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7. Capítulo VII (REVISADO)


Fic: Harry Potter e o destino de uma amizade


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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O sábado chegou deixando os garotos tristes, mas ao mesmo tempo felizes de certo modo. Voltariam no fim daquela tarde para a sede da Ordem. Agora faltavam apenas duas semanas para o regresso à Hogwarts. Todos estavam muito ansiosos, mas ninguém como Hermione. A garota já tinha preparado os horários para seus estudos com Harry e Rony, para o período de estudos de animagia e tinha reservado, também, um tempo em sua agenda para auxiliar Gina nos estudos para os N.O.M.’s.

- Estudaremos animagia dia sim, dia não. Sempre após as aulas do fim da tarde. – Comunicou à Harry e Gina.

- Não, Mione! Só depois que eu fizer os testes para o time de Quadribol – interpôs Harry.

- Vamos começar depois da primeira quinzena. Assim não faremos nada com muita pressa – sugeriu Gina.

- Tudo bem! Já vi que não vai ser fácil convencer vocês, então vamos fazer do jeito que estão sugerindo – concordou Hermione. – Assim ninguém sai prejudicado, ok?

- Sabia que você ia concordar! – Harry sorriu.

Eles estavam sentados no sofá da sala. Conversavam animadamente. Rony tinha descido com Fred e Jorge para ajudar na loja dos gêmeos; já Luna, Deborah e Tonks estavam em seu quarto.

- Acho melhor irmos arrumar nossas mochilas. Temos que estar prontos às 15h – disse Hermione e se levantou. – Se precisarem, estarei em meu quarto.

A garota saiu do aposento. Gina esperou ela entrar no quarto.

- É, acho que vou para o quarto também... – e deixou o aposento.

Harry continuou ali deitado, como fizera na noite anterior. Não queria voltar para a Ordem. O Largo Grimmauld trazia lembranças de Sirius e ele não queria pensar no padrinho. Ainda sentia muita falta dele, não se conformava em tê-lo perdido em tão pouco tempo...

Acabou dormindo ali. O movimento dentro da casa aumentava a cada minuto. Estavam todos correndo para arrumar as coisas; todos menos Harry, que estava dormindo, e Gina, que estava em seu quarto desde que deixara Harry sozinho na sala. Hermione estava com pena de acordar Harry, então ela mesma arrumou as coisas do garoto.

Tonks foi quem o acordou, mais ou menos ao meio-dia. Todos já estavam prontos para partir. Então ele foi tomar banho enquanto a mesa era posta. O almoço foi calmo, ninguém dava uma palavra sequer. Quanto mais a volta para o Largo Grimmauld se aproximava, mais tristes ficavam os garotos. Depois do almoço Deborah se levantou e pediu para que, terminada a refeição, era para cada um deles pegar suas coisas e voltar para a sala, pois não poderiam se atrasar. E todos obedeceram.

Exatamente às 14h30, já estavam esperando sentados no sofá. Despediram-se dos gêmeos, de Katie e de Angelina e então voltaram para a Ordem. Agora se conformavam menos ainda de ter voltado. A casa estava vazia, exceto pela Sra. Weasley, os garotos e Monstro, que resolvera aparecer.

- Ah, finalmente! – a Sra. Weasley correu para abraçá-los, um por um. – Harry, Dumbledore mandou entregar isso para você. – Ela entregou um pergaminho para o garoto que abriu ali mesmo.

- O que diz, Harry? – perguntou Hermione curiosa.

- Diz que Monstro também é meu e que se eu quiser devo enviá-lo para trabalhar em Hogwarts junto aos outros elfos, assim ele terá quem ficar de olho nele para que não repita o que fez com o Sirius – disse ele fuzilando o elfo com os olhos apertados.

- Até que é uma boa ideia, assim ele pode ficar com os irmãos dele... – disse Hermione.

- E sumir da minha vista! Não o quero aqui! – Harry explodiu. – Ele já causou muito mal a mim.

- Harry...

- Nem comece, Hermione – disse ele para a amiga, depois voltando-se para o elfo. – Monstro, quero que você vá para Hogwarts e fique lá! – ordenou.

