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8. O IMPÉRIO DAS TREVAS


Fic: HARRY POTTER E A ARENA DAS ALMAS PERDIDAS - FINALIZADA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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A sala de Binns aquela manhã não parecia tão monótona quanto geralmente era para ser, os alunos foram entrando e se acomodando, seus olhos fitados em uma Fênix em um poleiro ao lado da mesa do professor.
Harry estranhou que poucos conhecessem a ave de Dumbledore, fato que ele conhecia há um bom tempo.
_Impressão minha, ou todos estão agitados - o Prof.Binns disse fechando o livro que estava lendo enquanto os alunos se acomodavam. - Muito bem - ele falou disposto - Hoje falaremos sobre algo diferente, sobre algo raro... lhes contarei sobre Fênix...
Todos se entreolharam e depois para a Fênix de Dumbledore em seu poleiro.
_Bom...em 1986 o livro ´´O Jardim`` foi publicado pelo Irlandês Valdemar Boongle contando a experiência própria de numa manhã acordar e ver pela sua janela uma fênix, desde daquele dia, foi constatado que a mesma Fênix capturou o colecionador de esfinges Cisprin Cronk e o levou até Azkaban preso num encantamento nunca descoberto.
Desde então Fênix ficaram conhecidas como guardiões do bem, aonde podemos ter em suas lágrimas grandes poderes de cura e animais para uma vida inteira se poder confiar. Como algo tão puro pôde chegar a conviver com um bruxo, a resposta para o que uma nação inteira vinha se perguntando fazia uma década veio com a seguinte conclusão, somentes bruxos puros também a poderiam ter, do contrário, se um bruxo das trevas o fizer, ela entraria em combustão e renasceria longe dali, aonde poderia se libertar de todo o mal e ir buscar alguém puro para dividir alguns anos de sua vida...
_Alguns anos, como assim alguns anos? - Livia Levisk da Sonserina perguntou.
_Bom, todos devemos saber que nenhum bruxo é eterno, assim, como uma Fênix, ela deve partir para o seu grupo quando seu dono parte...
_Grupo - Harry indagou - Quê grupo?
_Geralmente chega uma altura na vida de um Fênix, muitos dizem, cem anos, ela é chamada por um canção de outras Fênix, assim ela se vai fazendo parte do que costumamos chamar de ´´Coração do Fogo``... é claro que muitas lendas perpetuam esses grupos, mas um bruxo que hoje já não está em nosso mundo garantiu ter visto esse grupo durante uma viagem que fez para a França, verdade ou não, esse bruxo foi confirmado ser o mais sortudo da história, ganhando tudo que desejava e tendo o que muitos antes podiam afirmar que ele jamais poderia ter. Do contrário, se uma Fênix for de forma forçada a ser tirada de uma família ou bruxo, o que tentar não somente terá uma vida amaldiçoada como morrera ao longo de poucos anos, fatos que infelizmente já foram constatados.

Na aula seguinte a de História da Magia a Profa.Sprout havia pedido dois pergaminhos sob as plantas espinhosas e já anunciado que na aula seguinte iria iniciar matéria nova.
O Prof.Flitwick que parecia animado, quase perdeu sua cabeça quando Neville e Simas chegaram atrasados em sua aula, quase os deixando de detenção, ele parecia naturalmente com exceção de sua casa, Corvinal, muito severo com os restantes.
Rony que ainda mantinha sua tristeza com relação aos duelos não quis dizer os motivos à Harry, mas pelo que parecia era o receio levar uma grande surra em frente a escola que o estava desanimando tanto.
Antes da liga de duelos ser oficialmente aberta, o garoto andava pela sala comunal da Grifinória tentando lembrar alguns feitiços que Tolkien enssinara na sua última aula, fato que estava sendo inútil, pois seu nervosismo o impedia de pensar direito.
_Calma Rony, vai dar tudo certo - Harry disse para o amigo ficando zonzo de vê-lo ir e voltar pela sala cada vez mais preocupado.
_Acho que estou pronto - ele falou parando finalmente - Vamos então...
