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22. Capítulo XXII


Fic: Harry Potter e o destino de uma amizade


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Passados os tempos de testes, os garotos usavam pelo menos meia hora de seu dia, antes utilizada para estudar, para se reunirem no grupo de guarda menor que Dumbledore havia arrumado para ajudar na fiscalização do povoado de Hogsmeade, visando a segurança dos alunos.

Já estavam no final de janeiro. Até ali, nada de anormal havia acontecido; nenhum Comensal, nenhuma notícia...

Harry e Hermione estavam namorando há um mês e somente Rony sabia. Embora Hermione tentasse conter sua alegria diária enquanto estava com Gina, a garota já percebera que havia um cara na jogada. Um cara que deveria ser perfeito, porque para ganhar o coração de Hermione, só se fosse muito perfeito mesmo! Era bastante observadora e por mais que tentasse arrancar algo da amiga, não conseguia. Gina já estava ficando curiosa.

- Conta, Mione! – insistiu pela milésima vez.

- Não, não e não! Que garota insistente! – bradou Hermione.

As duas estavam no dormitório feminino do sexto ano, completamente sozinhas.

- Ah, qual é, Mione?! Sou sua amiga há tanto tempo e você me escondendo as coisas... – Gina apelou para a chantagem emocional.

- Não me venha com isso, Gina! Sabe que não funciona comigo...

- Tudo bem! Não quer dizer, não diga. – finalizou Gina, virando de costas para a amiga.

Nem deu tempo de Hermione agradecer a Merlin em silêncio, pois a ruiva acrescentou:

- Mas vou continuar insistindo!

- Ok, você venceu! – murmurou Hermione revirando os olhos. – Mas você tem que jurar que não vai contar para mais ninguém. Nem em sonho!

- Eu juro, Mione! – arfou Gina.

- Eu e o Harry... Nós estamos namorando há um mês.

- Como? – fez Gina com um grande sorriso no rosto levemente surpreso. – Ah... Eu sabia que tinha algo rolando entre vocês dois...

- Calma, Gina. Quando você falou, realmente não havia nada entre nós... Éramos apenas amigos.

- Então quero saber de tudo... Com todos os detalhes, querida! – fez Gina curiosa.

E Hermione pôs-se a contar...

- Nossa! Que lindo... E vocês começaram a namorar bem no dia do Natal! – exclamou a ruiva.

- O melhor presente que ganhei... – disse Hermione sonhadoramente.

- É do Harry que estamos falando, não é, Mione? Queria que fosse o quê? – perguntou Gina. – Seria o melhor presente do mundo mesmo em um dia qualquer...

- Ei! – repreendeu Hermione.

Gina riu.

- Mas me diz... Quando você pretendia me contar isso?

- Não sei. – respondeu Hermione sinceramente.

- Resposta altamente produtiva, hein?

- Muito engraçado, Gina! – Hermione tacou uma almofada na ruiva.

- Certo, eu paro. – disse Gina. – Mas e o torneio, Mione?

- Já consegui as cópias dos livros que precisava para a preparação. Vou reunir o grupo no final deste trimestre para começarmos a estudar... Principalmente o seu irmão! – disse Hermione pensativa. – Com os outros dois não me preocupo. O Harry eu consegui colocar na linha e o Draco sempre foi bom aluno, apesar de tudo...

- Apesar de tudo o quê? – perguntou Gina desafiadoramente.

- Ah, Gina! Esquece...

Depois daquele dia, Gina também virara ‘cúmplice’ daquele romance. Ela se perguntava como era para Harry namorar uma pessoa como Hermione, que deixava tudo que não fosse estudos para segundo plano.

---


Hermione estava na biblioteca, àquela hora completamente vazia. Estava nas mesinhas ao fundo, concluindo alguns trabalhos sobre Runas. Estava tão absorta na leitura do livro que mal percebera a presença de mais alguém ali...

- Atrapalho? – sussurrou uma voz em seu ouvido, fazendo-a assustar-se.