- Não, não. Oh! Sim, senhor... Monstro, não... esse Potter... não! – o elfo murmurava as esquisitices sem sentido de sempre enquanto obedecia ao senhor. E, com um estalido, o elfo desapareceu.

Harry agora se sentia satisfeito de ter-se livrado do elfo. Então pensou em como teria sido se Sirius tivesse feito aquilo antes. Talvez ainda estivesse vivo... Mas ele não queria pensar nisso agora. Resolveu subir para o seu quarto, arrumar as suas coisas e depois dormir. Estava muito cansado. Tinha passado duas noites seguidas em claro sem repor nada.

- Vou subir – anunciou ele aos outros.

Ninguém disse nada. Hermione o olhava de forma triste. Ela sabia o que estava se passando na cabeça do garoto. Todos viraram os olhares para ela como se implorassem que ela fizesse alguma coisa. Hermione fez uma careta e então acenou positivamente com a cabeça e subiu atrás do garoto. Pelo que entendera, ela deveria ficar com ele, ver se conseguia ajudar em algo e, até, consolá-lo... Fazê-lo esquecer um pouco da realidade, assim como ela própria fazia quando estava preocupada ou triste. Ela ia conseguir, mas sabia que os livros não funcionariam no caso dele.

Todos sabiam que a amizade deles era muito grande e que Hermione era a única que conseguia conversar com Harry sem que ele se alterasse. Ela era realmente a única com o poder de entender o que o amigo estava sentindo e de dar um jeito no seu humor. Ela também sabia como agir enquanto estava com ele, sabia como expressar o que estava pensando, sabia de que forma teria que agir para que ele ficasse calmo, sabia que ele confiava nela... Não era tão difícil. Não para Hermione Granger!

E foi o que ela fez. Entrou no quarto sorrateiramente e tentou começar com uma brincadeira. Chegou por trás do garoto, que estava sentado na ponta da cama passando as suas coisas para o armário, e tapou os olhos dele com as duas mãos.

- Sabia que era você! – disse ele puxando a garota pelos braços por cima do ombro e deitando-a na cama começou a fazer cócegas nela.

- Ah, não, Harry! Assim não vale! – disse ela enquanto Harry a atacava. – Para, Harry! É sério... Faz cócegas...

- Mas essa é a intenção – ele riu e, então, parou.

- Como você sabia que eu sentia cócegas na barriga? – perguntou ela ofegante.

- Imaginei... – disse ele ainda rindo.

- Sei...

Hermione deu um sorriso maroto e os dois caíram na gargalhada. Ela estava realmente conseguindo que o garoto se animasse. Ficaram rindo, brincando e conversando um com o outro por um bom tempo. Harry nem se lembrava mais de Monstro, de Sirius ou de qualquer outro assunto com que estivesse preocupado há menos de uma hora.

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Várias notícias sobre Comensais da Morte saíam agora no Profeta Diário: ataques às casas, sumiço de bruxos do Ministério e até mesmo, notícias de trouxas. Ninguém entendia como, mas os trouxas estavam cada vez mais desconfiados, afinal, não se é possível esconder uma guerra tão facilmente. Era uma tarefa complicada que os aurores estavam tentando contornar. Vários trouxas tiveram memórias alteradas. Os acontecimentos que todos já esperavam finalmente vieram à tona...

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Vinte e sete de agosto. Três dias para o retorno à Hogwarts. Hermione estava decepcionada, pois não daria tempo de irem ao Beco Diagonal novamente. Ela então resolveu sair para comprar as coisas que faltavam ali perto mesmo. Saiu depois do café da manhã e foi até uma loja de trouxas que tinha ali perto.

Comprou algumas vestes para o uso diário em Hogwarts e um lindo vestido para o Baile. Voltou para o número doze exatamente uma hora depois, cheia de sacolas, o que fez todos perguntarem o porquê de tantas compras. Ela apenas desconversou – já perdera tempo o suficiente tentando convencer a Sra. Weasley a deixá-la sair sem que ninguém a acompanhasse (e justificando a saída repentina com um “preciso dar uma volta”) – e voltou para o seu quarto, onde Harry ainda dormia. Começou a arrumar o seu malão da escola.

Terminada a “arrumação” do malão, Hermione resolveu acordar Harry.

