou tirar você daqui. É só você vir comigo.—Pressionou, e Hermione não sabia o que fazer. Estava confusa.
—Eu não posso.—Ela disse automaticamente. Tinha certeza de não poder ir, e queria se matar por isso. Draco a mataria se ela fosse.
Hermione mesmo dizendo não, estava considerando a ideia. Se fugisse da mansão perderia definitivamente de Sophia, e de Rony. Pra nunca mais. Seu coração protestava só de pensar nisso. Em não ver o sorriso dele novamente. Por outro lado, ela estaria livre de Draco. Mas será que era isso que ela queria? "Você e Rony são iguais. Duas crianças sempre reclamando de como a vida é injusta com vocês."—Hermione inclinou a cabeça pra trás, suspirando fundo.
—Ninguém pode fugir de Draco, não se ele quer essa pessoa por perto. Ele vai me encontrar. Será pior.—Ela disse com a voz dura, se virando pra Blaise de novo. O rosto de Hermione parecia ter empalidecido, como se a vida abandonasse a pele. Por um segundo, sua pele era semelhante a de Draco. Mas logo a cor retornou.—Eu preciso ficar, me perdoe. Precisam de mim aqui. Rony logo voltará, e as coisas melhorarão. Draco é meu marido, é minha obrigação estar ao lado dele.—Se condenou, dura consigo mesma.
Blaise magoado foi embora. Mas não sem antes deixar claro que voltaria em breve. Jamais deixaria que Hermione aguentasse aquilo por muito tempo. Se ela não queria ir por bem, daria um jeito de tirá-la dali por mal.
O dia passou normalmente. Com a saída de Blaise, a angustia pela falta de Rony retornou. Foi assim que Hermione estava à noite, quando terminou de se arrumar pro jantar.
—Coeur.—Mione o encarou. Amava quando ele lhe chamava assim.—Venha aqui.—Ela se sentou ao lado dele na beirada da cama.—Isto é pra você.—Ele passou uma caixinha de veludo pra ela.
Quando Hermione abriu, ficou pasma. Era uma pulseira, uma pulseira que media dois dedos. Diamantes. Toda ela, cravadaem diamantes. Por mil diabos, Draco não quase a espancou na noite anterior?
—P-porque?—Perguntou quando recuperou a voz, tocando a pulseira levemente.
—Lhe disse no dia do nosso casamento. Quando for inteligente, será tratada como uma rainha. Caso contrário, receberá problemas.—Ele explicou calmamente.
—Eu não entendo.—Ela negou enquanto olhava o azul dos olhos do marido.—Fui inteligente?
—Foi. —Ele pegou a caixinha da mão dela.—Não se pode fugir de mim. Nunca.—Hermione congelou, e ele sorriu.—Seu primo tem ideias muito libertinas a uma mulher casada.—Comentou enquanto observava a joia.
—Blaise.—Sussurrou pra si mesma.—Draco, ele não fez por mal, ele só é espontâneo, é o jeito dele, eu não... —Draco a interrompeu, pondo dois dedos em seu lábios. Hermione estava desesperada. Tinha medo por Blaise.
—Shiii...calma, mon coeur. Eu não fiz nem vou fazer nada. Seu primo poderá vir te visitar sempre que quiser. Nada vai mudar.—Ele disse, sorrindo enquanto soltava a pulseira da caixinha.
— Sério?—Contestou, ainda sem acreditar.
—Sério. Minha esposa é uma mulher inteligente. Não se deixa levar por idéias alheias.—Ele pegou o pulso dela.—Agradeça por isso, coeur. Caso contrário seu primo estaria em maus lençóis agora.—Ele colocou a pulseira nela, fechando-a com rapidez.—Não pense em fugir de mim. Não considere essa ideia. Será pior pra todos.—Ele avisou, erguendo os olhos pra encará-la.—Te espero láem baixo.—Ele deu um leve beijo na mão dela e saiu, deixando uma Hermione pasma.
Hermione acordou com frio aquela manhã. Ela se embolou nos lençóis, ficando quase descoberta. O tempo estava, como sempre, nublado. Draco não estava mais lá. Ela se levantou, tomou um bom banho quente, escovou os dentes, penteou os cabelos. Estava terminando o ultimo, quando ouviu duas batidinhas leves na porta.
—Pode entrar, Giorgia.—Disse sem dar atenção, sentada no banquinho da penteadeira, de costas pra porta, escovando os cabelos. A porta se abriu lentamente.
—Se não for a Giorgia, pode entrar também?— Rony sorriu olhando ela, enquanto fechava a porta atrás de si.
Hermione empedrou olhando o reflexo do espelho. Seu coração disparou gostosamente.
—Rony!—A menina gritou se levantando, derrubando o banquinho.
Hermione correu e se atirou nos braços dele, que a agarrou. Ela se sentia inteira novamente, abraçada a Rony. Ele também havia sentido falta dela. Mais do que devia ter sentido, ele sabia disso. Ergueu-a e rodopiou no ar. Era como se estivesse asfixiando enquanto estava fora, e o perfume leve dela lhe devolvesse o fôlego. Hermione encheu o rosto dele de beijinhos. Estava fora de controle, de tão feliz. Quando ele a pôs no chão, o que fez não foi solta-la, e sim abraçá-la mais forte. Palavras não eram necessárias ali.
—Me dê um bom motivo pra eu não matar você agora. Rosnou um tempo depois. Rony apenas riu.
—Bom, eu tenho um presente.—Disse sorrindo pra ela, puxando sua mão, enlaçada com a dela, puxando-a pro corredor.
—Isso é um tipo de tentativa de me comprar?—Hermione ergueu a sobrancelha, mas apertou os dedos nos dele.
—Não, esse foi o motivo por eu ter demorado.—Explicou, virando-se rapidamente e assustando ela. Ele a abraçou e ergueu-a do chão, descendo as escadas. Hermione riu abraçada a ele.—Posso saber que tipo de presente é?—Ela olhou pra ele, duvidosa. Rony não era do tipo de Draco, que dava joias extravagantes. Rony tapou os olhos dela com as mãos frias.
—Gosta de cães?—Perguntou, com um sorriso torto ao passar com ela pela porta. Ele soltou o rosto dela.
De inicio Hermione cerrou os olhos. A claridade do dia lhe machucou um pouco. Depois se tocou do que era. Um belo cão Maltês, alvo. O cachorro era o mais branco possível, chegava a machucar a visão. Ela deu dois passos a frente, ainda sem acreditar.
—Que tipo de pessoa dá um cachorro de presente a outra?—Murmurou, descendo as escadarias, encantada com o presente.
—Eu sou um tipo diferente.—Sorriu olhando-a ir até o cãozinho. Ao ver o sorriso de Hermione, Rony percebeu que o tempo longe dela foi valeu havia valido a pena.—Quer dar uma volta?