- Claro que não! – disse ela virando-se para o moreno e dando-lhe um selinho. – Mas o que faz aqui?

- Vim ver como anda a minha namorada. Posso? – ele perguntou galanteador.

- Seu bobo! – ela deu uma tapa de leve no ombro do namorado e beijando-o novamente, dessa vez mais demoradamente. – Hum... Infelizmente estou um pouco ocupada...

- Tudo bem. Eu posso ir para o...

- Não! Fica. – ela pediu.

- Ok. Mas não me responsabilizo pelos efeitos que posso causar e nem pelos meus atos. – ele acrescentou.

- Não se preocupe. Já estou terminando. Falta apenas um parágrafo. – ela voltou a se concentrar na leitura.

Passados alguns minutos, já começara a elaborar o parágrafo que faltava. Volta e meia ela olhava pelo canto dos olhos para o garoto ao lado. Ele a olhava docemente com um pequeno sorriso nos lábios. Admirava-a segundo por segundo. Era realmente difícil se concentrar com ele ali... Com ele, o garoto pelo qual se apaixonara, o garoto mais lindo do mundo, o seu namorado, o seu Harry.

- Ok. Desisto! – ela disse fechando o livro.

- Terminou? – Harry perguntou sonsamente.

- Não, desisti! É impossível me concentrar com você aqui... – ela explicou.

- E não poder fazer isso? – ele a beijou ardentemente.

- Uau! Tentador... Realmente tentador, mas aqui não! – ela se afastou.

- Ok. – concordou Harry. – Eu te amo! – sussurrou em seu ouvido.

- Crianças! Acho que já está na hora de irem. – a voz de Madame Pince soava pela biblioteca.

- Vamos! – disse Hermione pegando o livro e puxando Harry para fora da biblioteca.

---


Final de tarde do dia treze de fevereiro. O sol voltava a brilhar livremente sobre os terrenos esverdeados de Hogwarts. Algumas poucas nuvens eram vistas no céu, mas não havia sinal de chuva embora o tempo estivesse um tanto quanto frio. Draco e Gina estavam passeando à beira do lago.

- Sabe, mesmo depois de quase quatro meses voltando no tempo constantemente para ficar com você, ainda não me acostumei com isso... – disse Draco.

- É bem estranho, sim. – murmurou Gina. – Em pensar que estamos lá dentro... Estou bem no meio de uma aula de Poções.

- Extremamente tediosa! – brincou Draco. – Eu estou em dois tempos de Defesa Contra as Artes das Trevas. Sorte que amanhã é feriado...

- Nossa! Nem me lembrava... Amanhã é o dia de São Valentin e...

- Teoricamente, o dia dos namorados. Exatamente, ruivinha! – exclamou Draco beijando-a.

- Sabia que eu te amo? – ela perguntou sorrindo

- Sim. É impossível não amar um cara lindo, charmoso e inteligente como eu. – ele sorriu galantemente.

- E convencido também! – ela murmurou.

- Só um pouco... – ele brincou. – Te amo, ruivinha.

- Um amor impossível às vezes é mais gostoso. – ela murmurou.

- E momentos felizes como os que eu passo com você, às vezes são muito raros. – ele comentou.

- E é por isso que gosto tanto de você, de estar com você...

- Igualmente! – ele deu um rápido selinho nela e sentou-se à beira do lago, embaixo de uma árvore.

- Gosto tanto da primavera... Identifico-me bastante com essa estação. – ela comentou. – O desabrochar das flores... Parece que sou como elas, desabrochando lentamente, revelando minha verdadeira identidade, me tornando independente...

- Você é como elas. Sensível, delicada, bela... – uma flor soltou-se de um galho e pousou sobre um dos joelhos de Draco, que a colocou nos cabelos da ruiva. – Você é simplesmente linda.

- Ai, Draco! Pára! – Gina corou violentamente.

Gina deu uma tapa de leve no ombro do namorado e o beijou.

