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14. Morsmordre


Fic: Lost in paradise


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Capítulo XIV – Morsmordre


 


-Então você me garante que ela está pronta Severus? – disse Voldemort, olhando para o comensal, que o olhava de volta firmemente, sustentando o olhar do lorde, deixando-o  ler seus pensamentos. O lorde viu as lembranças dos últimos dias na mente dele. Viu os treinos de lily sobre as imperdoáveis e os conceitos de cada uma delas; De repente chegou ás lembranças de uma aula em particular, vendo Severus beijando lílian, fazendo-lhe uma certa proposta indecente...


-Ela aceitou Severus? – o lorde o olhou divertido, enquanto Snape desviava o olhar, encabulado. Em seguida voltou a olhar para o lorde que o observava divertido, achando aquilo engraçado. Não sabia que ele fosse capaz de torturar prazerosamente sua namorada e futura esposa, e ainda mais, que ela fosse aceitar. É, realmente ele havia transformado Lilian  em uma comensal da morte, pensou o lorde surpreso.


-Ela aceitou e gostou, milorde  – Snape disse com um discreto e malicioso sorriso – Na verdade ela adorou e eu também...


-Imagino  – o lorde disse com o mesmo sorriso divertido e malicioso – pode deixá-la entrar, mas só quando eu a chamar. Hoje lhe concederei a marca. – O rosto de Snape se iluminou ao ouvir a permissão, inclinando-se numa reverencia agradecida ao lorde, que suspirou satisfeito. Em seguida foi em direção das escadas, descendo rapidamente, parecendo feliz e animado. Mas o lorde também estava. E até muito ansioso, pois estava bem próximo do horário marcado da reunião e nem Bellatrix, nem o marido chegara, matando ele no suspense, tão louco ele estava por vê-la... parecia que não a via há séculos, Merlin... Quando ela vai chegar?


-Milorde, boa noite... – ele ouviu a voz feminina atrás de si, e involuntariamente seu coração deu um salto, não imaginava o motivo... ou imaginava?


Ele se virou lentamente e teve um choque. Aquela não seria Bellatrix. Não seria. Não era possível, aquela mulher deslumbrante e maravilhosamente sexy ser Bellatrix Lestrange. Seus olhos ligeiramente se arregalaram, ele não pode evitar ao fitá-la de cima a baixo. Um discreto sorriso surgiu no canto de seus lábios inconscientemente, mesmo que ele tentasse fingir que não estava surpreso, que estava imune e indiferente, ela o surpreendia e o seduzia catastróficamente. A reação que ela causava nele era incontrolável. Abriu a boca para dizer alguma coisa, mais não conseguiu por um momento. Ela estava linda demais. A bruxa mais linda e sexy que ele já tinha visto.


-Seu... seu marido, onde está? – ele disse ainda extasiado com a figura dela. Ela usava um vestido curto com detalhes de renda e seda negra, tão sexy e provocante que mais parecia uma langerie. O corset,  moldava-se perfeitamente a sua cintura e seu busto, deixando os seu seios empinados e cheios, fazendo inveja as mulheres comensais, que lançavam olhares sórdidos para ela de cima a baixo, carregados de inveja. O casaco comprido, ia até a altura do vestido, sem esconde-lo contudo, deixando tudo mais harmônico com o clima de inverno. Os cabelos presos no alto em um coque refinado, deixavam alguns cachos soltos propositalmente pelo seu rosto e pescoço, deixando-a ainda mais graciosa e elegante, principalmente o rosto, tão lindo e caprichosamente maquiado, a pele perfeita, os lábios vermelhos e cheios, os olhos muito bem desenhados, um leve rubor nas maçãs do rosto... e para completar botas de cano médio de couro, meia opaca texturizada, e luvas francesas de couro, o mesmo couro das botas. Por um segundo, o lorde não sabia o que dizer diante dela. Ela aproximou-se ainda mais e o lorde sentiu o perfume, o maravilhoso cheiro cítrico e envolvente, tão cheio de personalidade e requinte, que a envolvia, deixando tudo ainda mais atraente, fazendo-a ainda mais sexy...


