FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

50. Capítulo 49


Fic: Tudo por Amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

— Lá, embaixo da asa direita, está Hogsmeade, senhor Black — informou o piloto do jato que saiu do meio das nuvens e iniciou a aproximação final. — Antes de aterrissar darei uma passada sobre a pista para me assegurar de que esteja em boas condições.


Sirius apertou o botão do intercomunicador para responder.


— Tudo bem, Steve — disse distraído, enquanto estudava o rosto preocupado de sua esposa. — O que foi? — Perguntou em voz baixa a Marlene. — Pensei que a tivesse convencido de que não tem nada de ilegal entregar uma carta que estava dirigida a Gina Weasley. As autoridades estão inteiradas de que tenho a permissão geral de Harry para me encarregar de seus assuntos financeiros. Já entreguei a eles o envelope com as intruções para que tratassem de rastrear sua procedência. Embora esteja convencido de que não os ajudará absolutamente — adicionou com uma risadinha. — Tem o selo postal de Dallas, onde sem dúvida Harry paga a alguém para que receba as cartas que me escreve, tira do envelope original e depois me envia este.


Como sabia como era importante para seu marido o que estava fazendo, Marlene fez um esforço para esconder sua preocupação.


— E por que faz isso se confia tanto em você?


— Faz para que possa entregar às autoridades qualquer envelope que receba dele, sem que descubram seu paradeiro. Protege aos dois. Assim, como verá, até agora estou respeitando completamente a lei.


Marlene apoiou a cabeça contra o encosto de couro branco do sofá que dominava a cabine do avião e suspirou. Mas sorria.


— Não, isso não é totalmente verdade. Não disse ao FBI que junto com a sua, ele enviou uma carta dirigida a Gina Weasley, e também não disse que iria entregar a ela pessoalmente.


— A carta dirigida a ela está em um envelope fechado — retrucou ele. — Não tenho como saber o que Harry escreveu. Por isso, não sei, poderia conter receitas culinárias. Espero — adicionou com horror fingido — que não esteja sugerindo que devo abrir a carta para ver o que há dentro. Isso seria uma ofensa contra as leis do país. Além disso, meu amor, não há nenhuma lei que me obrigue a avisar às autoridades cada vez que Harry entre em contato comigo.


Alarmada e divertida ao mesmo tempo pela indiferença com que seu marido tratava o assunto, Marlene o olhou. Apesar de seu ar sofisticado, seus trajes feitos sob medida, seu iates e aviões privados, Sirius era acima de todas as coisas um lutador. E o amava por isso. Acreditava na inocência de Harry Potter e esse era o único motivo que necessitava para que fizesse o que iria fazer. Ponto. Embora soubesse que era inútil e provavelmente desnecessário, Marlene tinha insistido em acompanhá-lo até Hogsmeade, só para assegurar-se de que não se envolvesse muito.


— Por que sorri assim? — Perguntou Sirius.


— Porque amo você. E você? Por que sorri?


— Porque você me ama — sussurrou Sirius com ternura, passando um braço sobre os ombros dela. — E por isso — confessou. Colocou a mão no bolso do saco e tirou a carta de Harry.


— Disse que isso não contém mais que uma lista de instruções com respeito a Gina Weasley. O que tem de engraçado em uma lista de instruções?


— Isso é o engraçado: uma lista de instruções. Quando enviaram Harry a cadeia tinha uma fortuna de investimentos distribuídos ao longo de todo mundo. Sabe quantas instruções me deu quando me outorgou poder geral para as dirigir?


— Não. Quantas?


— Uma só — disse, muito sorridente. E levantou um dedo. — Disse: "Tente não me falir".


Marlene riu e Sirius olhou pela janela do avião que já aterrissava na pista.


— Joe já está aqui com o carro — disse, referindo-se ao chofer, que tinha ido até Dallas em um avião de linha para alugar um carro e ir buscá-los no aeroporto. Sirius queria chegar e partir sem que ninguém soubesse de que tinham estado ali, o que significava que não podiam chamar um táxi do aeroporto, no caso de que em Hogsmeade houvesse serviço de táxis.


— Algum problema, Joe? — Perguntou Sirius ao instalar-se no assento traseiro do carro.


— Não — respondeu Joe. — Cheguei faz uma hora e localizei a casa de Gina Weasley. O pátio da frente estava cheio de bicicletas de crianças.


Marlene reatou a conversa que tiveram no avião.


— Que tipo de instruções deu Harry com respeito a Gina Weasley?


Sirius tirou um papel dobrado do bolso, leu as primeiras linhas e disse com secura:


— Entre outras coisas, devo observar cuidadosamente que aspecto tem e ver se perdeu peso ou se não dorme bem.


Marlene registrou imediatamente a pouco comum preocupação de Harry Potter por sua ex-refém, e isso suavizou sua atitude por ele.


— Como pode saber disso apenas a olhando? Você não sabe como era antes de passar uma semana com Harry.


