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15. Capítulo XV


Fic: The Marriage Bed


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Oi, oi povo!!! Eis mais um capítulo e devo confessar que gosto bastante desse, preciso dizer também que se aproxima uma NC... Talvez daqui um ou dois capítulos... Veremos, RS


Taina: É... acho que eu não conseguiria para numa situação dessas, e você?
Sobre esse capítulo, vamos ver sua opinião. Eu particularmente gosto dele por ser um marco transitório, vamos ver o que você acha.


 


Um bjo pra Aninha, Carla Cascão e pra sumida da Nana.


 


Bjs e boa leitura.


 


*****


 


Certa de que o marido a seguiria até a Mansão Malfoy, Hermione passara os primeiros dias ansiosa, esperando, a todo minuto, ver a carruagem dele. Após uma semana, começou a crer que, finalmente, ele desistira da reconciliação. Foi então que o inesperado aconteceu: deu-se conta de que sentia falta do marido. Sobretudo à noite, sentada perto da lareira, quando se lembrava dos ardentes momentos na biblioteca de Godric’s Hollow. E o pior, estava sonhando com ele, com seus beijos e caricias, um grave problema que se chegar ao conhecimento de seu marido, será no mínimo, extremamente irritante.


Naquele momento, no jantar, mantinha a cabeça baixa, estudando-o com rápidos olhares para o outro lado da enorme mesa. Era estranho tê-lo ali, naquela casa que ela já via como sua. Mas, é claro que não era sua, ele mesmo havia lembrado-a que era dele, ele era o senhor ali.


“O que você quer, Hermione?”


Essa pergunta martelava em sua cabeça. Umas semanas atrás sua resposta seria simples e sucinta: “Vá embora”. Mas agora, já não sabia qual seria sua resposta. A trégua havia chegado ao seu final, mas não era isso a mantinha em silêncio, enquanto ele tentava manter uma conversa. Era sua própria confusão e sua frustração. Ele nem sequer podia fazer uma promessa de fidelidade.


Estava com raiva de si mesma porque sabia que, se ele fizesse a promessa, estaria disposta a acreditar e provavelmente cairia na mesma armadilha pela segunda vez. A memória daquela noite na biblioteca a fazia se sentir ainda mais confusa do que nunca. Estava assustada também, não queria sofrer, não queria acreditar, voltar a encontrar a felicidade ao seu lado, apenas para voltar a sentar na mesa de chá com outra de suas amantes na próxima temporada.


“O que você quer, Hermione?”


Todavia queria o que sempre quis: amor, devoção e filhos. Draco só estava preparado para lhe dar um de seus desejos e não era o suficiente. Não podia entender porque pensava que suas esperanças de fidelidade não eram razoáveis. Eram absolutamente razoáveis, droga, especialmente quando ele exigiu dela.


De repente, Draco largou o garfo.


— Isso não vai funcionar.


Ela desviou a atenção da torta de maçã.


— A que se refere?


— A fazer as refeições calado ou falando sozinho.


— Não tenho a menor vontade de conversar.


— Eis algo que ficou bem evidente, Hermione. O que há de errado?


Ela engoliu o pedaço de torta, tomou um pouco de água e pigarreou.


— Onde... — se calou, olhou para os empregados que andavam pelo local e outra vez para o prato, incapaz de olha-lo — Pringle arrumou sua cama, não?


— Por quê? Tem alguma sugestão melhor de onde eu deveria dormir? — perguntou bruscamente.


— Draco! — seus sonhos dos últimos dias voltaram repentinamente e com força e ela enrubesceu, fitando Griphook e os dois empregados em pé.


 O loiro a contemplou através da enorme mesa durante alguns segundos e se dirigiu ao mordomo.


— Griphook?


Ele deu um passo à frente.


— Pois não, milord?


— Leve os empregados e deixe-nos a sós. Chamarei se precisarmos.


O mordomo se inclinou e se retirou, seguido pelos demais empregados. A jovem o olhava, surpresa e certo desespero.


— Mas ainda não terminamos de jantar. Por que os dispensou?


— Porque quero conversar com você, sem que os use como desculpa, é claro.


— Você quer conversar? — aquilo soava absolutamente incrível —Você?!


