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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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Visualizando o capítulo:

2. Capitulo Dois


Fic: De repente, pai - Cap 08 ON - Dramione


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Hey gente, fico feliz que voces tenham gostado do primeiro capitulo! Vale lembrar que essa fic é adaptação de um livro com o mesmo nome! A unica coisa minha são algumas cenas que eu estou acrescentando... ah sim, sem esquecer dos dialogos que eu aumentei um bocado! rs. =D Sabe como é neh? Tem sempre alguma coisa para melhorar.


Fiquei muito feliz em receber comentários! =D Achei que ninguém iria passar por aqui, para ser sincera. Agora vamos as respostas dos reviews:


Carol Malfoy 93: Espero que continue acompanhando até o final! =D Beijos.

Sonimai: Seja MUITO bem vinda!! *--* Poxa, é super legal ver leitoras de outras fics, em outros projetos! =D Me sinto super especial! Espero que voce goste!! =D Beijos.

Steph Granger Malfoy: Que bom que voce gostou! Fico muito feliz! =D Não se esqueça que essa fic é uma adaptação de um livro com o mesmo nome...
Ah sim, não estou apenas copiando e mudando o nome dos personagens, estou acrescentando cenas, dialogos e tudo o que eu tenho direito! =) Espero que goste da minha versão! hehehe. Beijos.

Diênifer Vetter Granger: Bem vinda!! =D Fico feliz que tenha gostado! Mas não esqueça que a fic é adapter, ok? =D Está lá na descrição dela. hehehe. Beijos.


Bem, agora vamos ao que interessa!! Bom divertimento! *--* 


---***---


                Um homenzarrão de terno cinza e cara de poucos amigos montava guarda do lado de fora do escritório.


 


- Onde está Draco? - Hermione perguntou, a voz trêmula. – Onde está meu marido?


- O sr. Malfoy não quer ser interrompido.


 


            Alemão. O sotaque era alemão, não havia como confundir, conhecia aquele sotaque bem demais. Ela estremeceu e passou pelo segurança, ignorando a advertência.


 


            Ao abrir a porta, viu Draco sentado a um canto da sólida mesa de carvalho. Não estava sozinho. Dois policiais lhe faziam companhia, bem como Blaise Zabini, seu braço direito. Os homens, reunidos em torno de algo sobre a mesa, ergueram a cabeça quando Hermione entrou.


 


            Ela os ignorou.


 


- Draco, eu... -  começou, aproximando-se.


 


            A grande mão desligou o aparelho sobre o tampo. Só então Hermione registou algo que sua mente não queria ouvir. Era a voz de Ciça chamando-a :


 


- Mamãe? Mamãe?


 


            Empalidecendo, ela fechou os olhos, sentido que lhe faltava o equilíbrio.


 


- Não toquem nela!


 


            Reconheceu os braços de Draco quando ele a amparou, estreitando-a contra seu peito, até colocá-la diante de uma poltrona. Não a soltou até certificar-se de que ela estava confortavelmente instalada. Hermione sentiu o coração acelerar, a respiração difícil. As mãos tremiam violentamente. O sequestro de Ciça, a repentina aproximação de Draco...


 


            Draco começou a praguejar em voz baixa, em alemão. Hermione ergueu a mão fria e pousou os dedos sobre os lábios furiosos do marido.


 


- Draco - sussurrou fragilmente, os olhos marejados. - Minha garotinha... Era a minha garotinha!


 


            Draco Malfoy abaixou-se ao lado de Hermione, cujos cabelos emanavam um suave perfume. Fechou os olhos, a expressão torturada.


 


- Shhh... - murmurou, segurando-lhe os dedos frios, tocando-os brevemente com os lábios. -  Hermione, ela está bem. Chama por você, mas não está aflita. Ela está bem, confie em mim.


 


            Hermione desmaiou. Finalmente, cedeu às pressões e desfaleceu nos braços do homem que a amparava. Quando voltou a si, percebeu que já estava em sua cama, com o médico a seu lado, sorrindo-lhe gentilmente.


 


- Quero que tome este remédio, sra. Malfoy -  ele murmurou, oferecendo-lhe dois comprimidos brancos e um copo de água.


 


            Hermione fez que não com um gesto de cabeça, não tinha o direito de se refugiar em seus sonhos quando sua filha estava em qualquer lugar do mundo nas mãos de sequestradores. Fechou os olhos, tentando recordar o que acontecera. Lembrou-se de ter entrado no escritório. Lembrou-se de ter visto Draco na sala, além de Blaise e de dois policiais. Lembrou-se de ter se aproximado de marido, e então... então a lembrança voltou, com uma onda de náusea.


