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12. Menos Uma


Fic: Harry Potter e o Prêmio de Riddle


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Alguns minutos depois, Hermione veio se juntar a eles e olhou de um para o outro antes de se sentar e começar a comer o café da manhã preparado pela Sra. Weasley.
Rony chegou um pouquinho mais tarde.

- Por que você não me acordou, Harry? — Rony ainda esfregava o olho e parecia nem perceber que estava ali ainda de pijama.

- Porque eu acordei muito cedo e — Harry pensou um pouco se deveria dizer. — porque você parecia estar com mais sono do que agora e você desceu só de pijama.

- Qual o problema? — Rony parou de esfregar o olho por um instante para olhar para o amigo.

- Bem, a Mione está aqui. — Harry apontou para a garota que estava um pouco corada.

- Qual o problema? A Mione já é praticamente da família. — Hermione pareceu conter um sorriso. — Ela é como a Gina pra mim. — Rony apontou as cegas para irmã enquanto se sentava e coçava o olho, Harry notou Hermione baixar a cabeça como quando um balão começa a esvaziar.

- Bom dia família! — Fred entrou na cozinha seguido por Jorge.

- Lindo dia! — Falou Jorge.

- Bom dia pra vocês também! —Respondeu a Sra. Weasley e Rony quase em uníssono, Gina olhava para Hermione e Harry de uma para a outra.

- Harry! — Chamou Fred sussurrando e se sentando ao lado do garoto. — A sua encomenda, a gente vai trazer no horário do almoço.

- É! — Concordou Jorge. — Tem certeza que não quer mais nada?

- Se vocês encontrarem um bom livro de Arte das Trevas, mas eu só quero maldições, azarações e feitiços de forma geral para combate, não estou pretendendo virar um bruxo das trevas. — Acrescentou ao ver os dois se entreolharem. — Só quero estar no nível deles quando for enfrentá-los.

- Você vai atrás dele, não vai? — Perguntou Jorge.

- Você pretende caçar Vol-vol... Ah você-sabe-quem? — Gaguejou Fred.

- A longo prazo, a longo prazo, não agora, agora tenho outros assuntos pendentes. — Harry sorriu ao ver os dois se entreolharem e depois olharem com admiração para ele.

- Todos pensavam que você só tinha feito a AD pra desafiar a Umbridge, mas você estava falando sério quando falou que um dia iria atrás dele, você nos forçava a dizer Voldemort, até que lá não era tão difícil. — Comentou Jorge.

- É, e nós prometemos que falaríamos o nome dele lá, vamos voltar a cumprir nossa promessa agora que sabemos que aquilo não era só por diversão, era sério. — Fred estufou o peito e disse: — Voldemort. Não foi tão difícil.

- Parem de cochichos vocês três. Fred, Jorge o Harry já comeu, mas vocês ainda não e vocês têm que ir trabalhar. — Falou a Sra. Weasley colocando dois pratos cheios na frente dos garotos.

- Mamãe, nós somos os nossos próprios patrões, a não ser que nós nos despeçamos, nós podemos chegar a hora em que quisermos. — Brincou Fred.

- E por falar nisso você está um minuto atrasado Fred, está demitido. — Falou Jorge fingindo consultar o relógio de pulso.

- Oh, não faça isso comigo Jorge, eu tenho família a sustentar e isso também me lembra que você está a dois minutos atrasado, afinal hoje é o dia de você abrir a loja, então você também esta demitido. — Harry se levantou da mesa e resolveu subir para o seu quarto.

Saiu da cozinha ouvindo os lamentos de Jorge por ter sido demitido por Fred. Hermione logo o alcançou seguida por Rony, que parecia reclamar por não ter comido o suficiente, e por Gina.
Os quatro entraram no quarto dos garotos, Rony e Harry se sentaram na cama de Harry e Gina e Hermione na cama do Rony.

- Pra onde vocês pretendem ir agora? — Perguntou Gina quebrando o silêncio.

- Hogwarts. — Falou Harry para o espanto de Rony e Hermione.

- Mas nos não íamos...? — Rony parou com a cotovelada do amigo.

- Sim, mas eu não sei onde fica então preciso falar com... — Harry hesitou um pouco. — Com o quadro de Dumbledore.

- Vocês poderiam ir daqui a duas semanas comigo. — Falou Gina. — Seria bom ter companhia no trem para Hogwarts.

- Daqui a duas semanas já é primeiro de setembro? — Perguntou Harry.

- Sim, você andou tão pensativo nos último meses que nem notou o tempo passar. — Falou Rony que passou as férias de verão toda ao lado de Harry.