Harry se levantou da poltrona em que estava sentado e ao lado de quase todos os membros de Grifinória que partiam para o salão de duelos foi aconselhando Rony a ter calma, que ele iria bem.
Minutos após já estavam se aproximando do salão.
_Ah, eu não vou - Rony disse voltando para trás.
Harry lhe puxou a manga da camisa e disse:
_Vai sim Rony, fugir seria pior do que levar uma surra, tem que representar Grifinória, todos ficariam com raiva de você por dar a vitória assim para a Lufa-Lufa, principalmente porque estamos desde o inicio do ano tentando passar a dianteira na taça inter-casas, você não vai fugir não...
Após muito alvoroço Harry e Rony adentraram o salão apinhado de alunos sendo que Hermione viria com Gina logo mais.
Várias mudanças haviam sido feitas, a plataforma que já era muito alta havia sido alterada mais alguns centímetros, no teto, quatro bandeiras balançavam, a lareira ao canto que sempre estava apagada estava aceza como os archotes nas paredes com suas chamas azuis dançantes. Ao fundo do salão como no principal haviam quatro ampulhetas vazias, uma para cada casa e ali perto uma longa mesa de jurados aonde Gaspar, Miranda, Newton e Greta estavam sentados com os quatro diretores de casa e mais uma cadeira ao centro, aonde estava desocupada, provavelmente aonde Dumbledore se sentaria.
_Harry! - Rony disse, sua voz meio gaga - O Dumbledore vai assistir os duelos, ah, pelas barbas de Merlim...
O mesmo Dumbledore que Rony temia assistir seu duelo subiu na alta plataforma e como sempre extendeu seus braços em um pedido de silêncio, fato que ocorreu em seguida.
_Muito obrigado - agradeceu - Para abrirmos os duelos dessa semana, vinte duelos seram feitos todos os dias após o término das aulas.
No domingo faremos a primeira contagem dos pontos de cada casa e há partir de segunda-feira partiremos para cinquenta duelos diários. Antes que alguns de vocês sejam surpreendidos pelas excelentes demonstrações que hoje realmente espero ver, devemos homenager as casas de nossa escola durante essa busca ao triunfo, cantaremos então os hinos.
Primeiramente gostaria de que o Profa.Sprout e a Sra.Goshawk ficassem de pé para o hino de Lufa-Lufa...
Logo que a Profa.Sprout e Miranga Goshawk ficaram de pé, ao fundo do gigantesco salão, parecendo apressados, um grupo de alunos da Lufa-Lufa se reuniram guiados por um bruxo baixinho, com cabelos em forma de tigela e óculos tortos, sua varinha curta em sua mão, ele guiaria as casas nos hinos.
Com um aceno positivo por parte de Dumbledore, o grupo de aulnos iniciaram o hino:

´´ Dos bondosos e aplicados alunos de Lufa-Lufa
Helga das planícies mais formosas
treinou os duelistas que hoje lutaram
Não há serpentes que nos vençam
Leão que nos ameasse
ou águia que nos assuste
Porque somos honrosos e
ganhando ou perdendo Lufa-Lufa sempre será nosso lar``

Uma explosão de palmas preencheu o salão.
_Bravo! - Dumbledore parabenizou - Para hino da Corvinal, peço ao Prof.Flitwick e ao Sr.Scamander que se ponham de pé...
Como Lufa-Lufa fizera, um grupo de alunos da corvinal formaram um grupo para cantarem o hino.

´´Dos inteligentes de inegável astúcia
Foi a grande Rowena Ravenclaw das ravinas mais belas
que nos uniu e nos mantém unidos
Para hoje e sempre lutarmos juntos
Podemos não ganhar
Podemos perder
Mas jamais nossas mentes serão levadas
Aonde uma vez ensinadas eternamente sábias``

_Fantástico! - Dumbledore disse muito satisfeito - Sonserina, vocês agora, Prof.Snape e Sr.Shingleton por favor...
Dumbledore novamente acenou positivamente e os alunos de Sonserina estufaram os peitos.