—Se você me acompanhar, tudo bem.—Ela sorriu e pegou a guia do cachorro. Rony segurou a mão dela e os dois saíram andando pelo jardim da mansão.
Os dois caminharam por horas. Só pararam quando a chuva os interrompeu. Ronald alertou-a, mas Hermione continuou, rindo. Apenas quando suas roupas se tornaram pesados demais de água pra continuar, eles pararam em baixo de uma arvore imensa, ambos pingando água. O cabelo de Rony, agora estava bagunçado e pingando água.
—Eu avisei.—Rony disse ao ver Hermione batendo os dentes de frio. Ela riu.—Tome.—Ele tirou o suéter e deu pra Hermione vestir.
—Não está muito menos molhado que minha roupa.—Disse e riu da cara que Rony fez, erguendo o suéter molhado e encarando a menina.
—Nada que não se possa resolver.—Ele torceu o agasalho, que despejou água pelo chão. Ele passou o suéter quase úmido pelo ombro dela, que se abraçou.
—Você vai ficar doente.—Resmungou, tentando devolver a roupa.
—Acredite, eu não vou.—Ele sorriu, radiante.—Vamos embora.—Ele disse, olhando a chuva.
—Assim? Sonhe.—Ela riu, sarcástica.
—Vai piorar. E muito.—Disse, olhando o céu.—É melhor que estejamos em casa a essa altura.—Ele puxou ela pela mão, lançando-os na chuva de novo.
Hermione se surpreendeu quando Rony a puxou pela cintura, os dois caminhavam lado a lado e ele carregava o pequeno filhote encharcado. A chuva parecia ser derrubada por baldes.
O vento parecia que ia congelar a espinha. Rony riu quando Hermione
escondeu o rosto em seu pescoço. A chuva agressiva que caia não permitiu aos dois ver, mas havia alguém olhando a cena da janela do segundo andar. E esse alguém não parecia nada satisfeito.
—Gina, Hermione te fala alguma coisa sobre o Rony?—Perguntou Harry, olhando enquanto Rony e Hermione subiram as escadarias aos risos, e sumiram pela porta.
—Ela me conta que ele é amigo dela. E que ajuda ela com o Draco.—Disse, tentando se lembrar de alguma coisa.—Porque?—Ela abraçou o marido por trás, acariciando a barriga dele
—Nada demais. —Ele pôs a mão por cima dela.—Só tenho um mal pressentimento em relação a isso. Besteira.
Ela se despediu brevemente de Rony, e foi pro quarto, encharcada. Tirou as roupas, tomou um banho, e se secou. Quando a chuva deu uma trégua, ela foi ao galpão, queria ver seu cachorro. Não foi difícil encontrá-lo. Era mais alvo do que qualquer coisa ao alcance da vista. Ela foi até ele, que pareceu feliz pela dona estar ali. Ela o tirou de lá no colo, levando-o pra um lugar um pouco mais aberto, debaixo de uma arvore. Pegou uma escova e um pano no galpão e levou, junto com um banco.
O cachorro estava fora de casa contra a vontade de Hermione, mas Sophia tinha alergia ao bichinho, pelo bem da menina concordou em deixá-lo do lado de fora.
—Eu ainda não sei que nome te dar.—Ela disse ao cachorro pensativa, enquanto escovava a pelagem do animal.—Hum...Luke?—O cachorro a olhou, como se gostasse.—Pronto, você vai se chamar Luke.—Sorriu, radiante, acariciando-o. Luke estava dócil aos carinhos da dona, e se exibia pra ela quando ela o elogiava. Mas de repente, viu algo que o fez latir.
—Seu cachorro é um covarde.—Draco acusou se aproximando da mulher. Hermione se assustou.
—Calma Luke.—Ela acariciou o cachorro, acalmando-o. Pareceu funcionar. Mas o cão ainda encarava Draco com um olhar agressivo.—Não há problema nenhum com ele.—Resmungou pra Draco,enquanto voltava a escovar o animal.
— Não me lembro de ter comprado um cachorro.—Disse, avaliando o animal. Luke pareceu incomodado.
—Rony me deu de presente, hoje.—Disse sem dar atenção. Hermione estava de costas, por isso não viu o brilho raivoso que atingiu o olhar de Draco enquanto ele avançava pra ela.
—Vai devolve-lo.—Ordenou, puxando o braço de Hermione que o encarou surpresa.—Vai devolver hoje. Existem dezenas de cachorros no mundo, escolha um a seu gosto e ele será seu. Mas vai devolver esse.
Luke começou a latir alto. Draco partiu pro cão, raivoso, mas Hermione se pôs no meio.
—Não vou devolver, não.—Ela era obstinada .—Se acalma Luke.—Ela passou a mão na cabeça do cachorro com carinho.
—É minha mulher,Hermione. Deve-me obediência.—Lembrou, frio.
— E eu vou obedecer.—Disse, erguendo o queixo, digna. Draco sorriu debochado.—Mas eu não vou devolver.
—Ah, vai me obedecer então. —Sorriu, puxando ela pelo braço pra si. Hermione arregalou os olhos.—E se eu disser que eu quero transar aqui, nessa grama e agora. Você vai me obedecer? —Sorriu duro.
Hermione sentiu um choque levar seu corpo. Draco viu, deleitado, esse choque passar pelo azul dos olhos dela enquanto ele fingia abrir o casaco que usava, ainda mantendo-a colada a seu corpo.
—Quê?—Não conseguiu evitar que seus olhos caíssem pra grama, verde e fofa. Draco viu isso, e sorriu por dentro.
—Você disse que me obedeceria. Então, essa é a minha vontade.—Ele disse após terminar de abrir o casaco, sorrindo com malicia, carregando ela e levando mais pra perto da árvore, pra longe do cachorro.
—Pare com isso!—Ela disse, assustada, quando ele a deitou na grama, ficando de joelhos e tirando a camisa. Draco estava adorando aquilo.
—Sabe, isso sempre foi uma fantasia minha.—Ele disse, abrindo um sorriso enquanto ia pra cima dela, que recuou, ruborizada.—Está corando Hermione?—Perguntou segurando o rosto dela, olhando fascinado o que havia feito.
—Pervertido!—Ela o empurrou, recuando mais. Deu de costas com a árvore, batendo a cabeça no tronco da mesma. Draco se estourou de rir, sentando no chão.Hermione era tão absurda.
Ela aproveitou a distração dele e se levantou, disparando pra perto do cachorro. Sentia o sangue em seu rosto enquanto ignorava o riso dele.
—Hey, volte aqui.—Chamou, debochado.—Eu nem comecei ainda, qual o seu problema?—Ele riu de novo.
—Escuta aqui, você para com isso, ou eu vou rachar a sua cabeça no meio.—Ameaçou apontando a enorme escova do cachorro pra ele.
—E eu estou tremendo de medo de você, querida.—Ele sorriu, debochado .—Acredite, se eu quisesse te ter aqui, você seria minha aqui.—Ele tocou na grama do seu lado.
