FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

12. Capítulo XII (REVISADO)


Fic: Harry Potter e o destino de uma amizade


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Harry e Hermione voltavam para os dormitórios silenciosamente. Ao saírem do escritório de Dumbledore, combinaram que só conversariam, discutiriam ou falariam qualquer coisa quando chegassem ao Salão comunal.

Sabiam que se Dumbledore não deixara espaço para comentarem nada quando terminou de esclarecer as coisas mais estranhas que ouviram até ali, com certeza também não era para comentarem nada enquanto estivessem fora de seu escritório, caso não estivessem a sós, pois o diretor deixara os garotos tirarem suas próprias conclusões. No dia seguinte, aquela conversa continuaria e os dois estavam se preparando desde já. A conversa não seria nada menos confusa do que a que tiveram ainda aquela noite.

Estavam próximos às escadas que davam para o corredor da torre da Grifinória.

- Harry? Mione? – chamou alguém.

Os garotos se assustaram e viraram rapidamente para ver quem era o dono daquela voz, já que não a reconheceram, pois a pessoa falava baixo.

- Luna! – disse Harry aliviado.

- Não faz isso outra vez... Por Merlin, Luna! – exclamou Hermione.

- Acalmem-se! Não queria assustar vocês.– explicou Luna.

- O que faz aqui a esta hora? – perguntou Harry.

- Eu estava voltando para o Salão comunal, mas eu ouvi passos, então parei e esperei para ver quem era – respondeu Luna.

- Então prossiga, Luna. Não podemos ser vistos aqui após o horário – Hermione lembrou.

- Ok. Boa noite! – e ao dizer isto, a loira continuou seu caminho.

- Estava com o Rony – disse Harry.

- Obviamente – Hermione revirou os olhos. – Grudento que só ele! Pelo menos assim ele me deixa em paz...

Na torre da Grifinória...

Rony descia as escadas do dormitório masculino e voltava para o Salão comunal carregado de pergaminhos, mochila e livros. O garoto sentia-se contrariado. Sentou-se em uma das mesas do salão comunal, aquele horário apenas com alguns sextanistas e setimanistas. Abriu sua mochila e retirou penas e tinteiros. Estava pensando agora em Harry e Hermione... Onde estariam?

- Talvez se você tivesse ouvido a Mione, não estaria nesta situação – disse Gina, assustando-o.

- Como é? – perguntou ele perplexo. – Desde quando você está aqui?

- Gina, estou subindo... Muito cansada! – murmurou Rachell Smith, que estava ao lado da ruiva.

Gina murmurou alguma coisa que Rony não pôde ouvir para a outra, que saiu.

- Acabei de chegar. Fiquei observando você por alguns segundos e resolvi falar – disse Gina. – O que você tem aí? – perguntou pegando os pergaminhos sobre a mesa. – Hum... Uma redação sobre Poções de quarenta e cinco centímetros e uma de Transfiguração de trinta centímetros, as duas sobre a Poção Polissuco. Estudo interdisciplinar, não é? – Rony fez que sim com a cabeça. – Ah, o Harry e a Mione já fizeram... Desde quinta-feira.

- Obrigado por acabar com a pouca dignidade que ainda me restava, Gina! – disse Rony sarcasticamente, enquanto tomava os pergaminhos das mãos da irmã.

- Acho melhor você colocar os estudos em primeiro lugar, depois você pensa em sair para namorar até estas horas! – Gina sentou-se ao lado do garoto.

- Quem é você para me dizer alguma coisa? Oras, Gina! Poupe-me! – Rony começou suas anotações. – Onde estão os ‘sumidos’?

- Como você mesmo disse, eles são ‘sumidos’, portanto, não faço a mínima ideia – respondeu Gina. – E Rony, a Poção Polissuco não demora quase um mês para ficar pronta... Ela demora exatamente um mês!

