Essa era a maneira como Hermione queria seguir sua vida, com paz e tranquilidade, deixou as coisas esclarecidas com todos ao deixa-los para trás. Decidiu que trabalharia no St.Mungs enquanto se permitisse, se permitiu usar suas economias e se estabilizar em uma casa nova, com mobília nova, quartos grandes e um pátio grande, a casa que ela queria criar uma família, ainda tinha isso em mente, queria encontrar alguém, algum dia, casar-se e ter seus filhos para cuidar.
Mas enquanto isso não acontecia ela viveria sua vida, longe da perdição que Harry causava a ela, longe da culpa por ter traído Ginna e por ter feito Lunna trair a ruiva da mesma forma e longe da imaturidade e da dor que Rony a havia causado.
Deixara uma carta ao ruivo, quem sabe um dia ele venha a ler e volte a si.
Lunna foi a única que se despediu dela pessoalmente, pediu que a loira cuidasse das coisas que ela pode ter vindo a estragar e assim partiu, sem esperanças de voltar.
O cheiro de casa nova fez ela desabar no sofá feliz, a mudança havia acabado de chegar, tinha caixas e mais caixas para desempacotar, pensou se faria do modo trouxa para ser mais prazeroso, até faria, mas não hoje, precisava dormir e iniciar o trabalho na manhã seguinte.
Então Hermione subiu até seu quarto com uma grande janela para o quintal dos fundos da casa, da sacada vinha um ar quente e sacudia as cortinas velhas, ela precisava trocá-las, mas não hoje, caminhou até a cama e com um toque de sua varinha a mesma foi coberta com lençóis e vários travesseiros, a castanha soltou os cabelos, subiu na cama e apagou instantaneamente.
-Ela se foi mesmo? Tipo, pra sempre? – Perguntava Arthur.
Molly que agora preparava um enorme jantar caminhava afoita na cozinha, bufou e parou virada para o marido.
-Sim Arthur, ela se foi, disse que queria uma vida nova, longe de problemas...
O homem ruivo franziu a testa, Molly entregou-lhe então a carta que Hermione deixara a família Weasley e a Rony, em especial. Ela dizia exatamente o que ela lhe dissera, que jamais os esqueceria, mas precisava de uma nova vida. Molly sorriu.
-Ela merece isso Arthur, depois do que ela passou com Rony, ela merece ser feliz.
E assim os dois sorriram um ao outro.
Alguns andares acima estava um Rony dormindo, apenas com uma cueca verde clara e meias, os cabelos cobrindo seu rosto e o vento frio entrando pela janela.
-Do que você está falando Ginna? – Indagou Harry suando.
A ruiva que estava antes escorada na porta agora se movia pelo quarto impaciente, ela não havia dito uma palavra a praticamente meia hora. Seu rosto estava vermelho e seus cabelos despenteados.
Os pés descalços e os braços cruzados, as unhas roídas e a expressão que Harry não conseguia decifrar.
O moreno também estava de pé, mais aflito do que podia parecer. Foi quando Ginna falou.
-Estou falando sobre tudo Harry, desde a rapidinha do armário até mesmo a noite que passou com ela antes que ela se fosse. – Ela o encarou, seus grandes olhos verdes marejados, Harry sentiu seu coração parar, mas ela continuou – O jeito que ela encontrou de partir e tentar ter uma vida digna foi me contando, foi te deixando para trás, eu sempre soube Harry, sempre, uma mulher sempre sabe, mas...mas eu não imaginava me sentir assim ao ter certeza dos fatos...
Harry tentou se aproximar, a mão estendida de Ginna o fez parar.
-Nem mais um passo.
-Mas...
-NÃO HARRY, NÃO. – Gritou ela, ainda mais vermelha – CHEGA!
O moreno se calou, nem mesmo voltou a se mover.
-Sua amante se foi, ela te deixou, ela tentou fazer as coisas ficarem bem, ela tentou apaziguar as coisas, mas ela não teve êxito...QUE TIPO DE AMIGA FAZ ISSO COM A OUTRA? ME EXPLICA HARRY!
Mas ele permaneceu calado. Ela não esperava que ele falasse.
-ELA SE FOI HARRY, TE DEIXOU! Da mesma forma que eu farei.
Os olhos verdes de Ginna estavam arregalados e sua expressão era pura fúria. O moreno pode perceber em seu pescoço as marcas das unhas, ela havia se arranhado novamente, ela não estava brincando, ela não estava blefando, foi aí que Harry percebeu, ao ver os arranhões que ela provocara em si mesma.
-Eu vou... – Começou o moreno.
-SAI JÁ DESSA CASA HARRY, ANTES QUE EU COMETA UMA LOUCURA.
Ela não ficou ali pra ver qualquer que fosse a reação de Harry, nem pra ouvir o que ele tinha a dizer, ela andou a passos largos e bateu a porta do quarto de James atrás de si.
Harry então desabou na cama, as mãos cobrindo seu rosto, como se fosse impedir das lágrimas de vergonha caírem, ele já havia chorado, por vários motivos, mas essa foi a primeira vez que lhe doeu por ter machucado alguém.
Harry então sacou sua varinha e sem ânimo ou força alguma acenou com a mesma e uma mala se fez na sua frente, todas suas roupas e pertencem estavam entrando na mala, caberia tudo que ele quisesse ali dentro, e ele cuidou para não deixar nada para trás, levando consigo inclusive a camisola azul clara que Ginna sempre usava e um pequeno urso sem olho que logo seria o melhor amigo de James, assim como foi de sua mãe.
Com a mala pronta Harry vestiu uma camisa e calçou os sapatos, andou com suas coisa até a sala e olhou para o grande corredor, onde tinha seu quarto e onde tinha o quarto de James, com Ginna dentro. Queria ver o filho, mas não se sentia no direito, sabia que Ginna queria espaço, queria estar sozinha e que ela permitiria que ele o visse outro dia, mas não agora, nem hoje.
Depois de uma última olhada na casa ele girou a chave na porta e saiu.
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N/A.: Capitulo minúsculo, EU SEI, mas eu preciso postar dessa forma, pra que fique organizado da mesma forma que está na minha cabeça e aqui no meu computador já.
Garanto a vocês que um capitulo curto esclarecendo algumas coisas é melhor que um grande que não diz nada com nada. E acreditem, a fanfic chegou a sua metade. XD
Bom gente, a autora querida aqui precisa de pelo menos uns dois comentariozinhos pra seguir em frente, preciso saber se estão curtindo e se devo continuar, ajudem-me.
XOXO, Anna.