Isso irritou Hermione profundamente. Quem ele achava que era? Ou melhor, quem ele achava que ela era?
—Eu tenho pena de você,Draco.—Disse com amargura.
—Ah, pena.—Ele disse, se apoiando nas mãos. Hermione não queria admitir mas ele estava lindo, sem o casaco, apenas com aquela camisa branca, sentado na grama.—Não vejo porque. —Ele fingiu estar pensando.—Bom, eu sou bilionário, respeitado. Minha esposa arranca suspiros por onde passa.—Ele varreu o corpo dela com o olhar, Hermione ruborizou barbaramente ao perceber isso.—Sou saudável. Tenho tudo o que o dinheiro pode comprar, do bom e do melhor.—Ele se avaliou, duro.
—Não tem amor.—Ela viu o sorriso dele morrer.—É, Draco. Amor não pode ser comprado com dinheiro, ou com jóias bonitas. Tenho pena porque você nunca sentiu amor, ou amizade. E isso, eu te garanto, dinheiro nenhum pode comprar.—Ela concluiu, fria.—Esse é o seu problema, falta de amor. Eu tentei amar você, mas você faz disso uma tarefa impossível. Você nunca sentiu, você não sabe o que é.—Ela sorriu.
—Você não sabe o que diz.—Murmurou por entre os dentes, encarando-a. Hermione parecia ter passado pela armadura dele.
—Pense nisso,Draco.’ Amor’.—Ela disse enquanto jogava a escova em cima do banquinho.—E fique longe do meu cachorro.—Avisou antes de sair, com o máximo de dignidade que tinha, levando Luke. Draco viu ela se afastar. Sua expressão era séria, dura, mas o azul dos seus olhos estava inundado por uma dor que a muito tempo ele não sentia.
Junto com Rony, o medo de Hermione voltou. E se Draco realmente fosse um assassino em serie? Ela agora observava ele comer. Ele parecia tranquilo, distante, enquanto almoçava. Assassinos são frios, ela se lembrava a todo tempo.
—É.—Ela disse, impulsivamente pegando a concha da mão dele enquanto ele se servia. Colocou em seu prato uma quantidade bem maior do que o normal. Gina não deu atenção, Harry olhou, Sophia franziu a sobrancelha, achando graça. Rony disfarçou o riso com um tossido.Draco, que estava com a boca cheia, ergueu a sobrancelha.
—Qual o seu problema? —Perguntou após limpar a boca com o guardanapo, encarando-a, desconfiado.
—Nenhum.—Disse, voltando ao seu lugar, após deixar o prato dele com uma montanha adicional de comida.—Bom apetite.—Ela apontou a comida sugestivamente, apoiando o rosto nas mãos, e encarando-o.
Draco a encarou por um momento, depois deu os ombros e voltou a comer. Comeu metade do que Hermione colocou, dando-se por satisfeito.
Ela só beliscou um pouco da sua comida, olhando-o fixamente. Ia deixar uma tesoura na beira da cama na hora de dormir, se ele tentasse algo ao menos teria como se defender.
—Tá tarde.—Ela murmurou pra si mesma sentada numa poltrona, com o livro.—Tarde demais.—Concluiu ao olhar o relógio. Passavam das três da manhã. Todos já haviam ido se deitar, mas ela ficou lendo.
Reprimindo um bocejo, ela fechou o livro, pôs em seu lugar e caminhou pro seu quarto. A chuva açoitava as janelas do lado de fora. Quando ela entrou no quarto, Draco dormia com a barriga definida virada pra cima, um de seus deliciosos braços caído pro lado da cama. A respiração dele era superficial, calma. Hermione observou o marido por um tempo. Se fosse sempre assim, sem aquela mascara de raiva e frieza, tudo seria tão diferente. Ela ergueu a mão, hesitante. Tocou o peito esquerdo dele por um momento, admirando-se da musculatura definida que tinha. Logo após concentrou-se. Deixou a cabeça cair pro lado, como uma criança curiosa, ao sentir um leve tamborilar por debaixo dos dedos. Ele tinha um coração, pena que não usava. Ela fez um pouquinho mais de pressão. O tamborilar do coração de Christopher continuou, ritmado, calmo. Ela se prendeu a aquilo.
—É, está batendo. —Ele murmurou ainda de olhos fechados. Hermione se assustou e se levantou as pressas, mas ele segurou o seu braço.—Bu!—Sussurrou divertido, abrindo os olhos. O toque quente dele inflamava na pele dela.
—Você e essa maldita mania de me assustar.—Draco riu, os dentes cintilando perfeitamente a luz de um trovão.—E me solte. —Pediu, tirando a mão dele.
—O que você estava pensando, coeur?
—Nada.—Se defendeu.—Eu só estava... estava... tocando em você. Não posso mais?—Draco ergueu a sobrancelha irônico.
—Quer dizer que agora você quer me tocar.—Ele observou, ainda tonto de sono. Ele a puxou de vez, fazendo-a sentar-se em seu colo, e se sentando também. Hermione o encarou, surpresa.—Tudo bem, então. —Ele sorriu, simplesmente e a beijou.
Havia tempo que ele não a beijava. Sua mão era possessiva dentro dos cabelos dela, puxando-a pra si, enquanto seus lábios se oprimiam. O gosto dela era ainda mais doce do que sua memória lhe dizia. Já ela estava embebedada até por seu cheiro. Minutos depois, ou poderiam ter sido vidas, o ar acabou, o que o fez descer os beijos pro pescoço dela, insaciável Hermione sentia a boca latejar enquanto os lábios dele lhe acariciavam a pele. "Perto demais da garganta.", seu subconsciente lhe avisou, ele podia enforcá-la.
—Espera.—Ela murmurou, encolhendo o pescoço. Draco riu com a boca pousada no ombro dela
—Qual o problema?—Ele perguntou perto do ouvido dela. O hálito quente dele a fez perder o rumo por um tempo. Qual era o problema mesmo?
—É tarde.—Ela disse, pegando o rosto dele dentre as mãos. Ela o encarou por um instante. Draco prendeu o riso vendo o rosto atônito dela. Por esse momento, ele se esqueceu de odiá-la, esqueceu de tudo. Ela apenas era sua mulher, só isso.—Você precisa dormir, descansar.—Draco assentiu, mordendo a língua pra não rir.—Boa noite.—Ela selou os lábios com os dele demoradamente, antes que pudesse se refrear, depois fez impulso pra se levantar.
