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10. Por um beijo seu


Fic: Severus - A partir de Agora (Snape/OC) NC17!! - Indicada para o Multifaceted na categoria Dark


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Capítulo 06A        Por um beijo seu








 




Capítulo 06A
     

 
Por um beijo seu.





                 

 

          

 
Enquanto eu viver...
          





  




O dia tinha sido bom. Conseguiu descansar de tarde.




Conversou pouco com Lupin depois do almoço. Não sabia se era só impressão, mas ele parecia estranho.




Relembrou seu encontro com Sibila e Firenze. Ela quase não acreditou quando viu o centauro.




Toda sua vida ela tinha acreditado que centauros não existiam. Assim como fadas. E bruxos. E agora...




 




Franziu a testa. Viu seu reflexo no espelho. O que será que ele viu quando a olhou no lago?




Sacudiu a cabeça. Era melhor ir. Quanto mais cedo começasse, mais cedo terminaria.




 




***




 




A porta pareceu se abrir assim que ela bateu.




-
        
Boa tarde.




-
        
Entre.




Será que ele não podia responder a um simples cumprimento?




Um lindo tinteiro de vidro estava sobre a mesa cheia de pergaminhos.




O que ele tinha usado antes estava ao lado.




Foi direto para a outra mesa. A cadeira tinha mudado.




Sentou-se sem dizer nada.




Ele parecia distante. Talvez cansado.




Ela olhou o livro. Surpreendeu-se ao ver que não faltava tanto assim.




Não terminaria antes do jantar. Mas acabaria os do quinto ano hoje. Se andasse rápido.




Podia terminar o resto segunda-feira.




Trabalhou ativamente. Ele também parecia concentrado.




Ela pensou como era estranho estar tão perto dele. Calados os dois. Quase... íntimos.




Sacudiu a cabeça. Era melhor não ter idéias. Ontem tinha sido suficiente.




Só pararam para o chá com sanduíches.




Ele parecia contrariado pelo fato dos pergaminhos dela estarem acabando antes dos dele.




Não se importou. Sorriu. Foi bom ver tudo pronto.




Ele mexeu no tinteiro.




Viu-o recolocar a tampa de vidro no lugar, resmungando, antes de guardá-lo na estante.




Ele a tinha segurado todo o tempo. Nas mãos dele...




Ele se levantou para guardar alguns pergaminhos.




Ela simplesmente não resistiu.




Colou-a no bolso. Ainda tinha o calor dele.




Ele voltou com o resto dos pergaminhos. A boca numa linha fina.




Estava cansado. Massageou o pescoço, distraído. As mãos dele eram pálidas.




Mas quentes ao toque. Ela sabia. Tinha sentido a tampa, quente. Desviou os olhos.




Não se importou mais em pensar. Era uma pena que ele não a tocaria. Não a beijaria.




Levantou-se. Acabou de organizar suas coisas.




-
        
Eu já vou, professor Snape. - falou baixo - Boa noite.




-
        
Boa noite. - ele resmungou.




Não perguntou se ele queria ajuda. Saiu dali.




Durante todo o caminho não tirou as mãos do bolso. Apertava seu pequeno tesouro. Com o calor dele.




Podia devolver segunda-feira.




Em seu quarto, não conseguiu esquecer das mãos dele.




Deitou-se. Fechou os olhos.




Se ele a tocasse... A beijasse... Perdeu-se nos "se".
 





Imaginação tomou conta dela. Dominou-a. Ela deixou.




Isso pelo menos, ela podia.




 




****




 




Acordou com o barulho.




Franziu a testa. Tinha dormido com a mesma roupa.




As batidas eram impacientes para a hora.




Foi abrir.




Dois poços negros e raivosos a olhavam.




Seu coração deu um salto.




-
        
Aconteceu alguma coisa?




Ele não respondeu imediatamente. Parecia estar tentando controlar-se.




Num segundo ela lembrou-se.




Será que ele tinha percebido?




-
        
Devolva! - ele cuspiu bravo.





'É claro.   Maldição.'




Seu comportamento não devia ter uma explicação aos olhos dele.




-
        
Quero - de - volta! - ele entrou sem a permissão dela.