- Harry, acorde! Já são 10h e você tem que fazer as malas e...

- Ah, tudo bem. Vou tomar meu café...

- Está em cima da mesinha – disse Hermione rapidamente.

- Hum... Ok, preciso jogar água no rosto! – ele piscou e seguiu para o banheiro.

Hermione então continuou sentada na cama. Uma coruja bateu à janela.

- Quem será? – pensou alto.

Abriu a janela e Edwiges voou direto para o alto do armário.

- Alguma correspondência? – perguntou Hermione a coruja.

Edwiges voou para o ombro de Hermione e lhe estendeu a pata. Hermione soltou a carta e agradeceu à coruja, que lhe deu duas bicadas de leve em sua orelha, fazendo cócegas. Então ela começou a ler a carta.

Harry,
Eu sei que nossa relação não foi uma das melhores, mas acho que nós ainda podemos conversar. Eu realmente sinto muito por tudo que aconteceu. Foi uma besteira minha terminar tudo com você por pensar que você e a Granger estavam saindo também. Eu sou uma cega mesmo! Não enxerguei que ela não passava de uma amiga para você, mas é que eu sou ciumenta mesmo... Então, vê se não liga para as coisas horríveis que eu te disse há alguns meses atrás. Vamos tentar de novo, sabe, do zero... Bom, acho que é só isso mesmo.
Vemos-nos em Hogwarts, então.
Um grande beijo,

Cho Chang


Ao terminar de ler a carta, uma onda de algo que misturava raiva e ciúmes invadiu o peito de Hermione, logo depois se transformando em uma grande dor. Tanto desespero que ela acabou rasgando o pergaminho. Não podia mais aturar esse tipo de coisa. Uma garota que machucou tanto seu amigo e agora estava querendo se desculpar... E se o fizesse de novo?

Percebeu então que tinha as mãos fechadas em punho e o colo inundado por pedaços de papel rasgado. Harry logo sairia do banheiro, certo? E perceberia que Edwiges havia voltado... Passou alguns segundos ali, estática, decidindo. Por fim, Hermione se levantou, limpou tudo e saiu do quarto.

Quando Harry saiu do banheiro até estranhou que Edwiges tivesse chegado e Hermione desaparecido. Não entendeu nada. Vestiu-se e, como Hermione, foi arrumar seu malão.

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No dia primeiro de setembro, todos levantaram cedo, tomaram café e ficaram esperando o carro do Ministério vir buscá-los para que pudessem chegar à Kings Cross em segurança. A Sra. Weasley não parava de perguntar se não tinham esquecido nada. Quando o carro finalmente chegou, já eram quase dez horas da manhã. Harry, Hermione, Rony e Luna sentaram-se confortavelmente no banco traseiro, enquanto Gina e a Sra. Weasley se acomodaram no banco do carona. A viagem foi tranquila.

Chegaram à estação exatamente às 10h30m. Colocaram as coisas em uma cabine vazia e ficaram esperando o trem na plataforma ¾ enquanto cumprimentavam os amigos que chegavam.

Às 11h, o apito do trem apitou, informando a todos que deveriam embarcar, pois o Expresso de Hogwarts iria sair. Harry e os outros voltaram para a cabine, onde ficaram conversando por quinze minutos mais e então Harry, Hermione, Rony e Gina foram para o vagão dos monitores. Encontraram Isabella, que não pôde falar com eles por muito tempo, já que agora ela era a responsável pelas ordens dadas aos outros monitores.

- Bom dia! Meu nome é Isabella Malfoy, sou a nova monitora-chefe. Primeiramente quero dar as boas vindas aos novos monitores e aos monitores fiscais. Creio que vocês saibam que o motivo de estarmos ampliando o nosso número de monitores, seja bem claro. A cada ano mais bruxos nascem e muitos novos alunos entram para Hogwarts e apenas seis monitores de cada casa não podem dar conta de tantos alunos e também porque precisamos de mais pessoas para que a organização seja absoluta. Somos agora doze em cada casa e isso só trará benefícios a todos. As tarefas serão mais bem divididas e todos terão mais tempo de descanso – disse ela em tom de discurso. – Muito bem. Vocês já devem saber que durante a viagem de ida para Hogwarts, os monitores têm o dever de fiscalizar os corredores e cabines, visando evitar problemas que venham causar efeitos maiores. A partir deste ano, vocês terão um horário para andarem pelo trem, já que agora somos quarenta e oito ao total. A cada seis monitores, um vagão. Dividam-se, portanto, em grupos e escolham o vagão e o melhor horário para sua fiscalização – terminou ela.