- Gostaria de poder ficar assim para sempre... – sussurrou.

- E vamos ficar. Acredite em mim! Um dia poderemos ser felizes juntos sem temer nada. – disse Draco seguramente.

- Que Merlin te ouça, Draco... Que Merlin te ouça!

- Vai ouvir, porque querendo ou não, dessa ruivinha aqui, eu não largo nem morto! – ele disse apontando pro céu.

Gina riu.

- Você é louco...

- Louco por você! – ele beijou seu pescoço carinhosamente.

Ficaram ali por mais algum tempo. Quando anoiteceu, estavam deitados sobre o gramado olhando o céu repleto de estrelas.

- Acho melhor entrarmos. – ela disse olhando o relógio e conferindo o vira-tempo, que estava quase recarregado.

- É melhor mesmo. Daqui a pouco é o jantar e seu irmão vai dar por sua falta...

Gina se levantou, sendo acompanhada por Draco.

- Vamos? – e os dois entraram no castelo.

Pararam no saguão de entrada atrás de uma estátua, de onde podiam visualizar a hora em que o Draco e a Gina do passado sumiriam em meio àquela aglomeração de alunos. Quando finalmente os dois desapareceram, Draco e Gina tomaram seus lugares, trocando um último beijo antes de se separarem e cada um seguir para seu respectivo salão comunal.

Gina seguiu rapidamente para a torre da Grifinória, encontrando Harry, Rony e Hermione no caminho.

- Oi. – cumprimentou. – E aí? Já sabem como vai ser o esquema do passeio a Hogs...

Hermione lançou um olhar significativo à amiga, que parou instantaneamente a frase.

- Digo... Onde passarão o dia amanhã? – ela mudou o rumo da conversa.

- Definitivamente, não sei. – murmurou Rony. – Que surpresa eu poderia fazer para a Lu?

- Oras, Rony! Seja romântico. O dia dos namorados apenas pede isso. – disse Hermione.

- Já comprou um presente para ela? – perguntou Gina.

- Sim. – respondeu o ruivo automaticamente. – Mas nem adianta insistir, eu não vou dizer o que é.

Gina bufou.

- Vamos adiantar, estou com fome! – disse apressando o passo.

Depois de passarem no salão comunal, seguiram rapidamente para o salão principal. Hermione e Gina se afastaram discretamente dos garotos, ficando um pouco atrás.

- Gina, Dumbledore disse que ia avisar hoje à noite sobre o passeio a Hogsmeade. Parece que ele só vai liberar pessoas do quarto ano em diante, por medidas de segurança. – contou Hermione.

- Sim, mas você já sabe algo do esquema?

- Mais ou menos. Tenho certeza de que a Bebel vai se encontrar com o Olívio em Hogsmeade e a Amy... Bom, essa eu não sei, mas é bem provável que o namorado dela venha. – disse Hermione rapidamente em voz baixa. – Parece-me que não teremos livre acesso a todas as áreas de Hogsmeade. Dumbledore deve esclarecer tudo hoje à noite durante o jantar. Vamos aguardar. – sugeriu a morena.

- Neste caso, teremos segurança reforçada, não é? – perguntou Gina. – Quero dizer, é bem provável que existam aurores disfarçados por lá. Até porque, a guarda vai estar muito bem acompanhada, não?

- Creio que a guarda será mesmo reforçada.

- Então não há problema. – concluiu Gina.

- Vamos, garotas! – chamou Rony. – Assim não chegaremos nunca ao salão principal. E eu ainda quero pegar o jantar, ok?

- Tudo bem, Sr. Esfomeado. – murmurou Gina irritada.

Hermione riu.

Em silêncio, chegaram ao salão principal, já lotado. Havia estudantes em pé, que iam de uma mesa até a outra, conversavam com alunos de outras casas e riam. Tudo parecia muito calmo.

