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3. Astória


Fic: A Nobreza - Dramione


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo III- Astória


Foi então que Astória surgiu na mente de Draco. Já se fazia dois anos que não se viam, porém nada conseguia fazer o rapaz esquecê-la. Haviam se conhecido na universidade em Verona. Entre ela e Hermione não havia nada em comum. Hermione pagava o preço da imprudência do pai, já Astória e ele não puderam ficar juntos por causa do sobrenome de Draco. Embora respeitado em boa parte da Europa, os pais de Astória, julgavam pelos erros cometidos por seu pai.
Famílias inimigas. Este era o ponto. Quando houve o acidente com seu pai os primeiros culpados que surgiram na mente doentia do jovem, foi à família de Astória .Então ele largou a Faculdade pra não ficar mais perto da moça. Nem se quer deu tempo pra que ela pudesse se explicar, sobre qualquer que fosse a duvida dele.
E francamente, ouvir Hermione dizendo que ‘podia ser diferente, vamos tentar’ era como levar um soco no estômago do passado. 
Não queria tentar. Por mais que aos poucos seu coração se comovesse com o jeito da menina, queria poder voltar no tempo e não ter contando para Astória seu nome. 
O riso da moça veio na mente de Draco e de imediato ele começou a rir também.
Hermione sentiu o pulmão trancar, o estômago sendo embrulhado de um jeito doloroso.
—Do que você tá rindo?—Ela perguntou trêmula. Respirava de vagar como uma forma de se manter viva.
Mas Draco continuou a rir. Era claro, ele estava rindo dela. De pronto sentiu  os olhos encherem de água.


—Não sei por que eu ainda tento, você pode ligar pro meu pai e me devolver! Sei que não sou mercadoria pra ser devolvida, mais exijo voltar pra casa.—Sussurrou, voltando a andar rapidamente pro banheiro.
Mas antes que ela alcançasse a porta Draco estava parado lá. Ele a agarrou pelos braços. Hermione gemeu de dor, mais mesmo assim ele a beijou. Era um beijo esmagador, Hermione se debatia contra ele, mas ele era infinitamente mais forte. Ela se condenava por gostar daquilo, querer ficar nos braços dele. Duas grossas lágrimas caíram rapidamente pelo seu rosto, enquanto ela sentia os lábios serem comprimidos furiosamente pelos dele.
—Não—Ela o empurrou com mais força ao sentir os beijos descerem por seu pescoço, e as mãos dele descerem de seus braços pro quadril, comprimindo-a contra a cintura dele.—Draco, eu não tô brincando!
—Você não vai fazer isso ser tão difícil quanto da ultima vez, vai?—Ele a encarou por um momento. Hermione perdeu o fio da fala ao encontrar o olhar dele, o azul estava inflamado, quente.—Isso, quieta.—Ele sorriu, acintoso, enquanto puxava as alças da camisola dela pro lado. Quando os ombros dela ficaram descobertos, ele passou os lábios entreabertos por ali, sentindo Hermione se arrepiar.


—Eu vou gritar.—Hermione rosnou com raiva, voltando a empurrá-lo. Quem ele pensava que era?
—Você acha realmente que alguém vai vir aqui?—Ele sorriu, enquanto suas mãos abriam o fecho da frente da camisola de Hermione.
—Rony virá.—Disso ela tinha certeza, se Rony ao menos soubesse o que se passava com ela com certeza viria correndo. Draco congelou por um momento, e ela parou de bater nele. Os olhas azuis dele a encaravam sem expressão nenhuma, agora sim Hermione começava a sentir medo.
Draco afrouxou os braços que envolviam a moça, ainda encarando-a. O olhar dele mostrava que ele a desejava. Como se tivessem combinado, Draco avançou pra Hermione e dessa vez ela correspondeu ao beijo. Enlaçou os braços no pescoço dele, enlaçando as mãos no cabelo curto do marido. Ambos arquejavam durante o beijo longo. Ele a puxou pra cima, e ela enlaçou as pernas na cintura dele. Ainda aos beijos ele caminhou rapidamente com ela no colo, depositando-a de costas na cama, e deitando por cima dela. Seria muito melhor agora que ela estava cooperando.Draco precisava dela, e não sabia por quê. 
Minutos se passaram. A chuva inundava tudo lá fora, mas a temperatura dentro do quarto era mais alta possível.Hermione e Draco não pararam com os beijos nem por um minuto. Agora, ele tinha uma mão acariciando firmemente o seio esquerdo da moça, por baixo da camisola.


