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17. Deveria ser tão fácil


Fic: SAVE ME - CONCLUÍDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Nelly Furtado – Try

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All I know

Is everything is not as its sold

But the more I grow

The less I know

And I have lived so many lives

Though I’m not old

And the more I see the less I grow

The fewer the seeds the more I sow

Chorus:

Then I see you standing there

Wanting more from me

And all I can do is try

Then I see you standing there

Wanting more from me

And all I can do is try

Try


I wish, I hadn't seen

All of the realness

And all the real people

Are really not real at all

The more I look the more I love

The more I cry the more I cry

As I say goodbye to the way of life I thought I had

Designed for me


Chorus:

Then I see you standing there

Wanting more from me

And all I can do is try

Then I see you standing there

I'm all I'll ever be

But all I can do is try

Oh ooh

Try, try, try


All of the moments that already past

Try to go back and make it last

All of the things we want each other to think

We never will be

We never will be as wonderful

That’s life

Thats you baby, this is me baby

We are, we are, we are, we are, we are, we are, we are

Free in love, we are free in love

Try


Nelly Furtado - Try (tradução)


Tudo que eu sei

É que nada é o que parece ser

Mas quanto mais eu cresço, menos eu sei

E eu tenho vivido tantas vidas

Porém não sou velha

E quanto mais eu vejo, menos eu cresço

Quanto menos sementes eu tenho, mais eu planto


Refrão:

Então eu vejo você parado aí

Querendo mais de mim

E tudo o que eu posso fazer é me esforçar

Eu tento


Eu queria não ter visto toda a realidade
E todas as reais pessoas

Realmente não são nada reais

Quanto mais eu aprendo, mais eu aprendo

Quanto mais eu choro, mais eu choro

Dando adeus ao estilo de vida

Que eu pensei ter desenhado para mim


Refrão:


Então eu vejo você parado aí

Querendo mais de mim

E tudo o que eu posso fazer é me esforçar

Então eu vejo você aí

Eu sou tudo o que eu sempre serei

Mas tudo o que eu posso fazer é me esforçar

Eu tento, tento, tento


Todos os momentos que já passaram

Eu tento voltar atrás e fazê-los durar

Todas as coisas que nós queremos pensar

Nós nunca seremos

Nos nunca seremos como maravilhosos

Isto é a vida

Isto é você, isso sou eu.

E nós somos, nós somos, nós somos, nós somos,

Nós somos, nós somos. Livres no nosso amor.

Nós somos livres no nosso amor.


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Capítulo 17


Deveria ser tão fácil



- O que eu te disse? – Rony perguntou, dando palmadinhas entusiasmadas nas costas de Harry enquanto dirigiam -se para o vestiário. – Nós começamos a treinar amanhã. Foi muita sorte termos sido escolhidos.

Harry sentiu o começo de excitação em suas veias novamente com o pensamento de tornar-se um verdadeiro Auror:

- Não alimente essa mentira, Rony. Vai se decepcionar no final...

- Nah – Rony sacudiu a mão descuidadamente – Eu sei que Sirius estava apenas tentando nos preocupar quando nos chamou por último.

- Certo – Harry balançou a cabeça, revirando os olhos rapidamente e abriu a cabine dos chuveiros. Ele estacou quando Rony parou atrás dele - Você vem? Seu fedorento.

- Vou para casa tomar um banho. Vou levar Hermione para sair esta noite. – Rony explicou. Seu sorriso aumentou – Esta vai ser a noite.

- Para o que? - Harry questionou, então compreendeu o olhar de Rony. - Você quer dizer esta noite? Tem certeza?

- Com certeza – Rony disse – Eu acho que é perfeita. Fui aceito no treinamento de Auror... Estou finalmente fazendo algo por mim mesmo. Estou no caminho certo para merecê-la realmente.

- Você não pensa o suficiente de si mesmo, Rony. – Harry disse baixinho. – Hermione seria uma idiota se dissesse não.

Rony encarou Harry por um momento, suas orelhas ficando escarlates quando sorriu.

– Obrigado, cara.

Harry assentiu devagar, dando uma palmadinha no braço de Rony:

- Boa sorte esta noite.

Rony sorriu de novo, abotoando as vestes:

– Falo com você amanhã.