- Isso é para você ver o quanto eu preciso da Mione! E agora até o Harry me serve. São os dois melhores alunos do ano, os mais responsáveis e fazem tudo o que eu nunca imaginaria fazer... Onde é que eles estão quando eu mais preciso deles? – fez Rony, quase berrando a última frase.

- Bem aqui, Rony! – disseram os dois passando pelo buraco do retrato.

- Por Merlin! Onde vocês estavam para desaparecerem desse jeito? – perguntou Rony.

- Estávamos... – começou Hermione.

- A Minerva chamou a Mione para fazer o horário de ronda e como ela não queria que a Mione ficasse sozinha, me pediu para fazer companhia – disse Harry interrompendo a amiga.

Mais uma vez Hermione ficou surpresa com a criatividade e agilidade de Harry.

- E então, Rony... O que queria conosco? – perguntou ela.

- Mione, nem liga! Ele simplesmente está ficando neurótico – disse Gina. – Sabe aquela redação de Poções e Transfiguração interdisciplinar sobre a Poção Polissuco que vocês estavam fazendo na quinta? Pois então... O Rony ainda nem começou e quando tentou colocar a primeira frase no papel, ainda escreveu a informação errada!

- Deixe-me ver isso... - pediu Harry.

- Toma, cara. Mas também não vale esculhambar... – e Rony entregou as anotações ao amigo.

Hermione juntou a sua cabeça a de Harry para ler e não conseguiu conter um risinho.

- Até parece que ele nunca teve esta experiência... – sussurrou ela ao ouvido do moreno, que riu também.

Ainda assim, devolveram a redação para o ruivo, que a recebeu com a cara mais intrigada do mundo. Ele se perguntava de que estavam rindo.

- Será que algum de vocês pode...? – começou.

Hermione tomou o pergaminho da mão do amigo antes que ele terminasse de formular a pergunta.

Murmurou algo e tudo que sabia sobre a Poção Polissuco automaticamente passou para o papel.

- Veja se está bom, Harry – ela entregou ao amigo e voltou-se para o ruivo. – Vê se não se acostuma, ok? Foi só hoje que lhe dei essa colher de chá. Agora vê se toma jeito e estuda! – ela deu um cascudo na cabeça de Rony.

- Certo! Mas... Ainda falta a redação de Transfiguração – disse Rony.

- Ah, claro! – Harry pegou um pergaminho. O moreno também murmurou algo e devolveu-o a Rony, voltando a ler o que Hermione havia feito. – Está perfeito, Mione! – Harry comentou quando terminou de ler.

- Ok, como vocês fizeram isso? – Rony perguntou, embasbacado.

- Livros e feitiços – Hermione riu.

- Vocês são bons mesmo! – exclamou Gina.

- Obrigada, Gina – disse Hermione simplesmente, tentando ao máximo ser modesta.

- Nada! Vocês sabem que são bons – disse a ruiva novamente.

- Ok. Se assim você diz... – disse Harry. Sabia que Hermione achava engraçado e como ele gostava de vê-la rir, utilizava esta expressão sempre. Era uma questão de tempo para que ela o fizesse.

Hermione não riu de início, queria rir, mas antes ia se segurar. Passados, no máximo, quinze segundos ela riu.

- Mais uma tentativa falhou, não foi, Mione? – perguntou Harry rindo.

- Você sempre me vence! Não consigo ficar sem rir... – Hermione colocou o braço no ombro de Harry, que estava sentado numa poltrona, e desatou em risos.

Rony e Gina se entreolharam.

- Acho que eles estão um pouco birutas, não? – sussurrou Rony.

Gina fez que sim com a cabeça o mais discretamente possível. Segundos depois, chegou a pensar que alguém ouvira, pois um barulho surgiu vindo da janela.

Hermione e Harry pararam de rir e ficaram extremamente sérios. Com uma expressão preocupada, os dois se entreolham e Harry levanta para ver de quem seria a criatura parada à janela.

