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23. Capítulo XXIII


Fic: Harry Potter e o destino de uma amizade


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Depois de quase um mês tentando se transformar sem qualquer resultado, os garotos resolveram que era hora de ler menos e praticar mais. Já estavam no fim de fevereiro e nada. Ouviam o que os animais diziam perfeitamente, mas ainda precisavam terminar logo com aquilo, o que garantiria um tempo livre para eles. Naquele dia, vinte e oito de fevereiro, estavam na Sala Precisa.

- Eu não sabia que isso exigia tanto esforço! – murmurou Gina. – Estou morta!

A ruiva despencou no sofá.

- Ok. Vamos descansar um pouco. – concordou Hermione. – Voltamos no tempo a apenas meia hora e eu já estou exausta!

Harry estava bebendo um copo d’água, por isso, não respondeu, apenas acenou positivamente com a cabeça.

- Harry, traz pra mim? – Hermione perguntou.

Harry lhe entregou um copo com água e sentou-se junto com as duas garotas.

- Acho melhor não demorarmos. – ele comentou.

- Não, não vamos demorar. Não podemos nos dar esse luxo. – respondeu Hermione. – Gina, não vai querer?

- Claro! – Gina pegou o copo que se encheu novamente.

Pouco tempo depois, os três estavam novamente de pé.

Por mais que insistissem, pareciam não estar prontos ainda.

- Acho que vamos ter de tentar individualmente. – disse Hermione enquanto seguiam para o salão comunal da Grifinória; o tempo já regularizado.

- Não há alternativa, pelo menos por enquanto. – comentou Gina. – Só espero que isso acabe logo.

- Bem, garotas, infelizmente tenho que deixá-las. – disse Harry.

- Aonde você vai? – perguntou Hermione.

- Vou resolver algumas coisas com o Rony para o próximo jogo. – ele respondeu.

- Há grandes chances de a taça ser da Grifinória, novamente. – disse Gina. – Ganhamos todos os jogos, menos o da Corvinal...

- Exatamente por isso que precisamos treinar mais, Gina. – disse Harry sério. – Temos que ganhar esse jogo para que a taça seja mais uma vez da Grifinória. O jogo é daqui a três dias e precisamos estar bem preparados. O time da Corvinal é muito forte e tenho certeza de que não deixarão barato. – Harry lançou um olhar significativo a Hermione.

- Até quando você ainda terá aulas com Dumbledore? – perguntou Hermione mudando bruscamente de assunto.

- Até o fim de maio. – ele respondeu.

- Aulas? Quando?

- É uma longa história, Gina. Você não tem notado sumiços da parte de Harry porque ele anda voltando no tempo com Dumbledore três vezes na semana para ter algumas aulas particulares. – explicou Hermione. – Depois explicamos melhor, ok?

- Ok. – respondeu Gina sem entender. – Hum... Eu posso fazer uma pergunta?

Harry parou de andar e olhou observadoramente para a ruiva.

- Até duas, se quiser. – disse Hermione, parando também.

- Eu irei com vocês ao Departamento de Mistérios? – Gina perguntou com um misto de ansiedade e esperança. – Sabem... Eu realmente queria ir.

- Ainda não recebemos a missão, Gina. – disse Harry.

- Talvez fosse melhor que perguntasse a Dumbledore. – sugeriu Hermione.

- É sempre assim! Por que Dumbledore não dá logo a missão de uma vez? Por que ele não diz tudo que é necessário e fica enrolando?

Harry e Hermione se entreolharam e riram.

- É sério! Daqui a pouco vamos estar treinando Deus sabe aonde e não fomos ainda ao Departamento de Mistérios, não realizamos missão nenhuma e não tivemos preparação alguma!

- Não é hora para chiliques, Gina. – murmurou Hermione. – E nós estamos sendo preparados a toda sexta-feira com o Lupin. Muito bem preparados, por sinal! – acrescentou.

- Pelo menos isso vai acabar logo... – disse Gina. – Nem me lembre, ok?

- Hã? – fez Hermione e Harry riu.

- O tempo, Hermione, o tempo! – disse Gina gesticulando. – Eu ainda vou ter um treco! É muita coisa pra uma pessoa só...

- Chega! Gina, ou você cala essa boca, ou eu mesma a calo. – disse Hermione puxando a varinha.

