FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

5. Capítulo 5


Fic: Provas de Amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Depois da conversa que Harry teve com Gina, ele seguiu para sala de Rony.
 


— Nunca mais fale comigo com se eu fosse seu criado.


Rony se virou, incrédulo. Harry fechou a porta e se aproximou. Ele não estava exatamente zangado com Rony, pelo menos com nada que tivesse ocorrido recentemente. Mas fez dele o seu alvo. E, agora, Harry precisava de uma saída.


Quando chegou no estacionamento para examinar o carro de Gina, ele já tinha sido rebocado, mas ainda pretendia confirmar suas suspeitas. Alguém tinha cortado o cabo do freio. Havia uma enorme poça de fluido avermelhada no local onde o carro estivera. Não fora um simples vazamento.


Atônito, Rony deu um passo atrás.


— Do quê você está falando?


Harry apoiou-se com as duas mãos sobre a mesa de Rony antes de falar.


— Não me dê ordens. Se quiser conversar comigo, fale, mas não desconte em mim a raiva que tem da sua irmã.


Rony ameaçou fazer-se de ofendido.


— Veja bem...


— Sou um excelente funcionário, Rony. Fiz várias mudanças na sua segurança e, com isso, economizei um bom dinheiro para você. Encontrei falhas que a maioria dos profissionais nem notaria. Esse é o meu trabalho, e sou bom nisso. Mas não preciso deste emprego e não quero ser destratado, entendeu?


Harry estava exagerando, mas, quanto mais ele fazia valer seus direitos, mais Rony o respeitava. Diferente de Gina. O que, para Harry, era compreensível. Ele não ia querer um cara covarde tomando conta da segurança da empresa. Harry não era apenas o responsável pela segurança dos prédios contra roubo, tanto nos escritórios onde Gina e Rony trabalhavam como também nos  shoppings, mas ele ainda avaliava o potencial de segurança e fazia estimativas de custos nos futuros imóveis. Também supervisionava a segurança dos empregados e do chefe. A Weasley’s Sporting Goods era uma empresa grande.


Harry tinha plena consciência da sua importância para os donos da empresa. Ele fora muito bem treinado. Seu pai lhe ensinara como proteger e detectar as falhas, os procedimentos legais e os ilegais, e fizera dele um expert, um dos melhores na sua profissão.


Rony precisava dele, ainda mais com Gina o controlando o tempo todo. E, agora que havia descoberto que Gina estava sendo ameaçada, não estava interessado em manter sua falsidade com Rony. Gina finalmente concordara em um encontro íntimo com ele e era bem possível que conseguisse tirar dela algumas informações, podendo, assim, resolver seu problema. Na certa, Gina saberia que evidência era essa que Rony fabricara. Se ela se abrisse com ele. Torcia para ser assim tão simples. Detestava bancar o funcionário exemplar.


Preferia agir por conta própria, arranjando trabalhos temporários e, assim, poder passar temporadas no México, na sua casa, aproveitando a companhia do seu pai e seus cavalos.


Harry planejava sair da empresa logo que engrenasse o relacionamento com Gina. Certamente, Gina ia preferir que ele fosse mais disponível, e nem suspeitaria que estava sendo usada. Não gostava de constatar o entusiasmo que o dominava quando se imaginava dando prazer a Gina. Não importava o que ela pensava ou deixava de pensar. Se seus lindos olhos azuis demonstrassem raiva ou desejo. Nada disso era importante. Nada disso pode­ria importar.


Um suspiro profundamente sentido de Rony despertou a atenção de Harry.


— Você está certo — disse Rony. — O seu trabalho é muito importante para mim.


O problema é ter que aturar a arrogância da minha irmã quando tenho tanta coisa mais séria para resolver.


Lentamente, Harry se endireitou.


— É mesmo? Alguma coisa que eu possa ajudar? — Aos poucos, Rony ia se abrindo fazendo confidencias, querendo fazer de Harry seu aliado para enfrentar a irmã.


— É um problema que surgiu aqui na empresa antes da sua contratação. Já tenho gente trabalhando nisso.


— Mas, do que se trata, exatamente?


— Um pequeno desfalque dentro da empresa. Um ex-funcionário que se aproveitou da função para roubar. O dinheiro era desviado em pequenas quantias, por isso foi difícil de notar. Eu sabia quem era e o peguei em flagrante, mas não posso acusá-lo formalmente enquanto não tenho evidências bem fundamentadas. Está sendo um pouco complicado encontrar as provas. Sabe como é difícil seguir o rastro de contas. No entanto, acredito que, finalmente, o cercamos. É bem provável que tudo seja resolvido por estes dias.