Ele logo soube de quem era a coruja. Recolheu a carta e a escondeu. Conjurou uma folha de pergaminho, convocou uma coruja-das-torres no corujal, mandou a outra embora e murmurando o feitiço que mais usava ultimamente para escrever. E escreveu a cartas em uma fração de segundo.

Percebendo a demora do amigo, Rony se levantou e foi até a janela. Olhou as cartas e ergueu uma sobrancelha.

- Uma carta chegando a essa hora? Estranho... – disse. – Adivinha para quem é? Neville.

- Mais estranho ainda! – exclamou Gina indo conferir.

- Acho melhor você, Rony, levar a coruja para o Neville. E você, Gina... Melhor ir para a cama, não? – disse Hermione autoritária.

- Tudo bem – disse Rony.

- É, eu estou mesmo com sono – disse Gina, fingindo um bocejo – Boa noite! – e subiu as escadas.

- Ela nunca obedeceu fácil assim. Nem mesmo à mamãe! – disse Rony recolhendo a coruja. – Ela está estranha...

- Boa noite, Rony – Hermione insistiu e o ruivo revirou os olhos, parando de resmungar.

- ‘Noite. – Rony subiu as escadas atrás da irmã.

Hermione virou-se automaticamente para Harry.

- E então? De quem era a carta? – perguntou.

- Dumbledore. – Harry resumiu.

- E o que você fez com ela?

- Eu a guardei no bolso interno das vestes para não corrermos o risco de eles verem.

- E como você fez aquilo?

- Eu simplesmente conjurei um pergaminho e usei o feitiço para escrever. Depois mandei a coruja de Dumbledore embora e convoquei uma coruja-das-torres do corujal, entreguei a carta que havia escrito e pronto! – explicou Harry.

- Agilidade é uma das características que mais admiro em você – Hermione comentou, agora embasbacada. – Conseguiu fazer tudo isto em menos de um minuto?! Realmente muito bom!

- Não foi tão difícil me passar pela avó do Neville. Apenas escrevi qualquer coisa sobre ele ter esquecido os livros de Defesa Contra as Artes das Trevas e Poções em casa.

- Como é?

- Eu o ouvi dizendo no dormitório que a avó dele ainda não havia mandado – comentou Harry.

- Ainda não consigo entender como você escondeu tanta inteligência por seis anos! – disse Hermione boquiaberta.

- Acho que nem eu ainda sei!

- Tudo bem. Não acho que sejam horas para falação, ok? – disse Hermione. – Gina! Desce aqui já! Você esqueceu o Bubbles... – berrou.

- Mione! Não grita, já é tarde – Harry repreendeu.

- Onde ele está, Mione? – perguntou Gina, aparecendo no topo da escada e descendo apressada.

- Aqui! – Hermione pegou o gatinho cor de caramelo que estava escondido ao seu lado na poltrona. – Toma mais cuidado com ele da próxima vez.

Bichento ronronou e se enroscou na perna da dona, que automaticamente desceu as mãos e o pegou, colocando-o no colo, ainda sem tirar os olhos das escadas, por onde os pés de Gina desapareciam.

- A sós de novo! – disse ela acariciando a cabeça do gato. – Leia a carta de uma vez. Só assim poderemos saber o que temos nela e alguma coisa me diz que não podemos deixar para amanhã, acho que será tarde demais.

- Ok.

Harry e Hermione,

Sei que deveria ter-lhes avisado antes, mas infelizmente eu não havia pensado em tal hipótese. Espero que ainda lembrem que Rony não participa e nem participará da Ordem. Apenas seis dos Weasley estão participando: Arthur, Molly, Gui, Carlinhos, Fred e Jorge, os últimos quatro por serem maiores de idade, pois sei que Molly jamais permitiria que um filho dela se sujeitasse a tal perigo.
Obviamente não estão entendendo nada, mas digo que não é para entender mesmo! Logo vocês saberão de quê estou falando e a quê estou me referindo.
O motivo da carta não foi este, e sim o nosso próximo encontro, que seria amanhã a noite no mesmo horário, lembram? Pois então! Quero avisar-lhes que quero os dois aqui às seis e meia da manhã, pois temos uns assuntos a tratar antes do encontro noturno.
Aguardo os dois como sem falta!
Atenciosamente,

Alvo Dumbledore


- Estranho... Ele quer falar conosco antes da noite? – Hermione se perguntou.

