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1. Capitulo Hum


Fic: De repente, pai - Cap 08 ON - Dramione


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Algumas considerações antes de começarmos a fic.


em, estou adaptando o livro, como eu informei no resumo da fic... porém, estou acrescentando dialogos, cenas etc etc etc que não tem no livro. Por tanto, peço que leiam por aqui. =) Estou tentando adequa-la da melhor maneira ao universo Draco e Hermione! =)


Opa, espero reviews, hein?


Beijos
Angel_S


---***--- 


          Londres. A casa, imponente, ficava num endereço sofisticado, próximo ao Hyde Park. Eram cinco e quarenta e cinco da tarde, seis horas após o início do tormento.


            A tensão na sala de visitas lindamente decorada era quase palpável. Pessoas se reuniam em pequenos grupos, algumas falando num tom baixo e grave, outras irrompendo em choro ocasionalmente. Algumas consolavam, outras se mantinham apartadas de tudo, em silêncio.


            Hermione pertencia ao último grupo, sentada solitária numa poltrona de couro. Parecia calma enquanto olhava para o tapete claro sob seus pés, indiferente a tudo.


            Mas o fato era que ela não estava indiferente. Cada movimento, cada som fazia sua mente reverberar. Se movesse um músculo, seu autocontrole, mantido a tão duras penas, ruiria como um castelo de cartas.


            Quando a terrível notícia chegara, Hermione fora arrebatada por um terror incontrolável. Tentaram colocá-la na cama. Tentaram fazê-la tomar tranquilizantes para livrá-la do tormento. Tentaram mantê-la desligada de tudo.


            Ela se recusara. O que mais poderia fazer? Como uma mãe poderia refugiar-se no sono num momento como aquele?


            Mas não havia nada mais torturante do que a espera.


            Tinha que esperar pelo homem que era o centro daquela crise, pelo homem que chegaria para controlar a situação.


            Já lhe haviam informado que ele estava a caminho, como se a notícia pudesse fazê-la sentir-se melhor. Nada, porém, poderia curá-la daquele horror. Nada. Ninguém.


            Portanto, lá estava ela, olhos baixos para que ninguém pudesse adivinhar sua aflição, para que ninguém pudesse ver a palidez de sua pele, realçada pelo negro da camiseta de mangas longas e da calça de stretch.


            O som repentino de um carro freando diante da casa deixou a todos em estado de alerta. Hermione não se mexeu, nem ergueu os olhos.


            Ouviu-se o som de vozes no hall de entrada, uma delas destacada pelo tom incisivo e autoritário.


            Os passos, firmes e precisos, aproximaram-se da sala de visitas fechada. Todos dentro da sala voltaram-se quando a porta se abriu, os olhos ansiosos cravados no homem que apareceu à soleira.


            Hermione, entretanto, manteve os olhos fixos no tapete, contando cuidadosamente os pequenos botões de rosa que faziam parte do padrão do tecido, em tons pálidos de azul e pêssego.


            Alto, atlético, cabelos loiro platinado, corpo rijo. Camisa branca, gravata escura, terno cinza, com o caimento característico de uma seda cara. O rosto era tão claro que parecia quase pálido... quase, a boca fina, resoluta e sensual. E os olhos... Eram olhos de um caçador, de um predador. Cinzas. Frios, como as linhas do rosto. Um homem talhado em pedra.


            Ele ficou parado à porta por longos e cruciais segundos, mantendo a todos em suspense. Os olhos frios perscrutaram o ambiente até encontrar Hermione, sentada em seu esplendor solitário, o rosto baixo, distante, olhando para o tapete.


            O homem se aproximou, os movimentos sinuosos como os de um felino, quase não era possível escuta-lo andar. Parou de frente a ela, e ficou ali, observando-a por outros longos minutos.


 


- Hermione? - chamou em tom baixo, a voz fria como navalha.


 


            Ela não moveu nenhum musculo, nada. Os olhos castanhos focalizaram debilmente o par de sapatos de couro feitos à mão, nada além disso, nenhum musculo sequer pareceu mexer-se.


 


- Hermione! - Dessa vez, havia um tom mais autoritário naquela voz.


 


            Os olhos enevoados subiram lentamente, contemplando as longas pernas, o torso poderoso. Finalmente, os olhos castanhos encontraram os do homem que ela desejara jamais voltar a ver.