Deitado entre as pernas dela, e ela tinha uma das pernas dobradas, de modo que a pele descoberta dela alisava a cintura dele a cada movimento. Ele soltou a boca dela, terminando de abrir a parte da frente da camisola. Logo Hermione ofegou, sentindo a mão dele ser substituída por sua boca. Ele era bruto, mas aos poucos ela descobriu que gostava assim. Ela tinha as mãos dentro da camisa dele, arranhando-o de leve. Draco passou a mão em sua cintura e fez pressão no quadril dela, fazendo-a sentir sua excitação. Sorriu ao ouvir o gemido surpreso dela. Os dois estavam completamente entregues, quando uma batida na porta os alertou.
—Draco.—Era Harry que batia na porta.Hermione e Draco pararam. E o rapaz xingou em voz baixa.
—O que foi?—Draco que já não tinha paciência, ficou totalmente sem.
—Um raio derrubou uma árvore no portão.
—Pro diabo com o portão, o que eu tenho a ver com isso?—Hermione riu sem se conter. Ele calmo era uma piada, irritado então...
—Você tem a ver com isso que os seguranças estavam lá, e parece que eles se machucaram.—Agora era Harry quem estava sem paciência.
—Amanhã eu resolvo isso, eles que morram amanhã se for o caso.—O rapaz disse de má vontade. Ele passou a mão pela nuca de Hermione e a beijou de novo. Ela só sabia rir.
—Francamente, eu também estava muito ocupado, se é que você entende.—Draco parou o beijo, suspirando. E Hermione riu, pensando em como Gina estaria agora.—Se isso pudesse ser resolvido amanhã, eu não estaria aqui.—Ele deu um murro na porta.—Vamos logo,Draco!—Gritou completamente irritado.


—Inferno Harry, porque não foi sozinho?!—Grunhiu enquanto vestia o roupão. Hermione agora estava completamente constrangida, fechando a camisola.—Sua boca está da cor de sangue.— Ele avisou divertido roubando mais um beijo da menina que corou e se sentou na cama, de cabeça baixa. Viu o marido calçar os pés e abrir a porta, sumindo pelo corredor acompanhado por Harry.
Hermione pôs uma mão na testa, enfadada. Parecia que nem a natureza queria que seu casamento desse certo. Estava sufocada em sua tristeza, quando ouviu uma batidinha na porta.
—Como você também foi acordada pela belezinha do Harry , eu estou indo tomar um chocolate quente na cozinha, aceita? —Rony sorriu da porta pra ela.
—Como?—Ela estava débil de novo. Ver Rony de madrugada era algo que desestabilizava qualquer uma.— Ah, claro, quero sim.—Sorriu enquanto se levantava.
Hermione vestiu seu hobbie por cima da camisola, e alisou os braços pela baixa temperatura do local.
—Não se assuste, isso acontece com frequência. —Sorriu pra ela. Só então ela percebeu que ele vestia um roupão de veludo branco, que diga-se de passagem ficava divino nele.
—Não é nada, só o frio.—Sorriu de volta. Estar com Ian era como uma anestesia pra dor que ela sentia, Draco tinha o dom de deixá-la acabada.
Quando ela passou por ele, ele lhe abraçou pelo ombro, e os dois rumaram pra cozinha. A pele dele estava fumegante, ao contrario dela que podia ser facilmente confundida com um sapo. O perfume era diferente, Hermione não sabia descrever. Simplesmente o abraçou pela cintura, e continuou andando. Rony preparou o chocolate quente pra Hermione, e os dois estavam conversando distraídos na cozinha, quando ouviram os gritos vindos da sala.


