Harry abriu os olhos lentamente e sentiu uma pontada forte no ombro que o fez gemer de dor, aos poucos as memorias da batalha e do que havia acontecido no departamento de mistérios foram voltando a sua mente, trazendo a luz uma preocupação com a amiga.
Rapidamente ele se levantou, porém o movimento fora demasiado rápido, fazendo com que ele perdesse o equilíbrio e caísse no chão.
– Ai. – gemeu enquanto tentava se levantar. – Mione! – chamou, já estava começando a ficar preocupado com a amiga.
Harry procurou mais alguns minutos até que a achou, mas no momento que o fez desejou intensamente que não tivesse se levantado, por que sua amiga parecia estar com muita raiva, ou melhor, ela estava furiosa, e no momento em que ela olhou para ele, Harry começou a temer por sua vida, pois até Voldemort temeria aquele olhar.
“Era para tudo estar normal, eles nem mesmo estavam em missão!
Mas algo tinha de acontecer, não seria Harry Potter se algo de estranho e desastroso não acontecesse.”, pensou Hermione enquanto se levantava, ela ainda sentia a dor do ferimento lhe assolar, porém a raiva que sentia do amigo não a deixava se preocupar tanto com isso. o Harry iria ver quando ela o pegasse, a maldição cruciatos seria um alivio perto do que ela iria fazer com ele assim que o achasse.
– Sana vulnera. – Falou e seu ferimento se fechou.
Já curada, Hermione decidiu procurar por Harry, porém antes mesmo que pudesse dar sequer um passo o próprio apareceu diante de si. Por um mínimo estante ela ficara feliz por ver que ele estava bem, apesar dos ferimentos evidentes da batalha, porem tão rápido quanto surgira, a felicidade foi substituída por uma raiva descomunal.
– Er... Oi? – disse Harry, ainda morrendo de medo, pois sabia que seria uma questão de tempo até a raiva de sua amiga explodir para cima de si.
– Oi? Isso é tudo que você tem a dizer? – Disse ela entredentes, por causa da raiva reprimida.
– O que você esperava? – perguntou temeroso.
– O QUE EU ESPERAVA! – Bradou ela. EU ESPERA QUE VOCÊ, HARRY JAMES POTTER TIVESSE ME ESCUTADO PARA VARIAR! MAS NÃO O TODO PODEROSO POTTER NÃO ESCUTA NINGUÉM ALÉM DE SI MESMO! – Falou ela, atirando algumas pedras que estava no chão em Harry.
– M-mas e-era só... um livro. –Falou Harry, realmente assustado e ao mesmo tempo agradecido pela amiga ter se esquecido de que era uma bruxa não tê-lo azarado.
–Era só um livro. – disse ela, respirando fundo tentando se acalmar, afinal bater nele não iria resolver o problema. –Não era só um livro, um livro não nos transportaria do ministério e nos traria para um lugar sabe-se lá onde!
– Até parece Mione! Esse livro não era algo importante, deve ser apenas a chave de um portal, afinal nos trouxe aqui né?
– A questão é ONDE é aqui! – disse começando a ficar desesperada.
– Ora, aqui é perto da estrada que liga Hogwarts à Hogsmeade. – disse ele mostrando obvio, e embora Hermione quisesse ficar tranquila, pois haviam ido para em um lugar conhecido e isso era bom, a sua consciência não a permitia.
Foi neste momento que escutaram alguns gritos, e sem pensar duas vezes eles foram na direção das vozes.
O que viram os deixou furiosos, alguns comensais estavam cercando um grupo de estudantes de Hogwarts.
– O que vamos fazer com eles, Rodolf? – Perguntou um comensal mais baixo, para o que estava na esquerda.
– Não sei, Avery. – disse o Rodolf.
– Que tal nós nos divertirmos um pouquinho com esses imundos? – perguntou o da direta.
Porém, antes que estes pudessem decidir se eram a favor ou não, Harry e Hermione resolveram intervir, porem não podiam lutar com força total, pois tinham de proteger os estudantes, o que não era fácil.
Harry atacou os dois da esquerda com feitiços cortantes, os quais foram facilmente desviados, o moreno ainda estava um pouco lento devido ao ferimento no ombro, o que facilitava bastante o trabalho dos comensais com quem lutava. Ainda sim, era com Harry Potter que eles estavam lutando, o garoto cuja teimosia não deixaria que eles o vencessem.
Rapidamente, Harry atacou o comensal mais alto que fora confundido pelo feitiço da Mione, estuporando-o e em seguida ele se vira para o outro e os dois começam um duelo furioso.