-Ele virá meu lorde – ela disse baixo com a voz carregada de malícia e desejo, dando ênfase a palavra meu, sem tirar os olhos dos dele. Os homens que chegavam, curvavam-se em reverencia ao lorde, mas o lorde nem os notava direito, não tirando um segundo os olhos dos dela. Eles levantavam-se e olhavam o lorde e Bellatrix, e seus olhares maliciosos e devoradores  consumiam Bella de cima a baixo, enquanto que o lorde se irritava cada vez mais com os homens comensais, que pareciam consumir Bellatrix com olhares mau disfarçados de desejo e lascívia, fantasiando arrancar as luvas com os dentes, ou arrebentar a meia-calça com as mãos e sentir a pele macia dela... o lorde trincava levemente os dentes de ódio e ciúme ao ler os pensamentos de alguns. No entanto, sustentava muito bem a mascara fria, educada e impessoal ao olhar para eles. Então voltou-se novamente no segundo seguinte para Bellatrix, sentindo todo e desejo acumulado de novo.


-Ainda não te dei boa noite, Bella... – ele disse num sussurro, dando ênfase ao apelido, querendo dizer que ela estava linda. Tomou sua mão direita entre as suas e beijou o dorso por cima da luva sem tirar os olhos dos olhos dela, sorrindo com a maior malícia de que era capaz. Ela devolveu o sorriso no mesmo nível e olhou para ele de cima a baixo erguendo uma sombrancelha, admirando. O lorde vestia um terno maravilhosamente negro e muito bem cortado, elegantíssimo. A gravata era de seda verde-escuro com um nó muito bem feito, o chamado “nó de Windsor”  bem fino e apertado, com uma dobra no meio, muito elegante, digno de um lorde. A camisa negra perfeita por baixo do paletó, o sapato lustrado e novo, os cabelos bem alinhados e o cheiro de absinto enchendo o ar em volta dele, fora a famosa aura de magia negra que sempre o envolvia e o seguia, parecendo um deus – ou o diabo, por assim dizer, – tudo naquela sala era requinte, elegância e sedução entre o lorde e Bellatrix. Os comensais estavam boquiabertos.


Voldemort conduziu Bella até a cadeira ao lado direito da dele e ela se sentou, cruzando provocantemente as pernas, mostrando as coxas descaradamente para ele; “Pena que está de meias” ele lançou o pensamento na mente dela. -  “não por muito tempo,” ela pensou alto, enquanto o olhava safada e descarada, fazendo-o curvar o canto dos lábios num discreto sorriso malicioso. Entreolharam-se rapidamente enquanto ele se sentava e Bella se arrepiou dos pés a cabeça ou sentir a proximidade e o calor do olhar dele...


-Boa noite damas e cavalheiros, meus fiéis comensais da morte. – ele disse inclinando-se sobre a mesa discretamente, enquanto olhava todos responderem com um movimento de cabeça, em reverencia – mais uma vez estamos aqui em minha residência, a também sede da ordem das trevas, para decidir o passo seguinte rumo ao domínio do mundo bruxo pela nossa ordem. Bom, esta tarde, me reuni com Yaxley e Pio Ticknesse, nossos representantes no ministério, falando sobre a tomada deste, matando o ministro atual da magia. Estamos na fase final desse projeto, pois já decidimos – ele lançou um olhar significativo para os dois comensais na mesa – quando e onde o ministro será atacado. Será na noite de natal quando ele estará por sorte ou não – olhou novamente para Pio, malicioso – sozinho em sua casa, em Grimaud Place. Só falta eu escolher quem o acompanhará em tal missão, conjurando a marca negra no céu e lançando o fogo maldito sobre a casa, marcando o atentado como feito por nós, a ordem das trevas. – parou de falar por um segundo, soltando um suspiro, pensativo. Colocou as mãos sobre a mesa e uniu as pontas dos dedos, no mesmo gesto significativo de sempre. Em seguida olhou novamente para todos.


-Amico e Alecto Carrow, e Lúcio, por fim, auxiliando Yaxley. Conto com vocês – ele disse olhando para os comensais citados, que fizeram uma rápida reverencia ao lorde – e Pio, você ficará no ministério como se não soubesse absolutamente de nada, apenas aguardando e assumindo qualquer responsabilidade. Na manhã seguinte Lúcio virá aqui e me passará o relatório completo da missão. Yaxley, vá com a máscara de comensal, e no dia seguinte vá imediatamente para o ministério, auxiliar Pio. Não admitirei falhas nessa missão ridículamente fácil. Fui claro?


