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25. Capítulo XXV


Fic: The Marriage Bed


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Oi, oi povo!! É hora de começar a me despedir de vocês, chegamos ao último capítulo, depois disso apenas o epílogo, não sei se agradei a todos com a história, principalmente com esse final, mas tentei fazer o melhor possível.


Nataaalia: Pois é, quando a Pansy aparece é confusão na certa. Sei que não é fácil, mas acho que a Hermione está tentando fazer a coisa certa, é como ela disse a criança não tem culpa de nada.


Leleu: Né? Será mesmo que ele vai assumir os erros dele? A Hermione, como sempre, tentando fazer a coisa certa, mas confesso que não é fácil, eu não sei se conseguiria...


Pacoalina: É, eu também não sei se conseguiria... É uma situação muito delicada, acredito que por mais difícil que seja, ela está fazendo a coisa certa.


Taina: rsrsrs Precisa ter muita força mesmo pra aguentar tudo isso...


 


Gente, um grande beijo pra todo mundo que tem acompanhado a fic.


Aninha, Carla, um especial pra vocês!


 


PS.: Gente, no epílogo colocarei o link da minha próxima adaptação.


 


Bjs. e boa leitura


 


*****


 


Draco não demorou em encontra-la, estava hospedada no Green Dragon. Chegando lá, apresentou seu cartão de visitas para a esposa do estalajadeiro e aguardou no saguão. Dez minutos depois, Pansy desceu.


— O bebê é seu — disse — Pretende negar isso?


O rosto estava pálido, os olhos, inchados de tanto chorar. Seu ressentimento era palpável, sua dor, evidente, e seu amor por ele, inegável.


— Não, Pansy. Acredito em você. — fitou o chapéu em suas mãos, respirou fundo e olhou para ela de novo. — Eu sinto muito.


A morena atravessou o vestíbulo e se sentou no sofá. Draco se colocou a seu lado. Cabisbaixa, ela fitava as próprias mãos.


— Acha que vir aqui, dizer-me que sente muito adiantará de alguma coisa?


— Não — colocou o chapéu de lado — Mas, embora eu seja capaz de dizer muitas tolices, não consigo falar aquilo que é de fato importante. Acho que desculpas adiantam, sim. Eu lhe devo desculpas e muito mais.


Draco viu uma lágrima rolar pela face de Pansy, puxou um lenço e ofereceu-lhe.


— Eu não sabia da criança.


— Se tivesse lido as cartas, teria sabido.


— Li as três primeiras. Por que não me contou logo?


Ela enxugou os olhos no lenço, a maquiagem toda borrada, sem o encarar murmurou:


— No começo, eu não queria acreditar. Ignorei os sinais, na esperança de que não fosse verdade.


— Entendo — ele tentava na verdade entender.


— Quando nos encontramos no baile, na casa dos Tonks, eu queria tanto lhe falar... mas sua esposa estava lá.


Esta última palavra foi dita com sarcasmo, que ele preferiu ignorar. O loiro achou que era compreensível do ponto de vista dela.


— Continue.


— Então fui até sua residência em Witshire, mas não o achei. Pelo menos, o mordomo me disse que você havia saído.


Pelo menos disso ele não era culpado.


— Se veio me ver, Pansy, não fiquei sabendo disso. Eu não devia mesmo estar em casa.


Pansy começou a torcer o lenço nas mãos.


— Naquela época, a gravidez já começava a aparecer, e tive de deixar a cidade. Não conseguiria suportar o falatório, por isso peguei todo o dinheiro que possuía e fui para a França. Fiquei morando com uma prima em Calais, e de lá, comecei a escrever-lhe.


— Por que não me mandou um mensageiro?


— Quem eu poderia enviar? — Olhou para ele, seus lindos olhos evidenciando todo o seu desamparo. — Fora minha prima, que é viúva como eu, não tenho mais ninguém. Minha família me deserdou quando me casei com Parkinson. Ele foi um canalha que quando morreu me deixou sem nada.


Pansy se calou, chorando baixinho.


