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62. Capítulo 61


Fic: Tudo por Amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Ainda algo desorientada pelas drogas que tinham sido aplicadas nela vinte e quatro horas antes, Gina levou uma mão à cabeça dolorida e saiu cambaleante do dormitório em direção à cozinha. Ao chegar parou em seco ante o espetáculo incrível que tinha ante a vista: junto à pia, Rony e Hermione estavam abraçados em uma atitude decididamente apaixonada. Nesse momento Gina vivia em um estado de confusão, e sorriu ante a cena tão doméstica e acolhedora.


— Deixaram a torneira aberta — comentou, e os três se sobressaltaram ao ouvir sua voz, que parecia um grasnido. Rony levantou a cabeça e lhe sorriu, mas Hermione saltou como se a tivessem pego fazendo algo pecaminoso, e se separou de Rony.


— Sinto muito, Gina! — Exclamou.


— Por quê? — Perguntou Gina, dirigindo-se a um armário para tirar um copo e servir-se um pouco de água. Bebeu-a, tentando acalmar sua estranha sede.


— Sinto que nos tenha encontrado assim.


— Por quê? — Voltou a perguntar Gina enquanto voltava a encher o copo com água, mas estava começando a esclarecer a mente e as lembranças pugnavam para surgir.


— Porque não deveríamos estar assim na sua frente — balbuciou Hermione, incômoda —, quando se supõe que estamos aqui para te ajudar a confrontar o que aconteceu no México... — Se interrompeu, horrorizada, ao ver que o copo se deslizava dos dedos de Gina e ia se estelar contra o piso.


— Não! — Explodiu Gina, apoiando-se contra a mesa e fazendo um esforço sobre-humano para apagar a lembrança do rosto furioso de Harry justo antes de que a polícia mexicana começasse a bater nele e logo depois do ruído que seu corpo fez ao cair sobre o piso do aeroporto. Estremeceu-se uma e outra vez, fechou os olhos para tentar não ver a cena, e depois de um minuto, conseguiu erguer-se.


— Não volte a falar nunca disso — pediu. — Eu estou bem — adicionou, com mais decisão que verdade. — Já terminou tudo. Estarei bem se vocês não falarem do assunto. Tenho que fazer uma ligação — adicionou, olhando o relógio de parede.


E sem dar-se conta de que estava fazendo o contrário do que acabava de pedir, pegou o telefone, ligou para o escritório de Dino Thomas e deu seu nome à secretária. Sua última explosão emotiva a tinha deixado cheia de medo e vazia. Ao olhar suas mãos e as ver tremendo, deu-se conta de que estava tensa até o ponto de um colapso nervoso, e isso devia terminar de uma vez por todas. Lembrou que a vida era dura para muita gente, e que devia deixar de fraquejar ante cada golpe. Tinha duas opções: pedir a receita de um sedativo e converter-se em uma zumbi, ou enfrentar o futuro de uma maneira tranquila e racional. O remédio do tempo curaria o resto. Não mais lágrimas, prometeu-se. Não mais soluços. Não mais dor. Havia pessoas que dependiam dela, seus alunos regulares e as mulheres que ensinava a ler pelas noites. Sobre tudo elas, que a admiravam e a quem devia demonstrar como enfrentar as adversidades. Tinha que prosseguir com suas aulas. Teria que começar a trabalhar e manter-se ocupada. Não devia desfalecer.


— Dino — disse, só com um leve tremor na voz quando ele atendeu. — Tenho que ver Harry, tenho que explicar...


Dino respondeu com um tom pormenorizado e bondoso mas que não admitia discussão.


— No momento não será possível. Durante um tempo não poderá receber visitas em Azkaban.


— Azkaban? Prometeu-me que o internariam em um instituto psiquiátrico para que fosse avaliado e recebesse tratamento!


— Disse que tentaria conseguir isso, e tentarei, mas essas coisas tomam tempo e...


— Não me diga agora que "precisa de tempo" — advertiu Gina, mas conseguiu não perder a compostura. — O diretor da cadeia é um monstro. É um sádico e pôde comprovar isso no México. Baterá em Harry até que...


— Riddle não colocará uma mão em cima dele — interrompeu Dino com suavidade. — Pelo menos isso é algo que eu posso prometer.


— Como sabe? Eu preciso estar segura!


— Sei porque o adverti que teríamos que interrogar Potter com respeito à acusação de sequestro, e que esperávamos encontrá-lo em perfeitas condições físicas. Riddle sabe que o acho desagradável e sabe que falo a sério. Não fará tolices comigo nem com o FBI, sobre tudo quando as autoridades já o estão investigando a raiz do levantamento que se produziu no mês passado na prisão. Seu trabalho e sua pele o importam muito, e não vai arriscá-los.


