
Harry e Hermione chegaram ofegantes ao sétimo andar, trocaram um olhar cúmplice, preocupado e ao mesmo tempo encorajador, Harry apertou forte a mão de Hermione na sua antes de voltar o olhar para a parede vazia. Com o coração pulando dentro do peito ele concentrou-se como nunca.
Soltou a mão de Hermione e andou de um lado a outro com os olhos semicerrados e as mãos fechadas em punhos apertados até a conhecida porta de madeira aparecer. O silencio era esmagador no corredor...
-Vamos!
Incentiva Hermione colocando-se ao lado de Harry que segurava a mochila com o chapéu seletor e sua capa da invisibilidade nas costas. Os dois entraram e ficaram impressionados com o ambiente da sala precisa, era um verdadeiro caos.
-Como vamos encontrar uma horcrux nesse maldito lugar em menos de vinte minutos Mione?
Desespera-se o moreno olhando para todos os lados, aquela sala era imensa e cheia de destroços, lixos e pergaminhos.
-Tente pensar como Voldemort faria Harry!!! Não se esqueça que você é o único além dele que pode “sentir” uma horcrux!!!
Explica Hermione tentando acalmar o grifinório, mesmo que ela mesma estivesse muito assustada, não deixaria que Harry percebesse, não agora. O moreno olha para a monitora e acena positivamente antes de sair entre todas as montanhas de lixo em completo silencio, precisava se concentrar ao máximo agora.
..................................Lúcius Malfoy..................................
Ginny tinha os olhos fechados e o rosto completamente vermelho. Não saberia dizer, no entanto, se fora por raiva ou pela forma como um certo sonserino de cabelos loiros a beijara como se não houvesse amanhã, numa sala de aula vazia.
Sentiu as pernas tremerem quando seus lábios se afastaram e quase de imediato suas mãos agarraram a capa negra do uniforme que Draco usava o impedindo de se afastar ainda mais dela.
Suas respirações entrecortadas misturavam-se intensas, o coração da ruivinha estava á mil e no fundo tinha medo de abrir os olhos e estar sonhando de novo, como fizera todas as noites, desejando que ele estivesse de volta.
Percebendo a relutância da grifinória, Draco sorriu de lado a apertando entre seus braços. Mérlin como sentira falta dessa pequena insolente de cabelos de fogo, seu perfume, seu sorriso atrevido, cada tom estridente de sua voz quando o acusava de algo...
Mas, principalmente dos seus olhos, o brilho mortal e cheio de desejo que eram direcionados apenas para ele. Lentamente, aproximou os lábios do ouvido direito da ruivinha que estremeceu enquanto ele sussurrava...
-Abra os olhos Weasley!
Ela os abriu sem forças para contestar a exigência do Malfoy. Uma das mãos do sonserino alcançaram o rosto de Ginny numa carícia tão suave que parecia quase irreal. Seus olhares se encontraram e uma batalha silenciosa fora travada entre os dois... Havia desejo, paixão, ira, adoração, medos, segredos... E algo que nenhum dos dois ousava mais negar... Uma combinação letal entre amor e ódio!
Permaneceram por incontáveis minutos perdidos nos olhos um do outro até o sonserino ir de vagarzinho a guiando contra uma das paredes e roubando-lhe um beijo voraz enquanto colava seu corpo ao dela. Só quando não conseguiam mais respirar se afastaram ofegantes.
-O que queria mesmo conversar Weasley?
Questiona Draco com uma voz perigosamente provocante fazendo Ginny acordar de seu estado de transe sentindo-se furiosa.
-Você fez de propósito!!!
Diz a grifinória entre dentes ao empurrar o sonserino para longe. Draco esfrega as mãos sobre o rosto impaciente.
-O que eu fiz de propósito Weasley?
Pergunta numa voz calma ameaçadora levantando uma sobrancelha, sua postura imperativa colocaria qualquer outro a tremer de medo, mas Ginny não recuou.
-Quer me fazer esquecer o porque de estamos aqui!!! Eu não vou te deixar ir sem as respostas que eu preciso Malfoy!!!
Acusa a ruiva apontando a varinha nervosamente para o loiro que estreita os olhos para ela.
-Ou você tira essa varinha da minha frente ou eu mesmo o faço Weasley!!!
Sibilava o Malfoy furioso, será que essa ruivinha tinha o dom de jogar qualquer bom momento entre os dois no fundo do poço??? Ela queria respostas que ele não estava disposto a dar.
