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40. Capítulo 39


Fic: Tudo por Amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Sentada no piso junto à mesa de centro, lápis em mão, e com um bloco de fichas que tinha encontrado no escritório a seu lado, Gina estudou a lista redigida por Harry de todos os que se encontravam no set de Destino no dia do assassinato de sua mulher. Junto ao nome de cada pessoa, tinha o trabalho que fazia dentro da equipe de filmagem. Gina copiava cada nome e ocupação em uma ficha individual, para poder fazer notas quando Harry começasse a falar.


Harry, instalado no sofá, olhava-a sufocando um sorriso ante a absurda idéia de que Gina pudesse obter o êxito ali onde tinha fracassado sua equipe de advogados e investigadores privados.


De repente, Gina interrompeu seu trabalho para dizer:


— Eu vi Destino, embora haviam filmado as cenas finais com extras. De algum jeito pensei que para filmar uma produção tão importante seria preciso muita mais gente que a que tem nesta lista.


— Havia dúzias de outras pessoas, mas não estavam em Dallas — disse Harry, voltando a contra gosto sua atenção ao assunto que iam tratar. — Quando um filme importante vai se filmar em vários lugares diferentes, é mais eficaz dividir a equipe em distintas unidades e atribuir uma a cada lugar de filmagem. Dessa maneira, antes de que cheguem o elenco e os técnicos mais importantes, eles já tiveram tempo de fazer todos os preparativos necessários. As pessoas dessa lista formavam parte da unidade de Dallas. Houve outros que estiveram em Dallas durante a primeira parte da filmagem. Não estão na lista porque eu já os tinha enviado de volta a suas casas.


— E por que fez isso?


— Porque já tínhamos superado em vários milhões o orçamento do filme e estava tentando economizar gastos. Já quase tínhamos terminado a filmagem e não achei que precisasse ter ajuda extra, de modo que só conservei comigo a equipe indispensável.


Ela o escutava com uma expressão de fascinação tão grande que Harry sorriu.


— Alguma outra pergunta de ordem geral antes de que conte o que aconteceu nesse dia?


— Várias perguntas. Exatamente o que é um produtor?


— Um estorvo.


A risada de Gina resultou maravilhosa e Harry não pôde menos que sorrir também.


— O diretor de fotografia também é camarógrafo, ou só um supervisor?


— Pode ser qualquer das duas coisas. Um bom diretor de fotografia está a par de todos os elementos do cenário. Ele, junto com o cenógrafo, fazem as ideias que o diretor tem sobre uma cena se tornarem realidade e com frequência melhoram as ideias originais.


Gina percorreu a lista com o olhar, encontrou o nome do diretor de fotografia de Destino e se embarcou em perguntas concretas.


— Lucius Malfoy era um bom diretor de fotografia?


— Um dos melhores. Tínhamos trabalhado juntos em vários filmes, e eu o pedi para Destino. Em realidade escolhi a todos os integrantes da equipe técnica porque tínhamos trabalhado juntos em oportunidades anteriores e sabia que podia contar com eles. — Notou que Gina franzia a sobrancelha. — O que aconteceu?


— Simplesmente me perguntava que sentido tem, alguém com quem tenha trabalhado antes de repente fosse capaz de torná-lo um assassino.


— Não parece lógico — disse Harry um pouco surpreso, e impressionado, de que Gina tivesse chegado à mesma conclusão a que chegaram seus investigadores privados e advogados.


— É possível que tenham dito ou feito algo, pouco antes do assassinato para que algum deles o odiasse tanto que queria vingar-se?


— Exatamente o que alguém tem que fazer para merecer uma vingança semelhante? — Perguntou Harry com secura.


— Tem razão — respondeu Gina, assentindo.


— Além disso, não esqueça que a vítima não era eu, e sim Diggory ou Cho. Eu fui simplesmente o imbecil que foi para a cadeia no lugar do verdadeiro culpado.


