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7. Lua Cheia: Doença e Cura


Fic: As Fases da Lua


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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- Você tem certeza que isso vai nos ajudar? - perguntou impaciente Hermione -
Aquela mulher era louca...Imagine...Falar com os mortos...


- Ela estava falando a verdade. Tem que ter alguma pista aqui.


Os dois estavam no Hospital St.Mungus, algumas horas depois da conversa com a
iluminada. O hospital estava cheio, havia medi-bruxos e clementores por todos os
lados, circulando pelos corredores correndo. Harry e Hermione estavam sentados
em um hall de espera, junto com várias outras pessoas de todos os tipos. Não
sabiam exatamente o que procuravam ali, a informação tinha sido muito vaga. O
que poderia ligar aquele lugar com os seqüestros? Harry esperava que alguma
solução caísse do céu. Enquanto isso não acontecia, os dois ficavam parados ali
observando o movimento a sua volta:


- Se você tem certeza... - desistiu Hermione, desde que tinham chegado não
tinha parado de repetir como aquilo não ia levar a nada - Que tal se formos
procurar uma lista de pacientes? Internados, capazes de falar e com mais de um
dia aqui de preferência. Afinal, se aquela mulher realmente estiver certa, não
ia saber sobre pacientes que entraram hoje mesmo.


- A idéia é boa...Mas e se a pista não tiver nada a ver com um paciente? Pode
ser qualquer coisa, um bruxo que trabalha aqui...Um arquivo, um remédio.


- E é por isso mesmo que eu acho que a mulher estava mentindo...Só falou
aquilo para nos despistar...Para que parássemos de perguntar.


- Vamos procurar uma lista - disse Harry ignorando o comentário e levantando.
- Alguma enfermeira deve ter.


Havia um balcão de atendimento com duas enfermeiras encaminhando pacientes e
parentes, os dois se aproximaram e Harry foi o primeiro a pedir a uma delas:


- Eu gostaria de ver a lista de pacientes internados... - ele disse com
urgência.


A enfermeira foi direta:


- Não posso lhe dar a lista, mas se me dizer o nome de quem está
procurando...


- Poderia então nos dizer onde ficam os internados? - perguntou Hermione
apressada.


- O horário de visitas já terminou. - a enfermeira respondeu seca - Agora se
me dão licença...Há doentes para serem atendidos.


Os dois se afastaram do balcão:


- É inútil...Nem ao menos sabemos se vale à pena ficarmos aqui... - comentou
Hermione


- Eu sei Hermione. Eu sei! Mas o que mais podemos fazer? Não temos outras
pistas...Se ao menos o ministério fosse...


Harry não terminou a frase, os dois foram abordados por ninguém mais que
Neville Longbottom. Neville trabalhava no hospital, cuidava, ironicamente, da
área de farmácia. Fazia poções muitas vezes difíceis para os pacientes e possuía
um apotecário no Beco Diagonal. Naquele momento devia estar de plantão:


- Vocês estão bem? - ele perguntou preocupado


- Não estamos doentes, pelo menos. Como vai Neville? - respondeu Hermione
simpaticamente.


- Ocupado, principalmente com um certo paciente... - Neville suspirou - Como
a vida é irônica, não? Bem, se vocês estão bem, o que estão fazendo aqui?
Visitando alguém?


- Isso também não, pelo menos ainda não - falou Harry meio encabulado -
Estamos procurando uma lista de pacientes internados...


Neville pareceu intrigado:


- Lista? Bem, eu atendo quase todos os pacientes em quartos...Se vocês
pudessem dar, quem sabe...Uma descrição...Eu adoraria ajudar...


- Não sabemos bem quem estamos procurando sabe? Talvez alguém
estranho...Suspeito. - falou Hermione incerta.


- Suspeito? Da vida pessoal dos meus pacientes sei pouco. Mas tem um que acho
que vocês vão achar interessante visitar. É só vir comigo...


Neville os levou até o quarto andar do lugar, era um corredor muito longo
cheio de portas dos dois lados, cada uma com um número escrito. Havia algumas
enfermeiras passando, todas cumprimentavam Neville. Finalmente ele parou na
frente de uma das portas, podia se ouvir som abafados de gritos vindo do quarto,
de repente a porta se escancarou e uma enfermeira saiu esbravejando:


- EU DESISTO! - e seguiu seu rumo pelo corredor.


