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38. Capítulo 37


Fic: Tudo por Amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Dessa vez, as esperanças de Gina de que Harry esquecesse o estado de ânimo sombrio, foram em vão. Durante quase toda a comida se mostrou amável com ela, mas preocupado, e depois de levantar da mesa, Gina decidiu recorrer o jeito não muito leal, mas eficaz de relaxá-lo com vinho.


Inclinou-se para frente, pegou a garrafa e voltou a encher o copo dele pela quarta vez; logo conseguiu, felicitando-se por sua sutileza.


Harry olhou o copo de vinho e logo a olhou para ela.


— Espero que não esteja tentando me embebedar — disse com secura. — Porque se isso for o que pensa, o vinho não é melhor jeito.


— Quer que procure uísque? — Perguntou ela, sufocando uma risada nervosa.


Harry se deteve com o copo a metade do caminho da boca e se deu conta tardiamente de que durante quase toda a refeição, Gina tinha estado tentando enchê-lo de vinho, enquanto o olhava com uma expressão estranha.


— Acha que eu preciso?


— Não sei.


Com um vago pressentimento de que vinha algo pouco agradável, viu-a mudar de posição e apoiar-se contra o braço do sofá para poder olhá-lo de frente. A pergunta inicial de Gina, pareceu-lhe inócua.


— Harry, diria que fui uma refém modelo?


— Exemplar — respondeu ele, sorrindo ante o humor contagioso de Gina e fazendo um esforço para aplacar seu mau humor.


— Não diria também que fui obediente, sempre disposta a cooperar, agradável, ordenada e... e até que tenho feito minha parte das tarefas culinárias?


— Sim, estou de acordo contudo menos com o de "obediente".


Ela sorriu.


— E em minha qualidade de prisioneira exemplar, não está de acordo que tenho direito a certos... Bom... Privilégios?


— No que está pensando?


— Em respostas a algumas perguntas.


Gina notou que Harry ficava em guarda.


— Possivelmente. Depende das perguntas.


Um pouco acovardada por sua resposta pouco alentadora, Gina decidiu, entretanto, seguir adiante.


— Suponho que pensa tentar averiguar quem foi o verdadeiro assassino de sua mulher, não é assim?


— Me pergunte alguma outra coisa.


— Está bem. Tem ideia a respeito de quem pode ser o assassino?


— Tente um assunto diferente.


Sua desnecessária dureza doeu em Gina, não só porque, como o amava, era sensível a suas atitudes, mas também porque acreditava ter direito a essas respostas.


— Por favor, não me responda assim! — Pediu, mantendo um tom tranquilo.


— Então, por favor, escolha outro tema.


— Quer deixar de ser petulante e me escutar? Tente compreender... Quando se realizou seu julgamento, eu estava no estrangeiro em um programa de intercâmbio de estudantes universitários. Nem sequer sei bem o que aconteceu, e eu gostaria de saber.


— Encontrará tudo nos jornais da época, na biblioteca de sua cidade. Leia quando voltar a sua casa.


O sarcasmo sempre tinha enfurecido Gina.


— Não quero conhecer a versão dos meios jornalísticos, maldito seja! Quero escutar sua versão. Preciso saber o que aconteceu... E que você conte.


— Não está com sorte. — Harry ficou de pé e estendeu uma mão.


Gina também se levantou, para não ficar como uma anã a seu lado, e automaticamente colocou sua mão na de Harry, acreditando que se tratava de um gesto conciliador.


— Vamos para cama.


Ela retirou a mão de um puxão, ferida e sentindo-se insultada pela injustiça de sua atitude.


— Nem pensar! O que estou pedindo é muito pouco comparado com o que você me pediu desde que nos conhecemos, e sabe!


— Não penso voltar a viver um relato minucioso desse dia, nem por você, nem por ninguém — retrucou ele. — Já fiz isso centenas de vezes antes do julgamento, ante policiais e advogados. Mas isso acabou. É um caso encerrado.


— Mas eu quero ajudar. Já passaram cinco anos. Agora seu ponto de vista e suas lembranças podem ser diferentes. Pensei que podíamos começar por fazer uma lista de todos que estavam presentes quando aconteceu, e que você podia me falar de cada um deles. Eu sou completamente imparcial, de maneira que estou em condições de ver as coisas de uma nova perspectiva. Talvez possa ajudá-lo a lembrar algo que tenha passado por alto...


