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4. Encontrando Teddy


Fic: Minha vida com Hermione Granger


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry estava tendo dificuldade para pensar, para respirar, para obrigar os olhos a mudarem de lugar... para dar mais um passo adiante, era o aperto de Hermione sobre seu braço direito que ainda o mantinha de pé. Harry vagamente ouviu as palavras de Rony ou os pedidos de Hermione.


Seus intensos olhos verdes encontravam-se trancados na frágil figura que teve sua vida tão devastada pela guerra como ele fora um dia.  O pequeno bebê nos braços de Andromeda, era Teddy Lupin. Filho de Tonks e Remus, o seu afilhado...


Uma sensação de enforcamento o assolou, algo queimava no fundo da sua garganta. Desejou se encolher como uma criancinha assustada e pedir desculpas infinitas vezes à Andromeda e Teddy pelo sacrifício de Nymphadora e Remus. 


Ele teria tanto a dizer, ele sabia como era crescer sem pais, como seria difícil enfrentar um futuro quando seu pai era um lobisomem e sua mãe uma metamorfa de uma parte "deserdada" da família Black. Heróis que perderam a vida lutando pela justiça.


Sabia que um dia, teria que contar sobre a guerra, sobre esses tempos sombrios, sobre Voldemort, e conhecia melhor que ninguém o sentimento de revolta, a dor, a tristeza profunda de perder os pais antes mesmo de poder lembrar deles.


Com o coração espremido no peito, ele obrigou-se a continuar caminhando. Centenas de flashes acompanhando-o a cada passo, a cada esforço extremo para finalmente estar lado a lado com as duas pessoas que seriam sua família de agora em diante, como pediu Remus.


-Olá Harry!


Cumprimentou calmamente Andromeda, oferecendo um sorriso triste para o moreno. Ela estava preocupada com Harry, especialmente de uma certa conversa que teve com McGonagall sobre a memória deixada por Remus e a escolha do Potter em deixar Hogwarts definitivamente.


Harry preparava-se para responder quando o pequeno Teddy moveu-se nos braços da avó olhando diretamente para seu padrinho com imensa curiosidade brilhando em seus olhinhos castanhos. Os cabelos mudando de azul para um verde correspondente aos olhos de Harry.


O escolhido ficou sem palavras. Hermione sorriu impressionada com a sintonia e a calma com que Teddy conhecia Harry. Andromeda fitou o bebê em seus braços e assistia emocionada como o pequeno parecia encantado com seu padrinho, mesmo que Harry não tivesse dito uma única palavra.


McGonagall iniciou o discurso e os ritos para as despedidas e homenagens para os heróis da última batalha em Hogwarts. A chuva começou a cair lentamente, o céu escurecia ainda mais. Andromeda conjurou um guarda-chuva para proteger Teddy, que adormecia em seu colo.


Hermione imitou suas ações, criando um guarda-chuva grande o bastante para ela, Harry e Rony. O moreno em questão parecia estar com a cabeça longe, apenas percebeu que McGonagall chegara ao fim do discurso quando aplausos emocionados ecoaram pelo pequeno cemitério.


Ao seu lado, Hermione suspirou, segurando as lágrimas quando um a um, os nomes foram anunciados pela diretora McGonagall, e Harry rapidamente entrelaçou seus dedos aos dela oferecendo-lhe apoio. Rony mantinha-se com uma expressão severa, mas Harry podia perceber uma lágrima lhe escapando pelo rosto quando Lavender foi anunciada.


Hermione deitou a cabeça no ombro dele e Rony se aproximou mais do amigo. O famoso trio de ouro compartilhou um abraço comovido antes de deixarem guirlandas de flores sobre o monumento da Fênix.


Harry engoliu em seco quando voltaram para o castelo. Seu coração martelando furiosamente contra o peito a ponto de doer. Seus passos nervosos e largos, mal eram acompanhados por Hermione que ainda tinha sua mão firmemente ligada à dele.


-Harry mais devagar, por favor!


Insistia Hermione até que chegaram ao salão comunal da grifinória. Harry prontamente soltou sua mão e arfando se aproximou da janela da torre que dava para o monumento de guerra. Sentindo-se no limites das suas forças ele permite algumas lágrimas escaparem pelos olhos vermelhos.


-Eu... eu não conseguia encará-los Hermione!


Murmura entre soluços levando a mão em forma de punho ao rosto enxugando furiosamente as lágrimas. Hermione congelou alguns instantes em choque, sentindo o coração em pedacinhos ao ver seu melhor amigo tão deprimido.


-Eu vi toda a minha droga de vida solitária se repetindo com ele... isso não é justo! Nada disso é justo!


Sem pensar duas vezes, ela atravessa o salão comunal e o puxa pelo ombro o obrigando a encarar seus olhos com determinação. Ela não disse nada, apenas o abraçou fortemente o permitindo chorar todos os sentimentos angustiados dessa tarde, em seu ombro por longos minutos.


As estrelas já apareciam timidamente pelo céu quando Harry conseguiu superar seu estado anterior, ainda abraçado à Hermione como se sua vida dependesse disso. Ela carinhosamente afagava seus cabelos escuros e beijava-lhe o templo do rosto como uma mãe que acalenta um filho depois de um pesadelo.


-Está pronto agora?


Pergunta ela ternamente chamando a atenção do moreno.


-Para quê?


Questiona levantando o rosto do ombro da grifinória e a fitando com curiosidade.


-Você não quer conhecer seu afilhado?


Pergunta novamente Hermione estreitando os olhos com preocupação. Harry simplesmente exalou todo o ar em seus pulmões e fechando os olhos enquanto repassava todas as imagens do pequeno Teddy no cemitério horas atrás até chegar a uma decisão final.


Os olhos esmeraldas encontraram o rosto angustiado de Hermione a espera de uma resposta sua. As mãos de Harry seguiram instintivamente até as mãos da amiga.


-Será que... você poderia vir comigo?


Pede ele tão sinceramente que o coração de Hermione pulou uma batida. Era um momento extremamente familiar, algo que ele deveria fazer sozinho, conversando com Andromeda, tendo a oportunidade de lamentar a perda de Remus e Tonks e compartilhar o luto... e acima de tudo, conhecer o pequeno Teddy Lupin.


-Mas, Harry você...


Começa hesitante a arota, para ser interrompida por ele.


-Por favor, Hermione! Eu preciso de você, eu não posso ir até lá sozinho, eu não vou conseguir fazer isso!


