_ “Então é isso mesmo!” – ele pensava. – “Voldemort está usando meu corpo, e não pretende deixá-lo. Mas ele atacou o Malfoy... Por que então? O que é que ele queria com o Malfoy?!” – a história não fazia sentido para ele. Se Voldemort já tinha um novo corpo, porque então trocá-lo. Ele olhou novamente o Mapa do Maroto. Voldemort estava em seu dormitório, em sua cama, dormindo ao lado de seus amigos, convivendo com ele, namorando Gina. – “Mas por quê?!” – ele não se conformava.
Tudo que Harry pensava no momento, enquanto voltava ao seu salão comunal, era que precisava avisar os amigos. Precisava avisá-los do perigo que estavam correndo, mas ele não tinha idéia de como faria isso. Se Voldemort desconfiasse que ele estava de volta, e ele no corpo de Draco, poderia ser muito perigoso para Hermione, Gina e Rony. Principalmente para Gina. Se Voldemort estava namorando com ela é porque sabia o quanto ela significava para Harry.
_ “Eu tenho que avisá-la!” – pensou.
Voldemort não parecia tão preocupado pelo fato de seu plano ter dado errado. Ele parecia convencido de que Harry continuava preso na horcruxe e que o Malfoy que andava perambulando por Hogwarts era o Malfoy mesmo. Ele também andara gastando algumas horas de seu tempo vigiando Draco, analisando suas atitudes e, embora o tivesse notado muito quieto e solitário, não achou estranho, já que essa é uma certa característica dos sonserinos. Seus pensamentos foram desviados por Gina que sentou ao lado dele com a cara muito emburrada.
_O que foi, minha princesa? Ainda está brava comigo? – perguntou com a cara mais deslavada possível.
_Não é isso... – ela falou desanimada. – Eu não acho a correntinha que você me deu, Harry!
_Você já procurou no seu dormitório?
_Já!
_No salão comunal?
_Já!
_Na sala onde nós...
_Já! – ela falou rápido, ficando um pouco vermelha.
_Hum... – ele sorriu disfarçadamente. – Então não faço idéia de como te ajudar, Gi... – ele passou um braço pelas costas dela, aproximando-a pela cintura. Harry os observava da mesa da Sonserina. – Você não está mais brava comigo, então?
Gina ficou mais vermelha ainda: - Não sei, Harry! – respondeu começando a se servir.
_Não achei que você ia ficar tão chateada, Gi... – sussurrou ao ouvido dela. Harry gostaria de ser uma mosca a essa altura, para descobrir o que ele cochichava para Gina para deixá-la tão perturbada. – Eu só queria te fazer um carinho, sabe? E achei que você ia querer retribuir...
_Agora já chega, Harry! – Gina gritou chamando atenção dos alunos que estavam no salão principal. Arrependendo-se do escândalo ela diminuiu o tom: - Ou você respeita o meu tempo, ou acho melhor nós terminarmos!
_Não precisa ser tão radical, Gina! – ele falou sentindo-se estranhamente chateado. – Eu não faço mais! Prometo!
_Não sei, Harry... – ela falou um pouco mais calma.
_Mas Gi... “O que eu estou fazendo? Por que estou tão preocupado se ela vai terminar comigo ou não? Para mim tanto faz! É só mais uma entre as muitas que existem em Hogwarts!” Quer saber? – ele falou bruscamente. – Você é quem sabe, Ginevra! Eu não sou mais criança e estou de saco cheio dessa enrolação, ok? Quando você decidir o que quer, venha me procurar!
Gina ficou olhando para ele estupefata. Harry ouvira o que ele dissera para ela, o salão inteiro ouviu, mas talvez nem todos tenham entendido. Harry viu Gina adquirindo mais uma vez uma coloração avermelhada, ela levou uma das mãos ao rosto e fez um movimento que ele interpretou como se ela estivesse limpando uma lágrima, o coração dele se apertou, o de Voldemort também. Gina levantou-se bruscamente e saiu correndo, visivelmente chorando. Voldemort e Harry a observaram sair do salão comunal, assim como alguns curiosos também.