 


- Onde está Draco? – Indagou ao médico, que a olhava preocupado.


- Aqui! - respondeu a voz preocupada.


 


            Hermione virou-se bruscamente para o canto esquerdo do quarto, e viu Draco sentado na poltrona de couro negro. Ele parecia diferente, despido da costumeira arrogância que ele levava consigo.


 


- Os sequestradores voltaram a ligar, estou certa? Ligaram antes do prazo previsto... – Por mais que tentasse evitar, as lágrimas voltaram a correr pelo rosto pálido de Hermione. – Você falou com ela, Draco? Falou com Ciça?


- Tome os comprimidos que o médico lhe deu. – Aquilo foi tudo o que Draco limitou-se a responder. Analisou o rosto de Hermione e percebeu, a contragosto, que sentia falta do brilho feliz no olhar castanho dela... sentia falta das bochechas sempre coradas. Aquela mulher, sentada na cama de forma débil em nada lembrava a Hermione de 3 anos atrás.


           


Ela recusou, balançando a cabeça.


 


- Diga-me: O que eles disseram? - insistiu.


- Só depois de tomar os comprimidos. – respondeu Draco demonstrando cansaço pela primeira vez.


- Vocês só querem me fazer dormir! – A voz de Hermione começava a se alterar novamente. – Eu não quero dormir! E eu não vou dormir!


- Não são comprimidos para dormir, sra. Malfoy.  - Assegurou o médico, oferecendo os comprimidos novamente. - Não dormirá, se não quiser, mas conseguirá relaxar. A senhora quase teve um colapso. Pode confiar em mim, Sra. Malfoy.


 


Hermione analisou o rosto do médico, e viu uma verdadeira preocupação estampada em seus olhos escuros.


 


- Tome o remédio. - insistiu Draco. - Se não tomar, terei que segurá-la para que o médico lhe aplique uma injeção.


 


            A contragosto, Hermione cedeu a chantagem de Draco. Normalmente, ele não fazia ameaças que de fato ele não fosse cumprir, não que tivesse medo de seu “marido”, mas estava cansada para contrariar até mesmo Draco.


            Depois de certificar-se de que o pulso de Hermione estava quase normal, o médico deixou-a a sós com o marido.


 


- Conte-me o que aconteceu. – Hermione murmurou, deixando-se encostar nos travesseiros atrás de suas costas . - Não terei outra crise nervosa.


- Você não teve uma crise nervosa. Apenas desmaiou.


- Acredito que você já tinha visto uma cena como esta. – ironizou Hermione, provocando-o. – Estou certa?     


- Sim.


- Pelo que consta, na ultima vez, você simplesmente me deixou caída. Se minha memória não falha.


 


            O quarto assumiu um pesado silencio, que fora quebrado minutos depois quando Hermione abriu os olhos e viu Draco puxando a poltrona, onde até então estava sentado, para mais perto da cama. Hermione sabia que, aquele gesto de Draco servia apenas para ajuda-lo a afastar da memória uma lembrança indesejada.


            E como não lembrar de acordar sozinha, com a cabeça latejando, no quarto que até então eles dividiam? Mas aquilo tudo havia acontecia em outro lugar, em outro país... em um mundo completamente diferente daquele. Daquele dia, até o presente haviam se passado 3 anos. 


 


- Quando telefonaram? - ela perguntou.


- Pouco depois de eu a ter deixado.


- O que disseram?


- Não se preocupe. Deixaram muito claro que estão tratando de negócios.


- Que tipo de negócios? - Hermione prosseguiu, surpreendendo-se com a calma provocada pelo medicamento que tomara. - Dinheiro?


 


            Ele deu um sorriso cínico.


 


- É óbvio que querem dinheiro, algo que tenho em abundância.


- É mentira! Eles não querem seu dinheiro! – constatou Hermione segundos depois. Algo, na voz de Draco havia denunciado-o.


 


            Draco franziu a testa, seus olhos estreitaram-se.


 


- Como chegou a esta conclusão?


- Eles são alemães... como você! E digo-te uma coisa: Eles não querem o seu dinheiro, eles querem vingança. Não é mesmo, Draco?


- Por acaso está suspeitando de mim? - ele indagou friamente. – Está me acusando, novamente, de ter sequestrado Ciça?