- Bom... Meu nome é James Lopez e também monitor-chefe. Completando a fala da minha colega, Malfoy, eu quero lembrar-lhes que os monitores não podem e nem têm o direito de tirar pontos de quaisquer casas de Hogwarts. No entanto, todos os monitores têm o poder de dar detenção a alunos que estejam desobedecendo às regras, desde que a mesma seja comunicada ao diretor da casa pertencente ao aluno – disse ele em tom natural. – Mais uma vez, sejam bem-vindos de volta e que façam um bom proveito do ano letivo que começa.

Todos se sentaram às poltronas da cabine de monitores e começaram a dividir os grupos e conversar uns com os outros.

- Bebel! – chamou Hermione.

- Olá! – a morena sorriu. – Tudo bem? – perguntou a morena ao se aproximar.

Todos acenaram com a cabeça, menos Rony, que não a conhecia. Apenas sabia que era uma Malfoy, então nem olhou para ela.

- Como me saí? – perguntou Isabella.

- Muito bem! – comentou sorriu, sincera.

- Nem eu acredito que disse tanta coisa! Passei a última semana toda estudando para isso e para as outras funções de monitora-chefe – Isabella corou. – Agora eu e o James dividimos uma sala próxima à biblioteca. Eu já tinha ido lá. Não é muito grande, mas dá para fazermos tudo o que precisarmos...

- Sei qual é – Hermione assentiu. – Então, hum... Bel, esse é o Rony, irmão da Gina – disse Hermione apresentando-os.

- Parece que o Weasley não foi muito com a minha cara... – ela comentou e todos riram.

Permaneceram ali por cerca de mais dez minutos e depois começaram a andar pelo trem fiscalizando os alunos. Harry foi com Hermione, Rony com Parvati e Gina com Draco, já que os dois tinham sobrado no final. Fizeram de propósito para ficarem juntos, mas ninguém desconfiou de nada. Os dois entraram em uma cabine vazia e passaram a cortina. Ficaram ali até o período de vistoria deles começar.

Harry, Hermione e Rony voltaram para a cabine onde Luna os esperava.

- Demoraram, hein? – fez ela.

- Vistorias – Rony bufou e sentou ao lado da garota.

Harry e Hermione se sentaram no banco em frente aos dois.

O carrinho de lanches passou exatamente às 13h, como de costume.

A noite caiu e eles finalmente chegaram à Hogwarts. Ao descerem do trem, se depararam com Rúbeo Hagrid.

- Olá, garotos! Como estão? – cumprimentou.

- Bem. E você Hagrid? – perguntou Hermione.

- Tudo bem... Bom, deixa-me fazer meu serviço. Falamo-nos depois! – disse ele virando-se para os alunos do primeiro ano.

- Ele me parece bem melhor do que há dois meses – comentou Harry.

- Talvez ele tenha desistido da ideia maluca de adestrar o irmão dele – Rony sugeriu em tom sombrio.

Hermione riu, mas permaneceu calada.

Os três seguiram com Luna até o fim do povoado de Hogsmeade, onde pegariam as carruagens dos Testrálios. Conseguiram uma só para eles. Então, como se fossem um exército de robôs, os cavalos alados começaram a puxar as carruagens ao mesmo tempo. Quando chegaram ao Saguão de Entrada, foram novamente recebidos por Pirraça.

Todos os alunos se dirigiram diretamente ao Salão principal e sentaram-se à mesa de sua casa. Hermione ajudou os alunos mais novos a se acomodarem de forma que todos coubessem perfeitamente na mesa e não ficassem apertados, pois tinham que deixar lugares abertos para que os alunos do primeiro ano pudessem se sentar.

- Não sei como ela tem paciência com esses anõezinhos – comentou Rony quando só estavam ele e Harry.