Harry acenou-lhe rapidamente e o observou desaparecer pelas escadas. Suspirando, ele sacudiu a cabeça e entrou no chuveiro, rapidamente, despido. Ele esperou a água fazer vapor antes de meter-se no chuveiro, soltando um suspiro aliviado enquanto a água quente caía sobre seus músculos tensos.

Ele tentou imaginar como seria quando Rony e Hermione se casassem. Quase a mesma coisa, pensou. Só que ele seria o único Weasley honorário enquanto Hermione entraria oficialmente para a família.

Harry estava determinado a não deixar este pensamento deprimi-lo.

Desde que Rony e Hermione começaram a namorar, Harry tentou não dar a isso muita importância. Ele não ficara surpreso quando Rony confessou-lhe seus sentimentos mais que amigáveis por ela. Mas ele ficara um pouco chocado quando os flagrou se agarrando seminus no banheiro dos monitores durante o sétimo ano.

Com tudo acontecendo ao seu redor, ele não percebera o que estava debaixo de seu nariz. Ele relembrara o quarto ano, com os argumentos de Rony e Hermione depois do Baile de Inverno. Os sinais estavam claros desde o princípio, mas ele permanecera tão agarrado à sua própria vida que não percebera.

Harry esfregou o rosto antes de inclinar-se, suas mãos o balançando contra a parede do chuveiro. Água jorrou em seu corpo, aliviando a tensão e as contusões ocasionadas pelo teste àquela tarde. Sua mente voltou-se de repente para Gina. Em como ela ouvira seus medos e ressentimentos sem questionar. Ela fora a única a assegurar-lhe que ele não havia sido excluído do trio que ele, Rony e Hermione formaram no dia em que se encontraram no Expresso de Hogwarts.

Harry lembrou-se dela o beijando na bochecha antes de terminarem de conversar e ela o levou para cama. Ele quisera que ela ficasse com ele a noite inteira, apesar de ser impossível. Tudo ficava melhor quando ela estava por perto. O quarto escuro podia iluminar-se com sua presença. Ele precisava sentir aquilo novamente.

Harry sacudiu-se e pegou a toalha do banco, e enrolou-a firmemente na cintura. Ele não ouvira falar dela desde o Baile do Ministério. Ele passara no Caldeirão Furado uma ou duas vezes quando ela trabalhara no domingo, mas ela estivera muito ocupada para percebê-lo. Todas as vezes que ele tinha incorporado a bravura de Griffindor, que ele julgava ter, isso desaparecia assim que colocava um pé naquele lugar. Ele precisava vê-la. E logo.

Harry vestiu-se e pegou sua mochila para sair. Talvez ele pudesse enviar-lhe mais flores...De acordo com Rony, quando você decepcionou uma garota, ela não podia resistir a flores.

Em experiências passadas, ele estava absolutamente certo, Harry pensou com um sorriso, lembrando do que ocorrera quando dera a Gina uma tulipa no quarto dela.

Ele desceu as escadas, seu humor revigorado consideravelmente. Contornando o corredor para deixar o Departamento de Reforço das Leis Mágicas, ele parou brevemente, observando Tonks.

Ela estava passando pelo corredor, seu nariz enterrado em uma revista. Harry sorriu quando ela trombou com uma velha senhora.

- Oh, sinto muito. – Tonks disse, aparvalhada, ajudando a mulher a se levantar. A mulher limitou-se a grunhir e reposicionar os livros que estava carregando enquanto Tonks voltava à sua leitura.

Ela virou-se e desapareceu no que Harry imaginou ser o escritório dela. Ele ficou onde estava, hesitando por um momento antes de erguer sua mochila e caminhar pelo corredor até a porta dela.

- Ei. – Harry disse, parando no batente da porta. Tonks pulou levemente em sua cadeira e o olhou com uma expressão confusa. - Desculpe, deveria ter batido.

- Oh, não, tudo bem. - Tonks sorriu rapidamente e fechou a revista. Ela apontou para a cadeira, colocando-a de capa para baixo na escrivaninha. - Entre! Como vai?

Harry descruzou os braços e adentrou o escritório. Ela apontou para a cadeira e ele baixou sua mochila para sentar-se:

- Vou bem. Começo o treinamento de Auror amanhã.

Os olhos azuis de Tonks brilharam felizes:

- Sirius me contou esta manhã. Eu acho fantástico. Não posso dizer que vai se divertir, porque o treino é realmente cansativo...Mas estou tão orgulhosa de você.

