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5. Capítulo 4


Fic: O Testamento


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry dormiu durante o período de recuperação. Quando acor­dou na manhã seguinte, estava em uma cama de hospital. As proteções laterais estavam erguidas e ele estava ligado a uma sonda de soro. Fechou os olhos e tentou clarear a mente. Que diabo havia acontecido com ele? Não conseguia se lembrar.


Já passava das dez quando voltou a abrir os olhos. Ela estava lá, em pé ao lado da cama, levantando os lençóis na altura da cintura dele. Olhos Azuis. Então ele não havia imaginado que ela existia.


Parecia diferente naquela manhã. Ainda estava vestida com rou­pas de sala de cirurgia, mas seus cabelos não estavam envolvidos por uma touca. Estavam caídos sobre os ombros e eram brilhantes, de um castanho avermelhado.


Era bem mais bonita do que ele se lembrava.


— Bom dia — ela cumprimentou, ao perceber que ele estava acordado. — Como está se sentindo? Ainda um pouco tonto?


Ele esforçou-se para sentar. Ela pegou o controle e apertou um botão. A cabeceira da cama ergueu-se lentamente. Harry sentiu um repuxão do lado e uma leve sensação de ardor.


— Diga quando estiver na altura que deseja.


— Já está bom, obrigado — ele respondeu.


Ela pegou o relatório e passou a escrever enquanto ele olhava para ela abertamente. Sentia-se vulnerável e estranho sentado em uma cama e com uma camisola de hospital. Não conseguia pensar em nada inteligente para dizer a ela. Pela primeira vez em sua vida desejava ser charmoso, mas não fazia a menor idéia de como começar. Era uma pessoa viciada em trabalho, e simplesmente não havia lugar para rapa­pés sociais em sua vida. Nos últimos quatro anos — desde a morte da esposa — ele havia se tornado calado, direto, pois economizava tem­po; e Harry parecia estar sempre com pressa de realizar uma porção de coisas. Esta repentina reviravolta o surpreendera. Na verdade, queria mesmo ser charmoso. Agradar, como diria seu irmão mais novo, Colin. Ainda assim, Harry achou que conseguiria. Sim, um pouco de charme era algo absolutamente viável.


— Lembra-se do que aconteceu na noite passada? — ela pergun­tou, levantando os olhos das anotações.


— Sofri uma cirurgia.


— Sim, seu apêndice foi removido. Mais quinze minutos e defini­tivamente teria se rompido.


— Lembro-me de coisas dispersas. O que aconteceu com seu olho?


Ela sorriu e voltou a escrever, enquanto respondia:


— Não consegui me afastar a tempo.


— Quem é você?


— A Dra. Weasley.


— Gina?


— O que disse?


— Alguém chamou-a de Gina.


Gina fechou a pasta, recolocou a tampa na caneta e a colo­cou no bolso. Dedicou a ele toda sua atenção. As enfermeiras do cen­tro cirúrgico tinham toda a razão. Harry Potter era lindo... e sensual como o diabo. Mas nada disso deveria importar. Era apenas sua médi­ca, nada mais, nada menos, mas não podia deixar de reagir diante dele como qualquer mulher naturalmente reagiria com um homem daque­les. Seu cabelo estava desalinhado e precisava fazer a barba, mas ainda assim era sensual. Não havia nada errado no fato de ela reparar nisso... a não ser, é claro, pelo fato de ele estar reparando que ela reparava.


— Fez uma pergunta, não é mesmo? — ela disse, para quebrar o silêncio.


Ele sabia que a havia afetado de alguma maneira, mas não sabia como.


— Ouvi alguém chamá-la de Gina.


— Ah, sim. O pessoal me chama de Gina como uma forma curta para Ginevra.


— Ginevra é um nome bonito.


— Obrigada.


Harry começava a lembrar-se de tudo. Estava em uma festa e havia aquela belíssima mulher em um vestido preto justo. Era de tirar o fôlego. Disso ele se lembrava. Ela tinha olhos azuis arrasadores e Willie Nelson estava com ela. Estava cantando. Não, isso não poderia ter acontecido. Obviamente sua cabeça ainda não estava em ordem.


— Estava falando comigo... depois da cirurgia — ele disse.


— Ah, durante a recuperação. Sim — ela assentiu. — Mas quase só se ouvia sua voz — ela voltou a sorrir.


— É mesmo? O que eu disse?


— Muita coisa sem sentido — ela respondeu.


— Você pegou meu revólver. Onde está?


— Trancado no cofre do hospital com seus outros pertences, Sr. Potter. O Dr. Fudge fará tudo para que o senhor os receba antes de partir. Ele vai se encarregar do senhor. Irá conhecê-lo logo, quando ele fizer sua ronda.