Por isso, as mulheres se tornam amantes. Por desespero. Draco conhecia bem aquilo. Sabia também que as mulheres costumavam amar os canalhas. Parecia ser uma característica preponderante delas. E ele era uma prova viva disso.


Quando conheceu Pansy, Draco não quis saber de nada sobre ela, suas finanças, as circunstâncias que a levaram a se tornar concubina; nada. Era um egoísta, um aproveitador. Teria que carregar essa cruz e a merecia, mas pretendia nunca mais voltar a ser esse tipo de homem.


“Não tem como voltar no passado”


— Qual o nome de meu filho, Pansy?


— Scorpius.


— O que quer fazer com o menino?


— Não posso criá-lo, Draco! — disse com a voz começando a mostrar desespero — Não posso. Scorpius é um bastardo. Todos irão comentar, dirão coisas horríveis a meu respeito e dele também. Não suportaria, tenho muito medo.


— Você não é forte o suficiente — disse de forma tranquila — eu deveria ter percebido, o que quer fazer?


— Vou embora para a América. Pretendo começar vida nova, e não posso levar o bebê comigo. A carruagem do correio passará dentro de algumas horas, e quero estar nela. O próximo navio para Nova York parte em dois dias; já comprei a passagem. — Enxugou outra lágrima. — Como sou egoísta!


— Não é, não. Sua atitude é compreensível. — Draco respirou fundo, escolhendo as palavras com muito cuidado — Se não pode cria-lo, então eu o criarei.


Os olhos de Pansy tornaram a se encher de lágrimas, e ela virou o rosto para enxugar o nariz. Nada comentou, mas Draco sabia que a jovem lamentava o fato de ele estar casado, pois, caso contrário, poderiam criar seu bebê juntos.


Passado um momento ela decidiu falar.


— O que temos de fazer? Há papéis para assinar ou algo assim? Não tenho muito tempo.


— Meu advogado não fica longe daqui. Vamos até lá e arranjaremos tudo agora mesmo, assim poderá pegar seu barco e recomeçar sua vida.


— Claro, claro — concordou, aliviada — vamos agora mesmo.


Uma hora depois, Draco tinha nos bolsos os papéis que transformavam Scorpius em seu filho legítimo.


Pansy declinou de todos os seus direitos sobre a criança e concordou em receber uma boa soma de dinheiro por isso. O advogado ficou surpreso com a quantia, mas Draco achava que nada seria suficiente para compensá-la.


Quando alcançaram a carruagem que a levaria, Draco tocou-lhe o braço.


— Pansy?


Ela interrompeu a subida ao veículo para fitá-lo.


— Se precisar de algo, qualquer coisa, escreva-me. — sorriu — Prometo que lerei desta vez. Eu juro.


Ela começou a chorar, deu meio volta e subiu na condução e o olhou através da janela.


— Nunca conte nada a Scorpius sobre mim, Draco. Nunca.


— Adeus, Pansy.


Ele ficou olhando o coche se afastar e decidiu que, ao contrário do desejo da morena, contaria a seu filho sobre a mulher maravilhosa que fora a mãe dele. O garoto sem dúvida perguntaria, e tinha todo o direito de saber que o único erro da mãe fora se apaixonar pelo homem errado.


Draco retornou à Green Dragon para apanhar seu cavalo. Quando chegou à hospedaria, dirigiu-se para o estábulo, mas algo o fez parar de repente.


Uma carruagem ricamente adornada parou na frente da Madam Puddifoot, uma outra hospedaria e casa de chá, bem diante da Green Dragon. Ostentava a inconfundível insígnia do duque de Tremore e vinha carregada de baús e malas de viagem.


Hermione o estava abandonando. Potter a estava levando embora. O coração de Draco ameaçou parar. Ele sentiu um vazio intenso, e seu corpo se moveu em direção às portas do lugar, sem que se desse conta disso.