-Perfeitamente, milorde – Yaxley  respondeu firme, seguido pelos outros comensais, que confirmaram. – Muito bem.


-Agora Severus – ele se virou para o homem de cabelos negros de seu lado esquerdo – o que você tinha a me dizer sobre o pirralho que está se levantando contra mim? – o lorde disse frio, olhando para o homem, parecendo levemente irritado que um estudante qualquer o queira enfrentar. Snape respirou fundo antes de responder.


-Bom milorde, esta tarde tive a infelicidade de descobrir que o menino que venceu o último torneio Tribruxo, Cedrico Diggory, é  o novo queridinho de Dumbledore. Ele, por ordem do diretor ou não, não sei ao certo, iniciou um movimento de aliciamento  de um pequeno exército, a chamada “armada de Dumbledore” – o lorde riu irônico ou ouvi-lo dizer o nome -  para treiná-los em DCAT, já que a atual professora, a Alta Inquisidora  Dolores Umbridge, não quer que eles aprendam na prática a DCAT; apenas teoricamente, por ordem do ministro Cornélio, seu marido. Nessa tarde também, vi o diretor destruir a sua segunda horcrux, o famoso anel de Marvolo Gaunt, que estava guardado com ele em seu escritório. Ele tentou colocar o anel no dedo, mas o anel lançou uma maldição mortífera sobre ele, que em seguida  golpeou com força o anel com a famosa espada de Griffindor,  que dizem capaz de liquidar com a magia negra, e consequentemente, matar o lorde das trevas...


-Partindo-o no meio, e então você entrou na sala e acudiu o velho, não é Severus? – o lorde disse um tanto desdenhoso e irônico para ele, que abaixou a cabeça meio envergonhado. Snape abriu a boca para falar, mas o lorde com um gesto da mão o conteve. Bellatrix olhou para Snape e curvou os lábios num sorriso de desdém, pensando “traidor, amante da ordem da fênix...”


-Milorde, se me permite – começou novamente Snape tentando se justificar, olhando um tanto suplicante para o lorde. O lorde consentiu divertindo-se com sua angústia e vontade de se justificar e não parecer um traidor. – eu só fiz isso porque tenho um disfarce a manter... – nesse momento ouviu-se um murmúrio baixo pela sala, os comensais dividiam opiniões.


-Calem-se – o lorde disse assombrosamente – deixem ele terminar. – Snape olhou agradecido para o lorde – eu tinha que fazer isso para que ele confiasse em mim. Mas eu não o curei totalmente, e isso foi ótimo para os nosso planos, não é milorde? – disse Snape olhando para o lorde que sorriu maligno – na verdade isso é ótimo, porque a poção que eu dei a ele manterá o feitiço isolado em suas mãos por um tempo, na verdade mais ou menos um ano...


-Tempo suficiente para agirmos dentro do castelo e matá-lo enquanto estiver mais frágil. – disse o lorde finalizando o comprido discurso de Snape,  Levantando-se e andando pela sala, pensativo. Chegou perto do jovem Draco, filho de Lúcio e parou, fazendo o rapaz tremer levemente de medo. Sorriu e balançou a cabeça levemente, divertindo-se com o pavor que o menino sentia dele. Seria ele mesmo a ajudá-los, pensou. e Snape supervisionaria.


-Draco, ponha-se de pé – o lorde falou grave e assombrosamente perto dele, que imediatamente deu um pulo de medo, colocando-se de pé em seguida – Você vai matar o velho Dumbledore.


Todos nesse momento voltaram sua atenção para o garoto loiro e medroso de terno escuro. Alguns riram, como Greyback e Bartoh Crauch Jr, achando que o lorde o mandava em uma espécie de “missão suicida” ou “prova de fogo” por causa do medo e da covardia presentes nele, afinal ele era jovem e inexperiente...