- Bem, mesmo assim eu não posso esperar, tenho urgência. Pretendo ir hoje à tarde depois de terminar aquela outra coisinha. — Falou Harry olhando da mochila para Rony e Hermione.

- Parece que eu estou atrapalhando os planos de vocês, vou lá embaixo ajudar a mamãe. — Harry olhou para Gina, mas se assustou ao ver que ela não parecia chateada nem nada, será que ela realmente compreendeu?

- Não precisa ir Gina — Apressou-se Harry a dizer. — Não temos mais nada a planejar.

- Mesmo assim eu vou ajudar a mamãe. — Gina esticou a mão para a maçaneta.

- Já que não temos mais nada a planejar eu vou com a Gina. — Falou Hermione se levantando.

Harry olhou as duas saírem pela porta e se virou para Rony.

- Então, né...— Rony deu de ombros. — Eu juro que cada dia eu as entendo menos.

- Isso só prova que você é perfeitamente normal, pois elas vivem dizendo que ninguém as entendem. —Falou Rony.

Harry e Rony passaram o resto da manhã falando sobre como as mulheres são difíceis de entender, e isso lembrou Harry da Cho, mas Rony puxou antes o assunto Lilá.

- Não sei por que a Lilá até hoje não fala comigo, sempre que ela me olhava ela começava a chorar. —Comentou Rony olhando pros próprios pés.

- Vai ver ela gostava mais de você do que você imagina. — Harry se lembrou da cara de choro que a garota andava depois de pegar Rony e Hermione descendo do dormitório masculino “sozinhos”.

- Ela queria tornar o nosso namoro mais sério. —Harry não deu muita importância ao comentário ate ver o amigo desviar o olhar e corar.

- Ual! — Foi tudo que ele conseguiu dizer. — Mas vocês já andavam por aí... Digamos, se amassando pelas paredes e passagens de Hogwarts.

- Sim, mas nada tão sério. Mas depois que eu fui envenenado, quando eu saí da enfermaria ela quis ir mais além... — A voz de Rony quase não saiu então ele fez um gesto rodando a mão como se indicasse o além.

- E você...?

- Não aceitei, na verdade eu já queria terminar com ela, mas quando ela me disse isso ficou mais difícil de terminar. — Rony estava bem corado.

- Então eu até entendo porque ela ficou tão chateada com você depois que pegou você e a Mione sozinhos no dormitório masculino. — Harry se segurou para não rir.

- Então sinto te dizer, você não é normal já que entendeu uma mulher, e foi culpa sua, ela ter me pegado “Sozinho” com a Mione, né? — Rony colocou as mãos na cintura e Harry desabou a rir.

- Foi a Felix Felicis trabalhando.

- E o que tem a ver com a sua sorte eu ter terminado com a Lilá? — Rony fez uma cara de confusa curiosidade.

- Um dia talvez eu te diga.

- Harry, Rony, a Sra. Weasley mandou chamá-los para almoçar. — Era Hermione que havia colocado a cabeça para dentro da porta.

- Eu só vou me trocar e já vamos descer. — Falou Rony se levantando e indo até o malão.

- Eu só vou pegar aquela coisinha porque provavelmente Fred e Jorge já devem estar chegando e quanto antes terminarmos com aquilo melhor. — Harry também se levantou, mas foi até a sua mochila onde encontrou a taça da Helga Hufflepuff.

- Espero vocês aqui do lado de fora. — Hermione fechou a porta.

Após Harry pegar a taça, ele também saiu do quarto para esperar Rony do lado de fora. Quando Rony saiu os três desceram e foram para a cozinha.
Chegando lá, somente Gina estava lá e estava sentada a mesa quando eles entraram.

- Ai! — Gritou Rony após todos ouvirem um barulho de algo parecido com madeira colidindo. — Que coisa é essa? Quem deixou isso aqui?

- Foi a mamãe que deixou isso aí e ninguém ainda sabe o que é. — Respondeu Gina ao que Rony sentava apresado e tirava o sapato.

- Como a mamãe deixa algo perigoso assim espalhado por aí? — Rony olhou Harry através de um buraco que estava se formando de fora a fora em seu sapato.

- Ela provavelmente se esqueceu que você tem os pés grandes. — Debochou Gina.

- Onde ela encontrou isso? —Rony agora olhava para os pés para conferir se estavam inteiros.

- No sótão, ela acha que isso pode ser alguma coisa ligada com as Artes das Trevas, talvez eles usavam isso para fazer coisas suspeitas desaparecerem. — Explicou Gina.