´´ Orgulhosos de nossa casa
audaciosos e bastante fortes
foi o que Salazar Slytherin nos disse
quando criou Sonserina
Não perdemos e nem deixamos competir
porque somos merecedores de admiração e respeito
Sonserina vive em nosso peito``

_Obrigado, Grifinória... Profa.McGongall, Sra.Gatchlove...
Harry pode ver que entre os que iriam cantar o hino de Grifinória estavam Fred, Jorge, Gina, Hermione, Dino, Simas e Angelina Johnson além do monitor chefe e o restante do time de quadribol.

´´ Dos corajosos, valentes e astutos
Goddric saiu das charnecas para criar a forte Grifinória
Honestidade e lealdade, esperteza e invencibilidade
Se você planeja vencer fique longe de nós
porque Grifinória poderá ser seu maior temor``

_Sim, sim, hinos apresentados, obrigado Grifinória, Prof.Henrix...bom, comecemos, primeiro devo anunciar os competidores somente para confirmarmos se todos estão aqui, vamos então...
Dumbledore apanhou um pergaminho dado pela Profa.McGonagall e leu, sob o silêncio do salão.
_No time de Lufa-Lufa, teremos Luana Cogley, Susana Bones, Hayden Taylor, Lynch Quigley Ivanova e Madison Mackenzie. Em Corvinal, Gaspar Nawsh, Monique Destwood, Carlos Joss, Mary Own e Amanda Corze. Sonserina por sua vez, Marcos Flint, Gregório Goyle, Emília Bustroude, Blás Zabini e Joseph Bonny. Grifinória, Parvati Patil, Fred Weasley, Ronald Weasley, Murilo Gamboni e Angelina Johnson...estão todos aqui Profa.McGonagall?
_Sim, todos...
_Excelente. Um último aviso, como podem ver, há como no salão principal quatro ampulhetas, uma para cada casa, caso queiram saber a pontuação de suas casas somente as consultem, desejo boa sorte, justiça e que a melhor casa vença...lembrando que Maldições Imperdoáveis e Azarações Mortais são extremamente proibidas, caso algum aluno tente usá-las a casa será no mesmo momento retirada do campeonato, recados dados, número um e número dois à plataforma...
Dumbledore desceu da plataforma pela escada que havia na ponta enquanto Luana Cogley da Lufa-Lufa e Blás Zabini da Sonserina subiam.
_Será que Grifinória vence? - Hermione surgindo em meio aos alunos perguntou.
_Oi Harry - disse Gina logo ao lado, não parecendo nada envergonhada como de costume.
_Oi Gina, como você está?
_Bem, acho que você também...
Harry acenou positivamente com a sua cabeça e se voltou para a passarela de duelos, pode reparar que Cho do outro lado o olhava parecendo um pouco enciumada.
_Sonserina vence! - a voz do de Tolkien anunciou, ele seria, á pedido de Dumbledore, o juiz de todos os duelos da liga. - Murilo Gamboni e Mary Own avante...
_Acho que Corvinal vence essa - uma garota da Lufa-Lufa disse logo ao lado de Harry.
_Já! - Tolkien liberou o duelo.
_DISSENIOUS! - Murilo gritou atingindo Mary, fazendo-a voar longe, já abatida.
_Grifinória vence! - Tolkien espantando com a velocidade anunciou e Harry fez questão de olhar com um sorrisinho para a menina de Lufa-Lufa que não desviou o olhar, o fitou, sabia que ele havia escutado o comentário que fizera.
Algumas rubis cairam na ampulheta de Grifinória.
_Número cinco e seis avante...
Emília Bustroude da Sonserina e Madison Mackenzie da Lufa-Lufa subiram, muitos alunos agitaram com palmas, assobios e vaisas enquanto se comprimentavam.
_...três...JÁ! - Tolkien gritou parecendo eufórico.
_Petrificus Totalus! - Madison enunciou muito antes de Emília poder atacar parando-a dura na plataforma.
Muitos alunos riram, até mesmo os de Sonserina e o próprio Dumbledore.
_Rictusempra!
Emília caiu no chão, não mais dura, porém abatida.