— Por quê?


— Por que o quê, Sr. Potter?


— Harry — ele corrigiu — Meu nome é Harry.


­— Sim, eu sei. Seu irmão disse-me que o senhor atende por esse nome.


— Qual irmão?


— Quantos tem?


— Cinco — ele respondeu. — E duas irmãs. Com quem falou, então?


— Neville — ela respondeu. — Foi esse o número que me deu e pediu que eu o avisasse. Ele estava preocupado e me fez prometer que ligaria de novo depois da cirurgia. Assim que foi levado para a sala de recuperação, liguei e assegurei que ficará bom. Ele queria vir — ela informou — mas pareceu aliviado quando eu disse que não era neces­sário.


Harry concordou com a cabeça.


— Neville odeia pegar avião — explicou. — Quando foi que lhe dei o número dele? Não consigo me lembrar de ter dado.


— Durante o pré-operatório. Ficou muito falante depois que lhe demos algo para livrar-se da dor. Por falar nisso, a resposta é não. Não quero me casar.


Ele sorriu. Ela deveria estar brincando.


— Não me lembro desse tal pré-operatório. Lembro-me da dor, no entanto. Doía como o diabo.


— Não duvido.


— Você fez a cirurgia, não fez? Não foi imaginação minha, foi?


— Não, não foi. Fui eu quem o operei.


Ela estava se preparando para sair do quarto. Ele não queria que ela se fosse ainda. Queria descobrir algo mais sobre ela. Desejou ser capaz de entabular uma conversa fiada.


— Espere.


— Sim? — Ela se deteve.


— Água... posso beber um pouco de água?


Ela aproximou-se da mesa de cabeceira, colocou um pouquinho de água no copo e entregou a ele.


— Só um gole — ela recomendou. — Se ficar enjoado e vomitar, vai arruinar os meus pontos.


— Está bem — ele concordou.


Deu um gole, entregou o copo a ela e comentou:


— Você não parece ter idade para ser cirurgiã.


Era um comentário bastante idiota, mas não conseguia pensar em coisa melhor para dizer no momento.


— Sempre ouço isso.


— Parece que acabou de entrar na faculdade — ele disse, achan­do que agora dissera algo ainda mais estúpido.


Ela não conseguiu resistir:


— Tenho cara de colegial, não é? Deixaram que eu o operasse só porque gostam de mim.


— Dra. Weasley? Posso interromper?


Um ajudante estava no corredor com uma grande caixa de pape­lão debaixo do braço.


— Sim, Bobby?


— O Dr. Fudge encheu esta caixa de suprimentos médicos e disse que são para sua clínica — o rapaz disse. — Onde devo colocar? O Dr. Fudge deixou na sala das enfermeiras, mas elas reclamaram que estava atrapalhando e pediram para eu tirar de lá.


— Pode colocar em meu armário lá embaixo?


— É muito grande, Dra. Weasley. Não vai caber. Não está muito pesada. Se quiser, posso levar para o seu carro.


— Meu pai está com o carro — ela disse, olhando em volta e depois para Harry. — Importa-se se Bobby deixar a caixa aqui? Meu pai virá buscar assim que chegar.


— Não me importo nem um pouco — Harry respondeu.


— Não vou vê-lo outra vez. Vou para casa hoje, mas não se preocupe. Está em boas mãos. O Dr. Fudge é o chefe da Cirurgia aqui do Brethren e cuidará muito bem do seu caso.


— E onde mora?


— No pântano.


— Está brincando?


— Não — ela respondeu, voltando a sorrir e formando uma covinha na bochecha esquerda. — Minha casa fica em uma cidadezinha rodeada pelo pântano, e eu não vejo a hora de voltar para lá.


— Com saudade de casa?


— Sim, muita — ela admitiu. — No fundo, continuo uma garota do interior. Não é uma vida glamourosa, e é por isso que gosto.


— Gosta de viver no pântano.


Era apenas um comentário, não uma pergunta, mas ela respon­deu mesmo assim.


— Parece que ficou chocado.


— Não, apenas surpreso.


— Como é de uma cidade grande e rica, provavelmente o detestaria.


— Por que acha isso? Ela deu de ombros.


— Não sei. É que me pareceu tão... sofisticado. Ele não saberia dizer se aquilo era elogio ou crítica.


— Às vezes, voltar para casa não é a melhor opção. Foi o que li em um livro, uma vez. Além do mais, você me pareceu uma garota típica de Nova Orleans.


— Adoro Nova Orleans. É um ótimo lugar para vir jantar.


— Mas não se sente em casa.


— Não.