—Eu mandei derrubar aquela árvore milhares de vezes, me recuso a pagar tratamento médico pra aqueles incompetentes.—Draco berrava entrando em casa. O roupão estava encharcado deixando rastro de água pelas tapeçarias, já Harry vinha quieto, sabia que não adiantava tentar conversar com ele.—Que diabo você está fazendo aqui?— Perguntou de forma grosseira para Hermione. Mas antes que ela respondesse, Rony respondeu.
—Ela está comigo, algum problema?—Os olhos antes doces de Rony, encaravam o irmão de forma agressiva.
—Não estou com paciência para você agora, suba já pro quarto Hermione.—Como de costume foi absurdamente grosseiro.Harry o chamou e os dois foram para o escritório, deixando um rastro de água por onde passavam
—Não precisava se incomodar, eu já me acostumei com esse jeito dele.—Mesmo com vontade de chorar,Hermione sorriu. 
—Eu passei por isso a minha vida toda, ele devia ter apanhado quando criança.—Rony tocou as bochechas dela de forma carinhosa. Não entendia como Draco podia resistir ao encanto da menina.
Hermione acordou com o corpo doido no dia seguinte. Dormiu muito pouco. Draco como sempre já não estava lá. Ela se banhou, pôs um vestido curto verde claro, e desceu para comer alguma coisa. Aproveitando o dia de sol e pôs-se a passear no jardim. Era um jardim bonito, apesar dos pesares. O dia estava frio, mas não chovia. Estava detraída quando ouviu o galope de um cavalo perto de si. Virou-se pra olhar, e então ela não se lembrava mais do próprio nome. Rony vinha montado num belo cavalo preto, galopando próximo a mansão. Ele sorriu ao ver Hermione. Entregou o cavalo a um empregado e caminhou até ela.


—Pensei que você tivesse ido com Draco e Harry.—Hermione sorriu, embora contente do rapaz estar em casa.
—Eu prefiro cuidar da parte burocrática dos negócios.
—Vocês são tão diferentes.—Hermione franziu a sobrancelha, enquanto continuava a andar. Rony a acompanhou.—Nem dá pra perceber que são irmãos.
—Nosso pai era um canalha.—Hermione não segurou o riso.—É sério! Cada um de nós é filho de uma mulher diferente.Harry por Lilían,Draco e Sophia por Narcisa, e eu por Molly. - Ele deu um sorriso torto, e Hermione sentiu vontade de beijá-lo.
—A única coisa que temos dele são os traços, e a cor pálida. —Hermione sorriu, achava eles divinos.—Draco e Harry herdaram o gênio dele. Mas eu e Sophi somos diferentes. 
—E a sua mulher?—A forma sutil como Hermione perguntou não fez Rony perceber o interesse da menina sobre sua vida.
—Ficou na França, com a mãe dela. Creio que...—Ele parecia estar fazendo cálculos na cabeça - Bom, creio que um dia ela venha pra cá.—Sorriu abertamente.
—Você tem filhos?
—Não, ainda não. Se tivesse, não os deixaria.—A tristeza alcançou Hermione de novo, e Rony como prestava atenção em tudo percebeu.—E você?—Perguntou, excessivamente curioso.
—Claro, meia dúzia! Do jeito que seu irmão é afetuoso não os ponho no mundo tão cedo.
E então Hermione estava rindo de novo. Era incrível o poder que Rony tinha de acalmá-la. Ao lado dele, o inferno parecia o céu. Ao contrário de Draco, que era difícil como parir um filho,Rony era fácil como respirar. Os dois continuaram.