— O único que me ocorre é que por fim Harry cedeu ante o estresse a que esteve submetido. — Sirius fez um esforço para não demonstrar o difícil que era o outro pedido de seu amigo. — O próximo ponto desta lista você adorará. Também se supõe que devo averiguar se está ou não grávida.


— Apenas a olhando? — Exclamou Marlene no momento em que Joe dobrava e entrava em uma rua residencial ladeada de árvores.


— Não, acho que se supõe que devo perguntar. Por isso estou tão encantado de que você tenha se oferecido para me acompanhar. Se ela negar estar grávida, devo informar a Harry, se acreditar nela ou não.


— A menos que tenha feito algum tipo de teste de gravidez, é possível que nem ela mesma saiba. Só faz três semanas que se separou dele em Colorado. — Marlene colocou as luvas no momento em que Joe parou o automóvel em frente a uma casa, estilo rancho, da qual saía uma boa quantidade de crianças que montavam em suas bicicletas e se afastavam pedalando. — Deve gostar muito dela para estar tão preocupado, Sirius.


— Sente-se culpado — replicou Sirius com completa segurança enquanto descia do carro —, e responsável. Harry sempre tomou com muita seriedade suas responsabilidades.


No momento em que avançaram pela varanda, da casa saíram duas crianças em cadeiras de rodas. Avançavam a grande velocidade, gritando de risadas, perseguidos por uma jovem bonita.


— Johnny — exclamou ela rindo, enquanto corria —, me devolva isso! — Sirius e Marlene pararam, observando a perseguição e a uma Gina Weasley que ria a gargalhadas enquanto tentava alcançar aos meninos. — Está bem — disse por fim, sem notar a presença do casal de desconhecidos —, vocês ganharam, monstros! Amanhã não farei prova escrita. E agora, me devolva o caderno. — Johnny lançou um grito de triunfo e devolveu. — Obrigada — disse Gina, desordenando carinhosamente o cabelo de seu aluno. — Está começando a manobrar com muita habilidade, Tim. Não deixe de fazer isso na partida do domingo, sim?


— Sim, senhorita Weasley.


Gina se virou para vê-los se afastarem, e logo então se deu conta da presença do casal, parados perto da porta de sua casa. Sirius e Marlene se aproximaram, enquanto Gina os observava intrigada. De algum jeito, à luz do anoitecer, pareciam vagamente familiares.


— Senhorita Weasley — disse o homem, sorrindo. — Sou Sirius Black e esta é minha mulher, Marlene. — Desde perto, Marlene era tão bonita como seu marido, morena, e seu sorriso era tão cálido quanto o dele. — Está só? — Perguntou Sirius, olhando para a casa.


Gina ficou tensa.


— São jornalistas? — Perguntou com desconfiança. — Porque se forem eu já disse...


— Sou amigo do Harry — interrompeu ele em voz baixa.


O coração de Gina lhe deu um salto dentro do peito.


— Entrem, por favor — convidou excitada e surpreendida.


Entraram pela porta traseira, pela cozinha em cujas paredes penduravam panelas e frigideiras de cobre, e ela logo os conduziu para a sala.


— Que lugar tão bonito! — Disse Marlene tirando o casaco enquanto observava a alegre residência com seus móveis pintados de branco, seus almofadões verdes e azuis, e os vasos de barro com plantas que ocupavam todos os cantos.


Gina fez um esforço para sorrir, mas ao tomar o casaco de Sirius, perguntou com desespero:


— Harry está bem?


— Pelo que eu sei, está muito bem.


Ela se relaxou um pouco, mas era difícil ser boa anfitriã quando a única coisa que queria era saber por que estavam ali, e ao mesmo tempo desejava desesperadamente prolongar a visita desse casal, porque Sirius Black era amigo de Harry e, de algum jeito, era como se levasse Harry até a casa dela com ele.


— Posso servir um pouco de vinho ou um café? — Perguntou enquanto eles se sentavam.


— Eu adoraria um pouco de café — disse Marlene, e seu marido assentiu.


Gina preparou o café em tempo recorde, colocou taças e pratos em uma bandeja e retornou a sala com tanta rapidez que seus dois visitantes sorriram ao vê-la, como se compreendessem o que sentia.


— Não sei por que estou tão nervosa — confessou Gina com uma risada abafada, colocando a bandeja sobre a mesa de centro. — Mas... Me alegro muitíssimo de que tenham vindo. Irei trazer o café assim que esteja preparado.


— Não a achei nervosa quando enfrentou o mundo pela televisão e tentou, considero que com muito êxito, fazer com que o público simpatizasse com Harry — comentou Sirius, olhando-a com admiração.


A calidez do olhar e da voz de Sirius a fizeram se sentir que tinha feito algo valente e maravilhoso.


— Espero que todos os amigos de Harry pensem o mesmo.


— Harry já não tem amigos — disse Black. — Mas por outro lado — adicionou com um sorriso —, com uma defensora como você, não acho que precise de muitos.