Voldemort desistiu enraivecido de segui-la com os olhos. Sentimentos contraditórios preenchendo seu coração: - “Droga!” – ele pensou. – “Eu estou ficando cada dia mais sentimental! Não posso continuar assim!” – ele passou os olhos pelo salão e eles se encontraram com os olhos cinzentos de Draco. – “Eu tenho que tentar de novo, mas antes preciso achar a maldita jóia.”
_Parece que alguém acordou de mau humor hoje! – Pansy gracejou ao ouvido de Draco antes de lhe dar um beijo no rosto. Harry ainda observava Voldemort na outra mesa. Pansy se sentou fazendo carinho no pescoço de Draco, ele sentiu cócegas e sorriu, mas como ainda olhava para a mesa da Grifinória, Voldemort interpretou a risada como um deboche pela briga que acabara de ter. Revoltado, mesmo sem saber exatamente por qual motivo, ele deixou também a mesa.
O encontro seguinte da turma de Draco com a de Harry foi na biblioteca. O novo professor de DCAT havia passado uma quantidade enorme de dever de casa para todos os anos. Gina e Hermione já estavam lá quando Draco e sua turma chegaram. Harry as viu de longe e teve ímpetos de falar com elas, mas sabia que não podia. Ele procurou ao redor, para ver se encontrava Voldemort e Rony, mas eles não estavam lá. Harry deu um jeito de se sentar numa mesa muito próxima das duas. Como Draco era mesmo o líder do grupo, os demais não fizeram objeção em segui-lo.
_Então vocês brigaram de novo? – Hermione perguntava.
_Acho que agora é definitivo! – Gina dizia com um embargo na voz. – Não sei o que deu nele, Hermione...
_Mas acabou mesmo? – Hermione parecia preocupada. – Quer dizer... Você ainda gosta dele, não gosta?
_Sinceramente? Não sei mais...
Harry gelou na mesa ao lado.
_Bom... – Hermione falou. – Sei que eu mesma te falei para terminar com ele, mas... Acho vocês dois tão lindos juntos... Eu andei pensando, sabe? Acho que o Harry está apenas extravasando tudo que ele reprimiu todos esses anos por causa da guerra, quer dizer, ele nunca pode ter uma vida realmente normal, não é? Toda essa perseguição, tanta responsabilidade...
_Não sei, Hermione... No começo eu até gostei desse novo jeito dele, sabe? Menos tímido, mais ousado, mas aquele dia ele realmente exagerou,sabe? Não era o Harry que eu conhecia! Parecia outra pessoa! Ele realmente me assustou. E eu tinha realmente pensado na possibilidade de chegar mais longe com ele, entende?
Harry se assustou com tal revelação. Sentiu seu rosto esquentar, não sabia se de raiva ou de vergonha, afinal era de seu corpo que elas estavam falando, da sua vida com Gina.
_Se é assim... – Hermione falou meio chocada. – Talvez seja melhor vocês darem um tempo mesmo...
_Eu não acredito nisso! – Harry levou mais um susto, quase derrubou o tinteiro em sua lição nem começada.
_Rony?! Ficou louco? – Gina perguntou. – Quase nos mata de susto!
_Shiiiiii! – fez Mme Pince do balcão.
Rony, que já estava vermelho, ficou mais ainda. – O que você pensa que está fazendo, Hermione?
_Do que você está falando?! – Hermione perguntou admirada.
_Você está incitando minha irmã a terminar com o Harry? Eu nunca esperei isso de você!
_Eu estou apenas dando um conselho, Rony! – ela falou aumentando um pouco o tom. Mme Pince os olhou novamente.
_Conselho? Sei! Não dê ouvidos a ela, Gina! O Harry é um cara legal! – ele se sentou. – Está meio estranho ultimamente, mas é um cara legal! Você não pode terminar com ele!
Harry se sentiu agradecido por ouvir o amigo dizer isso, embora soubesse que a probabilidade das coisas piorarem muito agora era grande.