-Não!
Responde determinada a Weasley levantando ainda mais a varinha em direção ao sonserino.
-E se por acaso “eu” não estiver interessado em falar o que pretende fazer? Vai me transmutar num trasgo???
Provoca o Malfoy se aproximando da ruivinha enquanto aumentava o tom de voz furioso.
-Incacerous!!!
Bradou a grifinória amarrando Draco a uma cadeira.
-O QUE RAIOS VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO WEASLEY???
Gritava o Malfoy impressionado e ao mesmo tempo fora de si, o que Ginny pretendia afinal? Arrancar a verdade dele à força??? Ela não conseguiria!!!
-Você NÃO vai fugir de mim novamente!!!
Anuncia determinada a ruivinha cruzando os braços e ficando diante do sonserino.
-Estamos em Hogwarts, cercados por muros intermináveis e aurores, para onde eu fugiria?
Questiona Draco levantando uma sobrancelha com ironia, mas Ginny desvia o olhar para a janela. Fazer Draco Malfoy falar não seria uma tarefa muito fácil.
-Não temos muito tempo Draco...
Murmura Ginny chamando a atenção do sonserino que ficou sério no mesmo instante. Era a primeira vez que ela o chamava de Draco e sua voz perdera toda a energia de poucos minutos atrás.
-O que aconteceu enquanto não estive aqui?
Pergunta o Malfoy severamente.
-Sou eu que farei as perguntas a partir de agora!
Rebate a Weasley respirando fundo e finalmente encarando os olhos metálicos do sonserino.
..........................Cho Chang.............................
Luna retorna ao grande salão a passos lentos, mais distraída que o normal e estranhamente silenciosa. Pela primeira vez experimentara uma explosão única de sentimentos e sensações completamente opostos numa mesma manhã.
Primeiro o medo dos presságios em seus sonhos, havia algo de muito obscuro naquela praia do seu sonho, ela sentiu-se na pele da pessoa que se abrigou na gruta, se concentrasse ainda poderia sentir o cheiro salgado do mar envolvendo-a agora.
Logo em seguida a pessoa misteriosa na lareira conversando com Cho, era óbvio que a oriental estava se referindo à Harry quando disse que estava protegendo quem ela ama... mas, Luna desconfiava dos limites que a Chang poderia ultrapassar para conseguir “proteger” o herói grifinório.
Quando encontrou-se sem sua varinha, logo Ronald fora para seu lado, não a deixara sozinha um único instante. A confortando, a defendendo, a ajudando a procurar por todos os lados, a loirinha até o achou doce quando fez questão de “interrogar” um a um de sua casa para se certificar que ninguém mais a importunava.
Suspirou sentindo o coração apertar. Ele era um bruxo tão incrível que Luna sentia-se afortunada demais por tê-lo ao seu lado, além de corajoso, bonito, era especialmente protetor com ela, confiava seus segredos e a ouvia sem mais duvidar de suas palavras.
Estavam cada vez mais e mais próximos, ela até poderia recitar mentalmente cada detalhe, cada traço, cada perfil do seu ruivinho de olhos azuis. Ele era e seria para sempre seu primeiro amor, aquele que mexeu com seus sentimentos de uma forma como nenhum outro jamais conseguiria.
Somente Ronald conseguia alcançar o coração de Luna e fora o primeiro a recebê-lo por inteiro, no dia que se declarou para ela na sala precisa, a corvinal sabia que depois disso não haveria mais volta. Eles compartilhavam um elo mágico, uma laço raro que precisava ser reforçado com cumplicidade e confiança.
Mas, Luna não tinha experiência alguma com o turbilhão de sentimentos que se apossavam de seu coraçãozinho e cegavam seus olhos toda vez que tinha que se afastar de Rony e o encontrava ao lado do trio de bruxas (gêmeas Patil e Lavender) que já haviam deixado bem claro suas intenções com o ruivinho grifinório.
-É amargo não é?
Uma voz cansada e ao mesmo tempo insolente ecoou ao lado da corvinal chamando sua atenção. Luna nada respondeu, apenas olhou para Cho com curiosidade escondendo seus temores por trás dos orbes azuis.
-Ciúmes Lovegood... ver aquele que é seu nas mãos de outra!!!
Os olhos negros da corvinal faiscavam com as lembranças de Harry e Hermione desfilando de mãos dadas diante de toda Hogwarts.