Desespera-se Harry e ela sentia-se comovida por seu melhor amigo necessitar tanto dela a ponto de praticamente lhe implorar para ir com ele. Diante daqueles olhos verdes, ela não teria como dizer não.


-Tudo bem Harry! Vamos passar por isso juntos!


Diz suavemente para tranquilidade do grifinorio que a puxou para um abraço apertado em agradecimento, sussurrando em seu ouvido que ela era a melhor amiga que ele poderia ter em todo o mundo.


De mãos dadas, ambos seguiam para o grande salão, ao encontro de Andromeda e Teddy Lupin. Assim que a dupla passou pelos portões do salão, todos os olhos se voltavam para o herói e sua melhor amiga. Harry se sentiu imediatamente desconfortável com toda a atenção.


-Vamos Harry! Andromeda está ao lado de madame Pomfrey!


Diz Hermione confiante, apertando a mão dele o encorajando ainda mais. Os dois alcançaram a curandeira da escola ao lado de Andromeda enquanto conversavam sobre a recuperação dos pacientes em estado grave.


Teddy estava numa cadeirinha de bebê trouxa, adormecido tranquilamente depois do longo dia. O rostinho angelical e as feições pacíficas da criança eram um balsamo em contraste com tantos feridos no grande salão.


-Errr... Boa noite Andromeda, Madame Pomfrey!


Começa Harry sem jeito ao se aproximar das duas senhoras de feições severas. A curandeira acenou brevemente ao moreno e Andromeda sorriu pequenamente ao reconhecê-lo e logo ofereceu um acento ao lado dela na mesa para ele se sentar.


Harry trocou um olhar alarmado com Hermione que revirou os olhos e o empurrou para a cadeira depois de sussurrar:


-Ela não vai te morder Harry! Vocês tem muito que conversar. Vai dar tudo certo!


Diz a grifinória antes de tomar um banquinho e sentar-se ao lado da cadeirinha de Teddy. Do outro lado da mesa percebendo a situação, madame Pomfrey passa a conversar com Hermione dando a privacidade que Harry e Andromeda precisavam naquele momento.


-Como você está Harry? Há muitos meses que não o vejo mais!


Começa Andromeda suavemente olhando diretamente para o grifinório que engoliu em seco antes de responder.


-Eu... eu estou bem, eu acho!


Responde o mais sinceramente possível o garoto.


-Foi uma provação muito difícil que teve que passar Harry!


Comenta a senhora sem demonstrar qualquer raiva ou dor para surpresa de Harry.


-N-não foi nada! Eu só fiz o que tinha que feito, ele estava atrás de mim, não podia deixar que continuasse a machucar os outros por minha causa!


Diz o moreno com um suspiro desanimado ao lembrar das pessoas que se machucaram no decorrer da guerra.


-Não foi somente por sua causa Harry! Essa guerra já existia muito antes de você nascer! A maldade semeada pelos bruxos puro-sangue já contaminava a alma de muitos antes de James, Lily, Sírius, Remus deixarem os portões de Hogwarts!


Protesta veementemente a bruxa encarando seriamente o Potter.


-Lutamos pela liberdade da opressão, do preconceito, das maldades que tantos bruxos causaram a inocentes em nome de uma supremacia invisível e irreal! Seus pais, seu padrinho e seus amigos nunca deixaram de enfrentar o mal, eles acreditavam na justiça assim como você!


Explica ela diante de um Harry impressionado.


-James e Lily ficariam orgulhosos da sua coragem... do seu sacrifício! Assim como a minha filha Nymphadora e Remus Lupin!


Revela Andromeda deixando Harry atônito.


-Mas, eu não me sacrifiquei! Remus e... Tonks... eles sim se sacrificaram, eles perderam a vida enquanto eu estou aqui! Você não deveria estar me defendendo, por minha causa eles se foram... se foram para sempre!


Bradava Harry sendo tomado pelo sentimento doloroso da culpa.


-Não foi uma luta justa! Eles deveriam estar aqui! Deveriam estar ao lado de Teddy e serem felizes!


Completa ele arfando nervosamente.


-Eles nunca perderam a fé em você, nenhum de nós duvidava que você sairia vitorioso dessa batalha mesmo que tivéssemos que dar nossas próprias vidas por isso! Nymphadora ficaria radiante se tivesse a chance de dizer a Teddy que o seu padrinho foi o maio herói que esse mundo já possuiu... você fez coisas grandes com o mesmo bom coração de um menino de onze anos que descobria o seu lugar no mundo ao chegar nesta escola!


Argumenta ela sem hesitar, segurando a mão do garoto o fazendo votar ao seu lugar na mesa.


-Eu não o culpo por nada Harry! Se existe algo que eu posso fazer e agradecer! Você dedicou tudo de si para nos salvar, minha filha e meu genro morreram como herói, suas mortes não devem ser lamentadas, mas exultadas! Meu neto é filho de dois heróis e eu me orgulho disso!


Confessa a senhora Tonks permitindo as lágrimas mancharem seus olhos prateados.


-Eu não estou dizendo que não senti a perda deles... dói muito Harry! Nymphadora era a minha única filha, mas era uma mulher adulta e capaz de tomar suas próprias decisões! Ela sabia o que estaria enfrentado quando deixou a nossa casa e seguiu Remus até aqui! No seu lugar eu teria feito o mesmo! Lutaria por um mundo melhor... em nome dos meus amigos, em nome de Teddy!


Continuava ela respirando fundo, ainda com a postura altiva digna de uma lady.


-Quando Remus deixou a memória na penseira, eu desejava não ter que entregá-la à McGonagall tão cedo... mas faço minhas as palavras dele! Somos uma família Harry e quero que conte comigo e com Teddy... eu sei que ele ainda é muito jovem para entender o que está acontecendo, mas logo ele vai crescer e vai precisar do seu apoio, especialmente quando eu não for mais capaz de segurá-lo sozinha!


Depois dessas palavras tanto Harry quanto Andromeda choravam abertamente. E para o choque de Pomfrey e Hermione, que tinha Teddy no colo, assistiam emocionadas as palavras da senhora Tonks, Harry levantou-se e abraçou Andromeda. Compartilhando com ela as lágrimas que não derramaram no cemitério esta tarde.


-Vamos seguir em frente! Vamos cuidar da nossa família... começar do zero a partir daqui!


Murmura ele sentindo todo o peso da culpa e o medo pelo futuro de Teddy esvaírem-se naquele gesto.


Hermione. Pov.