            Há quanto tempo não o via? Dois, três anos? E, nesse tempo todo, ele mudara muito pouco. Mas por que haveria de mudar? Afinal, Draco Malfoy era forte, poderoso, podia se dar ao luxo de ter casas elegantes nos melhores endereços das capitais mais importantes do mundo. Nascera para o poder, criara-se no poder e usava o poder. Quando erguia a voz, as pessoas se intimidavam. Draco estava acostumado com isso, jamais perdia o controle da situação. Se Draco tinha um sobrenome, seria poder... ou talvez astucia.


            Hermione piscou algumas vezes ao encarar o homem a sua frente. Draco possuía tudo que alguém poderia querer: boa aparência, um corpo perfeito e saudável, inteligência aguçada. E nesses três anos o que havia mudado nele? O olhar, talvez? Poderia ser mais inclemente?


            Afinal, ele era o inclemente. Ela, a pecadora. Ele o traído... e ela, a traidora.


            Três anos, lembrou Hermione. Três anos de um ressentimento silencioso. Três anos desde que decidira abandoná-la. E agora ele tinha a ousadia de aparecer e de chamá-la pelo nome, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Naqueles instantes desejou ser um pouco mais corajosa, levantar-se e socar Draco até que seus punhos estivessem doloridos demais... acabar com ele do mesmo jeito que ele havia feito com ela.


            Mas não era. Ambos sabiam que não era. Podia ser corajosa em inúmeras situação, podia até enfrentar o mundo... mas quando o assunto era Draco Malfoy, sua coragem era subjugada.


            Ela desviou o olhar. Não podia permitir-se a perder o controle, não na frente dele... não naquele momento.


 


- Saíam!


 


            Draco permaneceu parado diante de Hermione, sem mover um único musculo. As pessoas saíram rapidamente da sala, todas as silencio: os dois policiais, o motorista, a babá em lagrimas, que mantinha o rosto escondido em um lenço; a governanta e o marido, conhecido como faz-tudo da casa. Por ultimo, Hermione notou que o médico, que fora chamado para cuidar da babá, também se retirara.  Estavam sozinhos... em um mesmo cômodo.


            Draco se afastou, retornando alguns segundos depois com um copo.


 


- Beba! - ordenou, sentando-se ao lado dela.


           


O aroma característico de brandy invadiu as narinas de Hermione, irritando-as. Ela balançou a cabeça, espalhando os cabelos castanhos e longos por ombros e braços.


            Ele ignorou a negativa, e chegou o copo ainda mais perto dela.


 


- Beba! - repetiu. - Está pálida como um fantasma. Beba, ou terei que forçá-la a isso.


 


            As palavras foram mais do que uma advertência. Isso ficou muito claro quando Draco segurou o queixo de Hermione com mãos fortes, prontos para faze-la beber todo o conteúdo do copo. Com um resmungo, Hermione tomou o copo das mãos de Draco e sorveu um gole do brandy. Ela engasgou quando sentiu o liquido deslizando por sua garganta seca como fogo consumindo a brasa.


 


- Assim está melhor - ele murmurou, sem saber que fora seu toque, e não a bebida, que a fizera engasgar. - Beba um pouco mais.


 


            Ela obedeceu, tentando achar um modo de proteger-se dele. Seu corpo ainda reagia de modo violento ao contato físico com aquele que lhe causara tanta dor e desilusão. Draco não parecia satisfeito, e a fizera beber vários goles, até que por fim decidiu que já era o bastante. Foi então que Hermione, por fim, ergueu os olhos castanhos, cheios de condenação.


 


- Foi você que fez isso? - indagou, as palavras raspando a garganta tensa. – Me diga Malfoy: Foi você quem fez isso?


           


Draco queria negar, usando os olhos para perguntar como ela poderia suspeitar que fosse capaz de algo tão hediondo, mas optou pelo silencio. Fitou Hermione, que parecia, por fim, tomar tons rosados na bochecha.


 


- Eu o odeio - ela prosseguiu, suas bochechas adquirindo um perigoso tom de vermelho. Draco jamais admitiria, mas vê-la daquele modo despertava certo receio. Somente tolos mexiam com uma leoa como Hermione... definitivamente, ele era um tolo - Desprezo o chão em que pisa. Se algo acontecer a minha filha, é melhor se cuidar. Irei atrás de você até o inferno, Malfoy! Nem que seja a última coisa que eu faça!