-Ronald não é propriedade minha... não posso escolher seus amigos!
Responde com simplicidade a loirinha.
-Não está pensando como uma namorada de verdade, não a culpo... não deve ter experiência alguma nisso... Certas companhias devem ser evitadas ou colocarão seu namoro no fundo do poço!!!
Rebate a oriental dando de ombros.
-Você ainda acredita que foi isso que a fez se separar do Harry?
Questiona Luna piscando os olhos em compreensão.
-Você tem alguma dúvida? Se eu o tivesse afastado dela de forma definitiva ele seria meu agora!!!
Responde a chinesa alisando os cabelos negros com nervosismo.
-Harry não é posse de ninguém Cho... ele só está do lado de quem ele ama!
Diz Luna pacificamente sentando-se ao lado da oriental que lhe lança um olhar cético.
-Ele não teve uma escolha... “ela” impôs esta condição ao Harry!!!
Replica ferina a Chang ignorando completamente os olhares curiosos de seus colegas de casa.
-Como pode ter tanta certeza de que ele não a amava antes disso?
Pergunta Luna inocentemente deixando Cho vermelha de raiva, a oriental apertava os talheres em suas mãos com tamanha força que os nós dos seus dedos estavam brancos como papel.
-Ele me disse que não a amava!
Revela amarga desviando os olhos para o prato ainda cheio de comida.
-Tem certeza que foi isso o que ele disse a você?
Insistia Luna olhando de lado para a colega corvinal.
-Ele me amava e agora a Grang... aquela garota metida a sabe tudo se aproveitou de nosso afastamento!!!
Reclama Cho estreitando os olhos mortalmente para Luna.
-Sabe mesmo diferenciar o que é o amor Cho? Ama Harry tanto quanto amava Cedric?
Cho lançou um olhar duro em direção a Luna antes de levantar-se e deixar o grande salão a passos pesados e furiosos. Todos os corvinais da mesa fitavam a loirinha horrorizados, ninguém mais tocara no nome de Cedric desde o torneio tribruxo em consideração à oriental.
Mas, Luna não pareceu arrepender-se de trazer o nome do jovem falecido bruxo para Cho. A loirinha sabia que Cho se negava a acreditar que Harry sempre teve Hermione em primeiro lugar desde sempre, mesmo que nunca o deixasse expressar através de palavras.
Haviam gestos, olhares, sorrisos, carinhos e confidencias que existiam apenas entre eles e mais ninguém, Hermione era a pessoa mais importante na vida do grifinório e Harry era o mundo de Hermione!
Apesar do sofrimento de Cho, que comovia Luna, de certa forma, também a preocupava. A oriental agarrou-se a imagem de Harry como o garoto perfeito depois da traumatizante perda de Cedric e nunca mais se recuperara.
Era preciso exorcizar o coração de Cho para que enfim ela conseguisse enxergar o que realmente era o amor... Harry não poderia ser apenas um substituto de Cedric, nem ele e nem mesmo a Cho mereciam isso! Sem falar que Luna estava muito desconfiada de certas atitudes da outra corvinal.
-Você foi muito cruel Lovegood!!! Isso não vai ficar assim!!!
Acusa Marietta furiosa deixando a mesa e indo procurar a amiga.
..................Ronald Weasley........................
-Já disse tudo o que queria saber! Me solta AGORA Weasley!!!
Bradava Draco Malfoy com fúria em seus olhos cinzentos, seu rosto contorcido numa expressão de ira e seus cabelos agora completamente fora de controle.
Era inoportuno, inaceitável, inconcebível, inadequado e completamente humilhante um nobre puro-sangue em sua posição na sociedade mágica estar refém de um Weasley, em especial o mais novo deles... Draco trincou os dentes ao vê-la cruzar as pernas, ao mesmo tempo que o enfurecia, ela, o provocava demais.
Ginny estava sentada sobre uma mesa mais alta, de pernas e braços cruzados enquanto analisava com precisão profissional o comportamento do sonserino a sua frente. Em cada mão tinha uma varinha diferente, na direita a sua e na esquerda a de Draco.
-Ainda não me disse tudo...
Murmura tranquilamente a ruivinha estreitando os olhos claros. O loiro piscou meia dúzia de vezes, estupefato, com a audácia da grifinória, definitivamente aquele chapéu seletor estava caduco!!! Ela era a personificação ruiva e feminina de Salazar Sonserina. Mérlin ela fazia os gêmeos parecerem querubins!!!