Pensou em como explicar.




Fechou a porta. Voltou-se.




-
        
Doumbledore devia saber mais sobre quem ele deixa entrar em Hogwarts. - voz dura.




Ela sentiu o insulto.




Ele não estava insinuando...




-
        
Eu não roubei!




-
        
Mesmo no mundo trouxa, - ele cruzou os braços, sério -
 
pegar algo sem o consentimento de seu dono é roubar.




-
        
Já disse que não roubei. - tentou se acalmar.




Ele esperou.




O que ela podia dizer? Que queria uma parte dele? Algo que ele... tocou. Já que não podia tê-lo.




Passou a mão entre os cabelos. Que tinha cedido a um impulso? Como ela podia explicar?




-
        
Mais mentiras? - ele estava irônico.




Sacudiu a cabeça. Olhou-o. Ele parecia... decepcionado?




Suspirou.




-
        
Eu não menti. - a voz cansada - Posso não ter dito tudo, mas nada do que lhe disse era mentira.




Encarou-o. Lembrou-se de tudo o que ela tinha imaginado antes de pegar no sono.




Sentiu-se atraída por ele. Zangado ou não. Decepcionado ou não.




O coração aos pulos. Enfatizou as palavras:




-
        
Eu não mentiria a você.




Ele franziu a testa por um instante.




-
        
O que quer dizer com isso? - estava alerta, voz perigosamente suave.




Ela se moveu. Sentiu-se estranha. Talvez houvesse um jeito de explicar.




-
        
Nunca cedeu a um impulso sem outras intenções?




'Eu preciso tanto de você.'




- Ou ... - ela se aproximou devagar - tomou decisões... das quais... se arrependeu. E quis voltar atrás? - falava suavemente.




Encarou-o. Tão negros. Afogou-se. Esqueceu-se.




-
        
Só alguém decente. Com coragem. Conseguiria mudar. Voltar sobre seus passos. Mesmo que houvesse -colocou a mão no braço esquerdo dele, sobre a "marca negra" - marcas profundas.




Levou só um segundo. Ela estava presa contra a parede. Seus pulsos seguros por um furioso Snape.




-
        
QUEM É VOCÊ? - ele respirava pesadamente - O QUE QUER AQUI? COMO SABE ... - ele tragou, tentando se controlar, a voz tensa.




Ela respirou.




Era medo o que ele via? Não. Algo mais.




-
        
Eu
 
não posso... dizer.
 





Os olhos se estreitaram de novo. O cabelo no rosto. Ele não deixou de olhá-la.




-
        
Talvez eu deva usar Veritasserum...- falava como se estivesse realmente considerando -
 
E descobrir logo o que infernos está acontecendo!




Ele viu seus olhos se alargarem.




-
        
Não!!




Ela estava realmente assustada. Dependendo das perguntas.





'Ele vai saber que eu...'  





Tremeu. Precisava de tempo. Tentou se acalmar. Ele continuava observando-a.




-
        
Você não pode fazer isso sem o consentimento de Doumbledore. - a respiração curta.




-
        
Quando
, - ele falava devagar - e se, ele souber, já estará feito. - os olhos nos dela.




'Oh, meu Deus.'




-
        
Não! - respirou de novo, pensou furiosamente - Pense bem... Doubledore confia em você. Contra tudo e todos ele sempre acreditou que você não o trairia. - deixou-o pensar - Porque não confia no julgamento dele também sobre mim? - tinha que encontrar argumentos e demovê-lo. - Ele não confiaria em quem não merecesse. Ele confiou em você. - um segundo - E
agora confia em mim.




Olhou-a, considerando. Ela viu raiva.





'Inferno sangrento! Maldito inferno sangrento!'




Ele estava impotente. Por Doumbledore. Ele grunhiu com violência num desabafo.




Ela esperou. O corpo dele estava tão perto... Estremeceu. Se ele a beijasse... Olhou o colarinho.




-
        
Tá doendo - disse baixinho.




Os pulsos dela ainda em sua mão. Ele afrouxou um pouco. Percebeu que estavam perto demais.




-
        
Fique longe! - a ordem em voz baixa, incisiva. Dura.




