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84. Capítulo 83


Fic: Tudo por Amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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O aroma nostálgico de giz assaltou Harry enquanto caminhava com lentidão pelo corredor deserto para a única sala de aula iluminada. À medida que se aproximava começou a ouvir risadas femininas; ao chegar parou na entrada, sem que ninguém notasse sua presença, e contemplou as carteiras ocupadas por sete mulheres. Gina se achava apoiada contra a mesa, rodeada por papéis cobertos de desenhos infantis e por gigantescas letras do alfabeto distribuídas pela classe. Já estava vestida para a comida que essa noite seguiria ao ensaio da cerimônia, e tinha o cabelo preso por um coque que lhe dava um aspecto surpreendentemente sofisticado. Harry a estava admirando quando ela levantou os olhos e o viu.


— Chegou bem a tempo — disse, sorrindo —, terminamos a aula e estávamos nos dedicando às lembranças e fazendo nossa própria festa de despedida. — Enquanto falava assinalou com a cabeça a torta e os copos descartáveis que havia sobre a mesa. Logo lhe estendeu a mão. Voltou-se para suas alunas e explicou: — Harry veio esta noite porque tinha muita vontade de conhecê-las antes de que fôssemos embora. — Sete pares de olhos o estudaram com toda uma gama de expressões que foram desde inquietação até o temor quase reverente. — Dinoine — disse Gina — quero te apresentar a meu noivo. Harry, esta é Dinoine Perkins...


À segunda apresentação Harry se deu conta de que Gina tratava de dar a impressão de que a honra dessa apresentação era de Harry, não de suas alunas. Conseguiu isso simplesmente fazendo algum comentário sobre cada uma delas, e Harry notou que as tensões começaram a dissipar-se e apareceram os sorrisos.


Impressionado pelo tato de sua noiva, depois de estreitar a mão da última aluna se endireitou e permaneceu junto à Gina. O instante de incômodo silêncio de repente foi quebrado por uma jovem de vinte e tantos anos que tinha um bebê sobre a carteira, e a quem Gina tinha apresentado como Rosalie Silmet.


— Não gostaria... De uma fatia de torta? — Perguntou, nervosa, mas decidida.


— Jamais recuso um pedaço de torta — mentiu Harry com um sorriso que a tranquilizou. Logo se voltou para a mesa e se cortou uma fatia.


— Fiz eu mesma — explicou Rosalie. Harry se virava com a fatia de torta de chocolate na mão quando notou que Gina lhe dizia em silêncio, só movendo os lábios:


— Como?


— Eu... — Começou a responder a mulher, endireitando os magros ombros. — Li a receita! — Declarou com tanto orgulho que Harry sentiu um estranho comichão dentro do peito. — E Peggy nos trouxe no carro — adicionou, assinalando com a cabeça à mulher chamada Peggy Lindstrom. — E enquanto passávamos, ia lendo em voz alta os nomes de todas as ruas!


— Isso não o importa! — Exclamou Peggy Lindstrom, ruborizando-se intensamente. — Qualquer um pode ler os nomes das ruas.


— Não qualquer um — se ouviu dizer Harry, surpreso, porque nesse momento, ao olhar a essas mulheres de expressão ansiosa, faria qualquer coisa contanto que se retirassem dali sentindo-se especiais. — Gina me contou que passou muito tempo antes de aprender a ler.


— Disse isso a você? — Perguntou uma delas, surpreendida de que Gina tivesse sido capaz de fazer essa confissão.


Harry assentiu.


— E eu a admirei enormemente por ter tido a coragem de modificar essa situação. — Olhou para Peggy Lindstrom e adicionou com um sorriso: — Quando você aprender a ler mapas, me ensinará a fazê-lo? Eu me sinto perdido assim que alguém abre um mapa. — Alguém lançou uma risadinha. — Quem trouxe o ponche? — Perguntou Harry.


— Eu — disse uma das alunas, levantando a mão.


— E você também leu a receita?


A autora do ponche assentiu com tanto orgulho que Harry ficou admirado:


— A receita estava em uma lata. No armazém. Custava um dólar e sessenta e cinco centavos. Também li isso.


— Posso tomar um pouco?


A mulher assentiu e, enquanto se servia, Harry voltou a experimentar essa estranha sensação no peito. Estava tão preocupado que derrubou um pouco de ponche no punho da camisa e Rosalie Silmet ficou de pé de um salto.


