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2. Malfeito feito


Fic: Since I Have Been Loving You


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Quinta, 27 de novembro de 1976


— Cara, se eu descer com a capa, posso afanar bebidas do Três Vassouras à vontade, pense só nisso! — ouvi a voz de James cochichar exaltada, mal conseguindo manter a voz baixa de tanta excitação.


— Tsc, espere só até ver o que Remus vai achar disso... — Peter disse baixinho. — É lógico que o monitor pomposo e responsável não vai permitir que nós criemos um estoque de bebidas no dormitório.


— Pete, quando aparecer uma pilha de chocolates da Dedosdemel na cama dele, ele não vai nem ligar. — Sirius respondeu confiante. James gargalhou abafado, como se tapasse a boca com a mão.


— Podem apostar que não. — murmurei, tentando abrir os olhos.


Visualizei a imagem do dormitório ganhando forma diante de meus olhos. Os três estavam em pé diante da cama com grandes sorrisos no rosto. Sirius me estendeu um pequeno cálice que eu reconheci pelo cheiro ser minha poção analgésica.


— Madame Pomfrey ainda não descobriu quem andou roubando as poções do estoque dela? — perguntei me servindo da poção e me sentindo melhor a cada segundo.


— A não ser que ela enxergue através de capas de invisibilidade, não. — James respondeu cheio de si. — Apesar de que a gente afanou tanta coisa além das suas poções, e ela nos culpa o tempo todo por tudo, não é?... Pode ser que ligue os pontos.


— Ela e todo o corpo docente, Prongs. — Pete completou, gargalhando com gosto.


— Então, — sentei-me na cama, a dor se esvaindo aos poucos e minha mente ficando um pouco letárgica. — o que foi que descobrimos sobre o terreno?


Um Sirius sorridente me estendeu um pergaminho rabiscado. Avaliei-o por uns segundos, reconhecendo um desenho da Casa dos Gritos e uma trilha que levava a um canto mais afastado do vilarejo de Hogsmead. Parecia coberto por árvores e em alguns pontos subterrâneo, tornando muito difícil ser visto enquanto se pegava o atalho. Um sorriso maroto se abriu em meu rosto involuntariamente.


— Precisamos pôr isso no Mapa.


Terça, 2 de dezembro de 1976


A atmosfera na biblioteca estava bem quieta, exceto quando um de nós cochichava alto demais, atraindo o carão da bibliotecária para nós. Sirius, Peter e eu analisávamos o novo pergaminho e tentávamos encaixá-lo com o resto do Mapa, mas não ficava bem de nenhum ângulo. Tentamos desenhar novamente A Casa dos Gritos e encaixar com o novo atalho ao desenho de Hogsmead, mas nada dava certo. Sirius girava o pergaminho tantas vezes sobre a mesa que faltava pouco para rasgá-lo.


— E se a gente... — ele girava o pergaminho mais uma vez, tentando encaixar o início da trilha com a saída da Casa dos Gritos. — se a gente redesenhasse a Casa inteira... colocando-a assim, — ele demonstrou, esticando tanto o papel que eu tive certeza que danificaria o Mapa. — dá pra encaixar com a trilha...


— Talvez, Padfoot, se você não rasgar o Mapa inteiro com a sua delicadeza. — eu ralhei, tirando os pergaminhos das mãos dele. — Não dá pra redesenhar a Casa inteira, a gente ia ter que refazer tooooooda essa parte aqui ó’... — indiquei com a pena que tinha em mãos o círculo de terra em volta da Casa e o Salgueiro Lutador. — e até uma parte do lago... e cara, vai dar muito trabalho...


— Espera aí... — Peter puxou o pergaminho da minha mão e o analisou, colocando tão perto dos olhos que achei que seu nariz se fundiria com o papel. — A gente só precisa mudar o ângulo que a Casa está...


— Não, não, não. Vai ficar diferente da real, Wormtail. Um mapa que não bate com a realidade não serve pra nada. — Sirius discordou, arrancando com força o Mapa das mãos dele.


Sirius! Vai rasgar essa porra e... — ralhei alto demais. Observei Madame Pince vir até nós com passos largos e determinados. Seus sapatos fazendo mais barulho do que nós mesmos.


— Grite essas palavras mais uma vez na minha biblioteca, Sr. Lupin, e eu vou garantir que o senhor passe tanto tempo aqui em detenções que vai preferir estudar em outro lugar! — ela disse num sussurro letal, as narinas se dilatando de nervoso, e saiu com seus passos barulhentos de volta a sua mesa.