Gina respirou fundo e disse em voz baixa:


— Diga o que ocorreu nesse dia. Não, comece pelo dia em que descobriu que... — Vacilou e voltou a fazer a pergunta, tratando de formulá-la com mais delicadeza. — Como disse, quando aconteceu tudo isto eu estava na Europa, mas lembro ter visto o título de uma revista que dizia...


Ao comprovar que Gina voltava a ficar em silêncio, Harry terminou a frase por ela.


— O título dizia que minha mulher estava deitada com seu co-protagonista e que eu me apresentei em plena cena.


Gina fez uma careta ao pensar nisso, mas não apartou o olhar.


— Diga tudo o que possa lembrar, e fale devagar para que possa tomar notas.


Em apoio a experiências anteriores, Harry esperava que a conversa fosse difícil e degradante no melhor dos casos, e enfurecedora no pior; mas sempre tinha sido interrogado por pessoas que duvidavam dele ou faziam isso por simples curiosidade. Narrar os detalhes do assassinato de Cho a Gina, que acreditava nele e na verdade do que dizia, foi uma experiência nova, e ao terminar experimentou a estranha sensação de haver tirado um peso de cima.


— Não é possível que tenha sido um simples acidente... Um engano? — Perguntou Gina quando ele terminou de contar todo o acontecido. — Quer dizer, e se Bartô Crouch, o homem que se supunha devia carregar a arma com balas de festim, por engano a tivesse carregado com balas de ponta oca e fosse muito covarde para reconhecer?


Harry apoiou os cotovelos sobre os joelhos e balançou a cabeça.


— Crouch não pôde cometer um engano; era especialista em armas de fogo. Depois do desastre que ocorreu na filmagem de um dos episódios do Twilight Zone, o grêmio de diretores exigiu que pessoas especialmente treinadas em pirotecnia, como Crouch, estivessem a cargo de todas as armas de fogo que se utilizassem em um filme. Crouch era um homem qualificado para seu trabalho e estava a cargo da arma, mas como precisávamos de gente, também se ocupava de outros trabalhos. Nessa manhã, ele mesmo tinha revisado a arma e a carregou com balas de festim. Além disso, essas balas de ponta oca não chegaram ali por acidente. Antes de colocar a arma sobre a mesa, limparam-na cuidadosamente para apagar todas as impressões digitais — lembrou Harry. — Esse pequeno detalhe é uma das coisas que me mandou para a cadeia.


— Mas se você tivesse limpado a arma não teria sido tão tolo para deixar nela uma impressão digital.


— Não era um rastro completo, e sim o rastro impreciso de parte de meu polegar no extremo da culatra. O fiscal convenceu o júri de que ao limpar a arma eu tinha esquecido dessa parte.


— Mas — disse ela, pensativa — você deixou o rastro quando empurrou a arma que estava sobre a mesa para que não ficasse visível à câmara.


Não era uma pergunta, Gina repetia o que acabava de dizer, como se tratasse de uma verdade do Evangelho, e Harry a adorou por sua confiança.


— Não teria importado que não tivessem limpado a arma, nem que não encontrassem minhas impressões digitais nela. Teriam dito que usei luvas. E se eu não tivesse mudado de ideia durante essa última cena e o morto tivesse sido Diggory em lugar de Cho, continuariam me acusando de ter feito. Porque a realidade era, e é, que só eu tinha motivos suficientes para matar Diggory ou Cho. — Harry notou que Gina lutava para impedir de deixar escapar a compaixão e a ira que sentia, e sorriu para tranquilizá-la. — Parece que foi bastante frustração para um só dia? Não acredita que agora poderíamos parar e desfrutar do tempo que resta? Já são mais de cinco.


— Já sei — respondeu Gina com voz preocupada. Estendeu todas as fichas sobre a mesa, mas eram as quatro da última fila, as mais próximas a ela, as que identificavam as pessoas que ainda a interessava, ou de quem suspeitava. — E se seguirmos uns minutos mais? — Perguntou. Ao ver que ele abria a boca para opor-se, insistiu com desespero: — Harry, uma das fichas que há sobre esta mesa pertence à pessoa que cometeu o crime e que depois calou a boca enquanto você foi para cadeia.