Draco balançou a cabeça para tais pensamentos, incrédulo fitou a ruivinha inclinar-se ainda mais em sua direção o dissecando com o olhar. Abriu a boca para responder-lhes à altura, mas nenhuma palavra saía.
-Tem algo que não está me contando... tudo o que me revelou até agora não é mais do que eu já sabia!!!
Acusa a grifinória apontando a varinha para o nariz do sonserino que prendeu o ar. Ela teria mesmo a coragem de estuporá-lo??? Depois de tudo que já fizera por ela??? Isso o revoltou.
-Como pretende me obrigar a falar? Vai me trair e me torturar também???
Gritou com ela perdendo toda a calma, seu rosto ficando vermelho, sentia-se traído e subjugado. Poderia não estar ao lado de Voldemort, mas mantinha seu orgulho sonserino. Ginny mudou de posição assustada tirando a varinha do rosto de Draco e o encarando extremamente preocupada.
-Eles... eles... eles torturaram você?
Pergunta a ruivinha hesitante sentindo toda a cor fugir de seu rostinho e apertando ambas as varinhas entre os dedos furiosamente. Por Mérlin ele estava na sua casa, com sua família e fora submetido à tortura por se recusar a levá-la.
-Porque acha que me mantiveram lá por tanto tempo?
Draco responde secamente e logo virou o rosto rapidamente olhando para o chão em concentração, sentia-se mais humilhado ainda depois disso, ser torturado e mantido em masmorras por seus próprios familiares não lhe era motivo de orgulho, muito pelo contrário.
-Draco... suportou tudo isso por minha culpa? Esse foi o preço por desobedecer ao seu pai?
Questiona Ginny sentindo um nó se formar em sua garganta e seus olhos ardiam na eminências de mais lágrimas. O sonserino respirou pesadamente sem encará-la ignorando os questionamentos de Ginny que ficava mais angustiada ainda com o silencio do loiro. Rapidamente a Weasley ajoelhou-se diante de Draco desfazendo o encanto sobre as cordas e logo soltando as duas varinhas.
O Malfoy não se moveu, estava indiferente, silencioso com os olhos vidrado num espaço vazio longe da ruivinha que aflita levou ambas as mãos ao rosto do sonserino o puxando delicadamente para si o levando a olhá-la nos olhos.
-Eu te dei minha palavra que não a levaria!
Diz entre dentes para a grifinória que segurava em vão as lágrimas em seus olhos. Furioso, o loiro tirou as mãos de Ginny de seu rosto e segurou seus pulsos ferozmente.
-Não preciso de sua pena!
Anuncia amargamente o sonserino levantando-se bruscamente, mas Ginny o interrompe exasperada.
-Poderia ter evitado passar por tudo isso se tivesse me levado contigo!
Esbraveja a ruivinha levantando-se junto à ele enxugando as lágrimas com as mangas do uniforme. O Malfoy estreita os olhos ceticamente para a grifinória.
-Poupe-me do seu discurso sobre sacrifícios Weasley... não quero ouvir nada disso de você!!!
Esbraveja o sonserino tomando sua varinha sob a mesa e avançando sobre Ginny que recuou alguns passos diante do olhar que ele lhe enviou.
-Então irás me odiar novamente a partir de agora Malfoy?
Pergunta Ginny em um sussurro estrangulado.
-Não estou arrependido do que fiz, menos ainda me orgulho do que suportei dentro da minha própria casa... a ultima coisa que preciso é de uma menininha fraca choramingando por mim!!!
Sibilava o loiro estreitando os olhos mortalmente para Ginny.
-O que esperava que eu fizesse??? Que comemorasse seu sofrimento???
Rebate feroz a grifinória se aproximando mais ainda do sonerino. Os dois se encaravam furiosamente, a tensão era tamanha que poderia sentir a eletricidade estática no ar.
-Esqueça-tudo-isso-Weasley!
Sibilava o loiro com os olhos faiscando perigosamente. Ginny sabia que isso não era nem de longe uma sugestão, era uma ordem!
-Não pode me obrigar a esquecer!
Defende-se a ruivinha apertando as mãos em punhos.
-Sabe muito bem do que sou capaz!!!
