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64. Capítulo 63


Fic: Tudo por Amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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— Tem que haver um engano — disse Emily, olhando alternadamente para seu marido e para o contador. — Meu pai jamais teria comprado ações nem investido dinheiro em nada que tivesse alguma relação com Cedrico Diggory.


— Os fatos demonstram o contrário, senhorita Snape — disse com tranquilidade Edwin Fairchild. — Ao longo dos últimos quatro anos, investiu mais de quatro milhões de seu fundo financeiro na Produções LHA, de propriedade do senhor Diggory. Eu asseguro que foi tudo legal, embora certamente não tenha sido rentável, e devo adicionar que seu pai cometeu um engano, posto que pelo visto Diggory utilizava o dinheiro exclusivamente para pagar seus próprios gastos. Não precisou que houvesse má fé por parte do senhor Snape — assegurou ao notar que Emily franzia o cenho. — Seu pai comprou as ações de companhia para você e estão em seu nome. O único motivo pelo qual falo neste assunto, em minha qualidade de novo conselheiro financeiro, é porque acredito que convém vender as ações aos herdeiros de Diggory, se que quiserem comprar, ou ceder a eles por qualquer preço, para que na próxima declaração conjunta de rendimentos que vocês façam, possamos colocá-las no item de perdas.


Emily lutou para ordenar seus pensamentos.


— O que disse meu pai a respeito deste péssimo investimento na Produções LHA?


— Não me corresponde conversar sobre isso com ele, nem questionar seus critérios de investimento. Entendo que seu pai se encarregou do seu fundo fiduciário desde que você era criança, e a forma em que tenha decidido investir para você esse dinheiro é de exclusiva competência dele. Tudo isso é algo entre você e ele. O único motivo pelo que eu estou agora envolvido é que faz muitos anos que mexo com os assuntos financeiros de seu marido e dado que agora estão casados, há certos assuntos que concernem a ambos, como o imposto dos rendimentos conjunto e as demais coisas.


— Meu pai não devia saber que Produções LHA era do Cedrico Diggory — declarou Emily com firmeza.


Fairchild levantou as brancas sobrancelhas, para demonstrar que colocava isso em dúvida.


— Se isso for no que prefere acreditar...


— Não se trata do que eu prefira acreditar — respondeu Emily, rindo —, mas sim o fato de que meu pai tenha sido enganado até o ponto de ter comprado ações da companhia de Cedrico Diggory me parece algo... Maquiavélico. Papai desprezava esse homem.


— Não entendo como puderam tê-lo enganado — disse o marido de Emily com tom cuidadosamente neutro, pois sabia quanto ela era sensível quando se tratava de seu pai. — Edwin e eu conversamos sobre o assunto hoje, por telefone, e é evidente que seu pai teve que comprar as ações diretamente de Diggory.


— O que o faz pensar isso?


— Porque LHA não está na bolsa. Como disse Edwin faz alguns instantes, é uma companhia privada e a única maneira de comprar ações seria através de Diggory ou de seu representante.


Emily olhou seu marido e o contador.


— E Cedrico tinha representantes?


Edwin Fairchild colocou os óculos e começou a procurar um documento.


— Decididamente nunca pagou a ninguém para que o representasse. Segundo os relatórios corporativos de LHA, que se podem obter em Sacramento, Diggory era o único diretor, executivo e acionista da empresa. Ao investigar o assunto por minha conta, averiguei que era também o único empregado da assinatura. — Tirou os óculos e olhou seu relógio de pulso dourado. — Já são mais de seis. Não era minha intenção retê-los tanto tempo, mas acredito que tratamos todos os pontos necessários. Se decidem vender as ações da LHA aos herdeiros de Diggory, será melhor que o façam quanto antes, porque o mais provável é que mais adiante eles estejam envolvidos em procedimentos judiciais. Então me avisem se forem vender ou manter essas ações, estarei em condições de terminar as projeções impositivas do próximo ano.


Kin assentiu e Fairchild se virou para Emily com tom conciliatório.


— Não se preocupe, senhorita Snape. Até no caso de que seu pai tenha perdido quatro milhões de seu dinheiro na companhia de Diggory, poderemos tomá-lo como perdas contra os lucros de seus outros investimentos. Nesse caso os benefícios impositivos reduzirão a perda a menos de três milhões.


— Eu não entendo nada de finanças nem de impostos — disse Emily a ambos. — Meu pai sempre se encarregou disso em meu nome.