— Quanto tempo faz que o conhecem? — Perguntou Gina, sentando-se em uma poltrona, de frente a eles.


— Marlene não chegou a conhecê-lo, mas faz oito anos que eu sou amigo do Harry. Fomos vizinhos em Carmel, Califórnia. — Sirius observou que Gina se inclinava para frente e se deu conta de que queria saber todo o possível a respeito dele. — Além disso fomos sócios em várias empresas financeiras. Quando o prenderam, Harry me concedeu um poder geral que me dá o direito e a responsabilidade de dirigir todos seus assuntos.


— Parece maravilhoso que você tenha aceitado essa responsabilidade — disse Gina, e em seu tom e seu olhar, Sirius percebeu o primeiro brilho da calidez que essa moça tinha dado a Harry em Colorado, quando ele mais precisava. — Ele deve ter muito carinho e muita confiança para ter concedido tanto a você.


— Eu sinto o mesmo por ele — respondeu Sirius, incômodo, sem saber como explicar o motivo de sua visita.


— E por isso veio de Califórnia? — Sugeriu Gina, ansiosa por ajudá-lo. — Porque como amigo de Harry, queria me dizer que aprovava o que disse durante a conferência de imprensa?


Sirius negou com a cabeça e tratou de ganhar tempo falando de detalhes.


— Agora só passamos as férias em Carmel — explicou —, vivemos em Chicago.


— Até sem ter estado nunca lá, eu acho que preferiria viver em Carmel — respondeu Gina, seguindo o que ele fazia e decidida a falar sobre temas sem importância.


— Vivemos em Chicago porque Marlene é presidente da Bancroft e Companhia, cuja central está lá.


— Sirius tem que lhe entregar uma carta, que sem dúvida explicará isto muito melhor do que ele está fazendo em seu atordoamento — disse Marlene, com suavidade.


Gina observou Sirius colocar a mão no bolso e tirar um envelope. Com a sensação de que o mundo girava como enlouquecido a seu redor, pegou.


— Incomodariam-se se eu a lesse agora mesmo... Em particular? — Perguntou tremendo.


— É obvio que não. Enquanto isso, nós desfrutaremos do café.


Gina assentiu e se virou. Abriu o envelope com rapidez enquanto saía da sala, com a intenção de dirigir-se a seu dormitório, mas como a sala de jantar estava mais perto, foi para lá, sem se dar conta de que seguia estando dentro da visão de seus visitantes. Preparou-se para outro sermão de Harry a respeito do infantil e absurdo que era dar importância à relação que tinham mantido em Colorado. Mas quando desdobrou a carta e começou a lê-la, a ternura e o prazer que alagaram seu coração cicatrizaram todas as feridas. O mundo inteiro desapareceu e o único que existiu para ela foram essas palavras incríveis que estava lendo e o homem que as tinha escrito sem pensar que ela chegaria a ler...


Minha querida Gina, nunca lerá esta carta, mas me ajuda escrever todos os dias. Mantém você perto de mim. Deus, como sinto saudades! Sua lembrança está presente em cada hora de minha vida. Quem dera não a tivesse conhecido. Não, não disse isso a sério. Do que me serviria a vida sem as lembranças de você que me fazem sorrir?


Pergunto-me constantemente se é feliz. Quero que seja. Quero que tenha uma existência gloriosa. Foi por isso que não pude dizer as coisas que sabia que queria que dissesse enquanto estivemos juntos. Temi que, se fizesse, me esperasse durante anos. Sabia que queria que dissesse que a amava. Não dizer isso foi a única coisa generosa que fiz em Colorado, e agora até isso lamento.


Amo você, Gina. Deus, amo tanto!


Renunciaria a minha vida inteira só para ter um ano com você. Seis meses. Três. O que fosse.


Roubou meu coração em poucos dias, meu amor, mas me deu o seu. Sei que fez isso... Via em seus olhos cada vez que me olhava.


Já não lamento ter perdido a liberdade, nem me enfureço ante a injustiça dos anos que estive preso na cadeia. Agora o único que lamento é não poder ter a você. É jovem e sei que me esquecerá com rapidez e que seguirá com sua própria vida. Isso é o que deveria fazer. É o que deve fazer. Quero que faça, Gina.


Isso é uma maldita mentira. O que quero é voltar a vê-la, tê-la em meus braços, fazer amor com você uma e outra vez, até tê-la enchido tão completamente que não sobre lugar em você para ninguém mais que eu. Até que a conheci, nunca tinha pensado na relação sexual como "fazer amor". Isso é algo que nunca te disse.


Às vezes fico suando frio com medo de ter deixado você grávida. Sei que devia te dizer que se esse for o caso, que abortasse meu filho. Soube em Colorado que devia lhe dizer isso, mas Deus, não queria que fizesse isso, Gina !