- Não estou acusando você, estou acusando seu pai!


- Deixe meu pai fora disso! __ ele retrucou, os olhos irados.


- Bem que eu gostaria. - Hermione respondeu. - Mas não posso. Você o desafiou quando se casou comigo e ainda o desafia, recusando-se a divorciar-se e encontrar uma nova esposa. Quanto tempo acha que ele suportaria essa situação sem tomar nenhuma providência?


- Acredita que meu pai se vingaria sequestrando sua filha?


 


            Um brilho cínico iluminou os olhos de Hermione.


 


- Uma coisa ele já conseguiu: fez você vir até aqui, para enfrentar um problema que devia ter encarado há três anos.


 


            Ele riu sarcasticamente.


 


- Se essa é a tática de meu pai, então creio que ele comentou um grande erro de julgamento. Eu sempre deixei claro, para quem quisesse ouvir: O que é meu, eu projeto. – Ele estreitou os olhos ainda mais. – E digo-te outra coisa, Hermione: Eu não tenho nenhuma intenção de voltar a encostar um único dedo em voce, mas cuidarei para que nenhum outro homem tenho o mesmo privilégio.


            As palavras de Draco fizeram-na estremecer por dentro. Quem não sabia o quanto Draco Malfoy poderia ser perigoso? Aprenderá, desde que o conhecerá que o dinheiro resolver qualquer problema.


 


- Então essa é sua vingança pessoal?


 


            Draco não se preocupou em negar.


 


- Entenda como quiser.


 


            Hermione fechou os punhos. Não queria mostrar a Draco que estava tremendo, jamais iria demostrar fraqueza na frente daquele homem, novamente.


 


- Então é melhor dizer isso a seu pai.


- Não é preciso. Ele já sabe e não está em condições de fazer nada a respeito. - Levantou-se e devolveu a poltrona ao lugar de onde a tirara. Então a fitou com olhar severo. - Há seis meses meu pai teve um ataque cardíaco. As sequelas deixaram-no preso a uma cadeira de rodas, com a saúde frágil. Não consegue fazer nada sem ajuda. Como poderia ter tramado algo tão trabalhoso como um sequestro? - Debruçou-se sobre a cama, intimidante e sério. - Se quiser me ofender, fique à vontade. Mas deixe meu pai fora disso.


           


Hermione estava em choque, completamente atordoada com a notícia. Lucius doente? O grande, o tirânico patriarca confinado a uma cadeira de rodas?


 


- Sinto muito. – disse Hermione após superar o primeiro choque. Na realidade, não sentia realmente por Lucius, mas sim por Draco, que tinha verdadeira veneração pelo pai.


- Eu não preciso de seus sentimentos, Hermione. – ele disse encarando-a. Draco passou as mãos pela camisa, na intenção de desamassa-la. – A única coisa da qual eu preciso é que você modere sua língua para falar de meu pai.


 


Blaise entrou no quarto afobado.


 


- Estão ao telefone novamente!


 


Draco correu para a porta e Hermione tentou segui-lo, cambaleante devido ao efeito do calmante. Odiou-se naquele momento, jamais deveria ter tomado aquele remédio.


 


- Não! Segure-a. - ordenou a Blaise. – Não deixe que ela saia! - Depois saiu e fechou a porta.


- Eu o odeio, Malfoy! – gritou ela, tentando escapar dos braços de Blaise.


- Ele só está pensando em voce, Hermione. – argumentou Blaise Zabine tentando ser gentil. – Não é agradável testemunhar uma discussão desse nível. 


 


            Hermione riu em meio ao desespero, mas o riso não chegou em seus olhos. Ainda tentava alcançar a porta, inutilmente.


 


- Pensa que não sei que estão negociando a vida de minha filha?


 


            Blaise não dissera nada. Como poderia? Afinal, ela falara a verdade.


 


- Maldição! – Por fim, Hermione cansou-se de se debater contra Blaise. Praguejou. Relutante, aceitou que o homem a ajuda-se sentar-se na beira da cama. Não conseguia mais ficar em pé. - Vá embora, Blaise. Não pretendo fazer nenhuma tolice.


 


            Ele suspirou com pesar, mas não saiu, manteve-se no mesmo lugar.


 


- Sei que não sou a melhor companhia no momento - ponderou melancolicamente – Mas costumávamos ser amigos. Lembra?