Ele se recostou na cadeira e tomou um gole de vinho.


— Fiquei pensando no que disse naquela noite, que não quer um casamento de conveniência, do tipo que a maioria das pessoas tem, com um filho ou dois, para depois continuar com nossas vidas separado. Isso foi o que aconteceu com meus pais e não quero seguir o mesmo caminho. Cheguei à conclusão de que só há uma maneira de evitarmos que isso aconteça: temos de ser amigos.


— O quê?!


A situação estava adquirindo proporções cada vez mais assombrosas.


— Isso mesmo. Passamos os últimos nove anos separados, sem conhecer realmente um ao outro. Você não confia em mim e tem todos os motivos do mundo para isso. Então, o único remédio para nossa situação é nos tornarmos amigos.


— Nunca ouvi absurdo maior em toda a minha vida. Você e eu amigos. De onde tirou tal idéia?


— Foi Blaise quem sugeriu.


— Blaise?


— Acredite ou não. Ele disse que gosta de nós dois e está farto de nos ver brigando. Acredita que, se nos tornarmos amigos, tudo ficará bem entre nós.


Ela viu aquilo com ceticismo.


— Não sabia que Blaise era tão otimista — falou seca.


— Ele agora é pai, e os pais têm de ser otimistas.


— Agora que Blaise está casado, feliz e é pai, não pode mais dar aquelas escapadas escandalosas com você.


— Não me importa, porque não faço mais esse tipo de coisa.


— Por favor, não tente me dizer que percebeu os erros que fez e que não irá para o bar nunca mais, porque não acredito.


— Não disse que nunca mais farei, mas não o tenho feito ultimamente, apesar dos constantes pedidos de meus velhos amigos. E no caso de não ter notado, não sou mais o assunto das fofocas nesta temporada.


Hermione tinha de admitir que era verdade; mas quanto tempo iria durar?


— Estranho — continuou o loiro — desde que Blas se casou, nos tornamos mais próximos, amigos íntimos. — ele fez uma pausa — Nós éramos apenas conhecidos que frequentavam bordéis ou compartilhava a mesa de jogo. Mas esse ano é diferente... ocasionalmente, até compareço em alguma festa louca com Vincent e Gregory, mas admito, a maior parte do tempo estou com Blas...


— Aonde vocês vão, se está afirmando que não freqüentam mais bares e bordéis? — perguntou, com verdadeira curiosidade.


— Ao Angleo's, por exemplo. Temos nos encontrado lá todas as noites para treinar esgrima.


— Eu os invejo. — comentou a jovem enquanto comia seu último pedaço de torta — Desde pequena sempre tive vontade de aprender esgrima, mas não me deixaram.


— Por que não?


— Beauxbatons, a academia de Madame Maxime, em Paris, era a mais prestigiosa da Europa e você sabe... Mulheres fazendo esporte? — fez uma careta — impossível.


Ele sorriu.


— E o que você fazia?


— Andava com livros na cabeça quando provavelmente deveria lê-los Era muito mais importante aprender a arte feminina de caminhar com graça que aprender grego, história ou matemática... Eu aprendi a andar, tocar piano, aquarela, costura...


— Mas não esgrima.


— Não...


Ele a contemplou e de onde estava sentada Hermione poderia ver um sorriso começando a desenhar no rosto do marido.


—Quer aprender?


Ela o olhou perplexa.


— Aprender esgrima?


— Sim — Draco se ergueu é foi para trás da cadeira dela. — Vejo que terminou a sobremesa. Portanto, vamos lá.


— Vamos lá? — ela repetiu, virando para olha-lo — Para onde?


— Vou lhe ministrar sua primeira lição de esgrima. Não disse que gostaria de aprender?


— Sim, mas isso foi há muito tempo. Quando ainda era uma garotinha, Draco.


— Concordo que aos vinte e seis já está bem idosa, mas ainda será capaz de aprender uma coisa ou outra.


Ela riu.


— Querida, enxergue por este lado: você me odeia, não?


— Sim — respondeu, sem hesitar.


— Nesse caso, essa é a oportunidade perfeita para me bater com uma espada.


Hermione não precisou de mais incentivo para decidir.


— O que estamos esperando?


