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4. A menta e a orquídea


Fic: Somente pétalas e cinzas - Femmeslash - Cap 4 ON


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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- George? – indagou a ruiva, reparando no semblante do irmão em frente a alguns avisos rotineiros naquele corredor do quarto andar, seu coração bombeou mais forte.

- Ah, oi Gina – ele respondeu virando-se sorridente.  A barba maior que dá última vez que a garota o vira.

Ela se aproximou de vagar, e ele continuou encarando a menina como se a coisa mais natural em um sábado de outono como aquele, fosse ele estar ali, em Hogwarts.

- George – soletrou com um pouco de retardo -, desculpe, mas, o que você está fazendo aqui?

- Hum... Gina – começou George – foi bom inclusive topar com você, eu precisava conversar.

- Como assim topar comigo, eu estudo aqui – alegou sorrindo. – Você é quem está no lugar errado.

- Certo maninha... – colocou a mão sobre o ombro da ruiva e a forçou caminhar ao seu lado. – Você tem razão, eu vim aqui por que precisava conversar com você.

- Mesmo? – indagou contrariada.

- Mesmo – confirmou George, sem encarar a irmã. – Podemos dar uma volta?

- Acho que já começamos a fazer isso – disse sorrindo mais. Aquilo definitivamente era estranho, mas bom. George mal saia do quarto, muito menos de casa desde o fim da guerra.

A garota não conseguia conter uma pequena felicidade brotando em seu peito.

- Eu vou voltar a tomar conta da loja e dos... dos meus negócios – informou, ainda sem encarar a menina. – O que acha disso?

- Hum... Eu acho muito bom George, muito bom mesmo – disse alterando a voz. O tom da felicidade alteando.

- Ok...

Três alunos do primeiro ano passaram por eles, correndo um atrás do outro.

- Eu acho mais que bom na verdade – ela continuou e o rapaz a encarou finalmente, parando de caminhar. – Aquela loja era seu sonho, não pode deixar que tudo morra.

Seus olhos esbanjaram tristeza.

- O sonho morreu junto com Fred – ele alegou.

O coração da garota apertou instantaneamente.

- Tenho certeza que você não veio aqui para me dizer isso – rebateu após alguns segundos. Ele desviou o olhar. – Acredito sim George, que uma parte do sonho tenha morrido junto com Fred, mas a outra parte continua viva, em você. Em nós, que guardamos Fred aqui dentro – ela colocou a mão sobre o peito.

Ele suspirou forte, abaixando um pouco a cabeça.

- De todos nós George, eu talvez tenha sido a que conheceu melhor você e ele. Eu realmente aprendi muitas coisas com vocês, e eu sei que se você tivesse ido ao invés dele, ele ficaria sim, completamente arrasado, mas nunca se entregaria dessa forma.

- Eu...

- Você ficou distante do mundo o tempo necessário, eu entendo isso, mas também entendo que você precisa continuar vivendo... Eu sinto muito a sua falta! – ela o abraçou forte, desabafando em fim, tudo o que sentira e sentia relacionado aos dois irmãos.

- Me desculpe Gina – disse baixinho, enquanto apertava mais a irmã. – Desculpe por tudo.

- Você não precisa se desculpar.

Ficaram ali no meio do corredor por algum tempo. Ouviam a movimentação de algumas pessoas passando para cima e para baixo, e ainda permaneciam ali.

Eles se afastaram um pouco, e Gina se deparou com uma figura conhecida caminhando na direção deles.

- Oi – disse Melissa. Carregava um malote de pergaminhos.

- Oi – cumprimentou Gina de volta.

Ela parou de chofre na frente dos dois.

George a encarou curioso.

- Ah... – indagou Gina, parecia um pouco confusa – ah... Professora... esse é meu irmão, George.

Ela sorriu logo para ele, o ruivo não estendeu a mão para cumprimenta-la devido ao monte de pergaminhos.

- Prazer – disse ele.

- Está visitando a escola? – perguntou Melissa, a voz curiosa.

- Sim, precisava conversar com a minha irmã – pontuou enquanto colocava uma das mãos sobre o ombro de Gina, e olhava ao redor como alguém nostálgico. – E relembrar alguns tempos talvez – terminou esbanjando um sorriso amarelo.

- Certo... Bom, espero que aproveite a visita – desejou ainda sorrindo, e voltando a caminhar na direção oposta do corredor. – Preciso ir... Até mais Gina.