- Ai! Calma! – disse Gina erguendo as mãos no ar.

- Você não acha que já deu chiliques demais por hoje, não? – perguntou a morena.

- Tudo bem, eu calo a boca! – Gina passou as mãos nos lábios como se lacrasse a boca com um zíper.

- Obrigada! – agradeceu Hermione com um sorriso sonso nos lábios. – Ah, Harry. Nós vamos com você.

Os três voltaram a andar e pouco depois estavam no salão comunal. Quando se acomodaram para fazer os deveres, um Rony eufórico entrou pelo buraco do retrato. Tinha um sorriso que ia de orelha a orelha e agitava algo preso às suas mãos.

- E aí? – ele fez sentando-se com os outros, sem deixar o sorriso murchar. – O que é que vocês têm?

- Nada! Apenas muitos deveres. – disse Hermione apontando para a mesa completamente coberta de livros e pergaminhos. – E o que você tem?

- Mamãe mandou dinheiro para comemorar meu aniversário entre amigos e vai mandar meu presente amanhã. – ele mostrou um envelope. – E, Gina, papai foi promovido!

- Nossa, mas isso é ótimo, Rony! – disse Hermione pegando o exemplar do Profeta que o amigo exibia.

- Realmente muito legal. – disse Harry animado.

- É, eu sei. – disse Rony.

- E como você conseguiu esse Profeta, Rony? – perguntou Gina aproximando-se de Hermione para ler a notícia. – Aqui diz que ele é o jornal matinal de amanhã.

- Foi mamãe que mandou. – respondeu o ruivo. – Ela disse que papai recebeu o primeiro exemplar.

- Chefe do Departamento de Reversão de Feitiços. – disse Hermione, que ao terminar de ler a notícia, folheou o jornal a procura de novas notícias.

- Alguém morreu? – perguntou Rony curioso.

- Não. Apenas diz que um dos funcionários do Ministério que estavam internados no St. Mungus já foi liberado e passa bem. – disse Hermione sem tirar os olhos do jornal. – É... Já estava na hora de pararem de noticiar coisas ruins.

- O mês inteiro foi assim. – comentou Gina.

- Só resta esperar que Voldemort tenha resolvido dar uma trégua. – murmurou Harry.

- Será que vocês poderiam me respeitar e não dizer esse nome em minha presença? – fez Rony com a voz trêmula.

- Não há problema nenhum, Rony! – replicou Hermione. – É um nome.

- ‘É só um nome, é só um nome’... – imitou Rony. – Para você tudo é só um nome, Hermione!

---


Na manhã seguinte, Harry despertou ao ouvir um estardalhaço ao lado de sua cama. Abriu os olhos lentamente e tateou às cegas o criado mudo a procura de seus óculos.

- Rony, o que está acontecendo aqui? – perguntou enquanto sentava em sua cama.

O amigo, no entanto, não lhe respondeu. Abria, eufórico, os presentes que jaziam ao pé de sua cama. Só então Harry lembrou. “Claro, hoje é aniversário do Rony!”, pensou dando uma leve tapa na própria testa.

- E aí, Harry? Já acordou? – perguntou Rony se colocando de pé.

- Impossível não acordar com o barulho que você faz, não é? – fez Harry rindo. – A propósito... – ele se levantou. – Parabéns, cara!

- Valeu, Harry! E valeu pelo presente também. – disse o ruivo.

- Não foi nada! – disse Harry por fim e seguindo para o banheiro. Algo dizia a ele que aquele mês seria longo.

---


Finalmente aconteceu a última partida de Quadribol do ano letivo. Grifinória vs. Corvinal. Durante a primeira hora de jogo, lutando para fazer mais e mais pontos, cada time parecia querer derrubar o outro, inclusive a apanhadora da Corvinal. A oriental, Cho Chang, queria, definitivamente, acertar as contas com um certo moreno. Seu ódio por ele, depois de ter sido dispensada no Baile de Inverno, queria ser descontado. A partida foi dura, eles não podiam negar; tiveram que suar muito para vencer. Um placar apertado, afinal, 330 a 190, fora quase um empate, até que Harry capturou o pomo-de-ouro, garantindo a taça para a Grifinória por mais um ano.