_Como é?! – Gina perguntou indignada. – Quem é você para me dizer o que eu posso ou não fazer, Ronald?
_Eu sou seu irmão! E sei o que é melhor para você! Estou dizendo: continue com o Harry... – ele olhou enraivecido para Hermione. – Ou você vai ter uma grande surpresa!
_Onde você quer chegar com isso, Ronald?! – Hermione se enfureceu.
_Ah! Você não sabe?! Não seja hipócrita, Granger!
_ “Granger?!” – Harry se admirou. – “A coisa está mesmo feia!”
_Eu não acredito! – Gina se levantou recolhendo suas coisas. – Vocês vão aproveitar um problema meu para brigarem? Sinceramente! Eu não entendi o que você quis dizer com tudo isso, Ronald, mas saiba que minha decisão já está tomada! – ela saiu da biblioteca batendo pé.
Harry disfarçou dizendo que ia ao banheiro e foi atrás de Gina. Antes de sair da biblioteca ainda ouviu os gritos de Hermione e Rony:
_Eu não esperava isso de você, Hermione! Tudo bem você gostar do Harry, mas daí a querer que eles terminem!
Harry até derrapou ao ouvir tal absurdo. Viu Gina se afastar ainda mais e ficou em dúvida se ficava para ouvir ou corria atrás dela. Deu tempo de ouvir mais alguma coisa antes de ir:
_Você está louco, Ronald! Eu jamais faria isso! E você sabe muito bem que eu gosto do Harry apenas como um irmão!
_Caramba! Então eu fico contente que você não tenha irmãos, Hermione!
Os gritos dos dois logo foram sobrepostos pela voz alterada de Mme Pince que brigava com eles. Harry acelerou o passo e conseguiu alcançá-la, mas no momento em que ia chamá-la, percebeu um vulto se aproximando e achou melhor recuar.
_Eu estava te procurando... – ele ouviu a própria voz. Deu alguns passos para frente para poder espiar.
_Eu não quero falar com você agora, Harry! – Gina falou severa.
_Até quando você vai bancar a garotinha ingênua, hein Gina?! – ele segurou-a pelo braço, para impedi-la de seguir seu caminho.
_Até quando eu quiser! – ela falou ofendida. – Se você não é capaz de entender isso, Potter, então acho melhor você encontrar outra namorada! – ela se desvencilhou e continuou caminhando.
Voldemort ficou observando-a se afastar. Harry não conseguiu distinguir com clareza a expressão que ele fazia. Voldemort se virou de frente para onde ele estava, aparentemente chateado, mas sua feição mudou imediatamente quando ouviu mais passos apressados pelo corredor. Era Hermione que vinha caminhando nada satisfeita. Ela estancou quando o viu sozinho no corredor.
_O que houve, Mione? – Voldemort perguntou com um sorriso estranho no rosto.
Hermione se aproximou perigosamente, Harry começou a se desesperar pensando que a acusação de Rony fosse verdadeira. – O que você andou falando para o idiota do Rony, hein?
_Eu? – ele riu. – Não faço idéia... Nós não temos conversado muito ultimamente. Sinceramente eu prefiro companhias mais agradáveis. – ele a olhou de cima a baixo fazendo Harry se sentir extremamente desconfortável.
Hermione deu um passo cauteloso para trás: - Sei... – falou desconfiada. – Então suponho que vocês deveriam começar a conversar mais, sabe? – ele continuava se aproximando, Harry teve que recuar mais para não ser visto. – Acho que você deveria voltar a se comportar como o Harry de antes!
_Você gostava mais do Harry de antes? – ele perguntou sorrindo malicioso, cada vez mais perto.
_Todos gostavam mais do Harry de antes! – ela parou de se afastar, segurou os livros que carregava mais perto do corpo, e passou por ele.
Voldemort segurou-a pelo braço fazendo seus livros caírem, prensou-a entre a parede e seu corpo e falou num sussurro muito audível: - Eu posso voltar fingir que sou o Harry de antigamente para você...
