CAPITULO 10
IMPIEDOSO TEMPO
Vários meses se passaram sem que um dia se passasse sem que os dois observassem cuidadosamente Edwirges. Varias vezes lhes perguntaram o porque de tanto interesse, ao que nenhum deles respondia nada.
Até aquela manhã, quando depois de destruir a sexta e ultima hercrux, ambos voltaram para a Ordem, alegres com essa vitória. Seria questão de dias para destruir Voldemort.
Haviam desfrutado de um banquete preparado por Molly Wesley e na companhia de todos os integrantes da Ordem, ouviam a voz melodiosa de Fler, enquanto Tonks tocava no piano.
Foi quando, pousou no parapeito uma bela coruja negra.
Harry deixou cair o copo que segurava. Rony ficou preso no lugar. O tempo havia parado até ouvirem a voz de Gui, que aproximou-se da coruja e retirou algo de sua perna.
-Olhem só, é uma das corujas roubadas do ministério! - ele disse fazendo um carinho no animal. - Tem um recado, Harry.
saindo do transe, Harry apanhou o bilhete enquanto Rony caia pesadamente sobre o sofá. O alivio era visível.
"Meu coração está quebrado. Foi bem perto da minha alma. Sem você, eu não poderei mais viver"
-O que é isso? - Harry olhou estranho para o bilhete, estendendo-o para Rony que o leu sem entender. Um por um todos os membros da Ordem leram. Quando caiu nas mãos de Gina, ela leu duas, três vezes até exclamar!
-Ah, Merlim! Isso não é do ministério!
-O que é isso? - Harry tirou o papel de sua mão.
-Vocês não estão lendo?
-Sim, parece uma poesia, ou algo assim - disse Rony.
-Não... - ela os olhos estranho. - São dois recados, rony, mas não posso dizer aqui.
-Gina! - a sra.Wesley se aproximou irritada.
-Sinto muito, mamãe. Dessa vez eu não posso dizer na sua frente.
-Ginerva! - ela tornou a reclamar.
-Tudo bem, mãe. Vamos conversar, lá fora.
Todo o jardim da ordem estava enfeitiçado e havia tantos aurores novos e jovens a cercando que talvez aquele fosse o lugar mais seguro do mundo bruxo nesses tempos.
-Há muito tempo, quando entrei na escola, - Gina começou a dizer - E eu a Mione nos tornamos amigas. Mas a gente não conseguia conversar direito. Vocês estavam sempre com ela, então a gente enfeitiçou nossos bilhetes, para que se um de vocês lessem, não vissem o que era de verdade. - ergueu o bilhete - "Diga a eles: precisão decifrar. Precisam encontrar esse lugar.Meu amigo sabe onde." É isso que ela esta me dizendo. O que vocês conseguem ler?
-Meu coração está quebrado. Foi bem perto da minha alma. Sem você, eu não poderei mais viver. - declamou Rony, olhando para a irmão na busca de respostas.
-É lógico que só pode ser em Hogwarts, pois ela disse que voldemort queria algo de lá. Mas onde? O castelo é enorme! - Harry disse irritado.
Um sorriso se formou no rosto de Rony então abriu-se mais.
-O amigo não é você, Harry! - ele pegou o bilhete. - Eu já sei onde é!
-Como? - Gina disse incrédula.
-Nas nossas ronda. Um dia ela me parou e me mostrou um quadro. No quinto andar. O quadro da mulher abandonada. Ela enlouqueceu depois que seu amante a abandonou. Ela disse que ficava triste com o retrato, e eu ri, dizendo que ela era boba. "Meu coração está quebrado". Só pode ser o quadro. "Foi bem perto da minha alma" só pode ser o quadro que está na parede oposta, onde o soldado sorri e olha para ela com amor, sabe o soldado é um cara meio vesgo, mas Hermione sempre disse achar que ele era apaixonado pela mulher abandonada - ele sorriu a lembrança - Uma vez uns garotos do segundo ano tiraram os quadros dali e Mione me contou que ambos quase morreram a mingua um longe do outro. Só pode ser isso!
-Vocês dois conversavam nas rondas? - Gina pareceu surpresa.
-É claro que sim! - ele disse corado.
-Nossa. - ela disse surpresa - Conversavam bastante, heim?
-Eram longas as rondas... - ele corou ainda mais.
-Temos que correr. Se ela se arriscou mandando o bilhete é porque temos pouco tempo!
-Ei, espere! Precisamos levar reforços! - disse Gina.
-Não. - disse Rony - Estaria no bilhete. Ela não nos mandaria para a morte.
-Rony, - Gina tocou seu braço com carinho, que só uma irmã pode sentir - ela é uma traidora, rony. Esta do outro lado.
-Gina, acredite, não precisamos de mais ninguém. Então não conte para ninguém. - disse Harry, aflito por não poder lhe contar mais.
-E como eu posso deixa-los irem sozinhos? Como??? - lágrimas se formaram em seus olhos, e ela segurou com força a manga da camiseta do irmão. - Como posso deixar meu irmão e...quem eu amo, partirem para morrer???
-Ginny. - Rony a abraçou, olhando para Harry sem saber o que dizer - Iremos voltar vivos. A acredite nisso.
-Nós jamais a deixaríamos só, Gina. - Harry disse tocando seus cabelos com amor. Sentia tanta falta dela. Mas não podia simplesmente toca-la com a liberdade que sonhava.
Mas ela sabia. Um olhar mais intenso e ela se acalmou, sabendo que em breve eles estariam de volta.
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