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10. Festa de noivado


Fic: Just a Memory


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Capítulo IX – Festa de noivado



“His eyes upon your face, his hand upon your hand,
His lips caress your skin, it's more than I can stand!”
(Moulin Rouge - El Tango de Roxanne)


Já se passara um mês desde que saíra da Mansão Black. Um longo mês, desde que se separara de Bella. A perda continuava muito recente para ele, matando-o por dentro e dilacerando seu coração. Não aceitar aquela situação, por mais que tentasse.

Mas o que mais o indignava no momento, era o que segurava em suas mãos.


Caro Sirius Black,

Bellatriz Black e Rodolfo Lestrange

Juntamente com suas famílias, o convidam para sua festa de noivado,
A realizar-se no dia vinte de fevereiro de mil novecentos e
setenta e seis, na Mansão Lestrange.

Favor confirmar presença via coruja, no mais tarde dia dez de fevereiro.



Sem dúvida, muito sombrio para um convite de noivado. Mas, vindo dos Black e dos Lestrange, o que mais poderia se esperar?

Ela tivera a audácia de convidá-lo para seu noivado, com outro. Como podia ser tão fria, tão sem sentimentos? Se bem que ele já devia ter se acostumado. Acreditou que ela havia mudado... Tudo mentira!

Já era de mais.

Mas, se ela tivera a audácia de convidá-lo, então ele teria a audácia de comparecer!

Ainda não havia superado a separação, mas não ia deixar uma provocação daquelas ficar sem resposta. Não confirmou sua presença, queria pegá-la desprevenida...



Olhou-se no espelho, ajeitando suas vestes de gala.

Não pode deixar de sorrir, estava deslumbrante. Mais deslumbrante que de costume, quero dizer. E era exatamente isso que ele queria...

Não demorou a chegar na maldita Mansão, entrando pelo grande portão nos jardins. A decoração estava definitivamente sombria. Tudo em preto e vinho, exatamente como no convite. Os Lestrange realmente não entendiam nada disso.

Ou vai ver era Sirius que não se adaptava àqueles hábitos sombrios mesmo.

Correu os olhos pelo lugar, não a encontrou. Pôde ver vários bruxos, tanto conhecidos como desconhecidos, até parar seu olhar na mesa que lhe chamou atenção, onde se encontrava sua prima mais velha.

Certo, era hora de engolir o orgulho e ir lá se desculpar. Como fora idiota ao discutir com ela... E como sempre, a garota estava com a razão. Chegava até a ser irritante o modo como ela sempre estava certa.

--- Andy? --- murmurou, hesitante, chegando por trás dela.

A garota se virou, levemente surpresa.

--- Olá, Sirius. --- cumprimentou, séria.

O que poderia se esperar? Ela devia estar realmente magoada, a maioria das pessoas nem falaria com ele depois de ter ouvido o que ele disse.

--- Me desculpe. --- ele disse, puxando a cadeira ao lado da dela e sentando. --- Você estava certa.

Ela apenas sorriu em resposta, o que ele considerou um perdão. A prima mais velha era realmente um anjo.

--- Está tudo bem com você? --- perguntou, encarando-o.

--- Estou ótimo! --- respondeu, desviando o olhar.

--- Não, não está. Dá pra ver nos seus olhos, primo. --- ela falou, com aquele sorriso consolador.

Ele bufou, derrotado.

Será que ela precisava saber tudo, sempre?


How can you see into my eyes like open doors?
- Como você pode ver através dos meus olhos como portas abertas? -


--- Você não pode ficar assim. Não por ela. --- disse, segurando uma das mãos do garoto.

--- E o que você sugere que eu faça? --- ele perguntou, tristemente.

--- Para começar, vá devagar com essa bebida. --- falou, tirando da mão dele um copo de whisky de fogo que Sirius acabara de pegar de uma bandeja que um elfo doméstico trazia. --- Vai acabar cometendo uma besteira.

--- Outra besteira, você quer dizer? --- ele falou, rindo ironicamente.

--- É, Sirius. --- ela o encarou, permanecendo séria. --- Outra besteira.

--- Não há porque se preocupar, Andy. Eu estou perfeitamen...

Não conseguiu terminar a frase. Levantou seu olhar inconscientemente para a escada que dava aos jardins, e a viu.

Parou, estático.

Bellatriz estava magnífica, em seu vestido também vinho, mas que diferia do que fora usado na decoração. Possuía um grande decote em V, era colado ao corpo, descendo até os pés, e havia também uma abertura lateral, deixando uma de suas coxas quase que inteiramente à mostra.

Simplesmente não havia palavras para descrever a perfeição que ela estava naquele momento.

E ela estava lá, sozinha, encarando aquele gigantesco espaço coberto de pessoas. Podia ver Rodolfo, se futuro marido, esperando-a no fim da pista de dança. Mas não fora aquilo que lhe chamou atenção.

Correndo os olhos pelo lugar, pôde localizar facilmente o primo.

