Oi, oi povo! Pois é, chegamos ao fim de mais uma adaptação e olha que é a minha quarta! Gostaria de agradecer muito a todos que acompanharam mais essa história, as queridas amigas que fiz no decorrer do caminho. Um grande beijo no coração de todas vocês, em especial a Aninha que sempre me apoiou, pelas nossas conversas de fim de noite no face, saiba que a tenho como uma irmãzinha. ^^ E a Carla Cascão, adoro seus comentários e sinto falta de nossas conversas no MSN, saiba que sempre que precisar de uma conversa, estarei aqui.
Espero que curtam o epílogo e como já está virando tradição, eis o link para a nova adaptação!
http://fanfic.potterish.com/menufic.php?id=45045
Muitos bjs e boa leitura!
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Sua filha nasceu no mês de maio.
Já era mais de meia-noite quando Severus levou Hermione ao seu quarto. Tinha sofrido com uma insistente dor nas costas durante todo o dia, mas não foi até a noite que começou a sentir contrações, quando se deu conta do que acontecia. O moreno teve o pressentimento todo o dia de que o parto estava perto. Justo antes que se fizesse noite, mandou procurar o doutor Slughorn.
Foi uma boa ideia, também, que tivessem decidido não esperar.
Pouco depois da meia-noite, as nuvens começaram a cobrir a lua. Pareciam reunir-se para começar a lançar seu fogo e sua raiva contra o céu. E de fato, foi uma noite como a que não tinham visto em muito tempo. Uma dessas noites nas que os trovões parecem furiosos e o vento sopra selvagem e feroz explodindo em uma tormenta interminável. Essa noite foi como se as paredes de Rosewood Manor tremessem e se agitassem... e com elas toda a terra que as sustentava.
Poder-se-ia dizer que era a tormenta mais horrível do ano.
E essa foi a noite em que sua filha escolheu vir ao mundo.
Mas quando a tormenta amainou...
Ah, quando tudo terminou, Severus pôde segurar sua filha nos braços pela primeira vez.
Envolta em uma delicada manta de renda, pensou que era a criatura mais bonita que tinha visto em sua vida... com exceção de sua mãe, claro. Tinha as feições delicadas e finas dela, mas em miniatura... um pequeno botão como boca, um cabelo como o mais fino pó de bronze, e um pequeno queixo arrebitado que fazia as delícias tanto de sua mãe como de seu pai, e os fazia rir perguntando-se de onde a teria tirado.
O moreno não se moveu do lado da esposa nem um instante... onde mais podia ter ido? Hermione segurou a menina para abraçá-la um momento e depois voltou a dá-la ao seu pai. Ele beijou a castanha com um ardor que fez com que o pobre doutor Slughorn limpar a garganta e desse a volta... Depois procedeu em comprovar que a filha estava perfeitamente sã.
Pareceu-lhe um momento maravilhoso, esse em que a sustentava nos braços, sabendo que estaria com ele para sempre. Hermione resplandecia ao pôr a menina nos braços. Um sentimento de amor e amparo o invadiu.
Sorriu com lágrimas nos olhos, com o coração neles, como sempre.
Severus queria gritar ao mundo que tudo estava bem. Contentou-se rindo ao riscar com seu dedo a face da menina. Dirigiu o olhar para o primeiro raio de sol que entrava pela janela e depois voltou a olhar para sua filha. Beijando a sua cabeça dourada, sorriu.
—Bem-vinda ao mundo, raio de sol.
Chamaram-na Victória, ou Vick, não por ninguém em particular, só porque gostavam do nome. E porque de alguma forma era como se esse nome se adaptasse perfeitamente ao ser diminuto que dormia tranquilamente nos braços de seu pai.
Quatro anos depois, as coisas eram um tanto diferentes. Vick resultou ser um torvelinho. Entre outras coisas, não havia nada que gostasse mais que dar voltas com sua mãe.
—Dance — pedia a filha — Dance, mamãe!
E Hermione girava uma e outra vez até que as duas se sentiam cansadas e tontas. E quando estavam a ponto de cair, sempre havia um par de mãos fortes para segurá-las.
Quando Vick se juntava com sua prima Dominique (que chamavam Nick e era apenas sete meses mais velha que Vick), o resultado era imprevisível.
Tagarelavam. Gritavam. Corriam atrás das ovelhas no campo... e corriam atrás de Lively e Frolic.
Ao menos, como Ginny comentou um dia rindo a prima, sempre sabiam onde estavam quando estavam juntas.
Sabiam que as duas estavam tão unidas como suas mães estiveram... e como ainda eram.
Neste preciso dia do verão, Vick e Nick se fixaram nos baús de suas mães. Tinham decidido representar uma obra no salão. Desfilaram embelezadas com vestidos de decotes enormes, arrastando-os no chão. O irmão mais novo de Vick, Hugo, passeava pelo quarto com as botas de seu pai. Lively tinha se apresentado a todos os presentes como a “mamãe”. Frolic estava ocupado pondo ordem entre seus irmãos e primos.
Vick tinha ido se trocar e vestir outro vestido. Houve uma explosão de risadas de trás do divã no que Severus, Hermione, Ginevra e Harry estavam sentados.
Vick saiu correndo e ficou diante deles com os braços levantados.
—Mamãe — gritou — Olhe! Papai, olhe!
Tinha decidido vestir o espartilho de sua mãe sobre o vestido.
Snape se agachou.
—Uma aventureira, tenho que dizer.
A castanha não estava segura de se devia rir ou chorar. Decidiu por um gemido.
Essa mesma noite, um pouco mais tarde, Severus teve que obrigar Vick e Nick a voltarem para suas camas à meia-noite.
Tanto o moreno como Hermione pensaram que a casa ficaria horrivelmente silenciosa depois de enviar as crianças com Ginevra e Harry para passar uma semana em Lancashire.
Era, entretanto, uma oportunidade que nenhum dos dois queria desperdiçar, sobre tudo quando uma fina camada de chuva tinha começado a cair essa noite.
A noite seguinte, já sozinhos, a jovem passou a mão pelo peito do marido.
—Acredito —anunciou com solenidade— que vai chover durante pelo menos outros três dias.
Snape passou uma mão sob a sua camisola.
—Mmmm — lambeu-se com um sorriso travesso — isso espero.
Hermione contraiu a boca, como se nunca tivesse quebrado um prato.
—Suponho — sussurrou — que teremos que encontrar algo com que passar o tempo na casa. Ah, querido, o que acha que podemos fazer?
O sorriso dele não era muito menos inocente.
—Sim — disse— deixe por minha conta.
Fim