O mês se arrastava lentamente e os alunos imploravam pelas férias de Páscoa, que pareciam distantes de seu alcance. Harry, Hermione e Gina continuavam correndo atrás das aulas de transfiguração, em outras palavras, animagia. As tentativas inúteis de transformação eram constantes. Alguns dias atrás receberam a notícia de que os pais dos alunos decidiram, em reunião, que os filhos passariam a Páscoa em Hogwarts. Muitos se mostraram contrariados, mas aceitaram.

Um dia antes do domingo de Páscoa, Hermione estava em seu quarto escrevendo uma carta para seus pais. Assustou-se com o ronronar repentino de Bichento, que se levantou e olhou atentamente para a porta, de onde surgiam dois gatos. Um era pequenino de cor caramelo e cabia na palma da mão e o outro era do tamanho de bichento e tinha uma coloração avermelhada e olhos profundos num tom verde azulado. O último, empurrava de leve o gatinho com o focinho para que este andasse.

- Bubbles?! – fez Hermione se levantando e pegando o gato menor. – Onde está a Gina, hein?

- Aqui! – respondeu uma voz.

Hermione levantou o olhar e viu Gina na sua frente, exatamente onde o gato vermelho estava.

- Onde está o outro gato? – perguntou Hermione procurando a sua volta.

Gina sorriu para a amiga, que, de olhos arregalados, viu a ruiva se transformar num gato; exatamente aquele que estava procurando.

- Gi, você...? – começou Hermione.

- Eu sei, eu sei. Surpresa?

- Sim! – respondeu Hermione perplexa. – Mas... Quando?

- Hoje mais cedo estava tentando e acabei conseguindo. Sabe, não é nada fácil...

- Ah, Gina! Parabéns. – disse Hermione abraçando a amiga.

- Que nada! Você também vai conseguir...

- Será? Não pratico há dois dias. Estou sem tempo para isso...

- Talvez seja por isso que ainda não tenha conseguido.

- É, talvez...

Os dias se arrastavam rapidamente e a preparação para exames e todos os deveres que tinha, incluindo os de monitora, acabavam apertando o seu tempo, cada vez mais curto. Há quanto tempo não praticava animagia? Há quanto tempo não conseguia ficar a sós com Harry por mais de dez minutos? Aquilo estava deixando-a frustrada. Gina conseguira se transformar, mesmo sendo mais nova... Harry não comentava nada sobre o assunto e ela, ela não sabia quando poderia dizer que obtivera resultados.

Numa tarde do final de abril, antes de irem para a aula de Lupin, Hermione resolveu que era hora de tentar novamente. Puxou Harry ao fim da aula e levou-o para a Sala Precisa.

- Você já conseguiu algum resultado quanto à transformação? – ela perguntou nervosamente.

- Ainda não. Sabe que não tenho tempo para isso, Mione! – ele respondeu calmamente.

- Pois acho que agora temos tempo! – ela passou o fio do vira-tempo pelo pescoço do namorado e os dois voltaram três horas atrás. – Três horas. É tudo o que temos antes de irmos à sala do Lupin.

Passaram quase as três horas inteiras tentando, mas somente Hermione obteve sucesso. Transformando-se em uma raposa, um pouco maior que o normal e de uma coloração completamente diferente. Era de uma cor chocolate meio caramelada.

- Se esforce mais um pouco, tenho certeza de que vai conseguir. – disse Hermione.

- Estou tentando!

- Use a varinha! Talvez facilite um pouco as coisas.

- Ok.

Harry continuou tentando, mas ainda não conseguira.

- Harry, só temos dois minutos! – ela disse nervosa.

Harry tentou mais uma vez... Nada! Mais uma e...

- Graças a Merlin! – ela suspirou olhando um lobo negro de olhos verdes a sua frente. Harry assumiu a forma de humano novamente. – Melhor tentar de novo. Pode ser que... – Harry se transformou em lobo mais uma vez e novamente em humano. – É, talvez consiga mais de uma vez. – Ela foi até o namorado e o beijou. – Infelizmente temos que ir...

Harry abriu a boca para contestar, mas ela foi mais rápida.

- E você sabe que sim. – disse séria.

- Ok. Você é quem manda, não é?