Era quase meio dia quando os dois voltaram pra casa. Hermione estava cansada. Quando chegaram na escadaria da mansão, Rony a carregou, Hermione que gritou surpresa, mas depois riu, balançando as pernas. Ao entrarem em casa encontraram Sophi na sala. A menina, vendo Hermione no colo do irmão, riu e foi até eles.Rony pôs a menina no chão, fingindo estar com dor na coluna. Ela deu um tapinha nele, mas continuou a rir. Resolveu ir tomar um banho antes do almoço e principalmente, antes do tormento chegar em casa. 
—Posso saber onde você estava? —Draco estava sério quando ela ainda sorrindo, entrou no quarto.
—Deus, que susto. —De imediato Hermione levou a mão no peito.—Estava caminhando com Rony.—Ela o deixou ali e foi para o banheiro.
—Por quê?—Perguntou indo atrás dela. 
— Porque eu estava entediada.—Respondeu sem dar atenção.
—Não saia mais sem me avisar. 
—Desculpe?—Ela franziu a sobrancelha, se virando pra ele, enquanto tirava o vestido.—Agora vou ter que te dar satisfação se resolver ir lá fora?
—Me incomoda não saber onde você está.— Disse duro. Hermione não sabia se devia considerar isso um ponto positivo? Não, o olhar dele era frio, era só obsessão.
—Me poupe.—Hermione estava sem paciência, estava apenas com as peças intimas. Pôs o vestido numa bancada e abriu o chuveiro, conferindo a água.
Foi quando ela sentiu as mãos de Draco puxando-a. Ela se desequilibrou, entrando no box, debaixo d’água. Antes que pudesse reclamar, os lábios dele se encontraram com os dela, e mais uma vez tudo tinha se perdido. Ela nem reclamou, apenas o beijou. Queria tanto que isso pudesse acontecer normalmente, sem brigas depois. Enlaçou os braços no pescoço dele, o sentindo entrar debaixo d'água junto com ela.


—Não Draco!—Ela tentou pará-lo ao sentir ele tirar a sua roupa debaixo. Estava se sentindo fraca, não sabia se era por causa da água, ou por ele.
—Sim.—Ele terminou de tirar a roupa dela e se afastou pra tirar a camisa e o sapato.
Draco prensou Hemione contra a parede e instigou-a de todos os modos possíveis. Ela sentia o corpo queimar, inflamar. Pra ele também não estava sendo fácil. Ambos respiravam com a boca. Hermione estava longe até que sentiu as mãos dele adentrando por seu cabelo molhado, e em seguida puxando-o com um pouco de pressão.
—Prometa que vai avisar quando sair.—Ele brincou com um sorriso perverso no rosto
—Estúpido!—Hermione ao contrário estava com raiva, estapeando ele.
Draco riu, uma das poucas vezes que ria sinceramente. Segurou as mãos de Hermione, e a beijou de novo. Os minutos se passaram, e parecia que a água iria vaporizar dentro do box, perante a temperatura que ali estava. Hermione despertou ao sentir Draco lhe puxar pra cima, enlaçando as pernas dela em sua cintura.
—Devagar.—Pediu, um pouco temerosa.
—Confie em mim, não vou te machucar.—Disse baixo pra Hermione, que temia ao pensar na primeira vez deles. Então ela sentiu ele começar a lhe invadir.
Draco sentiu as unhas de Hermione se cravarem em suas costas, cada vez com mais força, a medida em que ele ia possuindo-a. Por fim, ele a muito custo, brigando com seu instinto, ficou quieto, dando tempo pra ela se acostumar. Hermione tinha o rosto enterrado no ombro dele, as sobrancelhas franzidas. As lembranças da noite da sala não eram nada comparadas a isso. Agora não doía, mas lhe dava prazer, um prazer tão grande que chegava a dar agonia. Ela suspirou fundo quando sentiu Draco começar a se mover.