Sentaram-se e passaram a conversar animadamente, seguindo o exemplo dos outros. Não demorou muito para que Dumbledore se colocasse de pé e chamasse atenção dos alunos. As conversas cessaram rapidamente.

- Boa noite! – cumprimentou. – Como todos sabem, amanhã é o dia dos namorados, uma data especial para muitos. E por este motivo, resolvemos promover um passeio a Hogsmeade para alunos a partir do quarto ano. Vale lembrar-lhes, que não poderão ter acesso a todos os locais do povoado e que sempre haverá alguém de olho em todos vocês. São essas as medidas de segurança tomadas. Amanhã vocês receberão novas instruções. – concluiu o diretor. – Muito bem... Bom apetite!

Voltaram para o salão comunal, onde Rony pôs-se a fazer as tarefas passadas para a próxima semana. Harry, Hermione e Gina sentaram-se com ele, mas ficaram conversando. O ruivo respondia a todas as perguntas e participava ativamente das conversas.

Deitaram-se mais cedo que de costume aquela noite. Estavam cansados e precisavam mesmo era de uma boa noite de sono. Gina demorou mais a dormir, arquitetando um plano de como fugir das vistas do irmão para se encontrar com Draco, afinal, o dia dos namorados, era para ser passado com seu namorado.

Hermione foi a primeira a se levantar. Todos os alunos da Grifinória ainda dormiam.

- Também, o que eu quero acordada às sete da manhã? – ela se perguntou subindo novamente para o dormitório feminino. – É, acho que uma roupa...

Ela então abriu o armário e postou-se a escolher uma roupa. Não sabia o que usaria, mas teria que ser uma coisa diferente e bonita, pois aquele dia era especial. Queria sentir-se bem e ao mesmo tempo bem vestida, queria uma roupa que realçasse a sua beleza natural. Pegou uma calça jeans numa tonalidade acinzentada e muito escura, bem justa nas coxas e larga nas pernas, um tênis branco com detalhes rosa, uma blusinha justa de alças finas branca e uma blusa rosa de zíper e mangas que iam até o cotovelo. Não se esqueceu de pegar uma das suas boinas e acrescentá-la no modelito, sendo esta da mesma cor de sua calça.

Vestiu o roupão por cima da camisola e desceu novamente para o salão comunal, deixando a roupa separada dentro do armário. Não havia demorado tanto tempo lá em cima, mas algo lhe chamou a atenção. Havia alguém no salão comunal, o qual deixara a pouco ainda vazio. Estranhou que a pessoa estivesse lendo, afinal, somente ela lia durante feriados e fins de semana, enquanto todos descansavam.

Aproximou-se e ele se virou.

- Acordada há muito tempo? – perguntou levantando-se.

- Bem... Mais ou menos. – ela respondeu. – E por que o senhor levantou tão cedo, Sr. Potter? – perguntou enquanto enlaçava o pescoço do namorado, que escorregou as mãos para sua cintura.

- Porque não consigo dormir... Você não sai da minha cabeça. – ele a beijou.

- Bom saber! – murmurou ela entre um beijo e outro. – A propósito, feliz dia dos namorados.

- Feliz dia nos namorados, linda. – os dois se encaravam fixamente.

- Hum... Há algum problema se eu resolver dar seu presente agora? – ela perguntou sentando-se no colo do garoto.

- E por que não? – ele estendeu duas caixas de presentes para a garota; uma era pequena e comprida e a outra era quadrada num tamanho mediano. – Espero que goste. – ele deu um selinho na namorada que sorriu timidamente.

Sem responder, ela abriu o embrulho maior, onde haviam vários chocolates bem arrumados. Abriu o segundo embrulho, onde havia um perfume, o qual experimentou colocando nos pulsos. O cheiro era maravilhoso. Acompanhando o perfume, vinha um pequeno estojinho.

- Ah, obrigada Harry! – ela abraçou o namorado. – Amei os presentes.

- Não vai querer saber para que servem o perfume e esse estojinho? – ele perguntou.

Ela o olhou curiosamente.