-S-sim m-milorde... – o menino respondeu com a voz fraca e tremida, inútilmente  tentando passar firmeza e coragem. Lúcio e Narcisa entreolharam-se apreensivos.


-É você mesmo. Você não é um comensal da morte? Eu não lhe concedi a marca á toa. Se Dumbledore tem um “escolhido” e seu “queridinho”, eu também tenho. Você vai começar a reunir aliados dentro de Hogwarts para mim, ensinando magia negra e artes das trevas para eles. Será a “armada de Voldemort” ou você-sabe-quem. E você será o precursor, já que é um comensal formado, inclusive possuindo a marca. – o lorde disse em seu ar triunfante e orgulhoso, olhando para frente, como se enxergasse a cena. Novos murmúrios foram ouvidos na sala, e Draco começou a se sentir mais confiante, ao ouvir as palavras ‘escolhido’ e ‘queridinho’ da boca do lorde. Lúcio olhou para o filho seguido de Narcisa, murmurando a palavra ‘reconhecimento’ e ‘glória’ enquanto passava confiança com o olhar. O rapaz em seguida firmou-se de pé, olhando para frente enquanto apertava os lábios,  confiante.


-Não falharei, milorde. Farei tudo o que for do seu agrado. Arquitetarei um plano e matarei aquele velho desgraçado...


-É assim que se fala – disse o lorde olhando-o de volta  e vendo mais confiança nele – você vai dar um jeito de colocar Bellatrix e Greyback lá dentro... – Bellatrix deu um pulo de excitação ao ouvir seu nome pela primeira vez naquela conversa. “Finalmente a ação” pensou. e ainda mais numa missão de invasão ao castelo de Hogwarts, para matar o diretor...


-Poderemos consertar aquele velho armário da Sala Precisa – disse Bellatrix com os olhos brilhando, olhando para Draco e em seguida Voldemort – Há um par na Borgin e Burke’s. Podem formar uma passagem, para entrarmos no castelo, já que há feitiços de anti-aparatação criados pelo velho...


-Excelente Bellatrix – disse Voldemort olhando para ela satisfeito – Viu, Draco, todos estão tentando te ajudar. Você sabe que não pode falhar, certo? – o lorde olhou para ele ameaçador – você sabe perfeitamente bem que eu não admito falhas por parte de meus comensais, e não seria diferente com voce, Draco – o lorde aproximou-se perigosamente dele, olhando-o inquisitivo – se você falhar as consequências serão severas...


-Não falharei, milorde – Draco disse tentando desesperadamente passar confiança e firmeza, mas sua voz saiu fraca e meio tremula de medo – O senhor pode deixar...


-No caso de você falhar, Draco – o lorde se afastou dele indo de volta para a sua cadeira e sentando-se – Severus irá matar o velho no seu lugar – o lorde disse calmamente – e toda a glória que estaria destinada a você eu darei em dobro a ele – completou o lorde mais calmo do que nunca, no entanto com um brilho de malignidade nos olhos vermelhos, adorando provocar o menino, para instigá-lo a querer a glória de ter matado o diretor e bruxo mais poderoso de Hogwarts. Draco olhou rapidamente para Snape e sentiu o brilho do desafio brilhar nos seu olhos. Apertou os lábios mais ainda e sorriu discretamente para o professor, desdenhoso, enquanto Snape lhe lançava um olhar  indiferente e irônico, como quem diz ”você não vai conseguir...”


-Eu não falharei, absolutamente – Draco ainda murmurou para o lorde, mas olhou para Snape com o olhar ainda mais irônico e desprezível. Em seguida fez uma rápida reverencia ao lorde e sentou-se.


-Assim espero. Mas Severus fará um voto perpétuo de protege-lo com sua mãe Narcisa, para o caso de dar algo errado – o lorde voltou a olhar para Snape e depois a Narcisa, vendo-os confirmarem, e com um meio sorriso satisfeito suspirou, relaxando na cadeira. – Agora  Severus, por favor, faça-a entrar... -  disse o lorde com um movimento das mãos displicente, querendo acabar logo com aquilo – imediatamente, milorde – Snape disse  levantando-se e seguindo na direção da escada rapidamente. Em seguida voltou com Lílian de mãos dadas. Ela estava linda em um vestido vinho de inverno, contrastando com seus cabelos vermelhos e seus olhos verdes. O vestido era na altura dos joelhos e ela usava botas de cano médio, de couro marrom. Quando Rabastan, irmão de Rodolfo a viu, remexeu-se involuntariamente na cadeira, despertando o interesse de Rodolfo sobre a inquietação dele em relação da namorada de Snape. Rodolfo o olhou indagando com o olhar o por que dele se mexer tanto. Ele apontou com o olhar a mulher ruiva de olhos verdes que estava do lado do comensal de cabelos negros, e Rodolfo sorriu malicioso.