Tempos depois, a visão de Hermione escureceu, e seu corpo mais uma vez foi levado por uma sensação boa, chegava a ser anestésica. Draco deu um sorriso de canto ao vê-la desfalecer. Pouco tempo depois foi à vez dele, que deixou escapar um pequeno gemido, antes de deixar o rosto descansar no dela. Hermione já havia se recuperado, agora olhava pra frente, os pensamentos longe.
—Termine o seu banho, eu vou estar lá em baixo.—Outra vez ele estava sem expressão no rosto. Minutos depois Hermione o viu sair do banheiro com a toalha enrolada na cintura.
Hermione observou o marido sair do banheiro. Uma dor sufocante lhe engoliu, e ela encostou a cabeça nos azulejos brancos do banheiro, enquanto as lágrimas começavam a brotar. O que ela fizera pra merecer isso? Os dias foram passando lentamente. Os brigavam constantemente. Então Hermione resolvera canalizar sua dor em outro sentimento: Raiva.Rony havia virado vicio pra a menina, passava horas e horas com ele. 
—Uma flor pelos seus pensamentos. —Rony puxou uma flor de um arranjo da sala e pôs na frente de Hermione. 
—Ahn? Ah, não é nada.—Rony de imediato virou a cara e levou a rosa consigo.
—Não quer conversar?—Ele se sentou perto dela.—Sabe que pode confiar em mim.—Hermione estava dispersa de mais pro gosto do rapaz. Ele havia pego a mão dela e tinha entre as suas.
—Tudo bem, meu casamento é uma farsa.—Ela suspirou.—Draco não me suporta. Você deve ouvir as nossas brigas, ou melhor, Moscou deve ouvir nossas brigas.


—Bom, eu não quero piorar seu humor, mas creio que Moscou inteira ouça as brigas de vocês.—Hermione começou a rir.
—Eu não sei mais o que fazer.—Ela sorriu tristonha.—Tem horas que eu tenho vontade de desaparecer.
—Giorgia!—Rony berrou, assustando Hermione. De imediato a menina se arrepiou.
—Sim, senhor?—A mulher de imediato apareceu na sala.
—Mande tirar meu carro, preciso dele.—A mulher assentiu e saiu.—Bom, quanto ao que fazer, eu não posso ajudar. Mas em relação a sumir, eu creio que sei de alguma coisa.
—De que?
—Vem.—Ele levantou e puxou ela pela mão, levando-a pra fora da casa.
Rony levou Hermione até a frente da mansão, onde o carro preto dele esperava os dois.
Os jardins passavam por eles rapidamente, sem muitos detalhes. Quando Hermione já estava se acostumando com isso, Rony parou na frente de uma casa, num bairro boêmio da cidade. Na verdade era uma casa pequena, rodeada de plantas, a pintura clara até fazia o lugar passar despercebido. Hermione não conhecia essa parte da cidade, era longe demais da mansão.
—Porque me trouxe aqui?—Perguntou confusa, ao ver Rony ligar o alarme do veículo. Ele apontou pra casa como se fosse óbvio. 
—O que é isso?—Mais mesmo assim Hermione não entendia.
Rony riu e puxou Hermione pela mão. De mãos dadas foram até a porta da casa. Rony tirou uma chave do colar que usava, e abriu a porta.Hermione se maravilhou ao ver o interior. O interior era todo em madeira nova, tinha uma poltrona, uma lareira pequena, uma cama média, prateleira com livros, e cd player. Era completamente aconchegante.