— E que tipo de evidência você conseguiu? — ele disse num tom neutro, bem controlado, o que era bem difícil, pois sua vontade era dar um soco na boca de Rony.


Queria obrigá-lo a dizer que tudo não passava de uma tramóia. Não podia acreditar que Neville fosse culpado. Só que... Rony não tinha a aparência de quem estava armando um golpe. Pelo contrário, parecia até bem confiante. Harry ficou chocado.


— Meus advogados me aconselharam a não comentar o assunto. O que posso lhe dizer é que, quando chegarmos ao tribunal, vamos ganhar esta causa. — Ele apertou o botão do interfone e mandou Hermione trazer o café. Juntou alguns papéis e se virou, então, para Harry. — Está quase na hora da reunião e eu queria conversar com você antes. Ia falar lá embaixo, mas Gina nos interrompeu.


Que coisa curiosa. Harry pensou em comentar o motivo da interrupção, o problema no freio do carro de Gina, mas achou melhor não falar nada. Talvez o próprio Rony tivesse feito aquilo. Não estava disposto a testar a lealdade da família agora, principalmente no caso de Rony.


Harry tratou de colocar seus pensamentos de lado e prestar atenção ao que o chefe dizia.


— Não sabia desta reunião. Sua irmã vai participar também?


— Claro que não. — Ele sorriu disfarçadamente. — Faço o possível para deixá-la fora do meu caminho. Você mesmo viu o quanto ela pode ser desagradável. A reunião é para discutir a expansão dos negócios no centro da cidade.


Harry já estava cansado de explicar que abrir um  shopping  no centro da cidade era um desperdício de dinheiro. Se toda aquela área não fosse reformada, seria melhor Rony desistir e aplicar os recursos em outro empreendimento. Apesar de Gina ter dito isso ao irmão, inúmeras vezes, nem precisava ser alguém com o seu tino comercial para chegar à mesma conclusão. Harry concordara com os argumentos dela, na questão da segurança. E Rony não estava levando isso em consideração.


— Sabe bem o que penso sobre isto, Rony. Posso reforçar a segurança, contratar gente competente para trabalhar em vários turnos, mas não vai adiantar grande coisa. Mesmo se protegendo dos ladrões, que já são uma grande ameaça, aquela loja é um sorvedor de dinheiro. Os lucros não vão compensar o esforço e as despesas.


Rony fez um gesto com a mão como se estivesse aborrecido.


— Mas não é sobre isso que quero conversar com você. Quero falar sobre a minha irmã.


Harry virou de costas para contemplar a vista da janela do terceiro andar. Lá embaixo havia um congestionamento, nevoeiro e muito barulho. Nas laterais das ruas havia neve escurecida e lamas amontoadas. O movimento de carros fluía, o mesmo trânsito com o qual Gina quase se chocara, por ter ficado sem freios. Ele estremeceu.


Harry detestava estar em Delaport City participando daquele estratagema ridículo. Gostaria de estar em casa, ouvindo o pai resmungar e contar todas as suas aventuras ao longo da vida. Isto não parecia em nada com uma aventura. Parecia mais um grande malentendido.


— Quer falar sobre a sua irmã? O que tem ela?


— Li no seu currículo que a sua especialização inclui vigilância.


— Minha  especialização  inclui diversas atividades que não são mencionadas em um currículo tradicional para emprego, principalmente para a função que você me contratou. Apenas mencionei algumas, pois achava que precisaria apresentar um diferencial que me recomendasse. — A informação era precisa, no caso de Rony investigar, o que Harry não tinha certeza que ele faria. Mas Gina teria checado, disso ele sabia. Então, fornecera os nomes de algumas empresas onde já havia trabalhado.


Tal qual seu pai, ele podia tanto resolver um problema quanto criá-lo. Com a mesma competência, dependendo de quem pagasse mais. Isto não era um motivo para se orgulhar, apenas um meio de vida.


— Gina insistiu em investigar a sua vida profissional. Ela ficou bem impressionada, mesmo achando estranha a falta de coerência entre um emprego e outro. Ela nunca lhe falou sobre isso?


Harry continuou de frente para a janela, pois não queria demonstrar para Rony a sua raiva.


— Não. Na verdade, nos falamos muito pouco.


— Ótimo! Então, ela não vai desconfiar de você.


— Desconfiar de mim? — Ele se virou para encarar Rony. — O que quer que eu faça?


— Quero que você a vigie, claro. Acho que está saindo com alguém. Só Deus sabe o que ela é capaz de fazer.


Harry resmungou. Ele sabia muito bem que a maioria dos homens tinha medo dela, que ela desencorajava qualquer investida e que se tornara uma mulher solitária graças à sua língua afiada e arrogância. Ela ainda tinha a capacidade de deixá-lo louco de desejo. Será que fizera algum inimigo capaz de querer machucá-la?


