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37. Capítulo 36


Fic: Tudo por Amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Pela janela da cozinha Gina viu o pôr-do-sol. Deixou a faca com que estava trabalhando e se encaminhou a sala para ligar a televisão. Harry tinha passado todo o dia limpando a neve do atalho até a ponte com o enorme trator da garagem, e nesse momento estava tomando banho. Essa manhã, quando disse o que pensava fazer, ela temeu que tivesse decidido que fosse nesse mesmo dia ou no seguinte, e se sentiu em pânico.


— Quando chegar o momento de ir, direi isso no dia anterior — disse ele, como se lhe tivesse lido os pensamentos.


E quando ela tentou lhe perguntar se já sabia quando seria, Harry respondeu vagamente, dizendo que não estava seguro, coisa que fez Gina pensar que ele estava esperando que acontecesse algo... Ou que alguém entrasse em contato com ele.


É obvio que tinha razão nisso de que quanto ela menos soubesse melhor seria para os dois. Também tinha razão ao insistir em que desfrutassem de cada momento que podiam passar juntos e não pensar além disso. Tinha razão em tudo, mas Gina achava impossível não preocupar-se nem perguntar-se o que seria dele depois. Não imaginava como faria para descobrir quem tinha assassinado sua mulher, quando seu rosto era tão famoso que o reconheceriam imediatamente em qualquer parte.


Mas tinha sido ator, de modo que as maquiagens e os disfarces não tinham segredos para ele. Gina contava com que isso o mantivesse a salvo. E a aterrorizava a possibilidade de que não fosse assim.


A tela do televisor se iluminou, e enquanto se dirigia de volta à cozinha Gina ouviu distraída as palavras de um psicólogo que entrevistavam no CNN. Já quase tinha chegado à cozinha, quando se deu conta de que o psicólogo falava dela, e se voltou surpreendida. Com os olhos muito abertos pela incredulidade, aproximou-se da televisão e leu o subtítulo da tela, que identificava ao entrevistado como William Everhardt.


Com plena confiança em si mesmo, o doutor Everhardt expôs os sofrimentos emocionais que experimentava Gina Weasley como resultado de ter sido tomada como refém.


"Fez-se muitos estudos com reféns como a senhorita Weasley — dizia nesse momento. — Eu mesmo sou co-autor de um livro sobre o tema, e posso de dizer com total certeza que a jovem está vivendo uma experiência estressante, e uma sucessão de emoções absolutamente previsíveis."


Gina inclinou a cabeça, fascinada de inteirar-se do que acontecia em seu interior, pela boca desse desconhecido, perito na matéria.


"Durante o primeiro e segundo dia, a emoção primária é o medo, uma emoção paralisante, devo adicionar. O refém se sente indefeso, muito aterrorizado para pensar ou para agir, mas mantém a esperança de que será resgatado. Depois, pelo geral durante o terceiro dia, sente fúria. Fúria pela injustiça que tem sofrido e pelo papel de vítima que se vê obrigada a suportar."


Em um gesto entre zombador e divertido, Gina contou com os dedos os dias de seu cativeiro, comparando sua realidade com os conhecimentos do "perito". O primeiro dia, em poucas horas tinha passado do temor à fúria e tentando dar uma nota à empregada do restaurante. O segundo dia tentou fugir na estacionamento para caminhoneiros... E esteve a ponto de conseguir. O terceiro dia conseguiu escapar. Tinha um pouco de medo e estava muito nervosa, mas decididamente não paralisada. Balançou a cabeça desgostada e escutou os seguintes comentários do psicólogo.


"Agora a senhorita Weasley já deve ter chegado ao estado que eu denomino de síndrome de gratidão-dependência. Considera seu sequestrador como um protetor, quase um aliado, posto que ainda não a matou. E... Assumimos que Potter não tem nenhum motivo para matá-la. Em todo caso, a refém está agora furiosa com as autoridades legais por não serem capazes de resgatá-la. Começa a considerar que são impotentes, enquanto que seu sequestrador, que claramente consegue zombá-los, converte-se em objeto de sua relutante admiração. Além dessa admiração, existe um profundo agradecimento por não tê-la feito mal. Entendo que Potter é um homem inteligente, com certo grau de questionável encanto, o que significa que sua refém se encontra a sua mercê, tanto em um sentido físico como emocional."