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—Eles são só amigos, é impressão sua.—Harry olhava distraído os papéis.
—Eu não costumo me enganar.—Disse com a expressão dura, quando Hermione gargalhou enquanto Rony a pegava no colo na frente da casa. Mas dessa vez, pela integridade dessa família e pela saúde do Rony, é bom que eu esteja.—Ele virou o rosto com desgosto e saiu da janela.
O jantar daquele dia foi como todos os outros. Hermione estava mais alegre, mas Gina parecia ansiosa. Assim que todos seguiram pros seus quartos, Gina chamou Harry.
—Harry.—Ele olhou pra ela, terminando de desabotoar o colete.—Vem aqui comigo.—Ela bateu na cama do lado dela. Ele sorriu e foi.
—O que você tem?—Ele perguntou, antes de beijar a mão dela.—Passou o dia todo nervosa, alerta. Aconteceu alguma coisa?
—Ah, eu estou nervosa sim.—Ela se balançou na cama, Harry riu.—Não ri bebê.—A menina fez bico.
—Tudo bem, não rio.—Ele selou os lábios com os dela, desfazendo o bico.—Diga-me, quem mexeu contigo?—Ele alisou a mão dela, enlaçando os dedos.
—Eu não sei como falar.—Ela estava atônita quando trouxe a mão dele, colocando-a em cima do ventre.—Harry, tem alguém aqui.—Ela apertou a mão dele em cima da barriga.
—Não tô entendendo amor.—Ele alisou a barriga dela.
—Um bebê, aqui dentro.—Ela sentiu Harryempedrar, encarando-a.—Harry?—Ele não se mexeu.—Deus do céu, fala alguma coisa! 
Naquela noite, metade de Moscou jurava ter ouvido o grito de Harry.—Você está grávida? Sophia, já adormecida, despertou.Rony, que lia em seu quarto, ergueu o rosto olhando pra porta. Draco e Hermione que estavam prestes a começar outra briga, pararam.
—É, eu tô.—Ela estava pálida feito papel. —Harry, eu juro que não foi de propósito, mas eu...—Não teve nem tempo de terminar. Ele a beijou com desespero, e ela tombou na cama.— Você gostou?—Ela sorriu, sentindo o alivio lhe invadir.


—Eu te amo.—Os olhos dele estavam cheios d’água.—Ninguém no mundo amou alguém tanto quanto eu amo você.
—De novo aqui?—Perguntou, entrando no chalé. A voz de Rony fazia a menina sorrir involuntariamente.
—Pros momentos que se quer sumir.—Sorriu, sentada na poltrona com um livro na mão.
—O que você tava fazendo? —Perguntou, fechando a porta.
—Nada, só descansando. —Sorriu.—E você? A que devo a honra?
—Tô de saída. Vou a Berlin, preciso autenticar uns papéis, só devo voltar a amanha.—Hermione se entristeceu, como se um pedaço do seu coração tivesse sido roubado.—Ei, não fique assim.—Ele se ajoelhou do lado dela. —Você tem o nosso cantinho.— Ela sorriu, e ele lhe beijou a testa, antes de sair.
Hermione ficou sentada por um bom tempo. Depois, se levantou. Estava cansada de ficar sem fazer nada.
O chalé era muito longe, e ela dirigiu todo o percurso pensando em sua vida. Draco,o amor e o ódio que ele cultivava nela. Rony... por Deus, o que ela estava sentindo por ele? Ela era casada. Ele era seu cunhado. O sol estava se pondo quando alcançou a mansão. Tomou um banho e se vestiu. Resolveu esperar Rony. Horas se passaram, a noite matou o dia, e nem sinal do carro preto. Giorgia alertou Hermione de que Draco a estava chamando pra jantar, mas ela não foi. Só sairia dali quando ele voltasse.
—Não ouviu quando eu mandei te chamar?—Draco perguntou indo furioso ao encontro deHermione, que estava sentada em um banco do jardim.
—Ouvi. E disse que logo iria. Assim que Rony voltasse.—Respondeu, sem dar atenção, mexendo distraída na aliança. Seu vestido era vermelho, com um decote médio.