— Faz o favor de não rasgar esse pergaminho, Sirius. — rosnei o mais baixo que pude, tirando delicadamente o Mapa de suas mãos.


Virei-me para James, que estava sentado de costas para nós, o pomo de ouro brincando nas mãos enquanto exibia-se para Lily Evans, sentada a umas cadeiras de distância. A ruiva dava risadinhas discretas e hora ou outra murmurava “Metido arrogante...”.


— Será que dá pra fazer a gentileza de prestar atenção, senhor Prongs? — foi a vez de Sirius rosnar. James virou sua atenção para nós, guardando o maldito pomo no bolso.


— Ah, gente, ela ‘tava me admirando! Será que podem me dar esse único momento de...


— Não. Presta atenção aqui, estamos quase terminando.


Peter mostrou mais uma vez o seu método de unir o último pergaminho ao resto do Mapa e James desaprovou. Ele propôs que redesenhássemos o pergaminho da trilha e não o Mapa. Fizemos isso e tudo se encaixou, o desenho da trilha que estava no ângulo errado.


— Bem, eu acho que é isso... — suspirei.


James me lançou um olhar positivo por trás das lentes. Sirius descansou as costas na cadeira, sorrindo satisfeito.


— Eu estive pensando, gente. — Sirius começou, analisando o Mapa pronto e fechando-o em seguida. — Nós temos um senhor mapa aqui... o terreno da escola inteirinho monitorando cada habitante do castelo... — ele parou por um momento, passando os dedos pela capa do Mapa, onde estavam gravados nossos nomes. — isso devia ser só pra gente, não é mesmo?


— Eu pensei a mesma coisa, Padfoot... — James seguiu seu raciocínio. — a gente devia achar um jeito de proteger o Mapa, para que só nós o leiamos.


— Eu sei o feitiço! — anunciei em voz alta, tapando a boca em seguida. Olhei para os lados, mas não vi sinal de Madame Pince. — Eu sei esse feitiço, o que vai proteger o Mapa com uma senha...


— Uma senha seria uma boa, eh? — Pete disse, sorrindo maroto de orelha a orelha. — Tem que ser uma coisa só nossa.


— Bem, nós usamos o Mapa do Maroto para marotagem. — disse James tirando a varinha das vestes. — Então, para fechar o manuscrito, poderia ser algo como... — pigarreou pomposo e apontou a varinha para o pergaminho. — “Malfeito feito.”


Juntei minha varinha a dele, me concentrando e executando o feitiço. Aos poucos, a tinta foi sumindo, deixando apenas um pergaminho inocente e velho.


— Fantástico! — Pete exclamou, abrindo o pergaminho em todas as dobras, procurando por tinta, mas estava completamente limpo. — E para abrir?...


Foi minha vez de pigarrear também com minha suntuosidade cômica de monitor. Fixei a varinha no papel e disse:


“Juro, solenemente, que não pretendo fazer nada de bom.”


Do ponto onde minha varinha tocara a tinta foi se refazendo no pergaminho, apresentando a velha capa do Mapa.


Os Srs. Moony, Wormtail, Padfoot e Prongs,


fornecedores de recursos para bruxos malfeitores,


têm a honra de apresentar


O Mapa do Maroto


Senti meus olhos brilharem e um sorriso se abrir. Peter soltou uma exclamação tão alta que tive certeza que seríamos expulsos dali naquele momento, mas procurei no aposento pela bibliotecária e não a encontrei. No lugar dela, meus olhos se fixaram na figura sombria de Severus Snape, espiando-nos por entre as estantes.


— Mas o que esse seboso está fazendo aqui? — Sirius tentou manter a voz baixa, mas a raiva nela estava evidente demais. — Sempre nos espionando, bisbilhotando, estou ficando de saco cheio...


Olhei-o com advertência e ele revirou os olhos. Esperei uma resposta vinda de James, mas ele já se encontrava a cadeiras de distância, tentando se exibir para Lily novamente.


— Caralho... — Peter não exclamara alto dessa vez, para meu alívio. — Era pra eu estar em detenção com a McGonagall há dez minutos... ela vai me cortar em pedacinhos... — ele choramingou, esquivando-se da mesa e saindo correndo como um ratinho.


Snape só esperou Peter sair adoidado da biblioteca para se aproximar, zanzando pelas estantes como um dementador bêbado. Lancei-lhe meu melhor olhar de desagrado e fui retribuído, mas nada comparado ao olhar que ele lançou ao distraído James, que conversava animadamente com Lily. Só por segurança, enfiei o Mapa no bolso.


