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8. Capítulo VIII


Fic: Os Marotos e o Segredo De Sangue - parte I.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Os Marotos e o Segredo de Sangue




Capítulo VIII - Assuntos Familiares



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"E como eu poderia ficar aqui com você
e não me comover com você?
Me diga, como isso poderia ficar melhor?
"
(Everything, Lifehouse)





Sasha coçou os olhos com o punho fechado e levantou-se. Deu uma olhada rápida para o relógio enquanto caminhava até o banheiro: uma e meia da tarde. Não tinha a mínima idéia da hora em que fora deitar-se, mas sua dor de cabeça denunciava que havia passado da conta da cerveja na noite passada.


Lílian não estava mais na cama, nem Alice, então ela decidiu descer sozinha. Afinal, era domingo, e ninguém suspeitaria se dormisse até mais tarde. Mesmo que tenha acordado muito, realmente tarde.


Desceu as escadas do dormitório, que rangeram a cada degrau. A Sala Comunal estava tão limpa e silenciosa (apesar dos traunsentes, que eram pouco mais que o normal), que seria impossível suspeitar que na noite passada ali estiveram muitos alunos, até mesmo de Casas diferentes.


- Até que enfim a Bela Adormecida decidiu nos dar a honra! - a voz de Remo a chamou de algum ponto na mesa de deveres, e ela se dirigiu até ele, com um leve sorriso nos lábios.


- Bom Dia. - murmurou com a voz rouca.


- Bom Dia, Sasha... a noite passada estava boa, não? - Tiago perguntou, com um sorriso no rosto.


Sasha pensou por um momento. É, havia sido uma boa noite, a passada. Dessa vez, não havia como voltar atrás e inventar uma desculpa esfarrapada para ninguém saber, já que todos haviam visto. Deu um sorriso envergonhado e acenou rápida e afirmativamente, e sentou-se na mesa com eles (Remo, Tiago e Rabicho).


- Alguém viu a Lily?


Tiago abaixou a cabeça e Sasha percebeu que ele tentava fingir estar mais interessado no pergaminho e no livro do que à pergunta feita por ela. Remo pareceu perceber sua olhada curiosa à Tiago, e disse à ela:


- Ele está assim desde ontem. Hoje de manhã quando a Evans passou, ele fingiu que nem a viu. Definitivamente, há algo de errado.


Franzindo a testa, Sasha confirmou levemente com a cabeça. Lembrou-se que Lílian e Tiago haviam ficado juntos no começo da festa, e pareciam não estar tendo problemas. Mas devia ter acontecido algo realmente grave, para tal reação de Tiago.


- Saiu com alguém ontem? - ela perguntou, coçando os olhos com o punho fechado, novamente.


- Não. - Remo respondeu, voltando a olhar para seu dever.


- Eu saí. - Tiago disse, levantando a cabeça, fazendo Rabicho fazer o mesmo.


- Oras, me conte alguma novidade... - brincou Sasha, tentando afastar a franja negra dos olhos.


Tiago sorriu e Rabicho continuou a olhá-la. Não parecia tão vivo quanto sempre parecera, e sim abatido. Então ela percebeu que não notara sua presença na noite anterior. Mas antes que ela pudesse continuar a pensar sobre isso, ou até mesmo perguntar à ele sobre isto, um perfume embriagou-a (como na noite anterior) e o dono dele sentou-se ao seu lado e sorriu à ela, que respondeu. Sirius estava lindo naquela manhã.


- Bom Dia. - disse, sonolento.


- Boa Tarde. - ela respondeu com uma piscadela lenta.


Tiago e Remo fingiram não ver a cena, apesar de manterem um sorriso leve nos lábios. Rabicho revirou os olhos e continuou a fazer seu dever.


- Encontrei Lily no almoço, ela disse que está vindo. - ele informou, sem desfazer o contato entre seus olhos e o meio-sorriso.


- Eu vou... atrás dela. - disse e se levantou.


Passou pelo Retrato da Mulher-Gorda e caminhou até os jardins.



*****




A silhueta de Sasha desapareceu quando o retrato tornou a fechar-se, e, como previsto, Remo fechou o livro à sua frente, Tiago levantou a cabeça e encostou as costas na cadeira, com um sorriso, e Rabicho somente ergueu os olhos.