Gina olhava boquiaberta ao homem barbudo da tela, entre a incredulidade e a risada ante as pomposas generalidades que utilizava para descrevê-la. Até esse momento, o único que tinha acertado era ao dizer que Harry era um homem inteligente e encantador.


"A senhorita Weasley vai necessitar uma atenção psicológica intensa para poder recuperar-se desta experiência, e esse tratamento durará um tempo considerável, mas o diagnóstico é bom, sempre que ela procure ajuda."


Gina não podia acreditar no caradurismo desse homem; agora declarava ao mundo que ela ia terminar sendo uma doente mental! Devia pedir a Rony que o processasse.


"É obvio — interveio com toda tranquilidade o apresentador —, tudo isto presumindo que Gina Weasley seja um refém e não a cúmplice de Potter, como acreditam alguns."


O doutor Evenhardt meditou essa possibilidade, enquanto acariciava a barba.


"Pelo que pude saber dessa jovem, não acredito nessa teoria."


— Obrigada — disse Gina em voz alta. — Esse comentário acaba de salvá-lo do processo que pensava fazer.


Estava tão concentrada no que acontecia na tela, que não registrou o inconfundível som da hélice de um helicóptero até que esteve em cima da casa. E até no momento em que percebeu o som, estava tão desconjurado na quietude dessa montanha, que olhou pela janela, surpreendida, sem medo... Mas de repente a realidade a atingiu.


— Harry! — Gritou, voltando-se e pondo-se a correr. — Aí fora tem um helicóptero! Voa muito baixo! — Seguiu dizendo e se chocou com ele, no caminho do dormitório. — Está suspenso no ar em cima da casa! — Ficou petrificada ao ver que Harry empunhava a arma.


— Saia da casa e fique no bosque! — Ordenou. Empurrou-a para a porta de atrás, e ao passar tirou um blusão do armário e deu a ela. — Não volte a se aproximar desta casa até que eu diga isso ou até que me peguem! — Colocou uma bala na arma enquanto se dirigia com ela à porta traseira, empunhando a arma com a habilidade de quem sabe usá-la e está disposto a fazê-lo. Quando Gina começou a abrir a porta, Harry a separou, apareceu e logo então a empurrou para frente. — Corra! — Ordenou.


— Pelo amor de Deus! — Exclamou Gina, detendo-se justo fora da casa. — Não é possível que esse helicóptero pretenda descer! Deve haver...


— Mova-se! — Gritou ele.


Gina obedeceu, com o coração martelando dentro do peito, aterrorizada. Tropeçou na neve profunda, deteve-se no abrigo das árvores, e logo começou a mover-se debaixo delas, rodeou a casa até que pôde ver Harry pelas janelas da sala. O helicóptero tinha esboçado um círculo, depois girou à esquerda e voltou a sobrevoar a casa. Durante um momento apavorante, Gina teve a impressão de que Harry levantava a arma, para disparar através da janela. E então compreendeu que o que tinha nas mãos era um binóculo com o qual observou o helicóptero que voltou a girar sobre a casa e logo se afastou com lentidão.


Gina cedeu os joelhos e se deslizou ao chão, aliviada, com a imagem de Harry empunhando a arma enquanto a empurrava para o vestíbulo gravada na memória. Parecia uma cena saída de um filme de violência, só que era real. Teve um acesso de náusea e se apoiou contra uma árvore, fazendo um esforço para manter o almoço dentro do estômago... E seu medo de lado.


— Está bem — anunciou Harry aproximando-se, mas Gina conseguiu ver a ponta da culatra da arma que sobressaía do cinturão. — São esquiadores meio bêbados que voam muito baixo.


Gina o olhou, mas não conseguiu mover-se.