-Ora,  você a quer? – ele disse num cochicho para o irmão.


-Sim... muito – Rabastan murmurou com um olhar lascivo para a ruiva linda de pé.


-Então por que não investe?


-Voce sabe por que...


-Ora Snape não é de nada; e ela já traía o antigo marido... – os lábios do frances se curvaram num leve  sorriso. Teria que tentar, a mulher era linda.


-Hum, traía? Ótimo saber...


-Bem, vocês já conhecem a futura esposa de Severus, não? – disse o lorde levantando-se – como foi dito a quase dois meses atrás, ela seria treinada por  Severus, e se se achasse digna, eu lhe concederia a marca negra. – o lorde se aproximou do casal em pé, ao lado da grande mesa, no salão de jantar. Olhou para os dois e sorriu discretamente; em seguida virou-se para a mesa novamente. - E hoje eu conversei com ele a respeito de seu treinamento, Lílian, - olhou para ela novamente – e ele me disse que você se saiu muito bem, que progrediu imensamente, e que está apta a se juntar a nós definitivamente, recebendo a marca negra e se tornando uma comensal da morte. Você sabe que entregará a sua vida a mim, não sabe? – o lorde se aproximou ainda mais dela, olhando fixamente em seus olhos. Sentiu um leve tremor passar pelo seu corpo, quando ela ouviu isso;  em seguida viu seu olhar se levantar decidido e confiante, sustentando o olhar dele. Nesse momento lembrou-se por um segundo que, alguns anos atrás tinha visto esse mesmo olhar numa menina de cabelos negros e cacheados, porém muito mais entregue, muito mais decidida...


-Sim, milorde, perfeitamente. E estou disposta a tudo por ti meu senhor – ela falou com a voz meio embargada, como se aquela declaração viesse do fundo de sua alma. Os olhos do lorde encontraram os dela mais uma vez e ela não temeu, não desviou o olhar, pelo contrário;  deixou-se ser  invadida pelo olhar do lorde, que lia sua mente. Ele viu as mesmas lembranças que Severus tinha na cabeça de alguns dias atrás; no entanto dois pares de pequenos olhos verdes muito parecidos com os olhos dela insistiam em ficar gravados em sua mente, ele sentiu que ela lutava para os afastar, mas não conseguia. Imediatamente entendeu de quem se tratava e curvou a boca num discreto sorriso de desdém; em seguida ela desviou o olhar e seus olhos lacrimejaram, mas ela piscou rapidamente para não chorar. De sua boca saiu uma única palavra ao abaixar a cabeça, quase tão baixo como se só tivesse movido os lábios, sem que saísse som algum.


-Harry...


-Voce tem que se livrar da lembrança dele, Lilian – ela ouviu a voz grave do lorde, e levantou a cabeça como se nada tivesse acontecido – ele se colocou no meu caminho, e eu tive que matá-lo. Tenho certeza que você conseguirá se quiser, você é forte – o lorde disse um tanto frio e seco, enquanto olhava rapidamente para Severus, indagativo.


-Ela ainda remoe lembranças...


-Milorde eu estou pronta – lily  disse, mais alto e firme, confiante – servirei a ti com a minha vida; não medirei esforços e ser-lhe-ei leal até a morte. – com isso o lorde olhou para ela surpreso. Em seguida, soltou um suspiro satisfeito e aproximou-se ainda mais, pedindo-lhe com um gesto o braço.


-Dê-me seu braço esquerdo – disse o lorde, enquanto ela estendia o braço em direção a ele. Ele virou seu antebraço para cima, e apontou com a varinha para o lugar onde a marca seria feita.