Harry sabia de cor, mas não se animou a desiludi-la, assim conteve sua frustração e esperou com paciência que ela terminasse.


— Bellatrix Lestrange me resulta estranha — começou a dizer Gina, enfrascada em seus pensamentos. — Acredito que estava apaixonada por você.


— Por amor de Deus! O que colocou essa ideia na cabeça? — Respondeu ele, entre divertido e exasperado.


— É bastante evidente. — Apoiou um cotovelo sobre a mesa e o queixo na mão, e se apressou explicar. — Disse que ela deveria partir rumo a Los Angeles na manhã do assassinato, mas em lugar de fazer isso, ficou em Dallas e foi ao set. Ela mesma explicou que ficou porque se inteirou do acontecido na noite anterior em seu quarto de hotel e que queria estar ali se por acaso necessitasse apoio moral. Acredito que estava apaixonada por você, e por isso decidiu matar Cho.


— E deixar que o homem que supostamente amava carregasse toda a culpa? Não me parece lógico! — Zombou-se ele. — Além disso, não há possibilidades de que Bellatrix soubesse que talvez eu decidisse modificar o guia, e que nesse caso o primeiro disparo seria feito por Cedrico e não por Cho. Mais ainda — adicionou —, tem um conceito muito puro do que é o amor entre as pessoas de Hollywood. A verdade é que as atrizes têm uma desesperada necessidade de que as convençam constantemente de que todo mundo as ama. Elas não se apaixonam e deixam tudo por um homem, e muito menos cometem por ele um assassinato. O que as interessa é o que uma determinada relação pode proporcionar a elas. São seres emocionalmente necessitados, grosseiramente ambiciosos e totalmente egocêntricos.


— Deve haver exceções.


— Por experiência pessoal, asseguro que não encontrei nenhuma — assegurou Harry, cortante.


— Que grande mundo deve ter sido esse onde vivia, se pôde se converter em um cínico tão grande com respeito as pessoas e especialmente com respeito às mulheres!


— Não sou um cínico — retrucou Harry, irracionalmente ferido pela evidente desaprovação de Gina. — Sou realista! E você, por outra parte, é absurdamente pura no que se refere às relações entre os sexos.


Em lugar de zangar-se, Gina o estudou com olhos que pareciam profundos cristais azuis.


— Realmente acredita que sou, Harry? — Perguntou.


Cada vez que ela pronunciava seu nome, o coração de Harry acelerava seus batimentos e, para aumentar seu desconforto, estava descobrindo que essa moça "absurdamente pura" que estava sentada a seus pés podia conseguir que ele se arrependesse e se retratasse com apenas olhá-lo através de suas densas pestanas, como nesse momento.


— Um de nós é — disse com irritação, e quando ela seguiu olhando-o, cedeu ainda mais. — Possivelmente eu já fosse um cínico antes de filmar meu primeiro filme. — Com um sorriso exasperado por sua falta de capacidade para suportar a doce e silenciosa pressão a que ela o estava submetendo, adicionou: — E agora, por favor deixa de me olhar como se quisesse que admitisse que falei como um imbecil, e faça sua próxima pergunta. Quem é seu seguinte suspeito?


O sorriso contagioso de Gina foi seu prêmio e ela, obediente, cumpriu com sua ordem de continuar.


— Pedro Pettigrew — disse, depois de olhar uma das fichas.


— Por que diabos ia querer Pedro matar Cho ou Diggory?


— Talvez queria livrar-se de você de uma maneira definitiva, e o assassinato não foi mais que um meio para obter um fim. Você mesmo comentou que ele tinha trabalhado com você como assistente de direção em vários filmes. Talvez estivesse farto de ser prato de segunda mão e de viver à sombra do grande Harry Potter.