— Então seria melhor que falasse com ele do assunto das ações da LHA. Ao longo dos últimos cinco anos, ele fez cerca de vinte compras diferentes, e deve ter tido em conta algum possível benefício que nós desconhecemos. Talvez o senhor Snape possa lhe dar alguma razão do por que teve que conservar essas ações por algum tempo mais.


— Obrigado, senhor Fairchild, isso é o que eu farei.


— Antes de que vão embora — disse o contador quando Emily segurou o braço de seu marido —, quero que fique claro que, em todo o resto, o seu pai tem manejado sua fortuna de forma irrepreensível. Investiu sabiamente seu dinheiro, cada centavo que gastou durante os últimos quinze anos é contado, incluindo o dinheiro investido na Produções LHA.


Emily ficou tensa.


— Não preciso que nem você nem ninguém me diga que meu pai tem feito o melhor para meus interesses. Sempre agiu assim.


Uma vez no carro, Emily se arrependeu de suas palavras.


— Fui grosseira com Fairchild, não fui? — Perguntou a seu marido.


Nesse momento, a luz vermelha de um semáforo os deteve e Kin aproveitou para olhá-la.


— Não foi grosseira, foi defensiva. Mas quando se trata de seu pai, sempre se coloca na defensiva.


— Sei — suspirou ela —, mas há um motivo.


— Que ele dedicou a vida a você — recitou Kin.


Emily o olhou nos olhos.


— Além disso, há outro motivo. Todo mundo sabe que antigamente muitos pais de crianças artistas esbanjaram e até roubaram o dinheiro que seus filhos ganhavam. Embora agora haja leis que impedem que isso aconteça, muita gente tratou papai como se vivesse de meu dinheiro.


— É evidente que não conhecem seu apartamento, porque se não, não teriam feito isso — comentou Kin. — Faz dez anos que não o pinta, e teria que renovar todos os móveis. O bairro em que vive está em plena decadência, e dentro de uns anos nem sequer será seguro sair na rua por ali.


— Já sei de tudo isso, mas ele não gosta de gastar. — Voltou a referir-se ao tema anterior. — Não imagina o humilhante que foi para ele às vezes ser meu pai. Ainda lembro o que aconteceu há cinco anos, quando decidiu comprar um carro. O vendedor estava disposto a lhe vender um Chevrolet, até que eu acompanhei papai para ajudá-lo a escolher a cor. Assim que o homem me viu e se deu conta de quem era papai, disse-lhe com voz presunçosa: "Isto muda todo o assunto, senhor Snape! Estou seguro de que sua filha preferiria mil vezes que você comprasse esse elegante Seville que gostou, não é verdade, querida?".


— Se seu pai se preocupava tanto com o que as pessoas pensavam — disse Kin, esquecendo por um instante de fingir o desgosto
que sentia por seu sogro —, bem poderia ter buscado um trabalho agradável e respeitável, além de cuidar de sua pequena Emily. Então talvez agora teria algo que fazer, além de embebedar-se e compadecer-se porque sua filhinha cresceu e se casou. — Olhou de esguelha para sua mulher e ao notar sua expressão de desalento passou a mão por seu ombro. — Sinto muito — disse. — É evidente que sou um ciumento de merda e que me desespera a relação incrivelmente estreita que existe entre minha mulher e seu pai. Me perdoa?


Emily assentiu e levou a mão de Kin até sua bochecha, mas ele notou que seguia pensativa.


— Não, vejo que não me perdoou — insistiu ele tentando tirá-la desse estado de ânimo incomum e sombrio. — Uma desculpa não basta. Mereço que me dê um chute no traseiro. Eu mereço — Adicionou depois de permanecer um instante pensativo —, que me obrigue a convidá-la para comer no Anthony esta noite, comer a melhor comida de Los Angeles, e ficar ali sentado enquanto todo mundo olha para minha mulher com a boca aberta. — Sorriu e suas bonitas covinhas apareceram em suas bochechas. Kin lhe acariciou o rosto e disse em voz baixa: — Amo você, Emily.


Ela o olhou, mas o sorriso de Kin desapareceu quando o desafiou.


— Ama o bastante para me levar até a casa de papai antes de comer?


— Por quê? — Perguntou ele, irritado.


— Porque quero esclarecer com ele esse assunto do dinheiro que investiu na empresa do Cedrico. Não o entendo e está me deixando louca.


— Acho — disse Kin, acendendo a luz da seta para indicar que ia dobrar para dirigir-se à casa do pai de Emily — que a amo tanto que até estou disposto a fazer isso.


 


***


 


Emily apertou a campanhia do apartamento de seu pai e depois de uma longa espera ele mesmo abriu a porta, com um copo de uísque na mão.