E os dois deixaram a Sala Precisa, seguindo para a sala de Lupin. Aquele seria um dos últimos dias de treinamento que teriam com Lupin e no dia seguinte, o último de Harry com Dumbledore. O dia da abertura do torneio estava cada vez mais próximo e Hermione já pesquisara tudo que possivelmente fosse preciso na execução de todas as provas. Eram exatamente as matérias mais importantes para se tornarem aurores e precisavam de bons resultados, o que seria um certificado para eles.

Na visão de Hermione, aquele torneio tinha sido planejado por Dumbledore quando a guerra explodiu, como que para saber a capacidade defensiva dos alunos ou como eles se defenderiam, usando a agilidade mental, em um confronto com Comensais.

Ela nem chegara a cogitar a idéia de juntar Rony e Draco sob um mesmo teto sem a supervisão de um professor. Talvez fosse necessário o trabalho e estudo em grupo, mas ela sabia que o ruivo ainda não aceitava o romance entre o sonserino e sua irmã, o que gerava cada vez mais brigas entre Gina e o amigo. Harry e Hermione até brincavam:

- Assim vamos ter uma explosão aqui! – diziam.

- E a Gina ainda vai bater o seu recorde de brigas com o Rony. – murmurava Harry sorrindo.

E era assim. Todos os dias antes e às vezes até durante o café da manhã, os irmãos brigavam e discutiam por uma coisa que todos julgavam encaminhada e aguardando a casamento. A relação entre Gina e Draco era perfeita, pelo menos pela forma como Gina retratava a Hermione. Draco parecia ser um príncipe encantado, o cavalheiro que nunca fora até o início daquele ano. Eles se amavam e aquela era a mais pura realidade, nada poderia ser feito. Era besteira de Rony continuar se estressando por aquilo, uma coisa que estava fora de suas mãos.

O tempo passava cada vez mais rápido. Harry, Hermione e Gina já tinham se livrado dos estudos de animagia, o que já aliviara a agenda permanentemente cheia. Faltava pouco tempo para a abertura do torneio, que seria no final de maio e Hermione estava cada vez mais preocupada.

Nos primeiros dias de maio, ela chamou os amigos a um canto.

- Como vocês sabem, o torneio está aí e nós precisamos de uma preparação reforçada. Também sabem que Dumbledore estabeleceu como regra o fato de estudarmos em conjunto. – disse Hermione. – Além disso, descobri que as provas começarão a partir do dia trinta e um deste mês. Poções e Feitiços serão as primeiras.

- E aonde você quer chegar com todo esse discurso? – perguntou Rony bem direto.

- Rony, o Harry nem precisava estar aqui para isso, mas... Ah, esquece! – ela disse, querendo adiantar aquela conversa. – Nós teremos que estudar com o Malfoy e vocês sabem perfeitamente disso, não adianta discutir. O torneio está cada vez mais próximo e nós temos o dever de nos preparar adequadamente e estar prontos para o que der e vier.

- Hermione, eu não vou estudar com o Malfoy, ok? Não vou! – disse o ruivo se alterando.

- Mas, Rony, foi você mesmo quem ficou todo feliz quando soube do grupo. – lembrou-lhe Harry. – E é necessário! Por mais desagradável que seja, você precisa desta preparação. Ou vai querer se virar sozinho?

- E vale lembrar que quando eu estava toda preocupada quanto a estudar com o Malfoy e me perguntando como o fazer, você simplesmente disse... Como foi mesmo, Harry? – ela perguntou sorrindo sonsamente para o namorado.

- “Teremos que falar com ele...” – Harry imitou o amigo, tanto na voz quanto na tranqüilidade como o ruivo falara.

- Façam como quiserem, só não contem com o meu humor nem satisfação, ok? – ele avisou.

Se assim teria que ser, assim seria. E os encontros do grupo começariam imediatamente.

No dia seguinte, Hermione procurou Draco antes do café da manhã.

- Malfoy! – chamou.

- Granger? – ele fez incrédulo.

- Sim, sou eu. – concordou Hermione. – Malfoy, nós teremos que começar a preparação para o torneio ainda hoje. Acha que dá?

- Por mim tudo bem. Não tenho nada para fazer além das obrigações de monitor... Mas e o Weasley? Ele concordou?

- Digamos que sim. – disse Hermione desanimada. – Mas ainda assim não é bom depositar muita confiança no temperamento dele.