Draco a puxou de volta com tudo, fazendo-a soltar um grito de susto, e rolando de lado, colocando-a deitada em seu lado da cama, de costas pra ele, mas ainda abraçando-a pela cintura. Ele deu uma mordida de leve na nuca descoberta dela, e Hermione gritou se jogando pra fora da cama, caindo ajoelhada. Ele riu ainda mais enquanto se ajeitava em seu lugar.Hermione, mesmo com medo, sorriu, enquanto tirava o hobbie se preparava pra dormir. Ela acordou cedo naquele dia. Draco,como sempre, não estava mais lá. Ela pegou a pilha de vestidos de Sophia e partiu pra lavanderia da mansão. Lá haviam várias pias enfileiradas, os produtos armazenados em caixas. Eraum pouco elevada do chão, e no corredor que ficava em baixo dava passagem à dispensa. Hermione começou desastrada, mas depois pegou o ritmo. Não era tão ruim.
—Depois dê a relação completa a Giorgia, ela fica encarregada dessa parte. Por ultim...—Ele dava ordens a um empregado que seguia ele, anotando o que dizia. Parou quando passou pelo corredor da dispensa. A pessoa pra lavar alguma coisa tinha que ficar agachada. Ele nunca dava atenção quando passava ali. Mas ele conhecia bem aquele par de pernas, descobertos pela saia curta. Já havia visto, já havia tocado.—Vá. Faça o que eu mandei, e se faltar algo, consulte o Harry.—Ordenou, olhando fixamente as pernas de Hermione pelo vão da pia. Hermione, por estava cantarolando distraidamente enquanto lavava um vestidinho, e não viu Draco se aproximar. Ele se fixou atrás dela, observando-a atentamente.
—Mas o que... —Ela se virou, pra olhar o que fazia sombra nela. Quase teve um enfarte.—Ai! —Ela escorregou no chão molhado e ia dar de cara na água, mas as mãos de Draco a seguraram pela cintura antes que ela pudesse se molhar.
—Será que você pode me explicar porque diabos as pernas da minha mulher estão expostas na bancada dos empregados?—Ele perguntou calmamente, após por ela de pé.
—Eu estava, estava... como você soube que as pernas eram minhas?—Perguntou, indignada.
—Eu conheço cada pedaço seu,Hermione.—ela revirou os olhos.—Ok.—Vamos ver. Você não prende os cabelos porque acha que as pontas deles ficam como feno.—Hermione arregalou os olhos. Como ele sabia disso?—Você adora usar corpete, e eu adoro os seus seios pressionados.—Ela corou violentamente. Draco sorriu triunfante.—Você tem um sinal, uma pintinha mínima, na parte interior da coxa direita.
—Já chega!—Ele riu.—Eu entendi.
—Porque está aqui?— Agora ele já não sorria, falava serio.
—Eu não tinha nada pra fazer.—Mentiu. Sabia que fora um lixo, mas foi o que veio a mente.—Estava...entediada. —Concluiu com um meio sorriso.
—Entediada?—Ele riu.—Deixe-me ver.—Ele olhou a roupa que ela lavava. —Ah, você me desobedeceu. Pensei ter mandado deixar isso lá.—Ele lembrou, duro.—Mas sem problemas, se você estava entediada, me deixe te ajudar.—Ele a segurou pelo cotovelo, levando-a pra fora da lavanderia.
Hermione não sabia o que esperar. Draco passou pela área dos empregados, chegando a cozinha.
—Giorgia—Draco gritou a empregada—Hoje a Hemione vai fazer uma faxina na Mansão toda—Hermione olhou para Draco chocada,ele se virou para ela e disse com uma cara séria
—Quando eu voltar não quero ver nenhum espaço dessa casa sujo você entendeu?
A tarde passou normalmente. Rony ficou sabendo da ordem que Draco deu a Hermione e mandou um mutirão de empregados fazerem o trabalho na frente de dela, mas não haviam empregados suficientes pra limpar a toda a mansão antes da loura continuar. Longe dali, na entrada da propriedade, Draco voltava pra casa, tranquilo. Quando viu a governanta da casa lhe fazer sinal pra que ele parecesse o carro.
—Senhor.—Giorgia interpôs aproximando-se do carro de Draco, que a encarou.—Ela está se machucando, senhor.—Lamentou.—Eu sei que ela errou, mas ela já fez o suficiente e...
—Do que está falando?—Draco a interrompeu.
—Do castigo que deu a senhora. Ela já fez muito, está exausta, e está se machucando. Não houve ninguém que a mandasse parar.
—Mas que...—Ele não completou a frase, acelerou o carro em direção a casa. Hermione devia ter enlouquecido se estava fazendo o que ele pensava que estava.
Draco praticamente voou de dentro do carro ao chegar na frente da mansão. Foi direto a cozinha, sabia que ela estava lá. Parou, travado a porta. Hermione estava lavando uma pilha de louças. O olhar dele voou pra mão dela. O dedo indicador da mão esquerda sangrava fluidamente, enquanto ela insistia com uma taça.
—O que você está fazendo?—Ele analisou Hermione dos pés a cabeça sério.
—Ai!—Ela deixou a taça escorregar com o susto. A taça bateu na pia, e na tentativa falida de Hermione evitar a queda, ricocheteou vidro pra mão dela. Ela fechou o punho instintivamente. O cristal lhe cortou profundamente a palma da mão esquerda. Segurando o punho, ela largou o caco de vidro, que bateu no chão, enquanto o sangue inundava sua mão.
—Não se machuque assim.—Ele murmurou, se aproximando dela.
Mas Hermione escondeu a mão nas costas. Se Draco fosse um assassino, ela não queria, de jeito nenhum, ter seu sangue tão exposto.
—Eu não bebo isso, coeur.—Disse após revirar os olhos, pegando a mão dela.—Olha o que você fez.—Ele balançou a cabeça negativamente enquanto o sangue de Hermione manchava sua mão.
—O que eu fiz?—Ela disse, olhando ele enquanto ele avaliava seu corte.—Foi você quem me mandou limpar tudo, a culpa é sua.—Disse com ressentimento.
—Por Deus, eu estava blefando,Hermione.—Ele meteu a mão dentro do terno, tirando um lenço branco de linho, cuidadosamente dobrado de dentro.
—Suas mudanças de humor estão me deixando desorientada.—Murmurou, enquanto ele sacudia o lenço, desdobrando-o.
Hermione gemeu quando a mão de Draco lhe tocou o corte, por cima do lenço. Ele enrolou a mão dela, e o lenço que era branco, foi ficando cada vez mais vermelho. Ele a levou pro andar de cima, abrindo a porta do quarto dos dois. Hermione estava ficando tonta , então, não reclamou quando ele entrou no banheiro do quarto com ela.
—Eu preciso fazer isso parar de sangrar.—Disse a si mesmo, enquanto colocava a mão dela debaixo d'água. Hermione suspirou de alivio. A água ajudava.—Mantenha a mão ai.—Disse enquanto ia pra trás dela.
—O que você está fazendo?—Perguntou ao sentir ele abrindo o zíper de sua saia. Depois se tocou. Se ela pudesse pedir uma coisa nesse momento, seria um banho. Ele terminou de tirar a roupa dela pacientemente enquanto enchia a banheira. Depois que ela, se sentindo fraca demais pra brigar, aceitou entrar no banho e ele sentou na bancada atrás da banheira.