 


            Amigo... aquilo soava familiar para Hermione. Certa vez, no passado, chegara a considera-lo o único amigo em meio ao mundo de inimigos. Não passava de uma tola ingênua naquela época, e a cada dia, naquele mundo da alta-sociedade que Draco havia lhe apresentado, sentia-se mais só. Blaise havia sido a única pessoa com quem podia contar na ausência de Draco, mas quando tudo aconteceu... quando o mundo desmoronou sobre sua cabeça, até mesmo Blaise dera-lhe as costas.      


 


- Não preciso de ninguém, Blaise. Só de minha filha.


- Draco a trará de volta, Hermione. – apesar da tranquilidade que Blaise tentava passar, podia ver, através das rugas em sua testa que estava apreensivo. – Você precisa confiar nele, só assim Draco poderá agir com tranquilidade.


 


            Confiar... Ela franziu as sobrancelhas, achando a palavra engraçada em um contexto com aquele.


            Lembrava-se com clareza, durante as conversas que tinha com Blaise sobre Draco. E em todas, ela demostrava sua fraqueza perante aos longos períodos em que o marido encontrava-se distante. Todas as vezes Blaise dizia que a única coisa que Hermione precisava fazer era acreditar em Draco, confiar nele. Como confiar quando ele tinha um pai como Lucius?


            Hermione chacoalhou a cabeça, de maneira infantil, tentando livrar-se daquelas lembranças. Aquilo tinha sido em outra época, e águas passadas não voltam.


 


- Os seqüestradores ligaram antes do horário previsto, não foi?


 


            Ele deu de ombros, realçando a elegância do terno caro.


 


- Estavam nos seguindo - explicou. - Rastrearam nossa viagem de Nova York até aqui, mas não imaginavam que viajaríamos num Concorde. Portanto, erraram os cálculos. - Colocou as mãos no bolso, a expressão séria. - A notícia deixou Draco muito abalado. Nunca o vi assim. Não desde que...


 


            Blaise se calou, mas Hermione soube o que ele iria dizer antes mesmo de terminar a frase. Estava estampado em seus olhos. As palavras “desde que descobriu sua traição” estavam estampadas na feição fina de Zabini.


 


- Draco contou que Lucius está doente - ela comentou, procurando mudar de assunto.


- Foi terrível. - Blaise confirmou. - Sorte ele estar em Londres quando tudo aconteceu. De outra forma, não teria sobrevivido.


           


Londres? Hermione franziu a testa. Lucius jamais iria a Londres. Vivia dizendo que odiava a cidade.


 


- Ele passou dois meses internado antes de estar em condições de voltar para casa. E Draco praticamente não saiu da cabeceira do pai durante duas semanas.


- Oh!


 


Draco estivera tão perto de sua casa e ela nem soubera.


 


- O caso foi mantido em segredo, claro. - Blaise prosseguiu. - Desde então, Draco assumiu tudo. Está fazendo o trabalho de duas pessoas.


-  Pobre Draco... – ironizou Hermione. - E agora isso...


 


            Um brilho perigoso iluminou os olhos de Blaise. Hermione apenas negou com a cabeça, se não tinha medo do próprio Draco, porque teria de Blaise?


 


- Não zombe dele, Hermione. Você não tem esse direito, afinal, querendo ou nãoo, ele está aqui, não está? – O sangue alemão começou a inflamar as palavras do assistente e segurança particular de Draco. - Veio sem pensar duas vezes, quando a maioria dos homens teria lhe dados as costas!


- E você, Blaise? Faria o mesmo que Draco?


 


            Naquele momento, a porta se abriu. Draco entrou no quarto e parou, fitando-os com um olhar frio.


 


- E então? - ela perguntou, ansiosa, esquecendo-se completamente do embate que estava tendo com Blaise a segundos atrás.


- Fique calma. Ainda estão negociando. Tenha em mente que estão barganhando muito mais do que a vida de sua filha.


- Voce disse: Barganhando? - Ela ofegou, os olhos estáticos sobre Draco. - O que está tentando barganhar? Pague o resgate! Traga minha filha de volta! - Notou o olhar sombrio de Draco e insistiu: - Quanto pediram?


- Isso não está em discussão.


 


            Hermione sentiu algo desmoronar dentro do peito.


 


- Estão pedindo muito, não estão? - sussurrou. - Querem mais do que você conseguiria levantar neste momento...


 


            Ele sorriu com uma ponta de tristeza.