- Talvez seja algo que não possa esperar...

- E tem que ser o mais rápido possível!

- Mas seria algo sério, não? – fez Harry.

- Sim e não. Na verdade, acho que algum dos assuntos se refere a um dos Weasley – Hermione respondeu pensativa.

- Provavelmente sim. Do jeito que ele fala na carta...

- Neste caso melhor irmos dormir. Não podemos perder o horário – a morena levantou. – Boa noite, Harry – e, com Bichento no colo, saiu do aposento.

- Boa noite, Mione – ele murmurou, mas não soube se a amiga ouviu ou não.

Ele aguardou o ruído da porta fechando no alto da torre e só então subiu as escadas, silenciosamente, entrou no dormitório masculino e foi para o banheiro trocar de roupa. Não muito tempo depois, já havia escovado os dentes, estava de pijama e desforrava sua cama. Deitou-se retirando os óculos e pousando-os sobre o criado mudo. Virou-se para o lado e adormeceu quase que instantaneamente.

No dormitório feminino...

Gina se levantou ao perceber que todo o barulho do salão comunal cessara. Agora estava trocando de roupa. Vestiu uma blusa de gola alta bege sem mangas, com um casaco preto de zíper por cima, calça jeans e um all star. Para não ser reconhecida, prendeu seus longos cabelos em um rabo de cavalo e pôs um boné preto na cabeça.

E desta maneira, saiu do dormitório silenciosamente, seguindo para o saguão de entrada, onde Draco Malfoy estaria a sua espera.

E lá estava ele. Vestindo uma camisa de mangas curtas preta, calça jeans, uma jaqueta com capuz e sem mangas laranja e um tênis preto, com detalhes branco e vermelho. Os cabelos um pouco bagunçados, uma corrente de prata no pescoço e luvas ‘sem dedo’ nas mãos.

Gina parou de repente. Seria aquele Draco Malfoy mesmo? Estava tão diferente que ela mal o reconheceu. Se não fossem os cabelos extremamente loiros e os olhos cinza profundos, Gina daria meia volta e desistiria de tudo.

- Pensei que não viria – disse ele se encaminhando para ela.

- Está... tão... diferente! – disse Gina abraçando-o. Agora tinha certeza de que era ele mesmo. – Bom, em todo o caso, acho melhor irmos andando. Tenho a impressão de que ainda temos quatro horas.

- Como quiser! – e dizendo isto, Draco ofereceu o braço à Gina, que aceitou e os dois saíram do castelo. – Trouxe comigo uma chave de portal que meu pai havia me entregado há dois anos para que eu usasse sempre que quisesse ir e voltar para Londres – contou, enquanto andavam sob a luz do luar.

Então os dois pararam próximos aos portões de Hogwarts. Draco retirou do bolso um pequeno objeto de chumbo. Parecia ser uma cobra se enroscando num pedaço de madeira com um “M” no centro.

- Quando eu contar três. Um... Dois... Três! – tudo começou a girar velozmente e aquela antiga sensação estranha de que um gancho os puxava pelo umbigo para trás tomou conta deles. Em uma fração de segundo o rodopio cessou e as pernas dos dois caíram com um baque no chão de uma praça. Quase Gina se desequilibrou, mas por sorte Draco a segurou quando ia cair. – Você está bem?

- Estou – Gina assentiu. – Eu detesto chaves de portal, mas... de que outro jeito isso seria possível para dois menores?

Draco riu de lado.

- Melhor irmos logo.

- Tem razão – e os dois saíram andando pelas ruas silenciosas de Londres.

No final das contas, foram para a casa onde Draco morava agora. Era um tanto grande para apenas três pessoas. Eles entraram silenciosamente.