—Eu não acho que pareça feno.—Disse prendendo o cabelo dela em um comprido rabo de cavalo. Hermione sorriu de canto, relaxando com o banho.—O que você fez hoje?
—Eu limpei.—Ela murmurou, sonolenta.—Lavei, varri, fiz de tudo um pouco. Por quê?—Ela virou o rosto pra ele.
Draco a encarou por um tempo, depois soltou um grunhido baixinho. Pediu um minuto, e saiu. Ela não era louca de ter desobedecido. Não isso. Ele tentava se tranquilizar enquanto avançava pela escada. Quando chegou ao sótão, o lugar tinha apenas a luz fraca que entrava pelas frestas da janela fechada. Ele avançou pela enorme sala, olhando pros lados. Nada ali parecia ter mudado desde a última vez em que ele estivera. Seu olhar se fixou em algo encostado na parede do fundo. Ele respirou fundo, já tranquilo, enquanto voltava pro quarto. Hermione ainda precisava dele.
Quando Draco voltou ao banheiro, depois de deixar o terno e em cima da cama, Hermione estava brincando com a espuma. Ela pegou uma mão de espuma com a mão boa, e assoprou, fazendo voarem bolinhas de sabão. Ele sorriu e se aproximou.
—Está melhor?—Perguntou, sentando-se perto dela de novo.
—Um pouco. Não está doendo tanto.—Ela analisou, fechando a mão lentamente.
—Eu cheguei a pensar que ia precisar chamar um médico, pra suturar.—Disse enquanto pegava a mão dela entre as suas, acariciando as costas da mão dela.
Draco estava preocupado com ela. Sim, ele estava. O Draco que ela amava estava ali, ao seu lado. Ela podia gritar de alegria, se quisesse. Era tão bom vê-lo livre. Ficou observando-o enquanto ele acariciava sua mão. Uma vontade descontrolada de beijá-lo tomou conta dela, mas ela se fincou na banheira. Não podia ser assim.
—O que foi?—Perguntou ao ver a expressão relutante no rosto dela.
—Hum? Nada, nada.—Ela sorriu, nada convincente. Ele continuou observando-a. Ela se amaldiçoou dos pés a cabeça ao sentir o sangue subindo pro rosto.
—Então porque "nada" está te fazendo corar?—Perguntou, tocando a maçã do rosto dela com os polegares.—Me diz o que você quer.—Ele pediu, observando-a.
Hermione ficou observando o marido, seu milagre pessoal, parado ali. Sua vida seria tão perfeita, tão fácil, se fosse assim todo o tempo. Ela, involuntariamente, umedeceu os lábios com a língua. Draco sorriu ao perceber o que era. Ele pousou a mão dela em seu colo, e colocou a mão no pescoço dela, enquanto se segurava com a outra na borda da banheira. A inicio ele deixou os lábios levemente pressionados contra os dela, dando-a a ânsia por mais. Ele entreabriu os olhos, e viu a sobrancelha dela levemente contraída de ansiedade.. Não sabia quanto tempo isso ia durar, e queria desfrutar daquilo o máximo que pudesse. Mas Draco não se movia. Sabendo plenamente que ia ter um acesso de vergonha depois, ela arriscou. Pôs a mão boa na maxilar dele, e timidamente, fez a ponta de sua língua tocar os lábios dele. Draco sorriu ao sentir isso. Desistindo de provocá-la, ele após passar a mão possessivamente por seu rosto, invadiu a boca dela. Ela ofegou, feliz com isso. O tempo passava, e os dois ainda estavam ali, um devorando os lábios do outro. Quando a necessidade por ar gritou dentro dos dois, ele, com dois selinhos, se separou dela.
—Era isso?—Perguntou, divertido, observando a boca dela ganhar uma tonalidade rosa forte. Hermione se afundou na água, encobrindo o rosto, rubra de vergonha. Ele riu.—Oi?—Chamou, acariciando os cabelos dela, que ficaram do lado de fora d'água.
—Pare com isso.—Reclamou, voltando a superfície. Seu rosto parecia o cabelo de Gina.Draco observou Hermione por um bom tempo. Ela não se incomodava com isso. O olhar desse Draco era um elogio, enquanto o do outro era sempre uma ofensa, uma acusação. Ela o encarava. Depois de alguns minutos olhando-a, ele avançou pra ela de novo. Dessa vez a mão dele a ergueu pelas costas. Ela o abraçou, uma mão pelo pescoço e a outra na cintura, arrepiando-se ao sentir seu corpo molhado contra a roupa seca e quente dele. Draco devorava os lábios dela sedentamente. Bruto, como sempre. Do jeito que ela amava. Ele sorriu de canto ao sentir ela morder seu lábio inferior, puxando-o um pouco, sem machucar. Entre os beijos, Hermione, perdeu de vez o resto de compostura que tinha, o puxou pra si, fazendo-o escorregar pra dentro da banheira. Ele riu contra a boca dela enquanto empurrava os sapatos com os pés, depois deixando o corpo afundar, de roupa e tudo, indo de encontro ao dela.
Entre beijos, apertos e caricias os dois se entendiam. A certo ponto, Draco sentiu Hermione puxando-lhe pela gola da camisa. Era a primeira vez que ela tomava a iniciativa, ele lembrou, enquanto sentia as mãos dela desabotoarem sua camisa.
Era totalmente diferente pra Hermione agora. Ela não tinha medo. Ela queria ser dele, e era só. Ao sentir ela terminar de abrir a camisa, Draco desceu com os beijos pro colo dela, sentindo ela acariciar seu peito, livrando-o da camisa. Logo aquele bolo de tecido branco encharcado foi jogado ao lado da banheira.
A luminosidade no banheiro era da enorme janela do quarto. Tempos depois, a roupa que sobrava em Draco era um bolo coberto de espuma, menos as meias, que se perderam na banheira, arrancando risos dos dois. A boca de Hermione, pescoço, colo e seios agora tinham marcas vermelhas, por onde a boca sedenta dele passou.
Ele estava sentado de costas pra banheira, encostado na beira, e ela sentada em sua coxa. As mãos dele, uma estava na cintura, e a outra no pescoço dela, puxando-a pra si enquanto seus lábios devoravam os dela. Hermione não lembrava mais quem era nesse estagio. Ela só sabia que seu corpo inflamava, pedindo por ele. O único problema era que ela não sabia o que fazer. Nunca tinha nem pensado em guiar a situação, muito menos em como seria fazê-lo. Porém, não foi preciso muito. Devido à excitação dos dois, seus corpos pareciam lutar pra se unir, instintivamente.
