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8. HP2 Começo


Fic: Nova Chance de Harry [REVISANDO]


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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O primeiro de setembro chegou voando e aquelas semanas em que passaram na casa dos Potter iria marcar para sempre a vida deles.


 


Devido a uma “Brincadeira” de Tiago, ele e Jane acordaram mais tarde o que resultou em chegarem em cima da hora à estação.


 


 


 


– Ronald e Hermione vão na frente. – Disse Jane e eles passaram pela passagem, porem quando chegou a hora do trio atravessar a passagem estava fechada.


 


 


 


– Que droga! Perdemos o trem! – disse Harry olhando para o relógio e vendo que este marcava onze horas. –O que vamos fazer?


 


 


 


– Vamos voltar para casa pegar as vassouras e ir pra Hogwarts assim! – Exclamou Tiago.


 


 


 


– Não! Vamos voltar para casa esperamos até dar a hora em que o trem chega à estação de Hogsmead e vamos para Hogwarts pela chave de um portal. – Disse Jane em tom de que a conversa estava encerrada.


 


Depois do almoço eles se sentiram anormalmente cansados e foram se deitar, após do que parecera minutos Hermione despertou, num gesto automático olhou para a cabeceira mais precisamente para o relógio e assim que avistou a hora se levantou de um salto, assustando o Harry que dormia ao seu lado.


 


 


 


– Mione? O que foi? – Perguntou ele, ainda sonolento, porém esta nem prestou atenção, pois já estava correndo para o Closet a fim de se trocar o mais rápido possível. – Mione? – chamou ele de novo.


 


– Harry, levanta! Estamos atrasados! – disse ela.


 


 


 


– Atrasados? – Perguntou sem entender.


 


 


 


–Sim olha a hora! – Mando, e este obedeceu, quando viu que o relógio marcava 19:25h teve a mesma reação da morena.


 


 


 


– Eu vou acordar o Harry – disse já saindo do quarto. – Harry, acorda! – Mandou disse adentrando ao quarto do menino.


 


 


 


– Tiago? O que foi? – Perguntou sonolento.


 


 


 


– Harry, levanta vá se arrumar! Rápido, estamos atrasados. – Mandou já saindo do quarto.


 


 


 


Quando todos estavam prontos se dirigiram a sala onde haviam deixado suas malas, mas estas não estavam lá.


 


– Onde estão! – exclamou Harry, depois que já haviam procurado em todo.


 


 – Dobby! – deixou escapar Jane.


 


– O que? – Perguntaram os dois.


 


– Dobby deve ter feito isso conosco! – Disse ela, e depois de ponderar a possibilidades viram que era bem possível que elfo tenha feito isso.


 


Então sem esperar mais, eles correram para os quarto para fizerem as malas com as roupas que haviam sobrado.


 


– E o meu material? – Perguntou Harry quando os adultos se dirigiram para o seu quarto.


 


– No fim de semana nós vamos ao beco diagonal e compramos, quanto ao uniforme seus amigos podem te emprestar. – Disse Jane impaciente pegando os óculos de sol que serviria para a chave de portal.


 


– No três... 1...2...3... – No momento em que tocaram sentiram aquele costumeiro puxão no Umbigo.


 


Quando caíram no chão viram que aquela não era Hogwarts, e sim uma estrada a extremo leste de Hogsmead e pior teriam que ir a pé até a escola.


 


Depois de meia hora caminhando, eles finalmente chegaram ao castelo e estavam exaustos, Jane tinha machucado o pé, por isso, Tiago a acompanhou a enfermaria enquanto Harry que estava morrendo de fome seguiu para o grande salão.


 


Quando adentrou pelas portas todos instantaneamente se viraram para ver quem entrará, e Harry neste momento se arrependeu de não ter acompanhado os primos a enfermaria, pois assim evitaria que todos o olhassem  avaliando-o, ele não estava vestido apropriadamente, estava sem o uniforme da escola e suas roupas estavam sujas e rasgadas, dando um ar de quem havia acabado de ser atacado.


 


Logo que chegou encaminhou-se para a mesa da Grifinória, onde assim que sentou-se foi bombardeado por um monte de perguntas.


 


– Harry, onde esteve? – Perguntou Hermione.


 


– É cara, o que aconteceu? Estávamos todos juntos e no segundo seguinte vocês haviam sumido. – disse Rony.