Definitiva. Olhou-o rápido.
 
Ela ia perdê-lo. O pouco que tinham. Ia perder... sem nunca ...




-
        
Severus, eu nunca faria nada que o magoasse. - ele tinha que acreditar nela.




-
        
É SENHOR SNAPE! - quase gritou.




E a soltou. Estendeu a mão para a porta.




-
        
Espere!




Ela segurou a porta. Não sabia o que fazer.




Negros.
  
Castanhos.




-
        
Juro pela minha vida, - tragou - que nunca faria nenhum mal a você.




Olhos brilhantes, respiração curta, ela chegou perto devagar.




-
        
Que morreria se fosse preciso, para que nada de ruim lhe acontecesse.




'Por favor...'





 
Havia algo na expressão dele. Confusão?




Precisava convencê-lo. Mostrar como se sentia. Que falava a verdade.




Decidiu.
 
Explodiria se não falasse. Mais perto. Disse devagar.




-
        
E que daria de bom grado. Se isso fosse possível. Um ano de minha vida... Só por um beijo seu.




Esperou.




Ela o viu franzir a testa. Ele a perscrutava. Tentando ver algum jogo. Decidindo se ela mentia.




Observou-a melhor. Ele conhecia mentira. Vira muitos mentirem...
 
Ainda assim. Era duro de crer.




Algo que rasteja no coração. Não ia pensar nisso agora. Ele se refugiou no sarcasmo.




-
        
Devo crer então, - levantou o queixo - que você me ama, e quer negociar meus beijos? - um meio sorriso descrente, cínico.




Ele pareceu perceber sua escolha de palavras.





'Como se isso fosse possível.'   
Ele sentiu um arrepio. Manteve a máscara.




Viu a expressão dela mudar. Sem esconder nada.




Ela não tinha pensado no que aconteceria depois. Só
 
disse o que estava queimando para sair.




Mas doeu.




Ele viu rubor intenso que cobre o rosto. Dor nos olhos nublados. Deixou de sorrir.




Ela engoliu em seco. E se afastou. A cabeça ereta. Respiração curta.




-
        
Por favor saia. - voz pequena.




Ele hesitou. Franziu a testa. Olhando-a. Parecia indeciso.




Saiu. Ela fechou os olhos. Duas lágrimas desceram.




 




****




 




Sentou-se na cama. Sentia-se dura. Ferida. Vazia.





'Idiota. Sua... Idiota!'




Os olhos arderam. Levou a mão à boca. Mas o que esperava?




Que o fato de o querer ia fazer mágica acontecer no coração dele? E ele também ia querê-la?





 'Sua tola.'




E foram felizes para sempre? Era um mundo bruxo duro. Não um conto de fadas.




Nem sequer era uma bruxa. Pior. Uma trouxa. Riu. Nem ao menos bonita. Não tinha nada.




Mordeu o dedo. Só um desejo louco. Uma ânsia... Soluçou. De dar carinho. Dar prazer. Dar...




Fechou os olhos. Tentou não chorar mais. O peito doendo.
 





Viu sua capa. Estendeu a mão. Pegou o pivô da discussão.




Viu-a através das lágrimas. Era uma peça realmente bela.




Uma tampa de tinteiro moldada delicadamente em vidro.




Que
 
ele havia tocado. Apertou-a na mão e levou-a aos lábios.




Soluçou. Talvez ela devesse ir embora. Mas para onde?




 




***




 




Andou sem ver os corredores até as masmorras. Tentava entender.




Sua porta. Encontrou seu caminho no escuro.




Doumbledore confiava nela. Quer ele concordasse, quer não.




Então ele podia presumir que ela não ganharia nada... Ou, talvez...
 





Parou.




Ela não podia ter qualquer ligação com o Senhor Escuro, podia?




'Por Merlin, isso é ridículo.'




Viu a lareira.




- Incendio.




Apoiou as mãos. Precisava pensar. O que ela disse.... Por quê? 




Talvez, Doumbledore. De novo. Moveu-se.




'Isso é realmente ridículo.'




Olhou as chamas. Rememorou tudo. As palavras.