-Ajoelhe-se. – ela caiu de joelhos imediatamente, sob o olhar atento de todos na sala. era a hora do juramento.


-Voce jura, Lílian Evans, ser fiel a mim eternamente a partir de hoje, com seu corpo, sua alma e seu espírito? – disse o lorde olhando fundo em seus olhos.


-Juro, meu senhor – Lily levantou mais o queixo, sustentando o olhar dele. Bellatrix olhou aquela cena, daquela mulher ali, de joelhos diante do lorde e sorriu, enquanto vieram lágrimas em seus olhos. Um dia, há alguns anos atrás, ela mesma estava naquela posição, fitando o olhar mais lindo e mais frio do mundo, o olhar de seu lorde...


-E você jura que me servirá eternamente com sua alma, entregando-a para me proteger, morrendo em meu lugar se for preciso, protegendo-me até a morte?


-Sim, milorde. Minha vida é sua vida, minha carne  é sua carne e meu sangue, é seu sangue até o meu ultimo suspiro. Serei fiel até a morte.


-Muito bem. Então... MORSMORDRE!


O lorde disse o feitiço, e em seguida uma luz esverdeada saiu da varinha em direção do seu braço, fazendo os contornos da cabeça de caveira e da cobra surgirem, sob os olhos de lily que apertava os lábios de dor. Aquilo ardia e queimava horrívelmente  e nem tinha chegado na metade; lily puxou involuntariamente o braço, mas o lorde segurou firmemente seu pulso, deixando-a na mesma posição, enquanto mirava rapidamente seus olhos. Viu que ela lutava com todas as forças para não chorar de dor, equilibrando as lágrimas  e mantendo-as dentro dos olhos, repetindo para si mesma que não iria chorar. Em seguida viu o preenchimento da cabeça de caveira que se formava no interior do desenho, juntamente com o interior e a cabeça da cobra, que saía de sua boca. A dor se tornou ainda pior, se estendendo por todo o  seu antebraço, quase como uma tortura. Em seguida, quando o desenho foi terminado, o lorde mandou mais um feitiço, fazendo a marca da tatuagem em carne viva cicatrizar-se imediatamente, tornando-a negra. A dor sumiu tão rápido como se iniciou, e ele puxou seu braço, fazendo-a se levantar.


-Voce resistiu bravamente a dor, Lilian. Só existiu uma mulher comensal que resistiu assim – o lorde disse ao vê-la se levantar, com um leve sorriso.


-Eu – disse Bella aproximando-se e cruzando rapidamente o seu olhar com o lorde, e sorrindo de canto para Lilian. Em seguida estendeu a mão para ela e segurou justamente em cima da tatuagem, que nem doía mais – Bem-vinda em nosso meio, Lilian. – ela disse e Lilian segurou também em seu braço esquerdo da mesma forma, com a mão sobre a sua marca negra. Esse era o aperto de mão oficial dos comensais da morte – Obrigado milady – ela disse sem esconder o sorriso, por ter chamado Bellatrix assim, como se fosse a mulher do lorde. “será que o lorde a ouviu?” Bellatrix pensou, meio contente. Em seguida sorriu maliciosa para ela e a abraçou, sussurrando em seu ouvido:


-Lílian,  você não presta.. – ela disse rindo baixinho.


-Ele ouviu. E acho que gostou – Lilian disse no mesmo sussurro, mas sem rir, pois o lorde a olhara pelo canto dos olhos, atrás de Bella, divertido. Quando Bella se afastou de Lilian para dar lugar aos outros comensais que se aproximavam para a saudar, virou-se para lorde, que a fitava intensamente. Quando os olhos deles se encontravam assim, parecia que o tempo parava; todos em volta dela riam e apertavam as mãos de Snape e Lilian, mais Bella se aproximava do lorde que imediatamente a enlaçou pela cintura, colando o seu corpo ao dela, o rosto bem próximo, sentido seu hálito quente...


- O que Foi, milady? - O lorde disse divertido e malicioso, vendo-a arregalar os olhos e sorrir radiante por ele a chamar assim. – Despede esse povo, e vamos para o quarto. Estou louca para...