Ameaça apontando a varinha para a testa de Ginny. A Weasley congelou, ouviu murmúrios estranhos saindo dos lábios de Draco e da ponta de sua varinha saiu uma auréola branca que envolveu seu rosto e logo se dissipou tão rapidamente quanto surgiu quando o sonserino baixou os ombros praguejando irritado, Ginny ofegou assustada, ele esteve a ponto de apagar sua memória.
Ela desviou os olhos de sua varinha para seu rosto com aflição, deixando o Malfoy sem ar. O que raios ele esteve a ponto de fazer??? Jamais teria se perdoado se a fizesse esquecer de tudo... não suportaria vê-la esquecer-se dele.
-Apagaria tudo da sua mente se não fosse tão irremediavelmente teimosa!!! Seria mais fácil para nós dois!!!
Acusa o loiro apertando os ombros da ruivinha com força e logo a puxando para si encostando suas testas enquanto colocava seus próprios pensamentos em ordem.
-Não me agrada saber que aqueles que deviam proteger você o estão levando à Voldemort!!!
Sussurra Ginny fechando os olhos ao sentir o sonserino estremecer com a menção ao nome do lord das trevas. Mérlin o que o loiro teria passado sozinho nas mãos daqueles comensais??? Será que Snape teria chegado tarde demais???
-Essa agora é a minha realidade Weasley! É meu nome, minha família... toda a minha vida!!!
Diz o Malfoy amargamente.
-Você não é um deles!!!
Esbraveja a ruiva segurando seus braços com força.
-E isso é culpa sua!
Completa Draco prendendo o ar nos pulmões ao sentir que agora Ginny se afastara para olhar em seus olhos.
-Estive a ser preparado para ser um deles desde que nasci e agora... depois de tudo o que vi acontecer... depois de você... tudo o que antes eu desejava ao lado deles perdeu qualquer importância!!!
Confessa o loiro finalmente abrindo os olhos e fitando o rosto esperançoso da grifinória.
-Não posso te oferecer nada Weasley!!!
Explica o sonserino seriamente vendo as esperanças desaparecerem nos olhos de Ginny.
-Eu não me importo...
Responde franzindo a testa confusa.
-Não terei mais dinheiro ou nada de valor para te dar!
Insiste o loiro para desgosto da ruivinha.
-Eu já disse que não me importo!
Grita a Weasley furiosa, que tipo de garota ele pensava que ela era? Pansy?
-Estar comigo é como anunciar traição aos seus!
Previne o loiro com um meio sorriso.
-EU – NÃO – ME – IMPORTO – MALFOY!!!
Esbravejou furiosa.
-Nada mais me importa, nem mesmo se está sobre constantes ameaças dentro ou fora de Hogwarts e não, não me importo se teve que passar por momentos difíceis ou se chegou a se sentir fraco ou inferior enquanto esteve com seu pai, Mérlin, você sabe quantas vezes fiquei em claro olhando aquele mapa, desejando enfrentar os comensais da morte em seu lugar? Eu estive barganhando informações com a Ordem da Fênix para convencer nosso diretor a me contar a verdade e desafiei o professor Snape para te arrancar daquele maldito lugar e ainda assim você tenta me colocar longe de você??? Eu não sou nenhuma menina indefesa!!!
Gritava Ginny a todos pulmões deixando Draco sem palavras. A ruivinha arfava fortemente, estava rubra e enxugava as lágrimas de seus olhos com força enquanto falava freneticamente.
-Já tem todos os membros da Sonserina contra você cabelo de fogo!
Alerta Draco a envolvendo em seus braços protetores enquanto a deixava chorar contra seu peito...
-E por acaso em algum momento eles estiveram a meu favor???
Questiona a ruivinha com um sorriso abafado contra o pescoço de Draco o provocando.
-É um jogo perigoso Weasley!
Diz o loiro levantando o rosto dela para encará-lo, a paixão estava de volta aos olhos da sua grifinória.
-Devo sentir medo agora?
Rebate a ruiva sorrindo amplamente.
-Não se estiver comigo!
Completa antes de calar a Weasley com um beijo urgente e cheio de desejo. Ele sabia que estariam condenados, como lutar contra a corrente, contra o destino e contra cada princípio de sanidade... mas, fazer o que? Ponderava o Malfoy...
Com toda certeza ela valia cada hora de sacrifício dentro daquela maldita cela na mansão, a partir de agora, Ginevra Weasley seria seu maior e mais valioso tesouro e nada nem ninguém se colocaria entre eles, nem mesmo o próprio Voldemort.