— Emily, minha pequena! — Disse, arrastando as palavras e olhando-a com os olhos injetados em sangre em seu rosto, uma barba de três dias. — Não sabia que viria.


Ignorando por completo o marido dela, passou um braço por sobre os ombros de sua filha e a fez entrar.


Com uma pontada de frustração e pena, Emily se deu conta de que estava bêbado. Em uma época tinha sido completamente sóbrio, mas durante os últimos anos suas bebedeiras eram cada vez mais frequentes.


— Por que não ascende a luz? — Sugeriu, acendendo um abajur.


— Eu gosto da escuridão — respondeu ele, apagando-o. — É doce e segura.


— Eu prefiro que haja um pouco de luz para que Emily não tropece contra algo e se mate na caída — disse Kin com firmeza, reacendendo o abajur.


— Por que decidiu vir? — Perguntou Snape a Emily, como se Kin não existisse. — Nunca mais veio me ver — se queixou.


— Na semana passada estive aqui duas vezes — lembrou Emily. — Mas para responder sua pergunta, direi que vim falar de negócios, se é que está em condições de fazê-lo. O contador de Kin tem algumas perguntas que devo responder para que prepare a liquidação conjunta de rendimentos ou algo pelo estilo.


— É obvio, é obvio. Não há problema, querida. Venha até meu estúdio, onde guardo todos seus arquivos.


— Eu tenho que fazer algumas ligações — disse Kin a Emily. — Converse com seu pai enquanto falo por telefone.


Emily seguiu seu pai até o piso de cima, onde ele tinha convertido um dormitório em estúdio, e Snape se instalou atrás da mesa, que era a única superfície não abarrotada de coisas da casa. Os arquivos que se alinhavam a suas costas, contra a parede, estavam cobertos de fotografias emolduradas de Emily... Emily quando era bebê, quando começava a engatinhar, aos quatro anos; Emily com sua roupa de bailarina, com seu disfarce do dia de Todos os Santos, luzindo o traje que usou em seu primeiro papel estelar; Emily aos treze anos com o cabelo recolhido em uma rabo-de-cavalo, aos quinze no volante de um carro. E ao olhar as fotografias, Emily se deu conta pela primeira vez de que seu pai estava com ela em quase todas. E depois notou outra coisa: a luz do abajur localizada sobre o poerento escritório resplandecia sobre os vidros e molduras das fotografias, como se tivessem acabado de ser limpos.


— O que precisa saber, querida? — Perguntou Snape, depois de beber um gole de uísque.


Emily considerou a possibilidade de falar sobre a necessidade de que se submetesse a algum tipo de tratamento para o que claramente se converteu em um vício alcoólico, mas nas duas oportunidades anteriores em que tinha abordado o tema, primeiro seu pai se mostrou ofendido e depois se enfureceu. De maneira que reuniu coragem e iniciou com o maior tato possível o tema que a preocupava.


— Papai, já sabe quão agradecida estou pela maneira como cuidou e administrou meu dinheiro durante todos estes anos. Sabe, não é? — Insistiu ao ver que ele cruzava os braços sobre o peito e a olhava sem ver.


— É obvio que sei! Guardei cada centavo que ganhou e o cuidei como minha vida. Nunca peguei nada para mim com exceção de um salário de vinte dólares a hora, e isso só quando insistiu em que eu devia fazê-lo. Esteve tão divina nesse dia! — Exclamou emocionado. — Era uma criança e enfrentou seu velho pai como uma mulher amadurecida, e me disse que se não me desse um salário maior me despediria.


— É verdade — disse Emily, distraída. — Então nem por um minuto quero que pense que duvido de sua integridade pela pergunta que vou fazer. Só tento entender seus raciocínios. Não me queixo pelo dinheiro que perdi.


— Pelo dinheiro que perdeu? — Perguntou ele, zangado. — A que diabos se refere?


— Aos quatro milhões que investiu em Produções Cedrico Diggory ao longo dos últimos cinco anos. Essas ações não têm nenhum valor. Por que fez isso, papai? Sabia que eu o odiava, e tinha a sensação de que você o desprezava tanto ou mais que eu. Durante um instante ele permaneceu imóvel; depois levantou a cabeça com lentidão, com os olhos afundados brilhantes como dois carvões ardentes e, sem dar-se conta, Emily foi para atrás em sua poltrona.


— Diggory — disse Snape, e seu sorriso foi no princípio malicioso, logo tranqüilizador. — Já não tem que se preocupar mais por ele, querida. Eu me encarreguei disso. Já não teremos necessidade de continuar comprando suas ações fictícias. Manteremos isso como um segredo entre você e eu.