 


 


Todos resolveram almoçar na hospedaria, antes de voltar para casa. Hermione os acompanhara. Blaise e Harry tinham ido até o bar para tomar uma cerveja e discutir o estado das estradas, enquanto as mulheres ficaram sentadas a uma mesa da lotada sala de jantar.


— Onde posso arranjar uma ama-de-leite? — perguntou a jovem para as duas amigas — Não faço a menor ideia.


— Fale com o médico local, Mione. Ele deve saber.


— Ótima ideia, Ginny. Quando sairmos daqui, irei ver o Dr. Slughorn.


— Quer mesmo continuar com isso, Mione? — perguntou Luna. — As pessoas irão comentar. Assumir uma criança que não é sua como filho legítimo é muito difícil.


— Não o estou assumindo como meu, mas não deixarei de ampara-lo, é como disse, o pequeno não teve culpa do que fizeram. Além do mais, você conseguiu — Hermione se referia à filha de Blaise, de oito anos de idade, Isabelle, cuja mãe fora uma cortesã.


— Eu sei, mas são casos diferentes. Isabelle era mais velha, e ainda não éramos casados quando a menina nasceu. Além disso, Blaise não é um visconde. Nenhuma outra esposa de um nobre aceitaria um filho ilegítimo de seu marido dentro de casa. E se Draco não o quiser?


— Por incrível que pareça, sei que ele há de querer ficar com o bebê.


Hermione não sabia por que, mas tinha absoluta certeza disso. Talvez por recordar o olhar dele quando esteve com James no colo.


Blaise e Harry juntaram-se a elas, colocando suas canecas no tampo.


— Concordo com Hermione — afirmou Blaise. — Draco ficará com o menino. Anda maluco por crianças ultimamente.


Harry fez um esgar de incredulidade.


— Resta saber que tipo de pai ele será.


— Só há uma única questão a considerar. — Ginevra ajeitou os cabelos. — Malfoy a ama, Hermione?


O duque fez um gesto de impaciência.


— Bem próprio das mulheres colocar o amor em qualquer tipo de discussão.


— Ele a ama? — repetiu Ginevra, ignorando o comentário do marido.


A jovem encarou a cunhada com um sorriso.


— Para ser honesta, não sei.


Nesse momento, a porta da hospedaria se abriu, e o assunto da conversa adentrou o salão. Olhou ao redor e caminhou direto para eles.


Tirou o chapéu e se aproximou da mesa, dirigindo-se a sua esposa e ignorando os demais. Respirou fundo, olhou bem nos olhos dela e disse apenas uma palavra:


— Não.


— O quê? — Hermione piscou, sem entender. — Não o quê? Está falando do bebê?


— Não. Você não vai me deixar. Não permitirei!


Hermione ficou sem ação, tamanho seu espanto, quando compreendeu. Draco achava que ela o estava abandonando.


— Draco... — começou a dizer de forma séria.


— Sem discussão, Hermione. — fez um gesto largo para o restante da mesa — Eles todos podem ir para casa, mas você não irá a lugar algum.


Ela tentou de novo:


— Mas, eu...


— E vamos cuidar de Scorpius.


— Quem?


— O bebê. Ficaremos com ele e vamos criá-lo. Você e eu, juntos. Pensei muito sobre tudo, e terá de ser assim. Sei que não tenho o direito de pedir-lhe nada, sei que será difícil, mas temos de agir assim. Sou responsável pelo menino. E é a coisa certa a se fazer.


— Claro que é, mas...


— Além disso, Pansy foi para a América. Ela não o quer, mas eu quero. O bebê precisa de uma mãe, você não pode me deixar. — Draco respirou fundo. — Nada de ir embora, Hermione, nunca mais, nenhum de nós. Esse tem sido nosso maior problema. Estamos sempre partindo. Sobretudo eu, admito. Mas fiz uma promessa, lembra? Prometi que nunca mais iria embora e não irei. Nunca mais. E não vou deixar você ir também!


Ela tornou a tentar uma vez mais.


— Draco, eu queria...


— Mas que droga! Você sempre quer conversar sobre as coisas, e agora que estou tentando lhe falar, quer, por favor, parar de me interromper?!


