Era apenas uma tarde comum na casa da família de bruxos Duerre de La Capelette, o pai, ministro da magia da França estava no trabalho. A mãe havia saído para as compras, em algumas semanas as filhas gêmeas e orgulho do casal iriam entra na escola de Magia e bruxaria Beauxbatons. As filhas, Louise e Angel haviam ficado em casa, pois estavam acontecendo constantes ameaças a família. Um grande bruxo das trevas, havia jurado matar todos aqueles que se colocassem em seu caminho e por acaso Arthur Duerre deLa Capelette, havia feito isto. Sua posição no mundo da magia não lhe dava escolhas, fazendo sua família correr grande perigo. O que não esperavam, é que o mal estava infiltrado em sua própria casa. Suas filhas, deixadas pela mãe aos cuidados dos empregados da casa, corriam grande perigo. Pois um dos empregados, era aliado de Grindewald o bruxo das trevas.
- Vamos brincar de xadrez bruxo, vamos, por favor, Louise – Angel puxava a irmã, que estava sentada lendo sobre “Beauxbatons”, a escola para qual tinham sido chamadas. – Largue deste livro um pouco.
- Eu queria jogar a manhã inteira e você não quis. Deixe-me, estou acabando meu livro – Louise dava pouca atenção à irmã – Eu sei que você só quer ir jogar para poder ouvir o que os empregados vão falar sobre o quanto você é boa, poupe-me de sua grandeza interior – falou rápido para irmã e se ajeitou na poltrona que estava sentada, perto a grande janela. E continuaram a discutir por um tempo, até ouvirem gritos vindos da cozinha.
- O que foi isto? – Louise largou o livro no canto – Vamos ver, venha – puxou Angel pela mão.
-Ver? Esta louca? Vamos nos esconder – Angel largou a mão da irmã e foi para trás da poltrona. Louise ignorou a irmã e seguiu para a cozinha, chamando por Violeta, a cozinheira. Nada ouviu e quando entrou na cozinha viu a pobre empregada flutuando no teto. Um homem jazia em pé, apontando sua varinha para Violeta, até o momento em que viu Louise.
-Ora, não foi tão difícil assim achar vocês afinal – guardou a varinha e Violeta despencou no chão, Louise pode ouvir alguns ossos dela quebrando e ela grunhindo de dor. – A onde está a outra? – falou olhando em seus olhos, Louise sentiu medo. E viu mais dois homens entrarem pela porta, eles estavam vestidos com mantos negros e capuzes escondiam suas faces. Pensou em correr e se esconder também, mas já era tarde demais. Apenas ficou parada esperando o que fariam com ela. O homem mais velho, que estava sem capa e se podia ver perfeitamente seu rosto medonho, ordenou que os outros a pegassem, mas não antes de lançar um “Avada Kedavra” em Violeta. Foram então, todos para a sala, ele a colocou sentada em uma das poltronas e sentou-se em outra. Ordenou para que os homens fossem procurar por Angel.
-Você é muito bonita criança – sorriu para ela – Quantos anos tem mesmo? Onze não? Você se parece muito com sua mãe, tem uma beleza extraordinária, pena que terei que matá-la – Deu uma risada estranha e sorriu maligno, Louise se encolheu no sofá – Pois é minha cara menina linda, culpe seu pai por isto. Ele pegou algo que me pertence e creio que vocês saibam de algo, não? – Neste instante os homens entraram de volta na sala, carregando Angel, que se debatia tentando se soltar dos braços deles. – Ora, se não é a outra Duerre, seja bem vinda a nossa reuniãozinha, espero que não se importe de termos demorado a chamá-la – Sorriu cínico.
- O que vocês querem? – Angel falou com raiva, quando a jogaram no sofá.
-Nós não. Eu quero algo que seu pai me tirou, algo muito valioso pra mim sabia? Mas seu pai, como o grande tolo intrometido que é, o pegou. E então, eu resolvi tirar dele algo muito valioso também, no caso, vocês. Simples entenderam? Seu pai é um homem justo, ele vai compreender - Continuava a sorrir, agora tinha se levantado – Ô, pequena Angel, sua beleza também é muito notável. Vocês se parecem muito, a única diferença que vejo são os cabelos – Passou a mão pelo rosto de Louise – Olhe só esta pele de porcelana. Mas que dor será ver estes lindos corpos sem vida – Sorriu e se afastou, pegou sua varinha e lançou uma das maldiçoes imperdoáveis em Angel. Crucio, que a fez cair no chão e se contorcer de dor, Louise começou a chorar pedindo para Grindewald parar com tal; enquanto Angel sentia a pior dor de sua vida, sentia como se fosse explodir e as lagrimas caiam de seus olhos. Tentou sussurrar para Louise parar de chorar, mas nem isto conseguiu. – Ô, não se sinta mal Louise, você será a próxima – Grindewald lançou um olhar para a menina. – Ou que tal agora? – Mandou um de seus homens lançarem a maldição na menina e então agora eram as duas, sofrendo a pior dor do mundo, que nem adultos aguentaram na vida. E assim foi por longos minutos. Aquelas pobres almas cheias de inocência, foram se quebrando aos poucos, todas as coisas boas foram se esvaindo, sobrando apenas a dor e o ódio. Os minutos mais longos e torturantes que passaram desde então. Morrer seria tão reconfortante. Até que muitas pessoas aparataram na sala, aurores do ministério da magia lançando feitiços contra Grindewald e seus comensais. As pobres meninas continuaram no chão, sem força para levantar ou fazer algo, sentindo a dor sair de si ainda. Nada seria mais eficaz para quebrar a bondade de uma alma do que uma maldição imperdoável. E foi isto o que aconteceu depois daquele dia as filhas do senhor Duerre nunca mais foram as mesmas. Algo ruim se apoderou da alma das meninas e é aqui que a historia começa. Com a crueldade e a dor causada em antigas almas inocentes.