 


– Onde estão Jane e Tiago? – Perguntou Hermione preocupada.


 


– Eles estão na ala hospitalar. – disse se servindo de batatas, mas ao ver o olhar interrogativo dos amigos ele resolve se explicar melhor: – Jane machucou o pé, não foi nada serio, eles já devem estar chegando. – disse, como em um passe de magica os dois entram no salão e embora estivessem com uma aparência melhor que a de Harry, ainda sim, chamaram muita atenção para si.


 


Porém logo a costumeira balburdia tomou conta do salão principal.


 


No dia seguinte os boatos que se espalharam, era um mais absurdo que o outro, eles iam desde de:


 


“ –Soube que eles foram atacados por Comensais que estavam revoltados por que os Potter voltaram a Grã-Bretanha”


 


“ – Eles se perderam na floresta por três dias e tiveram que caminhar para chegar ate aqui”


 


“ – Eles foram sequestrados na estação, mas como todos sabem eles são os melhores Aurores e não iriam se deixar prender por muito tempo”


 


Na tarde do dia seguinte Harry que estava conversando com Rony, percebeu que estava sendo atentamente vigiado. Ao erguer os olhos, viu que o garoto miudinho de cabelos louro-cinza o encarava como que paralisado. Estava agarrado a um objeto que parecia uma maquina fotográfica de trouxas e, no momento em que Harry olhou para ele, ficou escarlate.


 


– Tudo bem, Harry? Sou... Colin Creevey – disse o menino sem folego, adiantando-se hesitante. – Sou da Grifinória também. Você acha que tem algum problema se... posso tira uma foto? –disse, erguendo a maquina  esperançoso.


 


– Uma Foto? – repetiu Harry sem entender.


 


– Para provar que conheci você – disse Colin Creevey ansioso, aproximando-se mais. – Sei de tudo sobre você e sua família! Todo mundo me contou. Como foi que você sobreviveu quando Você-Sabe-Quem tentou mata-lo e como foi que ele desapareceu e tudo mais, e como você ainda conserva a Cicatriz em forma de raio, e um garoto me disse que seus primos enfrentaram comensais da morte quando ainda tinham oito ou nove anos de idade, isso é incrível!.... – Colin foi falando, ate que disse o que não devia.


 


– Autografar a foto? Você esta distribuindo Fotos Autografadas, Potter.


 


A voz de Draco Malfoy, alta e desdenhosa, ecoou pelo pátio. Ele parara logo atrás de Colin, ladeado, como sempre que estava de Hogwarts, pelos capangas grandalhões, Crabbe e Goyle.


 


 – Todo mundo em fila! – Gritou Malfoy para os outros alunos. – Harry Potter esta distribuindo fotos autografadas!


 


– Não, não estou, não – disse Harry com raiva, cerrando os punhos. – Cale a Boca, Malfoy.


 


– Você esta é com inveja – ouviu-se a voz fina de Colin, cujo corpo inteiro era da grossura do pescoço de Crabbe. Porém quando Malfoy iria responder, Gilderoy se fez se fez presente:


 


– O que esta acontecendo aqui? Quem é que esta distribuindo fotos autografadas?


 


– Ninguém que te interesse, Lockhart. – Disse Tiago que estava atrás de alguns alunos que observavam.


 


– Ora, Tiago! Você não pode ficar encobrindo traquinagens do seu primo! – disse Lockhart.


 


– Não estou encobrindo nada, apenas o Sr. Malfoy que não entendeu muito bem as coisas. – disse ele mantendo o tom de voz frio que sempre usava na presença do professor. – Vocês não tem aula agora? – perguntou aos alunos e estes se dispersaram.


 


As alunas que estavam completamente ansiosas para ter aula com o grande Gilderoy Lockhart, perderam suas expectativas com as primeiras aulas que ele deu. E depois do desastre da primeira aula do segundo ano, os alunos perceberam que o prof. Tiago era o melhor professor de DCAT que tiveram.


 


Harry dedicou muito tempo, nos dias seguintes, a desaparecer de vista sempre que Gilderoy Lockhart aparecia andando por um corredor. Mas difícil foi evitar Colin Creevey, que parecia ter decorado o seu horário. Pelo visto nada dava maior alegria a Colin do que dizer: “Tudo bem, Harry?” seis ou sete vezes por dia e ouvir: “Oi, Colin”, em resposta, por maior irritação que Harry demonstrasse ao dizer.


