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77. Capítulo 76


Fic: Tudo por Amor


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Gina entrou na sala e acendeu um abajur, mas quando Harry pegou sua mão, se jogou em silêncio em seus braços e o beijou com um silencioso desespero que era idêntico ao dele. Abraçou-o com força, apertou a boca contra a sua e lhe percorreu o corpo com as mãos. Os lábios de Harry devastavam os seus enquanto memorizava com as mãos a forma desse corpo tão querido.


O som da campainha do telefone junto a eles sobressaltou aos dois. Gina estendeu uma mão trêmula para pegar o fone.


Harry a observou levá-lo ao ouvido e não pôde menos que sorrir ao notar que baixava os olhos quando ele começou a tirar o terno.


— Sim, é verdade, senhora Fudge — disse Gina —, está realmente aqui. — Permaneceu um minuto escutando e logo disse: — Não sei. Perguntarei. — Cobriu o fone com a mão e dirigiu a Harry um olhar de impotência. — O prefeito e a senhora Fudge perguntam se você, nós, estamos livres e se queremos comer com eles esta noite. Harry tirou a gravata e começou a desabotoar a camisa. Balançou a cabeça com lentidão, e notou que ao perceber o motivo de sua negativa o rubor começava a cobrir a face de Gina. — Temo que não será possível. Não, não sei com segurança quais são seus planos imediatos nem futuros. Sim, eu perguntarei e aviso depois.


Gina desligou, depois tirou o fone e colocou o telefone debaixo de um almofadão do sofá; endireitou-se e passou as mãos pelas coxas, nervosa. Enquanto permanecia ali, olhando para Harry, em sua mente se formavam milhares de perguntas, dúvidas, incertezas e esperanças. Mas por sobre todas as coisas, embargava-a uma sensação de prazerosa irrealidade ao vê-lo ali, em sua sala, olhando-a com expressão suave, divertida e sexy.


— Não posso acreditar que esteja aqui — sussurrou em voz alta. — Faz umas horas tudo parecia tão...


— Vazio? — Propôs ele nessa voz profunda que tanto tinha desejado voltar a ouvir. — E sem sentido? — Adicionou Harry, aproximando-se.


Gina assentiu.


— E sem esperanças. Harry, tenho tanto que te explicar, se me permitir! Mas eu... — Interrompeu-se quando ele segurou seus braços. Então lhe acariciou a face com dedos trêmulos. — Oh, Deus! Senti tantas saudades!


Harry lhe respondeu com a boca, separando seus lábios com os dele; tirou-lhe o lenço que tinha atado no cabelo; colocou os dedos em sua cabeleira luxuriosa e Gina se apertou contra ele, retribuindo sua paixão com o mesmo ardor selvagem e provocador que o tinha acossado em sonhos na América do Sul e que o fazia despertar coberto de suor na cadeia. De repente Harry separou a boca da dela.


— Me mostre seu casa — disse com uma voz tão rouca que ele mesmo quase não a reconheceu. O que em realidade tinha querido dizer era "me mostre seu quarto".


Gina assentiu, compreendendo o significado de suas palavras, e o conduziu diretamente ao lugar aonde Harry queria ir. Mas quando viu os móveis brancos, de madeira, os vasos de barro com plantas muito verdes, as colchas brancas, o dossel e a mesa, o quarto era tão idêntico ao que ele imaginava que se deteve em seco. Como se ela lesse seus pensamentos,perguntou:


— Imaginava assim?


— Sim, pensava assim idêntico quando...


Ao ver a tensão que se pintava no rosto de Harry, Gina terminou a frase por ele, com voz sombria.


— Quando estava estendido na cama de seu barco, e me imaginava neste quarto porque eu pedi por telefone que o fizesse. Quando — adicionou com brutal franqueza —, quando ainda acreditava que estaria ali contigo... Quando nem sequer tinha passado pela sua cabeça a possibilidade de que o traísse, de que o entregasse ao FBI e que batessem em você e voltassem a prendê-lo.


Harry a olhou com um sorriso algo sombrio.


— Quando tudo isso era a verdade.


Gina se sentou na cama e lhe dirigiu um olhar honesto e interrogante.


— Poderíamos ficar um momento deitados, e conversar primeiro?


Harry vacilou. Por uma parte estava desejando deixar para trás o passado e dedicar o presente a fazer amor nessa cama com dossel de um branco virginal, que lhe resultava excitante. Mas, por outra parte, era evidente que ela estava angustiada e não era lógico que voltassem a começar até ter esclarecido tudo.


— Se apenas for um momento curto — aceitou. Ela colocou uma série de travesseiros contra a cabeceira e assim que se aproximou, Harry estendeu um braço e o passou sobre seus ombros. Quando Gina se aproximou e colocou uma mão sobre seu peito, Harry recordou as manhãs que tinham vivido em Colorado, sentados exatamente assim, e sorriu. — Tinha esquecido o bem que você se adapta ao meu corpo.


— Está pensando nas manhãs de Colorado, verdade?