_Lufa-Lufa vence!
Como acontecera com Grifinória, a mesma quantidade caiu na ampulheta de Lufa-Lufa, porém ao invés de rubis, eram pedras de ouro.
O duelo seguinte deu à Grifinória dianteira na liga com a vitória de Parvati Patil sob Monique Destwood da Corvinal.
Quando Lynch venceu em uma surra Marcos Flint, Lufa-Lufa saltou do quarto para o terceiro. Angelina Johnson venceu à seguir Joseph Bonny da Sonserina e quase após ter um desmaio de nervosismo, Rony muito trêmulo subiu na plataforma, seus olhos presos aos arredores, nas pessoas, aparentando medo evidente, do outro lado, muito decidida, vinha Susana Bones, do mesmo ano, de Lufa-Lufa.
Seria horrível para Rony perder em frente à todos e ainda pior para alguém do mesmo ano, sendo que Grifinória vencera todos os duelos até ali.
_Se Lufa-Lufa vencer, eles passam para o segundo lugar - Gina comentou à Harry.
Quando Rony apertou a mão de Susana, tremeu como se tivesse levado um choque elétrico.
_Nervoso Weasley? - ela falou - Fica tranquilo.
_Quando contar três - avisou Tokien - Um...
Rony apertou sua mão na varinha.
_Dois...
Seus olhos se fixaram nos de Susana.
_TRÊS!
_EXCTUSEMPRA! - Susana berrou.
Bangue.
Rony foi atirado para fora da plataforma, ninguém riu, somente o olhavam.
Com velocidade e disposição Rony voltou a passarela.
_EFFIGY! - Susana atacou agilmente e Rony rodou metros no ar. - EXPELLIARMUS! - Rony novamente rodou no ar mas já vinha voltando - ENERVATE! - Rony insistiu em voltar. - ACTION PERINA!
Rony deu um grito de dor e caiu novamente fora da plataforma, porém não abatido voltou, ainda mais ferido. Hermione lhe gritou que desisitisse, mas foi inútil, ele parecia estar se enfurecendo.
_FILIPENDO! - Susana manteve seus ataques e Rony foi outra vez atingido, voltando ainda mais ferido do que nunca - DISSENIOUS! - Rony a cada vez que era atingido voltava mais decidido e machucado, fato que começou a gerar cochichos entre os alunos, devido a sua coragem - Teimoso Weasley - Susana disse em tom humilde - DISSENDIUM! DEPULSO! ACTION PELLIARMUS!
Os três raios atingiram Rony no peito e ele foi nocauteado, antes que pudesse voltar, Hemrione correu até ele:
_Acabou, você fez o que pode..., já chega Ronald...
_Srta.Granger, Sr.Potter, Sr.Weasley (ela se referia à Fred) por favor levem-o à enfermaria, Madame Pomfrey estará ciente e pronta... - Minerva pediu muito perto de uma ordem.
Dez minutos após, Fred, Harry e Hermione entraram na enfermaria, Madame Pomfrey arrumava uma série de frascos com espinhos de plantas espinhosas dentro.
_Meu deus! - ela exclamou derrubando um dos frasco com o susto - O que houve? - ela perguntou extremamente surpresa.
_No clube de duelos - Hermione respondeu - Aquela garota, aquela Susana Bones, ah, ela me paga...
_Ponham-o aqui - Madame Pomfrey pediu apontando para a cama mais próxima - Cortes muito profundos, ele realmente está machucado, terei de agir rápido..., com quem você disse que ele foi contra, Peter Remo?
Harry olhou para Madame Pomfrey estático.
_Não - disse brevemente antes que Hermione pudesse responder - Ele está morto...
Houve um silêncio que durou enquanto Madame Pomfrey e Harry se encaravam, pareciam estudar os olhos um do outro.
_Pessoal, eu tenho que voltar, acho que a Minerva me confundiu com o Jorge, meu duelo é daqui a pouco... - Fred disse partindo da enfermaria o mais rápido que pudesse.