O grande salão ficou em silêncio absoluto, em respeito ao momento de Harry e Andromeda. Hermione enxugava os olhos discretamente quando ouviu um pequeno gemido acompanhado por um choro infantil ao seu lado.


Teddy despertava agitado, as pequenas mãozinhas fechadas em punhos e o rostinho contorcido numa careta regada a lágrimas. Temendo interromper Harry e Andromeda, ela tentou acalmar o pequeno.


-Hey Teddy, o que está acontecendo?


Perguntou docemente em um sussurro passando a mão carinhosamente pelos cabelos coloridos do bebê que mudaram de azul lar para um vermelho vibrante. Percebendo a agitação do pequeno Lupin, Pomfrey rapidamente entregou uma mamadeira nas mãos de Hermione.


-Tente isso querida!


Murmura a curandeira antes de seguir para cuidar dos seus pacientes. Assustada por ter sido deixada sozinha com o bebê Hermione se dividia entre olhar em direção à madame Pomfrey num pedido silencioso de "socorro" e para Teddy que tinha o lábio inferior já trêmulo de tanto choramingar.


Respirando fundo, a grifinoria tirou Teddy cuidadosamente da cadeirinha, colocando um das mãos sob a cabecinha do pequeno até deitá-lo numa posição mais confortável em seus braços. Os olhos castanhos de Teddy encontraram o rosto de Hermione com certa admiração, mas o encanto foi quebrado quando o pequeno voltou a choramingar.


Hermione rapidamente levou a mamadeira para a boca de Teddy enquanto o embalava suavemente, andando de um lado a outro para abrandar agitação dele. Teddy parecia contente, agora bebia avidamente sua mamadeira e seus olhinhos curiosos não deixavam o rosto de Hermione que agora cantarolava para ele, pedindo aos céus que tivesse tempo para Harry e Andromeda conversarem.


Em pouco tempo a mamadeira estava vazia e Hermione sorriu satisfeita, deixando a mamadeira sobre uma mesinha próxima à janela e levantou Teddy, apoiando sua cabecinha sobre seu ombro para o bebê arrotar enquanto o embalava andando de um lado a outro.


Ela estava impressionada com o quão rapidamente ela sabia o que fazer com Teddy em seu braços. O pequeno não parecia incomodado por estar no colo de uma pessoa "estranha", mas pelo contrário, ele a fitava com curiosidade e encantamento absoluto não emitindo um único som.


Com sua mãozinha ele agarrou um dos cachos de Hermione e brincava tranquilamente quando ela retornava para a mesa onde Harry e Andromeda estavam. A grifinória ofegou quando Harry se levantou abruptamente e abraçou a mãe de Tonks, emocionados.


Hermione enxugou uma lágrima do rosto com uma das mãos enquanto a outra permanecia segurando firmemente Teddy. Ela perdeu a fala quando olhou para Teddy e seus cabelos agora eram espessos e castanhos como os dela, seus olhos marrons idênticos ao dela. Ele ainda brincava com os cachos enquanto fazia bolhinhas com a boca.


-Ele nunca ficou tão confortável assim com qualquer outra bruxa!


Diz uma voz surpresa atrás de Hermione que voltou-se para Andromeda completamente rubra.


-Oh Andomeda, eu não queria incomodar vocês enquanto conversavam e ele começou a chorar então madame Pomfrey me deixou sozinha com a mamadeira dele e ele parecia tão agitado!!!


Explicava-se desesperadamente a grifinória até ver um sorriso se formar no rosto da velha bruxa.


-Não estou reclamando querida! Parece que Teddy gostou mesmo de você... e do seu padrinho também!


Completa apontando para os olhos do bebê que ganhavam a cor esverdeada tão conhecida por Hermione. Por breves instantes ela sentiu o coração acelerar numa velocidade sobre-humana, Teddy parecia agora uma versão perfeita de como seria um filho dela com Harry. Tal pensamento fez borboletas agitarem-se em seu estômago e Hermione ficou duas vezes mais vermelha que antes.


Hesitante, a grifinória levantou os olhos do bebê para a pessoa ao lado da senhora Tonks. Harry estava olhando para ela, com Teddy nos braços com uma expressão inexplicavelmente terna, ele não estava sorrindo, mas também não estava sério... parecia que estava com a cabeça em outro lugar.


-Harry?


Chama Hermione sem conseguir encarar o melhor amigo nos olhos.


-Sim?


Pergunta ele se aproximando dela e do bebezinho acariciando os cabelos encaracolados do afilhado levemente.


-Está tudo bem?


Questiona preocupada a grifinória.


-Tudo bem com o que?


Pergunta ele em resposta sem tirar os olhos de Teddy que agora tinha as mãos segurando firmemente o relógio de pulso que Harry estava usando o impedindo de afastar as mãos dos cabelos do menino.


-A sua conversa com Andromeda!


Sussurra ela estreitando os olhos e analisando cuidadosamente o amigo. Harry não era comumente distraído assim e isso a preocupava.


-Ah sim! Claro! Foi tudo bem!


Responde ele finalmente levantando o rosto e sorrindo para ela.


-Ele é tão pequeno, e está igualzinho a você! É como... se estivesse segurando seu filho Hermione!


Comenta Harry encantado com Teddy, sua voz transbordava reverência quando seus olhos vagavam de Hermione ao bebê e a garota desvia o olhar esforçando-se para não deixar o rosto vermelho novamente.


-Não... quer segurar ele?


Oferece a Hermione com um pequeno sorriso.


-Eu... eu não sei como segurar um bebê! E se eu machucar ele?


Desespera-se Harry com um olhar horrorizado com a possibilidade de derrubar seu afilhado no chão.


-Você não vai derrubar ele Harry! E eu estou aqui para te ajudar, não é tão difícil... não é Teddy?


Brinca ela sorrindo para ele que abre um sorriso banguela para a menina de cabelos espessos. Harry não poderia se sentir mais feliz naquele momento. Com muito cuidado, Hermione passou o bebê para os braços dele, explicando como devera segurá-lo e como embalar o pequeno para que ficasse calmo.


Ela permanecia do lado de Harry, com a mão direita protetoramente apoiada sobre o braço do melhor amigo, de olho nos movimento de Teddy. Os dois trocaram um olhar cúmplice e sentaram-se próximos à mesa dos professores, divertindo-se com as mudanças na aparência do filho de Remus.


-Poppy, nunca vi Teddy gostar tanto de uma mulher além de mim e Nymphadora! Mesmo quando McGonagall o pegou no colo ele esbravejou!