 


- Pelo menos não está me acusando de avareza.


- Temos que esperar. - Ele fez um sinal para que Blaise os deixasse. O assistente obedeceu sem dizer uma palavra.


- E então?


- Esperamos que voltem a ligar com termos mais razoáveis. - Draco comentou secamente. - Quando comeu pela última vez? - Ela franziu as sobrancelhas, tentando entender a pergunta. - Comida - ele insistiu. - Quando foi a última vez que comeu?


 


            Hermione passou as mãos trêmulas pelos cabelos sedosos. Qualquer um podia notar seu rosto pálido, suas fundas olheiras e até a tremedeira em sua mão. Draco havia conhecido-a bem demais para não notar todos os sinais.


 


- Não consigo comer. – admitiu.


- Eu não perguntei se você consegue ou não comer, Hermione. Eu perguntei quando foi a ultima vez que você comeu. – respondeu obstinado.


- No café da manhã. – Os olhos de Hermione fixaram-se em um ponto. O café da manhã havia sido a ultima refeição que fizera com Ciça, e havia dado tanta risada com a pequena. Voltou a abraçar o corpo, grossas lágrimas rolavam de seus olhos.


- O que houve? - Draco indagou.


- Eles não sabem... - ela soluçou - ...do que ela gosta de comer. Ciça vai se sentir confusa, começará a resmungar... e ficará desesperada porque não estou perto e...


           


Draco se ajoelhou diante de Hermione.


           


- Hermione, não se torture dessa forma. Vai dar tudo certo, tenho certeza que Ciça é uma menina inteligente.


           


            Hermione não podia acreditar no que havia acabado de escutar, Draco havia acabado de elogiar Ciça. Com muito esforço, Hermione finalmente conseguiu contar as lágrimas e umedeceu os lábios secos.


 


- Você escutou a voz de Ciça?


 


 


Involuntariamente, Draco afastou os longos cabelos castanhos do rosto pálido da esposa.


 


- Ela está muito bem. Consegui ouvi-la ao fundo, tagarelando.


- Você gravou a conversa? - ela perguntou, ansiosa. - Quero ouvi-la...


- Não! - Ele se ergueu abruptamente e voltou a assumir a postura de comando.


- Por que não? Draco, eu preciso ouvir a voz de Ciça... – a voz de Hermione começou a esmorecer novamente, os olhos voltando a nublar-se.


- Eu a entendo, mas não insista. Os termos que essas pessoas usam nas ligações são horripilantes.


 


            Draco caminhou em direção à porta, como se a discussão tivesse terminado. Então parou, a atenção concentrada num objeto sobre a escrivaninha de nogueira. Hermione ficou paralisada enquanto ele contemplava a foto no porta-retratos.


 


- Ciça é muito parecida com você - ele comentou depois de um longo momento. Voltou a pousar o retrato sobre a escrivaninha.


- Sim - foi tudo o que ela conseguiu responder.


           


Realmente, a filha herdara muito da mãe. Cabelos castanhos e encaracolados, as sardas, a boca bem delineada... mas naquela foto, ela tinha menos de um ano, e os olhos... isso ele não havia reparado. Eram tão cinzas quanto o de Draco. Ela podia ter seus traços, inclusive o contorno dos olhos, mas a cor. Como não lembrar de Draco quando olhava nos olhos da filha? Se ele ao menos houvesse notado.


 


- Ela é linda. - ele acrescentou, a voz rouca. Se Hermione não conhecesse Draco, acreditaria que ele estava emocionado.  - Você deve amá-la muito.


- Oh, Draco! __ Hermione exclamou, sentindo um terrível aperto no peito. - Você também a amaria. Ela é...


 


            “Sua filha, também!” esteve preste a dizer. Mas o marido a fez calar-se ao lançar-lhe um olhar frio e impiedoso. Quando conheceu Draco julgou seus olhos, da cor do granizo, frios e sem vida... mas com o tempo aprendeu a identificar cada nuance daquele olho que refletia o mar.


 


- Não estou aqui para ouvir mentiras. Estou aqui para recuperar sua filha. Sua filha! - ele enfatizou, num tom amargo. - Não sou o pai daquela criança!


- É sua, sim! É sua filha, pois você a concebeu! – a voz de Hermione elevou-se alguns tons. - Pensa que não me revolto por essa maldita suspeita de que fui infiel? Acaso lhe dei motivos para acreditar que fosse capaz de algo tão desprezível? – Ela negou com a cabeça, a irritação crescendo. - Eu era tímida! Tão tímida que corava e gaguejava quando algum de seus amigos falava comigo!