- Tá parecendo as poções do Neville, — Brincou Rony. Neville sempre derretia os caldeirões nas poções mais simples e inofensivas. — Talvez fosse nisso que acabavam os restos dos elfos-domésticos, afinal só a cabeça ia para a parede.

- Rony! — Exclamou Hermione. — Isso foi repugnante, não sei nem se vou conseguir comer...

- O que é isso, Harry? — Perguntou Gina cortando Hermione e apontando.

- Ahn? Ah, isso? — Harry havia se esquecido que estava com a taça nas mãos. — Isso é só um presente.

- É bonita deixa-me ver. — Gina estendeu a mão e Harry não viu outra escolha a não ser deixar que ela visse. — Quem te deu?

- Foi a... a... — Harry não esperava por essa pergunta, ele se virou de costas para ela fingindo querer saber o que tinha nas panelas para o almoço.— A Cho. — Foi o primeiro nome que veio na cabeça dele e ele sabia que se virasse ela saberia que ele estava mentindo, mas ele resolveu seguir em frente.— Ela me mandou como lembrança atrasada de aniversário e... — Harry parou ao ouvir o barulho de metal fundir, igual quando se joga água em algo muito quente, e se virou para olhar o que era.

- Ops, desculpa foi sem querer. — Gina estava com a cara mais deslavada do mundo. — Sou mesmo uma desastrada. — Gina se levantou e saiu da cozinha de cara fechada.

- Você não podia dizer outra coisa ou pessoa? —Perguntou Hermione fechando a cara para ele.

- Foi a primeira coisa que me veio à cabeça. —Falou Harry dando de ombros. — Não sei por que a preocupação, menos uma.

- É Mione, agora só faltam três. — Concluiu Rony.

- Mas e se Gina tivesse se ferido? — Hermione pareceu pensar rápido nessa desculpa.

- Mas ela não se feriu, eu também poderia ter me ferido quando atravessei o diário de Riddle com a presa do basilisco para salvá-la. — Harry voltou a se sentar à mesa. — Agora só falta Nagini, algo de Gryffindor ou Ravenclaw e o medalhão. Você pensou em mais alguma coisa a respeito do medalhão Mione?

- Tenho pensado muitas coisas, mas nada ainda que possa nos ajudar a localizá-lo. — Hermione estava sempre pronta para dar uma resposta a uma pergunta mesmo que não soubesse a resposta da pergunta.

- Eu estive pensando em uma coisa... — Começou Rony. — Bem se for mesmo o Régulos, vai até fazer sentido, vocês se lembram do dia em que estávamos desinfetando aquela sala? — Os dois afirmaram com a cabeça. — Bem, Sirius tinha achado um velho camafeu e depois de tentar abri-lo, ele desistiu e o jogou fora. — A cena foi se refazendo na cabeça de Harry.

- Você não acha que era aquele camafeu? —Perguntou Hermione descrente. — Ele era no mínimo muito maior do que o medalhão de Salazar e não tinha nenhum “S” gravado nele.

- Mas ele poderia ter sido transfigurado. — Insistiu Rony.

- Isso mesmo Rony, você é um gênio! —Exclamou Harry. — Régulos pode ter transfigurado o medalhão porque não achou nenhum jeito de destruí-lo, vai ver ele morreu tentando e como não tinha certeza de que conseguiria o transfigurou para que Voldemort ou um dos Comensais não o encontrasse.

- Mas Sirius não disse que Régulos foi morto pelo próprio Voldemort? — Insistiu Hermione.

- Vai ver Voldemort descobriu que Régulos tinha descoberto o segredo dele e o matou. — Deduziu Rony pensativo.

- Não acredito que Riddle ao menos sonhe que alguém descobriu esse segredo dele, se ele desconfiasse teria aumentado a segurança e eu e Dumbledore não teríamos encontrado o falso medalhão. — Discordou Harry. — Eu acho que Régulos deveria estar ficando cada dia mais fraco por tentar destruir a Horcruxes que não estava dando conta do serviço, e então Riddle deve ter mandado algum Comensal acabar com ele.

- Suponhamos que Régulos tenha transfigurado o medalhão, como vamos encontrá-lo? Afinal ele foi jogado fora. — Questionou Hermione.

- E se Monstro o pegou? Aquele medalhão parecia ser importante para ele, porque ele estava tentando pegá-lo antes que o Sirius o botasse para fora da sala. — Sugeriu Rony.

- Podemos perguntar a ele. — Harry se levantou e chamou num tom de voz mais alto. — Monstro.

Com um alto estalo um elfo de orelhas pontudas e nariz grande e de bolota apareceu no meio da cozinha.
Era o Monstro.

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