— Sabia que não resistiria a essa idéia. — lhe deu um rápido beijo no pescoço, antes que ela tivesse tempo de reagir. — Meus instrumentos de esgrima ainda estão no sótão?


— Não sei. Nunca mexi em nada do que era seu. — subiram as escadas lado a lado — É ali que guardava?


— Sim, desde pequeno, sempre guardei tudo lá.


No sótão, o loiro descobriu que as espadas que usava para praticar em sua juventude continuavam intactas. Apanhou uma e deu a outra para a esposa.


— Faça o que eu fizer. — ele levantou a mão esquerda, um pouco para trás da cabeça, sendo imitado pela jovem — Bom. Agora, observe.


O loiro colocou um pé à frente, dobrando o joelho e impulsionou a espada na mão. O florete a tocou logo abaixo das costelas. Hermione tentou fazer o mesmo, mas encontrou dificuldade ao imita-lo.


— Não consigo —  reclamou — Minhas saias atrapalham.


Ele se aproximou, sorrindo.


— Bom... Se a saia é o problema...


— Não! — interrompeu-o, antes que o marido pudesse concluir o pensamento.


— Se você as tirar...


— Já disse que não. Tire essa ideia da cabeça.


— Essa ideia nunca sairá da minha cabeça... — comentou — Mas querida, se está com vergonha de mim, teremos de achar outra solução.


Abaixou o florete, atravessou o sótão e foi até o baú de onde tirara as espadas, e apanhou uma calça e uma camisa.


— Costumava usá-las quando era garoto. Devem lhe servir.


As aceitou e ficou à espera que ele se virasse de costas.


— Se quer que sejamos amigos, terá de ser bonzinho.


— Posso ser muito bom com você... — a maneira que falava e a escolha de palavras, expressava todo um mundo de significados.


— Não é isso que me refiro, vire-se. — ele suspirou e obedeceu.


— Serei um homem de honra — disse por cima do ombro enquanto ela desatava o laço da blusa — Embora não ache que seja justo. Não posso sequer vislumbrar as anáguas de minha própria esposa!


— Já viu muitas por aí, milorde. — dizia enquanto desabotoava seu corpete — Não precisa ver as minhas.


Tirou o vestido e os sapatos, colocou a calça e a camisa.


Bem — abotoou a camisa — Já pode virar.


Quando por fim Draco a viu vestida com suas roupas de garoto, não pôde evitar uma expressão admirada.


— Ficam muito melhor em você do que em mim! — e retornou ao centro da sala.


Hermione arregaçou as mangas e dobrou a barra da calça, colocou seus sapatos e pegou o florete.


Ficaram um de frente para o outro, armas apontadas, como havia feito momentos antes. Dessa vez, pôde dar um passo adiante, dobrar o joelho e atacar com a lâmina, do jeito como ele tinha demonstrado.


— Esse golpe é o que se chama de arremeter — disse de forma didática — Repita-o querida, só que agora mire em algum lugar de meu torso.


Ela mordeu o lábio e inclinou a cabeça para o lado, estudando-o. Depois, abaixou o olhar.


— Um lugar menos importante... — ele pediu.


Deu um passo à frente, arremetendo contra a barriga dele, mas, antes que conseguisse atingi-lo, o movimento foi bloqueado.


— Isto é um bloqueio.


A jovem se endireitou dando um aceno de cabeça.


— Compreendo.


— Muito bem. — olhou para ela, a espada apontada. — Você me odeia, não é verdade?


— Sim.


— Tudo bem. Aqui está uma oportunidade para demonstrar isso. — Draco fez um gesto com a arma — Venha, ataque-me!


O loiro a desafiava, Hermione pôde ver. Por isso, ergueu a espada, apontando para ele. Mirou o peito largo e atacou de novo, mas o golpe foi muito fraco, e o marido só teve que se virar de lado para se desviar.


— Patético... — meneava a cabeça. — Você não está se esforçando.


— Não quero feri-lo por acidente.


Ele explodiu em mais uma gostosa gargalhada.


— Prometo que não o fará. Ande, tente mais uma vez. Por que não pensa em algumas razões pelas quais me detesta? Talvez isso ajude. Responda, por que me odeia, Hermione? — ela o encarou.