- O normal! Qual é o Weasley que não é estourado? – fez Draco e Hermione não pôde deixar de rir.

- Ok, Malfoy. Sala Precisa, hoje, depois do jantar.

- Certo. – disse Draco se virando e voltando a caminhar para o salão principal.

Pronto! A primeira parte estava concluída. Agora restava saber se a noite não seria um completo desastre.

Para grande surpresa de Hermione, Rony colaborou ao máximo que pôde e eles puderam estudar Poções tranqüilamente, mas sempre com discussões bobas e infantis entre os garotos, é claro.

- Ninguém merece! – murmurava Hermione para si.

---


Naquele exato momento, às nove da manhã do dia trinta e um de maio, todos os sextanistas caminhavam em grupos para o salão principal, onde aconteceria a abertura e as duas primeiras provas do torneio.

- Caros alunos, é com grande prazer que hoje estamos começando um novo evento, aplicado apenas ao sexto ano da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Um evento importante para todos vocês e, principalmente, para aqueles que escolheram seguir a carreira de auror. Antes de qualquer coisa, quero desejar sorte a todos os grupos. Tenho certeza de que todos são capazes. – disse Dumbledore. – E que comece o Torneio!

O diretor fez um aceno e as mesas compridas do salão desapareceram. O prof. Flitwick, organizou os grupos e lhes entregou um pergaminho, onde se podia ler:

A sua missão é...
Encontrar uma chave de bronze com uma flor-de-lis gravada

Conjure uma corda e vá até a última árvore próxima ao lago

- Estranho. Parece uma espécie de charada... – fez Harry.

- É isso, Harry. É mais ou menos isso! – concordou Hermione. – Trata-se de um jogo, uma caçada. Nós temos que achar as pistas para chegar à nossa missão.

- E isso só pode ser realizado por meio de feitiços. Nós não conseguiremos nada disso sem utilizar magia. – disse Draco.

Mal puderam refletir e Flitwick chamou a atenção deles.

- Silêncio, por favor! – pediu. – Vocês terão duas horas para realizar a sua missão. Vale lembrar que não há como atingir o seu objetivo sem se utilizar de magia e que nenhum grupo tem o mesmo objetivo que o outro. Quando a prova acabar, nós enviaremos peritos para reconstituírem os seus passos e garantir que nada esteja fora do regulamento. – concluiu o professor. – Quando as portas do salão forem abertas, o tempo para a prova será iniciado.

Todos se voltaram para as postas do salão.

- Temos que permanecer juntos! – murmurou Hermione antes de correr.

Houve confusão na saída do salão, mas tudo valia. Mesmo que não soubessem qual seria o prêmio daquilo tudo, tinham certeza de que pontos extras estavam inclusos para cada um. Correram o mais rápido que puderam em direção ao lago e notaram que não eram os únicos espalhados pelos jardins, no entanto, os outros grupos tinham ido em direções completamente distintas. Ao chegaram à última árvore, Rony conjurou uma corda e Hermione a fez se prender num galho alto, enquanto Draco subia.

- Achei! – disse o loiro descendo rapidamente depois de procurar o segundo pedaço de pergaminho.

Os quatro juntaram as cabeças para ler.

A sua missão é...
Encontrar uma chave de bronze com uma flor-de-lis gravada

No canteiro das abóboras, as menores do corrimão

- Corrimão? Que corrimão? – fez Rony sem entender.

- Provavelmente o da entrada do castelo. – sugeriu Harry.

- Não, não há canteiro de abóboras lá. – dispensou Draco. – Talvez...

- Os fundos da cabana de Hagrid. Lá há uma escada e provavelmente um corrimão! - concluiu Hermione e logo estavam correndo até lá.

Havia seis abóboras pequenas sob o corrimão da pequena escada dos fundos da cabana do meio-gigante. Cada uma pegou a sua e murmurou:

- Deffindo! – disseram quase que no mesmo instante.

Enfiaram a mão no pequeno corte que fizeram em suas abóboras.

- Alguma coisa? – perguntou Rony, que obviamente não achara nada.

- Não. – responderam os outros três.

- Mas ainda restam duas... – Hermione se virou automaticamente para as duas abóboras restantes. – Reducto!