Espere... Me acaba de ocorrer uma solução em que até agora não tinha pensado. Sei que não tenho nenhum direito a pedir que tenha meu filho, mas se estivesse disposta, há uma maneira de solucioná-lo: poderia pedir uma licença e se afastar de Hogsmeade. Eu me encarregarei de que tenha dinheiro mais que suficiente para compensar os salários que perca e para pagar todos seus os gastos. Depois, quando nascer nosso filho, eu gostaria que o levasse a minha avó. Se estiver grávida e estivesse disposta a fazer isto por mim, eu escreveria a ela de antemão e explicaria tudo. Apesar de sua multidão de defeitos, essa mulher jamais em sua vida fugiu de uma responsabilidade, e se encarregará de que nosso filho seja bem criado. Ela controla o que teria sido uma parte da minha herança; uma ínfima parte dessa herança será mais que suficiente para pagar todos os gastos e a educação do bebê.


Tinha razão quando me disse que não devia ter fechado a porta para minha família. Há coisas que podia ter dito a minha avó, até depois de ir embora de casa, e que teriam neutralizado o ódio que sentia por mim. Tinha razão quando disse que em minha juventude eu a amei e a admirei. Tinha razão em tudo, e se agora pudesse modificar as coisas, asseguro que faria.


Decidi que te mandarei esta carta, depois de tudo. É um erro. Sei que é, mas não posso impedir. Preciso dizer o que deve fazer se estiver grávida. Não suporto pensar que pense que não existe mais alternativa que o aborto.


É possível que estejam vigiando a correspondência que recebe, de modo que em lugar de utilizar o correio farei esta carta chegar por outro meio. O homem que entregará é um amigo. Está se arriscando por mim, assim como você. Confie em Sirius tão completamente como confiaria em mim. Diga se estiver grávida e o que quer fazer, para que ele me transmita isso. Uma coisa mais, antes de que me apresse a ir ao povoado a tempo para o envio semanal da correspondência: quero que tenha um pouco de dinheiro para algo que necessite ou queira. O dinheiro que Sirius entregará é meu, de maneira que não tem sentido que discuta ou se negue a aceitá-lo. Sirius age segundo minhas instruções e as seguirá ao pé da letra, assim que não o faça passar um mau momento, meu amor. Eu tenho dinheiro mais que suficiente para minhas necessidades.


Quem dera tivesse tempo de te escrever uma carta melhor, ou tivesse guardado alguma das outras que escrevi, para poder enviar no lugar desta. Eram todas muito mais coerentes. Não voltarei a escrever, então não espere outra carta. Nos escrever significaria avivar as esperanças e os sonhos dos dois, e se não deixar de esperar, morrerei de tanto que a desejo.


Antes de terminar... Vi nos jornais que Costner está por estrear um novo filme nos Estados Unidos. Se depois de vê-lo você se atrever a começar a fantasiar com o Kevin, irei perturbá-la durante o resto de sua vida.


Amo você, Ginai . Amei em Colorado. Amo aqui, onde estou. Amarei sempre. Em qualquer parte. Sempre.


Gina teria tornado a ler a carta, mas a corrente de lágrimas que derramava a impedia de ver, e as páginas deslizaram pelos seus dedos. Cobriu o rosto com as mãos, apoiou-se contra a parede e chorou. Chorou de alegria, com uma sensação agridoce e também com uma furiosa sensação de inutilidade; chorou pela injustiça que tinha convertido Harry em um fugitivo e por sua própria estupidez ao ter se separado dele em Colorado.


Na sala, Marlene fez uma pergunta a Sirius em voz baixa enquanto pegava a cafeteira de porcelana, mas seu olhar se dirigiu à porta da sala de jantar e, alarmada, conseguiu ver as costas de uma mulher que chorava.


— Olhe, Sirius! — Exclamou, ficando rapidamente de pé para ir rapidamente até a sala de jantar. Fez um gesto de compaixão ante os soluços desesperados da proprietária de casa, e apoiou as mãos sobre os ombros de Gina.


— Posso ajudar em algo? — Perguntou.


— Sim! — Exclamou Gina com voz entrecortada. — Pode ler essa carta e me dizer se é possível que alguém ache que esse homem é um assassino!


Indecisa, Marlene levantou a carta do piso e olhou para Sirius que se deteve na porta.


— Sirius, por que não serve a todos um pouco desse vinho que Gina nos ofereceu faz um momento?


Sirius demorou vários minutos em encontrar o vinho, localizar um saca-rolhas e abrir uma garrafa. Estava tirando copos de um armário quando Marlene entrou na cozinha. Olhou-a por sobre o ombro, com a intenção de agradecer por o ter acompanhado, mas a expressão agitada de sua mulher o obrigou a se virar, esquecendo por completo os copos.


— O que aconteceu? — Perguntou ansioso, estudando as bonitas feições de sua mulher.


— A carta do Harry...! — Sussurrou ela, com os olhos cheios de lágrimas. — Deus, Sirius, essa carta é incrível!