— Mostrarei onde está o banheiro, para que possa limpá-lo com um pouco de água fria.


— Obrigado — disse Harry, temeroso de ferir seus sentimentos se não aceitasse. — Devo estar nervoso esta noite, porque estava desejando conhecer as alunas da Gina — adicionou. — Acredito que se não gostassem de mim, ela seria capaz de cancelar o casamento — adicionou enquanto saía da sala de aula detrás de Rosalie Silmet e sentiu que tinha obtido algo maravilhoso para ouvir que todas estalavam em gargalhadas.


Quando voltou, a festa estava terminando. Todas se preocupavam com a possibilidade de que Gina chegasse tarde ao ensaio da cerimônia de casamento.


— Ainda temos tempo de sobra — assegurou Gina, enquanto Harry bebia o ponche.


Notou que Rosalie Silmet se inclinava para sussurrar algo a Niphadora Tonks, que balançou a cabeça. Até esse momento, a protegida da Gina — uma jovem de cabelo castanho escorrido, sustentado detrás das orelhas por um par de pentes de prender cabelos — não tinha falado muito. Harry se perguntou o que haveria nela para impressionar tanto a Gina. As outras eram absolutamente fascinantes.


— Gina — disse Rosalie —, Niphadora lhe escreveu um poema de despedida e agora se nega a lê-lo.


Harry compreendeu em seguida que o motivo do acanhamento de Niphadora era ele, mas Gina interveio, com voz tranquila e corajosa.


— Por favor, leia isso Dora!


— Não vale nada — disse Dora, com desespero.


— Por favor!


As mãos da mulher tremiam quando pegou uma parte de papel de sua carteira.


— Não rima — explicou.


— Não é necessário que os poemas rimem. Muitos dos poemas mais maravilhosos do mundo não rimam. E ninguém escreveu nunca um poema exclusivamente para mim — adicionou Gina. — Me sinto honrada.


Ante isso Dora pareceu reunir coragem e enquadrou os ombros. Depois de dirigir um último olhar de apreensão a Harry, disse:


— Titulei-o: "Graças a Gina". — Quando começou a ler, com cada palavra sua voz adquiria mais força e emoção.


Antes me envergonhava


Agora estou orgulhosa.


Em uma época o mundo era negro


E agora é resplandecente.


Caminhava com a cabeça encurvada


E agora me ergo quão alta sou.


Antes me alimentavam os sonhos


Mas agora tenho esperança.


Obrigada Gina.


Harry ficou olhando-a com o copo de ponche esquecido na mão, enquanto as palavras, simples e expressivas, ressonavam em sua mente. Observou Gina, que sorriu e pediu à autora que lhe permitisse guardar o poema; viu-a levá-lo ao peito, assim como tinha feito no México com a aliança que lhe tinha comprado. A festa terminou, Harry disse todas as coisas apropriadas e as contemplou sair juntas da sala de aula.


Enquanto Gina limpava o escritório, Harry observava os anúncios pegados nos murais. Mas não pensava nos desenhos infantis nem nas folhas de papel que havia ante seus olhos. Recordava constantemente esse poema que acabava de escutar, que expressava exatamente o que ele sentia por Gina, e a recordou em Colorado, lhe estendendo a mão com uma expressão maravilhada enquanto tratava de fazê-lo entender:


"OH, Harry... As ver descobrir que podem ler é o mesmo que ter um milagre em sua própria mão!"


Uma gominha passou assobiando junto a sua orelha e bateu contra o piso; Harry levantou a cabeça, acreditando que algo tinha caído do teto. A segunda errou sua têmpora por poucos milímetros, e Harry se virou, tentando sacudir a sensação em que estava mergulhado. Gina se achava apoiada contra a mesa com uma liga elástica nos dedos..


— Boa pontaria, Wyatt! — Tratou de brincar ele.


— Fui treinada por peritos — respondeu Gina com um leve sorriso, mas sem deixar-se enganar pela tentativa de brincar de Harry. — O que o preocupa, senhor Potter? — Perguntou com suavidade enquanto apontava um livro da última carteira. E deu a ele.


Gina já tinha empacotado e fechado sua pasta e Harry se aproximou, sem saber como responder a sua pergunta. Ela sem dúvida sabia o que estava pensando, porque inclinou a cabeça, cruzou os braços sobre o peito e perguntou com inocência:


— O que achou de minhas alunas?