Harry levantou-se da cadeira e deu-lhe um pequeno sorriso:

- Obrigado. Tenho certeza de que poderei contar com você para evitar que Sirius me torture muito....

- Sem problemas. – Tonks riu e recostou-se. Ela observou Harry abrir a boca e fecha-la rapidamente e olhar ao redor. – Harry?

- Hmm?

- Há alguma coisa errada?

- Oh, não, eu só queria entrar e dizer oi. – Esfregando a nuca, ele finalmente olhou para Tonks – Como está o Remo?

Seu sorriso vacilou levemente, mas seus olhos se aqueceram:

- Eu suponho que ele esteja bem. Gina me disse que você o visitou.

- Sim, por pouco tempo... Ele parecia bem. - Harry engoliu em seco, desconfortavelmente. – Eles descobriram alguma coisa nova?

Ela abriu a boca para responder, parando quando um velho senhor estacou na porta:

- Desculpe interromper, Tonks, posso falar com você?

- Claro. - Ela disse, olhando para Harry em tom de desculpas:

- Volto logo, Harry, se você não se importar em esperar.

- Não, pode ir. – Ele a observou levantar-se e passar por ele, suspirando um pouco quando ele percebeu que suas unhas foram do púrpura para o rosa chiclete.

Ele ouviu a conversa abafada no corredor por um momento antes de reparar na revista na escrivaninha. Ele a pegou e a virou a capa para cima, revirando os olhos quando viu que era o Semanário das Bruxas. Ele estava prestes a coloca-la no lugar quando a manchete no topo chamou-lhe a atenção.

Astro do Quadribol encontra amor verdadeiro

Resmungando muitos palavrões cabeludos, Harry quase arremessou a revista antes de folhea-la freneticamente até a página correta. Havia uma foto enorme e colorida de Olívio e Gina, dançando no Baile do Ministério, ambos sorrindo, e os dedos de Olívio deslizando apaixonadamente pelos cabelos de Gina.

Harry fitou a foto por muitos minutos antes de ler o pequeno artigo.


O Mundo Mágico tem mais um casal radiante! O astro de Quadribol popular e lindo, Olívio Wood, surpreendeu aos convidados e partiu corações de muitas fãs quando chegou ao distinto Baile do Ministério acompanhado de Virgínia Weasley, a elegante filha única do novo Ministro da Magia, Arthur Weasley.

Fontes dizem que Wood é muito querido pela Senhorita Weasley, e os dois foram vistos abraçadinhos em muitos lugares, mais notavelmente no Caldeirão Furado, onde a moça trabalha.

Os dois estavam inseparáveis no Baile do Ministério, no sábado, dançando pela noite afora e trocando olhares apaixonados. De acordo com muitos observadores, o casal deixou o Baile do Ministério de mãos dadas perto das onze horas.

Um amigo próximo do Sr. Wood falou ao Semanário das Bruxas em condição de anônimo. Ele informou que o casal está muito apaixonado e que talvez pretenda oficializar as coisas com um casamento no verão do próximo Junho.

A Senhorita Weasley não foi encontrada para mais informações até o presente momento. O requerimento de uma entrevista com o Sr. Wood foi negada, juntamente com a declaração “ Caia fora”.



Harry releu o artigo duas vezes, seus dedos apertando as extremidades do papel. Muito apaixonados? Um casamento no próximo verão?

Lutando desesperadamente para respirar, Harry levantou-se de um salto e atirou a revista de volta para a escrivaninha de Tonks. Ele virou-se e caminhou às cegas pelo corredor, ignorando os chamados de Tonks. Ele sentia-se como se fosse sufocar até a morte.

Ele passou pelas portas até a brisa noturna, parando por um momento para sugar oxigênio para seus pulmões. Ele pegou sua varinha para aparatar, então percebeu que suas mãos estavam trêmulas. Ele precisava ver Gina.

Urgentemente.

Isso só iria irrita-lo ainda mais se ele se despedaçasse por toda parte. Resignado, Harry enterrou o rosto nas mãos, esperando que o pior dos sentimentos invadisse seu corpo.