Não haveria mais volta... o destino dos dois estava há muito selados... apenas eles não perceberam que os desafios de ambos estava completo.
.....................Narcisa Malfoy...........................
Harry já estava perdendo o que lhe restava de paciência. Estava vasculhando em mais uma das pilhas de destroços e lixos sem sinal algum da horcrux e agora sua cabeça doía como nunca.
-Mione não está dando certo!!!
Reclama o grifinório jogando um pedaço de madeira para o alto com exasperação.
-Harry concentre-se!
Repreende a grifinória estreitando os olhos para o moreno enquanto continuava a lançar feitiços de rastreamento em direções aleatórias.
-Podemos passar semanas procurando! Onde raios o Rony se meteu??? Ele poderia nos ajudar agora!!!
Anuncia Harry impaciente olhando em volta com desespero.
-Nós vamos conseguir Harry... estamos mais próximos do que imagina!
Tranquiliza a grifinória docemente prendendo a varinha na saia e se aproximando de Harry, levando as duas mãos sobre seu rosto o levando a olhá-la nos olhos.
-Está agitado, de mau-humor, impaciente e muito nervoso... será que não percebeu que isto pode ser um sinal?
Explica Hermione pacientemente como se falasse a um garotinho de sete anos de idade. Levou apenas poucos minutos para que a compreensão chegasse à mente do escolhido que ampliou os orbes esmeralda com a dedução da sua namorada.
-Maldição!
Pragueja o moreno com um pequeno sorriso nos lábios, Hermione tinha toda razão, mas a sensação ruim dentro de si apenas aumentava, sentiu o estomago revirar e a cabeça doer mais forte. Ele podia sentir os efeitos negativos da magia das trevas como ninguém.
-Está perto Mione, muito perto, mas não consigo encontrar a direção!
Diz o grifinório segurando as mãos da monitora em seu rosto, as beijando rapidamente antes de voltar-se para as pilhas de lixo que os cercavam. Não demorou muito para que os dois encontrassem o belíssimo diadema da Corvinal.
Ambos os grifinórios ficaram impressionados, Hermione já dissera que há muito tempo não haviam encontrado o paradeiro dessa peça da própria Rowena.
Harry sentiu a presença pulsante de magia das trevas aprisionando o fragmento da alma de Voldemort assim que tocou a peça. Temendo os efeitos do horcrux sobre o humor já pesado do monitor, Hermione tomou o diadema no lugar de Harry, que tirando o chapéu seletor da mochila ofereceu relutante a espada da Grifinória à Hermione.
-Eu posso fazer isso Mione!
Reclama Harry preocupado com a morena.
-Eu “quero” fazer isso Harry!
Responde a monitora segurando firmemente a espada em sua mão e colocando o diadema sobre uma superfície mais sólida, uma mesa antiga.
-Eu insisto! Essa coisa é pura magia das trevas não quero que se machuque!!!
Continua Harry segurando o braço da grifinória. Hermione revira os olhos e estava prestes a protestar quando ouvem algo cair com um estrondo entre uma montanha de lixo logo atrás deles.
Ambos congelaram onde estavam seus olhos brilhando angustiados naquela direção. Sem esperar Harry e Hermione apontam suas varinhas em direção ao barulho.
Ambos estavam muito assustados com a possibilidade de serem descobertos, poderia ser um dos comensais em busca da Horcrux ou uma armadilha ou maldição da própria sala precisa contra aqueles que encontrassem a Horcrux e não fossem... o seu proprietário... Voldemort.
Instintivamente Harry ficou a frente de Hermione dando dois passos em direção à montanha de lixo quando escuta gemidos estranhos e furiosos do outro lado. Podia jurar que gritavam maldições de todos os tipos, por instinto o grifinório reagiu.
-Bombarda!
Grita Harry explodindo o lixo pelos ares enquanto Hermione pega a Horcrux e a espada. Teria que destruir o diadema antes que mais alguém tivesse a chance de tocá-lo.
-INFERNO!!! Querem me matar???
Gritara um Ronald completamente fora de si, seus cabelos estavam em pé, o rosto todo sujo, as vestes da escola rasgadas e a pobre varinha quase torta na mão direita tremula enquanto apontava para seus melhores amigos.
-Rony?
Indaga Hermione boquiaberta com as condições do amigo ruivo.
-Não, imagina, é um hippogriffo disfarçado de Weasley!!! Quem esperavam???