Da porta alguém atirou um copo através da porta quase atingindo Hermione, de
lá saiu também uma voz muito familiar:


- DA PRÓXIMA VEZ ME TRAGA UM COPO DE VINHO DECENTE SUA INCOMPETENTE!

Neville rolou os olhos para cima, suspirando:


- Ele não pode tomar vinho...Quantas vezes preciso dizer? É um caso
perdido...


Harry e Hermione se entreolharam, com certeza pensando a mesma coisa...Seria
o paciente...


- Bem, vamos entrar. - convidou Neville entrando no quarto.


Os dois o seguiram relutantemente. Já dentro Harry olhou a seu redor, era um
quarto pequeno e claro, graças a uma grande janela, havia apenas um criado-mudo
e uma cama...Nela estava deitado Draco Malfoy. Ao vê-lo Hermione soltou uma
exclamação de surpresa:


- Malfoy?!


- O que está olhando Granger? Veio rir da minha miséria, ou veio roubar uns
remédios de tão pobre que é?


- Simpático como sempre, vejo - disse Harry com desgosto - Encontramos você
por infelicidade...Mas já que estamos aqui, gostaríamos de fazer umas perguntas.


- Você realmente acha que eu vou responder suas perguntas Potter?
Sinceramente, achava que você era um pouquinho mais inteligente. Ah bem...Veja
como são as coisas.


- Se você responder nossas perguntas, ajudamos na sua “recuperação” - propôs
Harry, sem ao menos saber qual era a doença.


- Você está blefando...E é um blefe muito ruim por sinal.


- Neville, poderia nos dar licença? - pediu Hermione normalmente.


Neville a olhou com estranheza, mas obedeceu. Logo que ele fechou a porta,
Hermione falou novamente:


- Você quer vinho não? Quer beber e comer do melhor, não agüenta a comida do
hospital e as poções mal-cheirosas, não é mesmo? Pois bem, responda nossas
perguntas e dou minha palavra Malfoy, você terá do melhor. - ofereceu Hermione
série.


O loiro não respondeu de imediato, fitou Hermione por alguns segundos antes
de responder:


- Para você ver como eu estou desesperado...Eu aceito, Granger. Perguntem
logo as porcarias que querem.


Harry sorriu, mentalmente agradecendo Hermione:


- Você lê o Profeta Diário, não? Sabe o que aconteceu na festa dos Weasley? -
perguntou Harry com pressa.


- Sei. E?


- Você não saberia...Quem foi o responsável por aquilo, saberia? - continuou
Harry.


- Olha, Potter, eu não sei e não dou a mínima...Próxima pergunta.


- Então o que estava fazendo no vilarejo perto da festa na mesma noite? -
falou Harry começando a se irritar com a atitude de Malfoy.


- E dá onde você tirou essa idéia, Potter?


- Eu vi você, Malfoy.


- A velhice está estragando mais a ainda as porcarias que você chama de
olhos.


- Olha aqui Malfoy, ou você responde minhas perguntas direito, sem seus
comentários estúpidos, ou explodo seus miolos. Falo sério - Harry aponto sua
varinha para Draco.


- Nervosinho, não? Se eu tivesse com minha varinha aqui...


- Mas não está...O que vai ser?


- Estava lá a negócios...Só isso. Não tinha nada a ver com aquela festa
idiota. Satisfeito?


Harry abaixou a varinha, estava furioso...Mais uma vez tinha que olhar para a
cara daquele infeliz. Era óbvio, ele estava escondendo muita coisa. Mas naquele
momento a única dúvida que Harry tinha era qual era a doença Malfoy. Ele parecia
estar como sempre foi. Tanto fisicamente quanto, infelizmente, psicologicamente.
Havia algo desesperador acontecendo para ele aceitar responder perguntas apenas
por uma taça de vinho.


- Negócios com quem? - perguntou Hermione, interrompendo o pensamento de
Harry.


- Com o doutorzinho aí.


- Neville? - exclamou Hermione surpresa, olhando para Harry.


- Vai me dizer então que você não tem nem uma idéia de quem está por trás dos
seqüestros? - falou Harry com deboche - Vamos lá, Malfoy, todos nós aqui sabemos
com que tipo de gente você anda. Algum idiota deve ter comentado algo...Afinal,
foi um feito e tanto o que eles fizeram...Quem não ia querer se gabar?