- O que foi? - perguntou Sirius sem tirar o meio-sorriso do rosto.


Tiago riu fracamente e arrumou os óculos que haviam deslizado para a ponta do nariz. Remo sorriu.


- Vocês combinam, de verdade. - ele falou, e Sirius pôde perceber que ele estava sendo sincero.


Sirius ergueu a mão e coçou a nuca, pensativo. Por que não conseguia parar de pensar nela? Desde a noite passada, mesmo que seus neurônios e hormônios estivessem tão à mil que seria impossível lembrar de algum detalhe com nitidez, ele se lembrava de tudo que acontecera naquela festa.



*****



Sasha não sabia porque aquilo estava acontecendo. Não podia estar acontecendo. Seu coração estava descompassado. Era tão lindo...


- Sasha! - uma ruiva atrás dela exclamou, fazendo-a dar um salto.


- Ai, você me assustou! - ela falou, rindo, fazendo a outra rir também.


"Engraçado como todos estão felizes hoje", ela pensou, quando começaram a caminhar até os jardins. O percurso era automático, então elas nem precisaram dar a devida atenção ao caminho, realmente. Mas quando chegavam no corredor de grandes e altas janelas, que davam acesso aos benditos jardins, uma voz grossa e rude se dirigiu à elas:


- Nossa amiga sangue-ruim nos deu a honra...


Sasha virou-se, assim como Lílian. Não sabia por quê, mas ao ouvir a insinuação "sangue-ruim", o próprio sangue fervia quente e acidamente, e uma fúria feroz lhe tomava conta. Porém, não havia visto, até então, em Hogwarts, o autor do palavreado. Era um garoto com certeza mais novo que as duas, os cabelos negros e arrumados minunciosamente, os olhos tão negros que era impossível definir qualquer expressão fria ou caridosa, a pele tão alva quanto neve; em seu uniforme, o brasão da Sonserina brilhava com intensidade (mesmo que fosse domingo, e nenhum outro aluno estivesse usando uniforme). Após avaliá-lo, tornou a fitar seus olhos. Tenebrosos. Medonhos.


- Já ouviu falar em educação? - ele perguntou com o mesmo tom superior.


- Ah, sim - respondeu Sasha, cinicamente, fingindo uma voz doce - quem deveria aprendê-la era você.


- O que quer? - quis saber Lílian, ríspida.


Os lábios finos dele se elaboraram em um misterioso e pequeno sorriso - e Sasha duvidou que ele soubesse sorrir do modo que todos os felizes sorriam. Céus... onde vira aquele sorriso antes? Ele era, definitivamente, o que mais mexia com o seu passado. Mas depois de tudo... onde ela realmente havia visto aquele sorriso cruel?


- A conversa ainda não chegou na ala dos fracassados, Evans.


- Não?! Então o que está fazendo aqui? - a voz furiosa de Tiago lhe interrompeu.


A presença de Tiago não pareceu afetar nem um pouco o semblante superior do pequeno garoto, porém, quem vinha atrás dele, Sirius Black, o fez arregalar os olhos e aumentar a expressão despresível.


- O que você quer com elas, Régulo? - perguntou Sirius, com naturalidade, mexendo nos cabelos.


- Não te interessa, traidor. Não nos dará o desprazer de passar o Natal em casa, dará? Mamãe já tem problemas o suficiente!


- Ah, sim, como escolher entre vinho e preto para as cores do guardanapo. Você é patético, Régulo. Você e todo o resto da família estúpida que eu enojo fazer parte. - falou com um desprezo tão grande que Sasha não o reconheceu; parecia realmente odiar a própria família, apesar de esta informação não lhe cedia a qual grau de familiaridade Régulo pertencia à Sirius.


- Bella virá para casa e trará os Lestrange para casa. Será uma vergonha se um membro da família faltar ao jantar. Se bem que eu não faço questão alguma... - comentou com maldade.


- Como se eu fizesse. Estarei dando uma festa, comemorando que aquela insignificante da Bella nunca mais voltará a ter o mesmo sobrenome que eu. - ele respondeu, se alterando.


- Meu irmão revoltado... como é que pôde nascer entre tantos com caráter... um subalterno do mesmo nível... - Régulo falou, e debochou da própria piada.