 


No sábado Harry foi acordado pelas sacudidas insistentes de Olívio Wood, capitão do time de quadribol da Grifinória.


 


– Que foi? – perguntou Harry tonto de sono.


 


– Pratica de quadribol! – disse Wood. – Vamos!


 


Depois de procurar o uniforme vermelho do time e vestir uma capa para se aquecer, Harry rabiscou um bilhete para Rony explicando onde fora e desceu a escada em caracol ate a sala comunal, a Nimbus 2000 ao ombro. Acabara de chegar ao buraco do retrato quando ouviu um estardalhaço as suas costas, e Colin Creevey apareceu correndo escada abaixo, a maquina fotográfica balançando feito louca no pescoço e alguma coisa segura na mão.


 


– Ouvi alguém dizer o seu nome na escada, Harry! – disse Colin, atravessando o buraco com Harry.


 


– Er, Colin, eu estou com pressa, pratica de quadribol...


 


– Uau! Espere por mim! Nunca vi um jogo de quadribol antes! – Disse o garoto ansioso.


 


– Vai ser bem chato...


 


– Ora, não conte mentiras ao garoto, Potter! – Disse uma voz vinda do corredor mais próximo.


 


– O-oque? – Foi tudo o que ele conseguiu dizer.


 


– Eu disse para não contar mentiras ao pobre garoto! Desde quando quadribol é chato? – Perguntou Tiago já a vista dos garotos.


 


– T-Tiago P-Potter! – Disse Colin com a voz meio tremula, ele já havia ouvido falar do professor, mas só o tinha visto de longe, mas agora de perto sua presença empunha respeito.


 


– Sim, e você é o Sr. Creevey? – Perguntou ele simpático.


 


– S-sim, mas o senhor pode me chamar de Colin. – disse estendendo a mão, que Tiago apertou.


 


– O que você está fazendo aqui? – perguntou Harry recomeçando a caminhar.


 


– Eu trabalho aqui. – respondeu cinicamente.


 


– Idiota! Você sabe a que estou me referindo. – disse Harry que não esta de bom humor, já que havia recebido uma chamada por causa do Colin.


 


– Harry, eu iria perguntar se gostaria de treinar hoje e depois ir ao beco diagonal comigo e com a Jane. – disse Tiago em tom falsamente ofendido.


 


– Serio? – disse o garoto de melhor humor.


 


– Sim...


 


– Prof. Potter é verdade que o senhor jogou um tempo como apanhador profissional? –perguntou Colin animado.


 


– Sim, eu joguei, mas só por uma temporada e digo sem medo algum que foi a melhor do Chaun’s,  eles venceram o campeonato invictos. – disse Tiago com orgulho, muito embora aquilo fosse verdade, ele ainda sim se sentiu mal, pois de certa forma havia mentido para eles, pois só ganhará o campeonato pelos Chaun’s  no futuro, porem Harry sabia que o feitiço de Dumbledore faria com que aquilo se tornasse verdade.


 


Eles conversaram um tempo ate Colin ter que se despedir dos dois, pois não poderia entrar nos vestiários.


 


– Harry, não quero ver você tratando aquele menino daquele jeito novamente, entendeu? – disse Tiago severamente, ele sabia o quanto aturar Colin podia ser estressante, mais ainda sim lembrar que o amigo morreu, causou-lhe remorso de todas as vezes que o tratou mal, por isso também iria falar com o pequeno para que este pegasse leve na tietagem.


 


– M-mas Tiago, ele é muito chato! Não desgruda do meu pé! –disse ele aborrecido.


 


– Harry, me responde uma coisa? – Tiago esperou e ele assentiu, para que o outro prosseguisse – Quem é seu herói?


 


Depois de Pensar um tempo Harry respondeu:


 


– Meu Pai. – Disse avaliando a reação de Tiago, vendo se ele não ficaria chateado pela escolha, mas este sorriu-lhe e disse:


 


– Ele também é o meu herói, mas suponhamos que ele não fosse nosso parente e que estivesse aqui, e nos dois meninos nascidos trouxas onde sempre quisemos ser heróis, dai descobrimos que somos bruxos e nos contam historias sobre heróis de verdade, e um deles esta bem pertinho de nós, o que iriamos fazer? – perguntou ele olhando bem nos olhos de Harry para que nada lhe escapasse.


 


– Agiríamos igual ao Colin. – disse num suspiro.