Malfoy riu:


- Eu não fico ouvindo comentários de bêbados, Potter, se é isso que você está
insinuando. Mas, eu ouvi uns rumores sim. Como vocês também devem ter ouvido.
Algo envolvendo Voldemort. - ele abriu um sorriso de escárnio - Você lembra
dele, não?


- Como poderia esquecer... - falou Harry - Algo mais? Quem sabe sobre um
antigo companheiro de tatuagens?


- A Marca Negra só é dada aos mais dignos...E você sabe muito bem qual foi o
fim deles. - falou Draco com raiva. - Acho que o horário de visitas está
terminado não?


Harry cruzou os braços, pensativo...Será que eles tinham conseguido tirar
todas as informações de Malfoy? Toda aquela entrevista só confirmava a suspeita
que formulavam há muito tempo, a suspeita que Voldemort estivesse envolvido. Mas
envolvido como?


- Você diz que ouviu rumores...O que exatamente você ouviu?


- Potter...Potter... - começou Malfoy balançando a cabeça para os lados - Eu
já te dei todas as dicas...E você não consegue perceber o óbvio?! Que pena que o
Weasley pobretão não está aqui não? Ele saberia.


- O que você quer dizer com isso? - irritou-se Hermione


- Calma Granger...Está naqueles dias? - riu Malfoy - Sabe, afinal de contas,
a grande piada foi aquela estória, não acham? Vocês, tão nobres, tão bons, todos
de almas caridosas, não conseguiram enxergar nada. Não conheciam nem o suposto
melhor amigo...Tsk, tsk...


O sangue de Harry ferveu, mas ele se manteve imóvel, Malfoy só queria
irrita-los para que fossem embora. Mas Harry não iria embora até que ele
quisesse. Até que tirasse todas as palavras que pudesse da boca suja de Malfoy.
Hermione tinha virado o rosto para a janela, evitando olhar para Harry e Draco:


- E você Malfoy, nem admitir o que é, admite. Você não passa de um covarde se
escondendo atrás de máscaras...


- Poupe-me do discurso, Potter. Você não vai conseguir tirar mais nenhuma
palavra de mim. Então desista. - ele se virou para Hermione - Respondi suas
perguntas, Granger. Espero que cumpra a sua parte...


Hermione voltou a encara-lo, seu rosto impassível...Mas Harry a conhecia,
segurava o choro:


- Sabe de uma coisa Malfoy? Vá se danar. - Hermione então saiu apressada do
quarto.


A expressão de Draco não podia ser lida. Era uma mistura de choque e raiva
gigantesca. Harry não ficou mais, também saiu do quarto. Lá fora, encontrou
Hermione sentada em uma cadeira no corredor, Neville a olhava de modo estranho
sentado ao seu lado, logo que viram Harry ambos levantaram as cabeças:


- A conversa não deve ter sido agradável...Me desculpe...Não devia ter
trazido vocês para ver ele. - disse Neville desanimado


- Não, Neville, você nos ajudou muito... - falou Harry com uma voz simpática
- É que a língua dele continua afiada como nunca...


- Nem me fale. Vou ter que agüentar ele por muito tempo.


- O que ele tem? - falou pela primeira vez Hermione.


- É difícil explicar. É uma doença trouxa. Que ironia não? Ele sempre se
gabou por ter sangue “puro”, e olha só, tem uma doença hereditária trouxa.


“Ironia é pouco” pensou Harry. “Me parece mais castigo”


- Hereditária? Quer dizer que ele teve um parente trouxa? - falou Hermione
surpresa


- É o que parece. Quem sabe um avô ou avó...Estamos tratando ele com poções
muito complicadas... - explicou Neville - Eu aconselhei ele várias vezes que o
melhor seria ser tratado por médicos trouxas.


- Nunca que Malfoy ia pisar em um hospital trouxa - comentou Harry


- É verdade...Mas agora ele está gastando uma fortuna com ingredientes, que
talvez nem funcionem...É uma poção tão complicada que é preciso ser feita na lua
minguante e bebida na lua nova. Vocês sabem né? Toda aquela pesquisa do começo
do século 13.


- As fases da lua influenciam não só ingredientes, mas como o preparo de
poções. Lua nova dá forças para poções de cura, lua minguante aumenta a força de
certas poções, lua crescente aumenta a magia em ingredientes e lua cheia... -
lembrou Hermione


- Lua cheia é para poções de magia negra. - completou Neville - Estamos
esperando para ver se a poção que ele tomou, há duas semanas atrás, faz efeito.
Ele está aqui em observação. Um incomodo enorme para as enfermeiras, mas o que
posso fazer? Ele também tem direito a ser tratado.