— Mas por que tivemos que comprar suas ações? — Perguntou Emily, incrivelmente nervosa pela expressão, pela voz de seu pai e pelo ambiente desse quarto em penumbras.


— Ele me obrigou a fazê-lo. Eu não queria. Agora está morto e não tenho que seguir comprando.


— Mas como é possível que o tenha obrigado a investir quatro milhões de meu dinheiro em sua companhia, se você não queria fazê-lo? — Perguntou ela com voz mais aguda do que necessário.


— Não me fale nesse tom! — Retrucou ele, repentinamente furioso. — Se não quiser que te dê umas boas palmadas.


Emily estava tão sobressaltada por essa ameaça sem precedentes por parte de um homem nunca lhe tinha levantado a mão, que ficou de pé.


— Falaremos disto em algum outro momento, quando estiver em condições de raciocinar.


— Espera! — Com surpreendente rapidez, ele se inclinou sobre a mesa e agarrou um braço de Emily. — Não me deixe, querida. Estou assustado. Isso é tudo. Estou tão assustado que faz dias que não durmo. Eu jamais a machucaria, e você sabe.


De repente parecia, na verdade, aterrorizado, e isso impressionou Emily. Bateu em sua mão com a sensação de ser a mãe e não a filha desse homem, e então falou com suavidade.


— Não irei, papai. Não tenha medo. Me diga o que acontece. Eu compreenderei.


— Manterá em segredo? Jura isso?


Ela assentiu, surpreendida ante a súplica tão infantil.


— Diggory me obrigou a comprar essas ações. Estava... Chantageando. Durante cinco longos anos esse cretino nos esteve extorquindo.


— Está dizendo que nos chantageou? — Perguntou ela com uma mescla de incredulidade e impaciência.


— Você e eu somos uma equipe. O que acontece com um acontece com o outro, não é certo?


— Suponho... Suponho que sim — respondeu Emily, cautelosa, tratando de que seu tremor interior não se notasse na voz. — Por que... Cedrico Diggory nos chantageava?


Seu pai abaixou a voz até convertê-la em um sussurro conspirador.


— Porque sabia que nós matamos Cho. Emily se levantou de um salto e ficou olhando-o, petrificada.


— Isso é uma loucura! Está tão bêbado que sofre alucinações! Que motivo pôde ter para matar a mulher do Harry?


— Nenhum.


Emily apoiou as mãos sobre o escritório.


— Por que fala assim? É uma loucura!


— Nunca me diga isso! Foi o que ele me disse, e não é verdade! Eu não estou louco. Estou assustado, não entende? — Disse, com a voz convertida em uma choramingação.


— Quem disse que está louco, papai? E do que tem medo? — Perguntou Emily com paciência, como se estivesse se dirigindo a um velho confuso.


— Na noite que o matei, Diggory disse que eu estava louco.


— Harry Potter assassinou Cedrico Diggory! — Afirmou ela. — É o que todos acreditam.


Nos olhos de Snape apareceu uma expressão de completo terror e bebeu de um gole o uísque que restava em seu copo.


— Nem todo mundo acredita! — Exclamou, apoiando o copo com força contra a mesa. — Desde essa noite vieram me ver duas vezes uns homens, uns investigadores privados. Querem que diga onde estava quando ocorreu o crime. Estão trabalhando para alguém... Tem que ser assim, mas se negam a me dizer quem os contratou. Alguém suspeita de mim, querida, não vê? Deduziram que Diggory estava me chantageando e muito em breve imaginarão por que, e então saberão que eu matei Cho e Diggory.


Emily tentou responder com tom cético, apesar de que todas as fibras de seu ser vibravam, enlouquecidas de alarme.


— E por que foi matar Cho?


Snape passou as mãos pelo cabelo.


— Não seja burra... Eu queria matar Diggory! Queria que esse homem morresse, mas o imbecil do Potter trocou de ideia a respeito de quem devia disparar o primeiro tiro.


Emily fez um esforço para respirar.


— E por que queria matar o Cedrico?


— Você sabe! — disse ele, desabando sobre a cadeira e começando a chorar. — Ele deu drogas a minha pequena e a deixou grávida. Você pensou que eu não sabia, mas sabia. — Fechou os olhos. — Começou a se sentir mal pelas manhãs, e quando liguei para o consultório desse médico de Dallas para averiguar o que tinha, a enfermeira me disse isso. Ao ouvir meu sobrenome, pensou que era seu marido. — Passou as mãos pelos olhos e soluçou. — Você só tinha dezesseis anos e te deixou grávida e depois permitiu que fosse fazer um aborto sozinha. E enquanto isso, andava com essa puta da Cho e riam de você nas suas costas. Desde que se casou, Diggory esteve me ameaçando contar a seu marido que a engravidou... E que você abortou.