Comenta Andromeda olhando para a dupla grifinória mimando seu neto.


-Hermione é uma garota muito especial! Não é estranho que até mesmo Teddy tenha gostado dela... ele tem muito bom gosto por assim dizer!


Responde McGonagall entrando na conversa das duas bruxas despercebida. Um sorriso frágil contrastando com sua expressão cansada.


 -Acho que Teddy não é o único menino aqui que tem bom gosto!


Murmura Madame Pomfrey se aproximando de Andromeda apontando para o olhar fascinado que Harry Potter ostentava em direção à Hermione Granger enquanto brincava com Teddy no seu colo.


-É verdade Poppy... posso imaginar que Teddy estará em boas mãos a partir daqui!


Responde Andromeda, mais para si mesmo do que para a sua velha amiga curandeira.


Harry. Pov.


Era manhã de quarta-feira, o céu encontrava-se pacificamente calmo, sem a presença constante das nuvens cinzentas comuns nesta época do ano, até mesmo o frio não estava tão rigoroso permitindo aos ocupantes do castelo, saírem para breves passeios ao redor do lago antes de retomarem seus afazeres na reconstrução de Hogwarts.


Este, também era o dia em que Harry Potter, o grande herói do mundo mágico, deixaria para sempre a escola de magia que foi o seu lar desde os onze anos de idade e seguiria para a casa deixada por seu padrinho Sírius Black, a sede da Ordem, o Largo Grimmauldi.


A movimentação no salão comunal grifinório envolvia uma chorosa Molly Weasley abraçava fervorosamente o garoto ao lado de Gina que sorria tristemente frente à esta breve despedida, afinal não lhe animava  a perspectiva de não ver Harry, Rony ou Hermione quando as aulas recomeçassem em alguns meses.


-Oh Harry querido! Sabe muito bem que seria muito bem vindo a ficar n'A Toca! Não gosto nada de imaginar você sozinho naquele lugar horrível!


Murmura a matriarca Weasley quando o liberou do seu super abraço maternal. Harry simplesmente sorriu com o carinho nas palavras de Molly.


-Eu agradeço senhora Weasley! Mas, eu preciso voltar lá e colocar algumas coisas em ordem!


Explica ele solenemente, o desejo de preparar aquele casarão para seu afilhado avigorando todas suas forças para enfrentar as lembranças dolorosas de Sírius ali dentro.


-E não estarei sozinho... Hermione virá comigo!


Completa Harry lançando um rápido olhar em direção à melhor amiga que se encontrava concentrada em uma conversa com Kingsley do outro lado do salão.


-Sentirei falta de vocês por aqui!


Diz Gina se aproximando do moreno e oferecendo-lhe um abraço apertado que Harry retribuiu com ternura.


-Não é como se nunca mais fossemos nos ver Gina! E você ainda tem Luna, Neville e Dennis aqui!


Anima ele com um sorriso encorajador.


-Mas, não terei mais Michael... ou Colin!


Diz ela desviando os olhos já vermelhos de tanto chorar para a janela atrás dele.


-Não fisicamente, mas, você os tem bem aqui!


Diz o grifinório apontando para o coração da ruivinha.


-Eu aprendi uma coisa muito importante nos últimos dias... aprendi que as pessoas que nós amamos, nunca nos deixam de verdade, que uma parte muito valiosa de cada uma delas fica sempre com a gente!


Confessa Harry apoiando suas mãos sobre os ombros da amiga ruiva antes de abraçá-la novamente a deixando chorar sobre seu ombro.


-Obrigada Harry!


Agradece ela momentos mais tarde levantando o rosto e enxugando braviamente as lágrimas antes de sorrir.


-E vê se não se esquece de nos visitar na Toca... ainda vou chutar sua bunda no quadribol este ano Potter! Mesmo que não seja oficialmente com o time da escola!


Brinca ela tentando jogar longe os sentimentos tristes, afinal, Michael não iria gostar de vê-la lamentando sua morte para sempre. Mais adiante, Neville, Dean e Seamus apertavam a mão do colega de tantos anos.


-Hey cara! Será que nos veremos por aí ou só vamos ter notícias suas através do Profeta diário?


Brinca Dean bem humorado.


-Não seja tão babaca Dean! Harry não gosta de publicidade!


Reclama Rony de braços cruzados, mas, agora com um brilho de humor nos olhos azuis.


-Ninguém mais acreditaria no Profeta Diário depois das falsas notícias da guerra de qualquer jeito!


Explica pacientemente Neville antes de se aproximar de Harry e dar-lhe um abraço fraternal.


-Eu nunca cheguei a agradecer o que você fez naquela noite Neville! Sem a sua ajuda, Voldemort ainda estaria vivo! Foi a maior demonstração de coragem que eu já vi, você desafiou Voldemort e liderou a revanche!


Diz Harry seriamente deixando o Longbottom sem jeito.


-Não foi nada! Todos nós estávamos lutando ao seu lado e e-eu só fiz o que precisava ser feito!


Responde ele coçando a nuca sem graça por receber atenção dos colegas que riam em provocação.


-Será que agora o Potter encontra uma namorada de verdade? Tenho dez galeões apostados com os gêmeos que agora ele desencalha!


O comentário espirituoso de Seamus deixou o Potter escarlate e rendeu uma bela bronca da senhora Weasley sobre preocupações mais importantes para o futuro de Harry do que mulheres interesseiras.


-Eu só estava brincando!


Defendia-se o irlandês ficando deprimido como se levasse uma bronca da sua própria mãe.


-Eu passo por lá em alguns dias Harry!


Anuncia Ron batendo amigavelmente no ombro do amigo.


-George ficou animado com a melhora de Fred e pediu minha ajuda para reabrir a loja. Ele disse que agora, depois da guerra as pessoas precisam sorrir mais!


Explica o ruivo com um pequeno sorriso, mas a notícia animou Harry.


-Ele já acordou?


Pergunta o moreno sentindo-se revigorado.


-Ainda não, mas está respondendo ao tratamento de Madame Pomfrey... Mas, Luna...


Começa o Weasley ficando vermelho com a lembrança.


-Luna está bem? Ela piorou?


O sorriso desapareceu do rosto de Harry, a preocupação com a corvinal de cabelos loiros atingindo-o como um raio.


-Oh! Não, ela está bem!!! É que... bem ela... abriu os olhos esta manhã e... foi algo muito rápido, mas, eu tenho quase certeza que... que ela sorriu pra mim!