A gargalhada desdenhosa de Harry causou-lhe uma dor intolerável.


— Como é possível que ache que vai poder me ajudar?


— Poderia tentar!


— Não seja ridicula! Gastei mais de dois milhões de dólares em advogados e investigadores e ninguém pôde apresentar um suspeito lógico que não fosse eu.


— Mas...


— Basta, Gina!


— Nada de basta! Tenho direito a uma explicação!


— Não tem direito a nada — retrucou Harry de mau jeito. — E não necessito nem quero sua ajuda.


Gina ficou rígida como se ele acabasse de bater nela, mas conseguiu voltar a falar sem demonstrar sua fúria nem sua humilhação.


— Compreendo. — E compreendia... Acabava de dar-se conta de que a única coisa que interessava a Harry era seu corpo. Supunha-se que ela não devia pensar; supunha-se que ela não devia sentir, só se supunha que devia entretê-lo quando estava aborrecido e abrir as pernas cada vez que ele tivesse vontade.


Nesse momento Harry apoiou as mãos sobre seus braços e a atraiu para si.


— Tire as mãos de cima! — Murmurou Gina, afastando-se. Tremendo de fúria e angústia, rodeou o corpo com os braços e retrocedeu até seu dormitório.


— Que demônios está tentando conseguir?


— Não tento conseguir nada. Acabo de me dar conta de que é um cretino insensível! — O olhar gélido de Harry ao vê-la afastar-se não foi nada comparado com a fúria da Gina. — Quando for embora daqui, pensa fugir, não é? Não tem a menor intenção de tentar encontrar o verdadeiro assassino, não? Deve ser o maior covarde do mundo! — Exclamou Gina, muito enfurecida para atemorizar-se ante o olhar assassino de Harry — Ou, possivelmente, você a tenha matado! — Abriu a porta de seu quarto, voltou-se e adicionou: — Irei embora daqui amanhã pela manhã, e se tentar me deter, será melhor que se prepare para utilizar essa arma!


Dirigiu-lhe um olhar de total desprezo.


— Detê-la? — Zombou-se. — Com prazer levarei sua valise até o carro!


Assim que terminou de dizer isso, Gina se trancou em seu quarto, dando uma portada. Enquanto lutava contra as lágrimas, ouviu-o entrar em seu dormitório. Tirou as calças e colocou uma camiseta que tirou da cômoda. Logo depois de deitar-se e apagar a luz perdeu o controle. Levantou as mantas até a altura do queixo, colocou-se de barriga para baixo e enterrou a face no travesseiro. Chorou de vergonha e de raiva ante sua estupidez, sua credulidade, e sua humilhação. Chorou até que não restaram lágrimas e se sentiu extenuada. Depois se deitou de lado e olhou sem ver a paisagem invernal que se via da janela.


Enquanto que, em seu dormitório, Harry tirou o suéter e fez um esforço por tranquilizar-se e esquecer a cena da sala, mas foi um esforço inútil. As palavras de Gina lhe repicavam na cabeça, mais dolorosas cada vez que lembrava de seu olhar de desprezo quando o chamou de covarde e assassino. Durante o julgamento e os anos na cadeia, endureceu-se de propósito, decidido a não voltar a sentir nada, mas de algum jeito ela tinha conseguido fazê-lo baixar o guarda. Odiava-a por isso, e se odiava por ter permitido que acontecesse.


Jogou o suéter na cama e tirou as calças. Nesse momento lhe ocorreu a única explicação possível para a reação ridicula e volátil de Gina ante o que ele disse na sala... E ficou petrificado quando ia jogar as calças sobre a cama. Gina se acreditava apaixonada por ele. Por isso considerava que tinha "direitos" no que a ele se referia. Possivelmente também acreditasse que ele estava apaixonado por ela. E que a necessitava.


— Filho da puta! — Exclamou jogando as calças sobre a cama.