—Abra os olhos.—Pediu, segurando-a pela cintura, evitando invadi-la. Hermione queria obedecer, mas suas pálpebras estavam pesadas demais, tal como sua sofrida respiração.—Mione , olhe pra mim. Eu quero que me veja.—Ele pediu de novo, acariciando o rosto dela com a mão livre.Hermione, com muito esforço, abriu os olhos. Sua visão estava embaçada, mas ela viu claramente o azul dos olhos dele, ardendo, encarando-a.—Assim...—Murmurou, enquanto soltava a cintura dele devagar.
Hermione tentou manter os olhos abertos enquanto sentia ele escorregar carinhosamente pra dentro de si. Mas em certo ponto se tornou impossível. Seus olhos piscavam pesadamente, e com um gemido derrotado ela abaixou a cabeça, deixando-a pousar na curva do pescoço dele.
—Se segure em mim.—Elea orientou, colocando as mãos dela em seu ombro.—Desse jeito.— Ele começou a movimentar-se, guiando-a.
Hermione não demorou muito a aprender. Seu corpo só faltava gritar o que queria, e isso parecia o certo. Era diferente dessa vez. Em minutos depois os dois se amavam com ganância, com paixão. Hermione tinha a boca entreaberta, os olhos cerrados, perdida pelo que sentia. Suas unhas estavam cravadas nos braços dele, mas ele não parecia se importar. Tinha o rosto descansado no ombro dela, soava um pouquinho. Às vezes a beijava. Em um ponto, o olhar de Hermione se cruzou com o dele. Os dois sorriram. Tempos depois o banheiro foi invadido com um gemido alto de Hermione , misturado com o de Draco. Ela desabou sobre o peito dele, ofegante, satisfeita, com um sorriso de canto no rosto. Ele a acolheu com os braços, ainda de olhos fechados, com a respiração sôfrega.
—Sua mão.—Ele disse após vários minutos de silêncio, ao ver a mão dela descoberta. O lenço havia soltado, e agora o corte sangrava fracamente.
—Eu não vi.—Ela disse, olhando a mão.—Mas está tudo bem. Entre mortos e feridos...—Draco a interrompeu.—Salvaram-se todos.—Ele revirou os olhos e ela riu, divertida.—Vamos sair daqui, está ficando frio.—Ele disse depois de dar um beijo na testa dela, alcançando uma toalha.
Eles saíram da banheira calmamente. Draco deu uma camisola leve pra Hermione vestir, enquanto secava o cabelo. Ela estava sonolenta, cansada, e franziu o cenho. Ainda teria o jantar, ela tinha que se arrumar, mesmo que seu corpo gritasse por sono. Ele insistiu pra que ela colocasse a camisola. Ela obedeceu. Depois, soltou os cabelos e penteou-os. Sentou-se na beira da cama esperando o marido terminar de se aprontar.
—Eu ainda preciso jantar.—Disse, os olhos quase fechando de sono.
—Eu mando trazerem o seu jantar aqui. Vou dizer que você está indisposta.—Ele sorriu de canto enquanto enrolava a mão ferida dela com uma atadura.
Ao terminar, Hermione foi pra debaixo dos lençóis. Ele ajeitou o cobertor dela, que sorriu.
—Durma bem.—Disse antes de beijar-lhe a testa. Logo depois saiu. Hermione apagou em seguida, estava exausta. Talvez tudo isso fosse um sonho, e logo ela acordaria, pensou enquanto apagava.
Draco só voltou pro quarto de madrugada. A chuva parecia tentar derrubar a mansão. Ele fechou a porta do quarto silenciosamente, e se virou pra Hermione . Ela dormia tranquilamente, algumas mechas de seu cabelo espalhadas pelo rosto, e a mão levemente apoiada próxima ao queixo. Ele se aproximou da cama, seu maxilar estava travado, contraído, como se ele estivesse sentindo uma dor muito forte, quase insuportável. Observou ela por uns minutos, depois, balançando a cabeça negativamente, se afastou. Hermione acordou na manhã seguinte, sem querer acordar. Não tinha esperanças. Tudo voltaria a ser como era antes. Ela abriu os olhos, dando de cara com o dossel da cama. Ao olhar pro lado, Christopher ainda estava lá, se arrumando, com os cabelos levemente molhados.
—Bom dia.— Hermione estava fazendo o teste.
—Bom dia.— Draco como sempre indiferente, enquanto fechava a camisa.— Hermione suspirou, derrotada. Levantou-se e passou por ele em silêncio, entrando no banheiro e fechando a porta. Parou na frente do enorme espelho que havia ali. Seu rosto parecia mais vivo, as maçãs mais avermelhadas, porém o azul de seus olhos estava quase morto. Ela passou a mão no rosto, e foi tomar um banho frio, pra despertar os ânimos. Quando saiu, ele não estava mais lá.
—Mione?—Era Gina que batia de leve na porta.
—Entra.— Hermione terminava de vestir o casaco quando a menina entrou no quarto.
—Agora, me conta t-u-d-o.—Disse, ansiosa.—Porque você não foi jantar ontem? Não me confirma aquela história do mal-estar, porque eu sei que você passou a tarde toda trancada aqui dentro com ele.— Hermione revirou os olhos.
—Aconteceu o que você está achando que aconteceu.—Respondeu simplesmente, puxando o decote da blusa pra cobrir uma marca de Draco que não sumiu.
—JURA?— Hermione repreendeu o grito dela com o olhar.—Desculpa.—Ela balançou a cabeça, se acalmando. Laís riu disso. Gina era tão espevitada, que chegava a ser engraçado.—Onde?—Ela perguntou animada.
—Lá.—Ela apontou pro banheiro.—Na banheira.
—Banheira?—Perguntou, com um sorriso nascendo na boca.—Eu nunca tentei a banheira. —Lembrou.—E depois?
—Depois ele foi jantar, e eu despenquei de sono. Hoje de manhã voltou tudo a ser como era antes, estaca zero.—Ela viu o sorriso de Gina desmoronar, sumir.
—E você não tá irritada, como sempre? Aborrecida?
—Não.— Gina a olhou pelo espelho, confusa.—Quando você consegue uma coisa com que sonhou por muito tempo, é irracional lamentar porque durou pouco.—Disse, com o olhar baixo.—Se é pra ser assim, vai ser assim. Cansei de brigar, de discutir. É desgastante.
—Torço pra que dê certo com ele. No fundo ele gosta de você.— Hermione deu um sorriso tímido.—Mas vem cá, voltando a história da banheira.— Hermione a interrompeu antes que a ruiva continuasse.
—Pode parar, Gina!—Se virou rindo.—Qual o seu problema?—Perguntou enquanto Gina avançava saltitante pro banheiro.