_Me desculpem, havia me esquecido...ouvi o Prof.Dumbledore dizendo que o assassino está em Hogwarts, ele falou sobre alguns alunos da Sonserina se não me engano, mas a Profa.McGonagall negou com veemência, sabe, se ela disse, devemos confiar, Minerva jamais mentiria para Dumbledore, ela está nessa escola há trinta anos, não poderia...
_Quando a senhora soube disso? - Harry perguntou.
_Hoje... - Madame Pomfrey falou fazendo com que Rony bebesse uma essência alaranjada para que a dor aliviasse - Estava saindo do dormitório da Profa.Sprout, ela havia me chamado para me entregar alguns espinhos das plantas espinhosas e escutei enquanto voltava para cá, estavam no sétimo andar se não me engano.
Harry ergueu suas sombrancelhas, iria fazer outra pergunta mas Madame Pomfrey o interrompeu.
_Porque tanto interesse nisso Sr.Potter, o senhor sabe de algo que ainda não disse ?
_Não, bem que gostaria, mas sei tanto quanto todos...
Madame Pomfrey que parecia desconfiada se voltou para Rony e disse:
_Vocês devem sair agora, cuidarei do Sr.Weasley, poderão visitá-lo amanhã...
Hermione que parecia como Harry ansiosa para discutir o assunto recé, descoberto, deixou a enfermaria em uma troca de olhares que pareciam buscar respostas imediatas.
_Foi Draco e os outros! - Harry exclamou finalmente quando já estavam há uma distância considerável da enfermaria.
_Não há provas Harry, eles não conseguiriam conjurar uma Maldição, seriam pegos pelo ministério...
_Poderiam ter usado uma Azaração - Harry insistiu.
_Não, tivemos a aula com Tolkien depois da morte...
_Mas o Marcos Flint é do sétimo ano e estava lá, ele com certeza sabe sobre as Azarações Mortais...
Hermione tinha de concordar que aquele era um fato concreto.
_Está certo, mas não temos certeza se foram eles e nem temos ao menos alguma prova...
_Eu vou ao dormitório da McGonagall hoje pela noite... - Harry disse.
_Fazer o quê? - Hermione esbravejou.
_Se tudo der certo te contarei...
Hermione o olhou com contradição mas não disse mais nada, ela mesma por si parecia estar criando um plano para agir.
Logo que a liga de duelos acabou, a torre de Grifinória se lotou de alunos novamente, com excessão de Rony, todos os membros da casa haviam vencido.
Fred e Jorge que foram os últimos a chegar, rumaram diretamente à Harry, Hermione que estava conversando com Lilá Brown e Parvati Patil não os viu, assim eles puderam dar o recado.
_Então, conseguiram? - Harry perguntou em voz baixa para que ninguém escutasse.
_Conseguiram o quê! - Hermione disse as suas costas.
_Curiosidade mata sabia Hermione - Jorge falou.
_O que vocês estão aprontando? - ela perguntou ignorando o que Jorge dissera.
Os gêmeos Weasley olharam para Harry.
_Se você ficar sabendo, vai ter que ir comigo!
Hermione odiou aquela condição porém cedeu já imaginando o que seria.
_Tudo bem...agora falem...
Jorge lhe desviou um olhar e disse:
_Descobrimos aonde é o dormitório da McGonagall, curiosamente fica no mesmo andar que o gabinete do Dumbledore, e tem outro professor que tem dormitório lá também, aposto que não sabem quem é.
_Sprout! - Harry e Hermione disseram juntos lembrando do que Madame Pomfrey dissera na enfermaria.
_Como sabem? - os gêmeos em uníssono também perguntaram.
_Besteira... - Harry respondeu. - Bem, obrigado...
_Ah, imagina - Fred falou - É o minimo do que poderiamos ter feito depois do prêmio do tribruxo que você nos deu...
_Você o quê! - Hermione exclamou chamando a atenção de quase todos em volta.
_Fale baixo Hermione, não queremos que ninguém saiba...
Hermione olhou horrorizada para Harry.
_Ah, e Harry... - Jorge sussurrou - Parece que descobrimos outra coisinha também...
Harry se sentou melhor na poltrona e sibilou:
_O que?