 


            Draco não reagiu perante a ameaça, sabia o momento de recuar. Quantas vezes, sem que ela notasse, havia recuado? Quantas vezes a coragem dela o surpreendeu por ser a única capaz de enfrenta-lo e até mesmo fazer ameaçar?


 


- Conte-me o que aconteceu. - pediu, imperturbável.


 


            A imagem voltou violenta à mente de Hermione: a babá entrando cambaleante na sala, o rosto banhado de lágrimas, as mãos e os lábios tremendo.


 


- Ciça foi seqüestrada! - gritara, assustada. - Simplesmente apareceram e levaram-na enquanto estávamos brincando no parque!


 


            A lembrança acordou-a do torpor.


 


- Você sabe o que aconteceu! - vociferou, fulminando-o com os olhos brilhantes. - Ela significa a única humilhação de sua vida, Draco! Por isso decidiu eliminá-la?


- Não levei sua filha. -  declarou, a voz inflexível, o olhar era um mar de gelo.


 


            Hermione percebeu, com desgosto, que ele não se referira à criança como filha dele, ou deles.


 


- Levou, sim! - insistiu sem pestanejar. Por um momento, Draco preocupou-se, Hermione estava à beira de entrar em um colapso nervoso. Uma cena como essa era tudo o que queria evitar. - Sabe de uma coisa? Seu sobrenome devia ser Vingança. Só não consigo entender por que não levaram a mim, no lugar dela.


- Pense um pouco. Com sorte, talvez encontre uma resposta.


 


Ela desviou os olhos, odiando aquela cruel indiferença. O que não odiava em Draco? Não havia nada que não desprezasse naquele homem.


 


- Céus, você me dá náuseas! - murmurou, afastando-se. Abraçando o próprio corpo, ficou olhando, através da janela, para o circo que a segurança armara ao redor da casa: homens com cães, armas, telefones celulares, olhares atentos. Riu, escarnecendo. - Que grande espetáculo! A quem está tentando enganar?


- Isso é para manter a imprensa afastada. __ ele explicou secamente, aproximando-se da janela e mirando o cerco posto em torno da casa. - Apesar de ter sido treinada para esse tipo de contingência, aquela babá estúpida saiu gritando pelo parque como uma louca, para Londres inteira ouvir. - Suspirou, numa primeira demonstração de raiva. - Agora o mundo todo sabe que a criança foi seqüestrada. Como conseguiremos resgatá-la sem alarido?


- Oh, Deus! - Hermione cobriu a boca com as mãos, cedendo ao pânico. As lágrimas, por fim, começavam a inundar seus olhos. - Por quê, Draco? Ela tem apenas dois anos! Não significava nenhuma ameaça! Por que levou meu bebê?


 


            No instante seguinte, ele já estava ao lado de Hermione, segurando-lhe os braços com força. Os olhos cinzas fitando os castanhos com determinação de quem não estava mais suportando ser acusado por algo que não fizera. Soltou-a, deixando que caísse na cadeira mais uma vez, deu as costas. Hermione pode ouvir Draco respirando profundamente enquanto caminhava pela sala, de costa para ela.


           


- Vou dizer pela última vez. Portanto, ouça bem: não seqüestrei sua filha.


- Mas alguém... alguém o fez. __ ela balbuciou, os olhos marejados de lágrima. - Quem mais poderia odiá-la tanto, a ponto de fazer isso?


 


Ele voltou a suspirar, ao vê-la levantar-se cambaleando. Não podia responder porque, de certa forma, merecia a acusação. Aquela criança significava a traição da única mulher que havia amado verdadeiramente, mas jamais faria algo de tão baixo calão, ainda mais com um inocente. Aquela criança não merecia a mãe que tinha.


 


- Venha sentar-se novamente, antes que caia __ sugeriu.


- Não quero me sentar! __ ela recusou, exasperada. __ E para de me tocar! __ Desvencilhou-se das mãos de Draco com um gesto violento. Ele apertou os lábios, dando mostra de que, por fim, o comportamento de Hermione começava a tira-lo do sério. - Quem mais? - ela repetiu, num tom mais baixo. __ Quem mais desejaria tirar minha Ciça de mim?


- De você? - ele perguntou calmamente, dando-lhe as costas mais uma vez. - Foi de mim que tiraram a criança!


- Ah, é? - Hermione ergueu uma sobrancelha, irônica e incrédula. - Por que haveriam de fazer isso? Você a rejeitou!