Seus olhares se encontraram, e aquilo a paralisou melhor do que o mais eficaz dos venenos. Mesmo depois daquele tempo, o efeito daquele olhar continuava fortíssimo.

Não podia fraquejar agora, realmente não podia.

Sirius sentiu alguém colocar a mão pesadamente em seu ombro, e virou, encarando o Sr. Lestrange, pai de Rodolfo.

--- Hey, garoto. --- o velho começou a falar, aparentando não estar muito contente em ter que fazê-lo. --- Alguém tem que ‘entregar’ Bella a meu filho, e como você é o único homem vivo da família, essa é sua tarefa!

--- Mas... Como assim... Não! --- ele estava indignado.

Por que tudo tinha que conspirar contra ele? Oh, vida.

--- Argh, não é hora para rebeldias. Ande! --- ele o empurrou para dentro da pista, no que a maioria dos presentes se virou para vê-lo.

É, agora não tinha mais jeito. Além de perdê-la, teria que conduzir a prima para seu futuro sombrio...

Começou a caminhar lentamente em direção às escadas, ao mesmo tempo em que Bella descia os degraus, um por um, sem a mínima pressa.

Estavam encarando-se profundamente, e aparentemente não havia nada que pudesse impedi-los de fazê-lo. Nenhum dos dois tinha coragem nem forças para desviar o olhar.

Ele chegou ao pé da escada, no mesmo momento em que a garota terminou de descer a mesma.

--- É, parece que eu tenho que te conduzir...


Call my name and save me from the dark
- Chame meu nome, e salve-me da escuridão –


---...Bellatriz. --- ele falou, friamente.

Ela engoliu em seco a menção de seu nome.

Simplesmente não tinha forças para falar. Chegou a abrir a boca para responder, mas não conseguiu emitir nenhum som.

Sirius estendeu o braço para ela, que o enlaçou. Estremeceu ao tocar nele, sentindo um arrepio frio passar por todo seu corpo. O garoto esforçou para que não deixar transparecer, mas sentiu a mesma coisa.

Como odiava aquela situação.

Odiava os Black. Odiava os Lestrange. Odiava Rodolfo. Odiava aquelas pessoas. Odiava tudo aquilo.

E, principalmente, odiava-se.

Odiava-se por não poder ficar com Sirius. Odiava-se por não conseguir deixar tudo para trás. Odiava-se por não ter coragem suficiente para fugir.

Foram caminhando lentamente, de braços dados. Em outras circunstâncias, poderia ter adorado a situação. Tudo que desejara nos últimos tempos era poder andar com Sirius abertamente por aí, sem se preocupar com mais nada.

Mas agora aquilo era quase insuportável.

Andavam pela pista de dança, e Sirius podia sentir o olhar de todos os presentes pousando sobre eles dois. Até o ar naquele lugar era pesado, ficava difícil de respirar. Mas se bem que essa sensação também pode ser atribuída a estar assim tão perto de Bella, e não poder sequer falar com ela direito.

Estavam chegando cada vez mais perto de Rodolfo, quando Sirius teria que deixá-la, novamente. Estava caminhando o mais lentamente possível, não queria chegar até ele. Não queria entregar aquela garota que tanto amava para um homem daqueles.

Aliás, não queria entregá-la a homem nenhum.

Então, inevitavelmente, chegaram. Postaram-se à frente do homem, no que ele estendeu a mão para Bella. A garota segurou na mão dele, que a puxou, abraçando-a e fazendo com que ficasse de frente para Sirius.

Ela estava ali, com seu futuro marido, na sua festa de noivado, e se sentia apenas... Vazia.

Encarou o primo à sua frente, já não era mais nada sem ele...


Save me from the nothing I've become
- Salve-me do nada que eu me tornei –


Sirius a encarou, e pôde jurar que viu os olhos da garota marejarem.

Besteira, ela não tinha sentimentos.

Se os tivesse, não estaria noiva de outro homem, não é mesmo? Se o amasse de verdade, daria um jeito de escapar desse destino.

Como ele queria acreditar nos próprios pensamentos...

Algo em sua cabeça ainda lhe dizia que essa história estava muito mal contada, e o pior de tudo: ele sentia que Bella ainda o amava. Podia ver nos olhos dela, embora eles já nem brilhassem mais...

O Sr. Lestrange fez um discurso, no que os dois noivos colocaram as alianças em seguida. Sirius não conseguiu olhar, e, mesmo de olhos fechados, reprimiu uma careta no que julgou ser um beijo, devido aos aplausos.

Isso não podia estar acontecendo.

Ela realmente não podia estar noivando Rodolfo oficialmente, não podia!

Ao abrir os olhos, viu os dois se dirigindo para a pista de dança, enquanto uma valsa começava a tocar.

Bella sentiu Rodolfo colocar a mão em sua cintura, e com a outra pegar a sua, ficando em posição para começar a dança. Porém, ela não estava muito interessada nisso. Não sentia nada quando ele a tocava, muito menos quando a beijava. Resumindo: tinha nojo dele.