—Assim que Rony voltasse. – Draco repetiu imitando a voz de Hermione.— Pois quando eu te chamar, largue o que você estiver fazendo e me atenda. —Ele a puxou com força pelo braço. Hermione,com um gemido de surpresa e dor, se levantou.
—Está me machucando.—Hermione, disse entre os dentes, sentindo a dor forte no braço.
—Eu não gosto de esperar,Hermione. Eu já esperei demais.—Disse, encarando-a, raivoso.
—Não sou sua criada. Não é justo, Draco!Eu não te fiz nada, e a única coisa que você me dá é frieza, brutalidade!—Ela jogou as palavras pra fora, sentindo o peso que saia de suas costas. A expressão dele continuava cruel.—Eu vou ficar e esperar pelo Ronald. Me solte. 
—Você e Rony são iguais.—A fúria escapava de sua voz.— Duas crianças se queixando de como a vida é injusta com vocês. Sempre se lamentando, sempre se deplorando. A alegria de vocês é fútil. Deixa eu te avisar, a vida não é justa.— Hermione sentiu os olhos encherem de água.—Isso, chora.—Ele sacudiu ela pelos dois braços, parecia apaixonado com a dor da mulher.—Se desmancha em lágrimas. É o que se pode esperar de uma menina tola como você. 
—Me larga.—Disse puxando o braço. As duas lágrimas que inundaram seu olhar caíram, cada uma no canto do olho. E Draco só fez apertar a mão. Seus olhos brilhavam com um sentimento acintoso.—Vai quebrar o meu braço.—Rosnou, magoada e ferida.


Draco puxou Hermione com força, fazendo-a cambalear, e arrastou pela escadaria da mansão. Ela tropeçou duas vezes, mas ele continuou arrastando-a pelo braço até ela se equilibrar. Entraram em casa, passando direto pela sala de jantar. Gina estava lá com Harry e Sophia. Gina arregalou os olhos ao ver Hermione  quase sendo arrastada pelo braço, o rosto vermelho pelas lágrimas que não deixava cair. Draco jogou Hermione na cadeira, que virou com tudo pelo lado, mas ele a segurou com força pelo ombro, não a deixando cair e forçando-a a ficar quieta.Mas Hermione sabia que não adiantava lutar. Os empregados serviram o jantar, mas ela não tocou na comida. Se ele queria briga, eles brigariam.
— Coma.—Draco simplesmente deu uma ordem.
—Não tenho fome.—Continuou na mesma posição, encarando-o. Seus braços tinham grandes marcas roxas.
—Hermione, eu estou mandando você comer. É uma ordem.—Disse, o ódio retornando a sua voz.
—EU JÁ DISSE QUE NÃO TENHO FOME!—Realmente Hermione havia perdido o juízo. Gritou, puxando os seus pratos e talheres de uma vez, jogando-os no chão com fúria, quebrando a porcelana em pedacinhos, deixando o chão, antigamente lustrado, todo sujo.
Draco partiu furioso pra cima de Hermione.Iria matá-la, ela sabia. Morrer não devia ser pior do que viver com ele. Mas Harry interferiu. Levantou-se de uma vez e segurou o irmão. Gina se levantou rapidamente, saindo do caminho e levando uma Sophia assustada. Hermione continuou imóvel em seu lugar, com toda a dignidade que tinha, encarando o marido. Harry era forte, dava pra ver seus músculos bem definidos por cima da camisa. Se ele não estava conseguindo segurar Draco direito, ninguém mais conseguiria. Isso só aumentou a raiva de Hermione.