_Me solta, Harry! – Hermione tentou. – O que deu em você, hein? – ela lutava para se soltar, mas Voldemort a prensava cada vez mais.
Harry ouviu mais passos se aproximando. Olhou para trás e viu que era Rony quem estava vindo. Pressentiu o perigo eminente se ele presenciasse a cena no corredor. Meio sem pensar ele foi em direção a Rony e falou:
_Que cena ridícula na biblioteca, Weasley!
Rony parou de sopetão e olhou para ele com os olhos em brasa. – O que você quer, Malfoy? Apanhar de novo?
Harry levou realmente um susto. Ainda não sabia que Rony havia batido em Draco. Seu susto foi interpretado como medo. Rony riu, mais passos foram ouvidos. Voldemort vinha em direção a confusão, mas Hermione não o acompanhou. Certamente não queria que Rony os visse juntos.
_O que foi, Rony? – ele perguntou. – Ah! Malfoy... – ele sorriu de um jeito que deixou Harry inseguro no começo.
Mas com o tempo a insegurança foi se transformando em raiva. Embora fosse estranho estar sentindo raiva de si mesmo, Harry teve ímpetos de sacar sua varinha e atacá-lo, mas Rony percebeu. Fazia parte do treinamento. Ele e muitos outros foram treinados para proteger Harry dos comensais, para que ele pudesse chegar ileso até Voldemort. Rony sacou sua varinha e a apontou para Draco.
Harry se acalmou. Não teria chance de duelar com Rony e Voldemort ao mesmo tempo, e nem queria. Ele desistiu de pegar sua varinha, ao invés disso deu meia volta, sabendo que pelo menos Rony não o atacaria pelas costas, e voltou para a biblioteca.
_Covarde! – Rony gritou tentando chamar a atenção dele. – Só tem coragem de atacar quando está com seus amiguinhos grandalhões, não é?
Mas ele não lhe deu atenção.
Harry, estava tendo dificuldades para se distanciar de Pansy Parkinson. Ele percebeu que ela realmente gostava de Draco, embora não entendesse como alguém poderia gostar dele. Ela sempre tentava beijá-lo, andar de mãos dadas com ele, sentava-se sempre ao seu lado nas aulas, e parecia finalmente ter apelado para a paciência ao invés da insistência. Assim como Harry havia notado nos antigos amigos da Grifinória, os amigos de Draco estavam interpretando suas atitudes estranhas como efeito colateral do ataque de Potter.
Por falar em ataque, o dia da detenção finalmente chegou. Ele e Voldemort foram obrigados a lavar comadres na ala hospitalar no fim de semana, justo o fim de semana em que a Grifinória jogaria contra Lufa-Lufa. Harry estava realmente desanimado, pois queria muito ver seus amigos jogarem. Voldemort não parecia muito afetado pela perda do jogo. Parecia ansioso. Harry tinha medo de se perguntar o por quê, mas não demorou muito a descobrir.
Mme Pomfrey saiu da enfermaria para reabastecer o estoque de poções curativas. Harry notou Voldemort acompanhá-la com os olhos, para se virar e largar o trabalho logo que ela deixou de ser visível pela porta.
_E então, Malfoy?
Harry o olhou apreensivo.
_Onde é que está?
_Onde está o quê? – Harry perguntou curioso.
_A hor... a jóia! A jóia que você tentou destruir no dia em que eu te ataquei?
_ “Então Malfoy tentou destruí-la?!” – pensou. – Sei lá, Potter! Se você não cuida bem das suas coisas eu é que tenho que saber?
_Não seja hipócrita, Malfoy! Eu sei que você a pegou! Ela deveria estar naquela sala de aula, mas não estava! Você a pegou, não foi?
_Não viaja, Potter! Já parou para contar quantos alunos há nessa escola? Qualquer um deles, ou mesmo um dos fantasmas, ou Filch pode ter pego aquela jóia. Eu nem me lembrava mais dela, por que iria pegá-la?!
_Era o que eu queria saber, Malfoy. Ou eu deveria dizer... Potter?