- Tem certeza de que não vai calar a porcaria da sua boca, Black? - perguntou ameaçadoramente Lílian.


Os olhos do pequeno garoto se desviaram para Lily e dela para Sasha, e ele destilou, com desprezo:


- Como não pude perceber? Mills... ele não é um bom exemplo para você, sabia? - e riu gostosamente da própria piada, embora sua risada lembrasse um guincho.


- Cala... essa... boca... - murmurou Sirius com raiva.


- Expelliarmus! - Tiago lançou o feitiço com uma rapidez incrível.


O garoto vôou e Lílian repreendeu:


- Agora chega! Se não pararem neste maldito instante, eu sei muitíssimo bem o que fazer com vocês! - ela havia se colocado entre o grupo que estava e o garoto caído no chão.


- Evans, não se meta nos meus assuntos familiares, por favor... - falou Sirius, tirando a varinha das vestes.


- Black, escuta: eu sei muito bem que vocês se odeiam, mas coloque na cabeça de que não poderá sair enfeitiçando seu próprio irmão pelos corredores, e eu ver sem fazer nada! - ela falou.


Régulo havia sumido do corredor e não havia deixado indícios.


- Não foi por menos que a escolheram como monitora. - murmurou em voz baixa à Tiago, quando haviam tornado a andar em direção aos jardins, e Pontas respondeu com um riso abafado.



*****




Uma linha alaranjada, rosa e avermelhada pincelou-se no céu daquela tarde, que começava a escurecer. Um magnífico espetáculo da natureza que se fazia entre as montanhas distantes e relvosas, escorregadias. Os alunos começavam a retornar aos seus aposentos, porém, eles não tinham planos de fazê-lo.


- Pontas, nosso caro Rabicho não deu as caras hoje também. - falou Almofadinhas.


Tiago correu a mão entre os cabelos e ajeitou o óculos devidamente nos olhos, pois eles haviam escorregado novamente à ponta do nariz. Lílian revirou os olhos e deu um olhar significativo à Sasha, que sorriu.


- Você sabe como ele é. - disse Pontas, com o olhar perdido no horizonte - ele vai nos dizer que estava na cozinha. - e deu um sorriso significativo à Sirius.


- Por quê, Pontas? - perguntou Remo, jogando os cabelos castanhos para trás com naturalidade.


Esse gesto dava um charme completamente diferente do que Lílian havia achado que Remo podia possuir; no começo do ano letivo, ele se enfiara tanto nos livros que ela chegara a pensar que ele trocara a vida de Maroto, mas nos últimos dias ele parecia voltar ao normal, com o charme e a marotice. Mas mesmo assim sendo um bom amigo.


- Porque é o mais provável. - ele disse, quase ríspido, notando o olhar de Lily em Remo.


- Você quer dizer que ele pode não estar na cozinha? Onde mais estaria? - questionou Sasha, que tentava fazer uma trança no próprio cabelo.


- Quem vai saber? - disse ele, voltando a olhar para o lago.


Lílian brincava com uma mecha dos cabelos acaju, e parecia absorta. Sasha desconfiava do pequeno Rabicho, afinal, ela quase não o vira nos últimos dias! E o estômago dele tinha que ter fundo, o que descartava a desculpa de estar na cozinha todas as vezes que sumia. Sirius achava o amigo meio doido, então não quis enlouquecer junto pensando nos possíveis lugares que aquele rato poderia estar. Remo deitara-se na grama e encarava o céu. As árvores se balançavam no ritmo da brisa...



*****




- Pequenos inexperientes, tenho uma notícia agradável para lhes dar. - o professor Charlen disse, após guardar a varinha e limpar a mão nas vestes.


Sasha ansiou-se: talvez fosse verdadeiro o boato da semana sem aula antes do baile. Mas desde quando o professor de Defesa Contra as Artes das Trevas ficava encarregado de dar notícias como estas?


- Devido à graves acontecimentos que envolviam a minha pessoa dentro desta escola, a partir da próxima semana vocês terão um novo professor que tomará meu lugar no corpo docente da escola.