Na realidade não era uma pergunta, e sim uma afirmação, e Harry sorriu.


— Também tinha esquecido como você é perceptiva.


— Na verdade, eu não diria que seja uma questão de percepção. O que acontece é que estávamos pensando na mesma coisa. — Sorriu e em seguida fez uma tentativa vacilante de iniciar a perigosa conversa sobre o passado recente. — Não sei por onde começar — disse. — E quase... Quase tenho medo de começar. Nem sequer sei o que te trouxe hoje por aqui.


Harry elevou as sobrancelhas, surpreso.


— O que me trouxe hoje por aqui foi Thomas. Não sabia que pensava ir me ver? — Gina ficou olhando-o, estupefata. — Esta manhã apareceu na minha casa da Califórnia, com roupa formal, gravata Armani e um autêntico distintivo do FBI.


— Dino foi vê-lo? — Perguntou Gina sem poder acreditá-lo. — Dino Thomas? Não é possível que refira ao meu Dino!


Harry ficou rígido.


— É obvio que me refiro ao seu Dino. — Nesse momento pensou que, embora havia dito que a amava, ela só disse que tinha sentido saudades. — Não sei de onde tirei a ideia de que queria que viesse para fazer as pazes com você — disse em um tom de voz cuidadosamente inexpressivo. — Agora que penso nisso, não foi mais que uma conclusão que tirei ao ver esses vídeos. Acredito — adicionou, fazendo um esforço para retirar seu braço — que seria melhor que mantivéramos esta conversa na sala. Ou talvez amanhã, no meu hotel, que ainda não sei qual será.


— Harry — disse ela, tremendo, agarrando o braço dele —, não se atreva a abandonar esta cama! Se alguma vez voltar a me tirar de sua vida sem me dar a oportunidade de dar uma explicação, nunca o perdoarei por isso. Dino é meu amigo. Esteve aqui e me acompanhou quando eu me sentia infeliz e só.


Harry deixou cair a cabeça sobre o travesseiro e abraçou Gina com força, aliviado.


— Como consegue derrubar minha segurança? Em Colorado me fez sentir como um sentimental, e agora está acontecendo o mesmo. — Já mais tranquilo, decidiu seguir com o tema original. — Vim hoje a Hogsmeade porque esta manhã Thomas foi em minha casa, mostrando seu distintivo, e me deixou um envelope que continha dois vídeos e uma carta. — O ciúmes que ainda sentia pela amizade de Gina com Thomas e sua própria sensação de culpa o levaram a continuar falando com tom sarcástico. — Além de expressar dúvidas a respeito de minha venerabilidade e de me provocar para tentar iniciar comigo uma briga a golpes de punho, também conseguiu me dizer que, ao contrário do que Riddle tentou me fazer acreditar no México, não queria se juntar a mim para me fazer uma armadilha e me entregar. Também me explicou que a visita que fez a Petúnia Dursley, combinada com o assassinato de Cedrico Diggory, foram o que por fim a decidiu me entregar.


— Pior. De algum jeito saiu o tema do Draco, e no momento menos pensado ela me estava dizendo que você o tinha assassinado depois de ter discutido com ele por uma garota. Em seguida entregou um envelope cheio de recortes de jornais onde você admitia ter disparado contra seu irmão. E eu... — Respirou fundo, porque era odioso acusá-lo —, eu compreendi que tinha me enganado, Harry. Tentei me convencer de que tinha mentido a ela, não a mim, mas quando assassinaram Cedrico Diggory, foram três as pessoas com quem tinha discutido e todos encontraram a morte em suas mãos, ou pelo menos isso era o que parecia. Eu acreditei... Comecei a acreditar, assim como acreditava sua avó... Que estava louco. O traí. Acreditei que era pro seu próprio bem.


— Eu não menti a respeito do Draco, Gina — assegurou Harry suspirando. — Menti à polícia de Godric Hollow.


— Mas por quê?


— Meu avô me pediu que o fizesse, porque todo suicídio exige uma investigação sobre suas possíveis causas, e meu avô e eu queríamos proteger essa velha maligna e evitar que tivesse que enfrentar a homossexualidade do Draco quando a polícia descobrisse. Não devia ter me incomodado — adicionou, muito tenso. — Devia ter permitido que se soubesse o que para ela teria sido algo vergonhoso. A Draco não teria feito nenhuma diferença.


— Mas sabendo o que sentia por você, como pensou que ela tomaria conta de nosso filho?


Harry elevou as sobrancelhas em um gesto de divertido desafio.


— Que filho, Gina?


Esse sorriso contagioso que alegrara a vida de Harry em Colorado, iluminou a face de Gina, e a leve culpabilidade que demonstrava aumentou sua atração.


— O filho que inventei para que me deixasse ir com você.


— Ah, esse filho!


Abriu outro botão da camisa dele e lhe beijou o pescoço.


— Responda a minha pergunta.


— Se continuar fazendo isso é mais provável que te dê um filho real antes que uma resposta a sua pergunta.