Gina sentou-se em sua cama tentando terminar o romance trouxa que começara há algumas semanas. A maior parte das flores com que Harry abarrotou seu quarto tinha acabado, foram distribuídas pela casa, para o agrado de sua mãe. Gina fingiu não ficar muito afetada pelo gesto, mas não resistiu e deixou algumas rosas em um vaso na sua penteadeira.

Ela não ouvira falar dele desde o recado que ele deixou (que ela dobrou cuidadosamente e guardou em seu diário) e para ser honesta, ela não decidira o que fazer caso ele aparecesse.

Não que ela se importasse se ele aparecesse. Não era como se ela estivesse esperando em casa para vê-lo depois de tudo. Ela não tinha que trabalhar, e Olívio estava jogando contra os Cannons na Escócia. E com seus pais em Hogsmead pelo resto da noite, Gina simplesmente tirara uma noite para si mesma.

E se Harry resolvesse aparecer... Bem, ela poderia lidar com isso caso acontecesse.

Sem ligar para sua porta fechada, a cabeça de Rony apareceu.

- Hermione está aqui, você pode fazer companhia a ela enquanto eu termino de me arrumar?

Gina sorriu e colocou seu livro na cama:

- Você parece uma mulher.

- Só faça, tá bom? - Rony olhou-a, zangado, e mostrou-lhe a língua antes de desaparecer.

Gina balançou a cabeça e desceu as escadas, sorrindo quando encontrou Hermione na sala.

- Uau, você está maravilhosa.

Hermione deu-lhe um sorriso largo e arrumou suas vestes azuis:

- Rony quer um jantar especial e tranqüilo fora. Aparentemente para comemorar o fato dele e Harry começarem o treinamento de Auror amanhã.

- Hmmm. – Gina tirou uma mecha encaracolada do rosto de Hermione. - Ele vai fazer algo, eu só sei isso.

O sorriso de Hermione vacilou apenas levemente:

- Eu suponho que seja melhor irmos para algum lugar calmo. Eu vou contar- lhe sobre Roma hoje à noite.

-Você foi aceita? – Os olhos de Gina brilharam enquanto a abraçava. – Isso é maravilhoso. Quando você vai?

- Em duas semanas. - Hermione disse, um pouco abatida. – Mas eu volto para casa por um dia ou mais durante o Natal...

- Bem, isso já é alguma coisa, não é?

- Sim, apenas vou estar na casa dos meus pais. Eu não os vejo o suficiente. Espero que Rony vá comigo...

- Claro que ele vai! – Gina apertou sua mão, tranqüilizando-a – Ele ficará feliz por você, Hermione. Eu não me preocuparia tanto.

Hermione assentiu devagar e sorriu rapidamente, alcançando suas vestes e revelando uma revista:

- Você já viu isto?

- O Semanário das Bruxas? – Gina observou Hermione desenrolar a revista – Como o Gilderoy Lockhart fez o top 10 dos solteiros de novo? – Seus olhos correram a manchete à direita. Havia uma foto de Olívio em seu uniforme de Quadribol e próximo estava a manchete.

- Oh, não... - Ela arrancou a revista das mãos de Hermione e a abriu rapidamente na página correspondente. – O casal radiante...Oh, não. - Gina gemeu novamente. Ela leu às pressas o artigo, sem saber se ria ou gritava. - Pelo amor de Merlin, meu nome nem é Virgínia!

Hermione escondeu um sorriso por trás da palma da mão.

- Um casamento em Junho? - O queixo de Gina caiu, um sorriso de descrença dançando em seus lábios. - Mamãe vai pirar quando ver isso.

Hermione entortou a cabeça para analisa-la:

- Não é verdade, é?

- Hermione! - Gina fechou a revista rapidamente, olhando-a em surpresa. – Por favor, me diga que está brincando.

Hermione meramente sorriu quando Gina atirou a revista no sofá.

- Como foi sua noite depois do Baile do Ministério?

As bochechas de Gina coraram rapidamente e ela virou-se para olhar a mesinha:

– Er, boa...

- Você está me escondendo alguma coisa! – Os olhos de Hermione arregalaram-se com a revelação quando percebeu o rubor na pele de Gina. – Gina! Você e Olívio?

- Não é grande coisa. – Gina disse, suas bochechas queimando.

- Claro que é! – Hermione exclamou, baixando a voz quando ouviu os passos de Rony no andar de cima. – Quero dizer, isso significa que você e Harry...