- Malfoy falou que você encontrou com ele na noite da festa dos Weasley, é
verdade? - perguntou Harry.


- Ele disse a verdade, mas o encontro só ocorreu no dia seguinte. Ele pediu
que me encontrasse com ele naquela noite no pub do vilarejo. Lembra Harry? -
Harry assentiu com um movimento da cabeça - Mas por alguma razão ele demorou
demais e eu fui embora.


- E o que falaram no dia seguinte? - interviu Hermione.


- Ele...Bem... Eu estava relutante em internar ele. Vou ser sincero, por
motivos pessoais. Não conseguia aceitar a idéia de ter que conviver com ele de
novo. Na primeira vez que veio falar comigo, há dois meses, eu receitei uma
poção para dormir e fechei a porta na cara dele. - sua voz mostrava
arrependimento.


- Quem não faria isso? Principalmente depois de tudo que fez você passar -
disse Hermione tentando encorajar Neville.


- Mesmo assim, Hermione. Mesmo assim...Eu estudei para ajudar pessoas...Quem
quer que sejam - Neville suspirou - De qualquer forma, ele voltou várias vezes,
estava decidido...Vocês sabem que ele tem um ótimo conhecimento sobre
poções...Ele estava ciente de qual teria que tomar, mas precisava de mim para
conseguir receitas. Finalmente, ele fez uma proposta que eu não poderia recusar.
E desde então ele é meu paciente. Desde que tomou a poção pela primeira vez,
queria me ver, estava com sintomas estranhos, e foi no dia seguinte da festa que
finalmente eu aceitei interna-lo.


- Aceitou? Quer dizer que ele que preferiu assim? - indagou Harry surpreso.


- Ele é um homem inteligente, Harry. Mesmo reclamando, ele sabe que se não
ficar no hospital pode morrer, para falar a verdade somos a última chance dele.
O problema é que não quer admitir isso.


- Ele vai morrer mesmo? - perguntou Hermione.


- É provável que só tenha mais alguns meses de vida.


Os três ficaram em silêncio...Harry se sentou ao lado dos dois. Mesmo sendo
Malfoy, aquela notícia o abalou. Finalmente Draco ia sair da sua vida para
sempre, mas não era assim que ele queria...Neville se levantou:


- Bem, se é só isso que posso fazer por vocês dois...Eu vou indo - assim ele
se despediu e entrou em uma porta mais adiante.


Hermione foi a segunda a levantar:


- Harry, precisamos conversar. - disse secamente - Podemos ir até um parque
perto daqui?


- Tudo bem.




Os dois saíram do hospital lentamente, cada um imerso em seus próprios
pensamentos. O parque que Hermione se referia ficava há alguns quarteirões, a
caminha foi silenciosa, mas rápida. Chegando ao local, Hermione sentiu o vento
gelado de fim outono em seu rosto, o parque era pequeno, mas muito bonito, tinha
ido lá alguns anos atrás quando foi visitar Harry no hospital. Porém naquela
época as árvores estavam floridas e havia pais e filhos brincando em um
parquinho, donos e seus cachorros passeando, trouxas ou bruxos, isso não
importava naquele lugar. Mas agora estava tudo vazio, praticamente todas as
folhas estavam no chão, avermelhadas.


Hermione tinha tomado uma decisão...Aquela visita ao hospital tinha a deixado
abalada...Draco Malfoy era um incomodo, mas ela acreditava que ele estaria
sempre lá, agora que ele estava prestes a morrer...Ela tinha percebido a
fragilidade da situação em que Harry e ela estavam...Já tinha enfrentado muitos
perigos, mas isso tinha sido há muito tempo...Muita coisa tinha mudado desde
então. Algo dizia a Hermione que talvez aqueles dias seriam seus últimos dias,
alguma coisa muito grande ia acontecer a qualquer momento. Não tinha certeza se
estariam prontos para ela. Se ela estaria pronta.


Os dois encontraram um banco vazio e se sentaram. Demorou um certo tempo até
Hermione ter coragem de falar:


- Harry...Eu - ela engoliu seco - Eu queria falar uma coisa, antes que seja
tarde demais.


Harry a olhou preocupado.