Sasha franziu a testa. Charlen envolvido em graves acontecimentos? O que podia ser? Não ouvira nem sequer o nome dele dentro dos boatos que haviam surgido na escola; e, acredite, eram muitos. Sirius falou para o professor e a sala toda ouvir:


- Que graves acontecimentos, professor?


Charlen olhou-o com rispidez, como de costume, lançando aquele olhar de superioridade que servia para intimidar qualquer ser; menos, é claro, eles, os Marotos. Sasha achou que ele não ia responder, mas ouviu a voz rude do professor proferindo um desagradável:


- A curiosidade matou o gato, Sr. Black.


Sirius ergueu uma das sobrancelhas e disse, no mesmo tom de antes:


- Matou, mas a satisfação o trouxe de volta.


Alguns alunos abafaram risos e outros reviraram os olhos, como Lílian. Aquele provérbio inglês havia realmente causado um efeito no professor, mas ele continuou a ouvir Sirius falando com naturalidade:


- E muito obrigada, mas eu já sabia que eu era gato, e tamb...


- Cinco pontos a menos para a Grifinória, por imprudência! - e sentou-se atrás da mesa, suspirando firmemente - faltam dez minutos para o sinal tocar, podem aproveitar o tempo para gestar com nada ou qualquer coisa.


E, a partir daí, ninguém mais se preocupou em olhá-lo. Um balbúrio, e todos os alunos começaram a conversar de repente. Somente Remo escrevia em um pergaminho enquanto conversava com Tiago e Sirius, e certamente não havia nada de certo ou de dever ali no papel. Lílian virou-se para Sasha e disse:


- Você tem alguma idéia do que pode ser esse acontecimento grave?


Sasha olhou para o professor, e este parecia brigar com o próprio tinteiro por faltar tinta, balançando a pena com violência.


- Ele é tão atrapalhado que qualquer coisa que possa ter acontecido, foi sem querer! - brincou.


- Eu não o acho tão atrapalhado assim. Ele dá umas respostas bem pensadas ao Potter e ao Black. - ela falou, guardando as penas no estojo.


- Falando no Tiago... - Sasha disse, fechando a tampa giratória do tinteiro e jogando-o na mochila - o que aconteceu entre vocês dois?


Lílian continuou pensativa e guardou o restante dos livros, porém, um tom levemente rubro tomou conta das suas bochechas.


- Você não vai querer saber, realmente. - disse, com um sorriso.


Porém, Sasha não podia dizer que ela estava alegre. Fora um sorriso um tanto... triste, na opinião dela. Ergueu a cabeça de Lily pelo queixo e perguntou-lhe docemente:


- O que foi, Lily?


Os olhos verdes de Lílian marejaram e ela voltou a abaixar a cabeça, franzindo levemente o cenho. Rasgou um pedaço de um pergaminho e escreveu com uma pena fracamente molhada pela tinta:


"Depois falamos sobre isto."


Sasha assentiu com a cabeça e amassou o papel, preocupando-se com a amiga. Lílian não costumava se afetar com as brigas com Tiago (e foi isso que ela pelo menos achava que acontecera), e desta vez, ela sabia que a ruiva se abalara. Desviou por um momento o olhar para Tiago e notou que este as observava, e, ao perceber que Sasha havia o olhado, tornou a prestar atenção em Sirius.


Tensão? Sim, muita. Um clima um tanto suspeito e estranho para os Marotos, com aquele espírito tão alegre que tinham. Por fim, abriu um grande sorriso à ruiva, tentando alegrá-la:


- O que acha de sairmos para tomar um ar?


- Eu não sou do tipo de pessoas que mata aula, Sasha... - ela disse, mesmo com um sorriso maroto.


- Você é do tipo de pessoas que não gosta de nada. - e virou-se para o professor, que agora parecia muito absorto: - Professor Charlen, Lílian está passando mal...


E deu um olhar significativo à Lílian, que, de início, lançou outro confuso à ela, mas logo fez uma expressão tão doentia que era impossível julgar que era um plano.


- Eu a levaria à enfermaria, se não tivesse coisas melhores a fazer...


- Eu me habilito à levá-la! - exclamou Tiago.


- N-não, pode deixar que eu levo... - contrapôs Sasha.