- Não há nada entre mim e Harry. - Gina insistiu firmemente. Apesar da ferida do que aconteceu no Baile do Ministério não doer mais, isso ainda criava um flagelo dentro dela. – Ele deixou perfeitamente claro para mim no Sábado.

Interesse perpassou os olhos de Hermione:

- Por que? O que aconteceu Sábado?

Gina olhou por cima dos ombros para ter certeza de Rony não entrar no recinto, antes de explicar a Hermione a briga que ela e Harry tiveram. O interesse nos olhos de Hermione foi rapidamente substituído por descrença e fúria.

- Mas que bundão! Honestamente, ele precisa de uma boa conversinha. – Hermione gritou, colocando as mãos nos quadris. – Quando eu vê-lo...

Gina ergueu-se rapidamente e tomou sua mão:

- Olha, acabou. Não importa...

- Não importa? Claro que importa. Não é a toa que você foi para a casa do Olívio!

Gina deixou sua mão cair para o lado:

- Não dormi com ele por causa do que aconteceu com Harry.

O acesso de fúria de Hermione cessou e a raiva rapidamente desapareceu de seu rosto. Gina reconheceu a piedade em seu olhar.

- Não... Não, eu sei que não, Gina. Eu só quis dizer que...

- É completamente inacreditável que eu me sinta atraída pelo Olívio? – A voz de Gina soou mais alta e a raiva começou a borbulhar dentro dela – É errado eu querer mudar e dar um jeito na minha vida?

Hermione observou, surpresa, enquanto Gina desabava no sofá, cabisbaixa e suas mãos entrelaçadas. Ela sentou-se perto dela e colocou uma mão em conforto sobre a dela.

- Sinto muito, eu não quis dizer isso. – Ela lhe assegurou.

- Eu só estou confusa. – Gina levantou a cabeça para olhar Hermione. - Eu estava certa de que quando eu saísse com Olívio naquela noite as coisas mudariam. Quero dizer, como você pode ficar com alguém que olha em seus olhos e diz as coisas que Harry disse? - Ela balançou a cabeça devagar e continuou quando Hermione não disse nada. - Eu não sou assim, você sabe.

-Assim como?

- Um completo capacho para ele. - Gina deu-lhe um pequeno sorriso. - Você sabe, quando estávamos em Hogwarts, eu não deixava Harry me humilhar. Eu podia dizer a ele para calar a boca, ou ir embora. Eu o deixava saber quando estava agindo como um babaca. Mas então ele me beijaria e eu não pensaria mais.

Hermione abriu a boca para retorquir quando seus olhos arregalaram-se levemente:

- Espera aí, Harry te beijou em Hogwarts?

- Durante o meu sexto ano. – Gina sorriu brevemente – Mantivemos isso em segredo até Harry poder contar a Rony sobre nós, mas então o Harry teve que ir para o esconderijo... E eu acho que aquilo era muito para ele e ele acabou com nosso namoro.

- Você nunca me disse.

- Não. Desculpe. Mas uma vez que estava tudo acabado, eu suponho não ter visto a questão.

Hermione apertou sua mão gentilmente:

- Não há nada de errado com você.

- Claro que há. Há um homem perfeito, lindo e sexy que me quer. Que me ama. - Gina sentiu seu estômago revirar. - Ele é romântico e doce e me trata melhor que eu poderia desejar... E eu posso me imaginar com ele às vezes. Eu consigo me imaginar apaixonada por ele...

- Mas?

- Mas então Harry vem e faz algo... Algo assim.

Ela apontou raivosamente para as flores que sua mãe tinha colocado sobre a lareira, sua voz tremendo com a emoção:

- E então eu me sinto confusa novamente. Isso me deixa tão brava às vezes.

Um pouco confusa, Hermione olhou para as tulipas:

- Harry te comprou flores?

Gina deixou escapar uma risada curta e sarcástica e levantou os braços:
- Você percebeu a inebriante essência de cravos?

Hermione olhou ao redor do recinto, finalmente percebendo as dúzias de flores posicionadas nas prateleiras e nas mesas.

- Harry fez tudo isso?

- Sim, o idiota. – Gina assentiu e ouviu os passos de Rony descendo as escadas. Ela secou os olhos rapidamente e abraçou Hermione. - Divirta-se esta noite, tá bem?

- Nós conversamos mais amanhã. - Hermione prometeu, ficando de pé quando Rony entrou na sala.