Os garotos viram as duas abóboras explodirem e um pequeno papel voar para as mãos da garota.

A sua missão é...
Encontrar uma chave de bronze com uma flor-de-lis gravada

No calabouço da torre mais alta

- Vamos! – disse Harry e todos correram em direção ao castelo.

- Têm certeza de que é necessário subir tudo isso? – perguntou Rony desgostoso.

- Não, não é preciso. – disse Draco voltando e postando-se ao pé da torre. Apontou a varinha para o chão e disse: - Spongify!

Uma parte do gramado se transformou em uma espécie de cama elástica gelatinosa.

- Queria ter pensado nisso. – murmurou Hermione.

- Você vai... – disse Draco sorrindo. – Vamos? – perguntou Draco e todos concordaram. – Juntos, ok?

- Um... Dois... Três! – e os quatro pularam juntos, indo parar no alto da torre, onde caíram com um baque, quase se desequilibrando.

- Bombarda! – berrou Harry em direção à grade, que se abriu com um estrondo explosivo. O moreno entrou no calabouço e pegou um quarto pedaço de papel.

A sua missão é...
Encontrar uma chave de bronze com uma flor-de-lis gravada

Sob uma taça do salão

- Não há outro salão a não ser o salão principal – concluiu Rony. –, que no momento só terá taças em uma das mesas.

- Brilhante! – disse Draco.

- Isso está fácil demais...

- Preparação e Feitiços... Nada mais fácil! – murmurou Draco e eles seguiram para o salão principal.

Numa mesa separada, havia cerca de quatorze taças. Hermione se aproximou e tentou puxar uma.

- Está presa! – disse aos outros.

- Lembre-se, Mione: “não há como atingir o seu objetivo sem se utilizar de magia”. – repetiu Rony.

- Ok, e o que faremos? – ela perguntou. De repente, levantou o olhar para a ampulheta. Ainda lhes restava mais da metade do tempo. Suspirou aliviada. – Isso não está nem perto de acabar...

- Se puxarmos as taças, seus líquidos cairão sobre a pista e nós sairemos prejudicados. – disse Harry.

- Nós não sabemos nem ao menos o que há dentro destas taças, então é melhor não arriscar. – concluiu Draco.

- Talvez... – Hermione parou e sacou a varinha, apontando-a para uma das taças. – Evanesco!

- Queria ter pensado nisso. – Draco repetiu as palavras de Hermione.

- Você vai... – disse ela sorrindo.

E os quaro passaram a esvaziar as taças com o feitiço.

- Agora é só... – começou Hermione e os outros entenderam.

- Reducto! – disseram todos explodindo vidro para todos os lados.

A sua missão é...
Encontrar uma chave de bronze com uma flor-de-lis gravada

O quadro de avisos e a bruxa caolha

Desta vez Harry e Rony foram sós para o andar da bruxa caolha enquanto Draco e Hermione foram para o saguão de entrada.

- Dissendium! – foi tudo o que Harry fez para que a corcunda da bruxa girasse e um pequeno pedaço de papel caísse lentamente no chão. Desceram para o saguão, onde encontraram os outros dois próximos a uma sebe alta com um grande buraco no meio em volta do quadro de avisos.

- O que diz o de vocês? – perguntou Hermione.

Eles colocaram os papéis sobre uma mesa no salão principal, sentando-se em volta, enquanto os grupos de alunos chegavam aos poucos e tomavam seus lugares.

A sua missão é...
Encontrar uma chave de bronze com uma flor-de-lis gravada

Sétimo andar
Volte ao salão principal

A sua missão é...
Encontrar uma chave de bronze com uma flor-de-lis gravada

Corredor do pântano
Volte ao salão principal

Estranho, realmente muito estranho. Sétimo andar... Corredor do pântano...
Parecia impossível para os garotos descobrir o que aquilo significava. Por isso tinham duas horas... Faltava pouco mais que uma hora para eles concluírem a tarefa.

- O que “corredor do pântano” pode ter a ver com o sétimo andar? – Hermione se perguntou.

- Eu não sei... – responderam os outros três e o silêncio reinou.

Cada um pensava em várias hipóteses; uma mais absurda que a outra. Trinta minutos... Quinze minutos... Nenhum grupo havia deixado o salão para procurar a última pista.