— Gina — disse Harry com muita paciência —, em primeiro lugar, Pedro tinha por diante uma brilhante carreira como diretor, e sabia. Eu também sabia. E ele estava ansioso por trabalhar comigo em Destino.


— Mas...


— Em segundo lugar — terminou dizendo Harry com secura —, ele também estava apaixonado pela vítima potencial desse disparo, assim jamais teria trocado as balas da pistola.


— Mas isso poderia ser importante! Nunca me disse que estivesse apaixonado por Cho!


— Porque não estava.


— Mas acaba de dizer que...


— Estava apaixonado por Diggory.


— Como?


— Pedro é gay.


Ela ficou olhando-o uns instantes e logo, sem fazer comentário algum, tomou a ficha de seu terceiro suspeito.


— Emily Snape. Disse que se sentia em dívida com você por ter feito a carreira dela decolar, mais adiante, por dar um papel em Destino. Fazia anos que o conhecia, e você mesmo disse que passavam muito tempo juntos cada vez que trabalhavam em um filme. As meninas, sobre tudo as adolescentes, tem um carinho pouco comum pela figura que possui autoridade. É possível que até ficou apaixonada por você. Talvez acreditou que se conseguia livrar-se de Cho, você a corresponderia.


Harry lançou um desaforo, mas ao falar da garota seu tom de voz se suavizou.


— Emily tinha dezesseis anos e era muito doce. Depois de você, é a pessoa do seu sexo mais íntegra e agradável que conheci. É absolutamente impossível que essa criatura pudesse ter feito algo para me prejudicar. Mas digamos que tem razão... Que estava apaixonada por mim e tinha ciúmes de Cho. Nesse caso não precisava incomodar-se em matar a minha mulher, porque no set todo mundo sabia que Cho ia se divorciar de mim para casar-se com Diggory.


— E se odiava tanto a Cho pela humilhação que o fez sofrer na noite anterior, que se sentiu obrigada a vingar-se dela por você?


— Essa teoria não funciona. Para Emily, Cho seria a primeira em disparar a arma, de acordo com o que exigia o roteiro.


— Então por que não partimos da hipótese de que Cedrico Diggory era a suposta vítima para o assassino?


— Não podemos partir dessa base porque, como já disse, fazia notas em meu guia sobre a possibilidade de modificar a ordem dos disparos, e muitas pessoas puderam ler essas notas cada vez que eu deixava meu guia atirado por aí. Entretanto, antes do julgamento meus advogados tomaram declaração de todos do elenco e da equipe técnica, e todos negaram saber que eu planejava modificar essa cena.


— Mas suponhamos que Cedrico Diggory era em realidade a vítima. Nesse caso, segue sendo possível que a assassina seja Emily. Quero dizer, e se estava tão obcecada por você, que desprezava Diggory por ter uma aventura com sua mulher e por tê-lo humilhado?


Harry a interrompeu com um tom que não admitia réplica.


— Emily Snape não matou ninguém. E ponto. Não pode ter feito. Assim mesmo como não podia ser você. — Nesse momento, Harry se deu conta de que as fichas inferiores eram as dos principais suspeitos de Gina , e ao ver que só restava uma, sorriu aliviado porque a conversa já chegava no seu fim. — Que nome tem escrito nessa última ficha?


Gina dirigiu-lhe um olhar sofrido e respondeu a contra-gosto.


— Cedrico Diggory.


A expressão divertida se apagou do rosto de Harry, que passou as mãos pela face, como se de algum jeito tratasse de apagar o ódio violento que explodia em seu interior cada vez que se permitia pensar em Diggory como o assassino.


— Sim, acredito que foi Diggory. — Olhou para Gina, mas seguia imerso em seus próprios pensamentos. — Não, sei que esse cretino fez e depois, com toda deliberação, deixou-me carregar com a culpa. Algum dia, se vivo o suficiente...


Gina retrocedeu ante o tom selvagem de sua voz.