Ele piscou uma vez, depois assoviou alto:

- Você está...Brilhante.

Ela riu e caminhou até ele, o beijando rapidamente na boca:

- Se você continuar me enaltecendo com tantos elogios você pode ter muita sorte esta noite.

- Oh, por favor, vocês dois! – Gina grasnou e ficou de pé, enxotando-os para a porta. - Saiam antes que eu fique enjoada. E não esqueçam de um feitiço secante, parece que vai chover.

Rony deu um cascudo gentil em Gina:

- Mamãe e papai estarão em casa logo. Você ficará bem até lá?

Gina abriu a porta da frente:

- Não tenho cinco anos, Roniquito.

A resposta mordaz dele foi interrompida por Hermione o empurrando às pressas para fora. Gina acenou com um sorriso e então fechou a porta. Ela apoiou-se nela e suspirou, agradecida por ter Marco e Vanessa e sua paixão proibida esperando por ela lá em cima. Apesar de achar uma boa terapia ler sobre os desastres amorosos dos outros, isso apenas lhe lembrava que até em novelas os homens eram difíceis.

Enquanto subia as escadas, houve uma batida alta e quase urgente na porta. Perguntando quem poderia ser, ela pegou sua varinha do bolso de suas vestes e abriu a porta devagar. Suas mãos fecharam ao redor da maçaneta e, mesmo que sua mente ralhasse com ela, abriu a porta, empurrando sua varinha para dentro do bolso novamente.

- Ei. - Harry colocou as mãos dentro dos bolsos e engoliu em seco. - Eu estava só...Eu queria vir e dizer olá.

- Olá - Ela replicou indiferentemente. – É só isso?

Harry baixou o olhar por um momento antes de tomar fôlego e olha-la diretamente nos olhos:

- Posso entrar?

Ela o fitou por um momento, incerta sobre o que responder. Finalmente, ela afastou-se, abrindo mais a porta para permitir a entrada dele.

Harry soltou um suspiro de alívio e entrou, fechando a porta quando ela simplesmente virou e caminhou para a sala.

- Eu queria ver como você está.

- Eu estou bem, Harry, e você?

Ele hesitou um pouco com o tom gelado dela, mas recusou-se a deixar isso detê-lo. Seus olhos recaíram sobre o Semanário das Bruxas no sofá e apesar de sua dor excruciante, ele manteve sua expressão casual.

- Pensei que odiasse o Semanário das Bruxas.

- O que? Oh, eu odeio.- Gina virou-se rapidamente para pegar a revista. - Hermione a trouxe para mim. Eu não sei por quê, eles nunca pegam os fatos de verdade de qualquer forma.

- Talvez se você fosse encontrada para mais informações, eles pudessem ter mais sorte.

Gina bufou e olhou para a capa brilhante mais uma vez:

- Muito duvidoso, considerando que eles nem me procuraram...- Sua voz morreu, e ela levantou o olhar devagar- Você leu?

Harry encolheu os ombros e cruzou os braços sobre o peito:

- Eu li por cima. – Ele mentiu, levemente satisfeito quando a viu corar furiosamente.

-Nada disso é verdade. – Gina virou-se nos calcanhares e andou pomposamente até a lixeira, atirando a revista dentro. – Bem, a maior parte não é. Meu nome não é Virgínia, por exemplo, e certamente não haverá casamento em Junho.

Ela parou, atirando os cabelos para longe de seus olhos, seu peito pesado com a irritação. Ele a observava intensamente, a fazendo sentir-se incrivelmente idiota.

- Não que eu precise te explicar qualquer coisa, de qualquer jeito.

- Claro que não. - Harry replicou, o peso em seu peito desaparecendo. Não havia casamento. E ela parecia tão decepcionada sobre o artigo quanto ele. - Talvez o amigo anônimo de Olívio entendeu errado o quer que Olívio tenha dito sobre tornar isso oficial.

- Eu duvido muito que quem quer que tenha falado com o Semanário das Bruxas seja um amigo próximo de Olívio. - Gina rosnou, soltando um suspiro de frustração - Quer saber? Não importa. Por que está aqui?

Harry sentiu sua exasperação aumentar. Ele lhe trouxe todas aquelas flores, não trouxe? Ele estava se esforçando e ela não estava facilitando para ele.