Harry riu silenciosamente para não chamar atenção. Hermione voltou ao seu lugar e minutos depois as portas de carvalho do Salão principal se escancararam novamente. Os alunos do primeiro ano haviam chegado. O silêncio tomou conta do aposento enorme. A seleção começou. Como de costume, cada Casa recebeu dez alunos novos.

Todos estavam conversando e dando boas vindas aos alunos novos quando Dumbledore se levantou.

- Sua atenção, por favor – pediu a professora McGonagall em seu lugar.

Todos os murmúrios se cessaram imediatamente.

- Boa noite! Em primeiro lugar, quero dar as boas vindas a todos – começou Dumbledore calmamente. – Alunos novos, fiquem avisados que a floresta em nossa propriedade é proibida a todos os estudantes. E agora, quero informar os alunos do sexto ano, que um novo evento foi introduzido em seu roteiro escolar. A partir deste ano teremos um torneio, uma espécie de gincana entre os alunos do sexto ano onde testamos seus conhecimentos práticos durante quatro tarefas. Somente os alunos do sexto ano irão participar. O Torneio será realizado em equipes e uma delas deverá ser a vencedora. O prêmio será divulgado depois. Os exames de fim de ano para os alunos do sexto ano não serão realizados. Agora peço extrema atenção para os próximos avisos. – Dumbledore observou os rostos dos alunos e então recomeçou. – Alunos do sexto ano. Amanhã vocês irão permanecer aqui no Salão principal até as 9h, para receberem alguns materiais exclusivos a vocês. A todos os alunos, devo avisar que os passeios de fim de semana para Hogsmeade serão controlados. Só haverão passeios ao povoado em datas e ocasiões especiais. E para os alunos de quarto ano em diante, tenho uma ótima notícia. Este ano realizaremos novamente o Baile de Inverno, mas não será apenas este. Teremos também o Baile de Dia das Bruxas. E como nada disso foi definido e devidamente avisado antes do início do ano letivo, vamos liberar o próximo fim de semana para que vocês possam comprar as vestes para os bailes. E, para felicidade de todos nós, o professor R.J. Lupin voltou a ensinar Defesa Contra as Artes das Trevas em Hogwarts – houve gritos e assovios de várias partes do aposento. Dumbledore sorriu e então continuou: – Agora que todos os avisos já foram dados,que se iniciem o banquete.

Então naquele exato momento, todas as travessas e pratos vazios sobre a mesa se encheram dos mais variados e apetitosos pratos de comida e Dumbledore sentou-se novamente em seu lugar.

Todos começaram a comer enquanto conversavam animadamente sobre as férias de verão, sobre o Torneio e até mesmo, sobre os ataques noticiados pelo Profeta Diário. Todos agora cumprimentavam Harry educadamente. Ninguém ficava aos cochichos ou olhando para ele como se ele fosse uma aberração. Ele agora era tratado com extremo respeito e coleguismo. Sentia-se melhor agora.

Voltara para Hogwarts, para a sua verdadeira casa, estava com seus amigos... Estava de volta ao mundo que realmente pertencia. A única coisa que era inconveniente aquele momento, era o bando de garotas que agora ficavam atrás de si.

- Ninguém merece esse assédio! Eu vou processar essas garotas e exigir pelo menos cem metros de distância – comentou alto para que todos que estavam perto pudessem ouvir, enquanto ele, Rony e Hermione saíam do Salão principal.

As garotas do quinto ano que estavam andando próximas ao trio, ficaram totalmente sem graça e se afastaram do grupo. Hermione caiu na gargalhada, mas antes que os outros pudessem perceber, ela tapou a boca com as mãos, abafando o riso.

Voltaram então ao Salão Comunal. Hermione se despediu dos garotos e foi para o dormitório feminino. Harry também não ficou muito tempo. Subiu para o quarto dos garotos do sexto ano. Rony, por outro lado, ficou no Salão Comunal. Ele não estava com sono. Fora se deitar depois das 2h.

No dormitório, Harry estava tentando organizar suas ideias, colocar a cabeça no lugar. Mas aquela não era a hora. Ele voltou ao Salão Comunal, agora já vazio, exceto por uma garota sentada no peitoril da janela. Harry se aproximou para ver quem estava acordado àquela hora. Estava a um metro dela. Chegou mais perto e...