Ele não precisava de Gina Weasley e muitos menos da sensação de culpa e da responsabilidade de uma professora cândida de povoado pequeno que não conhecia a diferença entre desejo sexual e essa emoção nebulosa chamada amor. Seria melhor para ela que o odiasse. E para ele também. Muito melhor. Não havia nada entre ambos, além de sexo, que os dois queriam e que era negado por uma infantil necessidade de desforrar-se. Com a ideia obscura e pouco clara de demonstrar tudo isso a Gina e de demonstrar também a si mesmo, encaminhou-se para a porta do dormitório dela e a abriu de um puxão.


Gina pensava com angústia o que devia fazer no dia seguinte se Harry se arrependesse de sua intenção de deixá-la ir; nisso a porta do dormitório abriu e Harry entrou, nu.


— O que quer? — Perguntou ela.


— Essa pergunta é quase tão estúpida como sua decisão de dormir nesta cama porque eu não cedo a seus caprichos — zombou Harry.


Enfurecida por sua óbvia intenção de dormir com ela, Gina se jogou para o lado oposto da cama e se levantou, tratando de dirigir-se para a porta. Quando chegou aos pés da cama, ele a reteve e a apertou contra seu peito nu.


— Me solte, maldito!


— O que eu quero — informou ele, respondendo tardiamente à pergunta de Gina — é o mesmo que você quer cada vez que nos olhamos.


Gina jogou para trás a cabeça e deixou de lutar, reunindo forças para o próximo passo que ia dar.


— Cretino! Se tentar me violar, assassinarei-o com sua própria arma!


— Violar!? — Repetiu ele com gelado desprezo. — Não sonharia violá-la. Dentro de três minutos estará me suplicando que faça amor com você.


Ela o desejava; desejava com tanta força o orgasmo que sabia que Harry lhe provocaria, que acreditou morrer.


— Vá para o inferno! — Ofegou.


— Estou no inferno — Sussurrou ele, e a beijou, obrigando-a a abrir os lábios. Abruptamente o beijo de Harry foi mais suave, e seus lábios se moveram sobre os dela, famintos, e começou a mover lentamente os quadris para que Gina percebesse sua ereção. — Diga que me deseja — mandou.


Presa entre a deliciosa promessa do corpo excitado do Harry e a insistência de sua boca, Gina começou a tremer com uma necessidade incontrolável, e de sua boca surgiu um soluço atormentado.


— Desejo-o...


Assim que ela capitulou, ele a penetrou, movendo os quadris com força e em poucos instantes provocou-lhe um orgasmo. Retirou-se quando Gina ainda estremecia e se levantou, liberando-se de seu abraço.


— Não demorei mais de três minutos — informou.


O ruído da porta ao fechar-se a suas costas foi como o som de sinos tocando o morto.


Gina ficou estendida, fisicamente exposta, nua, tremendo pela impressão, incapaz de acreditar que Harry fosse o suficientemente vil para demonstrar suas palavras dessa maneira. Emocionalmente esgotada, arrastou-se até a cabeceira, levantou as mantas do chão e fechou os olhos. Mas não chorou. Nunca voltaria a derramar uma única lágrima por esse homem. Jamais.


Sentado na escuridão, junto à chaminé acesa de seu dormitório, Harry se inclinou para frente e apoiou a cabeça entre as mãos, tentando não pensar nem sentir. Fez o que se propôs, e mais; tinha demonstrado, a ela e a si mesmo, que não a necessitava, nem sequer sexualmente. E tinha demonstrado a Gina que não era digno de ser amado nem de que voltasse a preocupar-se com ele depois de que se fora, na manhã seguinte.


Tinha cumprido suas metas de uma maneira brilhante, eloquente, indelével. Jamais havia se sentido mais desolado nem mais envergonhado.


Sabia que, depois dessa noite, Gina nunca mais pensaria que estava apaixonada por ele. Odiaria-o. Mas não tanto como ele odiava a si mesmo. Desprezava-se pelo que acabava de fazer e pela fraqueza sem precedentes que o insistia a voltar para seu lado e suplicar que o perdoasse. Ergueu-se na cadeira, olhou para a cama que tinham compartilhado, mas soube que não poderia dormir nela, agora que Gina estava deitada no quarto seguinte, odiando-o.

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