Gina lançou uma gargalhada e o olhou com ternura.


— Sou terrivelmente voraz, Harry. Quero as duas coisas.


Com ternura, Harry tomou a face entre as mãos e lhe acariciou as bochechas com seus polegares.


— Sério, querida? Quer meu filho?


— Desesperadamente.


— Se estiver em condições, colocaremos mãos à obra esta mesma noite.


Gina se mordeu os lábios e a risada estremeceu seus ombros.


— Se me guiar por uma lembrança já um pouco imprecisa, acho que mas bem depende de que você seja o que esteja em condições.


— Em condições? — Perguntou Harry, desfrutando da brincadeira e dessa combinação incrível de risada e amor que ela sempre lhe proporcionava. Gina assentiu. — Na realidade, desde esta manhã, quando li sua carta, estive quase todo o tempo "em condições". As provas estão a seu alcance.


Voltou a soar o timbre da porta da rua e voltaram a ignorá-lo, mas a interrupção obteve que Gina tirasse com gesto culpado a mão com a que Harry esperava que procurasse as "provas".


— Vai terminar de responder minha pergunta? — insistiu ela.


— Sim — suspirou Harry. — Se pensar na carta que escrevi, lembrará que eu esclarecia especificamente que escreveria a minha avó antes de enviá-la lá com nosso filho. Na realidade, acima de tudo teria escrito a Dobby, não a ela.


— Dobby? Refere-se ao velho serviçal?


Harry assentiu.


— Meu avô e eu o obrigamos a jurar que guardaria o segredo, mas ele sabe o que em realidade aconteceu. Dobby estava no vestíbulo quando soou o disparo no quarto de Draco, e me viu correr de meu dormitório ao de meu irmão. Assim, no caso de ter tido que levar nosso filho para lá, teria liberado Dobby de seu juramento e teria pedido que falasse com sua patroa e lhe dissesse a verdade.


— É sua avó, Harry. Não continue dando voltas para evitar chamá-la assim. Eu acredito que ela se magoou mais do que imagina. Se a visse agora, se falasse com ela, se daria conta do castigo que tudo isto foi para ela...


— Essa mulher morreu para mim, Gina — interrompeu Harry com amargura. — A partir desta noite, não quero que volte a mencioná-la, nem que se refira a ela.


Gina abriu a boca para discutir, mas em seguida tomou uma decisão diferente e no momento se conteve.


— Não dá uma segunda oportunidade a ninguém, não é?


— É verdade — respondeu ele, implacável.


— Exceto a mim.


Harry passou os nódulos pela bochecha rígida de Gina.


— Exceto você — disse.


— E eu, quantas oportunidades terei?


— Quantas precisa?


— Temo que muitas — respondeu Gina, com um suspiro tão explosivo que Harry lançou uma gargalhada e a tomou em seus braços. Ao soltá-la, notou a fina corrente que levava ao redor do pescoço e que aparecia debaixo da camiseta.


— O que é isso? — Perguntou.


Gina baixou o queixo, apoiando-o contra seu peito.


— A que se refere?


— A isto — respondeu Harry, introduzindo um dedo debaixo da corrente.


Temerosa de que o anel o recordasse toda a crueldade do acontecido na cidade do México, Gina apoiou apressada uma mão sobre o peito, para esconder o anel.


— Não é nada. Por favor não pergunte!


Ao notar sua ansiedade, Harry entrecerrou os olhos e o embargou uma estranha sensação de desconfiança.


— O que é? — Inquiriu, cuidando de manter um tom de voz razoável. — O presente de um antigo namorado?


— Algo assim. Não voltarei a colocar isso.


— Quero vê-lo — disse Harry.


— Não.


— Um homem tem direito a conhecer o gosto de seus antecedentes.


— Este tinha um gosto maravilhoso. Mas deixe isso em paz.


— É uma péssima mentirosa, Gina — advertiu ele. — O que pendura nessa corrente?


E sem lhe dar oportunidade de impedí-lo, tirou as mãos de Gina e puxou a corrente. Em sua mão brilhou uma aliança de platina rodeada de deslumbrantes diamantes. Ao vê-la, Harry foi invadido por uma enorme ternura e a colocou contra seu peito.


— Por que tinha medo de que a visse?


— Me dá medo algo que possa lembrá-lo do acontecido na Cidade do México. Acho que nunca esquecerei a maneira como me olhou quando se deu conta de que não os tinha conduzido até você por acidente... — Tremia-lhe a voz. — Nem como mudou sua expressão quando compreendeu que tinha sido deliberado. Sei que jamais esquecerei. Nunca. Sempre terei medo de voltar a ver essa expressão.


Harry lamentou ter que adiar o momento de fazer amor com ela, mas isso era muito importante. Separou-a para poder sentar-se na cama.


— Vamos superar isto de uma vez por todas.


— O quê? — Perguntou Gina, sentindo um pânico. — O que está fazendo?


— Tem uma vídeo gravadora?


O medo de Gina se transformou em intriga.


— Sim, na sala.

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