Hermione desistiu de falar qualquer coisa.


— Por Deus, quantas vezes você quase me enlouqueceu querendo conversar, e quando eu tentava... — Draco ergueu as mãos, exasperado. — Ninguém me conhece tão bem como você. Ninguém me enlouquece como você, e eu nem sei por quê.


Ela lutava para não rir. Um sorriso estragaria tudo, e Hermione estava adorando aquilo. Acabou erguendo uma sobrancelha como se estivesse questionando-o.


— Não sei o que é, mas consegue me desmontar com um olhar, Hermione. Ninguém mais me faz vislumbrar o paraíso quando sorri. Tive muitas mulheres, Deus é testemunha disso. Mas só uma me fez ver que tenho um coração dentro do peito. Só uma conseguiu preencher o vazio em meu peito. E essa mulher é você.


Toda a vontade de rir desapareceu diante daquele discurso. Draco estava sendo sincero. Não havia nada de inteligente ou de engraçado naquilo, mas era a coisa mais linda que Hermione já ouvira.


Draco se calou, para recuperar o fôlego, e logo prosseguiu:


— Adoro que tenha os cabelos da cor do entardecer e os olhos cor de lama, e agradeço a Deus todos os dias pela geleia de amora. Adoro seu jeito de rir. Amo brigar com você porque sei que vou amar a reconciliação. Quando fiz aquele poema, naquele dia no barco, fui sincero em cada palavra. Nenhum rosto é tão belo e tão querido para mim do que o seu. Não quero mais ninguém em minha vida. Ninguém. Por todos os momentos preciosos que me proporcionou, você é e será sempre a única.


A olhou de maneira tão bonita, feroz e também amarga.


—E eu seria o homem mais estúpido do mundo se...


— Chega, chega! — interrompeu-o Harry. Draco não lhe deu ouvidos e seguiu em frente:


— Pode ter demorado nove anos, mas descobri o que é o amor. E isso porque você me ensinou. Eu te amo. Sei que não a mereço, nunca mereci, mas eu te amo. Mais do que a minha própria vida.


Enfim, Draco se calou e o silêncio se tornou presente no lugar.


Hermione esperou um momento e, como ele permanecesse mudo, deu uma tossidela.


— Terminou?


Draco olhou ao redor e se deu conta, então, de que o salão estava lotado, e todos os presentes o fitavam. Sem se intimidar, ergueu o queixo com dignidade, ajeitou a gravata e respondeu:


— Sim.


Girando nos calcanhares, Draco caminhou para a saída, mas parou à soleira.


— Estarei em Malfoy Park — afirmou, orgulhoso. — Em nossa casa. Esperando minha esposa voltar para o lugar a que pertence.


Com isso, abriu a porta e saiu, fechando-a atrás de si. O salão ficou tão silencioso que mais parecia uma igreja. Blaise foi o primeiro a quebrar a quietude:


— Creio que não precisamos mais discutir esse assunto. Está claro que seu marido é louco por você, Hermione, pois acabou de fazer papel de idiota na frente de todos nós.


 


 


O quarto de criança era um dos lugares da casa que Draco nunca visitava. Mas, naquela tarde, ele o fez. Quando entrou, encontrou Natalie sentada numa cadeira, ao lado de um berço de madeira. Seu antigo berço, provavelmente. O sol banhava a sala, acariciando as paredes de marfim com a luz dourada. A moça levantou-se quando ele entrou fez uma leve reverência de cortesia. O loiro se aproximou e olhou o berço. O bebê dormia com sua velha camisola branca e touca de linho na cabecinha. Os cabelos num louro escuro saindo por baixo da touca, uma mexa estava sobre os olhos cerrados cílios absurdamente longos e escuros.


Draco ficou olhando para o filho por um momento, se inclinou  e tocou-o gentilmente com as pontas dos dedos.


— Ele é tão pequeno...


— Mas vai crescer, sir. — a moça sorriu-lhe. — Só tem um mês de idade, acredito. Mas vai crescer muito.


