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34. Capítulo 33


Fic: Tudo por Amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Gina permaneceu a um lado do enorme espelho do banheiro, sob os abajures de bronze que o emolduravam, secando o cabelo, enquanto Harry se barbeava em seu lado do espelho. Em vez de usar o quarto de banho menor que estava em seu dormitório, que foi o que Gina pensou que ele faria, Harry também utilizou esse. Gina decidiu que isso de compartilhar um banheiro com um homem representava uma estranha intimidade. E além disso, estavam os sons: o som da água da ducha de Harry que começou a correr enquanto ela estava na sua, e agora o som da água que corria no lavatório enquanto ele se barbeava.


Quando, envolta em uma toalha verde, Gina se dirigia a seu dormitório para vestir-se, Harry disse:


— Coloque algo do armário deste quarto.


Sobressaltada porque era a primeira vez que falavam desde que compartilharam juntos o banheiro, Gina se virou e o viu parado junto ao lavatório, com os quadris estreitos envoltos com uma toalha igual à sua, e a face coberta de creme de barbear...


— Não — respondeu ela. — Fiz isso ontem à noite e não me senti bem.


— Imaginei que isso provocaria uma discussão — respondeu ele.


— É agradável ganhar uma discussão de vez em quando — respondeu Gina, sorrindo.


Encaminhou-se ao dormitório, rumo à cadeira onde, na noite anterior, tinha depositado sua roupa. Já não estava ali. Durante alguns instantes ficou olhando a cadeira, como se a roupa pudesse voltar a materializar-se; depois girou sobre seus calcanhares e se encaminhou ao banheiro, com expressão beligerante.


— Advirto que não estou disposta a colocar nada que esteja pendurado nesse armário!


Harry fez um olhar divertido enquanto seguia barbeando-se.


— Bom, aí está um pensamento capaz de excitar um macho insaciável como eu... Tê-la todo o dia dando voltas nua a meu redor.


Ela respondeu com seu tom de professora mais severo.


— Harry, estou fazendo grandes esforços por não me colocar de mau humor...


Harry sufocou uma gargalhada ao vê-la tão adorável, e se negou a responder.


— Harry! — Exclamou ela com ar sombrio, avançando ameaçadora e autoritária. — Quero que me devolva minha roupa neste mesmo instante!


Estremecendo-se de risada, Harry lavou a face com água fria e logo a secou.


— E se não faço isso, senhorita Weasley? – Perguntou. — O que me acontecerá? Me dará uma nota baixa?


Gina tinha tido que enfrentar tantas rebeliões adolescentes que sabia que perderia terreno se mostrasse sua frustração. Olhou-o com expressão firme e enfática.


— Nesse aspecto, não sou negociável.


Harry deixou cair a toalha e se virou, com um maravilhoso sorriso.


— Tem um esplêndido vocabulário — disse com sincera admiração.


Gina apenas o ouviu. Olhava com surpresa a imagem vivente desse homem bonito, atraente e carismático que tinha visto durante anos em gigantescas telas de cinema e televisão. Até esse momento, Harry Potter, o homem, para ela nunca se pareceu muito ao Harry Potter, o ator, de maneira que era fácil ignorar o que e quem tinha sido. Cinco anos de prisão tinham endurecido seu rosto e traçado linhas de tensão em seus olhos e em sua boca, dando um aspecto mais duro e mais velho, mas tudo isso tinha mudado em uma noite. Agora que estava bem descansado, sexualmente satisfeito e recém barbeado, o parecido era tão grande que ela retrocedeu, nervosa e surpreendida, como se acabasse de topar-se com um estranho.


— Por que me olha como se saíssem cabelos das minhas orelhas?


A voz era familiar. Conhecia essa voz. Isso era tranquilizante. Gina se obrigou a abandonar essas fantasias ridículas e voltar para a realidade. À discussão que mantinham. Mais decidida que nunca a ganhar, cruzou os braços sobre o peito.


— Quero minha roupa.


Ele imitou sua atitude, cruzando também os braços sobre o peito, mas em lugar de olhá-la com irritação, sorria.


— Não tem a menor possibilidade de recuperá-la, querida... Escolha algo desse armário.


Gina se sentiu tão frustrada e desequilibrada que teve vontade de bater no piso com os pés.


— Maldito seja, quero mi...!


— Por favor! — Interrompeu ele em voz baixa. — Escolha algo desse armário. — E ao ver que ela se dispunha a discutir, adicionou: — Joguei sua roupa na chaminé.


Gina soube que acabava de vencê-la, mas a insensibilidade de Harry para dirigir a situação a zangou e doeu.


— Para um ex-astro de cinema podem ter sido panos imprestáveis — retrucou furiosa —, mas era minha roupa, trabalhei para pagá-la, comprei-a e eu gostava!