Eles ficaram observando ela desaparecer no fundo, através das escadas.

- Ela é professora de que? – indagou o ruivo.

- Transfiguração.

- Hum... E é uma boa substituta da Professora McGonagall?

- Ah... sim...

- É estranho imaginar a velha McGonagall Diretora.

A garota encarou o irmão.

- Imagino que sim – ela concordou.

Eles continuaram se fitando por alguns segundos.

- Quem te mandou vir aqui? – perguntou a ruiva.

O garoto fingiu uma expressão de espanto.

- Eu sei que alguém lhe pediu George – insistiu a ruiva, sem pestanejar.

Ele suspirou.

- Ah... Já faz um mês e meio que vocês voltaram às aulas e... hum... desde então Rony me escreveu três vez...

- Rony lhe escreveu três vezes?! – ela exclamou quase não lhe dando tempo de responder.
- Gina, calma...

- O que ele disse? – indagou com as bochechas vermelhas.

- Gina – pronunciou enquanto colocava as mãos sobre os ombros da irmã. – Você precisa me escutar – terminou colocando a garota sentada sobre um banco que despojava no canto da parede, sentando-se em seguida.

Ela recostou-se contrariada.

- Eu não posso permitir que seus estudos, que sua vida seja prejudicada por minha causa, por falta do meu bom senso... Todos se recuperaram um pouco... De alguma forma... Exceto eu.

- Do que você está falando George...? – indagou Gina com uma expressão pouco interessada. – Eu entendo você, mesmo.

Ele a abraçou, algo transpirava de si. Algo como um medo transparente.

- Como você disse – ele continuou-, você foi a que nos conheceu melhor, ele não estaria como eu. Ele prosseguiria Gina.

Os olhos da garota se encheram instantaneamente de lágrimas.

O abraçou novamente.

- Tudo bem se eu voltar a tomar conta da loja? – indagou ele, baixinho.

Ela balançou afirmativamente a cabeça.



- Por que você pediu ao Rony que escrevesse ao George? – perguntou pela quinta vez aquela noite à Hermione. O tom bravo já nem era tão perceptivo.

A morena, que lia um livro extremamente grosso na cama ao lado encarou finalmente a amiga.

- E por que você insiste nisso? – indagou a garota. – Eu não entendo por que eu teria algo a ver com o seu irmão vir aqui ter uma conversa com você.

- Hermione, ele não sai do quarto à quase quatro meses – alegou a ruiva revirando os olhos.
A morena sentou-se abruptamente na cama deixando o livro de lado.

- Tudo bem, eu posso ter comentado com Rony sobre o seu estado, mas não tenho culpa que ele tenha escrito ao George diversas vezes sobr...

- Sobre o meu estado? – completou Gina, também se alterando e também sentando-se na cama. – E desde quando você sabe alguma coisa sobre isso?

- Eu...

- Eu não acredito! – continuou a ruiva.

- Gina! – exclamou Hermione. – Eu só estou realmente preocupada com você, não queria te chatear...

- Eu já disse que estou bem!

- E eu não consigo mais acreditar – confessou quase sussurrando. – Eu pedi para você conversar comigo Gina...

- Exatamente – concordou a ruiva, também em tom mais baixo – e por isso mesmo você não deveria julgar que estou com algum problema Hermione, somos amigas! – terminou balançando as mãos desesperada.

A morena suspirou.

- Eu te conheço... – começou novamente Hermione.

Gina, contrariada, voltou a se deitar.

- Isso parece a droga de um circulo, quando penso que você vai parar, começa tudo de novo – disse a ruiva, insatisfeita.

- Se você conversasse comigo, ajudaria. – Hermione também deitou-se novamente. O ar preocupado.

- Eu só não entendo por que escrever à George...

- Você está reclamando? – indagou a morena. – Se Rony não tivesse escrito ele ainda estaria enfurnado naquele quarto! Pensei que você quisesse vê-lo voltar a viver.

- É claro que eu quero Hermione! – protestou Gina, enquanto encarava a amiga. – E ao menos isso foi bom... Ele parece estar mesmo disposto a se recuperar – suspirou – finalmente, mesmo que pelos motivos errados.

- Como assim pelos motivos errados? – perguntou Hermione, também encarando a amiga.

- Oras... se eu não estou bem, assim como você diz, não é por George – alegou –, não somente.

- E pelo o que mais é?