— Por quê? Ainda me pergunta? Há tantos motivos que poderia fazer uma lista.


— Diga-me, então. Mostre-me.


E o ataque veio com mais vigor.


— Melhor. — deteve o golpe com um leve movimento do pulso. — Continue assim. Por que me odeia?


— Porque você mentiu para mim antes de nos casarmos. — atacou-o.


Mais um golpe defendido, sem dificuldade.


— Belo golpe. Vai ganhar um ponto por isso.


— É que você é um alvo tentador.


— Sabia que ia funcionar — provocou — Não pare. Quero que ponha todos os ressentimentos para fora agora, de uma vez por todas.


— É o que pretende? Acha que é tão simples assim? — ela prosseguia atacando-o e errando. — Pensa que isso resolve tudo?


— Não. — atacou bem devagar, dando tempo suficiente para ela defender-se. — Mas é um bom começo.


Ambos retrocederam.


— Então eu disse que a amava antes de nos casarmos e era mentira. É por isso que me detesta?


— Não é só por esse motivo. Houve Millicent.


— Ah! Sim, Millicent... — concordou, o loiro parecia tão calmo que ela teve ímpetos de atirar a espada nele. Em vez disso, contudo, atacou-o, retrocedeu quando ele defendeu-se e, sem esperar, tornou a atacar. As lâminas se chocaram no ar.


— Quando descobri sobre ela, fiquei devastada. Não suportava mais dormir ao seu lado. Aí, você foi embora e eu o odiei por me deixar.


— Esperei um mês, dormindo sozinho, quase louco pelo fato de sabê-la no quarto ao lado e que não poderia entrar. Você não queria ser consolada. Tudo o que fazia era chorar.


— Claro, esperou um mês antes de me abandonar. Que bondade a sua! Esperar um mês inteiro!


Com essas palavras, Hermione sentiu como se a represa tivesse transbordado, e passou a investir com fúria com a espada.


— Você partiu sem me dizer nada, nem um adeus, Draco. Apenas fez as malas e se foi. Sem um bilhete sequer! Eu estava tão apaixonada que poderia até perdoá-lo, mas nunca tive essa chance. Não tentou ao menos ver meu lado na situação. Partiu meu coração e nem se importou com meus sentimentos.


Ela retrocedeu alguns passos.


— Dois meses depois, apareceu aqui. Queria reconciliar-se, cheio de arrogância e prepotência. — avançou para ele, com renovado vigor.


— Não pretendia que fosse assim Hermione, nem estava sendo arrogante ou prepotente, acredite. Muito menos quando você me esbofeteou e me mandou para o inferno.


— Mas você não foi para o inferno, não é? Foi para Megan Jones. Só posso imaginar que não queria tanto a reconciliação.


— Se foi isso o que entendeu, devo dizer-lhe que estava totalmente errada. — Draco fez um movimento ofensivo, empurrando-a com a espada, mas devagar, dando tempo para ela escapar dos golpes.


— Será que estava mesmo errada? — dizia atacando-o com força — Então, você tinha um jeito muito estranho de mostrar como valorizava nosso casamento.


— Megan não significava nada para mim. —  se defendeu — Nem eu para ela.


— Então destruiu meu coração pela segunda vez por alguém que não significava nada para você! Que adorável de sua parte! Vai me dizer que a usava para me esquecer?


— Na verdade, sim. — a jovem riu, com descrença.


— E Lisa Turpin? Outro consolo para um macho com o orgulho ferido?


— Se prefere colocar nesses termos, é isso mesmo. — respirando fundo, o loiro baixou a arma. — Pode não acreditar, mas pretendia me reconciliar com você, naquela época. Em Brighton.


Hermione o encarou de olhos arregalados.


— Brighton? Do que está falando?


— Dois anos atrás, quando a segui até Brighton. Lembra? E o que você fez? Viu-me, olhou-me de um jeito capaz de congelar qualquer ser vivo e disse-me para voltar para minhas concubinas. Deixou a cidade antes que eu tivesse tempo de desfazer meus baús e foi para a casa de seu irmão.


— Mas minha partida não o impediu de encontrar Lisa, não é?