- Mione? O que faz acordada a essa hora? – perguntou baixinho.

- Harry! – assustou-se Hermione, descendo rapidamente do peitoril da janela. – Bem... Na verdade nada. Estava apenas pensando. Perdi o sono. – Explicou. – E você, o que faz aqui?

- É, eu também não consegui dormir...

- Melhor você descansar. Amanhã teremos que passar parte da manhã no salão principal, mesmo que seja um domingo – disse ela passando por ele. – Vou dormir. Boa noite!

O garoto ficou parado ali, observando a amiga subir as escadas. Não havia por que ficar ali, estava tudo deserto. Voltou ao dormitório. Precisava descansar. Deitou-se em sua cama, mas não adormeceu imediatamente.

No dia seguinte, Harry se levantou cedo, trocou de roupa e foi direto para o salão principal.

Tomaram café e permaneceram sentados em seus lugares no Salão, enquanto os alunos de outros anos saíam para aproveitar o domingo pelos jardins do castelo.

Poucos minutos depois, Rony entrou no salão principal. Harry e Hermione estranharam. Ele nunca se atrasava muito para o café da manhã, até porque, geralmente, ele era um dos primeiros a chegar.

- Estranho... – comentou Hermione.

- Pelo menos ele chegou a tempo dos avisos – disse Harry.

- Oi! – disse Rony com um sorriso de orelha a orelha.

- Por que tanta felicidade? – perguntou Hermione.

Rony não respondeu. Sentou-se e começou a comer. A professora McGonagall adentrou o grande aposento trancando as portas junto aos professores Lupin e Flitwick, que estavam enfeitiçando dezenas de pergaminhos, fazendo-os levitarem até a mesa dos professores, onde Dumbledore os guardava dentro de uma caixa grande. Depois de todos os pergaminhos guardados, a professora McGonagall passou pelas mesas com uma prancheta na mão, revisando as carreiras e as matérias que iriam estudar esse ano. Chegou a vez de Hermione.

- Srta. Granger. Você fez testes para ser auror, não? – perguntou Minerva. – Foi aprovada em todos que seriam necessários?

- Sim, senhora.

- Você terá que fazer, obrigatoriamente Feitiços, Transfiguração, Poções, Herbologia e Defesa Contra as Artes das Trevas. Mais alguma matéria a ser incluída em seu currículo escolar?

- Sim, senhora. Aritmancia, Trato das Criaturas Mágicas e Runas Antigas.

- Muito bem, então. Aqui estão os horários das matérias que a você irá cursar em seus dois próximos anos letivos – concluiu Minerva entregando um pergaminho à Hermione.

- Sr. Potter. Você fez testes para auror também, não? – perguntou ela se aproximando de Harry. – Foi aprovado em todos que seriam necessários?

- Sim, senhora.

- Você terá que fazer obrigatoriamente Feitiços, Transfiguração, Poções, Herbologia e Defesa Contra as Artes das Trevas. Mais alguma matéria a ser incluída em seu currículo escolar?

- Sim, senhora. Trato das Criaturas Mágicas.

- Harry, por que não faz Aritmancia? Você mesmo disse que era interessante... – sugeriu Hermione.

- Srta. Granger, deixe que o Potter escolha...

- Não, professora. Ela está certa. Quero me inscrever em Aritmancia também – disse ele rapidamente.

- Muito bem, então. Aqui estão os seus horários. Você irá cursar essas matérias nos dois próximos anos – ela entregou o pergaminho a ele e continuou o seu trabalho.

Rony fora o próximo.

- Terei mais tempo livre e vocês não – disse ele rindo.

- Muito bom, assim você poderá usar esse tempo para intensificar os estudos e não deixar acumular deveres – disse Hermione.

Harry não dizia nada. Apenas ria da discussão dos dois.

McGonagall finalmente terminou a revisão e então Dumbledore se levantou.

