– NÃO! - eu disse e passei a frente de Taylor me ajoelhando ao lado de Daniel. - Daniel, você está bem?
– Estou sim eu só... - não o deixei terminar.
Eu puxei Daniel e Taylor para fora da casa antes que eles começassem a brigar ali.
– O QUE DEU EM VOCÊ? - gritei para Taylor.
– Pensei que ele era o cara que estava te assediando. - Taylor disse em defensiva.
– Tinha alguém te assediando? - Daniel perguntou preocupado.
– Não, bem mais ou menos. - expliquei sem sucesso, pois Daniel cerrou os punhos e esbravejou.
– Me diga quem é esse que eu vou acabar com ele!
– Eu não sei quem é. - eu disse revirando os olhos. - Agora me escutem...
Eu ia começar a pedir explicações quando vi um corpo passar pela janela quebrando os vidros, fazendo com que as pessoas que estavam do lado de fora saíssem correndo dali desesperadas. O homem se levantou cambaleante e um grito foi ouvido de alguém que estava dentro da casa.
– NÃO SE META COM A MINHA NAMORADA SEU TARADO! EU VOU QUEBRAR SUA CARA!
– Merlin, é ele. - falei assim que vi o homem se virar em minha direção e me lembrei daquele rosto me pressionando contra a parede.
– É ele? - perguntaram Taylor e Daniel me fazendo perceber que havia feito meu comentário um pouco alto.
– Vou quebrar a cara daquele desgraçado. - disse Taylor e foi em direção ao homem bêbado que agora se encontrava abraçado á caixa de correio.
– Tay! - o chamei e fui atrás dele.
– Deixa ele. - Daniel falou segurando meu braço.
– O cara está bêbado, foi acabado de ser lançado pela janela e...
– Você vai mesmo defender ele?
– Não é só que eu não concordo com a violência. - respondi e reprimi um grito ao ver meu primo socando a barriga do desconhecido. - TAYLOR!
– Tudo bem, eu faço seu primo parar. - Daniel falou após um suspiro vendo o pavor em meus olhos.
Daniel chegou perto do homem agora jogado no chão e do meu primo e o segurou, mas antes voltou correndo até o homem e o chutou.
– Homens. - murmurei.
– Está ficando tarde acho melhor você ir para casa. - Daniel disse. - E você bebeu um pouco é melhor você ir antes que comece a ficar tonta.
– Tudo bem, eu só vou procurar a Ária e...
– Eu te levo para casa. - disse Taylor e passou o braço por meus ombros. - Obrigado cara e me desculpe pelo mal entendido.
– Pode ficar tranquilo, eu faria o mesmo se fosse você.
– Nos vemos por ai. - Taylor se despediu com um aperto de mão de Daniel e me levou até seu carro.
– Pode me deixar na casa dos meus pais. - eu disse percebendo que ele fazia o caminho até seu apartamento.
– Eles não vão falar nada sobre você chegar bêbada?
– Ei! Eu não estou tão bêbada assim e eles não estão em casa, estão viajando.
– Tudo bem.
– Taylor, você pode parar na farmácia, por favor? Preciso comprar alguns remédios. - eu disse me lembrando de que eu não tinha mais remédios para ressaca em casa caso precisasse.
– Tudo bem. - ele disse e fomos à procura de alguma farmácia aberta, mas não havia nenhuma aberta.
Quando finalmente encontramos alguma farmácia aberta não havia lugar para estacionar o carro e Taylor parou um pouco longe da farmácia e eu o convenci de que eu estava bem e consegui fazê-lo ficar no carro sem se preocupar.
Eu comprei remédios e mais algumas outras coisas que eu lembrei que precisava e sai, mas estava chovendo muito forte e havia algumas pessoas ali na frente da loja para se proteger da chuva e eu não pude pegar minha varinha. Resolvi sair da loja mesmo com a forte chuva que caia e veio uma dor na minha cabeça muito forte segundos após eu resolver sair correndo da farmácia, como se não bastasse isso eu acabei tropeçando e cai no chão. Alguns segundos depois minha dor de cabeça foi melhorando e eu peguei as coisas que estavam no chão e as coloquei dentro da sacola de novo. Segui em direção ao carro e assim que achei fui correndo em direção ao carro.
– O que você pensa que está fazendo? - Taylor me perguntou.
– Me desculpa por molhar seu carro é que...
– Hermione, para. Por que você veio para cá nessa chuva?
– Porque eu precisava voltar.
– O que aconteceu com seu joelho? - ele disse e eu olhei e percebi que havia um imenso machucado ali. - E vou te levar para casa.
Dentro de dez minutos eu já estava em casa e Taylor me levou até em casa em seus braços.
– Taylor, eu já disse eu não estou tão mal assim, você não precisa se preocupar. - eu disse pela quinta vez enquanto ele subia as escadas comigo e eu me apertava em seu pescoço com muito medo de cair.
– Isso não é esforço nenhum para mim. - ele disse abrindo a porta do quarto de Hermione e a colocou na cama.
– Onde ficam os remédios? - ele perguntou e eu apontei para o banheiro.
Me lembrei de Harry, Rony e Gina ao me ver sendo cuidada pelo meu primo, eles sempre cuidavam de mim daquela forma, me senti mal em tê-los abandonado, mesmo que eu voltasse em alguns meses isso não era certo. Eu queria fugir dos paparazzi e não dos meus amigos e meu namorado. Pensei em Rony, ele deveria estar muito mal com a notícia de que eu havia fugido. Ainda mais agora que finalmente ele havia se declarado a mim, eu me sentia culpada por não amá-lo da mesma forma que ele me amava e por mais que eu negasse eu sabia que meu coração só pertencia a uma pessoa e o nome dela era Draco Malfoy. Mas agora que a guerra havia acabado eu não precisaria mais vê-lo novamente e eu aprenderia a amar Rony do mesmo jeito que ele me ama e viveria feliz ao lado dele.
– Hermione! - Taylor exclamou surpreso ao ver que eu chorava. - Fica calma.
Ele limpou meu machucado enquanto eu ainda chorava às vezes ele mandava um olhar sentimental a mim, mas eu continuava chorando silenciosamente.
– Pronto. - ele disse terminando de colocar o curativo e me abraçou. - Não fique assim.
Ele disse e tocou em meu rosto para limpar as lágrimas que ainda teimavam em cair.