— Me dê a mão — disse ele em voz baixa.


Gina balançou a cabeça, tentando sacudir esse terror que a paralisava, e também de tranquilizar Harry.


— Não se preocupe. Não necessito ajuda. Estou perfeitamente bem.


— Como vai estar bem? — Exclamou ele. Inclinou-se, pegou-a pelos braços e a colocou de pé. — Está a um tris de desmaiar.


A sensação de náuseas se desvaneceu e Gina conseguiu esboçar um sorriso tremente enquanto impedia que ele a elevasse.


— Meu irmão é polícial, lembra? Não é a primeira vez que vejo uma arma. O que acontece é que não estava... Preparada.


Quando por fim entraram na casa, era tão grande o alívio de Gina , que estava quase enjoada.


— Beba isto — disse Harry, colocando uma taça de conhaque na mão dela. — Tudo — ordenou ao ver que ela bebia um gole e fazia gesto de devolver. Bebeu outro pouco e depositou a taça sobre a mesa.


— Não quero mais.


— Muito bem — disse Harry. — Agora quero que tome longo banho quente.


— Mas...


— Faz isso. Não discuta. A próxima vez... — Estava por ordenar que na próxima vez que acontecesse algo assim fizesse exatamente o que ele dizia, quando se deu conta de que não podia haver uma próxima vez. Esse tinha sido um falso alarme, mas o fez compreender até que ponto arriscava a vida de Gina e a submetia a um terror quase incontrolável. Deus, que terror! Jamais tinha visto alguém tão assustado como estava ela quando a encontrou, lá fora, aconchegada na neve.


Já tinha escurecido quando Gina voltou para a sala, banhada e vestida com um par de calças e um suéter. Harry estava de pé junto ao fogo, olhando-o fixo, com o queixo duro como a pedra. A julgar por sua expressão e por seus atos, ela supôs corretamente que grande parte do que o fazia ficar assim era que se sentia culpado pelo mau momento que a tinha feito viver, mas, agora que tinha passado, a experiência a afetava de uma maneira muito distinta. Enfurecia-a que as pessoas obrigassem a Harry a viver assim, e estava decidida a averiguar o que pensava ele fazer para consertar isso. E fosse o que fosse, ela estava resolvida a convencê-lo de que lhe permitisse ajudá-lo em tudo o que pudesse.


Ao invés de falar do assunto em seguida, decidiu esperar até depois de comer. Considerando a habilidade surpreendente que tinha Harry para fazer passar suas preocupações para segundo plano, supôs que um par de horas seria tempo mais que suficiente para que se recompusesse de seu mau humor atual.


— Esta noite pensa assar os bifes nesse grill de aspecto tão refinado, ou pretende que me eu encarregue da comida?


Ele se voltou e a olhou durante alguns instantes, com face preocupada e pétrea.


— Sinto muito. O que disse?


— Falava das tarefas culinárias desta casa. — Meteu as mãos nos bolsos da calça e adicionou em tom de brincadeira. — Está violando os direitos da refém.


— Do que está falando? — Perguntou Harry, tentando acreditar que ela estaria a salvo se ficasse ali... Tentando esquecer o aspecto que tinha, escondida sob uma árvore, tremendo, agarrando o blusão contra seu peito... Tentando convencer-se de que esse tinha sido um incidente isolado que não voltaria a repetir.


Dedicou-lhe um desses sorrisos que tiravam o fôlego.


— Falo das tarefas culinárias, senhor Potter! Segundo as leis da Convenção de Genebra, o prisioneiro não deve ser submetido a tratamento cruel ou injusto, e me obrigar a cozinhar dois dias consecutivos é exatamente isso. Não está de acordo?


Harry conseguiu fazer uma imitação muito pouco convincente de um sorriso e assentiu. O único que queria nesse momento era levá-la à cama e perder-se nela, esquecer durante uma hora de felicidade o que acabava de acontecer e o que ele, agora sabia, devia ocorrer muito em breve, muito antes do planejado.

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