A ruiva riu um pouco alto.

- Você acha mesmo que eu não estou bem não é Hermione?

- Tenho certeza.

Silêncio.

A morena voltara a ler o livro, e Gina começou a tentar pegar no sono. Estava difícil.

- Herms... obrigada por se preocupar... Mas não estou fazendo nada de errado... Assisto as aulas, faço meus deveres, faço minhas refeições, e até comecei a treinar Quadribol com o time da Grifinória...

- Sim, você faz tudo isso, mas você não está como antes. Está agindo com meio entusiasmo em tudo... Harry também reparou Gina, só prefere não comentar... Não se parece com a Gina que conheci!

- E você não acha normal que seja assim Hermione?

- Não! – respondeu em tom indignado à amiga, alteando a voz. – Nós vencemos essa guerra, finalmente Voldemort se foi, para sempre! Metade da escola não tinha que estar em parte, de luto ainda!

- Não tinha? – Gina também alteou a voz. – Metade da escola precisa estar de luto ainda. É assim que as coisas acontecem. Não vai ser assim para sempre, eles só precisam do seu tempo.

Hermione suspirou, agora, ela contrariada.

- Está bem Gina – concordou fechando o livro. – Vamos dormir.

- Eu entendo que você esteja brava... Nós vencemos, como disse. O que não vê, é que o nosso sentimento até hoje, tem sido de vitória sim, alívio, felicidade por quem está vivo, e por quem vai nascer em um mundo melhor... Mas é difícil botar para fora a comemoração... Uma vez que todos perdemos pessoas extremamente queridas.

- Ah... – Hermione ia começar a protestar novamente.

- Até o fim do ano, tudo vai melhorar, mais ainda... Você vai ver – alegou Gina. – Acho só que está um pouco ansiosa, pois você esteve lá fora... O combatendo de frente, não esteve trancafiada aqui dentro... sem poder fazer nada, vendo seus amigos sendo torturados... Ouvindo sobre mortes e desaparecimentos. Achando a cada notícia, que o menino que sobreviveu, nossa única esperança, estava morto – impôs com autoridade. – Como eu disse, você não percebe, mas tudo está maravilhosamente bem na medida do possível.

A morena suspirou...

- Ok, talvez você tenha razão...





A mulher permanecia sentada no amplo banco de fronte ao jardim da escola. A vista era impressionante.

Já fazia dois meses que estava lecionando em Hogwarts, mas ainda não deixava de se impressionar com a beleza daquele lugar.

Conseguia divisar a orla da Floresta Proibida, magnifica por sua áurea misteriosa, o lago, que reluzia aos raios de sol, o jardim em si, bem cuidado.

- Olá... – ela ouviu uma voz grave.

Era Harry.

- Ah... Sr Potter – disse surpresa. – Sente-se – convidou instintivamente.

O garoto sorriu, em uma reação de igual instinto sentou-se ao lado da nova professora de Transfiguração.

Ficaram em silêncio por alguns segundos.

- Está tudo bem? – perguntou Harry, parecia querer quebrar o silêncio incomodo tanto quanto Melissa.

- Sim, sim...

- Hum...

- Só estou... Admirando um pouco os terrenos da escola... – começou um pouco insegura. – Pensando talvez, no que eu poderia ter vivido caso tivesse estudado aqui...

- Certo... – indagou o moreno. – Ah... a Sra estudou em que escola?

- Beuxbatoons.

Ele pareceu surpreso.

- Impressionante... A Sra não tem nenhum sotaque.

- Eu sou Inglesa... Tive de estudar lá pois meus pais se mudaram e fui morar com meus tios...

- Ah, entendo...

- Preferi voltar, uma vez que terminei os estudos... Mas, agora que estou lecionando aqui, é impossível não imaginar como teria sido...

- Não acho muito bom ficar pensando no que não viveu... – o garoto alegou levantando-se. – Eu passei muito por isso...

A mulher sorriu um pouco.

- É, acredito que não seja bom...

- Estou indo visitar um amigo querido – disse apontando para a cabana adiante. – Hagrid...

- O professor Hagrid? – ela comentou. – Ele me disse outro dia que vocês eram bem amigos.

- Sim somos... Como eu fui criado por trouxas... Não sabia de nada do mundo bruxo... Hagrid foi me auxiliar quando eu recebi a carta, criamos uma forte amizade imediatamente – concluiu sorrindo.

Melissa também sorriu.