- Eu queria te ver para lhe dizer que sinto muito sobre Sábado. - Ele disse entre dentes.

Ela entortou a cabeça para estuda-lo:

- Qual parte de Sábado? Me humilhar? Me chamar de vagabunda?

- Tudo isso, tá bom? Eu disse que sinto muito. - Harry replicou alto. Seus olhos recaíram sobre na fileira de vasos na estante de livros atrás dela. – Mas vejo que você aproveitou bem as flores.

Gina colocou as mãos nos quadris e seguiu o olhar de Harry até os vasos:

- Mamãe queria coloca-las todas em vasos. Aparentemente para “dar cor à casa”. Eu ia jogar fora.

Ele a fitou por um momento, sem saber se sentia raiva ou alívio por ela estar tentando machuca-lo:

- Certo, eu vou embora então...

Gina reconheceu o rápido brilho de dor nos olhos dele antes de encaminhar-se para a porta. Culpa imediatamente a perpassou e ela deu um passo adiante, chamando-o rapidamente.

Ele olhou por sobre o ombro, sua mão na maçaneta.

- Você pode ficar... Se quiser. - Ela terminou, sua voz falha, e chutando-se mentalmente.

- Você quer que eu fique?

Ela engoliu em seco, os olhos deles conectados por muitos momentos. Ele estava tentando, com dificuldade, parecer indiferente, mas seus olhos o traíam. Ela viu o pequeno brilho de esperança nos olhos dele e sentiu seu coração disparar apesar do que sua mente lhe dizia.

- Bem, não há ninguém em casa... Nós podíamos jogar xadrez ou qualquer coisa... - Ela continuou rapidamente quando ele lhe lançou um olhar curioso.

- E você não gosta de ficar sozinha durante tempestades. - Harry disse com um pequeno sorriso. - Eu me lembro.

- É. – Gina mexeu-se, desconfortável, deixando o silêncio entre eles crescer.

- Então, xadrez? - Harry sugeriu, percebendo o desconforto dela e querendo desesperadamente abrandar isso.

Seu olhar recaiu sobre o tabuleiro que Carlinhos e Rony tinham deixado perto da lareira. Mordendo o lábio, pensativa, ela finalmente assentiu.

- Só prometa que não será um mau perdedor.

O sorriso de Harry veio rápido:

- Sem chance.

Meia hora depois, Gina estava observando Harry estudar o tabuleiro de xadrez bem de perto. Muitas peças já tinham sido descartadas e ela segurou um sorriso quando ele começou a movimentar seus dedos contra a madeira devagar.

- Você sabe que será Natal quando você fizer algum movimento. - Ela sugeriu.

Ele ergueu o olhar para encara-la, e ela viu o resquício de sorriso antes de ele voltar o olhar para o tabuleiro. Sua mão moveu-se em dois movimentos rápidos antes de levantar os braços em triunfo.

- Xequemate.

- O que? Não é possível! - Gina inclinou-se e observou a Rainha dele destruir seu Rei antes de soltar um suspiro frustrado. - Mas você é péssimo em xadrez.

- Ei, eu só perco quando jogo com o Rony. - Harry mencionou com um sorriso.

- Você pensaria que crescer com meus irmãos teria significado alguma coisa.- Gina cruzou os braços e emburrou, fazendo Harry rir. Ela ergueu o olhar para o dele, seus olhos quentes. - Você deveria fazer isso mais vezes.

Harry puxou a varinha para começar a consertar as peças quebradas:

- Fazer o que?

- Rir. - Ela disse simplesmente, começando a pôr as peças de volta no tabuleiro.

Ele parou por um momento, olhando para ela enquanto seu sorriso se desvanecia levemente:

- Há um monte de coisas que eu deveria fazer com mais freqüência e que eu não faço. Como dizer que você fica linda quando solta os cabelos sobre os ombros.

Ela corou levemente, deixando cair um monte de peças no chão. Com suas bochechas queimando, Gina murmurou um rápido agradecimento e agachou-se para pegar as peças. Seu coração acelerou quando ele se ajoelhou para ajuda-la.

Eles se inclinaram ao mesmo tempo, seus dedos se entrelaçando enquanto ambos tentavam alcançar o Rei. Sua risada nervosa desapareceu quando ele inclinou a cabeça para a dela. Os olhos de Gina se fecharam involuntariamente quando ele roçou a bochecha na dela, a respiração dele quente em sua pele.