- Mas o mundo não sabe disso.


 


            Hermione sentiu-se enregelar por dentro. Então suas suspeitas não eram verdadeiras!


 


- Essa é a consequência do poder, Hermione: Quanto maior o poder, mais inimigos se tem.


 


            Ela balançou a cabeça.


 


- Não! Isso é coisa da sua família! Você não tem como negar, Draco! Falei com ele no telef...


- Você falou com eles? - Draco voltou-se brusco, o gelo voltou em seus olhos.


- Ao telefone __ ela completou, tentando esquecer da náusea que sentira ao desligar o aparelho.


- Quando? __ Draco inquiriu, enrouquecido. __ Quando recebeu o telefonema?


- Cerca de uma hora após terem levado Ciça. Disseram que você saberia o que fazer. __ Uma sombra escura desceu sobre o olhar cristalino de Hermione. - Então faça alguma coisa! Pelo amor de Deus, faça!


 


            Ele engoliu um impropério e segurou-a pelo braço, fazendo-a sentar-se no sofá. Os olhos de Draco estudaram Hermione minunciosamente a procura de alguma informação oculta. Chacoalhou Hermione, tirando-a do estupor.


- Agora escute. Preciso saber o que lhe disseram. E preciso saber como disseram.


- Quer saber se eram alemães? Sim, eram! Como você! __ ela respondeu, num tom acusador.- Reconheci o sotaque!


 


            Draco ignorou o comentário.


 


- Homem ou mulher?


- Homem - ela murmurou.


- Velho, jovem?


 


            Ela balançou a cabeça.


 


- A voz estava abafada, havia algo cobrindo o bocal do telefone.


 


            Hermione fez menção de cobrir os lábios trêmulos com a mão, mas Draco a segurou.


 


- Falava seu idioma?


 


            Ela confirmou, meneando a cabeça.


 


- Com sotaque alemão. Agora, solte-me, Draco!


 


            Draco voltou a ignorá-la.


 


- E o que disseram? - insistiu. – Diga-me exatamente o que eles lhe disseram!


 


            Ela começou a tremer violentamente.


 


- “Estamos... estamos com sua filha” __ repetiu, palavra por palavra. - “Ela está segura... por enquanto. Chame... Malfoy. Ele saberá o que fazer. Entraremos em contato... novamente... às sete e meia”. - Hermione olhou ao redor, apavorada. - Que horas são?


- Calma. Ainda não são nem seis horas. - ele sussurrou para acalmá-la.. - Concentre-se, por favor. Ouviu mais alguma coisa? Algum som de fundo, um avião, um carro... qualquer coisa. Diga-me tudo o que se lembrar.


 


            Ela balançou a cabeça, em negativa. Como gostaria de poder acrescentar qualquer outro detalhe, mas não havia escutado mais nada, nenhum outro som.


 


- Nada. - Libertou uma das mãos para cobrir os olhos. __ Minha Ciça! Quero-a aqui! __ Voltou-se na direção de Draco. - Em meus braços... - E abraçou a si mesma, como se estivesse envolvendo a garotinha. __ Oh, Draco, faça alguma coisa!


 - Suba até seu quarto e tente descansar. - ele recomendou. - Eu lhe direi se voltarem a ligar. Daqui para frente, eu assumirei.


- Você tomará conta de tudo? – a voz de Hermione soou infantil.


- Não é para isso que estou aqui?


 


            Era o único motivo de ele estar ali.


 


 - Onde você estava? - ela indagou, repentinamente curiosa. - Quando recebeu a notícia, onde estava?


- Em Nova York.


 


            Hermione espantou-se.


 


- Nova York? Mas faz apenas seis horas que...


- Voei em um Concorde. Ainda suspeita que seqüestrei sua filha?


 


            Hermione ergueu o queixo, os olhos frios como gelo.


 


- Todos sabem do que você é capaz.


- Por que eu desejaria fazer isso? - ele argumentou, num tom razóavel. – Ciça não representa nenhuma ameaça.


- Não? - Hermione o desafiou com o olhar. – Você tem certeza? – Com certa satisfação Hermione notou uma ruga aparecer na testa de Draco. - Até que você se livre de mim e consiga uma nova esposa, Ciça é sua herdeira legítima, mesmo sem ter tido a atenção do pai, que não foi homem suficiente para assumi-la.


 


            A provocação fora longe demais.