- Ele parece uma ótima pessoa.

- Sim, ele é – disse começando a se distanciar. – Até mais Professora.

- Certo... Até mais Sr Potter.

A mulher ficou observando o garoto se afastar.

- Posso me sentar? – perguntou a menina ruiva enquanto a mulher dava um salto ligeiramente assustado do banco.

- Gina, você quer me matar do coração? – indagou enquanto encarava a menina.

A ruiva sentou-se rindo um pouco.

- Desculpe...

Também ficaram em silêncio por algum tempo.

- O que estava conversando com Harry? – Alguma coisa em seu tom incomodou Melissa.

- Ah, nada de mais... Por quê?

- Eu só fiquei curiosa.

- Estava o vigiando? – indagou em meio a um sorriso provocativo.

- Claro que não! – protestou a ruiva.

- Me vigiando? – deixou escapar.

A ruiva enrubesceu.

- Muito menos – tentou defender-se.

Silêncio.

- Então, o que faz aqui? – indagou a professora.

- Estou dando uma volta – respondeu simples.

- Hum...

Mais silêncio.

- Ah... não temos nos falado muito desde o início das aulas – começou Gina. – Eu gostaria de me certificar que está tudo bem entre a gente.

Melissa a encarou. Um pouco de surpresa emanava de seus olhos.

- Claro que está tudo bem – respondeu a professora. – Por que não estaria...?

- Hm... – Gina ponderou um pouco. – Acho que depois... ah... depois do que aconteceu... naquelas férias...  Com você dando aulas aqui... ah... talvez as coisas possam ficar meio estranhas.

- O que você sugere com estranhas? – perguntou Melissa em meio a um sorriso.

- Você está achando graça disso? – indagou a ruiva, o rosto enrubescendo.

- Não exatamente – respondeu recostando-se mais no banco. – Estou achando graça das suas palavras.

- O que tem as minhas palavras? – Parecia indignada.

Melissa suspirou.

- Gina, não quero tornar isso mais difícil do que já está sendo ok?

A garota permaneceu quieta.

- Não me importo de ser sua professora, posso deixar para lá o que aconteceu entre a gente, e apenas ter a sua companhia como aluna – disse Melissa, de uma vez. – Acho que podemos fazer isso.

- Ah... ok – concordou Gina.

Permaneceram caladas, observando alguns garotos do primeiro ano correndo pela margem do lago.

- Eu gostaria de ser sua amiga – informou Gina.

Melissa a fitou, mais uma vez, surpresa.

- Você acha isso possível? – indagou a professora.

- Não sei... Hagrid é nosso amigo... ele é um professor – continuou seu raciocínio. – Se é possível com ele, talvez seja possível com você, afinal, já te conhecia, assim como já conhecia o Hagrid.

Melissa sorriu.

- Certo – concordou a mulher. – Vamos tentar então.

Gina levantou-se sorrindo também.

- Está me achando ingênua? – indagou mais uma vez a ruiva.

- Ah... não... não é isso.

- Bom, acho que é melhor não saber o que é – terminou se afastando um pouco.

Melissa fechou os olhos, sentindo a brisa morna tocar seu rosto.

- Você virá ao jogo de Quadribol essa tarde? – perguntara Gina.

Melissa abriu vagarosamente os olhos. A menina permanecia no mesmo lugar.

- É hoje?

- Sim, hoje é o primeiro sábado de novembro... – respondeu rapidamente a ruiva. – Então sim, é hoje.

- Está preparada? – indagou a professora.

- Estou – respondeu segura. – Derrotar a Lufa-lufa vai ser moleza – terminou sorrindo.

- Estarei lá para ver a sua grande vitória então... – afirmou. – Ainda está como artilheira, não é?

- Sim – disse olhando à sua volta. – Harry ainda é o capitão do time, e um ótimo apanhador.

- Eu vi um treino de vocês – confessou Melissa.

- Eu sei que viu – informou Gina.

Agora Melissa enrubescera.

- Se vencermos haverá uma comemoração na torre... Você quer vir?

- Ah... – Melissa mais uma vez surpreendera-se, agora com o pedido. – Não sei se é apropriado... você sabe, professores participarem de comemorações de alunos...

- Não tem nada de mais – disse logo Gina. - Pare de ser careta, você não era assim – terminou sorrindo.

- É um pouco diferente agora...

- Não me decepciona – decretou Gina, enquanto se retirava.