O bebe abriu os olhos ao escutar as vozes. Eram cinzentos, como os seus.


— Olá, Scorpius. — Draco se dirigiu à criada: — Gostaria de segurá-lo, mas ele é tão frágil...


— Nenhum bebe é tão frágil como parece, milorde. — sorria com toda a indulgencia que pode ter uma mulher com os absurdos masculinos — Os bebês estão sempre prontos para serem embalados. Só tem de ter cuidado para apoiar o pescocinho e a cabeça.


Draco tirou o casaco e o jogou de lado.


— Mostre-me.


Ficou olhando quando Natalie tirou o bebê do berço, prestando atenção à posição das mãos dela, uma sob a cabeça e a outra mais embaixo. A governanta colocou o menino em seus braços, e Draco se sentou na poltrona.


— Estou fazendo certo?


— Como se nunca tivesse feito outra coisa na vida, sir — disse a moça, fazendo-o lembrar-se daquela noite na casa dos Potter, quando a babá fizera comentário semelhante. Desejava que ambas estivessem certas, pois pretendia ser o melhor pai da Inglaterra.


O bebê cerrou as pálpebras e voltou a adormecer.


Hill pigarreou para chamar a atenção do lorde.


— Se não se importa, sir, pode me devolver o bebê? Tenho de ir até a lavanderia apanhar roupas limpas para ele. Terei de trocá-lo em breve.


Draco negou com a cabeça, sem desviar o olhar de seu filho.


— Não. Deixe-me ficar com ele. Pode ir à lavanderia, eu tomarei conta dele até você voltar.


—-Mas e se ele começar a chorar? Os homens odeiam isso. Não posso deixá-lo.


— Isso não vai acontecer comigo. Pare de se preocupar e vá. — Piscou para ela, sorridente. Sempre o mesmo galanteador.


Ela fez uma reverência e se retirou. Sozinho com seu filho, Draco tocou-lhe o rosto. Era a coisa mais suave que já afagara.


—Vou comprar uma fazenda para você — pensava em voz alta — E ações de ferrovias.


Scorpius se espreguiçou, fazendo um som estranho.


— Qual o problema com ações de ferrovias? —murmurou — Elas são o caminho do progresso, meu rapaz. Veja se não estou certo. Com uma fazenda e bons investimentos, você será um homem rico quando for para Cambridge.


Seu filho deu um pequeno chute, mas não acordou.


— Cambridge — repetiu, com ênfase. — Não Oxford.


Os olhos cinzentos piscaram e se abriram diante da firmeza da voz, e fecharam-se de novo. A boquinha se contorceu num bocejo desinteressado. Draco sorriu, satisfeito.


— Já entediado com os estudos? Não vai saber o que é tédio até que comecem a lhe ministrar lições de latim — acariciou o cabelo que saia da touca — Eles serão cruéis, Scorpius. Vão chamá-lo de bastardo, e eu sinto muito por isso. Mas eu o ensinarei a andar de cabeça erguida e a não ligar para isso. Pois é isso que um homem deve fazer.


O pequeno se esticou novamente, virando a cabeça para um lado, o pequeno nariz tocando a roupa do pai, ainda dormindo.


O loiro olhou para baixo, contemplando a mãozinha, as minúsculas unhas perfeitas de seu filho, e algo quente brotou em seu interior. Um forte sentimento de respeito, admiração e amor que encheu todos os cantos do vazio de sua alma.


—Tomarei conta de você — sussurrou — Prometo que nunca se sentirá desesperado ou assustado. Estarei sempre por perto para evitar que faça coisas estúpidas. Não contrairá dívidas, não se envolverá em jogatinas, e quanto às mulheres...


Pensou um pouco, depois suspirou e rendeu-se ao inevitável.


— Sei que perderei se tentar fazê-lo ver a razão sobre esse assunto. — inclinou-se e beijou a testa de seu bebê — Mas não contaremos nada a Hermione. Ela poderá ficar brava... se voltar para casa.