_Malfoy e os carinhas da Sonserina vão hoje lá na sala da McGonagall, ouvi a Emília Bustroude com aquele vozeirão alto dela dizendo para a Pansy Parkinson...
_Hoje, mas, mas que hora?
_Bom, depois do jantar, acho que eles devem estar indo para lá agora...
Harry deu um salto da poltrona e pediu à Hermione:
_Não saia daqui...
Correu até o dormitório masculino, aonde apanhou sua capa de invisibilidade e desceu correndo na mesma velocidade que subira.
_Vamos Hermione, Fred, Jorge, valeu caras...
Harry e Hermione sairam a correr pelo corredor da Mulher Gorda.
_Vão com calma garotos! - ela disse em tom maternal.
_Vamos, capa...
A altura que atingiram a escadaria principal, apanharam a escada que levava diretamente ao sétimo andar e entraram debaixo da capa.
_Calma Harry - Hermione disse mal podendo acompanhar o passos.
A escada logo parou em ligação com o piso do sétimo andar e eles sairam a correr, dali somente viram a gárgula do gabinete de Dumbledore, nada mais.
_Mas, mas, não tem nada aqui, só a gárgula - Harry disse com sua energia disparada não querendo se decepcionar.
_Harry eu já te disse para ler Hogwarts: Uma história...
_Me desculpe Hermione mas isso não é hora para sermões...
_Não estou dando um sermão...
A garota apanhou sua varinha para o espanto de Harry e vendo que não vinha ninguém pelas escadarias saiu de debaixo da capa.
_O que você está fazendo! - Harry trovejou -Volta...
Hermione lhe deus as costas e partiu rumo a uma estátua de um bruxo alto que usava óculos quadrados iguais aos de Minerva aonde parou defronte e enunciou:
_Revelate!
O bruxo foi se tornando invisível, revelando as suas costas uma porta de carvalho com um brasão aonde ao centro havia um leão. No mesmo instante que a porta se entreabriu por dentro, a escada que levava a aquele andar se moveu.
Hermione saltou daonde estava para a capa da invisibilidade. Por poucos segundos Malfoy e os outros não a avistaram ali.
_Pensei ter visto um vulto - Marcos Flint disse porém e por sorte foi completamente ignorado pelos outros.
_Parece que a Minerva nem nos deu ao trabalho de invisibilizar a estátua... - Malfoy disse com pose de como se parecesse importante.
O grupo, sob os olhares de Harry e Hermione foram até a porta entreaberta e deram toques todos juntos. A porta entreaberta se abriu por completo revelando uma sala gigantesca, com muitos móveis e uma escada ao fundo que levava a mais uma andar.
_Entrem - Minerva disse. - Fechem a porta depois...
Logo que Emília adentrou a grande sala, fechou a porta e Hermione que ainda tinha sua varinha em mãos murmurou:
_Esvaçus!
A voz de Minerva lhes veio a mente. Sabendo que a conversa poderia durar um certo tempo, eles se sentaram encostados na parede defronte a porta e escutaram tudo com o máximo de atenção que conseguiam.
_...o Prof.Dumbledore vem desconfiando de todos, dos professores, de mim, de vocês, ele está muito chateado por não obter respostas e receio que se não houver sucesso da maneira que está guiando a situação, irá começar a usar legilimência, fazendo com que seja impossível lhe escondermos o que vemos conseguindo...
_O que faremos então? - Draco guinchou.
_Somente nós sabemos quem matou Peter, sabemos que ele irá matar quem for preciso para ter a chave, e se puder Potter também não escapara, ele quer aquilo que ele tem...E infelizmente fará pior, está disposto a coisas piores, sendo que não podemos revelá-lo sem pormos nossas vidas em risco...
_O que a senhora pretende fazer então? - Emília com sua voz alta indagou.
_Fiquei sabendo que Hagrid também soube, não sei como, a única maneira possível que pode imagina seria ele ter passado o mesmo que nós, ninguém o poderia dizer, a não ser que estava disposto a sofrer as consequências...