- Com toda essa situação do Malfoy...Eu percebi, percebi que amanhã mesmo
podemos nunca mais nos ver...


- Hermione, já passamos por pior... - começou Harry


- Não, Harry...Me ouça, certo? Eu sinto que tem algo de muito errado
acontecendo...E preciso tirar isso das minhas costas para sempre, e tenho
certeza que você também. - ela fez uma pausa - Há muito tempo que eu tenho isso
preso na minha garganta e preciso falar. Estou cansada de toda noite me revirar
na cama e pensar no que aconteceu, no por quê. Eu vivia me perguntando: Já faz
oitos anos e ainda não consegui me livrar disso! Como é possível? Mas agora eu
sei o porquê. Nunca realmente falamos disso. Não tivemos a coragem.


- Precisamos falar, Harry! Eu preciso. Você entende? - ela observou a
expressão de seu melhor amigo, depois de alguns segundos ele assentiu - Eu
sempre discuti com ele, por tantos motivos, que até contestei minha amizade.
Rony e eu éramos incompatíveis, mas por alguma razão sempre voltávamos a falar,
sempre fazíamos as pazes. Mas no último ano, quase não nos falamos, e eu
secretamente me perguntava qual seria razão...Desde que tinha recebido a carta
da morte de Vítor Krum ele estava assim...Agora eu sei que ele já tinha se
tornado um comensal. E sabe Harry? Eu não entendo, até hoje não faz sentido. E
tenho medo que ele fez o que fez por minha causa, como Malfoy disse, eu não
procurei ele, eu não tentei descobrir o que havia de errado... - ela começou a
soluçar.


- Ele fez uma escolha, Mione. E essa escolha foi só dele. Você não pode se
culpar por isso...Eu me deixei cegar pela raiva quando descobri, não queria
saber o por quê. Para mim, não havia justificativa nenhuma para aquilo. Eu odiei
ele por isso, ainda odeio mas por outra razão. Sabe qual? Ele foi covarde demais
para nos dizer o que estava acontecendo. Ele sempre teve ciúmes de mim, você
sabe disso. Naquela época eu achava que mesmo assim a nossa amizade era mais
importante, mas na verdade ela não significava nada para ele. Ele jogou tudo
fora, Mione.


Os dois ficaram em silêncio mais uma vez. Uma rajada de vento levantou várias
folhas do chão:


- Eu tinha tanta coisa para dizer...Tanto a perguntar...Por que ele fez isso
conosco?! - gritou Hermione - Se ao menos tivéssemos descoberto mais cedo! Mas
como poderíamos suspeitar dele? Tínhamos planos...Um futuro. Depois de Voldemort
tudo ia ficar bem...Será que foi tudo mentira?


- Nunca vamos saber. Mione precisamos esquecer ele...Enterra-lo para sempre.
Ele não merece nossas lágrimas. Não merece.


- Me diga então por que eu sonho com ele toda à noite? Por que toda noite de
dias das bruxas eu tenho o mesmo pesadelo? Por que eu não consigo controlar
isso?!


- Eu sei como é. Eu tenho os mesmos pesadelos...Toda noite, há semanas, o
mesmo sonho...A mesma raiva, quando eu tenho certeza que esqueci, ele volta e me
faz lembrar de como estragou a minha vida... - falou com raiva Harry - Estou
cansado disso também, Mione.


Harry tinha os mesmo sonhos? Hermione olhou surpresa para ele. O que aquilo
poderia significar? “Apenas que Rony Weasley estragou nossas vidas para sempre”
pensou Hermione tristemente.


- O que aconteceu conosco? - sussurrou Hermione.


Foi então que ambos puderam ouvir passos distantes, ecoado por entre as
árvores secas. Hermione olhou para a direção dos sons, esperando ver alguém
chegando. O alguém era uma mulher alta de cabelos ruivos encaracolados, vestia
uma blusa branca, uma calça jeans e um casaco grosso de inverno. Parecia
extremamente incomodada com o frio, talvez isso tivesse relação com o fato de
ter a pele bronzeada. Hermione a observou se aproximar mais e mais dos dois.
Finalmente estava há alguns metros deles, e se dirigiu a Harry:


- Você é Harry Potter? - falava em inglês, mas tinha um forte sotaque
estrangeiro - Sou René Brito. Estava procurando por você há muito tempo. Tenho
assuntos urgentes aqui na Inglaterra. Sobre os iluminados.