Draco ouvira toda a conversa. Ele ia entrar no quarto, mas parou pra ouvir quando ouviu seu nome. Agora tinha um sorriso distante no rosto, o olhar pensativo. Ele se afastou balançando a cabeça negativamente e rindo baixo quando Gina começou o interrogatório contra os prós e os contras da banheira, e Laís gritou, mandando-a calar a boca. Os meses foram passando normalmente. O relacionamento de Hermione voltou a ser o pior possível. Brigas todos os dias, por todos os motivos. Draco se irritava por tudo. Ela não respondia, sabia seu lugar. Mas tinha vezes que passava dos limites, ela jogava tudo pro alto, e eles só faltavam sair na mão. Hermione se magoava muito com isso, mas suas única esperança era o dia, nem que fosse só um, em que o seu Draco estaria livre de novo.
Hermione estava no chalé, sozinha. A melancolia se apossava dela cada vez mais. Queria que tudo desse certo em sua vida, mais nada parecia sair como o planejado. Tudo era sempre tão vago junto com Draco que na maior parte do tempo se pegava chorando apenas pelo fato de se lembrar das poucas horas de sossego que tiveram juntos.
—Sabia que te encontraria aqui.—Era Rony.
—Eu vou sentir sua falta.—A mulher olhava a lareira em chamas. Rony passaria pelo menos um mês nos Estados Unidos resolvendo problemas de sua mãe.
—Eu também. Mas ei, antes que você possa sentir, eu vou estar aqui.—Ele se postou atrás dela, alisando seus braços.
—Você é a única coisa que eu tenho,Rony. O único que me anestesia tudo o que eu vivo aqui.— Ela disse, olhando o fogo lamber os pedaços de madeira na lareira.—Não me tome por idiota, é só ruim pra me adaptar.
—Não acho que você seja idiota. Não demorarei, eu prometo. Deixarei meu coração aqui, como garantia.—Ele sorriu pra ela.
Hermione sorriu involuntariamente. Era um dom que Rony tinha: fazê-la sorrir mesmo quando ela se sentia morrer. Ela se virou pra abraçá-lo, mas terminou se batendo no braço dele. Quando ela o olhou, os rostos dos dois ficaram a centímetros.
Hermione o olhou por um bom tempo. Rony ergueu a mão, tocando a maçã do rosto dela com as costas da mão. Antes que pudesse pensar, Hermione se lançou no pescoço dele, beijando-o. Rony cambaleou com a surpresa, mas retribuiu o beijo. Hermione foi levada por um choque ao sentir os lábios frios dele com os seus. Um tempinho depois, ela se separou dele, pronta pra se ajoelhar e pedir desculpas até a morte. Mas ele a encarou de um jeito tão diferente, que ela perdeu o fio do pensamento. Então ele a puxou pela cintura novamente, puxando-a pra um novo beijo, e nada mais fazia sentido ali.
Cada segundo parecia duas vidas enquanto Hermione enlaçava os braços no pescoço de Rony. Beijar ele era completamente diferente de Draco. Mas de que diabos isso importava, agora que seu coração parecia que ia sair do corpo? Estar nos braços dele foi à maior plenitude que ela provou. Pra Rony era novo também. Que diabos ele estava sentindo por aquela mulher? Ela era sua cunhada, por Deus. Mas ele necessitava disso, agora ele sabia, ela era o seu chão.
—E agora?— Hermione estava confusa, quando o ar faltou e os dois se separaram, ofegantes. Ainda tinham a testa e os corpos juntos.
— Agora esse vai ser o seu segredo. O meu segredo. O nosso segredo.— Hermione riu da conjugação que ele fez. Ele sorriu.
—Até quando?—Perguntou perdida nos olhos dele.
—Até... Draco descobrir e queimar nós dois vivos.— Hermione fez uma careta e ele riu.
—Não demore. Por favor, Rony, não demore a voltar pra mim.—Ela pediu, franzindo a sobrancelha. Não queria que ele fosse.
—Logo estarei aqui. De volta pra você.—Ele sorriu de canto.—Ansiosamente, se ainda me quiser.—Ela riu. Ele inclinou-se novamente e a beijou. Medo. Felicidade. Paixão. Ansiedade. Remorso. Vários sentimentos se entrelaçavam ali, mas não importava. Depois ele foi embora, deixando Hermione com seus pensamentos. Agora ela tinha uma perspectiva. Era desejada. Desejava alguém.
—Onde você estava?— Draco perguntou quando ela entrou em casa, rumando a escada pro segundo andar.
—Andando com meu cachorro.—Respondeu sem dar atenção. Em parte era verdade. Agora que tinha Luke,era muito mais gostoso caminhar por ai.
—Rony já foi. Estranho você não ter vindo se despedir dele. Pensei que fosse seu amigo.—Draco pressionou desconfiado.
—E ele é. Eu o encontrei no caminho. Já me despedi. Com licença.—Ela deu as costas e subiu as escadas. Tinha um sorriso no rosto ao entrar no quarto. Pelo menos Draco estava pagando pelo que lhe fazia. O rosto de Rony estava aceso em sua memória, como um último sopro de ar a quem estava se afogando.
Mas ela não morreria. Ela se apegaria a isso com tudo o que pudesse. Era sua salvação. Ela sorriu ao entrar no banheiro. Sentia-se mais bonita. Não sabia se era o rosto corado, se era impressão sua, ou se a cor de seus cabelos estava mais viva. Ela riu de si mesma enquanto ia abrir a torneira pra encher a banheira. Parecia uma adolescente, pensou consigo mesma. Os dias foram passando. O remorso invadiu Hermione. Não por Draco, que ele fosse pro diabo, mas por Luna. Rony devia estava com ela agora. Longe. Isso definitivamente não ajudava em nada.
Os dias foram passando e Rony não voltou. Hermione expulsava a todo custo à depressão dentro de si, mas não era fácil. Nem animo pra discutir com Draco mais ela tinha.Rony não ligou, sabia que era arriscado demais. Mas não ter noticia dele era pior.
As semanas se passaram. Logo completou um mês desde que Rony se fora. Draco passou a atormentar Hermione com isso, debochando dela. Hermione acordou mais cedo naquele dia, colocou a coleira em Luke e saiu pra andar pela propriedade. Não estava chovendo, porém, o céu não estava claro, típico inverno. Luke adorava correr, se lançava com tudo levando a dona. Hermione já soava, devido ao tempo que passou correndo. Estava prestes a fazer a volta, quando viu, a uns100 metros de distância, o portão da mansão se abrir. Era o carro de Rony, reconheceu mesmo que de longe.
Hermione sorriu de antecipação, o coração batendo gostosamente no peito, enquanto puxava Luke pelo caminho. O carro parou antes de chegar nela, que já sorria. Luke arrastava a pata no chão, ansioso por correr novamente, e se balançando pros lados, obrigando Hermione a manter a rédea firme.
—Demorei?—Rony perguntou sorrindo abertamente ao sair do carro.
—Nem percebi que já tinha ido.—Zombou enquanto soltou Luke e corria em direção a ele, olhando pro chão, pra não tropeçar.