- O que é isto, senhorita Mills? Vamos deixar o Sr. Potter ser cavalheiro pelo menos uma vez na vida... - o professor disse, sem olhá-los, com uma certa ignorância na voz.


- Quer saber? Estou me sentindo ótima, nem preciso mais ir à enfermaria! - falou Lílian, dando um sorriso amarelo.


- Não é bom brincar com a saúde, Evans - disse Sirius, a voz arrastada, com um pequeno sorriso.


- Isso mesmo. Evans, já para a enfermaria! - ordenou rispidamente o professor. - Potter, acompanhe-a.


Com um solavanco no estômago, Lílian levantou-se e caminhou até a porta, sem dar atenção à Tiago, que a seguia. Era tão estranho andar sozinha pelos corredores silenciosos na companhia de Tiago, que ela preferiu ignorá-lo, mesmo quando ele alcançou-a e andaram paralelamente.


Não que fosse a coisa mais normal do mundo, mas a sala de Defesa Contra as Artes das Trevas era realmente longe da Enfermaria. Mesmo que seu real destino não fosse a enfermaria, realmente.


- Vai me ignorar pelo resto da vida? - a voz de Tiago lhe encheu os ouvidos.


- Vou. - respondeu - aliás, não sou mais eu quem está ignorando. Você também tem me evitado desde a festa.


- Pensei que havia esquecido o que aconteceu naquela noite. - ele disse, quando drobraram um corredor.


Lílian ficou em silêncio. "Como se eu conseguisse", pensou, praguejando em seguida.


- Sabe, eu realmente não sei o que você quer, ruivinha. - ele falou, ainda sem olhá-la, com seriedade, bem diferente da maneira que costumava falar - você me provoca, me tortura, e ainda me ignora. Não sei porque ainda tento te conquistar, sério.


- Está me ignorando e não me chamou para sair nenhuma vez desde que aconteceu aquela maldita festa - ela desabafou, continuando em seguida - o que quer que eu pense? É claro que você desistiu de mim.


- Agora você me diz isto? Então por que não aceitou nenhum de meus pedidos para sair? - Tiago parou-a, segurando-a pelos ombros, fazendo-a encará-lo.


Os olhos de Lílian encontraram os seus, e se ligaram. Extesiante. Se estivesse realmente doente, aquilo poderia ter sido o remédio. Aqueles olhos castanhos esverdeados lhe faziam um efeito um tanto avassalador, porém perpétuo e significante. Nunca sentira isto ao olhar para qualquer garoto, mesmo tão profundamente quando se contemplavam. Era lindo vê-lo daquela maneira, tão cheio de caráter, tão perfeito.


"I can feel the magic floating in the air
Posso sentir a magia flutuando no ar
Being with you gets me that way
Estar com você me faz ficar desse jeito
I watch the sunlight dance across your face
Observo a luz do sol dançar pelo seu rosto e eu
And I've never been this swept away
Nunca estive arrebatada assim"

(Breathe, Faith Hill)


Só então, Lílian percebeu o que fazia. Não, realmente, aquilo não podia estar acontecendo. Ela se... comovera com a atitude dele? Como pudera? Por um momento, pensou em responder com a sinceridade que havia tido desde o início. Mas respondeu, ríspida:


- Você é patético, Potter. Estou dando pulos de alegrias porque não está mais me chamando para sair, isto é realmente incrível, vindo de alguém tão superficial e idiota como você.


Tiago ergueu as sobrancelhas e deu um pequeno sorriso, dizendo em seguida:


- Agora você voltou ao normal. Não está passando mal, está?


Lílian revirou os olhos e respondeu com a cabeça, acenando negativamente.


- O plano era Sasha sair comigo. Mas é claro que você tem que se meter em assuntos alheios... - completou com sarcasmo.


- Ora, ora, ora... Lílian Evans bolando planos! Essa é boa! - debochou Tiago.


- Cala essa boca, Potter. - ela disse duramente, dando as costas e retornando a caminhada.


Até sentir que alguém a puxava para trás novamente e colava seus lábios. Foi um toque quente e rápido; mas foi quente o suficiente para entorpecê-la. Tiago sorriu vitorioso e feliz, e antes que Lílian pudesse ter qualquer reação, a sineta tocou e os alunos começaram a encher o corredor, fazendo o garoto desaparecer entre eles.