 


 


O jogo fora simplesmente espetacular.

Uma das artilheiras da Grifinória precisara ser retirada de campo com poucos minutos de partida e isso beneficiara muito os Lufanos.

A Grifinória estava perdendo por uma diferença de noventa pontos após quase três horas de jogo, quando Harry pegara o pomo de ouro.


- Você conseguiu pegar a capa com o Harry? – indagou a ruiva para a melhor amiga quando a mesma a chamara para o dormitório feminino do sétimo ano.

- Sim – respondera já entregando-lhe o tecido. – Não vai mesmo me falar para que é? – insistiu Hermione enquanto a garota colocava a capa dentro do bolso das vestes.

- É só uma precaução – respondeu.

- Precaução de que? – perguntou mais uma vez.  – Não devia ter feito isso, ah, não devia t...

- Cala a boca Hermione – a cortou Gina enquanto encarava a porta entre aberta do dormitório. – Eu juro que não é nada demais.

- Você vai me contar depois?

- Hm... – gemeu baixinho.

- Você me prometeu que ia contar, foi o acordo – lembrou Hermione. – Eu nunca mais vou confiar em você Gina.

- Tudo bem, eu vou contar! – prometeu a garota, mais uma vez, enquanto se dirigia à porta.

- Você não vai trocar de roupa?

- Não tenho tempo, todos já estão lá embaixo comemorando – informou olhando pela fresta da porta. – Vamos!


 


Já se passava das duas da manhã, e a maioria dos alunos já tinham ido se deitar.

Alguns poucos boêmios continuavam tomando cerveja amanteigada e whisky de fogo em meio a calorosas conversas próximos a lareira.

- Acho melhor ir – avisou Melissa. – Eu provavelmente não deveria estar aqui... Imagina as três da manhã...

Rony a encarou sorridente.

- Puxa professora, até a Hermione já se esquecera da hora... – disse encarando a namorada que tomava alegremente sua cerveja amanteigada.

Todos a encararam.

- O que? – Hermione fitara Rony. – Obrigada por me lembrar Ronald, é melhor irmos nos deitar mesmo, não acha Gina?- disse pegando a amiga pelo braço.

- Ah...

- É mesmo, está tarde – completou Harry. – Mas acho que a Sra não terá problemas com isso – informou o garoto à Melissa.

- Espero que não... – disse a professora.

- Você pode ir à minha frente Hermione? – pediu Gina.

- Ah... tudo bem – concordou já se retirando. A expressão contrariada.

- Vamos? – indagou Harry à Rony.

- Ah, é uma pena, foi ótimo conversar com você professora, até mais – despediu-se Rony.
Junto com eles mais alguns garotos subiram.

Apenas  Serafim e Jake, dois garotos do sexto ano permaneceram na sala comunal. Ambos absortos em conversas sobre Quadribol e garotas.

Gina sentou-se em uma pequena mesinha próxima à lareira. Bebera um gole de seu whisky e permanecera encarando Melissa, que estava recostada no sofá.

- O que foi? – indagou a mulher.

- Sente-se aqui – pediu a ruiva.

- Eu preciso realmente ir – lembrou à menina enquanto se sentava, também bebericou seu whisky.

- Sabe, as festas eram um pouco mais animadas antigamente – comentou Gina quando observou os dois rapazes restantes se retirarem.

- Bom jogo Gina! – Jake se despediu já subindo os degraus.

A garota sorrira.

- Foi bom mesmo – lembrou a professora.

Silêncio.

- Obrigada por vir – agradeceu Gina.

- Eu não tive coragem de perguntar a McGonagall se era permitido...

- Não esquenta com isso – pediu mais uma vez. – Se não for permitido, ela não vai saber.

- E se aquele zelador e sua gata me virem saindo daqui...? – perguntou. – Você não tem como afirmar que ela não vai saber... Algum aluno pode comentar...

- Onde está o seu espírito aventureiro? – indagou a ruiva, divertida. – Não se preocupe... Ninguém vai comentar, e quanto a te verem... – Gina retirara do bolso a capa.

- O qu...?

- É uma capa de invisibilidade – informou entregando para a professora.

- Nossa, ela é tão... diferen...

Gina a cortou colocando um de seus dedos em sua boca, em um sinal de silêncio.

- Eu senti sua falta – desabafou.

A professora suspirou forte enquanto retirava a mão de Gina de perto de seus lábios.