— Eu... Sua Niphadora Tonks é algo fora do comum. São todas... O único que posso dizer é que não são o que esperava.


— Faz alguns meses, ninguém teria conseguido lhes arrancar uma única palavra diante de você.


— Em troca agora parecem bastante seguras.


— Acha? — Perguntou Gina com um tom estranho e dúbio. — Se tivessem sabido que viria, não teria podido obter que viessem a aula. A mulher do açougueiro assistirá a nossa festa de casamento, todos os pais de meus alunos também, até a mulher do porteiro da igreja estará ali. Mas não pude conseguir que uma única destas mulheres acreditasse que eu queria que fossem minhas convidadas, e estive mais tempo com elas que com nenhuma das outras. Esse é o grau de auto-estima que têm. Quando voltei de Colorado com o dinheiro que tinha conseguido em Azkaban, pedi que fizessem testes especiais com elas para conhecer as possibilidades de cada uma delas.


— E como se faz um teste com a uma pessoa que não sabe ler?


— Verbalmente. É simples quando se conta com o material indicado. E não terá que mencionar a palavra teste, porque são todas tão inseguras que ficariam desfeitas ante a mera menção da palavra. E sabe o que averiguei?


Harry balançou a cabeça, hipnotizado por Gina e pelo amor que tinha por essas mulheres.


— Soube que Dora já podia ler a nível de terceiro grau e que duas das outras tinham problemas de aprendizagem moderadas e que por isso não sabiam ler. Mas sabe do que precisam, além de que lhes ensine?


Quando ele fez um movimento negativo com a cabeça, ela confessou:


— Precisam de mim. De uma pessoa que lhes tenha carinho. Deus, é como se florescessem quando outro ser humano dedica tempo e acredita nelas! Não é necessário que se trate de uma professora... Simplesmente outra mulher. O futuro desse bebê de Rosalie depende por completo de que Hermione, que tomará meu lugar, possa conseguir que Rosalie acredite em si mesma e em suas possibilidades de aprender. Se não conseguir, essa criatura crescerá na pobreza e dependerá da caridade alheia, assim como a mãe. Neste momento estão organizando grupos em várias partes do país, alguns fundados por corporações, e um deles, chamado "Analfabetismo, transmita a outros", conta com um programa nacional dedicado exclusivamente a mulheres. Eu não soube até faz um par de dias.


Ao escutá-la, ao olhá-la, Harry não sabia se lhe oferecer um cheque ou prometer que faria cargo de uma classe.


— Já sei que Cho decidiu que não podia renunciar a sua carreira assim que vocês se casaram, e eu... Tenho que te dizer que quero continuar ensinando na Califórnia, Harry. Não a meninos, e sim a mulheres adultas. Quero participar desse programa — adicionou com certo desespero.


— E suponho que por isso me pediu que viesse esta noite — disse ele com secura, pensando em quão absurdo era comparar a ambição desmedida e egoísta de Cho com a necessidade de Gina de ajudar as pessoas de seu mesmo sexo.


Equivocando por completo o motivo de seu tom, Gina o olhou e suplicou:


— Eu tenho muito a dar, Harry. Tenho que transmitir os dons que me deram.


Harry a pegou em seus braços e a espremeu.


— O dom é você — sussurrou. — Tem mais facetas que esse diamante que leva no dedo, e todas me deixam louco...


Quando ele levantou a cabeça e afrouxou levemente seu abraço, Gina lhe dirigiu um olhar vacilante.


— Dora está sem trabalho, porque a família com que trabalhou na adolescência se vai embora do povoado. Ainda não está em condições de fazer muito, além de ser empregada...


Harry tomou seu queixo e se entregou sem lutar.


— Eu tenho uma casa muito grande.


n/a: tão bonito o trabalho da Gina, agora só falta o casamento, a lua-de-mel e epilogo... Bjus e até logo... 

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Comentários: 3

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Enviado por AnaLú em 09/03/2013

Estou acompanhando sempre que posso, estou muito curiosa para saber o resto da história :D 

Nota: 5

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Enviado por AnaLú em 09/03/2013

Estou acompanhando sempre que posso, estou muito curiosa para saber o resto da história :D 

Nota: 5

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Enviado por Edwiges Potter em 25/02/2013

Nossa esses capitulos foram emocionantes!!! Espero pelo proximo!!!

Nota: 5

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