Hermione estava muito ocupada, pois estava defendendo as crianças e, ao mesmo tempo, atacando os comensais da morte.
Ele lutava ferozmente, lançando vários feitiços, porém nem toda a sua experiência era capaz de livrá-la de ser atingida por um feitiço. Mais de uma vez ela se viu sendo atingida, a sorte era que haviam trabalhado bastante resistência a feitiços comuns, mesmo assim ela já estava demasiada cansada.
– Harry, temos que acabar com isso logo. – disse ela tomando uma iniciativa. Ao escutar uma frase de tamanha petulância os comensais pararam por um instante para gargalha do que ela havia dito. Foi nesse momento que eles os atacaram sem dó nem piedade, e pegando os outros de surpresa e assim os estuporando-os.
Mal tiveram tempo de respirar aliviados, e outros bruxos chegaram ao local, dentre eles havia um que se destacava. Lá estava, Alto e magro, com cabelos e barbas grisalhos bastantes longos, com seus olhos incrivelmente azuis um pouco encobertos por seus famosos óculos meia-lua.
– D-dumble-dore? –Falou Harry em um sussurro, ele não podia acreditar no que estava acontecendo, ao seu lado ele podia sentir que Hermione também estava estática.
– Oque esta acontecendo aqui? – perguntou uma mulher que eles reconheceram como sendo a Profa. McGonagall.
– F-fomos cercados p-por comensais, professora. –falou uma menina que estava no grupo de alunos que eles salvaram. – Ai o prof. Potter e essa mulher nos salvaram.
– Creio que este não seja o local onde as coisas devam ser explicadas. – disse Dumbledore em seu tom de voz, uma calma que nem de longe sentia. – Vocês poderiam fazer a gentileza de me acompanhar até o meu escritório. – falou estendo-lhes o braços que ambos aceitaram.
Sem muita escolha, já que ainda estavam sem ação devido à aparição inusitada. Em poucos instantes eles já se encontravam no tão conhecido escritório do diretor de Hogwarts.
Dumbledore parecia estar pronto para falar algo, porém antes mesmo que abrisse a boca para proferir as palavras, os morenos pareceram sair do estado de estupor.
– Mas o que está acontecendo aqui?! – falou Harry apontando para Dumbledore enquanto olhava para Hermione procurando por uma resposta.
– E eu quem tem de saber? Foi você o gênio que tocou num livro repleto de magia negra que nos trouxe para cá, então deveria ser eu a lhe fazer essa pergunta! – falou ela agora com a raiva renovada. Harry estava se preparando par retrucar quando foi interrompido por Dumbledore.
– Os senhores poderiam deixar essa discussão para mais tarde? –perguntou, mostrando a eles o quão infantil eles estavam sendo. – Agora, poderiam me explicar o por que do senhor se parecer com um de meus professores a exceção dos olhos o que por coincidência ou não são iguais ao da esposa dele. – falou Dumbledore os analisando com aqueles olhos incrivelmente azuis. – ou então por que senhorita é a copia da mãe de um dos meus alunos nascidos trouxa?
– O que? – perguntaram juntos.
– P-professor, não sabemos nada sobre o que o senhor esta falando. .. – Harry tentou dizer.
– Espera um instante Harry! Lembra o que todos diziam? – perguntou Mione, e Harry acenou com a cabeça negativamente. – Que você é a cara do seu pai com exceção do dos que são iguais ao da sua mãe?
– O que você quer dizer com isso? Mione, você sabe que meus pais morram! – disse Harry sem querer ter esperança.
– O Dumbledore também, mas aqui estamos tendo essa conversa! –disse ela apontando para o Diretor.
– M-mas... mas...
– Creio que seja a hora de esclarecermos as coisas, pois obviamente eu não estou morto e também não os conheço. –Disse Dumbledore se fazendo presente. –Por que não começam com: como vocês vieram parar aqui?
– Bem, o meu amigo gênio aqui, mexeu em um livro que estava repleto de magia negra, só que o livro na verdade era uma chave de portal. – falou Hermione sentindo a raiva por Harry ser renovada.
– Conte a historia direito Hermione! – falou Harry indignado. – Diretor, nós trabalhamos para o Ministério como aurores, Hermione acabou ficando até mais tarde no trabalho e eu não iria deixa-la sozinha, então fiquei esperando-a, quando ela terminou seguimos pelo corredor em direção ao elevador, foi nesse momento que ela escutou um barulho e nos escondemos, depois disso alguns comensais passaram falando que tinham um meio de trazer Voldemort de volta, nós obviamente os seguimos e acabamos com o plano deles, porém fui levado por minha...