- Não há ninguém em casa? – perguntou Gina.

- Minha tia deve estar dormindo, mas não se preocupe! Ela não é como todo o resto da minha família. Para falar a verdade, o marido dela morreu exatamente por conta disto. Ela é irmã de meu pai, porém fora tirada da família ao se casar com um primo do Potter. Pensa que ela se importa? – ele riu. – Ela nem liga para isso! Eu apenas sei que o sobrenome dela de casada era Bonstrong, mas depois da morte de Robert, marido dela, preferiu que utilizassem o sobrenome Malfoy novamente – explicou Draco.

- Então o pai da Bebel morreu? – perguntou Gina.

- Não, Gina. Mataram-no! E iam matar toda a família Bonstrong. Julie me contou que a Bebel tinha apenas seis meses quando ele foi assassinado – respondeu Malfoy.

- E quem o matou?

- Meu pai – disse Draco com desgosto.

- Então você não conheceu o Robert? Ou melhor... O pai da Bebel?

- Não. O conheci por fotos e me contaram muito sobre ele... Sabe, ele me pareceu ter sido um cara legal – Gina não podia acreditar naquilo. Malfoy estava lhe contando a história de toda sua família sem fazer qualquer objeção.

- Draco, eu sinto muito. Você não tem culpa de ter nascido Malfoy. Nós não escolhemos quem vamos ser... – Gina consolou.

- Obrigado por tudo Gina.

Passaram-se mais algumas horas e os dois sentados no sofá da casa de Draco, melhor dizendo, da tia dele. Faltavam apenas alguns minutos para as 5h e Draco nem se lembrava de um pequeno detalhe...

- Bom dia! Como você está, Draco? – perguntou Julie animadamente ao sair do quarto. Só alguns instantes depois ela percebeu que falara com o sobrinho que deveria estar em Hogwarts. Parou de chofre, virando-se para encarar o loiro. – Draco? O que faz aqui? – perguntou.

- Vim dar um tempo – disse Draco virando-se para a tia. – A propósito, está é Gina Weasley, minha namorada.

- Olá, Gina! Muito prazer – cumprimentou Julie, adiantando-se para a ruiva, que se levantou.

- O prazer é todo meu.

- Me chame de Julie, não se incomode – disse Julie maternalmente.

- Julie, nós temos que ir antes das cinco. Será que você poderia modificar a chave de portal para Hogwarts?

- Claro, querido. – Ela sorriu. – Querem alguma coisa antes de irem? – perguntou.

- Torradas com chocolate quente, talvez – sugeriu Gina.

- Tudo bem. E você, Draco?

- O mesmo de sempre!

- Ok. Esperem só alguns minutos.

E ela saiu. Gina gostou de Julie. Era animada e sempre alegre, vivia humildemente apesar da boa condição financeira.

Julie voltou em menos de dez minutos com uma bandeja cheia. Nela estavam as torradas e o chocolate quente de Gina e mais um quarto de melão, uma maçã, suco de abóbora e bacon com ovos.

- Hum... Por isso que você tem este corpinho, hein? – fez Gina.

- O Quadribol também ajuda bastante, Gina – disse Julie. – Mas Draco sempre teve uma alimentação balanceada. Nunca vi um garoto para comer de tudo desse jeito! Não dá o mínimo trabalho.

- Melhor adiantarmos, Gina. Temos que estar em Hogwarts em vinte minutos – disse Draco consultando o relógio de pulso enquanto comia os ovos com bacon.

Faltavam apenas três minutos para dar 5h quando eles resolveram ir.

- Se vocês puderem voltar em todos os fins de semana, ficarei bastante feliz – disse Julie se despedindo de Gina.

- Até logo, tia – disseram Draco e Gina, desaparecendo logo em seguida.

Ao chegarem a Hogwarts, com uma breve despedida, os dois se separaram. Gina foi quase correndo para seu dormitório, enquanto Draco simplesmente entrou em um banheiro e saiu com as vestes da escola, a mochila nas costas.