Furioso com Harry por ter angustiado sua mulher, Sirius rodeou-a com seus braços, enquanto tomava a carta e começava a lê-la com os olhos entrecerrados. Pouco a pouco sua irritação se converteu em incredulidade, logo em pena. Acabava de ler a última linha quando Gina apareceu na porta. Ao ouvi-la chegar, Marlene se virou, pegando o lenço que Sirius oferecia para secar os olhos.


— Está se tornando uma noite incrível... Sinto muito, Gina — se desculpou ele, estudando a estranha expressão da moça. — Estou seguro de que Harry não queria fazê-la infeliz.


Pela última vez, Gina considerou tudo o que estaria deixando para trás se executasse o plano que acabava de conceber, mas sua decisão já tinha sido tomada na sala de jantar. Lutou para manter uma aparência de tranquilidade.


— Quando Harry entrar em contato com você, peço que por favor o lembre de que eu fui abandonada por minha própria mãe, e que me nego a trazer um filho a este mundo para que façam com ele o mesmo que me fizeram. — E adicionou com um sorriso choroso: — Peço por favor que também o diga que se quiser que tenha seu bebê, coisa que eu gostaria muito, o único que tem que fazer é permitir que me junte a ele em seu esconderijo.


A última frase caiu como uma bomba na residência e Gina viu que a expressão de Sirius Black passava do assombro à admiração, mas ao responder mediu com cuidado suas palavras para apagar seu entusiasmo.


— Não sei se Harry voltará a se colocar em contato comigo, nem quando.


Gina lançou uma gargalhada levemente histérica.


— Oh, sim! Claro que entrará em contato com você... E muito em breve! — Disse com total segurança, compreendendo que seu instinto nunca a tinha enganado com respeito a Harry e que se tivesse obedecido o que ele dizia, provavelmente teria podido convencer Harry de que a permitisse acompanhá-lo a qualquer parte que fosse. — Entrará em contato com você logo, porque vai querer saber o quanto antes minha resposta.


Sirius compreendeu que era provável que ela tivesse razão e abafou um sorriso.


— Há alguma outra coisa que quer que eu diga quando entrar em contato comigo?


Gina assentiu enfaticamente.


— Sim. Diga que tem no máximo... Quatro semanas para me levar antes de que eu tome outras medidas. E o assegure de que... — Vacilou, envergonhada ante o pensamento de ter que dizer algo assim a Harry através de uma terceira pessoa, mas decidiu que com se que Harry escutasse essas palavras, o meio não tinha importância alguma. — Diga que eu também estou morrendo sem ele. E diga que se não me deixar ir me reunir com ele, gastarei todo seu dinheiro em vinte e cinco mil vídeos do último filme do Kevin Costner, e que depois me derreterei por ele durante o resto de minha vida!


— Acredito — disse Marlene rindo — que isso o fará aceitar no ato. — Em seguida se dirigiu a Sirius.


— Lembrará de tudo isso ou quer que tome algumas notas?


Sirius dirigiu um olhar de surpresa a sua mulher que nesse momento parecia tão empenhada em envolvê-lo na vida de Harry como tinha estado em tentar impedí-lo duas horas antes. Depois se virou e serviu vinho em três copos.


— Acho que isto merece um brinde — anunciou, passando os copos. — Por desgraça neste momento fiquei sem palavras.


— Mas eu não — disse Marlene. Levantou seu copo, olhou para Gina e disse, sorrindo com suavidade: — Por todas as mulheres que amam tanto como nós. — Em seguida levantou a vista para olhar a seu marido e adicionou: — E pelos homens que amamos.


Gina notou que Sirius a olhava, sorrindo com orgulho e ternura, e nesse momento tomou um carinho intenso por eles. Parecem-se com Harry e eu, decidiu. Eram um sinônimo de amor, compromisso e união.


— Por favor, eu adoraria que ficassem para comer. Não sou grande coisa como cozinheira, mas possivelmente nunca voltemos a nos encontrar e eu gostaria de saber mais a respeito de... Tudo.


Ambos assentiram em uníssono.


— A respeito de tudo? — Perguntou Sirius com picardia. — Bom, então acho que posso começar com uma análise detalhada dos mercados do mundo financeiro. Tenho algumas teorias fascinantes sobre as possíveis causa do declínio dos mercados mundiais. — Riu ante a expressão de surpresa de Gina. — Ou suponho que também poderíamos falar sobre Harry.


— Que grande ideia! — Brincou Marlene. — Pode nos contar algumas história da época em que eram vizinhos.


— Começarei a preparar a comida — disse Gina, enquanto quebrava a cabeça pensando no que podia servir que não significasse ter que passar muito tempo na cozinha e não poder participar da conversa.


— Não — disse Marlene —, mandaremos Joe procurar uma pizza.


— Quem é Joe? — Perguntou Gina, que já pegava o telefone para encomendar a pizza.


— Oficialmente, é nosso chofer. Extra-oficialmente, é um integrante a mais da família.