Harry se levantou subitamente:


- O que você sabe sobre eles? - perguntou rapidamente.


- Mais que você, te garanto. Sou uma.


Hermione então se levantou, René continuou a falar:


- Não tenho muito tempo. Venho do Brasil. Faço parte do conselho dos
Iluminados.Um dos anciões desse mesmo conselho foi seqüestrado, o mais poderoso
deles. Desde então tenho mantido contato com o Ministério inglês para manter
isso sob extremo sigilo. Acredito que esse seqüestro esteja relacionado com os
que vêem ocorrendo aqui. Soube por uma fonte confiável que você e a srta.
Granger estão procurando resolver esse caso.


- Não sabemos mais que o Ministério. - informou Hermione.


- Eu sei disso, por isso que vim até vocês. Tenho mais informações,
informações vitais. Preciso ajudar. - disse a moça rapidamente.


- Por que não dar essas informações para o ministério? - perguntou Harry
desconfiado.


- Tenho vários motivos. Um deles é que acredito que haja informantes dentro
de seu ministério. Outro é que essa informação em particular só poderá ser
utilizada por vocês. Na verdade, só por vocês.


Hermione e Harry se entre olharam, mas deixaram René continuar. A moça
apontou para o céu:


- Hoje será o último dia. Não sei porquê. Mas é isso que eles falam. Hoje
será o dia que plano terá seu fim. Essa noite. Eles só repetem isso, de novo e
de novo dentro da minha cabeça - René começou a apertar sua testa dando a
impressão de loucura para Hermione, mas depois voltou ao normal - Como disse,
faço parte do conselho, minhas habilidades são maiores que o normal, ouço, falo,
toco, penso com eles. Normalmente consigo controla-los e só ouvir o que quero,
mas durante a lua cheia eles ficam incontroláveis, raivosos...Mas essa lua cheia
é especial. Essa é a que ditará o futuro. Vocês entendem o que digo?


René se sentou no banco. Hermione a fitava com curiosidade:


- Você quer dizer que hoje os seqüestradores irão atacar? Você sabe quem eles
são e o que querem? - perguntou Harry com urgência.


- Eu não sei. - ela levantou a cabeça, deixando o queixo no alto - Antes de
ser seqüestrado, Arcantos estava ouvido uma voz, não era uma voz comum, tinha
malícia, sabia o que estava acontecendo a sua volta. Isso não é comum... - ela
abaixou o rosto novamente, olhando para os dois - Quase sempre eles só se
lembram do momento de sua morte, e só conseguem pensar nisso para sempre, todos
seus sentimentos na hora da morte ficam em sua memória morta para sempre.
Entendem? São atormentados, castigados pela eternidade. Alguns que conseguem se
comunicar, saem dessa prisão interior, mas apenas com nossa ajuda. Aquela voz
não, era independente e falava como se estivesse viva. Arcantos era o único que
conseguia ouvir e o único que sabia quem era o dono dela.

- O seqüestro dele então tem relação com essa voz - deduziu Hermione


- É o que o conselho acha. O seqüestro ocorreu aqui na Inglaterra, logo após
Arcantos informar o seu Ministério sobre a voz.


- É por isso que acham que há um informante? - perguntou Harry.


- É a única explicação. Ninguém conhecia Arcantos pessoalmente a não ser por
alguns iluminados e o Ministro da Magia. Pelo menos até aquele dia.


- Isso só aumenta a suspeita de que existe alguém na Comissão roubando
feitiços. - disse Hermione preocupada - E essa pessoa ainda deve estar lá
dentro.


René levantou...Olhou para o relógio, parecia muito preocupada agora:


- Estamos ficando sem tempo. - ela soltou um suspirou - Vim aqui sem
autorização do conselho. Mas eles não sabem do que eu sei. Eles não ouvem ele.
Por favor, entendam isso vai ser um choque. E muito perigoso, mas é preciso ser
feito antes que anoiteça. Há mais um entre nós. E ele tem a resposta para muitas
perguntas. - ela se virou para Hermione pegando suas mãos e as segurando - Você
precisa me ajudar.


- Ajudar? Como?


- Você tem o mesmo dom que eu. Para sua sorte, ele ainda não se revelou. E
talvez nunca se revele por completo. Sinto em fazer isso, mas é preciso.


- Fazer o quê? O que você vai fazer com Hermione? - perguntou Harry
assustado.


- Ela vai se tornar uma iluminada.

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