— Meu... — Sirius bufou ao meu lado, senti que ele estava perdendo a pouca paciência que tinha. — Meu, se ele não parar de zanzar em volta da gente eu vou dar uma...


Mas Snape apenas nos lançou um olhar desconfiado e saiu do lugar sem pegar nenhum livro. Era claro que ele só fora ali para bisbilhotar. Sirius pareceu pensar a mesma coisa porque eu mal tive tempo para impedi-lo e ele jogou a mochila nas costas e saiu correndo da biblioteca atrás do sonserino. Como amigo e como monitor, eu tive que segui-lo.


O corredor que levava a biblioteca não estava muito cheio e estava livre de professores, o que me aliviou um pouco. Avistei os dois à frente, Snape em meio aos colegas da Sonserina. Sirius tinha varinha na garganta dele, mas o garoto tinha um meio sorriso no rosto.


— Não é da minha conta mesmo, Black. — ele dizia, a voz tão baixa quanto um sussurro. — Não tenho o mínimo interesse em saber o que você e seu namoradinho andam fazendo na biblioteca.


Sirius estava prestes a largar a varinha e cometer a burrice de avançar em Snape com os punhos em meio a uma multidão sonserina, mas eu o impedi, puxando-o pelo braço.


— Por que você não faz o favor de nos deixar em paz, eh? — eu disse, tentando conter Sirius. Ele tinha uma expressão homicida. Seus olhos estavam negros de raiva como eu nunca tinha visto. — Não se cabe de tanta inveja, não é, Snape? Não é culpa da gente se a Lily prefere o nosso amigo a você. — resolvi alfinetar, e deu certo para acalmar Sirius, que deu soltou um risinho pelo nariz.


— Bem, é lógico, Moony... — ele completou, um sorriso malvado se abrindo em seu rosto. — os cabelos de James podem ser espetados e tal, mas pelo menos não estão pingando gordura nas vestes...


Alguns alunos à volta gargalharam. A turminha sonserina foi se afastando, lançando olhares feios sobre os ombros. Snape tinha fechado a cara, mas ele focou em algum ponto sobre o meu ombro e abriu um largo e satisfeito sorriso. Adivinhei o porquê um segundo antes de olhar pra trás e me deparar com o professor Slughorn.


— Ora... Srs. Lupin e Black! — ele bradou, desviando os olhinhos indignados do meu rosto para o rosto de Sirius. — O Sr. Black não é nenhuma surpresa, mas o Sr. Lupin... Dez pontos de cada um e detenção no sábado às duas da tarde... Você, Sr. Snape, vá para as masmorras, eh? — Snape se afastou, muito satisfeito, e o professor voltou a atenção para mim. — Monitor e arrumando confusão pelos corredores da escola, eu esperava mais de você, garoto. — murmurou, apontando um dedo gordo pra mim antes de se afastar ainda resmungando.


— Ele sempre arruma um jeito de me dar detenção! — Sirius urrou, mirando furioso a imagem do professor. — E sempre em sábado de visita a Hogsmead!


— Você ganha detenção o tempo todo, já eu... — aprumei a mochila nos ombros, andando em direção ao Salão Comunal. — Se você tivesse ficado na sua, pra variar, Padfoot...


— Você é que tinha que ter ficado na sua! — resmungou, andando apressado ao meu lado. — Eu tinha azarado aquela turminha toda de sebosos da Sonserina...


— Era exatamente isso que eu estava tentando impedir. Às vezes você se irrita por pouca coisa, Sirius.


— Pouca coisa? Pouca coisa? Porra, o cara não pára de bisbilhotar a gente, sempre tentando arrumar um jeito de nos ferrar, eu tinha mais é que ter azarado mesmo!


Argh, Sirius... — me virei pra ele, já perdendo minha paciência. — Às vezes você é um completo idiota! Não precisa descontar na Sonserina inteira só porque sua família é de lá e você não! — me arrependi das palavras no mesmo momento em que vi seus orbes cinza se encherem de raiva e mágoa. Eu realmente não precisava ter atingido esse ponto.


Ele ergueu a palma da mão para me fazer parar de falar, a boca entreaberta e indignada.


— Não precisa se preocupar em falar comigo hoje. — ele murmurou com frieza e se afastou, tomando outro caminho para o Salão Comunal.



Tentei pensar em algo para dizer antes que ele fosse, mas quando o observei se afastando percebi que a merda estava feita. “Malfeito feito”, uma vozinha na minha cabeça zombou.


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Comentários: 1

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Enviado por Rosário em 30/01/2013

sirius sendo extremamente temperamental :3 delicinha!!!

Nota: 1

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