Responde sarcasticamente o grifinório enquanto tentava se livrar de incômodos espinhos de madeira nos cabelos.
-Quase nos matou de susto!!!
Acusa Harry seguindo até o amigo.
-Quem quase morre aqui fui EU!!!
Reclama o ruivo apontando a varinha para si mesmo e desfazendo o caos sobre seu uniforme.
-Desculpa cara, pensei que fosse um dos comensais de Voldemort!
Explica Harry ignorando a ardência incomoda sobre sua cicatriz.
-E eu pensei que fossem meus amigos!!! Amigos de verdade não tentam explodir uns aos outros!!!
Reclama o Weasley tropeçando numa perna de cadeira solta e caindo de cara em uma pilha de pergaminhos.
-Que raios de lugar é esse???
Pergunta Rony enquanto Harry o ajuda a levantar.
-É onde Voldemort escondeu sua Horcrux! E eu sinto muito Ron, pensei que fosse um dos seguidores malucos dele...
Diz o moreno ao melhor amigo.
-Eu???
Questiona o ruivo incrédulo, mas Harry apenas afirma com um aceno de rosto.
-Tudo bem, confesso que também pensei que vocês fossem os comensais!!! Luna me mandou aqui dizendo que tinha que enfrentar o mau!!! Estava tentando espiar quem estava aqui quando essa montanha de coisas caiu em cima de mim...
Anuncia Rony olhando para as coisas que Hermione segurava nas mãos, com espanto.
-O que estavam fazendo???
Pergunta curioso o Weasley.
-Encontramos a Horcrux!!! É o diadema de Rowena!
Explica Harry e agora vendo a espada nas mãos de Hermione o capitão do time entende o que acontecia.
-Tem certeza que é uma boa idéia deixar a Mione fazer isso?
Pergunta a Harry num sussurro enquanto a grifinória virou-se de costas para deixar o diadema novamente sobre a mesa.
-Não adianta insistir, ela colocou na cabeça que tem que fazer isso!
Confessa o moreno sem tirar os olhos de Hermione.
-E vou conseguir!
Diz a grifinória lançando um olhar irritado para os dois que desviaram o olhar para qualquer lugar que não fosse uma Hermione furiosa segurando a espada da Grifinória entre as mãos. Ela poderia ser assustadoramente intimidadora assim.
Ignorando os dois grifinórios, Hermione voltou sua atenção para o diadema Horcrux. Parecia inofensivo e extremamente valioso, estremeceu ao pensar que pertencera a um dos fundadores de Hogwarts e que outrora esteve nas mãos do próprio Voldemort.
Apertou o punho da espada com força, com o coração acelerado e respirando fundo, concentrou-se e encarou o objeto com determinação, assim como no seu terceiro ano, quando enfrentou seu bicho-papão pela primeira vez.
Levantou a espada sob sua cabeça tomando impulso e no primeiro golpe sobre o diadema ela congelou aterrorizada. Seus olhos estavam vidrados na jóia do diadema agora rachada, uma fumaça acinzentada escapava a cercando.
-Mérlin!
Gritou Rony assustado quando viu que Hermione não os esperara para destruir a horcrux.
-Mione!!!
Gritou Harry correndo em sua direção, a visão de Hermione cercada por uma névoa de magia das trevas o tirando a razão. Mas as vozes dos seus amigos estavam distantes dos ouvidos de Hermione, especialmente quando a imagem de Voldemort se projetava diante de seus olhos.
-Ora ora... o que temos aqui... uma pequena sangue ruim!!!
Murmura a imagem de Voldemort com um sorriso doentio. Hermione ofegou e deu um passo para trás, suas mãos tremeram levando a espada a pender para baixo.
-Eu conheço os seus maiores segredos garotinha insolente... pensou que poderia me enganar não é?
Ameaçava a imagem com olhos vermelhos vibrando em um brilho mortal enquanto seguia em direção à grifinória.
-Você é como aquela menina tola que tentou salvar o maldito Harry Potter há quinze anos atrás...
Os olhos de Harry ampliaram-se em horror, era a mesma forma que ouvira Voldemort referir-se à sua mãe em seus pesadelos. Tentou se aproximar de Hermione desesperadamente, assim como Rony, mas havia algo poderoso que os prendia ao chão, distantes de Hermione.
-HERMIONE NÃO ESCUTA ELE!!!
Gritava Harry.