— Mas disse que Diggory não tinha um centavo! — Interrompeu-o com rapidez. — Ao matar Cho, que possivelmente tiraria uma quantidade de dinheiro no divórcio, teria perdido a oportunidade de ficar com esse total quando se casasse com ela.


— Era um drogado. Quem pode saber o que acontece na mente de um drogado?


— Disse que as drogas são um vício muito caro. Não acredita que sua primeira preocupação teria sido tentar apoderar-se de seu dinheiro para pagar seus maus hábitos?


— Já não posso mais! — Exclamou Harry. — Falo sério! — Ao ver que Gina empalidecia, imediatamente lamentou sua explosão. Suavizou o tom de voz, ficou de pé e lhe estendeu a mão. — Deixemos tudo isto e decidamos o que vamos fazer durante o resto da noite.


Gina lutou contra sua reação instintiva ante a explosão de Harry, e se recordou que o que tinha acontecido na noite anterior nunca, mas nunca, devia voltar a acontecer.


Dez minutos mais tarde, estava sentada em um banco, junto à mesa da cozinha, completamente relaxada e rindo porque não conseguiam decidir o que fariam durante o resto da noite.


— Farei uma lista — brincou, aproximando um bloco de papel e um lápis. — Até agora, você sugeriu que façamos amor. — Escreveu, enquanto ele se inclinava sobre ela e a observava sorridente, com uma mão apoiada sobre seu ombro. — E que façamos amor. E que façamos amor.


— Só propus três vezes? — Perguntou Harry em brincadeira quando ela terminou de escrever.


— Sim, e eu aceitei as três vezes, mas pensei que devíamos apresentar ideias para a primeira parte da noite.


Incapaz de estar sem tocá-la, Harry apoiou uma mão sobre o ombro dela e tocou sua orelha. Gina riu e inclinou a cabeça para esfregar a bochecha contra a palma da mão de Harry.


Esse gesto singelo e carinhoso fez com que o ânimo de Harry fosse ao piso, porque lembrou de que depois dessa noite já não haveria mais gestos de nenhum tipo. Devia havê-la deixado ir essa manhã, mas não pôde. Não pôde suportar a ideia de que o odiasse definitivamente, mas quanto mais tempo a retivesse a seu lado, mais difícil seria permitir que ela partisse. Se Gina fosse embora no dia seguinte, existia a possibilidade de que cedesse ante os interrogatórios, e isso significava que ele teria que adiantar quase uma semana sua partida dos Estados Unidos, mas o risco valia a pena com tal de saber que ela estaria livre de qualquer outra invasão de helicópteros que poderia não ser mais falsa. Lutou contra seu estado de ânimo tão negro e disse:


— Seja o que for que faremos esta noite, peço que seja algo especial. Festivo. — Teve que apelar com toda sua capacidade de ator para seguir sorrindo e que ela não se desse conta de que na manhã seguinte pediria que fosse embora.


Gina permaneceu um instante pensativa, e de repente sorriu.


— Que acha de comer à luz de velas e depois dançar? Como se tivéssemos num encontro, só que será aqui mesmo. Eu me arrumarei e tudo — adicionou para convencê-lo, antes de dar-se conta de que Harry não precisava que o convencesse: sorria aliviado com uma alegria que Gina achou excessiva ante a modesta ideia que acabava de sugerir.


— Bárbaro! — Exclamou Harry, olhando seu relógio. — Eu usarei o banheiro de seu quarto e "passarei para buscá-la" dentro de uma hora e meia. Isso dará bastante tempo?


Gina lançou uma gargalhada.


— Acho que uma hora será tempo mais que suficiente para qualquer transformação que possa tentar.


n/a: então quem vocês acham que matou a Cho?? Deixem seus palpites... 

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Comentários: 1

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Enviado por ANGELA VANESSA DE LIMA em 12/01/2013

Para mim foi Pedro Pettigrew!!! 

Nota: 5

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