— Por que acha que ela está se encontrando com alguém?


— Porque a peguei entrando sorrateiramente pela cozinha no meio da festa, outra noite.


— Difícil imaginar Gina entrando  sorrateiramente  em algum lugar. Não faz o gênero dela.


— Tem razão. Entrou em casa tranquilamente, até confiante demais, devia estar lá fora com alguém conspirando contra mim.


Harry puxou uma cadeira e sentou-se como se montasse num cavalo. A burrice de Rony sempre o espantava.


— Conspirando? E por que não poderia estar namorando?


— Foi exatamente o que ela disse! Vejam só, vocês dois tem o mesmo senso de humor — disse Rony, achando graça.


Harry percebeu a aproximação de alguém e se calou. Hermione  estava parada na porta com uma bandeja de café. Harry se perguntou há quanto tempo ela estaria ali, mas imaginou que não faria diferença. Ele estava mais interessado no modo como ela observava Rony, com olhar de pura adoração.


Rony acenou para ela entrar. Ela se inclinou bem próximo a Rony para servir o café e perguntou se precisavam de mais alguma coisa. De vez em quando, dava uma olhada para Harry. Ele sentiu pena dela. Era óbvio que estava apaixonada por Rony, assim como estava bem claro que ele estava se valendo da sua posição para se aproveitar dela. Esta era mais uma razão para Harry desprezar o irmão de Gina.


Rony dispensou Hermione, e Harry continuou saboreando seu café. Sabia que seu silêncio irritaria Rony, por isto tinha que ser paciente.


Passados alguns segundos, Rony explodiu:


— Então? O que me diz disso?


— De quê? Ainda não me perguntou nada. 


— Quero que investigue e descubra o que Gina está tramando e com quem ela está se envolvendo.


— E o que vou ganhar com isso?


— Um bônus de quinhentos dólares. E, se descobrir algo muito interessante, ganhará o dobro.


Quanta ironia. Rony queria pagar para Harry vigiar a si mesmo. E Harry estava cada vez mais desconfiado de que o canalha também já vigiava a irmã. Ele não confiava nem um pouco em Rony.


Harry fez o chefe esperar, fingindo estar pensando no assunto. Mas claro que aceitaria a tarefa, pois, se  ele  vigiasse Gina, Rony não precisaria contratar mais ninguém para fazê-lo.


— Alguma pista de quem possa ser? Qualquer dica? — perguntou Harry na esperança de um indício que pudesse ajudá-lo.


— Apenas o óbvio. O sujeito deve ser alguém que possa ajudar Gina de certo modo, alguém na empresa que possa influir nos votos.


Como ele sabia que Gina sempre vencia todas as votações, aquilo não fazia o menor sentido. Mas não pretendia comentar o fato com Rony.


— Mais alguma coisa?


— Provavelmente deve ser um sujeito sem iniciativa, inoperante e fraco. Sabe como a Gina é. Nunca seria capaz de fazer um homem como você suportar suas críticas e exigências para levar adiante um plano dela. E Gina exige obediência cega. Não aceitaria nenhuma provocação. Harry teve que sorrir.


— Quer dizer que vou procurar um oportunista?


— Exatamente, mas um oportunista muito bem relacionado. Alguém que pode ser útil a ela.


— Mas, por que não pode ser apenas um relacionamento afetivo que ela não quer que você saiba?


— Impossível. Os homens só se aproximam de Gina para usá-la. E, se for este o caso, eu também quero saber. Mesmo que ela tenha jurado que jamais se casará, tenho obrigação de protegê-la destes aventureiros. Além de chata, ela é grosseira demais para despertar afeto verdadeiro de um homem. Só conseguiria se magoar ou prejudicar a empresa.


Neste momento, Harry ficou de pé. Mais um segundo ouvindo aquelas barbaridades do irmão amoroso e ele seria capaz de jogá-lo pela janela.


— Pode deixar, vou averiguar. — Ele se encaminhou para a porta e, então, se virou para acrescentar: — Aliás, Gina teve um problema no freio do carro hoje. — E esperou para ver a reação de Rony.


— Foi?


— Ela está bem, mas o carro foi levado para a oficina. Por isso eu dei o carro da empresa para ela usar.


— Tudo bem — ele respondeu distraído, reunindo a papelada para a reunião.


Harry ficou frustrado. Não estava querendo o seu aval, mas esperando uma reação mais significativa. O que não ocorreu.


— Vou tirar uma folga pelo resto do dia. Mais tarde entro em contato — ele disse ao sair da sala de reuniões.


Rony não discutiu. E, mesmo se quisesse, não poderia, Harry já batera a porta.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.