Meia hora mais tarde, os três estavam comodamente instalados na sala e Sirius fazia o possível para satisfazer a curiosidade de suas duas interlocutoras com versões cuidadosamente censuradas de seus dias de solteiro como vizinho de Harry.


Eram mais de onze quando, a contra-gosto, os visitantes decidiram que tinha chegado a hora de ir. Gina se desculpou e se encaminhou a procurar algo em seu dormitório. Quando voltou, com o suéter verde e a calça que tinha usado na viagem de volta de Colorado, Sirius e Marlene a esperavam junto à porta de entrada.


Obedecendo ao pedido de sua esposa de que a deixasse falar um instante em privado com Gina, Sirius se despediu da proprietária de casa.


— Esperarei no automóvel com Joe enquanto você e Marlene se despedem.


Gina ficou nas pontas dos pés para beijá-lo e ele a abraçou com força, surpreso pelo medo que sentia por ela e por Harry.


— Se por acaso isso a fizer sentir-se melhor — disse, embora seu bom julgamento a aconselhava que não o fizesse —, minha corporação é proprietária de uma agência internacional de investigações, e durante as últimas três semanas os estive fazendo investigar todos os que estiveram em Dallas trabalhando no filme de Harry.


— Mas por que logo agora? — Perguntou Gina . Ao dar-se conta de que não tinha sido muito amável, desculpou-se. — Sinto muito... O que acabo de dizer é uma grosseria e além disso deve me considerar uma ingrata.


Sirius sorriu e balançou a cabeça, admirando a lealdade da moça por Harry.


— Sei que disse isso por desespero e preocupação, não por grosseria. E a explicação é que antes do julgamento, Harry contratou uma agência tão famosa como a nossa, para que fizesse exatamente o mesmo, e eles não puderam encontrar nada que o ajudasse. Além disso, disse-me especificamente que não necessitava nem queria que o ajudasse em nada, além do que me tinha encarregado. E considerando que seu amor próprio já estava em migalhas pela publicidade, respeitei seu pedido e permiti que dirigisse seu caso como quisesse.


— E seus investigadores — disse Gina com ansiedade, agarrando-se ao tom alentador que tinha pensado perceber na voz de Sirius — descobriram algo novo, não foi?


Depois de uma breve vacilação, Sirius decidiu que, já que Gina tinha decidido compartilhar o exílio de Harry, dizer-lhe não podia causar nenhum mal.


— Em parte se refere a Cedrico Diggory — começou a dizer, mas Gina o interrompeu.


— Cedrico Diggory a matou?


— Não disse isso — advertiu Sirius com firmeza. — Se houvesse provas disso, não estaria aqui, a não ser dizendo a gritos aos meios de comunicação, para que as autoridades legais não tivessem mais remedeio que tomar medidas.


— Então o que descobriram?


— Descobriram que possivelmente Diggory mentiu ao declarar como testemunha. Durante o julgamento, afirmou que sua aventura com Cho datava de vários meses e que "estavam loucamente apaixonados". A verdade é que ele estava envolvido também com outra mulher.


— Com quem? — Perguntou Gina, sem fôlego. — Pode ter sido ela que colocou as balas na arma por ciúmes do que havia entre Cedrico e Cho.


— Não sabemos de quem se trata. A única coisa que conhecemos é que duas semanas antes do assassinato um camareiro ouviu uma voz de mulher na suíte de Diggory. Esse mesmo camareiro acabava de entregar o jantar na suíte de Harry, e Cho abriu a porta, de maneira que a mulher que estava com Diggory não era ela. Mas de todas as maneiras, não acredito que nenhuma mulher tenha trocado essas balas. Acredito que foi Diggory.


— Mas por que acredita?


— Possivelmente porque Harry sempre insistiu em que Diggory estava envolvido, e agora me empolguei — admitiu Sirius suspirando. — A questão é que Cho não teria podido manter a si mesma e também manter em grande estilo de vida Diggory a menos que seguisse trabalhando e conseguisse que decretassem o divórcio obrigando Harry a pagar uma forte soma de dinheiro. Mas Cho nunca foi uma das estrelas favoritas do público, a menos que Harry a dirigisse, e no momento em que a imprensa publicasse que tinha sido surpreendida sendo infiel, sua popularidade decairia, junto com suas possibilidades de ganhar dinheiro. Agora que sabemos que, enquanto tinha uma aventura com ela, Diggory saía também com outra mulher, não parece muito provável que seja verdade seu testemunho de que estava louco pela Cho. Isso nos deixa a possibilidade de que seu principal interesse por ela tenha sido econômico, e que quando as possibilidades econômicas de Cho desapareceram, ao ser descoberta com ele na suíte de Harry, tenha decidido livrar-se dela. Também é possível que nunca tenha tido intenções de casar-se com Cho, e que a tenha matado porque ela o pressionava. Quem sabe! E mais, Diggory é o único que controlou fisicamente a arma enquanto durou a filmagem. Embora Harry não tivesse modificado o guia, para que fosse Diggory e não Cho quem disparasse o primeiro tiro, Diggory tinha forças mais que suficientes para assegurar-se de que a arma estivesse apontando
para Cho e não para ele, no momento do disparo.