*****




- Lílian, não sei porque está tão desesperada. - falou Sasha, colocando os cabelos atrás da orelha - eu beijei Sirius e não vi nenhum problema nisto. Quer dizer, definitivamente não teve problema nenhum... - ela completou, sorrindo sonhadora e maliciosamente.


A ruiva sorriu, sem graça, mas disse:


- Podemos falar sobre isto depois? Eu estou realmente sem saber o que fazer! - falou, encarando a grama verde e brincando com ela.


Era noite e, perto dali, os garotos haviam feito uma fogueira. De onde estavam, era possível ouvir as gargalhadas e as conversas em voz alta do quarteto (já que Rabicho aparecera novamente).


- Por que ele teve que fazer isso? Ele me beijou, Sasha, duas vezes! E eu... deixei...


Sasha sabia, internamente, que este dia chegaria. Há duas semanas, quando a festa acontecera, Lílian e Tiago haviam agido de forma estranha durante toda ela. Dois dias depois, tudo tornou a ser como antes: as chamadas para sair, as diretas e indiretas, os flertes... ela desfconfiara de algo e perguntara à Lily o que havia acontecido. Então ela se abrira, e abrira o jogo também. Soubera do beijo na festa, e o selinho roubado. Desde então, começara a falar abertamente com Sasha sobre seus confusos sentimentos em relação à Tiago, desde que haviam se beijado pela primeira vez e interrompidos.


- Lílian, você realmente ainda tem dúvidas? - quis saber Sasha.


- Eu... Eu não sei se gosto dele, realmente! - exclamou, alto, e deu uma olhada rápida para ter certeza de que os meninos não haviam escutado e continuou, em voz mais baixa: - eu só não consigo parar de pensar nele, e em como ele mudou de uns anos para cá! Não está nada parecido com o Potter infantil e imaturo que eu conhecia!


- Oras, você mesma está dizendo, está vendo? Tiago é diferente do conceito que tem dele, Lílian, dê uma chance à ele...


- Eu-não-consigo! Quando ele pede para sair comigo é como se fosse automático, entende? Eu... gelo e... nego!


- Porque está sendo orgulhosa demais por causa do que aconteceu no passado entre vocês! - ela disse, surpreendendo Lily - não estou dizendo para você chegar ali agora e dizer algo como "pronto, Tiago, vamos sair", não, isso nunca! Mas, quando você se sentir segura e confiante em relação à Tiago, ceda! Saia com ele de uma vez por todas! Pelo menos você sabe que convites não irão faltar...


Lílian ficou pensativa. Nunca imaginara estar numa situação destas. Não Tiago sendo a pessoa. Esmurrou o chão com força, e antes que pudesse exclamar ou reclamar, uma voz as chamou:


- Hey, não vão ficar aí a noite toda, vão? - Sirius as chamava, após se aproximar.


Elas se entreolharam e Sasha disse:


- Já estamos indo.


Após terem certeza absoluta de que Sirius havia partido, Lílian sorriu para ela, e, de repente, numa injeção de ânimo, disse:


- E você e Sirius, o que está acontecendo?


Sasha jogou os cabelos para trás, escorou-se na grama com a mão e respondeu:


- Nada. Não falamos sobre o que aconteceu entre nós na festa, e eu acho que é um pouco por ter que aceitar que estávamos bêbados e...


- A verdade está no vinho. - Lílian a interrompeu - li isto em algum lugar. - informou.


- Então espero que o vinho te conte o que está acontecendo entre nós. - ela disse, rindo.


Lílian riu e levantou-se, estendendo a mão para a outra fazer o mesmo:


- Vamos, antes que alguém venha nos chamar mais uma vez.



*****






















N/A: Dessa vez eu fui rápida, não? É que eu fiquei entusiasmada e animada com os comentários, mesmo que poucos e somente de Rhina e Pazinha (mas obrigada por tudoo!!)

Este capítulo ficou bem grandinho, mas eu não pretendo diminuí-lo ;P~

Não estou com muita paciência para ficar escrevendo, mas resumindo tudo, obrigada por estarem lendo e, por favor, continuem ;D

Adoro vocês ^^
Bjinhooos de todas as cores *-*
Nah.

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