Mais silêncio. Permaneceram se encarando.

- Eu também senti a sua falta – admitiu em seguida.

- Me desculpe por estar tão distante, eu só... não sei como reagir a isso – informou a ruiva. – Inclusive hoje! Tinha prometido a mim mesma que não ficaria distante de você nessa festa...

- Eu entendo... – disse sincera.

- Com tudo o que aconteceu... rever você foi realmente bom, mas... eu não sei... Eu realmente quero ser sua amiga... mas...

- Você não teve um caso com o Hagrid por exemplo – terminou sorrindo Melissa.

- É... – concordou rindo baixinho. – A nossa situação é totalmente diferente – continuou Gina aproximando-se mais. – Aquilo que tivemos... você foi a primeira pessoa que eu realmente quis e que me correspondeu. Me marcou demais.

- Eu sei...

- Eu quero te beijar...

- Ah...

- E eu sei que se eu fizer isso... vou querer te beijar sempre que te olhar... E isso é meio...

- É meio impossível – completou Melissa.

Mais silêncio.

- Eu fiquei na dúvida sobre esse emprego – admitiu Melissa. – Justamente por que sabia que precisaria te ver sempre, e na situação em que estaríamos, não sabia como seria...

- Você precisava desse emprego.

- Eu sabia que você estava com o Harry, e isso me deixou um pouco menos desconfortável para aceitar... mas hoje... é o que me deixa mais desconfortável com relação ao que sinto...

- Não fale nele – pediu Gina.

- Certo .

Gina levantou-se. Melissa também.

- Eu vou indo – avisou se afastando.

Gina a acompanhou até o buraco do retrato.

Antes de abri-lo Melissa colocara a capa.

Quando dera um passo a frente Gina segurou seu braço.

- Espera... – pediu entrando embaixo da capa também.

Ali era quente. As duas respiravam rápido.

- Eu preciso sentir mais uma vez... a orquídea... – disse a ruiva aproximando-se do pescoço da outra e respirando forte seu perfume. – Ainda está aqui, intacto... – murmurou em seu ouvido.

Melissa apenas a abraçou, sentindo os cabelos sedosos da menina.

- Preciso sentir a menta... – murmurou mais, correndo seus lábios até os de Melissa. Selando um beijo calmo e torturante.

Em seguida saiu de baixo da capa.

Melissa permanecera ali por alguns segundos.

Fora o tempo de Gina caminhar até as escadas, ainda olhando em direção à saída.

Quando a menina desaparecera pelos degraus, Melissa girou o retrato e se encaminhara a seus aposentos.


 


 


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N/A: Bom, eu sei que demorei séculos, e não tenho nenhuma moral... Só o que eu tenho a dizer é desculpem!
Andei meio sem ânimo para escrever além de não ter tempo por causa do trabalho e curso. De qualquer maneira agora eu vou tentar ter mais empenho.
Mas, tá aí o quarto capítulo, espero que gostem, se alguém ler né rsrs, depois de todo esse tempo sei que tem pessoas que realmente já desistiram. 














 


 


 

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Comentários: 4

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Enviado por elen amanda em 30/01/2013

atualizaaaaa a fic esta muito boa :)

Nota: 1

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Enviado por Van au début de sa vie em 20/11/2012

A Hermione é chata assim mesmo nos livros! kkkkk
E não vou demorar mais 4 meses, eu estou em um bom ritmo xD 

Nota: 5

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Enviado por MiSyroff em 20/11/2012

Aleluia irmãos! O milagre aconteceu! 
ashauhsuahsuhaushauhs
Ai Flor, mesmo ficando muito tempo sem escrever você não perdeu seu dom. E tinha esquecido o quanto a relação das duas era envolvente. Sério, não tem como não tocer pelas duas, querer elas juntas...
E claro, falar pra Hermione parar de ser tão metida! Ahhhh, mesmo que tenha sido bom, ela é chata viu. A sua e a de Sweet Friend.

Esperando que não demore mais 4 meses pra postar ;) Mas vou fazer você escrever ^^

=* 

Nota: 5

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Enviado por Hufflepuffs Bitch em 20/11/2012

George voltou! Uhul! 
Eita, agora vai ferrar tudo, porque as duas vão querer ficar juntas e não vai dar... vish!
Mas eu sei que vc vai dar um jeito de deixá-las juntas (e espero que não demore muito, hum). 

Nota: 5

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