 


- Tome cuidado, Hermione. - ele advertiu, com um brilho perigoso no olhar. - Veja lá o que me diz!


- Há muito tempo eu perdi o medo de suas ameaças, Draco. – Draco aproximou-se e Hermione se afastou automaticamente. – Somente cuide para que minha filha volte para mim inteira. Do contrário, que Deus o ajude – foi a vez de Hermione ameaça-lo. - Jogarei o sobrenome Malfoy na lama!


- Do que poderá me acusar, Hermione? Vai dizer que eu não dei a você a sua filha tudo o que poderia desejar? Eu lhe dei muito mais do que deveria. Lhe dei meu dinheiro, minha casa, sem falar no meu sobrenome!


- E sabe o por quê de você ter feito tudo isso, Draco? – indagou Hermione sem emoção – Para proteger o seu maldito orgulho alemão.


- Orgulho? - Abruptamente, ele empertigou-se e deu-lhe as costas. - Você assassinou meu orgulho quando dormiu com outro homem!



            Hermione sentiu o peito apertado, numa torturada compaixão pelo homem que convivia com aquela crença havia quase três anos. Simplesmente acreditar que aquilo pudesse ser verdade era um golpe mortal naquele ego sem tamanho. Hermione balançou a cabeça com desgosto, quantas vezes tentara argumentar? Quantas vezes tentara mostrar para ele que jamais houvera traição. Hermione suspirou profundamente, arrancando Draco de seus pensamentos.


 


- Eu não vou mais discutir com você. Eu a desprezo. E me desprezo por me dar ao trabalho de lhe dirigir a palavra.


           


Caminhou, decidido, até a porta, sem olhar para trás. Aquilo era a repetição de um filme desagradável.


           


- Draco!


 


            Ele parou, com a mão na maçaneta.


 


- Sim?


- Por favor... – a voz de Hermione voltou a ser apenas um sussurro. - Mesmo que não acredite em mim, Ciça não cometeu nenhum crime!


- Eu sei. - ele concordou, inabalável.


- Então, por favor... traga-a de volta! Viva!


 


            Ele aprumou o corpo e a fitou perante a súplica de Hermione, jamais virá implorar daquela maneira. Os olhos duro e frios contemplaram os cabelos longos até a cintura, preso apenas com uma tiara de veludo negro. Hermione não era alta, e o estilo simples de suas roupas só fazia acentuar seu corpo esguio.


            Era uma criatura delicada, que parecia preste a romper-se uma lufada de ar mais forte. Uma palavra mais dura poderia quebrá-la em duas. Entretanto... aquilo era apenas aparência. Hermione poderia ser mais forte do que qualquer um ali, inclusive ele. E ela fizera questão de mostrar isso a ele em diversas ocasiões.


            Como se fosse possível, os olhos cinzas tornaram-se ainda mais inclementes.


 


- A criança foi seqüestrada porque tem meu sobrenome. - Ele disse com frieza, ainda com a mão na maçaneta. - Portanto, farei o possível e o impossível para resgatá-la.


           


A porta se fechou, deixando Hermione zangada. Ele se referia a Ciça como “a criança”, como se ela fosse uma boneca sem alma! Um mero objeto inanimado que fora roubado!


            Sua garotinha, nas mãos de um louco! Que tipo de monstro sem coração tiraria uma filha de sua mãe? O que tornava uma pessoa tão cruel, tão má?


            Ergueu o rosto quando um pensamento sombrio atravessou sua mente. Conhecia apenas uma pessoa capaz de tamanha crueldade: Lucius Malfoy.


            Era muitas vezes mais inclemente do que Draco. E a odiava. Odiava-a por considerá-la indigna do filho, alguém completamente abaixo do nível de um Malfoy. Se Draco se considerava onipotente, Lucius julgava-se um deus.


            Ela indireitou o corpo. Mas ainda tremia. Um medo terrível invadiu seu coração materno.

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Comentários: 3

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Enviado por sonimai em 09/12/2012

VOU LER ESSA FIC.......ameiiiii

Nota: 5

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Enviado por Diênifer Santos Granger em 08/12/2012

Meu Deus Sua Perfeita! Inacreditável! Amei!

Nota: 5

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Enviado por Steph Granger Malfoy em 05/12/2012

caraca muito bom esse capitulo!!! Com quem o Dracco pegou a Hermione??? E o que aconteceu? a sua fic parece ser muito boa, por favor att rápido! ^^

Nota: 5

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