Harry se assustou com a pergunta, mas conseguiu disfarçar. Fez a maior cara de deboche que conseguiu e então começou a gargalhar: - Do que você me chamou?! – dobrou-se sobre a barriga de tanto rir. – Você me chamou de Potter?! Acho que você deveria continuar por aqui mesmo quando terminar, sabe? Acho que finalmente sua cicatriz afetou o seu cérebro! – afastando-se das comadres ele retirou a varinha das vestes e com um feitiço limpou as que faltavam. – E é bom não contar isso para ninguém, Potter! – e saiu deixando-o sozinho. Ele mesmo se admirou com a capacidade de fingir daquele jeito. Estava começando a ficar assustado com aquilo. Cada dia que passava ele agia mais como Draco, pensava mais como ele.
Só que ele não teve oportunidade de sair da ala hospitalar. Quando já estava na porta foi atropelado por uma turba avermelhada, sendo Rony o comandante dela. Ele trazia Gina nos braços, desmaiada e ensangüentada. Sua parte ‘Harry’ veio a tona quando ele ficou meio desesperado perguntando o que havia acontecido, fazendo alguns grifinórios estranharem muito seu comportamento. Recompondo-se ele viu que a parte ‘Harry’ de Voldemort também viera a tona. Ele se debruçou sobre a cama em que Rony a colocara deitada e parecia realmente abalado. Harry ainda o olhou por algum tempo, tentando distinguir a reação dele. Estava mesmo preocupado, ou estava apenas fingindo?
_Saiam! Saiam da frente! – Mme Pomfrey apareceu para socorrê-la. – O que houve? O que aconteceu?
_Um balaço! Um balaço a atingiu depois que ela pegou o pomo. Pegou bem na cabeça, Mme Pomfrey! Ela caiu na hora! – Rony respondia desesperado. – A senhora tem que fazer alguma coisa!
_Eu farei, sr Weasley, por favor, fique calmo!
Hermione entrou correndo nesse momento, quase atropelando Harry que ainda estava na porta admirando a cena e sentindo-se bem menos chocado do que deveria, a não ser quando notou Voldemort encolhido a um canto, com cara de choro. Ele teve vontade até de rir. Mais uma vez sua parte ‘Draco’ tomando conta dele.
Hermione correu direto para Rony segurando-o carinhosamente pelos ombros e afastando-o da maca: - Deixe-a trabalhar, Rony... Vai ficar tudo bem... – mas seus olhos também estavam marejados.
Um grupo atordoado da Lufa-Lufa chegou em seguida, com certeza para saberem se ela estava bem. Harry observou-os se aproximar de Rony e pedir desculpas, se explicarem. Desviou o olhar novamente para Voldemort. Ele agora mantinha um olhar de raiva, uma expressão de puro ódio. Harry achou que ele atacaria os lufa-lufas, mas ele apenas limpou o rosto bruscamente com as mãos e saiu da enfermaria, quase derrubando-o no caminho. Harry disfarçou um sorriso de contentamento, até se dar conta do que estava fazendo. Então uma luz se acendeu em sua mente. Ele conseguiu entender o que acontecia. Entendeu que Voldemort estava se sentindo mal por estar tão abalado com o acidente de Gina, assim como ele se sentia mal sempre que ficava feliz quando via alguém se dando mal.
_ “Voldemort queria trocar de corpo. Queria dominar o corpo do Malfoy porque ele é mais cruel, mais racional do que eu! Meu corpo não é compatível com o que ele quer, assim como o corpo do Malfoy não é compatível com o que eu quero!” – ele saiu correndo para o salão comunal da Sonserina, revirou todo seu malão até encontrar o Mapa do Maroto. Voltou sua atenção para a área próxima a Grifinória, e viu o pontinho Voldemort entrar na torre, ir para o dormitório e ficar muito tempo próximo da cama.
_Está procurando o mapa... – sussurrou.
Depois o pontinho saiu do dormitório, deixou a torre e foi diretamente para a sala onde Harry havia encontrado a horcruxe.
_Ele está desesperado! Vai tentar de novo! – sorriu triunfante.
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