_Me desculpe, mas a senhora ainda não disse o que vai fazer - Marcos Flint a interrompeu como raramente alguém tinha a ousadia de fazer.
_Sim, juntamente com Hagrid irei visitar Cliodne, uma maga realmente poderosa, ela tem o dom de dar conselhos que nunca são errados, tenho a certeza de que saberei o que fazer quando ela me disser.
_Mas a senhora vai pessoalmente visitá-la? - Draco perguntou.
_Sim, porque?
_Não poderia ser pelo correio-coruja? - opinou.
_Não, não acho que seja conveniente dizer em uma carta o que sabemos, caso ela seja interditada não teremos saida...
_Mas o que a senhora vai dizer para o Prof.Dumbledore para sair da escola?
_Estou dando aulas há trinta anos, poderia muito bem dizer que preciso visitar parentes distantes por alguns dias, ele não poderia me negar, é um motivo muito simples...
_Espero que dê certo - Goyle disse.
_Sim, também, agora devem ir, ninguém deve notar suas faltas na torre de Sonserina.

Logo que Draco e o restante deixaram o dormitório da Profa.McGonagall e desceram pelas escadas, a estátua alto do bruxo se materializou novamente no lugar de antes escondendo a porta de entrada.
_Não sei o que pensar Harry - Hermione sussurrou - Eles sabem quem matou o Peter mas me parece que não podem dizer, deve ter algo que os faça não dizer, um encantamento talvez, realmente não sei o que pensar...
_Hermione - Harry com seus pensamentos longes lhe interrompeu.
_Hum?
_O que será que eu tenho e o bruxo que matou o Peter tanto quer?
_Não sei Harry, não pude pensar em nada.
_Será que é a chave secreta, será que eu a tenho?
_Não, acho difícil, Minerva disse que o bruxo mataria quem for preciso para ter a chave antes de mencionar você. Ele quer algo, mas não é a chave...
Sob os pensamentos da conversa Harry e Hermione retornaram a sala de Grifinória pensativos. A Mulher Gorda que ficava cantando para os trasgos (que naturalmente não entendiam) os viu e pediu a senha.
Harry lhe disse e assim entrou na torre que aquela altura da noite estava soturna.
Hermione logo se despediu e foi para o dormitório da direita, Harry seguindo seu exemplo também.
Todos estavam a dormir, logo que adentrou o dormitório estranhou a cama vazia de Rony e já pouco sonolento trocou de vestes, se sentou em sua cama e deitou, tudo que acontecera naquele dia lhe veio à mente e como um colapso desmaiou.

Estava perto de um grande castelo negro, aonde várias bandeiras vermelhas riscavam o ar, muito distante dali, muitas montanhas estavam sendo cercadas por um exército gigantesco de bruxos,...a imagem se ofuscou e Harry estava agora em um local cheio de árvores secas, um caminho de pedra todo manchado de sangue e mais a frente inúmeras torres, na porta de entrada, havia duas fênix negras sob dois pilares muito altos...estava correndo, a imagem das torres se intensificando, viu um bruxo, uma figura à sua frente, estava ocultado pela escuridão, mas parecia conhecê-lo, estava correndo em sua direção, parecia ter perdido o controle de suas pernas, estava chegando perto, muito perto, iria descobrir quem era quando sentiu uma pancada nas costas e caiu, adormecido com a dor...estava agora em uma floresta aonde uma luta brutal ocorria, gigantes, centauros, trasgos e bruxos encapuzados...novamente a imagem se tornou ofuscante e se viu em meio a um grupo de bruxos todos deformados aonde eles corriam por uma ponte que ligava a várias torres, abaixo, um rio de fogo que sumia em meio as trevas...a imagem se distorceu e se modificou para mostrar um bruxo de barba prateada lutando com uma criatura monstruosamente grande, uma criatura toda feita de fogo, que tinha uma espécie de chicote que virava uma espada, o bruxo que lutava foi acertado e jogado em meio ao fogo...Harry correu até a ponte para ver quem era, tudo dentro dele parecia pesado, seus olhos se prenderam na figura alta do bruxo, que agora em uma cena lenta deveria partir para todo sempre.