– Idiotice ao pegar o livro que os comensais pretendiam usar para trazer Voldemort de volta, e nós viemos parar aqui.
–Eu poderia ver esse livro?– Perguntou ele, depois de alguns minutos procurando, Hermione entregou a ele, que lançou alguns feitiços e pareceu se tornar um pouco ansioso quando o resultado saiu. – Gostaria que me esclarecessem como Voldemort poderia ressurgir uma vez que ele nunca tenha sido derrotado? – perguntou Dumbledore interessado.
– Serio? – perguntou Harry descrente
– Harry, acho que sei o que aquele livro fez com agente! – declarou Hermione se levantando a perspectiva de estar certa, pois ela realmente não gostaria de estar certa.
– E está correta em suas suspeitas, minha cara, eu mesmo já estava cogitando esta hipótese, porem depois dos meus testes tive certeza. – disse Dumbledore com o tom de voz calmo. – Obviamente os senhores sabem que terão de esperar aqui enquanto a chave de portal recarrega. – disse Dumbledore. – e agora mais do que nunca preciso da ajuda de vocês.
– Para que? –perguntou Harry.
– No seu mundo Voldemort foi derrotado, no nosso não, por isso precisamos saber como o derrotaram para que consigamos nos livrar da tirania dele de vez! – falou Dumbledore enquanto andava pela sala pensando nas possibilidades.
– Existia uma profecia sobre mim...
– Ah! Sim aqui também existe uma profecia, porem não sei se é a mesma? – falou ele mais para si mesmo do que para os outros.
–"Aquele com o poder de vencer o Lorde das Trevas se aproxima... nascido dos que o desafiaram três vezes, nascido ao terminar o sétimo mês... e o Lorde das Trevas o marcará como seu igual, mas ele terá o poder que o Lorde das Trevas desconhece... e um dos dois deverá morrer na mão do outro, pois nenhum poderá viver enquanto o outro sobreviver... aquele com o poder de vencer o lorde Trevas nascerá quando o sétimo mês terminar..." – Harry citou a profecia.
– É esta a profecia que temos. – afirmou Dumbledore – Obviamente é de você que ela fala.
– Sim, eu tenho o poder que Voldemort desconhece. – afirmou Harry um pouco cabisbaixo, pois não gostava de se lembrar dessa parte de sua vida.
– Por que vocês não me contam como é no seu mundo? –falou Dumbledore percebendo o desconforto deles.
Durante o que pareceram horas, eles contaram tudo o que aconteceu no mundo deles e Dumbledore ouvia tudo e cada palavra parecia mais interessado.
– Creio que no meu mundo as coisas não sejam tão animadoras quanto no seu. – falou Dumbledore. – Embora deva dizer que seus pais estão vivos assim como os outros que vocês citaram, menos o Sr. Longbottom, que foi morto ainda bebe, por causa da profecia é claro. –declarou e os olhos de Harry brilharam a expectativa de poder conhecer os pais e rever Sirius.
– Mas não sei por quanto tempo, não temos ninguém que se encaixe na profecia e a guerra esta tomando proporções catastróficas, não sei como nossa existência ainda não foi revelada aos trouxas.
Harry pareceu pensar alguns instantes, Hermione percebeu isso e logo tentou afastar a ideia da cabeça do amigo.
– Harry não! Você não pode fazer isso! – ela tentou argumentar.
– Mais Hermione, não posso simplesmente virar a cara para pessoas que precisam da minha ajuda! – contrapôs ele.
– E vai lutar novamente numa guerra? – disse ela. – Nós ainda temos pesadelos. – acrescentou baixinho.
– Eu sei. – disse ele indo até ela e a abraçando. –Mas não podemos fugir disso Mione! Simplesmente não podemos! – disse, tocando o queixo dela e erguendo para que ela olhasse em seus olhos. – Além disso, temos uma família aqui e teremos de ficar de qualquer jeito! Que diferença faz se lutarmos ou não?
– Ok. – suspirou ela derrotada, afundando a cabeça no peito do amigo.
– Suponho que isso seja um sim? – falou, e eles assentiram. Nesse momento ouviu-se uma batida na porta – Entre.
E por ela passaram James e Lilian Potter, seus olhos foram de Dumbledore aos estranhos de quem haviam ouvido falar. Quando Lilian viu o garoto não pode deixar de conter a exclamação de surpresa. O moreno a sua frente era a copia do seu marido a pequenas exceções sendo estas, uma cicatriz em forma de raio e os olhos incrivelmente verdes.... Iguais aos seus.