Gina se estremeceu ante a macabra conversa e suas verdadeiras implicações.


— E Harry está informado disto?


— Sim.


— O que disse? Quer dizer, está excitado ou feliz pelo assunto?


— Feliz? — Perguntou Sirius com uma gargalhada amarga. — Se você tivesse sido condenada por um crime que não cometeu e se achasse completamente impossibilitada de alterar a situação, acredita que estaria feliz ao descobrir que a pessoa a quem mais despreza no mundo é provavelmente o culpado de tudo o que aconteceu? Além disso, há outra complicação — adicionou. — Também descobrimos alguns dados de menor importância a respeito de outras pessoas que estavam no set de Dallas, que também poderiam ter feito no lugar de Diggory.


— Que classe de informação?


— Para começar, anos antes, Bellatrix Lestrange teve uma aventura com Diggory, que supostamente tinha terminado. Entretanto, ela ainda estava o bastante ciumenta de Cho para que, depois que terminou o julgamento, dissesse a quem quisesse ouví-la que se alegrava de que Cho tivesse morrido. Talvez seu ciúmes tenham sido muitos para causar a morte dela. Depois está Emily Snape, que teve que ser submetida a todo tipo de medicações durante um ano depois do assassinato, coisa que parece uma reação bastante excessiva por parte de uma pessoa que supostamente não foi mais que uma testemunha presencial e inocente. Pedro Pettigrew, o assistente de direção do filme, tampouco conseguiu sobrepor-se até muito tempo depois, embora ninguém ignora o que ele sentia por Diggory. Então já vê — terminou dizendo em tom sombrio —, são novas evidências que assinalam simultaneamente a todo mundo e que, por isso mesmo, resultam inúteis.


— Ah, mas não necessariamente deve ser assim! Quer dizer, tem que existir uma maneira de obter com que a polícia, ou o fiscal do distrito ou quem quer que esteja a cargo do assunto, veja-se obrigado a investigar essas novas provas.


— Harry por fim teve sorte, ao conhecê-la — disse com ternura. — Você continue rezando — adicionou, soltando-a — necessitamos de toda a ajuda que possamos receber. — Tirou um cartão onde escreveu dois números de telefone e um endereço. — Estes são nossos números de telefone particulares de Chicago e de Carmel. Se não nos encontrar em nenhum dos dois lugares, ligue para minha secretária no número de meu escritório, que está impresso no cartão, e peça que diga onde estamos e como comunicar-se conosco, seja onde for. O endereço que acabo de escrever é de nossa casa em Chicago. Também se supõe que devo entregar este cheque do Harry.


Gina fez um movimento negativo com a cabeça.


— Em sua carta me explicou para que era o cheque. Não vou precisar.


— Lamento não poder fazer nada mais — disse Sirius. — Realmente sinto, por você e pelo Harry.


— Asseguro-lhe que já fez muito. E agradeço por ter dito tudo o que me disse.


Quando Sirius saiu para esperar no carro com Joe O'Hara, Gina estendeu para Marlene a roupa com a qual tinha viajado de Colorado.


— Notei que Sirius e Harry são da mesma altura e corpulência, e eu sou ao redor de cinco centímetros mais baixa que você. Por isso, e por outras coisas das que soube esta noite, acredito que reconhecerá isto. — Ao ver que Marlene assentia, Gina as entregou. — Tive que colocar isso para viajar até aqui, mas as lavei na tinturaria. Pensava mandá-las de volta para a casa por correio; mas nunca soube o endereço.


— Fique com elas — disse Marlene com suavidade —, pelas lembranças que devem ter. Inconscientemente, Gina as embalou contra seu peito.


— Obrigada.


Marlene tragou com força para superar o nó de emoção que tinha formado na garganta ante o que acabava de saber.


— Estou de acordo com você em que muito em breve Harry entrará em contato com meu marido. Mas está absolutamente segura do que tenta fazer? Sem dúvida quebrará alguma lei, e começarão a buscar os dois. Se tiver sorte, viverá o resto de sua existência se escondendo.


— Me diga uma coisa — disse Gina, olhando-a nos olhos. — Se Sirius estivesse lá, em alguma parte do mundo, só, a amando... Se a carta que leu esta noite ele tivesse escrito para você, o que faria? Me responda com franqueza — adicionou, temerosa de que sua nova amiga tentasse fugir da resposta.


Marlene suspirou.


— Tomaria o primeiro avião, barco, automóvel ou caminhão que me levasse até ele. — Abraçou Gina e sussurrou: — Até mentiria e diria que estou grávida com tal de que me deixasse me juntar a ele.


Alarmada, Gina ficou tensa.


— O que a faz pensar que não estou grávida?


— Sua expressão quando Sirius perguntou se estava, e o fato de que começou a negar com a cabeça antes de pensar melhor e se deter.


