Capítulo XV – a Sétima Horcrux
-Voce está me enlouquecendo Bellatrix... – Voldemort murmurou entre beijos ávidos e violentos, enquanto a empurrava para a parede violentamente, ouvindo o familiar gemido misto de dor e prazer que ela dava sempre que ele fazia isso; adorava ver o maravilhoso efeito pertubador que lhe causava, fazendo com que ele mesmo enlouquecesse, ao ver as sensações e os gemidos que sua “pegada” violenta causava nela. Era excitante, prazeroso e sádico, vê-la gemer, chorar e rir, tudo ao mesmo tempo sob os braços dele..
-O senhor já me enlouqueceu... – ela riu enquanto tentava desesperadamente lhe tirar as roupas, e tocar seu peito nu, levantando uma perna e entrelaçando em seu quadril. Ele tirou o paletó com um movimento rápido dos braços, e ela afrouxou a sua gravata, querendo abrir violentamente a camisa negra, isso sem deixarem de se beijar violentamente. Quando ele chupou sua língua a ponto de causar dor, ela o afastou rapidamente, e sorrindo o empurrou com toda força em direção da cama. Ele acabou caindo sentado, o volume no meio das pernas extremamente evidente.
-Agora eu vou realmente te enlouquecer – ela sussurrou sorrindo safada, em seguida mordendo o lábio inferior e estendendo a perna, colocando o pé com o scarpim em cima da perna dele. Ele olhou para aquele gesto e segurou a sua panturrilha com uma mão suavemente, tirando o sapato dela com a outra mão, ela ainda estava de meia calça. Olhou em seus olhos e sorriu de canto, mas malicioso do que nunca.
-Vou arrancar essa meia calça... – ele disse entre dentes, fazendo-a sentir um calor absurdo no meio das pernas. Ele subiu vagarosamente a mão pela sua panturrilha e chegou até a parte interna da coxa, esbarrando deliberadamente os dedos pela intimidade dela, que já estava maravilhosamente quente e úmida por baixo da meia calça e da calcinha, a ponto dele poder sentir tudo úmido por ali.
-Excitada?
-Muito... – ela disse revirando discretamente os olhos enquanto ele acariciava sua coxa e a lateral de sua intimidade. De repente ele deu um puxão e rasgou violentamente a meia calça dela, abrindo um rasgo enorme e deixando parte de suas pernas à mostra. Ela riu e puxou a perna rapidamente, enquanto se aproximava do poste esquerdo que rodeava o bangalô da cama, e com um braço apoiando-se, rodeou o poste, num movimento gracioso e sensual, fazendo o lorde virar-se e ficar observando-a “dançar” e rodear o poste, entrelaçando ora as pernas, ora os braços, e parando de vez em quando para tirar o restante das roupas peça por peça, vagarosamente. Quando faltou somente o que ‘restou’ da meia calça, ela parou e pôs novamente o pé sobre a cama, acariciando vagarosamente a perna desde a coxa até o pé, olhando-o de vez em quando maliciosa. De repente, tirou a meia-calça com um puxão, e fez o mesmo com a outra perna, mas antes que ela tirasse a perna de cima da cama, ele a puxou tão rapidamente para cima dele, que ela caiu sentada em seu colo de lado.
-Mas que belo show hein? – ele sussurrou em seu ouvido enquanto mordiscava sua orelha – Digno de um lorde...
-Sim... do meu lorde... – ela disse sorrindo de olhos fechados, sentindo o imenso prazer causado pelos beijos dele em seu pescoço, colo, e descendo e descendo...
-Sou seu? Ainda com essa idéia de que sou seu,não é Bella...
-Sim... mesmo que não admita milorde, o senhor já é meu... – ela se levantou rapidamente e abriu as pernas de frente pra ele, sentando-se sobre ele, e em seguida ele com um movimento mágico da mãos invocou alguns travesseiros que arrumou atrás das costas, recostando-se sobre eles e ficando semi-deitado, enquanto ela o cavalgava cada vez mais rápido, ficando ligeiramente suada e ofegante. Ele adorou vê-la assim fazendo tanto esforço para ter e dar prazer a ele. Os movimentos foram aumentando mais e mais, a medida que o orgasmo se aproximava enlouquecedor.
-Bella, Bella... por que tem que fazer isso comigo, mulher? Por que tem que me enlouquecer... – disse entre dentes já todo suado e vermelho, a voz embargada pelo tesão, puxando o cabelo dela e sua cabeça para trás, para olhar em seu rosto e seus olhos. Ela sorriu e olhou para ele, os olhos mais turvos do que nunca.
-Isso não tem mais volta. Já somos um, milorde ,já somos um...
Ele não respondeu, mas segurou em seus quadris e a ajudou a aumentar ainda mais os movimentos de subir e descer, ouvindo-a aumentar o volume dos gemidos consideravelmente. Ele ouvindo os gemidos dela, sentiu um prazer inacreditável se apoderar de si, agarrando suas nádegas com toda a força, aumentando ainda mais os movimentos que se tornaram insanos em meio ao orgasmo dos dois que gozaram ao mesmo tempo, entre altos gemidos e sussurros, de todas as confidencias mais intimas já ditas em um relacionamento explosivo e violento como aquele; eles finalmente se possuíram.