– O que é isso, Alvo? – Perguntou Lilian com apenas um sussurro, havia ficado pálida, por isso Harry se levantou e cedeu o lugar para ela se sentar.
– Quem é esse moleque? E que ideia é essa de usar minha aparência por ai? – perguntou James um pouco alterado.
– Deixe me apresenta-los aos nossos ilustres visitantes, que irão fazer a balança pender para o nosso lado nessa guerra. – disse ele apontando para o casal que agora se encontrava de pé ao canto da sala. – Estes são Hermione Granger e Harry Potter.
– C-como a-assim? – perguntou James que agora também estava pálido.
– Sente-se que irei lhe explicar melhor a historia desses nossos amigos. – falou Dumbledore calmamente.
Com calma, Dumbledore, Harry e Hermione contaram que eles vinham de outra dimensão e que poderiam ajudar já que uma vez que Harry já estava ali a profecia passou a ser sobre ele.
– Tem certeza? – perguntou Lilian depois de um tempo. Era incrível como ela já o considera seu filho, e já o via como aquele bebe que lhe foi tirado tão brutalmente. – Tem certeza que está disposto a lutar outra guerra por nós?
– Não ficaria bem sabendo que os deixei aqui sem nenhuma esperança, além disso, fiquei sabendo que tenho uma irmã, e não que ela seja obrigada a viver em um mundo de guerra só por que eu não existo nesse mundo. –falou ele tentando fazer graça.
– E você, o que a faria ficar? – perguntou James a Hermione.
– Eu também tenho um irmão aqui, e se quer saber Sr. Potter, seu filho não duraria dois segundos sem mim. – Falou ela convicta fazendo Harry gargalhar.
– Nisso, eu tenho que concordar com você. – falou ele, ainda rindo.
Depois que um silêncio incômodo se abateu na sala, eles começaram ao casal de morenos, eles deveriam ter no máximo vinte anos. A garota era alta tinha o cabelo castanho que caia em cascata com ondas nas pontas, ela tinha o rosto fino, o lábio carnudo, os olhos cor de uísque brilhavam como se soubessem coisas as quais ninguém jamais poderia imaginar. Já o garoto era a copia de James Potter, alto atlético, com os cabelos negros revoltos, um olhar sexy com seus olhos verdes poderia fazer qualquer uma se apaixonar. Porem o casal não sabia que os morenos estavam fazendo a mesma coisa.
James era igual a Harry e a partir dele dava para ter uma boa noção de como Harry iria ficar quando tivesse essa idade. Ele era alto, tinha os mesmos cabelos negros revoltos de Harry e olhos castanhos mel que poderiam facilmente encantar qualquer mulher.
Lilian era dona de uma beleza incomparável, tinha os cabelos ruivos ondulados, os olhos verdes que se destacavam e chamariam a atenção de qualquer um e dona de um sorriso meigo e encantador.
– Hum-hum. – Dumbledore pigarreou chamando atenção dos ali presentes. – Er... Os senhores precisaram ficar aqui no castelo por medidas de segurança, sairão apenas em missões da ordem.
– Aonde quer chegar diretor? – perguntou Hermione indo direto ao ponto.
– Eu no inicio do ano sugeri que a disciplina de duelos fosse adicionada a nossa grade curricular, como estamos em tempos difíceis os pais aceitaram bem a ideia, porém não consegui professores dispostos a lecionar essa matéria, então tenho pensado quem melhor do que vocês dois para este cargo. – falou Dumbledore, deixando transparecer o quanto aquela ideia o agradava.
– Mas... Não vai ser estranho? – Perguntou Harry. – Quero dizer... Vamos aparecer do nada como Harry Potter e Hermione Granger, e nossos irmãos o que vão pensar? E os alunos, afinal temos apenas 19 anos.
– Meu caro Harry, no mundo da magia, nós podemos apagar lembranças e lhes dizer que vocês tiveram de ir a um treinamento especial, por isso foi usado o Obliviarte nas famílias de vocês, quanto à idade, contanto que vocês tenha conteúdo isso não será relevante, porém para que este tipo de problema não venha acontecer vocês tomaram uma poção de envelhecimento.
Bom Tá ai mais um capitulo para vocês!!!
A Proxima atulização vai ser da Fic Nova Chance de Harry. para quem não conhece de uma passadinha por lá http://fanfic.potterish.com/menufic.php?id=44708
Bjs,
Venatrix