Confessa em um sussurro a última parte, e o moreno não conteve um sorriso malicioso em troca.


-Sonhando com o sorriso da Luna?


Provoca deixando o amigo mais vermelho que seus próprios cabelos.


-Eu não estava sonhando! Aconteceu ok? Ela acordou e sorriu e depois voltou a dormir de novo!


Defende-se Rony cruzando os braços e fazendo muxoxo resmungando algo sobre as criaturinhas imaginárias inventadas pela garota loira. Harry apenas ria da timidez do amigo, ele nunca vira o ruivo tão dedicado e preocupado com alguém assim antes. Ainda não saberia apontar se tratava-se de culpa, por ela ter recebido a maldição no seu lugar, ou por algo mais, por um sentimento que Rony ainda não estava disposto a confessar.


Dando de ombros, Harry preferiu deixar isso de lado, ele nunca foi muito bom em entender essas coisas de sentimentos mesmo. Sua experiência nos últimos anos era uma coleção de sentimentos atormentados com forte influência de Voldemort... gostar de alguém... estar com alguém só faria dessa pessoa um alvo certo para a morte.


Involuntariamente, seus olhos buscaram Hermione. A garota tinha os cabelos presos num rabo de cavalo desleixado, usava uma roupa trouxa comum, calças jeans, tênis, blusa e casaco para o frio. Suas cicatrizes completamente curadas, seu rosto bonito, sem uma única marca remanescente da batalha final.


Harry agradeceu mentalmente por vê-la bem. No entanto algo chamou a atenção do grifinório. A expressão decepcionada de Hermione, misturada a algo mais em seus olhos castanhos, que fizeram o coração de Harry apertar. O que ela tanto conversava com o Ministro? Essa preocupação o afligia mais do que ele esperava. Hermione não parecia feliz e se ele não permitiria que ela continuasse assim!


-Meu garoto, estou orgulhoso do seu desempenho na reconstrução do castelo, uma exibição de magia digna do seu pai, James Potter! Será mesmo que não gostaria de trabalhar em Hogwarts como professor substituto? Garanto que teria todo meu apoio!


Questiona Flitwick reverente e o moreno apenas balança negativamente a cabeça em resposta, ele precisava do tempo fora de Hogwarts e longe de tudo isso para decidir seu futuro.


-Trouxe isso para levar para Bicuço!


Anuncia Hagrid entregando um enorme saco para Harry, que assustou-se com o tamanho, chegava a ser mais alto que ele.


-É comida para ele, e lembre-se de deixar o pobrezinho sair para var de vez em quando, ele tem que exercitar suas asas!


Recomenda o gigante antes de enxugar as lágrimas do rosto.


-Eu realmente não gosto de despedidas!


Explica-se ele antes de Harry surpreendê-lo com um abraço.


-Pode deixar Hagrid! Vou cuidar bem de Bicuço e prometo que virei aqui para visitá-lo!


Garante Harry esforçando-se para conter suas próprias lágrimas.


-Eu preferiria vê-lo estudando aqui novamente senhor Potter... mas agora é um homem! Deve saber o que faz ao tomar suas próprias decisões!


Anuncia McGonagall com um sorriso frustrado.


-Eu realmente sinto muito diretora!


Murmura ele encarando o rosto severo da professora de transfiguração.


-Oh meu menino!


Ela o chocou ao abraçá-lo como a senhora Weasley o faria.


-Se mencionar isso a qualquer pessoa eu negarei Potter, mas sentirei falta de você e das confusões que o acompanhavam durante todos esses anos!


Confessa ela em seu ouvido, deixando Harry pasmo com a revelação.


-Se o prometesse ensinar a se tornar animago, ainda recusaria?


Provoca ela e Harry ri balançando negativamente a cabeça. McGonagall suspirou contrariada, tentou de todas as formas possíveis persuadir o grifinório a permanecer em Hogwarts, no entanto, não obtivera sucesso algum, ainda mais quando a sua aluna mais excepcional, Hermione Granger.


-Pois bem, meu trabalho está feito! Mas, ainda espero vê-lo novamente na minha escola Harry Potter!


Garante ela em um aceno de despedida.


-Harry, espero que possa reconsiderar sua decisão em breve! O quartel de aurores continuará esperando por você!


A voz inconfundível do novo ministro chamou a atenção do grifinório que rapidamente agradece o convite, mas aponta para o relógio de pulso, mostrando que estava atrasado. Hermione ao lado de Kingsley balança positivamente a cabeça, sem muito vigor, e despede-se dos amigos com um abraço.


-Tome conta de si mesma e de Harry minha querida!


Aconselhou Molly para Harmione que lhe sorriu pacificamente antes de segurar a mão de Harry. Ativando a chave do portal, ambos foram levados até Largo Grimmauldi.


Harry sentiu as pernas falharem e a visão obscurecer diante da estranha sensação de ser puxado pelo umbigo, e antes que tivesse a chance de protestar, estava a se perceber caindo ao chão, levando Hermione consigo.


A grifinória caiu por cima dele, com um grito assustado, seus braços agarrando a camisa de Harry desesperadamente o rosto a centímetros do seu. Hermione ofegou e Harry lhe ofereceu um sorriso de desculpas. Mas, nenhum dos dois se movia.


O moreno não parecia se quer incomodado por estar jogado ao chão de madeira velha empoeirado da sala, seus braços ainda envolvendo Hermione protetoramente e pôde perceber a respiração descompassada da garota ao encontrar os olhos esmeraldas que permeava seus sonhos.


Os pensamentos de Harry deixaram completamente sua mente no momento em que seus olhos quebraram o contato intenso dos olhos castanhos que tanto adorava, seguindo lentamente até os lábios macios e rosados de Hermione. Ele poderia jurar que o coração pulou uma batida quando ela mordeu o lábio inferior antes de retomar a razão e levantar-se abruptamente do peito do grifinório ficando sentada sobre seu colo.


-Oh Harry, eu sinto muito! Eu machuquei você? Eu sou muito pesada, posso ter caído sobre um dos seus ferimentos! Esqueci completamente como usar a chave do portal pode ser desconcertante...


Ela começou a divagar nervosamente com o rosto furiosamente vermelho, desviando o olhar para os móveis aleatórios espalhados pela casa sem coragem de encará-lo novamente. Harry piscou um par de vezes para "acordar" do devaneio em que beijaria Hermione sem pensar em mais nada.


Rindo interiormente da reação agitada da melhor amiga, ele levanta-se até sentar-se, ainda mantendo Hermione em seu colo com o braço direito em sua cintura e com a mão livre, puxou o rosto dela para encará-lo.