-Ainda não Bella, ainda não somos um; mas essa é A Noite, a grande noite em que seremos, bella, finalmente seremos um... – Bella olhou para o lorde não entendendo completamente o que ele queria dizer, mas ele apenas sorriu levemente e a abraçou; ela deixou-se envolver, enquanto ponderava naquelas palavras...
[...]
Era mais uma manha de inverno em Godric’s Hollow. Na verdade não era uma manhã qualquer... era ante-véspera de natal e todos estavam muito ocupados com a decoração natalina de suas casas, com o preparo das comidas, com a visita dos parentes e amigos... Lílian abriu os olhos em sua cama, mas não viu seu “namorido”- com quem convivia há alguns meses – ao seu lado na cama. Onde ele haveria ido?
-Olha quem acordou... – ele disse meio cantando, entrando no quarto de roupão azul marinho, os cabelos molhados, e uma pequena bandeja nas mãos, com café com leite, bolo e torradas com geleia, um cheirinho tão bom no ar...
-Que delícia Sev! Mas isso tudo pra mim? O que aconteceu? Caiu da cama foi? – ela disse com um sorriso alegre e divertido enquanto olhava pra ele. Em seguida espreguiçou-se bocejando vagarosamente.
-Acho que caí sim, por que tive um sonho maravilhoso ontem, e tenho um cada vez melhor a cada noite em que ‘durmo’ com você...
-Oh meu Sev... eu te amo!... – ela disse sorrindo mais ainda, enquanto se inclinava e dava um beijo gostoso na boca dele; ele gostou tanto do beijo que segurou em sua nunca levemente, não querendo deixá-la se afastar, ainda beijando-a e começando a sorrir; ela soltou um ruído e soltou a mão dele que estava em seu pescoço, conseguindo se desvencilhar, e soltando uma sonora gargalhada. – Sev, seu bobo! Eu quero tomar café!
-Foi você quem começou – ele disse falsamente sério – Sabe que não te resisto...
-Eu só estava te agradecendo! E você não trouxe o café? Vai acabar derrubando...
-Nem me importo. Na verdade você é meu café...
-Sev! – ela disse olhando-o divertida, vendo um pequeno sorriso no canto dos lábios dele enquanto ele falava, tentando ser sério, mas muito divertido, isso sim...
-Vem cá vem... me agradeça mais... – ele disse bem baixinho, tentando puxá-la, mas ela já antevendo, levantou-se da cama rapidamente, levando a bandeja com ela, e sentando-se na poltrona vinho logo em frente.
-Hum, deixa eu tomar meu café, senão morro, já gastei muita energia ontem a noite... – ela disse baixo, olhando pra ele significativamente e sorrindo de canto. Ele olhou de volta e sorriu levemente, levantando-se e dirigindo-se á poltrona, sentando em seu braço e afagando levemente seus cabelos, olhando-a comer. Inclinou-se e beijou sua testa, exatamente no ponto entre a testa e o inicio dos cabelos, como costumava fazer. Ela adorava esse gesto tão particular dele. Apenas sorriu olhando-o rapidamente.
-Amor, tenho que ir ao beco diagonal...
-Fazer o que? Ah tem as compras de natal... tudo bem eu te levo.
-Ora sou bem crescidinha, sabia? Mas vou deixar o senhor meu marido me levar – ela disse sorrindo, vendo-o abrir aquele raro sorriso que era bem difícil de ele dar – levo minha senhora esposa com todo o prazer que um marido feliz pode sentir... – Agora quem não resistiu foi ela que estava quase acabando de comer, mas com um rápido movimento pôs a bandeja na mesinha ao lado e puxou-o rapidamente; ele caiu em cima dela rindo surpreso, e ela beijou-o com todo o carinho de que era capaz, fazendo o beijo carinhoso ficar engraçado e divertido; de repente ele chupou a língua dela de propósito, causando dor; ela gemeu baixo e mordeu a boca dele um pouco, arrancando um gemido e fazendo ele se separar dela, que riu e levantou-se, escapando das mãos dele que já queriam segurá-la e fazer-lhe cócegas.
-Vou tomar um banho... – ela disse correndo para o banheiro, e antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, bateu a porta.
[...]
“Ela está dormindo. É a hora.”- Sibilou Nagini baixo, entrando pela porta do quarto, e vendo Voldemort e Bellatrix entrelaçados sob os lençóis, dormindo. A cabeça do lorde estava enterrada no pescoço de Bellatrix, envolta em seus cabelos cacheados. Ao ouvir o sibilo baixo da cobra, Voldemort acordou, mas não levantou a cabeça nem se mexeu de início, aspirando o inebriante e envolvente cheiro cítrico que emanava dos cabelos dela. Era tão bom estar assim... ela era a única mulher no mundo que conseguira esse privilégio, de estar assim tão intimamente com o poderoso Lorde das trevas – Aquele que não deve ser nomeado – o mundo se espantava com o nome,a simples pronúncia do nome dele causava medo. Era como se, se pronunciassem seu nome, estivessem chamando-o, atraindo um espírito mal, e consequentemente, o tormento e a morte. Mas ela não sentia medo, pelo contrário; conhecia-o, perscrutáva-o, entendia-o, amava-o... como e por que alguém conseguia amar um ser tão maligno e frio como ele? Nem ele mesmo sabia.