De novo coisa que rasteja em seu coração.




Castanhos. Fechou os seus.




 




*****




 




Ela acordou. Abriu os olhos. Lembrou da noite anterior.




Pensou que não teria mais lágrimas. Se enganou.




Talvez não tivesse qualquer chance. Mas ninguém podia condená-la por ter tentado.




Levou a mão ao rosto. Secou-o. Qualquer tempo com ele, teria sido um tempo curto.




Havia alguém predestinado a ele. Uma bruxa. E não era ela. Ainda assim. Teria valido a pena.




Talvez, no futuro, ele fosse se lembrar dela com algum tipo de carinho.




Ela tinha querido... Só... estar ali para ele. Ele já tinha sofrido demais. Pago demais.




Não era verdade. Outra lágrima. Secou-a.




Queria ser a luz na escuridão dele. Queria dar a ele. Tudo ao que ele tinha direito.




Talvez não importasse quanta dor isso pudesse trazer para ela. Se pudesse... dar só um pouco disso.




Sentiu os olhos cheios de lágrimas de novo.




Levantou-se.




Passou a manhã no quarto. Não queria ver ninguém. Seu estômago reclamou. Suspirou.




Depois de almoçar, foi até o lago.




Não ficou muito tempo. Olhos nublados. E lembranças demais.




 




*****




 




Ele não saiu no domingo.




E não conseguiu se concentrar em seus livros.




Aquele dia, um de seus vidros foi parar contra a porta. 




 




*****




 




Segunda-feira.




Ele abriu os olhos. Ainda sem respostas. Tinha de se levantar.




Aulas de poções. Sonserina.   E  Grifinória!  Sentiu raiva que sobe.






'Maldito Potter.'




Levantou-se.




 




***




 




Seu humor estava pior que o habitual e os alunos perceberam.




-
        
O que aconteceu? - sussurrou Hermione, mexendo seu caldeirão devagar.




Era a segunda vez que ele tirava pontos por nada. E aula mal havia começado.




-
        
Não sei. - Harry disse encolhendo os ombros de olho no professor.




-
        
Talvez ele tenha caído da cama. - o Rony disse virando-se.




Foi um erro.




-
        
Cinco pontos para Gryfindor, Sr. Weasley! Devo concluir que já acabou sua poção.




-
        
Não, senhor. - ele não acrescentou que seria impossível já que mal havia começado a ferver.




O professor virou-se para o Harry. Levantou uma sombrancelha.




-
        
Sr. Potter?




Harry sentiu vontade de responder, mas controlou-se.




-
        
Não, senhor.




-
        
Então serão mais cinco pontos. - estreitou os olhos - Sr. Potter.




Virou-se e voltou à sua mesa.




Pensou que se sentiria melhor. Mas não fez.




  
*****




 




Framboesa - butterfly - Exagerada!

(estou rubra). Obrigada. Tenho vários capítulos (quase)prontos e vários em andamento. Vou tentar colocar um por semana. Depois do cap.10 vai demorar um pouco mais, tá?




Bruna - Sinto informar, que infelizmente (eu também adoro ele), o Lupin vai ficar um pouco magoado sim. Vou tentar me redimir quando fizer minha próxima fic - será sobre ele. Então segure o seu Avada por enquanto,tá?




E eu ia
   
a d o r a r!  Se você comentar cada capítulo. Nem que seja para o meu e-mail. Obrigada.




Rita - Eu só postei até o 6A, por enquanto. Normalmente eu posto primeiro no meu site e depois atualizo o fanfiction.net e o 3Vassouras ao mesmo tempo.




E,err, sou 30 anos, casada e 3 filhos. Espero que isso não te decepcione. Nem a ninguém.




Obrigada pelos reviews.




 




 




Li - Obrigada pelos seus reviews e toda a sua ajuda via e-mail.




Sett, Sett - O que seria de "nós" sem sua ajuda?




 




SNIF. Reviews, venham a mim. Todos. Os bons e os maus.




Sei que vocês estão presos nas cabeças de alguns leitores.




Se vocês forem libertados, eu atualizarei.




Aos leitores: Por favor libertem-nos. Eu os espero ansiosa.




 




 







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