-Hey! Está tudo bem, você não me machucou, fui eu o culpado!


Sussurra ele prendendo os olhos castanhos nos seus enquanto deslizava suavemente o polegar pelo queixo até os lábios de Hermione, como se hipnotizado.


-Mas, eu deveria ser mais cuidadosa Harry...


Começa ela sentindo o coração acelerar tanto que até mesmo Harry poderia escutá-lo agora. Mas, ele a silenciou novamente.


-Shhh! Eu não me arrependo de ter a garota mais incrível, bonita, carinhosa, atenciosa, doce, esperta e corajosa que eu conheço no meu colo agora!


Murmura ele deixando Hermione rubra como um morango silvestre a cada um dos elogios feitos pelo moreno de olhos verdes.


-Eu estava louco para fazer isso!


Completa ele fechando os olhos e fundindo seus lábios aos dela em um beijo profundo, exigente e apaixonado. Hermione sentiu seu corpo amolecer completamente no momento em que seus lábios foram reivindicados pela boca de Harry.


Suas mãos subiram desesperadamente por seu peito até alcançar a gola da camisa a agarrando firmemente numa tentativa de manter-se tão próxima à ele quanto possível. Harry ousou ainda mais, sua língua procurando a dela com avidez.


Sua mão esquerda mergulhando nos cabelos cacheados até libertá-los, ansioso por sentir a cortina de cachos macia com seus dedos enquanto perdia-se no sabor dos lábios de Hermione. A resposta da morena às carícias do escolhido, foi arrastar provocativamente as pontas das unhas pelo pescoço de Harry, seguindo uma trilha desesperada para os cabelos rebeldes do bruxo.


As bocas se afastaram por falta de ar, mas, nenhum dos dois desejava abrir mão do conforto que o calor do outro proporcionava naquele abraço possessivo compartilhado entre eles. Ofegante, Harry encostou sua testa contra a dela. Sua mão direita acariciando as costas de Hermione com movimentos leves e circulares. Numa tentativa de acalmar a ela e a si mesmo, afinal estariam juntos... e sozinhos... no Largo Grimmaudi por quase um mês inteiro.


Teria tempo o suficiente para beijá-la, tocá-la, para confessar seus sentimentos para a garota mais extraordinária que conheceu, e pedi-la para ser eternamente parte da sua vida. Mas, Harry queria fazer isso do jeito certo, em um momento melhor, em um lugar... mais bonito, confortável, algo digno da importância que Hermione tinha para ele.


Ele não conseguia imaginar confessando seus sentimentos e pedindo Hermione para ser sua, no chão sujo da sala coberta por mofo e teias de aranha do Largo Grimmauldi. Mas, era um esforço hercúleo e vão. Sempre que estava com ela ao seu alcance, um desejo desenfreado de tocá-la, mesmo que fosse apenas para segurar a sua mão, o atingia.


A voz dela, o perfume, o sorriso, o jeito como ela puxava os cabelos para trás da orelha quando o vento passava por ela, a forma como seus olhos se concentravam enquanto lia, o jeito inocente e tão sensual quando mordia o lábio inferior quando algo a intrigava, a forma engraçava como revirava os olhos quando aborrecida, o calor que sentia sempre que ela o abraçava, o carinho que ansiava todas as vezes que ela o consolou e lhe deu força... Cada pequeno detalhe de Hermione estava gravado a ferro e fogo em sua memória.


-Eu acho melhor levar a comida de Bicuço agora!


Murmura Hermione, quebrando os pensamentos de Harry ao ouvir o barulho que o hippogrifo fazia no andar superior, provavelmente percebendo que chegava alguém na casa. Ela levantou-se ligeiramente trêmula e estendeu a mão para ele. A dupla trocou um sorriso cúmplice e Harry pegou o enorme saco que Hagrid lhe entregou antes de subir as escadas em direção ao quarto de Bicuço.


Geral. Pov.


Hermione suspirou sonoramente fitando a estranha peça de cristais que adornava o teto da sala de jantar. Seus olhos castanhos amplos e a boca ligeiramente aberta em reverência, piscou uma boa quantidade de vezes antes de puxar sua varinha avaliando criteriosamente o objeto alvo.


Era uma forma intrincada de cobras, enlaçadas umas às outras, suspensas por ainda intactos fios de aço e velas de cera. Algo claramente, obviamente e favoravelmente sonserino demais, mas como tudo dentro daquele casarão, provavelmente guardava um trabalho consagrado e incomum de encantos mágicos e possivelmente... algumas maldições.


-Eu disse que eles eram fanáticos por essas coisas de cobras!


Murmura Harry se aproximando dela, também impressionado com os novos objetos que descobriam no Largo Grimmauldi. Ele prontamente puxou sua varinha para remover o lustre, mas foi rapidamente impedido por Hermione que tomou sua varinha longe.


-Harry o que pensa que está fazendo?


Repreende a morena, colocando as mãos na cintura e estreitando os olhos em sua direção.


-Eu só queria tirá-lo Hermione!


Defende-se Harry assustado com a reação da melhor amiga.


-Sem saber se ele guarda algum encanto ou maldição primeiro? Se os membros da Ordem não o removeram antes é por alguma razão não acha?


Explica Hermione severamente fazendo Harry revirar os olhos com o exagero da preocupação dela. Se os membros da ordem não o retiraram é porque a aparência da casa pouco importava, o foco era a guerra! Ao menos era isso que ele pensava.


-Só vamos descobrir se fizermos isso não é mesmo?


Rebate ele para indignação de Hermione.


-Não ouse fazer qualquer coisa imprudente ou eu não estarei cuidando de você quando se machucar depois!!!


Ameaça a grifinória apontando o dedo indicador acusadoramente para ele. Harry simplesmente sorriu e num movimento rápido, passou o braço direito pela cintura de Hermione a puxando contra o peito.


-Você não conseguiria negar ajuda ao seu melhor amigo não é mesmo?


Provoca ele falando baixinho no ouvido de Hermione que fechou os olhos ao sentir o corpo inteiro estremecer nos braços dele.


-Seria um bom castigo!


Murmura ela afundando o rosto em seu ombro permitindo a Harry envolvê-la com ambos os braços carinhosamente.


-Mas, você ficaria preocupada comigo, se sentiria culpada por não me impedir de ser um burro e por fim cederia, me dando toda sua atenção e seu tempo livre até que eu estivesse 100% bom!