Gina entrou sorrateiramente no dormitório feminino e trocou de roupa rapidamente. Deitou em sua cama e dormiu. Não precisava sonhar, a noite já havia sido um sonho para ela.

Quando o relógio bateu seis horas, Hermione se levantou e foi trocar de roupa, assim como Harry fazia no dormitório masculino. 6h15 os dois estavam a caminho do escritório de Dumbledore. Ao chegarem à gárgula, Harry murmurou a senha e os dois sobiram a escada giratória que dava para o escritório do diretor. Mais uma vez Harry nem ao menos precisou bater, Dumbledore já havia aberto a porta.

- Mais uma vez pontuais. Bom dia, garotos! – disse ele calmamente. – Sentem-se, por favor, e sirvam-se.

- Bom dia, professor – disseram os dois em uníssono.

Sentaram-se e um prato cheio de comida se materializou em sua frente. Os dois tomaram o café calmamente, se preparando para o que viria a seguir.

- Pois bem! Agora acho que já estamos prontos para continuar a conversa de ontem à noite, não? – Dumbledore já tomara seu lugar em frente aos garotos também. – Bom, creio que já tenham alguma ideia do motivo de lhes chamar tão cedo. E como estava sugerindo, Hermione, é sim um dos Weasley.

Hermione gelou. Como ele sabia que ela pensara nisso? “Legimência”, pensou.

- Não se assuste, Hermione. Não leio os pensamentos sempre... Primeiramente quero avisar que tem uma nova companheira. Gina Weasley também estará ingressando na Ordem nos próximos dias – disse o diretor olhando fixamente para os garotos.

- Como? O senhor disse na carta que nenhum dos Weasley que fosse menor poderia ingressar na Ordem.

- E não podem, Harry. Gina vai entrar, mas Molly não precisa saber. Pelo menos não por enquanto. Portanto, mantenham segredo – avisou. – Quero que saibam também que os treinamentos que teriam comigo estão suspensos. Teremos a partir de agora apenas encontros, nos quais passarei todos os assuntos e deveres da Ordem para vocês, que estão relativamente longe de casa.

- Mas... – começou Hermione.

- Calma! Deixe-me explicar. Vocês não terão mais os treinamentos comigo, porque terão treinamento reforçado durante as férias. Serão cerca de quinze dias confinados num espaço especial, por assim dizer. Primeiramente vocês irão para casa, depois seguirão para a sede da Ordem e mais tarde para o tal lugar isolado, onde ninguém possa atrapalhá-los. Estarão treinando com McCoy, um jovem amigo meu que se disponibilizou para dar aulas a vocês. Espero que daqui até junho eu possa encontrar um lugar para o treinamento, já que terá que ser um lugar grande e que possa receber grande carga de feitiços, pois este lugar será enfeitiçado pelo tempo – explicou Dumbledore.

- Então passaremos quinze dias em um espaço de treinamento, sozinhos, com apenas um professor que possa nos treinar e ensinar as coisas que devemos saber, sendo que estes quinze dias se passarão como um período bem mais longo? – fez Hermione.

- Exatamente. Ainda não sei quanto tempo será necessário ou o quanto podemos modificar o tempo. E vocês não irão sozinhos. Gina irá também. Mas quero deixar claro que não é para pensarem que estão livres das aulas com o Lupin, porque não estão! Vocês ainda terão as aulas com ele toda sexta-feira à noite – e com toda a serenidade possível, o diretor ia respondendo às perguntas e aplicando informações. – Mais uma coisa que acho que devem estar sabendo para logo se prepararem... Vocês irão recomeçar a AD a partir do próximo ano letivo, assim poderão treinar os alunos interessados e ainda sair ganhando, pois provarão que aprenderam de tudo durante o treinamento. É claro que não ensinarão tudo o que aprenderam, quero que fiquem com certas coisas apenas para si mesmos, até porque somente alguns bruxos conseguirão fazer o que vocês farão. É realmente muito raro acharmos bruxos como você, Hermione, e como a mim mesmo. Não irei dizer de que estou falando ainda, vocês irão entender depois. Eu tomarei a frente da nova AD, mas quem vão ser os responsáveis são vocês dois e em caso extremo, este será a Gina, ficou claro para vocês?