“Está na hora Tom. Levante-se.”
“É, essa é a hora...”- Voldemort levantou um pouco a cabeça para Nagini, olhando-a rapidamente; em seguida começou a desvencilhar-se dos braços dela devagar, para não acordá-la. Ouviu-a gemer baixo o nome dele, ou o seu pseudônimo por assim dizer, e sentiu vontade de continuar ali abraçado a ela; mas no instante seguinte tirou completamente os braços e levantou-se, ajeitando-a entre os lençóis e travesseiros; ela estava completamente nua. Foi até o banheiro e pegou o roupão que estava pendurado, vestindo-o rapidamente; quando voltou, Nagini já estava toda enrolada na cabeceira da cama; preparando-se para dar o bote no pescoço de Bellatrix.
“Vá com calma Nagini... não inocule todo o veneno, ela não pode morrer.”
“Não vou matá-la Tom, fique tranquilo.”
Voldemort olhou para Bellatrix e seu rosto sereno, enquanto dormia. “tão linda, tão sexy, tão mulher...”
Nagini abriu a boca e deu o bote sobre Bellatrix, enquanto ela se debateu violentamente na cama, soltando um grito,com os olhos estáticamente abertos de terror, ao mesmo tempo em que o lorde murmurava umas palavras estranhas e desconexas, fazendo o insistente movimento agonizante dela cessar; então, os olhos dela que estava abertos e estáticos fecharam-se e ela parou inconsciente. Nagini largou o pescoço dela e voltou a sua posição original, enrolada na cabeceira da cama. O lorde olhou para Nagini significativamente e se aproximou de Bellatrix, sentando-se na beirada da cama. Fitou-a por um segundo; em seguida tomou seu pulso e testou seus batimentos cardíacos, tocando a veia da lateral. Estavam fracos. Inclinou-se sobre o rosto dela e sentiu sua respiração, que também estava bastante fraca.
“Agora só falta alguns minutos para o veneno espalhar-se pelo sangue...”
“Vou até o escritório pegar o livro negro de Horcruxes. Apenas observe-a.”
Voldemort aparatou para o escritório tão silencioso que não soltou nenhum estalo; Nagini ficou olhando atentamente o rosto de Bellatrix, que lentamente começava a adquirir um tom esverdeado; em seguida o lorde apareceu no mesmo lugar, com um livro médio de capa negra, mas tão negra que era quase impossível vê-lo na penumbra do quarto; em volta do livro, havia uma curiosa aura de magia negra que brilhava. Voldemort abriu o livro e folheou uma página, em seguida sentou-se na cama e segurou a mão de Bellatrix, começando a murmurar palavras ainda mais estranhas e profundas, parecendo uma horrível invocação maligna, e repetindo-as várias e várias vezes, uma pequena bola de luz azulada saiu da boca de Bellatrix , ao mesmo tempo que uma bola bem parecida de luz e energia, só que vermelha, saía da boca do lorde, que continuava murmurando as palavras em uma espécie de transe. Quando ele abriu a boca para deixar a bola de energia sair, a voz dele continuou a repetir as estranhas palavras, mesmo que ele não movesse os lábios finos; as duas esferas de energia se encontraram e se fundiram, sob o olhar hipnotizado de Nagini, tomando uma cor estranha e verde, com a mesma aura de energia que envolvia o livro, aberto sobre a mão do lorde; a nova esfera verde cresceu consideravelmente de tamanho, e as palavras do lorde mudaram ainda mais, tomando um novo significado; em seguida a esfera verde e negramente brilhante começou a se dividir em duas esferas grandes que seguiram uma em direção do lorde e outra em direção de Bellatrix que estava com a pele do corpo toda verde; entraram em suas bocas, e nesse instante Voldemort caiu deitado ao lado de Bellatrix na cama, abrindo os olhos estáticamente junto com Bellatrix; os dois olhavam para o nada, enquanto a pele de Bellatrix começava a voltar ao normal e a respiração também. uma aura de magia negra surgiu em volta de Bellatrix, envolvendo ela e lorde ao mesmo tempo, mas em seguida se atenuou e desapareceu. Assim os dois permaneceram parados, deitados de mãos dadas, fechando gradativamente os olhos e adormecendo em seguida.
Nagini olhou fixamente a face de um e de outro e pareceu satisfeita. Desceu da cabeceira da cama e rastejou para fora do quarto, em direção ao escritório. O livro negro fechou-se rapidamente sozinho e desapareceu.
“Está feito” Nagini sibilou, saindo pela porta do quarto, que fechou-se.