Não podia acreditar que estava partindo, que aquele que sempre esperava poder contar estava em frente aos seus olhos caindo em um rio de fogo para nunca mais ser visto...seus verdes olhos cruzaram os azuis de Alvo Dumbledore, que parecia triste, no momento seguinte sua mão direita foi ao ar e ele acenou em uma despedida, uma lágrima caiu do rosto de Harry e se perdeu em meio as chamas, no mesmo instante Dumbledore fechou sua mão simbolizando que ele deveria ter força para ir em frente, para lutar pelos seus sonhos e deu um sorriso no qual gostaria de dizer adeus.
Aparentando estar satisfeito por tudo que fizera em sua vida ele mergulhou no fogo, sua mão fechada tremeu e se abriu , ela foi sumindo entre as chamas e quando o último dedo se foi, outra lágrima caiu do rosto de Harry, ele se fora, Dumbledore lutara, lutara por todos, havia morrido, o maior bruxo dentre todos estava morto, e morto num sorriso, morto em uma esperança que jamais deveria partir, que jamais deveria ser esquecida.

Harry sentiu seu corpo queimar por dentro, como se também tivesse caido nas chamas, seus olhos se abriram e seu coração disparou, estava no gabinete de Dumbledore, várias faces o olhando.
Ele deu um salto e viu a figura alta de Dumbledore parado ao seu lado, com um frasco com uma poção animadora nas mãos, mãos que poucos segundos atrás vira sumir entre as chamas.
_O senhor! - ele disse em voz alta quase num grito, não fora sua intenção. - O senhor está vivo!
Dumbledore o olhou e sorriu.
_Vejo que já voltou a si Harry - ele disse - Bem, imagino que em partes, está confuso devo admitir...
Harry olhou para os lados, sua vista ainda estava um pouco embaçada, seus óculos quase caindo. Pode ver que vários bruxos estavam na sala, Tolkien, Minerva, Hermione e Neville.
_O que...o que aconteceu?
Hermione se adiantou até ele.
_Você teve um pesadelo horrível Harry...Neville acordou assustado, encontrou o Nick-Quase-Sem-Cabeça na sala comunal e pediu que ele me chamasse, eu tentei te acordar, mas não consegui, então fui pedir ajuda e encontrei o Prof.Tolkien dando novas instruções aos trasgos, ele o trouxe para a sala de Defesa Contra as Artes das Trevas e foi quando o Prof.Dumbledore em uma visita a ele por úlltimo o trouxe para cá, aonde poderiamos acordá-lo com uma poção animadora.
Harry se sentiu envergonhado de ter tido aquele sonho e causar tanto tumulto á todos ali. Sem coragem para dizer algo olhou para Dumbledore sem acreditar que o ainda via vivo e para seu alívio o diretor pediu para que todos se retirassem, como se tivesse lido a sua mente.
Logo que a porta de carvalho se fechou, ele se virou para Harry.
_Me desculpe - Harry disse em voz baixa - Por tudo isso, eu não sei porque aconte...
_Está tudo bem Harry - Dumbledore o impediu de concluir. - Eu felizmente pode penetrar em sua mente e descobrir o que tanto te aflingia...
Harry se sentiu ainda mais envergonhado, será que Dumbledore sabia o que ele sentira quando vira sua morte.
_Eu pude ver somente está última parte do seu pesadelo Harry, gostaria que me contasse os fatos que ocorreram antes.
Dumbledore se sentou atrás de sua escrivaninha e apontou com sua mão uma das cadeiras à frente.
Harry se sentou, respirou fundo e o olhou, sabendo que estava pronto para lhe contar tudo não demorou a fazer.
Dumbledore escutava tudo com extrema atenção, quando Harry finalizou lhe contando também a morte, se pôs de pé numa velocidade estupenda, olhou para Fawkes (que como estava muito pequena deveria ter renascido das cinzas pouco tempo depois da aula de Binns) e definitivamente aborrecido disse:
_O Império das trevas finalmente nos atingiu Harry, não temos saida, vamos ter que lutar!

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