Brinca ele recebendo um tapa furioso sobre seu ombro.


-Isso não tem graça Harry! Eu só não desejava ver você machucado por um descuido desses!


Repreendeu ela com uma expressão brava.


-Eu não vou me machucar, eu prometo! Não vou fazer qualquer encanto de remoção enquanto não tiver certeza de que não serei amaldiçoado mortalmente!


Diz o moreno afastando-se dela e a fitando nos olhos como promessa.


-Não se esqueça de que eu preciso desse lugar sem qualquer risco para Teddy e Andromeda!


Explica ele suavemente, percebendo Hermione relaxar sua expressão acusadora e lhe sorrir docemente. Merlin, como ele amava esse sorriso.


-Eu já disse como é maravilhoso da sua parte deixar essa casa para Teddy? Foi uma decisão extremamente madura! Estou tão orgulhosa de você!


Diz Hermione levando suas mãos ao pescoço de Harry e o puxando num abraço acalentado, quente e confortável que o moreno não demorou a retribuir mergulhando o rosto nos cabelos macios e encaracolados da melhor amiga.


Ele não a deixou prender mais os cabelos depois do "incidente da chave do portal". Harry simplesmente adorava ver a forma como os cabelos castanhos caíam graciosamente pelas costas de Hermione quase alcançando sua cintura perfeita.


Ela sorriu quando o sentiu brincar com seus cachos, mas não disse nada, os dois permaneceram assim, nos braços um do outro por intermináveis minutos, saboreando a sensação de proteção e carinho desse simples gesto entre eles.


-Será que agora eu posso ter minha varinha de volta?


Pede Harry com um meio sorriso antes de deixar um beijo casto sobre os cabelos da amiga.


-Tudo bem, mas traga o baú de Mostro até aqui, acho mais seguro deixar os velhos objetos dessa casa trancados ali dentro!


Pondera Hermione com determinação e tão logo o moreno deixou a sala de jantar ela agitou a varinha para o alto novamente, com muito cuidado, lançou um feitiço de reconhecimento e suspirou aliviada a não encontrar quaisquer maldições presente.


Estavam há horas recolhendo os objetos mais inusitados pelo Largo Grimmauldi e os guardando num grande baú de mogno, ampliado interiormente para coportar todos os móveis da casa. Começaram pela sala de estar, limpando as poltronas e cadeiras, antes de recolher retratos, esculturas antigas e alguns candelabros bizantinos.


A tarefa mais difícil, foi tirar os retratos da família Black. Harry quase foi amaldiçoado por um encanto que segurava o quadro de um dos avôs de Sírius e Hermione passou a conferir objeto por objeto depois disso.


Hermione guardou o lustre no grande baú e assim que o fechou, puxou um longo pergaminho do bolso conferindo a lista que havia preparado para incredulidade de Harry. O moreno se aproximou do lado da melhor amiga, fitando por cima do ombro a quantidade absurda de itens enumerados de tarefas a serem feitas, devidamente separado por dias, horas, locais e até mesmo objetos e alimentos.


-Merlin Hermione!


Praguejou ele com os olhos amplos em choque. Assustando a amiga que quase o enfeitiçou por ter aparecido do nada e gritado em seu ouvido.


-Não faça isso Harry!


Repreendia ela voltando-se para ele com uma mão sobre seu peito numa tentativa vã de tranquilizar as batidas frenéticas do coração.


-Essa sua lista é enorme!


Reclama ele em desespero. Fazer as coisas sem um cronograma parecia muito mais fácil do que seguir as duzentas regras impostas naquele pergaminho dela.


-Oh não! Está tudo muito bem organizado aqui! Desde a arrumação da casa, até os objetos que teremos que comprar além de papéis de parede, luminárias, tinta, lâmpadas, espanador, vassouras "de varrer" e alimentos! Sem falar que temos o quarto inteiro do Teddy para montar, o berço, a cômoda, os armários, o trocador...


Começou ela severamente apontando os itens essenciais e justificando ponto por ponto até convencer Harry de que ela SEMPRE teria razão.


-Ok! Você venceu!


Responde ele derrotado baixando os ombros cansados depois do dia todo retirando e reparando móveis pela casa.


-Mas, olhando para essa lista eu me sinto dez vezes mais cansado do que já estou agora!


Explica ele puxando o enorme pergaminho das mãos de Hermione e lendo com atenção cada detalhe. Ela não esquecera nada, desde fraudas, mamadeiras, panelas, cobertores... ela dividia o quarto de Bicuço, um quarto para Harry, outro para Andromeda e um para Teddy. Era impressionante.


-Não temos que fazer tudo isso em um único dia! Essa lista vai nos servir como um lembrete do que precisamos para transformar Largo Grimmauldi em um lar para Teddy!


Tranquiliza a morena bocejando e esticando os braços para o alto, sentindo as costas e o pescoço tensos. Harry não conseguiu evitar, seus olhos percorreram todo o perfil de Hermione aquele momento. Mesmo coberta de poeira e com os cabelos bagunçados, ela parecia simplesmente linda para ele.


-Mas, você esqueceu algo muito importante aqui Hermione!


Diz ele sem tirar os olhos dela.


-O que?


Questiona incrédula tomando a lista da mão dele e verificando linha por linha com o cenho franzido em concentração. Ela dedicara tanto tempo para aquele cronograma, saberia se algo estivesse faltando.


-Não está faltando nada Harry!


Rebate ela estreitando os olhos desafiadoramente para ele.


-Está confira de novo!


Provoca o moreno com um sorriso maroto brincando nos lábios.


-Eu não preciso conferir! Tenho tudo certo na lista!


Defende-se apontando o pergaminho para ele.


-Eu insisto!


Responde ele para frustração de Hermione.


-O que raios está faltando?


Pergunta jogando as mãos para o ar em desistência, Harry poderia ser muito persistente quando colocava uma ideia na cabeça.


-Eu não encontrei nada referente ao "quarto de Hermione" por aqui!


Responde com um sorriso insolente deixando Hermione pasma.


-A não ser que esteja planejando dormir na biblioteca, mas arriscaríamos nunca mais conseguir te tirar de lá... ou...


Começa ele se aproximando mais ainda dela, envolvendo seus braços ao redor da cintura fina de Hermione.


-Talvez... queira dividir o quarto com mais alguém...


Sussurra no ouvido dela e a grifinória sentiu que suas pernas não suportariam o peso do seu corpo se não fosse por Harry a segurando. Ela suspirou fechando os olhos com força, obrigando-se a responde Harry à atura.