Emily teve que esclarecer duas vezes a garganta antes de poder falar, e as palavras que pronunciou não tinham nada a ver com a fúria que rugia em seu interior.


— Kin sabe de tudo o que me aconteceu. Há umas semanas. Eu disse que foi o Cedrico. E eu não disse a você o que estava acontecendo comigo naquela época, porque não queria feri-lo nem que se envergonhasse de mim.


— Alguém sabe o que eu fiz — disse Snape, enterrando a cabeça entre as mãos enquanto os soluços lhe sacudiam os ombros. — Quando eu souber quem é, matarei-o... — Ameaçou, levantando a cabeça. Então olhou para a porta e sua mão se deslizou para a gaveta do escritório.


— Então será melhor que comece por mim — disse da porta o marido de Emily, entrando no quarto e levantando sua mulher da poltrona —, porque eu também estou sabendo.


Em lugar de aterrorizar-se, Severo Snape olhou para sua filha e falou com um tom conspirador.


— Kin tem razão, Emily. Temo que teremos que matar seu marido. — Ficou de pé e Emily viu que a luz do abajur brilhava sobre a arma que tinha na mão.


— Não! — Gritou, tentando defender seu marido com seu próprio corpo enquanto ele tentava afastá-la para o lado.


— Se separe, querida! — Ordenou o pai. — Não doerá. Não sentirá nada. Estará morto antes de tocar no piso.


— Papai! — Gritou Emily, empurrando Kin para a porta. — Para feri-lo, terá que disparar através de meu corpo. Não... Não quer fazer isso, não é?


A voz de Kin soou tranquila, apesar de que cravava os dedos nos braços dela para obrigá-la a ficar a salvo.


— Baixe essa arma, Severo. Se me matar, terá que matar Emily para impedir que ela diga à polícia, e eu sei que seria incapaz de machucá-la. A única coisa que fez foi tentar protegê-la.


O homem da arma vacilou, e Kin continuou falando com suavidade.


— Baixe a arma. Nós o ajudaremos a explicar que só fez isso para proteger sua filha.


— Estou cansado de ter medo — choramingou ele, enquanto Emily corria para o dormitório de seu pai, onde pegou o telefone e discou para a polícia. — Não posso dormir.


Kin se adiantou com lentidão, estendendo uma mão.


— Já não terá nada que temer. Os médicos darão comprimidos para ajudá-lo a dormir.


— Você está tentando me fazer cair em uma armadilha, cretino! — Gritou Snape, e Kin saltou para a arma no exato momento em que seu sogro apontava para ele.


Do dormitório Emily ouviu a explosão surda do disparo, o golpe de um corpo pesado que caía no piso. Deixou cair o telefone, girou sobre seus calcanhares e quando corria para o escritório, chocou-se com seu marido.


— Não entre! — Advertiu Kin. Abraçou-a e a virou para a levá-la até o dormitório, onde pegou o telefone.


— Papai! — Gritou Emily.


— Seu pai estará bem — a tranquilizou Kin, tentando segurá-la enquanto chamava uma ambulância. — Ao cair, bateu a cabeça na mesa e está sangrando como um porco.


n/a: o que vocês acharam??? Espero que tenham gostado... Então Edwiges Potter depois de falar todo mundo você acabou acertando... E agora já que o assassino foi encontrado o que será que vai acontecer com nosso Harrry... Bjus e até logo!! 

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Comentários: 1

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Enviado por Edwiges Potter em 05/02/2013
Eeeeeee!!! Depois de arriscar todo mundo consegui acertar!!! Pra ser sinsera, lá no começo da fic eu até pensei sobre o Snap, mas no tinha motivo pra ser ele e ainda aparentava ser um bom pai, então eu descartei, o nome dele ainda me gerava desconfiança porque nessa historia ele tava muito bonzinho e sumido!!! Eu acreditava que podia s outros pois tinham motivos bem mais claros!!! Tô super ansiosa pelo proximo cap. pois O Mundo Vai Quebrar A Cara!!! Mal consiguo esperar a reação do Dino, do Rony que era fã, enfim todos que nao acreditaram nele, acho que a unica reação que nao vou me divtir é a da Gina, acho que vai doer meu coração!!!! P.S.: A reação da avó do Harry tambem vai ser demais!!! A veia vai infartar!!! Kkkkk poste logo!!
Nota: 5

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