Começaram a valsar, mas seu olhar se prendia em apenas uma coisa. Ou deveria dizer em apenas uma pessoa?

Sirius.

Mais uma vez eles começaram com aquele famoso contato visual. Bella girava, dançando com o noivo, mas seu olhar continuava no primo. Não conseguia, nem queria, desviar.

Como sentia falta dele...


Frozen inside without your touch, without your love, darling
- Congelada por dentro sem o seu toque, sem o seu amor, querido -


O que seria dela daqui para a frente? Não teria vida, não teria amor, não teria carinho... Tudo que teria seria riqueza e poder. Mas do que isso lhe adiantaria agora?

Tudo aquilo que ela prezara por tanto tempo, agora julgava completamente insignificante.

Se tornara uma Comensal da Morte, teria que obedecer a Voldemort. Não tinha escolha. Se casaria com Rodolfo, teria que realizar os desejos dele. Novamente, não tinha escolha.

O que lhe restava era apenas... Aceitar. Fingir que por ela tudo bem, e assim todos saíam ganhando. Fingir que não amava mais o primo.

Mas isso não a impedia de morrer por dentro, porque, para ela, a única definição de vida tinha nome e sobrenome: Sirius Black.

Ele já não estava mais agüentando aquela ceninha ridícula. Não conseguia suportar ver os dois assim, dançando, quando era ele quem deveria estar lá.

--- Droga de vida! --- murmurou, dando um soco na mesa, o que atraiu alguns olhares das pessoas que estavam por perto.

Viu o homem descer o rosto para beijá-la, e não pensou duas vezes. Levantou-se bruscamente da cadeira e seguiu até lá, o mais rápido que conseguiu. Jamais sentira um impulso tão grande e inevitável como esse, não controlava seus movimentos.

--- Com licença, Lestrange. --- ele falou, cutucando as costas do homem. --- Me concede Bella para uma dança?

O homem se virou, fuzilando-o com o olhar. Não era para menos, Sirius tinha interrompido o beijo que estava prestes a acontecer entre ele e Bella.

--- Certo. --- o homem disse, meio contrariado, indo dançar com a mãe de garota.

Outros casais foram se juntando a pista, e Sirius e Bella ainda apenas se olhavam.


Only you are the life among the dead
- Somente você é a vida em meio à morte -


Ele estendeu a mão, e a garota segurou-a, no que ele a trouxe para perto, colando seus corpos. Enlaçou-a pela cintura com uma mão, pegando, com a outra, a dela.

Dançavam num ritmo perfeito, um parecia prever os movimentos do outro. Mas, na verdade, ninguém mais parecia estar prestando atenção neles.

Nenhum dos dois havia falado nada até então.

Bella sentia aquele perfume inebriante novamente perto dela, e ficava tudo tão mais difícil do que já era. Por que ele precisava fazer isso? Só para provocá-la?

Encaravam-se, numa distância não muito segura. A tentação era grande demais, mas Sirius resistiu. Não era tão louco a ponto de fazer algo com ela ali.

Viu a prima sorrir amarelo para alguém, que, depois de girarem, trocando de lado, percebeu ser Rodolfo.

--- Você sabe que não precisa fazer isso, não sabe? --- ele murmurou, quebrando o silêncio.

--- Por favor, não comece com isso de novo. --- ela pediu, desviando o olhar.

--- Então diga, diga olhando nos meus olhos que não me ama. --- falou, levantando o rosto da garota com uma das mãos.

Ela não queria responder.

Sabia que se respondesse, ele a deixaria. Pararia a dança e sairia dali, deixando a sozinha... Para sempre. Sabia que, no momento em que ele a deixasse, Bellatriz Black morreria.


Don't let me die here
- Não me deixe morrer aqui -


--- Eu fiz minha escolha, Sirius. --- falou, reunindo todas as suas forças.

Exatamente como ela previu, ele a soltou, interrompendo a dança. Encarou-a, decepcionado. E tudo que disse, foi simplesmente:

--- Adeus.

Deu as costas, sem olhar mais para trás.

Bella sentiu uma lágrima solitária rolar por seu rosto, sem que ela fizesse objeção. Agora ele realmente se fora, para nunca mais voltar...

Agora, seguiria seu destino, por mais cruel que ele fosse.




N/A: eu pretendia colocar o reencontro deles nesse capítulo, mas resolvi deixar para depois. Acho que ficou melhor assim.

A música que está distribuída pelo capítulo se chama Bring Me To Life – Evanescence, porém não é toda a letra, apenas algumas partes que me chamaram atenção.

Traduzindo o trecho lá de cima:

“Os olhos dele em seu rosto, a mão dele na sua,
Os lábios dele acariciando sua pele, é mais do que eu posso suportar!”


Bom, nem tenho muita coisa para dizer...

Só quero agradecer aos comentários de todo mundo. Amei todos ele, de verdade!

Beijos.



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