-Oh sim! Eu não tinha dito antes, mas me agrada muito a possibilidade de dividir o quarto com...


Começa ela envolvendo os braços pelo pescoço dele e falando com a voz rouca, espalhando arrepios pelo corpo de Harry.


-Bicuço!


Completa ela morrendo de rir da cara estupefata de Harry naquela resposta. ela solta-se do moreno segurando a barriga de tanto rir.


-Isso não teve graça!


Defende-se ele pegando a amiga nos braços e a tirando do chão.


-Hey!!!


Protesta ela ainda entre risos enquanto Harry a levava para a sala, a lareira já acesa com um velho sofá diante dela. Jogando a amiga no sofá ele pula sobre ela fazendo cócegas como sua "vingança maligna".


-ParaAAaa HArryyyYyyy!


Gritava Hermione agora chorando de rir.


-Não até se desculpar por preferir Bicuço a mim!


Rebate Harry rindo loucamente do rosto vermelho da melhor amiga.


-Isso... não é JUSTOOO!


Gritava Hermione novamente agitando as pernas no ar numa tentativa desesperada de escapar das garras de Harry.


-A vida não e justa Mione!


Responde dando de ombros e voltando a fazer cócegas na barriga da grifinória.


-Tudo bem!!!


Rendeu-se ela ofegante e extremamente rubra. Harry Sorriu e deixou-se cair ao lado dela no sofá. ele também estava arfando de tanto rir, seus olhos verdes com um brilho renovado de esperança.


-Eu ainda prefiro você a Bicuço, Harry! Mas, só porque você não pode voar, ao menos não sem a sua vassoura!


Justifica ela encontrando seus olhos numa conexão intensa. Ele parecia tão feliz que ela não conseguia evitar sorrir com ele.


-Então esse seria o pequeno detalhe que me separa de um hippogrifo?


Pergunta Harry fingindo-se de ofendido levando Hermione a rir mais ainda batendo no braço dele antes de abraçá-lo com força, encostando a cabeça sobre o peito dele enquanto fitava a lareira a sua frente.


Harry envolveu um dos braços sobre os ombros de Hermione apoiando a cabeça sobre a dela, apreciando a sensação de ter sua melhor amiga tão perto de si. Ela se encaixava perfeitamente em seus braços. Ele sorriu com a lembrança de vê-la segurando Teddy.


Era impossível não imaginar como seria um filho seu com ela, seu coração inflou de esperança... pela primeira vez desde a batalha final, Harry se encontrava pensando em um futuro feliz... com ela ao seu lado.


Ele sorriu sem perceber e Hermione suspirou apertando seus braços sobre ele. Logo uma outra lembrança, não tão feliz, retornou à mente dele. Franzindo a testa com o pensamento, ele ponderou sobre como abordar esse assunto com Hermione, e decidiu ir direto ao ponto.


-Hermione?


Chamou ele suavemente enquanto acariciava os cabelos dela.


-Sim, Harry?


Respondeu sem se mexer do seu lugar, estava muito confortável no peito do moreno e cansada demais para levantar agora, era tão bom ouvir o coração dele batendo enquanto o abraçava.


-Eu... queria te perguntar algo!


Explica o grifinório levantando levemente o rosto dela, apenas o bastante para encontrar seus olhos castanhos o fitando com curiosidade.


-O que você estava conversando com Kingsley quando nos despedimos no salão comunal?


Pergunta severamente deixando Hermione sem palavras...


......................//..................


Muahuahuahuahuahauha eu sou má!!!! Estou parando por aqui no momento genteee XD e peço desculpinhas pela demora a postar, mas a veloz aqui tava fora do ar por quase uma semana ¬¬ WOW sorte viu!!! Maaaaaaaaaaaaaaas, como prometido ao super Coveiro-samaaaaaaaa mais um ----> Capítulo com montes de momentinhos Harmonys e um super hiper chute na fase emo do Harry, sério eu num tava mais conseguindo escrever drama T_T não é pra mim!!! Maaaaaaaaas, para dar um UP temos um pouquinho do nosso baby Lupin ;D hauhauhauhauahuahuaha espero que estejam curtindo a fic!!!


 


 

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Comentários: 6

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Enviado por Nety_Potter em 04/06/2013

Wow, Parabens! Sua fic é realmente muito boa Bem que o Coveiro e a Venatrix Me Falaram!!! Eu coloquei com muito prazer a sua Fic entre as Melhores fics HH!!!
Mais uma vez parabéns, continue assim!!!
Só gostaria de pedir que não nos faça esperar, pois todos estamos muitos ansiosos para saber qual vai ser a resposta da Mione!

P.S Adorei a parte em que o Teddy fica com o cabelo da Mione e os olhos do Harry! Achei muito linda essa cena, eles realmente formam uma linda familia!!!

Nota: 1

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Enviado por Venatrix em 04/06/2013

Leitora Nova aqui!
Não sei nem por onde começar! eu realmente amei sua fic! ela simplesmente incrivel, muito bem escrita com os sentimentos expressos de tal maneira que... nós quase podemos sentir os conflitos e as dores dos personagens. Serio, Parabéns pelo otimo trabalho que esta fazendo!!!!
Aguardo ansiosamente suas atualizações! 

Nota: 1

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Enviado por Coveiro em 08/05/2013

Capitulo muito 10... To doido pra ler o proximo...

Finalmente a fase emo do Harry passou. A Mione com o Teddy foi muito legal, ainda mais quando o pequeno se metamorfoseou e ficou parecendo com um filho dela e do Harry. Pelo visto todo mundo ja sacou que ele é caidinho pela Mione.

Os dois arrumando a casa foi legal, mas o momento HH foi muito show.., Quero mais

E onde a Mione pretende dormir afinal...

Curioso demais pra saber a resposta dela...

Posta mais logo pois essa com certeza é sua melhor fic...

To loco pra ver essa familia que a Mione, o Harry e o Teddy vão formar... 

Nota: 5

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Enviado por Talisman José da Silva Moraes em 08/05/2013

Capítulo simplesmente sensacional! Continua logo, por favor!

Nota: 5

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Enviado por RiemiSam em 07/05/2013

Tah super legal mal vejo a hora do Harry e a Mi voltarem para a escola e se entenderem.

Nota: 5

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Enviado por RiemiSam em 07/05/2013

Tah super legal mal vejo a hora do Harry e a Mi voltarem para a escola e se entenderem.

Nota: 5

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