-Estão dispensados – o lorde disse alto em direção a todos – Cada um faça o que ordenei, até novas ordens. - Com isso ele apertou a cintura de Bella e aparatou junto com ela para o quarto, sob o olhar de todos os comensais que soltaram urros de surpresa e aplausos. Em seguida todos começavam a aparatar indo embora. Snape conversava com Lúcio animadamente, tão feliz estava por lily finalmente ter recebido a marca. Enquanto isso, Lilian recebia o aperto de mão oficial de todos, um por um; Rabastan  foi o último, e enquanto se aproximava de Lílian a olhava fixamente, com um sorriso atraente de canto, misterioso. Lilian sentiu um arrepio incomum se alastrar sobre sua espinha com o olhar dele. Ele a estava desejando? Que isso?  Mas porque? Como poderia ser tão descarado, ali, na presença de todos, inclusive do Sev...


-Muito bem-vinda srta Evans, Lílian não é? – ele disse num sussurro, enquanto estendia a mão para apertar seu braço sobre a marca, educado. Lily estendeu seu braço também na direção dele, e quando assim fez tocando seu antebraço, ele segurou a mão dela em seu antebraço, e com a outra  mão, levou a dela aos lábios rapidamente, beijando-lhe o dorso e demorando-se no beijo, sem tirar os olhos dos dela.  Ela olhou para o gesto dele por um segundo e sentiu um arrepio de medo e desejo. Engoliu em seco e puxou a mão, rapidamente.


-Obrigado Sr...


-Lestrange. Rabastan Lestrange – ele disse ainda sorrindo, olhando-a fixamente nos olhos. Ela correu o olhar discretamente sobre a figura dele. Era um homem bonito, afinal. Alto, magro e com o rosto fino e bem cuidado, os cabelos castanhos bem escuros, com algumas mechas mais claras, davam um toque diferente ao rosto; os olhos azuis acinzentados e a barba por fazer, davam o toque final, numa beleza arrojada e displicente, fazendo dele uma espécie de galã rebelde  – “aquela barba e aquele sorriso iriam longe...” pensou Lilian com um discreto sorriso. Em seguida ficou séria, recriminando-se horrívelmente por pensar assim. O que estava fazendo? E o Sev, hein, Lilian? Foi a pergunta mais estarrecedora que surgiu em sua mente, fazendo-a soltar um suspiro alto, que foi ouvido por Rabastan que sorriu de novo, malicioso.


-Por favor não suspire, senão eu me derreto...


-Lílian, Esse homem está te incomodando? – disse Snape olhando frio e ameaçador para Rabastan que deu um passo para trás, respeitoso  –  Não Sev, ele só veio me cumprimentar por eu ter me tornado comensal...


-Exatamente – disse Rabastan e com um sorriso educado para Snape – Sua futura esposa, Snape, é muito bem-vinda em nosso meio. Eu lhe dou as boas vindas...


-É claro que é, Lestrange. – Snape disse seco – Agora se me der licença... – Snape disse enlaçando-a possessivamente pela cintura, começando a se afastar.


-Claro, toda a licença do mundo. Prazer em conhece-la Srta Evans... – Rabastan disse aumentando ligeiramente a voz, enquanto eles se afastavam. Em seguida abriu ainda mais o sorriso e colocou as mãos nos bolsos, sob o paletó. Rodolfo se aproximou ao lado dele rindo de canto.


-Já plantou a semente não é irmãozinho? – ele disse baixo, compartilhando o sorriso malicioso dele.


-Com certeza. E ela correspondeu direitinho...


-Hum, correspondeu? Ah, essa é das minhas...


-Não, ela vai ser das minhas! – disse Rabastan, mordendo o lábio inferior e sorrindo, olhando o irmão, que sorriu mais ainda, carregado de malícia. Colocou a mão sobre o ombro dele e bateu levemente, afastando-se em seguida. Rabastan manteve o sorriso, enquanto olhava as escadas.


“Ela vai ser irmãozinho, ela vai ser...”

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Comentários: 2

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Enviado por claudia snape riddle em 19/05/2013

kkkkk, ta gostando, né.. rs

Nota: 5

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Enviado por Hellie Lestrange em 11/05/2013

Poste, menina! Mais! Mais! Mais! 

Nota: 5

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