- Até aprender a saborear seus próprios poderes sobre o sexo masculino, não é mesmo? - ele contra-atacou, a voz saindo entre os dentes serrados. - Os poderes que eu a ensinei a reconhecer! - Fez um gesto de desprezo, como se lembrasse de alguma coisa desagradável. - Então parou de corar ou gaguejar. Começou a sorrir e a flertar!


- Jamais tive um amante!


- Você está me dizendo que o homem que estava com você, aquela noite, era fruto de minha imaginação? – ele ironizou.  


- Não - ela admitiu, estremecendo à lembrança. - Era real.


- E depois passei cinco semanas sem tocá-la, mas mesmo assim você conseguiu engravidar... Um milagre! Você deveria ser estudada pela medicina, Hermione!


- Seus cálculos estão errados. Foram quatro semanas. E fizemos amor muitas vezes naquela noite. – a voz de Hermione agora era baixa, seus olhos rogavam que ele acreditasse nela, mas Hermione sabia que de nada adiantaria. Aquela discussão não os levariam a qualquer lugar.


- O mais engraçado é que no dia seguinte você menstruou. Agora a pergunta que não quer calar: Como você conseguiu engravidar? Vamos lá, Hermione... você sempre tem resposta para tudo!


 


            Hermione suspirou, vencida. Mentira sobre seu período menstrual. Mentira para puni-lo, porque ele partiria no dia seguinte. Mentira para privá-lo de seu corpo, e arrepender-se-ia daquela mentira durante cada dia de sua vida. Chegara a confessar a mentira, mas ele não dera ao trabalho de acreditar.


 


- Então, cadê a resposta? Não tem nenhuma?- ele escarneceu.


 


            Hermione balançou a cabeça.


 


- Acredite no que quiser. - replicou amargamente. – Nada que eu disser o irá convencer do contrario, além do mais, o que você pensa já não importa mais. – Hermione encarou Draco. - Uma vez eu o amei mais do que a mim mesma. Agora Draco, o meu amor por Ciça é muito maior e muito mais importante do que qualquer coisa que um dia eu senti por você.


 


            Draco permaneceu impassível, seus olhos a estudavam. E por fim, ele deu ombros. Aquele discurso não havia surtido nenhum efeito, nenhuma das palavras havia de fato, chegado a Draco. Mais um esforço em vão.


 


- Arrume-se. - ordenou, dando-lhe as costas. - Então desça. Tratarei de providenciar algo para comermos.

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Comentários: 8

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Enviado por Diênifer Santos Granger em 22/03/2013

Perfeitoooo!

Nota: 5

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Enviado por Dark Moon em 12/12/2012

quero bater no draco rsrs

Nota: 5

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Enviado por sonimai em 12/12/2012

essa fic passa quando não tinha DNA?........HJ em dia é tudo tão fácil,alguns dias e tudo se resolve,se a fic for atual,ela pode dizer que vai fazer um teste msm ele não querendo,mas se for antiga,ai vai ter que penar pra ele acreditar,hehehe

Nota: 5

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Enviado por maria em 11/12/2012

tornei-me sua fã em alugando Hermione Granger 1e2 e provavelmente vou me tornar nessa também!! essa fic parece que vai ser boa tbm...

Nota: 5

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Enviado por Ninah em 11/12/2012
O Draco é um tonto de não ver que a filha é dele . Estou adorando a sua adaptação,já li esse livro e estou muito mais pesa nas linhas que você esta postando do que nas do livro.
Nota: 5

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Enviado por Hermione Black Malfoy Riddle em 11/12/2012

Posta mais hj porfavor ta muito bom

Nota: 5

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Enviado por Dark Moon em 10/12/2012

ahh que fanfic maravilhosa *__________________________*!!

to amando, amando mesmo

Nota: 5

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Enviado por GabriielaMalfoy em 10/12/2012

Owwnt ée tãaaao fofo tudo isso *----* Ele vai acreditar nela lá? ((: 
Tôo louca pelo próximo capítulo, eu até pensei em comprar o livro mas dai eu pensei '' deve se encaixar miiiil vezes mais no universo dramione'' daaaaai eu não comprei, então eu estou por você!
Vai ter dia definido de postagem aqui tbm?
Espero # roendo as unhas, é claro
Bjssss 

Nota: 5

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