- Peço a atenção de todos, por favor! Como avisei, o Torneio seria realizado em grupos, mas não disse de quantos alunos e nem quais seriam os grupos. Então, agora serão entregues a cada aluno em um pergaminho, os seus grupos, as regras e as provas a serem realizadas. Quem quiser saber os outros grupos concorrentes, pode encontrá-los no quadro de avisos do Saguão de Entrada. Creio que vocês devam saber que esse ano vocês não terão exames em função do torneio. Quero avisar também, que as provas do Torneio acontecerão na penúltima semana do ano letivo – disse ele olhando em volta do Salão, como se fotografasse cada rosto virado para ele. – As provas acontecerão em horário normal de aula, portanto, somente os alunos de sexto ano poderão assisti-las. A Profª. Minerva vai chamar os alunos por ordem e vocês deverão se apresentar à frente para pegar seu pergaminho – e, dizendo isso, entregou a caixa à Minerva juntamente a um pedaço de pergaminho e se sentou novamente.

- Hermione Granger – chamou.

Hermione se levantou, pegou o pergaminho lacrado que a professora lhe entregava e sentou-se novamente.

- Draco Malfoy.

O garoto seguiu os mesmos procedimentos de Hermione e assim todos o fizeram.

Quando o relógio marcou 9h, eles foram liberados. Harry, Rony e Hermione saíram do salão principal ainda sem abrir o pergaminho e foram olhar a lista que Dumbledore havia afirmado em seu discurso.

- Oh, não! Somos do mesmo grupo do Malfoy! – exclamou Hermione desesperadamente.

Rony ria da amiga, que tinha encostado a cabeça no ombro de Harry.

- O quê? – perguntou ela levantando a cabeça.

- Você está nesse desespero por quê? – perguntou ele. – Estamos no melhor grupo!

- Não com o Malfoy – disse Harry.

Hermione parou por um instante. Parecia pensativa.

- Temos que voltar ao Salão Comunal.

- Mas... – começou Rony.

- Mas nada! Temos que conferir umas coisas. Depois nós saímos. Eu quero passar na casa do Hagrid ainda hoje...

Então os três correram de volta para o Salão Comunal. Hermione sentou-se à poltrona ao lado da janela e começou a abrir o pergaminho lacrado.

- Rony tem razão. De acordo com as tarefas, nós estamos no melhor grupo... – disse Hermione conferindo as provas.

- As regras são um tanto básicas. Nós com certeza não precisaremos de dicas de outras pessoas. Temos Hermione Granger em nosso grupo! – disse Harry orgulhoso da amiga.

Hermione sorriu para o amigo e corou.

- Só temos um problema: como vamos estudar com o Malfoy? – disse ela voltando a atenção para o pergaminho.

- Teremos que falar com ele... – comentou Rony.

- Isso nós resolvemos depois! Ele não vai poder nos ignorar... – disse Harry. – Mas o que você achou das provas, Mione?

- Acho que elas são o de menos. Com um pouco de treinamento, esforço e estudo nós passamos fácil. Todas estão aqui... Serão realizadas em duas etapas – disse ela naturalmente. – As provas de Transfiguração e de Feitiços vão ser como se fossem de surpresa. Receberemos a lista de afazeres na hora... Mas quanto às outras... Está tudo aqui!

- Deixe-me ver isso... – disse Harry.

Os três juntaram as cabeças para ver o pergaminho.

Provas:
POÇÕES: o grupo deverá concluir o preparo de 10 poções no tempo exato de seis horas/o grupo observará 15 poções prontas e deverá descobrir quais poções foram apresentadas e qual o seu ou seus ingredientes mais importantes.
DEFESA CONTRA AS ARTES DAS TREVAS: todo o grupo passará por uma série de criaturas mágicas e deverá derrotá-las/o grupo fará um exame teórico sobre lobisomens e animagos.
FEITIÇOS*: o grupo terá que enfeitiçar uma série de objetos e desfazer feitiços já executados.
TRANSFIGURAÇÃO*: o grupo deverá transfigurar vários objetos e animar/todos deverão descobrir qual feitiço fora usado para transfigurar o animal/objeto.

→ A lista de afazeres será entregue ao grupo na hora da tarefa correspondente.


Hermione terminou de ler. Olhou para os amigos.

- Isso vai ser muito fácil... – disse ela abrindo um sorriso maroto.

Os garotos sorriram para a amiga.

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