- Sim, senhor – responderam os dois juntos.

- Perfeito! Agora quero que entreguem esta carta à Gina e não esqueçam de que os três terão que retornar à noite. Ela precisa ficar sabendo de tudo e se vocês puderem adiantar o mais simples – e os olhou significativamente por cima dos oclinhos meia lua. – eu ficaria muito agradecido. Quando ela vier aqui, falo mais sobre nossas conversas e explico tudo mais detalhadamente. Quero que não comentem nada sobre a ida de vocês à casa dos Potter. A data já foi marcada e espero que vocês possam comparecer. No dia vinte e seis de novembro, os dois deverão estar arrumados com pequenas mochilas, onde deverão estar presentes duas mudas de roupa, pijamas e quaisquer outras coisas, como escova de dente, pentes e o que desejarem. Ficarão lá por dois dias – esclareceu.

- Ok.

- Podem ir – disse o diretor, levantando-se e indo até a janela.

Os garotos saíram da sala e foram andando lentamente para o Salão comunal. Iriam aproveitar o tempo até as 9h para dormir mais um pouco, já que ainda eram 7h30. Depois eles pensariam em tudo o que aconteceria e como aquele tempo fora todo programado sem que soubessem.

E assim fizeram. Os dois somente se encontraram novamente na Sala Precisa. Harry, que levantara primeiro, já estava na Sala Precisa há algum tempo esperando Hermione e Gina chegarem, o que não demorou muito tempo. Sentaram-se e começaram a contar tudo à ‘novata’.

- Gina, nós temos que te contar muita coisa. Para começar, leia esta carta – Harry entregou o pergaminho à ruiva, que o abriu imediatamente e começou a ler, arregalando mais os olhos a cada palavra.

- Então...? – começou.

- Gina, o que temos que te falar é que assim como você, nós somos membros da Ordem. Na poderíamos contar a ninguém, mas hoje pela manhã Dumbledore nos chamou e pediu para que chamássemos você. Não entendemos de início, mas saiba que vai ser um prazer tê-la como companheira – disse Hermione.

- Mas quando foi isso?

- Tudo começou quando chegamos ao Largo Grimmauld durante as férias, lembra? Vocês chegaram depois de nós e nos encontraram saindo do escritório. Pois então! Estávamos conversando com Dumbledore exatamente sobre isto. Nós soubemos naquele exato momento que estávamos nos tornando membros da Ordem. Ele pediu por tudo que não contássemos a ninguém, principalmente para o Rony. Sua mãe havia dito que por ela nenhum de seus filhos seria um membro da Ordem, mas ela não tinha mais influência alguma sobre a maioria deles, já que eram maiores – disse Harry.

- Desde então fomos a várias reuniões, que eram todas marcadas para um horário em que sua mãe pudesse colocar a todos nos quartos e nos chamar depois para descer sem sermos vistos. Era estranho no começo, mas já nos acostumamos – Hermione falou sem fazer qualquer pausa, para não ser mais interrompida.

- Então vocês sempre sabem de tudo que esta acontecendo na Ordem, é isso?

- Exatamente, Gina. Até mesmo o paradeiro de Voldemort – disse Harry.

E eles continuaram contando tudo, Gina ficando cada vez mais surpresa com as revelações.

- Acho melhor voltarmos para o salão comunal – disse Gina. – Rony já deve ter dado por nossa falta.

- Acredito que não. Ele deve estar aos mil beijos com a Luna, nem se lembra de nossa existência – disse Harry.