Esse pensamento congelou seu sangue. Se Hermione não voltasse, o que seria dele?


O conhecido sentimento de vazio voltou com força. Achava que o discurso que fizera na Madam Puddifoot não a impressionara. Mal podia se lembrar do que dissera, mas sabia que não fora nada inteligente, nem poético. Ela ficara lá, olhando para ele, atônita, como se não entendesse como o marido ousava ir atrás dela e falar de amor, depois de tudo o que acontecera. Draco sabia que não havia nada que pudesse fazer para que ela voltasse para casa, nada a dizer para desfazer o passado ou alterar seus erros, nada, e ela não iria voltar. Afinal, ele sempre ia embora. Se agora ela decidisse inverter os papéis, ele não poderia dizer nada, a não ser que merecera tudo aquilo.


Mas homens desesperados tomam atitudes desesperadas. Draco sabia disso melhor que ninguém. Sendo um homem desesperado, rezou:


— Volte para casa Hermione — pediu, segurando o bebê. — Por favor, só volte para casa...


 


 


Hermione cobriu a boca com a mão, ouvindo-o. Como amava aquele homem! Quando o viu com o bebê em seus braços, seu coração começou a doer, era preciso lidar com isso, ela seria capaz. Toda sua vida teve sonhos românticos sobre um amor sincero de um homem bom. Agora, não era mais um sonho, mas também não era a vida que imaginou. Não seria fácil, nem uma benção, poderá pagar com lágrimas e dor, porque a cada dia seria uma lição para aprender a estar juntos. Mas era real e preciosa, e acima de tudo, deles. Faria um esforço e iria se dedicar a essa vida com este homem com todo seu coração.


Hermione fez um ruído alto o suficiente para Draco ouvir, mas sem acordar o bebê. Ele ergueu a cabeça, a viu, mas não sorriu, nem se moveu.


— Vim para fazermos as pazes.


— É sério?


Ela concordou com a cabeça.


—Foram suas palavras — Hermione decidiu não lhe dizer que nunca pretendera deixá-lo. Talvez dissesse um dia. Talvez não. — Foi a coisa mais incoerente, ridícula e mais bonita que já ouvi. — ajoelhou-se ao lado dele. — Eu também te amo.


Draco esboçou um sorriso de incredulidade.


— Não posso imaginar por quê.


Hermione encarou seu marido, tirou-lhe os cabelos da testa e sorriu também.


— Porque você simplesmente continua a me surpreender.

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Comentários: 5

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Enviado por taina cullen em 08/08/2012

JÁÁÁÁ??? mas meu Deus kde o filho desses dois??
ps: cap lindo!!! 

Nota: 5

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Enviado por Pacoalina em 08/08/2012

que legal o capítulo!adorei!continue postando!a história é ótima!

Nota: 5

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Enviado por leleu_mione em 06/08/2012

Te fofin, amei o draco se declarando pra mione, sem deixar ela falar kkkkkkkkkkkkkkkkkk e esse final então, lindo, lindo e lindo. Que peninha que a fic tá no finalzinho, vou sentir falta dela, estória linda essa, amei mesmo, de todo coração. Beijos e até o epílogo.

Nota: 5

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Enviado por H. Granger Malfoy em 06/08/2012

Aaai, tou adorando essa fic!! E que lindo o draco se declarando!! amei! A fic ja ta se aproximando do fim ne?! que triste.. mas irei acompanhar sua proxima adaptacao tambem!!! hahaha bjs

Nota: 5

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Enviado por Carla Balsinha em 06/08/2012

alô querida...peço-lhe imensas desculpas por não ter comentado antes,a minha mãe está novamente no hospital,com infecção urinária e tem ceptisémia,significa que houve uns bichinhos que saíram da infecção e foram para o sangue,felizmente a febre cedeu,está a ser alimentada por uma sonda,pois recusa-se a comer e não tem previsão de alta,por enquanto....

gostei muito do que li....a hermione é uma mulher e pêras!

Beijinhos

Carla Cascão

 

Nota: 5

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