- Claro! Pântano... Umbridge... Gemialidades Weasley... – disse Rony juntando as peças. – O corredor que Fred e Jorge transformaram em um pântano com cheiro de bombas de bosta no ano passado, lembram?

- Lógico! Como não pensamos nisso? – fez Hermione.

- Depois nós ‘pensamos nisso’! – fez Harry. – Temos apenas dez minutos.

E eles saíram para procurar a última pista. Procuraram em todo o lugar onde poderia estar a chave, mas a que encontraram, não possuía nada gravado.

- Não pode ser esta... – dizia Harry.

- Mas e se ela abrir uma porta? – cogitou Draco.

Olharam pelo corredor. Eles estavam parados diante da única porta fechada em todo o andar.

- Talvez seja essa... – Rony se aproximou. – Está trancada.

---


Entraram correndo no salão principal e foram até o prof. Flitwick.

- Professor, aqui está a nossa chave e as pistas. – disse Hermione entregando um pequeno saquinho de pano ao minúsculo professor, que foi até a mesa e chamou um perito, entregando-lhe as pistas.

- Hum... Vamos aguardar a resposta dos peritos. Enquanto isso, podem almoçar e daqui a duas horas começará a primeira parte da tarefa de Poções. – disse o professor se afastando.

- Tomara que dê tudo certo.

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Aprovados na prova de Feitiços com o maior número de pontos, eles iriam iniciar a prova de Poções naquele exato momento.

- Como todos sabem, a prova da minha disciplina foi dividida em duas partes. Hoje vocês realizarão a classificação das mais variadas poções. Cada grupo tem poções diferentes, não havendo repetidas. – disse o professor. – Vocês dispõem de três horas para preencher a ficha completa e me entregar. A prova começa... Agora!

Todos correram para as mesas. Hermione deu uma pena para cada um dos quatro do grupo e determinou que quem descobrisse, escreveria. Dez minutos depois, três poções já haviam sido distinguidas e seus ingredientes mais importantes anotados. E a lista foi crescendo... No último minuto, eles conseguiram completar a lista e entregá-la a Snape.

Poção da Memória: Seu ingrediente mais importante são penas de dedo-duro.
Poção da Paz: Seu ingrediente principal é xarope de heléboro.
Poção da Sagacidade: Seus ingredientes são uma tigela de escaravelhos pilados, raízes de gengibre cortadas e bile de tatu.
Poção de Cura Avançada: Seus ingredientes principais são Pó de Polvo, Chifre de Unicórnio em pó e Acônito Lapelo.
Poção de Cura de Furúnculos: Seus ingredientes principais são urtigas secas, presas de cobra, lesmas cozidas e cerdas de porco-espinho.
Poção do Amor: Um de seus ingredientes mais importantes são os ovos congelados de Cinzal.
Poção do Morto-vivo: É feita a partir de raiz de Asfódelo em pó em uma infusão de Losna.
Poção Fortificante: Seus ingredientes principais são Suco de Romã e Sangue de Salamandra.
Poção para Arrepiar Cabelos: Um de seus ingredientes são rabos de ratos.
Poção Polissuco: Leva Sanguessugas, Pó de Chifre de Bicórnio, Descuraina, Pele de Ararambóia Picada e Hemeróbios.
Poção Wiggenweld: Para prepará-la, usa-se Casca de Wiggentree, Ditamno, Muco de Verme Gosmento e Moly.
Poção de Cura Simples: Nessa poção se adiciona Acônito Lapelo em um caldeirão fervendo com água e Pó de Chifre de Unicórnio.
Poção da Verdade: O ingrediente mais importante são as penas de Dedo-duro.
Poção Redutora: Seus ingredientes são lagartas fatiadas, um pinhão descascado, um baço de rato, raiz de margarida cortada em pedaços quase iguais e um pouquinho de sumo de sanguessuga.
Poção Restaurativa: É feita à base de mandrágoras adultas.

O resultado eles só saberiam depois, mas ainda assim, estavam satisfeitos com o trabalho feito.

Acordando cedo no dia seguinte, completaram as dez poções de forma prática, estudando passo a passo tudo e tentando não errar nem uma vírgula sequer. Era a pior matéria para se trabalhar. Pelo menos eles tinham Hermione...

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