- Bom, o cheiro do perfume muda de acordo com a ocasião e a maquiagem, que está neste estojinho, muda de acordo com o que você veste. – explicou.

- Hum... Vou testar hoje mesmo. – ela disse cerrando os olhos.

Ele a beijou brevemente.

- Acho melhor eu subir. – ela disse quando se afastou. – Seria bastante estranho se alguém nos visse aqui, sozinhos, eu com dois presentes em mãos e de rou...

Harry tinha se levantado rapidamente e beijado a garota, calando-a.

- O que acha de passarmos o dia na Casa dos Gritos? – ele perguntou. – Lá poderíamos ficar em paz e juntinhos, sem ninguém pra atrapalhar...

- Vou pensar no seu caso. Ainda são oito e meia da manhã! Só vamos sair daqui a umas duas horas. – ela respondeu. – Vou subir e me trocar, depois tomaremos café e só então sairemos.

Ela virou-se e subiu as escadas.

Quando entrou no dormitório, viu as outras meninas correndo de um lado para o outro e disputando o banheiro, gritando umas com as outras.

- Meninas! – ela gritou e as garotas pararam encarando-a. – Será que vocês poderiam parar de gritar? O dormitório está parecendo um... Hospício!

- Ah, desculpa, Mione. – disse Parvati. – Mas é que tínhamos que correr, afinal, somos cinco e todas vão a Hogsmeade.

- Por favor, Mione. Dá um desconto... Só hoje! – pediu Lilá.

- Ok. Mas só hoje! – repetiu. – E se organizem! Não quero essa gritaria e nem essa correria aqui, entenderam?

- Sim. – murmuraram todas.

- Parvati, vai você primeiro. – disse Lilá. – Eu vou depois e aí vocês duas, certo?

- Eu não preciso ser a última. Para isto existe o banheiro dos monitores. – disse Hermione, pegando sua roupa e colocando-a dentro de uma mochila.

Saiu sem dizer uma palavra sequer às garotas. Ela realmente iria ao banheiro dos monitores, mas seria um tanto humilhante ser vista de roupão pelos corredores do castelo. Parou e pensou um outro lugar onde pudesse tomar seu banho rapidamente. Ela então se lembrou da passagem superior ao salão comunal da Grifinória. Restava saber se ele levava a algum outro lugar que não fosse ao alto da torre ou ao escritório de Dumbledore.

Desceu as escadas e ao chegar ao salão comunal, que já era ocupado por alguns alunos, foi discretamente até a passagem da ‘parede’ e entrou por ela, começando a subir as escadas. Ao chegar no grande salão superior, passou a tocar as paredes com mais atenção, até que em um certo ponto encontrou uma saliência. Pressionou o local e a parede girou.

Estava num corredor iluminado apenas por archotes, com três portas. Abriu a primeira e deu de cara com um quarto espaçoso e bem arrumado. Nele havia toda comodidade possível, inclusive um banheiro enorme, um banheiro dos sonhos de qualquer garota; era uma espécie de closet. Ficava exatamente dentro de um armário. Tinha uma banheira com hidromassagem a um canto com um chuveiro logo acima; nas paredes vários pinos para pendurar toalhas e roupas.

Parou de analisar o local quando se lembrou que tinha um horário e não poderia extrapolar. Despiu-se e entrou na banheira. Minutos depois, já estava pronta. Arrumou a mochila e desceu.

O salão comunal já estava ocupado por algumas pessoas. Passou sorrateiramente por elas e subiu novamente para o dormitório feminino. Não agüentava mais aquele sobe e desce. Tinha certeza de que se não estivesse bem descansada, cairia ali mesmo. Deixou suas coisas no dormitório de desceu para o salão principal. Estava com fome.

O salão principal já estava razoavelmente cheio, o que explicava o vazio da torre da Grifinória. Harry, Gina e Rony já se encontravam sentados tomando o café da manhã. Pouco conversavam.

- Bom dia. – ela cumprimentou.