— Não. E sim, envolvi-me num duelo por causa dela. Quer saber por quê? Nada muito nobre, admito, mas vou lhe contar. Fui o último de uma longa lista de amantes de Lisa; no exato momento em que o marido decidiu que não queria mais ser enganado. Ele me desafiou, e demos um tiro um no ombro do outro pela honra. Estúpido, sem dúvida, mas é a verdade.


— E o que houve depois, então? — gritou — Corri para Malfoy Park, preocupada com você. E lá o encontrei, na cama, sangrando, o médico à cabeceira. Perguntei se iria ficar bem e o que me respondeu? "Sinto desapontá-la, mas não vou morrer. Talvez se tentasse um pouco de arsênico..." — tentou acerta-lo, mas errou — Eu estava com tanto medo de que morresse, seu cabeça-dura, e tive de ouvir aquilo.


— Depois do que me aconteceu por causa de Lisa, o que queria que dissesse? Algo do tipo "desculpe-me, querida, fiz tudo errado outra vez. Mas, se ficar comigo, pretendo consertar tudo". Seria essa a coisa certa a dizer?


—Palavras não importam para mim Draco, mas suas atitudes. Já pensou em algum momento como tem sido minha vida? Vê-lo com todas aquelas amantes e saber que preferiu cada uma delas a mim?


— Não é nada disso. Eu teria preferido ficar com minha esposa. A mulher que deveria ser a mãe de meus filhos, que deveria estar em minha cama, mas não estava. Que deixou bem claro que me odiava, que jamais me perdoaria e que nunca mais suportaria ficar perto de mim.


— E em sua opinião isso justifica tudo?


— Não estou tentando justificar nada Hermione. Pretendo apenas explicar por que fiz o que fiz.


A calma com que o loiro se expressava, o fato de que não estava se defendendo, e tão pouco atacando, só a fazia sofrer ainda mais. Hermione reergueu a espada e atacou uma, duas vezes. Ele desviava cada um dos golpes com destreza, mas também recuava, permitindo que ela se movesse e o empurrasse para os fundos da sala.


— Eu o odeio por todas aquelas mulheres e não me importo se teve motivos para fazer o que fez! — a jovem gritava e o atacava cada vez mais — Odeio você por todas aquelas que você beijou, tocou e fez amor. Por todas as coisas que disse ou deu a elas e que deveriam ser só para mim!


As costas dele tocaram a parede, e ela atacou de novo, apontando a lâmina para o coração dele. Draco nem tentou se mover, e recebeu o golpe no peito.


— Te odeio Draco. — ela se afastou, ofegante. — Por ganhar meu amor e destruí-lo e por não fazer mais do que duas tentativas inócuas para me reconquistar. E por voltar agora, apenas porque precisa de algo que nenhuma outra mulher pode lhe dar.


Sem fôlego, deixou cair a espada. A imagem do marido começou a ficar embaçada.


— Acima de tudo, eu o odeio por me magoar de novo, justo agora, que já tinha conseguido esquecê-lo!


Hermione deu-lhe as costas pensando em sair, mas Draco não permitiu. Ela ouviu o som da espada sendo colocada no chão, e não demorou a sentir os braços fortes se fechando a seu redor. Ele não se mostrava nem um pouco abalado, o cínico.


— Você disse que gostaria de me entender melhor, por isso tentei me explicar. Porém, não posso mudar o passado. Não irei embora de novo, Hermione, nem deixarei que você se vá. Desta vez, nós dois teremos de encontrar um jeito de viver juntos, sem ferir um ao outro. E por isso que temos de ser amigos.


Ela balançou a cabeça.


— É impossível.


— Porquê?


A jovem se desvencilhou do abraço, e ele não tentou impedir. Não respondeu à pergunta, pois seria desperdiçar palavras, e ela já estava exausta. Caminhou em direção às escadas, seguida pelo marido, mas nada disseram até chegarem à porta do quarto dela.


— Boa noite, Draco.


— Por que é impossível Hermione? Você sempre quis falar sobre tudo; então, diga. Por que é impossível sermos amigos?


Ela suspirou, frustrada.


— Porque, bem... Porque...


Não conseguiu mais falar, pois ele pegara uma mecha de seus cabelos e a colocara para trás da orelha.