-Acaba logo com isso!!!
Gritava Rony tentando em vão lançar feitiços contra o diadema.
-Não tem medo de morrer por ele...
Murmura a imagem de Voldemort encarando Hermione e menos de um metro de distancia os afastavam, ela mal respirava até então.
-Mas, me pergunto se teria coragem o bastante para arriscar uma outra vida além da sua? Até onde iria???
O sorriso doentio se ampliou e logo Voldemort gargalhava alto. Hermione tremia por inteiro, lágrimas caíam por seu rosto e desejava sair correndo para longe daquela imagem assustadora do lord das trevas.
-Teria... Sangue ruim? Condenaria a vida de outro inocente pelo Potter???
Insiste Voldemort se aproximando mais de Hermione.
-HERMIONE!!! Não escuta nada do que ele diz!!!
Gritava Harry ignorando o que a imagem de Voldemort dizia.
-HERMIONE SE NÃO DESTRUIR A DROGA DESSA HORCRUX AGORA EU JURO QUE TE OBRIGO A VOAR SOBRE O LAGO NEGRO EM CIMA DE UMA VASSOURA!!!
Ameaça Ron já desesperado com o “suposto” Voldemort já em cima da sua melhor amiga. Hermione trincou os dentes, como se a razão estivesse lutando contra seu outro maior medo.
-Será que minhas palavras não são suficientes?
Esbraveja a imagem de Voldemort e logo uma imagem de Harry sem vida surgiu diante dela.
-Você fez sua escolha Hermione... você não me ama o suficiente, você preferiu ele...
A voz amargurada de Harry preencheu o lugar deixando Rony e o verdadeiro Harry impressionados. A grifinória engoliu em seco, sentiu que desmaiaria ali mesmo se não fizesse alguma coisa, a imagem de Harry morto, as ameaças de Voldemort, as palavras ditas na voz dele... o mundo pareceu girar e suas pernas fraquejaram. Hermione fechou os olhos com força.
-Isso não é real!
Repetia para si mesma segurando mais forte na espada da grifinória.
-EU ESTOU AQUI HERMIONE!!!
A voz de Harry mesmo distante se fez ouvir, era tudo o que ela precisava... levantou a espada e com um movimento feroz partiu o diadema em dois. Um grito estridente e agonizante ecoou quando uma fumaça densa e negra saiu do objeto alvo da espada.
Hermione tremia quando Harry a alcançou poucos instantes antes de desmaiar, tinha esgotado todas as suas forças neste ultimo golpe.
...............................Sírius Black..................................
Harry corria ao lado de Rony para a enfermaria, levando Hermione em seus braços, enquanto o ruivo levava a espada e os resto do diadema da Corvinal na mochila do amigo.
A monitora-chefe estava muito pálida e fria, resistira a todas as tentativas de Harry e Rony de reanimá-la, o que deixava o escolhido desesperado por não ter arrancado a espada das mãos de Hermione enquanto era tempo.
Amaldiçoou-se mentalmente enquanto via as escadarias se movendo, o tempo estava passando e Hermione em seus braços parecia mal respirar. Tomado pelo desespero ele olha para Ron.
-Leve tudo isso para o dormitório dos monitores e avise a Sírius pelo espelho a senha é pomo-de-ouro!!! Accio firebolt!
E tomando a vassoura em suas mãos, ele passou o braço firmemente na cintura da grifinória a segurando contra seu peito e levou Hermione à toda velocidade para longe do sétimo andar deixando Ron estupefato para trás.
O ruivo ofegava ainda com as lembranças da imagem de Voldemort em sua mente, e como Hermione que fora sempre tão corajosa e firme congelara diante da horcrux. Sentiu medo.
Fechou as mãos em punhos, não era mais uma criança para sentir medo, uma verdadeira guerra estava por vir e não poderia ser idiota de pensar que você-sabe-quem iria medir esforços para atingir seus objetivos.
Correu até chegar à torre grifinória e enviou um garoto do terceiro ano para chamar Luna ao seu encontro enquanto falava com Sírius. Ele tinha um plano para ajudar seus amigos.
......................................Narcisa Malfoy.......................................

Genteee mil perdões pela demora a postar e mais perdões ainda por não parar para comentar o capítulo e falar com meus leitores maravilhosos que sempre estão me incentivando a escrever mais e mais XD
prometo que a continuação não tardará!!!
Beijinhux mágicos
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