Seus nervos estavam retesados sob sua pele, um frio na barriga. Soltando um suspiro trêmulo, ela abriu os olhos quando ele se levantou. Os lábios dele estavam perigosamente perto dos dela e seus olhos estavam cheios de desejo, estudando sua boca enquanto ele pensava na melhor maneira de beija-la. Ele ergueu os olhos dos lábios para os olhos dela e eles meramente se encararam por um curto momento antes de seus lábios se colaram.

As peças de xadrez caíram de seus dedos enquanto ela o enlaçava pelo pescoço, seus lábios se devorando e possuindo. O peso dele a empurrou até a parede.

Ela não podia pensar. Ela não queria pensar. As mãos dele estavam deslizando por cada centímetro de seu corpo que ele conseguia alcançar. As mãos dela estavam nos cabelos dele, e suas línguas se encontravam e se devoravam.

Quando os lábios dele moveram-se para sua mandíbula, ela gemeu baixinho, arqueando contra ele. Então ele sussurrou o seu nome.

De repente, tão rápido quanto o ímpeto de emoção a havia acometido, isso acabou, substituído por um sentimento de culpa. Gina espalmou as mãos contra o peito dele e o empurrou para o lado.

Ela puxou a saia para baixo e deu alguns passos para longe dele. Ele respirava pesadamente, seu cabelo mais bagunçado que o normal. Ele a observou por um momento.

- Que foi?

- Eu só... - Só o que? Seu cérebro ainda estava uma bagunça por causa de Harry. - Não acho que seria uma boa idéia.

- O que não seria uma boa idéia ?- Harry perguntou, dando um passo na direção dela, seus olhos escuros. - Você e eu? Talvez não...Mas droga, Gina, você sabe que parece certo.

Por ele estar certo, ela apenas se sentiu mais determinada em ceder. Colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha, ela balançou a cabeça.

- Não é certo. Não pode ser. Você não pode esperar que um quarto cheio de flores de repente apague tudo o que você fez. - Gina ergueu o queixo levemente e tentou olhar para ele com uma expressão firme. - Porque não apaga.

- Eu sei que não. - Ele deu mais passo na direção dela, levantando a mão para toca-la. Ele aparentemente pensou melhor e a deixou cair para o lado. - Não estou tentando voltar ao que quer que seja que tínhamos...

- Mesmo? - Gina deu uma risadinha e apontou para as peças de xadrez espalhadas. - Então o que exatamente estávamos tentando fazer? - Quando ele não respondeu, ela deu um longo suspiro antes de levar as mãos às têmporas.

-Eu estava fora de mim no Baile do Ministério, eu sei disso. E você sabe que eu sinto muito. Quando eu disse... Que eu queria mudar... Era verdade.

Ela sacudiu a cabeça devagar:

- Não é tão simples.

- Sim, é... Só me diga o que fazer, Gina, e eu farei. – Harry ergueu a mão e a passou pelo queixo dela, devagar.

Ela relutantemente se afastou de seu toque e tomou um pouco de fôlego:

- Seja meu amigo.

Ele parou por um momento, franzindo as sobrancelhas em confusão:

- Seu amigo?

- Sim. - Ela passou por ele e agachou-se para pegar as peças de xadrez. - As coisas são diferentes agora... Elas não podem simplesmente voltar ao que eram antes.

Um pouco frustrado, Harry a observou ficar de pé e colocar as peças no tabuleiro, seus olhos evitando os dela:

- O que diabos mudou? Quero dizer, você me disse que não era sério com o Olívio, certo? Então você deixa o coitado gentilmente e você e eu... Nós podemos... Começar de novo.

- Droga, Harry, não é tão fácil!- Gina choramingou, colocando a última peça no tabuleiro antes de voltar-se para ele.

- Por que não? - Ele gritou de volta, seus olhos escuros e confusos.

Uma rajada de vento e chuva interrompeu a resposta dela e eles se voltaram para a porta rapidamente, onde Hermione estava de pé, seus cabelos emaranhados ao redor do rosto e dos ombros, e suas vestes encharcadas.

- Hermione? - Harry deu um passo na direção dela quando viu suas feições pálidas.

Ela apressou-se para Harry e agarrou sua mão, seus olhos enlouquecidos:

- Rony sumiu.


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