— Porque amigos confiam uns nos outros, e eu não confio em você.


— Sendo assim, terei de reconquistar sua confiança. — o loiro estava sendo razoável, e isso era péssimo para ela. Sem poder evitar, umedeceu os lábios.


— Faz isso para me enganar Draco, para me atrair para sua cama.


— E está funcionando?


— Não, e nunca mais funcionará.


— Então, não tem com o que se preocupar, não é?


— Não, não tenho. — Hermione tocou a maçaneta, desejando desesperadamente se afastar. —Porque ainda odeio você.


— Não. Não mais. — fechou a mão sobre a dela para evitar que abrisse a porta. — Naquela noite, em Godric’s Hollow, quando fiquei horas na chuva para vê-la, você me deixou ficar. Sei que me quer e que não me detesta mais.


Draco se aproximou, só o suficiente para que seus corpos se roçassem. Beijou-lhe os cabelos e o rosto, sentindo o coração da esposa bater mais forte. Ela experimentou um tremor de medo misturado com desejo.


— Vou fazer com que volte a confiar em minha pessoa — murmurou, acariciando a mão que segurava a maçaneta. — Você deixará de ter medo de mim.


Ela cerrou as pálpebras.


— Não tenho medo de você. — e ele sabia que não era verdade.


— Agora, quem é que está mentindo? — beijou a orelha delicada, soltou-lhe a mão e deu um passo atrás. — Boa noite, Hermione — despediu-se ao chegar à soleira de seus aposentos.


Ela entrou na suíte e se trancou lá dentro. Enquanto Winky a ajudava a se trocar, podia ouvir que o marido conversava com seu camareiro.


Onde fora parar seu orgulho? O que acontecera com seu ódio? Aqueles eram seus escudos e, sem eles, sentia-se fraca e vulnerável.


O fato era que sentia que não o odiava mais. Cada vez que conversavam, seu ressentimento diminuía um pouco; cada vez que ele a fazia rir, conseguia relembrar a magia de antigamente. Mas ainda não estava pronta.


Assim que a criada se foi, deitou-se no leito, abraçada ao travesseiro.


Caso se tornassem amigos, seria só uma questão de tempo para que voltasse a confiar nele. Se isso acontecesse, voltaria correndo à cama conjugal, com o coração na mão para oferecer-lhe, mais uma vez. Que Deus tivesse piedade, porque, se depois de tudo isso Draco a deixasse, não haveria mais salvação para ela.

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Comentários: 3

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Enviado por leleu_mione em 26/05/2012

Ai que lindo, o draco está compensando todas as canalhises dele com uma sinceridade tocante e a mione está começando a ver isso, afinal de contas não há como mudar o passado, mas há como viver bem o futuro e parece que draco está disposto a amar a mione e a respeitar. Estou amando esta adaptação, então, por favor, não demora muito para atualizar, beijos.

Nota: 5

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Enviado por taina cullen em 21/05/2012

Nossa, que lindo!! a mione ja esta pensando em aceitar o draco, ou ao menos tentar =p muito bom isso! \o/
e não, eu não teria conseguido parar naquele momento se eu fosse a mione XD
bjoks 

Nota: 5

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Enviado por Carla Balsinha em 21/05/2012

Alô amiga!

Peço-lhe imensas desculpas por não ter comentado o capítulo anterior e por não ter falado consigo,está sempre comigo,não me esqueço de si,foi uma semana de doidos,para completar a minha mãe foi para o hospital na sexta,pois cada vez que alguém lhe mexia(para dar banho,ou fazer-lhe a higiene),vomitava,nós estávamos muito preocupados,então passou lá a noite,fez exames e a conclusão é que ela tem uma infecção urinária,segundo o médico já estava desidratada,agora está a fazer a medicação,quando estiver melhor a ver se conseguimos sentá-la na cadeira....

Por um triz a Hermione ía-lhe confessando o grande amor que tem por ele e o draco ainda não percebeu que também gosta dela!È burro!!!!

Ao menos a esgrima,serviu para pôr a conversa em dia....

Apartir de agora,é que vai ser o lindo e o bonito!

Beijinhos grandes

Carla Cascão

 

Nota: 5

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