— Mas eu o advirto que não estou disposta a permitir que me utilize para acusar Harry de sequestro — lembrou Gina com tom seguro.


— Já sei — respondeu Dino, conciliador. — É uma maneira de manter Riddle controlado, apesar de que não acredito que seja realmente necessário. Como eu disse, o homem já sabe que as autoridades estão investigando sua conduta e o observam de perto. — Ouviu que Gina lançava um suspiro de alívio. — Tenho a impressão de que hoje está um pouquinho melhor. Tente descansar. Irei vê-la neste fim de semana.


— Não acredito que essa seja uma boa ideia...


— Irei mesmo que não queira me ver — interrompeu ele com firmeza. — Você pode se preocupar por Potter, mas eu me preocupo com você. Esse homem é um assassino e você fez o que devia fazer, pelo bem de Potter e pelo de todos. Jamais duvide disso.


Gina assentiu, dizendo-se com firmeza que Dino tinha razão.


— Estarei bem — assegurou. — Falo sério.


Quando desligou, olhou para Hermione e Rony.


— Asseguro que estarei bem — prometeu. — Já verão. — Em seu rosto apareceu um sorriso trêmulo. — É agradável saber que deste pesadelo saiu algo bom... Vocês dois.


Depois de tomar o café da manhã, obrigada por Rony e Hermione, levantou-se para fazer uma segundo chamada telefônica. Com a firme intenção de convencer Sirius Black de que colocasse em prática suas consideráveis influências para obter que internassem Harry em um instituto psiquiátrico, Gina discou seu número privado de Chicago. A secretária passou a ligação, mas quando Black pegou o telefone, sua reação foi muito pior do que Gina teria podido imaginar.


— Cadela maldita! — Disse com voz sibilante de fúria. — Devia ter sido atriz! Não posso acreditar que fui o suficientemente imbecil para acreditar na sua atuação e permitir que me utilizasse para prender Harry! — E com essas palavras cortou a comunicação.


Gina ficou olhando o fone que tinha na mão e se deu conta de que o amigo de Harry não acreditava que ele fosse culpado do assassinato de Cedrico Diggory. Então, a necessidade de obter o que se propunha e ao mesmo tempo explicar sua posição se converteu em uma compulsão. Ligou para Chicago, conseguiu o número de telefone do Bancroft & Companhia e pediu para falar com Marlene. Quando a secretária de Marlene insistiu em saber quem ligava antes de comunicá-la, Gina supôs que Marlene se negaria a atendê-la. Entretanto, em poucos instantes ouviu uma voz fria e reservada, mas pelo menos estava disposta a falar com ela.


— Não entendo o que pode querer conversar comigo, Gina — foram suas primeiras palavras.


— Por favor, só peço que me escute! — Disse Gina, sem poder evitar um tom de súplica. — Faz uns minutos eu liguei para seu marido para perguntar se tem alguma influência para poder conseguir que internem Harry em algum instituto psiquiátrico, mas desligou antes de que eu pudesse dizer.


— Não me surpreende. Odeia você com toda a alma.


— E você? — Perguntou Gina, tragando com força para tentar tranquilizar-se. — Acredita, como ele, que a noite que estiveram em casa tramei um plano para prender Harry e entregá-lo, e que os usei?


— Não foi isso o que fez? — Perguntou Marlene, mas Gina notou certa vacilação em sua voz e se agarrou a isso.


— Não é possível que acredite nisso! — Balbuciou, desesperada. — Por favor, peço por favor que não acredite nisso! Depois de que vocês estiveram na minha casa, fui ver a avó de Harry e ela me contou a verdade a respeito da forma em que Draco morreu, o irmão do Harry. Marlene, Harry o matou com um tiro! Três pessoas morreram por haver cruzado em seu caminho. Tem que compreender que não pude permitir que seguisse matando mais pessoas. Por favor, acredite!


A centenas de quilômetros de distância, Marlene se recostou contra o encosto de sua poltrona e esfregou a têmpora, recordando as risadas e o amor vividos na sala de Gina.


— Eu... Acredito — disse por fim. — O que viveu na noite em que Sirius e eu estivemos em sua casa não pôde ser uma atuação. Amava perdidamente Harry e estava longe de seus pensamentos a possibilidade de permitir que o prendessem.


— Obrigada — sussurrou Gina com simplicidade. — Adeus.


— Estará bem? — Perguntou Marlene.


— Já não lembro o que é "estar bem" — respondeu Gina com uma risada entrecortada. Mas em seguida sacudiu sua auto-compaixão. — Suportarei. Estarei bem — disse com tom amável.

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