 


– Então seja mais compreensivo, e pode deixar que eu vou falar com o garoto para ele pegar mais leve. – disse enquanto bagunçava o cabelo já bagunçado de Harry.


 


Wood passou tanto tempo explicando a jogada que quando terminou o sol já estava apinho. Harry olhou para a arquibancada e viu Tiago, Hermione, Rony e Colin acenando para ele.


 


O time da Sonserina resolveu aparecer para treinar o novo apanhador, que era ninguém mais ninguém menos que Draco Malfoy, que fez questão de mostrar as novas vassouras que o pai dele tinha comprado para o time. Quando Tiago resolveu se aproximar eles já discutiam.


 


– Boas, não são? – disse Draco com a voz macia. – Mas quem sabe o time da Grifinória pode levantar um ourinho e comprar vassouras novas, também. Você podia fazer uma rifa dessas Cleansweep 5; imagino que um museu talvez queira compra-las.


 


O time da Sonserina dava gargalhadas.


 


– Pelo menos ninguém do time da Grifinória teve que pagar para jogar– disse Hermione com aspereza. – Entraram por puro talento.


 


O ar de presunçoso de Draco pareceu oscilar.


 


– Ninguém pediu sua opinião, sua sujeitinha de sangue ruim – xingou ele.


 


Harry escutou aquilo de novo, mas dessa vez era bem pior que a primeira, pois agora sabia o significado e o quanto a amiga pagará por causa dele. Mas chegara um pouco tarde, como da primeira vez o feitiço de Rony deu errado, quando Tiago chegou já estava uma confusão.


 


– Duzentos pontos a menos para Sonserina. – disse Tiago agora se fazendo presente, nesse momento as risadas sessarão e todos olharam para ele, e no seu olhar viram uma raiva que pela primeira vez os fez temer o professor. – E se eu o pegar insultando alguém com esses termos novamente, eu vou tirar quinhentos e ainda terá de cumprir detenções pelos resto de seus anos aqui nesta escola. – disse contendo toda a raiva que estava sentindo, e isso era visível,  muito provavelmente foi por isso que os alunos não o questionaram. Então o professor se abaixou e ergueu Rony e o levou para fora do campo e junto com ele foram Harry e Hermione.


 


Ele pegaram o caminha para a cabana de Hagrid que estava conversando com Lockhart.


 


– Sai! Agora! – disse em um de voz tom ameaçador que ele não ousou questionar.


 


– Tiago, o que aconteceu? – perguntou Hagrid, enquanto entravam na cabana.


 


– Rony, foi vitima de um feitiço que deu errado, tem um balde grande? – disse Tiago, com um pouco mais de calma, mais ainda alterado.


 


– Quem o Rony tentou enfeitiçar que deu errado? – Indagou Hagrid


 


– Malfoy chamou Hermione de alguma coisa, deve ter sido muito ruim porque tanto ele quanto o Tiago ficaram furiosos, e eu nunca vi o meu primo daquele jeito, ele tirou duzentos pontos da Sonserina. – disse Harry ainda com um pouco de medo, só então o outro percebeu que talvez tivesse exagerado.


 


– Me desculpem, acho que me exaltei. – disse ele um pouco mais calmo.


 


– Nossa! Deve ter sido de algo realmente ruim para você ter feito isso. – comentou Hagrid.


 


– Ele a chamou de sangue-ruim. – Disse Tiago com uma pontada de raiva na voz.


 


– Ele não fez isso! – disse Hagrid exasperado.


 


– Sim, ele fez, mas o que significa, sei que é um xingamento pela reação dos outros. – Questionou Hermione.


 


– É praticamente a coisa mais ofensiva que ele podia dizer. Sangue ruim é o pior nome para alguém que nasceu trouxa. Existem bruxos, como os da família de Malfoy que se acham melhores do que todo mundo, porque tem o que chamam de sangue puro. Quero dizer, nos sabemos que isso não faz a menor diferença. Olha só o Neville Longbottom, ele tem sangue puro e sequer consegue pôr um caldeirão em pé do lado certo.


 


– E ainda não inventaram um feitiço que a nossa Hermione não saiba fazer – disse Hagrid orgulhoso, fazendo a menina ficar purpura de tão corada.


 


– Eu deveria ter azarado o Malfoy. – resmungou Tiago.


 


– Por quê? – Perguntou Harry.