- Bom dia, dorminhoca. – disse Gina.

- Dorminhoca, não. – comentou Harry. – Ela está acordada desde as sete da manhã.

- Fazendo? – perguntou Rony.

- Não sei. Acordei e não consegui mais dormir... – respondeu Hermione.

- Aposto como acordou cedo pra escolher uma roupa. – comentou Gina.

- Não, querida. Eu sei que sou bastante indecisa e às vezes não sei o que vestir, mas hoje eu acordei inspirada.

- Percebe-se. – rui-se Gina. – Mas não se preocupe. Está linda!

- Obrigada. – murmurou Hermione.

- E eu? Como estou? – perguntou Gina.

A ruiva, que havia terminado de comer, levantou-se. Vestia uma saia verde musgo que ia até pouco acima do joelho, uma blusa baby look verde claro com listras brancas de gola branca de três botões, os quais a garota deixou abertos. Os cabelos estavam presos em um rabo de cavalo alto e usava uma bota de cano médio preta.

- Um pouco ousada, mas está bonita. – comentou Hermione.

- Exatamente o que eu queria ouvir. – disse Gina sorridente.

- Quer dizer que você está achando ótimo sair dessa maneira? Com essa saia curtíssima? – perguntou Rony.

- Rony, não há nada de curto na roupa da Gina. Muito pelo contrário! – replicou Hermione. – Só está um pouco... ousada. Só isso!

- Não comecem! – murmurou Harry.

- Não se preocupe, Harry. Eu já terminei e estou indo encontrar a Lu. – disse Rony se levantando.

- Pelo menos ele percebe quando está sendo chato e inconveniente. – disse Gina com simplicidade.

Minutos depois, eles foram liberados para visitar o povoado. Harry, Hermione e Gina andavam pelas ruas frias, onde as poucas lojas abertas estavam completamente decoradas para a data. Quando estavam próximos ao Café de Madame Puddifoot, Gina os olhou significantemente e separou-se deles, que seguiram sorrateiramente até a Casa dos Gritos.

Quando chegaram, permaneceram em silêncio.

- Hum... Harry?

- Sim? – ele perguntou abraçando-a, sem tirar os olhos dos dela.

- Sabe... Ainda não dei seu presente. – ela começou. – E...

- Não importa. Depois você dá, ok?

- Não posso. Tenho certeza de que esquecerei novamente... – ela disse separando-se do moreno.

Ele a olhou curiosamente. Hermione saiu do aposento, deixando-o a ‘ver navios’. Ele balançou a cabeça negativamente e largou-se em uma poltrona.

- Entediado? – ela perguntou.

- Não. – murmurou ele em resposta.

- Bom, eu realmente não sabia o que te dar de presente, afinal, nunca pensei em você como um... namorado. Todos os presentes que te dei foi apenas de amiga para amigo, não é? Então eu realmente não sei se acertei... – ela começou a explicar.

- Eu já disse que não importa! – ele disse carinhosamente puxando-a para perto de si.

- Eu sei, mas... Eu achei importante, Harry. – ela disse corando. – Então eu acabei por renovar o seu Kit da Firebolt, aquele que te dei há dois anos. – ela estendeu o pacote. – E mais uma coisinha... – ela entregou um embrulho pequeno e fez um aceno com a cabeça pedindo que guardasse.

- Obrigado, Mione. – respondeu. – O meu Kit já estava acabando.

- Não foi nada. Tenho certeza que da próxima vez escolherei melhor... – ela disse.

- Não se preocupe com isso. É besteira! O que vale é a intenção. E se você quer mesmo saber, é bem mais fácil comprar presente para mulher do que para homem, pode ter certeza disso. – disse Harry dando um selinho na namorada.

Não puderam aproveitar tanto quanto imaginaram, pois não poderiam passar o dia inteiro sumidos.

Retornaram ao castelo pouco depois das duas da tarde. Estavam cansados e ainda teriam muita coisa pela frente...

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