— Mas não dirá ao Sirius, não é?


— Não posso dizer — respondeu ela com um suspiro. — Desde que nos casamos não escondi nada, mas se digo isto, ele repetiria para Harry. Faria-o para proteger aos dois, porque embora tente esconder, o que tenta fazer e que resultados isso pode ter o deixam com um medo terrível. E a mim também.


— Então por que me ajuda?


— Porque acredito que, separados, a vida não será vida para nenhum de vocês dois — explicou Marlene com simplicidade. — E porque — adicionou com um sorriso — acredito que se estivesse em meu lugar, faria o mesmo por mim.


Gina se despediu deles do alpendre da casa. Logo entrou e procurou a carta de Harry. Sentou-se, releu-a, e suas palavras a encheram de calidez e fortaleceram sua coragem.


Amo você, Gina. Deus, amo tanto! Daria a vida inteira com tal de poder estar um ano com você. Seis meses. Três. O que seja... Nunca pensei em uma relação sexual como "fazer amor" até que apareceu você... Não voltarei a escrever, assim que não espere minha carta. As cartas respirariam nossas esperanças e nossos sonhos, e se não deixar de esperar e de sonhar, morrerei de tanto que a desejo.


Gina recordou as últimas palavras de Harry em Colorado, seu tom divertido e condescendente quando disse que o amava: "Você não me ama, Gina. Não conhece a diferença entre o sexo e o amor verdadeiro. Agora, ouça bem, volte para sua casa, que é onde deve estar". E logo as comparou com a verdade, o que dizia na carta: "Amo você, Gina . Amei em Colorado, amo aqui, onde estou. Sempre amarei. Em qualquer parte. Sempre".


O agudo contraste a fez balançar a cabeça, surpreendida.


— Com razão ganhou um Oscar como Melhor Ator! — Sussurrou.


Em seguida se levantou da poltrona e apagou as luzes da sala, mas levou a carta ao dormitório para voltar a lê-la.


— Ligue para mim, Harry — ordenou do fundo de seu coração —, e nos tire deste estado de angústia. Ligue para mim, meu amor.


Na casa do lado, as gêmeas Patil também estavam levantadas, a uma hora desacostumada para elas.


— Nos disse para ligar — assinalou Parvati a sua irmã gêmea. — O senhor Thomas disse que ligássemos para Dallas, a qualquer hora que fosse, se notássemos a presença de desconhecidos ou de algo pouco habitual na casa de Gina Weasley. Me dê o número da placa desse carro que esteve estacionado toda a noite em frente à casa, para que o passe.


— Mas Parvati! — Protestou Padma, escondendo detrás das costas o pedaço de papel com o número da placa do carro. — Não me parece bem que espiemos Gina, nem sequer por pedido do FBI.


— Não estamos espiando! — Exclamou Parvati, rodeando-a e arrancando o papel das mãos dela. — Estamos protegendo Gina disso... Desse monstro ateu que a sequestrou! Ele e seus desagradáveis filmes cheios de cenas sujas! — Adicionou, pegando o telefone.


— Não são sujas! São bons filmes! E além disso, acredito que Harry Potter é inocente. Gina também acredita. Disse-me isso na semana passada, e também disse pela televisão. Além disso, assegurou que ele não fez nenhum mal, estão não sei por que tentaria fazer agora. Acredito — confiou — que Gina está apaixonada por ele.


Parvati se deteve quando estava para digitar o número de Dallas.


— Bom, se estiver — declarou com desgosto —, é uma romântica incurável, assim como você, e terminará chorando por esse ator de cinema que não vale nada.   


n/a: oq acharam?? Será q Harry vai ligar e o Dino oq vai fazer?? 

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 2

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por ANGELA VANESSA DE LIMA em 17/01/2013

Putz mesmo!!!!  Eu também chorei e muito. Sou suspeita para dizer o quanto gosto desse casal e o quanto fico na torcida para eles se reencontrarem, espero sinceramente que seja logo. Quanto ao Dino, quero que faça exatamente seu papel e investigue e  consiga encontrar as provas necessarias para inocentar o Harry,  não quero ele nem de longe perto de Gina. Posta mais, a cada dia fico com gostinho de quero mais e mais.

Parabéns, vc escreve muito bem!!! 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Edwiges Potter em 17/01/2013
Putz, chorei com essa carta!!! Eu muito ansiosa pra saber como é que vai ser agora, o Harry recisa entrar em contato com a Gina!!! E o Dino? Ah, o Dino que reabra ocaso e investigue os outros melhor!! Acho que depois desse cap. eu consigo arriscar um suspeito, ainda tá complicado, eu ainda tenho dúvida sobre todos, mas tô achando que foi a Belltrix, ela é a que mais encaxa com as coisa que o Sirius disse!! Provavelmente deve ser ela a muher que o camareiro falou, além do Harry ter mandado ela embora mais cedo e ela não foi!!
Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2023
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.