 


– Por quê? Ora, Harry ela é sua melhor amiga e você não fez nada para defendê-la, então eu a defenderei. –disse Tiago com tanta raiva de si mesmo, que acabou descontando no garoto.


 


– Não, Tiago! Você é um professor tem que dar o exemplo, além disso, Harry não sabia que deveria defende-la. – Justificou Hagrid.


 


– Desculpe, é que eu já tive amigos que foram torturados por causa desse tipo de preconceito, e, além disso, minha mãe foi morta por ser uma nascida trouxa, – disse Tiago com certa magoa na voz.


 


 Eles passaram à tarde na cabana do Hagrid, mais depois resolveram que era hora de voltar.


 


– Harry, acho que deveria ir ver como o Tiago esta, ele pareceu bem abalado quando nos deixou hoje. – falou Hermione.


 


– Tá bom, qualquer coisa eu janto por lá. – disse ele se despedindo.


 


Tiago ainda estava um pouco distante mais nada que umas partidas de snap explosivo e umas risadas não pudessem mudar. Harry percebeu que era tarde e que deveria ir quando Jane chegou do beco diagonal, trazendo seus novos materiais e uniformes o que era fantástico. Por isso Tiago resolveu acompanhar Harry ate a torre da Grifinória, estavam andando e conversando normalmente quando aconteceu algo que Tiago não esperava.


 


Uma voz, uma voz de congelar o tutano dos ossos, uma voz venenosa e gélida de tirar o fôlego.


 


– Venha... venha para mim... Me deixe rasga-lo... Me deixe rompe-lo... Me deixe mata-lo


 


Harry deu um enorme pelo, e Tiago empalideceu, a reação de ambos não passou despercebida.


 


– Você escutou isso. – Perguntou Harry.


 


– S-sim, mas não era pra isso estar acontecendo... – disse Tiago em sussurro quase inativou.


 


 


O resto do caminho Tiago ficou tão absorto que nem percebeu quando o outro se despediu.


 


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Outubro chegou e os ânimos não eram dos melhores os professores Potter estavam realmente estressados, tanto que um dia chegaram a discutir no meio do salão principal na frente de todos os alunos.


 


– Tiago, eu já disse que estou bem! – Disse Hermione irritada enquanto adentraram no salão.


 


– Só estou sendo cuidadoso, não quero que nada lhe aconteça. – Falou Harry preocupado.


 


– Tiago, sai de perto! – disse ela com raiva contida na voz.


 


– Mas, meu amor, você pode estar doente! Não acha melhor ver a Madame Pomfrey? – Perguntou ele preocupado.


 


– Tiago Charles Potter, se não se afastar em um segundo eu vou pedir o divorcio! – Ameaçou ela.


 


– Mas Mione, eu não entendo o que tá havendo com você, de uma hora para outra começou a me tratar assim, parece ate que não me ama mais. – disse ele magoado.


 


– Eu te amo criatura, só preciso de um tempo para pensar! – disse ela respirando fundo.


 


– Essa sua TPM, está me matando – resmungou Harry. Ao que Hermione levantou abruptamente. – Aonde você vai?


 


– Nenhum lugar que lhe interessa! – Responde, mas ao perceber a aspereza da frase ela muda. – Quer dizer... Er... vou ao beco diagonal.


 


– Mas por quê? Você tem aula hoje! – disse ele a seguindo.


 


– Quanto a isso, você poderia me cobrir? – perguntou ela com tom de voz doce, ao qual ele não pode recusar.


 


 


Tiago assim como Harry estavam preocupado com Jane, pois ela não aparecerá o restante do dia. Na manhã seguinte Jane também não apareceu, por isso Harry decidiu ir ver se a prima estava bem, porem chegando lá viu que o casal parecia engatado em uma conversar seria, então resolveu esperar.


 


– Mione, tem alguma coisa acontecendo com você, e isso está me deixando preocupado!. – disse ele, olhando-a fixamente, então pegou seu queixo e o ergueu para que ela o encarasse. – Meu amor, me diz o que é que esta havendo com você. – pediu ele.


 


– E-eu... não sei... – começou ela.


 


– Pode me contar sem ter medo, pois antes de tudo eu sempre fui e sempre serei seu melhor amigo. – disse ele e em seu tom de voz havia sinceridade.


 


– Eu-to-gravida! – disse em um folego só.