- É, Gina. E ainda temos mais um assunto para tratar querida... Animagia! Acho que já temos que começar a agilizar isto logo. Temos apenas um mês de treinamento, faltam cinco para conseguirmos ouvir o animal no qual vamos nos transformar – comentou Hermione.

- Animal? Ei, espera um minuto! No fundo da carta que Dumbledore me mandou tem escrito os nomes de alguns animais. Lobo, Raposa e Gato. Que será que isso significa?

- Não sei. Mas podemos chegar a alguma conclusão! Mione? – fez Harry.

- Vamos começar pelas características de cada um deles, ok? O lobo é um animal forte, domado pela coragem e inteligência, prático e persuasivo. A raposa é astuta e esperta, corajosa, inteligente e sábia. O gato é traiçoeiro e manhoso, fiel somente a aqueles de quem gosta realmente, tem o poder da persuasão e sensualidade extrema – disse Hermione em tom ‘sabichão’. – Podemos pensar que... Podemos pensar que Dumbledore suspeita de nós, mas ainda assim nos ajuda! – disse Hermione. – É claro!

- Mione, você tem noção de como isso é grave? – fez Gina.

- Gina, você não entendeu! Nós só fomos ajudados por Dumbledore porque ele acha que isso vai nos auxiliar de alguma forma. Podemos encaixar estes animais em nós mesmos!

- Hum... – fez Harry.

- Bom, acho que isso que Dumbledore queria nos mostrar. Que nós não nos transformamos nos animais que queremos e sim, naqueles com os quais nos identificamos. Agora podemos dizer que começamos realmente. Só temos que agir com força de vontade e em oito meses poderemos nos transformar num destes animais.

Seguiram para o Salão Principal conversando animadamente. Ao chegarem lá, perceberam que Rony já estava almoçando. Provavelmente ele iria se encontrar com Luna depois. Quando os garotos sentaram, ele disse apenas um ‘oi’ e um ‘tchau’. Assim os três ficaram sozinhos novamente. Gina sentou-se de frente para Harry e Hermione, que estavam de costas para a mesa da Sonserina.

Almoçaram e depois deixaram o salão novamente. Voltariam à Sala Precisa para estudar animagia.

De noite...

- Vamos tomar banho e nos encontramos novamente no Salão Principal para o jantar. Às oito nós vamos para o escritório de Dumbledore e provavelmente meia-noite estaremos na cama. – disse Harry esperançoso.

E assim fizeram. Às 19h todos os alunos já estavam no Salão Principal jantando, inclusive eles. Estavam exaustos, o dia fora bastante cansativo para eles. Só esperavam que todos os fins de semana não fossem assim.

Quando chegaram ao escritório de Dumbledore, este passou todas as informações que já havia dado a Harry e Hermione para Gina e depois começou a explicar como tudo ocorreria nos próximos meses.

- Tudo foi devidamente programado para que vocês possam encontrar um tempo livre para vocês. Creio que serão apenas quinze horas livres. Terão dez horas para dormir e as outras cinco para refeições e para serem utilizadas em que quiserem. Aproveitem, pois esta será a rotina de vocês dentro de apenas dez meses – dissera Dumbledore.

- 3h e nós sendo liberados do escritório do diretor. Eu ainda não acredito nisto! – exclamou Gina enquanto passavam pelo buraco da mulher gorda.

Toda a exaustão e a não conformação dos garotos cessaram quando viram a cena. Rony estava deitado de pijama no sofá do Salão comunal com um livro lhe cobrindo o rosto e que quando o tiraram, notaram que estava dormindo.

Os três riram o mais silenciosamente possível, não podiam acordar nenhum aluno, principalmente Rony.

- Bom, acho que já passou da nossa hora de dormir, não? – fez Hermione bocejando. –Até amanhã, Harry. – Hermione lhe deu um demorado beijo no rosto e subiu as escadas com Gina.

Harry pegou Rony pelo braço, passando-o pelas costas do pescoço e saiu andando. Subiu as escadas e fechou a porta do dormitório.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.