Hermione atirou os braços em volta de Rony, que segurou ela e rodopiou duas vezes, erguendo-a no ar. E então ela estava inteira novamente. Ele estava ali, em seus braços. Ela ria contra a pele morna do pescoço dele.
—Acho que cheguei a tempo pro almoço.—Observou sorridente.—Você prefere ir caminhando com Luke, ou me dá o prazer de sua companhia? —Ele perguntou formal demais brincando com ela.
—É claro que quero sua companhia.— Hermione deu um sorriso pra ele e entrou na porta do passageiro segurando Luke no colo.
—Bonito colar.—Draco observou quando Hermione saiu do banheiro de camisola, naquele dia a noite.—Não me lembro de ter lhe dado esse.—Disse com os olhos colado a jóia que cintilava no pescoço dela.
—Não foi seu. Rony me deu esse hoje.—Disse se sentando e começando a escovar o cabelo. O dia ao lado de Rony havia sido incrível.
—Minhas joias você deixa de lado, mas as de Rony desfilam em seu pescoço.—Disse debochado, sentando-se na beira da cama e olhando-a.
—Não é convencional usar uma gargantilha cravada com rubis pra ficar em casa.—Disseolhando a ponta do cabelo.
—Sabe que não gosto do seu relacionamento com Rony?—Perguntou se sentando atrás dela, deixando-a no meio de suas pernas e olhando-a pelo espelho.
—Porque? - Perguntou encarando-o pelo espelho. Parecia tanto... o coração dela pulou de expectativa. Talvez o seu Draco estivesse ali, agora.
—Porque não.—Ele deu um pequeno beijinho no pescoço dela.—É minha mulher. E eu não gosto do grau de relacionamento que vocês têm.—Disse duro, encarando-a pelo vidro.
—Você não tem que gostar. Ele é meu amigo, não seu. A você só cabe aceitar e respeitar.— Disse, rígida pela decepção. Draco e riu abertamente com a resposta dela.—Pelo amor de Deus.—Murmurou irritada e se levantou bruscamente.
—Eu não disse pra você sair.—Segurou ela com a mesma brusquidão com que ela se levantou.—Pra que a pressa? Tem algum encontro? —Perguntou debochado, se levantando.
—Se eu tivesse não era de sua conta.—Rosnou irritada.—Está me machucando.—Disse amargando de ódio.
—Estou?—Ele sorriu, como sempre aquele sorrido gelado, pegando o outro braço dela. Hermione assentiu.—Mas você gosta quando eu te machuco.—Disse, provocando, e apertando mais os braço dela, trazendo-a pra si.
—Para.—Pediu, tentando se controlar.
—Porque parar, se no fundo você tá adorando?—Perguntou malévolo, e ela revirou os olhos.— Assuma.—Ele puxou mais ela pra si. E Hermione estremeceu. Era verdade, ela amava essa parte bruta de Draco.—Diga em voz alta, coeur. Eu quero ouvir.—Ele sorriu de canto, deliciado com a irritação da mulher.
—Você acha que é a única opção. O melhor em sua categoria. Mas e se eu me apaixonasse,Draco?—O sorriso dele se fechou.—Eu sou jovem. Meu coração é novo, está aberto pro amor. E se eu me interessasse por outro homem? Melhor, se eu quisesse ir embora? Se eu quisesse te deixar? Isso ia ferir o seu ego, não iria?—Sorriu, gloriosa, ao ver a fúria nos olhos dele.
A última coisa que Hermione viu foi o azul furioso dos olhos dele. Depois ela foi lançada da na cama com força por ele. Caiu deitada de lado. O colchão amorteceu o tombo dela, jogando-a pra cima. Seu cabelo se esparramou por seu rosto. O braço em que ela caiu em cima doía barbaramente. Estava se recuperando do susto quando a voz, baixa e ameaçadora dele lhe tocou.—Eu lhe matarei antes, Hermione. Estará morta antes de estar nos braços de outro homem. Matarei você sem pensar duas vezes.—Avisou com raiva, e saiu do quarto, batendo a porta com tudo. Hermione suspirou. Que maravilha de casamento era o dela.
Os dias se passaram. Hermione e Rony estavam cada vez mais apaixonados. Em compensação o relacionamento dela com o marido estava cada vez pior. Mas ela já não se importava com as ameaças de Draco ela e Rony estavam aos beijos no chalé. A coisa foi ganhando intensidade, ao ponto em que Hermione deitou de costas na cama, e Rony ficou com metade do corpo por cima dela. O pescoço da dela tinha marcas de um rosa claro, deixadas por ele. Já ele, se estivesse sem camisa, teria marcas da unha dela. A respiração de ambos já era sofrida. Com um estalo, Rony rolou pro lado, saindo de cima dela e Hermione rolou pro outro, caindo de joelhos no chão.
—Eu acho que...— Hermione começou a falar. Mas ao ver a careta de Rony desabou em risos, se escorando na cama.
—Vamos, meu amor. Já deve estar escurecendo.—Ele ofereceu a mão a ela, que segurou e se levantou, ajeitando o vestido leve que usava.
Os dois, ainda aos risos, saíram do chalé e pegaram a estrada em direção a casa. Voltaram calmamente pra casa. Chegando lá, Hermione foi se aprontar pro jantar e Rony também. Draco lançou um olhar questionador nela quando ela entrou na sala. Ela fingiu não ver. O jantar correu normalmente.
—Lá vem você me infernizar de novo.—Disse irritada, quando viu Draco se aproximar dela, Hermione passava cremes no rosto enquanto desviava os olhos dos do marido.
Mas ele não disse nada. Aproximando-se dela por trás, cheirou seu pescoço levemente, com a sobrancelha franzida. Hermione endureceu.
—Cuidado com o que está fazendo,. Hermione —Avisou, se afastando dela.—Chorar depois não vai mudar nada.
—Eu não sei do que você está falando.—Disse dura, erguendo o rosto.
—É bom que não saiba. Pro seu bem.—Disse antes de sair e fechar a porta, deixando uma Hermione pálida.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Oiie leitores(as) : Mais um capítulo pra vcs.Espero que gostem bastante,esse capítulo tá um pouco mais leve,porém se preparem que vai acontecer uma reviravolta na Fic.Estou ansiosa para ler os cometários,por isso nao deixem de comentar.Beijos queridos até o próximo capítulo *sumiu*!
nataaalia : A shipper principal é Dramione,mais como vc pode ver nesse capítulo tem o início de uma paixao entre Rony e Hermione,e bom se o Draco vai mudar...só lendo para saber!Aaah que bom que está gostanto e,espero que fique comigo até o final da fic,que achou desse capítulo?
Nana-moraes malfoy : Pois é muito mal amado,mais tem muita água pra rolar de baixo dessa ponte vc vai se surpreender acredite,eu adoro a Hermione KKKKK.Que bom que gostou do outro capítulo,quero sua opinião sobre esse heim?Espero que goste.Beijos Nana *--*