—Agora, com sua licença, senhor meu marido.—Disse quase gritando e se levantou, derrubando a cadeira e jogando o guardanapo com força na cara de Draco, antes de sair com passos pesados da sala. Ele parou de se debater, olhando a mulher passar majestosamente pela sala e sumir depois da porta. 
Na sala reinou um silêncio esmagador. Mas o pensamento de Hermione estava longe enquanto ela olhava o jardim pela janela do seu quarto. Onde estava Rony? Porque não voltou? "Duas crianças reclamando de como a vida é injusta com vocês." Por mais que lutasse esses pensamentos lhe sufocavam. Ela virou o rosto com desgosto e foi tomar um banho, com a esperança de que a água fria lhe despertasse desse pesadelo.
—Draco se não gosta dela, termina. Ela não tem culpa, por Deus.—Harry  murmurou, depois que Hermione saiu da sala, ainda segurando o irmão.—Astória se foi, aceite!
—Se não parecesse tanto. —Agora parecia sofrer.—Maldição.—Passou a mão nos cabelos quando Harry o soltou.
—Nunca mais deixe me atender, ou grite a mesa, estou sendo claro,Hermione?—Disse num tom que era mais ameaçador do que qualquer outra coisa.
Subiu para o quarto e encontrou a menina olhando para o jardim.
Hermione estava vestida com uma camisola de seda preta sob um hobbie também negro, que chegava ao chão, parada perto da janela. Ela apenas balançou a cabeça, como se ele não merecesse sua atenção.


Hermione ficou até de madrugada olhando pela janela. Por fim, constatou que Draco estava certo, Rony não voltaria, não hoje. Tirou o hobbie e colocou-o perto da cama, junto com o roupão de adorável marido. Deitou-se em seu lado, cobrindo-se e se aquietando. Estava perdida em pensamentos quando se lembrou de uma coisa. Será que ele tentaria matá-la durante a noite? Ela se endureceu na cama, virando-se pra olhar o marido. Ele dormia tranquilamente, uma expressão serena no rosto. Ele pode estar fingindo. Tirou uma mão lentamente de debaixo da coberta, e passou na frente dos olhos dele, fazendo movimentos bruscos, mas ele continuava adormecido. 
—Que diabos você pensa que tá fazendo?—Murmurou, rouco pelo sono, mas o azul de seus olhos já estava completamente atento, encarando-a.
—Ai!—Ela se afastou, assustada.—Nada, nada não, boa noite.—Disse depressa e se deitou de costas pra ele, bem afastada. Draco franziu a sobrancelha, mas sorriu e voltou a fechar os olhos.
Hermione acordou cedo na manhã seguinte. Banhou-se e se vestiu enquanto Draco ainda dormia. Só veio reparar o rosa escuro do vestido depois que o vestiu. Odiava rosa, mas não o trocaria, não havia coragem de voltar ao quarto. 
Rony ainda não havia chegado. Constatou assim que ouviu os empregados lhe informarem. Ódio.
Pediu que a mesa fosse posta no jardim e se sentou no pouco sol para que pudesse tomar seu café com tranquilidade.
Foi então que um taxi parou na porta da casa. Os portões de grade e a mesa propositalmente virada para o portão faziam com que a menina tivesse a visão completa da rua.
De pronto a curiosidade nasceu em Hermione, quem estaria tão cedo ali?
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Voltei,desculpa a demora gente,tava super ocupada esses dias e não deu pra postar,desculpa mesmo =/.Está aí mais um capítulo,por favor não deixem de comentar =D
Nana-moraes malfoy - Tá aí o cap,desculpa a demora =D,obrigada por me avisar sobre os nomes,ficarei mais atenta sobre isso,esse cap tá um pouco mais leve,pra vc ter noção do quanto o Draco é cruel nessa Fic,espero que goste,beijos e não deixe de comentar 

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Comentários: 2

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Enviado por Nana-moraes malfoy em 06/09/2012

Menina, que Draco, mal amado e esse? Nossa, que coisa! Sinceramente, acho que com essa atitude, Astoria estará fora da mente de Draco rapidinho. Hermione maravilhosa! Que isso que bom que ajudou. Adorei o cap, e espero ver esse loiro aos pés dela! 
Beijos! nana 

Nota: 5

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Enviado por H. Granger Malfoy em 05/09/2012

So uma duvida.. O shipper principal eh dramione ou romione? Porque apesar dela gostar do draco, nao vejo como ele vai mudar.. Melhorar, sei la! Mas a fic ta muito boa, tou adorando! Estou ansiosa pelo proximo cpitulo! Bjs

Nota: 5

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