— Vai ser a médica da cidade?


— Mais uma — ela respondeu. — Estou abrindo uma clínica lá. Não é nada fantástica, mas é necessária. Muita gente por lá não tem recursos para pagar um convênio.


— Parece que eles têm muita sorte por você existir. Ela balançou a cabeça.


— Não, a sorte é minha — ela riu. — Pareceu que eu estava sendo boazinha, não é? Mas é que tenho sorte. As pessoas são maravi­lhosas. Pelo menos, é o que eu acho e aposto que vou aproveitar bem mais do que eles — enquanto falava, seus olhos brilhavam. — Sabe do que vou gostar mais?


— O quê?


— Nada de subterfúgios. Em sua maioria, são pessoas simples e honestas, tentando trabalhar e se manter. Não perdem tempo com um monte de bobagens desnecessárias.


— Então todos se adoram? — ele riu da ironia.


— Não, claro que não — ela respondeu. — Só que posso identi­ficar meus inimigos. Ninguém vai me atacar pelas costas, nem puxar meu tapete. Não é o estilo deles — ela voltou a sorrir. — Dizem o que pensam na sua cara, e acho que vou gostar disso. Como eu disse, é tudo às claras. Depois da minha residência, que acabo de terminar, será um refresco.


— Não vai sentir falta de uma clínica grande, sofisticada, e todas essas coisas que costumam prender as pessoas?


— Não, não verdade, não. Há outros tipos de recompensa além do dinheiro. Claro que seria maravilhoso ter todos os suprimentos e equipamentos necessários, mas daremos um jeito. Há muito venho me preparando para isso... além do mais, foi uma promessa que fiz.


Ele continuou a fazer perguntas para mantê-la ali. Estava interes­sado em saber mais sobre sua cidade, mas não tanto quanto estava fascinado com a expressão dela. Havia paixão e alegria em sua voz, e seus olhos brilhavam quando falava da família e dos amigos, do bem que desejava poder fazer.


Ela o fez lembrar de como ele se sentiu quando começara a praticar o Direito, antes de ficar tão endurecido. Ele, também, tivera vontade de mudar o mundo, torná-lo um lugar melhor. Cho havia posto um fim a tudo isso. Olhando para trás, percebia o quanto havia falhado.


— Acho que estou deixando você cansado, falando sem parar da minha cidade. Deixarei que descanse agora.


— Quando vou poder sair daqui?


— Isso é o Dr. Fudge que vai decidir; se dependesse de mim, o prenderia aqui mais uma noite. Estava com uma infecção bastante feia. Precisa resguardar-se mais umas duas semanas e não esqueça de tomar seus antibióticos. Boa sorte, Harry.


E então ela se foi e ele perdeu a única oportunidade que teria de saber mais sobre ela. Nem sabia onde ficava a casa dela. Cochilou pensando em alguma maneira de poder voltar a vê-la.


n/a: acho que esse capítulo responde as perguntas de vocês;  

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Comentários: 3

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Enviado por Luhna em 09/08/2013

AWN, que lindo. Harry é sempre tão confiante e coisa e tal que fiquei até surpresa aqui de ver ele se sentindo idiota falando com uma mulher. Isso nas suas fics, né, Sullen?
E eu já vi que eu viajei legal no comentário do outro capítulo. Harry teve apendicite e isso não tem nada a ver com Malfoy. Pelo menos por enquanto. E essa história com a Cho? Tô começando a achar que ela foi assassinada ou algo assim. Já que Harry disse que ficou meio que decepcionado com o Direito. Se é que eu entendi bem. Enfim. Vamos ver como Malfoy se encaixa nessa história com Harry e Gina... aguardando atualizações! ;) 

Nota: 5

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Enviado por Be Weasley Potter em 08/08/2013
Oh, achei fofo esse cap. Harry abobalhando as mulheres com sua beleza. rs Quem me dera ser a enfermeira dele, ah.. dar banho, comida, beijar o machucado p sarar mais rápido. kkkkkk Ah, e claro, levá-lo p casa p cuidar melhor e a recuperação ser mais rápida. Gina vai dar nova vida ao Harry. To louca p o destino os unir. >< Minha nossa! Tiago e Lily tiveram sete filhos?! O.o Não é à toa q o Harry disse: "A família toda gosta da Anna". Depois disso n precisa de mais ninguém. Q mudança, hein? Da sensual Dra. Gina p o Dr. Fudge. Se eu fosse o Harry faria d td p me recuperar mais rápido.
Nota: 5

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Enviado por Edwiges Potter em 07/08/2013
PenaPena que foi curtinho, mas eu gostei e sei que voce vainos recompensar!!!!
Nota: 5

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