 


– O que? Eu não entendi. – disse ele.


 


– Eu estou gravida! – repetiu ela. – Eu sei que o futuro que nós aguarda não é o melhor e... – ela foi interrompida por um abraço de um Tiago extremamente feliz.


 


– Eu vou ser pai, eu vou ser pai... – repetia ele enquanto a girava nos braços


 


– Você esta feliz? – perguntou Hermione incerta.


 


– É claro! Por que não estaria? Esse sempre foi meu sonho, ter uma família! – disse ele feliz.


 


 


Harry não podia ficar mais ali espiando os primos, estava na cara que aqui era uma comemoração para eles, porem a dor que sentia não tinha comparação, pela primeira vez na vida ele se permitiu ser um pouco egoísta, pois quem iria preferir ter um órfão que não tinha aonde cair morto a ter um filho. Pela primeira vez ele odiou o fato deles estarem felizes. Agora que eles irão ter um filho com certeza não irão ter tempo para caridade, Harry! – pensou com amargura. O menino foi para seu dormitório e não saiu de lá o dia todo, não queria ver ninguém e nem que vissem suas lagrimas.


 


 


– O Harry não foi a nenhuma aula hoje. –disse Hermione preocupa.


 


– O que? – Harry agora também preocupado.


 


– Isso mesmo! Conversei com os outros professores e eles confirmaram sua ausência. – disse ela.


 


– Então vamos a enfermaria ver se ele esta lá. – disse Tiago já se levantando.


 


– Já falei com Madame Pomfrey, e ele não esta lá. – afirmou ela.


 


– A torre da Grifinória? – perguntou ele incerto, já estavam no corredor.


 


– Sim, estava indo o chamar para irmos lá.


 


Quando chegaram ao salão comunal,  os alunos estavam meio que dando uma festa.


 


  – Podem continuar. – disse Tiago, enquanto se dirigiam ao dormitório do Harry.


 


Eles adentraram pela porta e viram o moreno deitado em sua cama.


 


– Harry? – chamou Hermione.


 


– O que fazem aqui? – perguntou ele um tanto ríspido.


 


– Viemos saber o motivo pelo qual você faltou às aulas de hoje. – disse Tiago.


 


– Eu sei de tudo. – disse Harry com magoa na voz, ao que eles pensaram “Ferrou”.


 


– Tudo o que? – perguntou Jane cautelosa.


 


Harry olho-os como se eles estivessem brincando com ele, mas a expressão dos dois mostrava que não.


 


– Da gravidez. – cuspiu ele.


 


– Isso! Ah o que tem demais? – perguntou Tiago.


 


– Agora não precisam mais fazer caridade comigo. – despejou ele.


 


– O que?!. – fizeram os dois.


 


– Agora que tem um filho para criar, vou entender se vocês não me quiserem mais por perto. –  Falou com a voz embargada.


 


– Harry, meu amor, nós te amamos e nunca o abandonaríamos. – disse Jane se sentando a cama de Harry e o abraçando.


 


– É campeão, você sempre vai ser nosso filho mais velho. – disse Tiago, pois sabia o quanto era doloroso se sentir rejeitado.


 


– Mas.... mas – Harry não conseguia dizer nada poucas vezes na vida se sentira amado como naquele momento.


 


– Estávamos pensando em te chamar para morar conosco, mas se você não quiser nós entendemos. – disse Jane e os outros dois se voltaram para ela.


 


– Mais é claro que eu quero, sempre sonhei em ter uma família. – disse Harry que não cabia em si de tanta felicidade.


 


– Harry, Tiago e Lilian sempre seram seus pais, mas se você aceitar podemos ser também. – continuou ela.


 


Harry não tinha palavras para descrever a felicidade de pela primeira vez desde que seus pais morreram ter uma família. Naquela noite os Potter celebraram juntos a chegada de um novo membro à família. 





COMENTEM PLEASE!

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Comentários: 3

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Enviado por Lyna Scarlett em 18/02/2013

ai eu to chorando que lindo to adorando a su a fic

Nota: 5

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Enviado por Tality em 10/02/2013

Amei!!!!! meus olhos estão cheios de lagrimas, coitado do Harry pensou q ia ser abandonado. Ansiosa pelo próximo capitulo :D

Nota: 5

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Enviado por rosana franco em 23/01/2013

Nossa um filho!!Que lindo espero q os tres se acertem!!!

Nota: 5

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