Girou sobre seus calcanhares e entrou no closet, sem advertir que sua frase tinha dado no alvo com mais força que pudesse ter sonhado. Ignorou os vestidos e as saias que estavam em ambos os lados e pegou o primeiro par de calças e o primeiro suéter que cruzaram em seu caminho. Apoiou-os contra seu corpo para comprovar se caberiam e os colocou sem cerimônia alguma. As calças eram de cachemira verde esmeralda e o suéter de um tom fazendo jogo. Deixou o suéter fora da calça, tomou um cinturão, o colocou, voltou-se e quase se chocou contra Harry.


Estava parado na porta, e lhe bloqueava o passo.


— Com licença — disse Gina tentando passar e sem olhá-lo sequer.


Ele respondeu com um tom tão implacável como sua postura.


— Por minha culpa teve que usar a mesma roupa durante os últimos três dias. Queria que pudesse colocar outra coisa, para não me sentir culpado cada vez que olhava seus jeans. — Sem mencionar que além morria de vontade de vê-la vestindo roupa bonita, fina e digna de sua figura e sua beleza. Adicionou: — Peço, por favor, que me olhe e me deixe explicar.


Gina tinha coragem e teiomosia suficientes para rebater seu tom persuasivo, mas não estava tão zangada como para não compreender a lógica do que Harry dizia, e além disso compreendia que era tolo arruinar o pouco tempo que tinham com uma discussão sem sentido.


— Não gosto que me ignore e que fique olhando o piso — disse ele. — Me dá a sensação de que acha que minha voz é a de alguma barata e que a está procurando para pisá-la.


— É completamente incorrigível! — Disse Gina, levantando o olhar.


— E você, completamente maravilhosa.


O coração de Gina esteve a ponto de deixar de bater ante sua expressão solene, mas de repente recordou que Harry era ator, e se advertiu que só conseguiria sentir-se mais ferida no futuro se considerasse que alguns galanteios casuais eram verdadeiras expressões de carinho.


Ao ver que ela não respondia, Harry sorriu e se dirigiu ao dormitório.


— Proponho que nos coloquemos uns blusões e saiamos, se ainda tem vontade de tomar ar — disse, falando por sobre o ombro.


Gina o olhou com incredulidade, o seguiu, deteve-se frente a ele, abriu os braços e o obrigou a olhá-la.


— Com esta roupa? Está louco? Estas calças de cachemira devem ter custado... Pelo menos duzentos dólares!


Ao lembrar algumas das contas de Cho, Harry calculou que deviam aproximar-se de seiscentos dólares, mas não fez nenhum comentário. Na realidade tinha tanta vontade de sair com ela, e sabia que Gina morria por um pouco de ar livre, que lhe colocou as mãos sobre os ombros e disse muito mais do que queria.


— Gina , essa roupa pertence a uma mulher que é proprietária de uma série de lojas elegantes que vendem roupa bonita e refinada. Asseguro que ela não teria nenhum inconveniente se você usasse o que tivesse vontade... — Antes de terminar a frase compreendeu o que havia dito e não pôde acreditar em sua própria tolice. Gina o olhava com os olhos muito abertos de surpresa e ele adivinhou seus pensamentos antes de que falasse.


— Quer dizer que conhece os donos desta casa? Que eles deram permissão para usá-la? Não acha que estão correndo um risco tremendo ao ocultar um fugitivo...?


— Não continue! — Ordenou ele, com mais rudeza do que necessário. — Eu não quis dizer nada disso!


— Mas só tento entender...!


— Maldita seja! Não quero que entenda! — Ao compreender que era uma injustiça que derrubasse sua irritação sobre ela, passou-se uma mão pelo cabelo e disse com tom um pouco mais paciente: — Tentarei explicar isto o mais clara e sucintamente possível, e depois não quero que voltemos a tocar no tema. Quando voltar a sua casa — prosseguiu dizendo Harry —, a polícia a interrogará a respeito de tudo o que fiz e disse enquanto estivemos aqui, para tentar averiguar se contei com ajuda exterior e para onde me dirijo. Farão repetir e repetir e repetir até que esteja extenuada e já não possa pensar com claridade. Farão com a esperança de que lembre de algo que antes esqueceu e que a eles possa resultar significativo, embora você não tenha dado importância. Enquanto possa dizer a verdade, toda a verdade, que é exatamente o que te aconselharei que faça quando se for daqui, não terá do que preocupar-se. Mas se tentar me proteger ocultando algo, chegará o momento em que se confundirá, e quando fizer isso, perceberão e a farão em pedaços. Começarão a acreditar que foi minha cúmplice desde o começo, e a tratarão como tal. Vou pedir que diga só uma mentira pequena e pouco complicada que nos ajudará a ambos, sem colocá-la em perigo de tropeçar durante os interrogatórios. Além disso, não quero que minta nem lhe oculte nada à polícia. Diga tudo. A esta altura, não está inteirada de nada que possa me prejudicar ou a ninguém que esteja envolvido comigo. E tenho intenções de manter assim — adicionou com tom enfático. — Por meu bem e pelo seu. Está claro? Compreende por que não quero que me faça mais perguntas?


Franziu o cenho quando, em lugar de assentir, ela respondeu com outra pergunta. Mas quando a ouviu, relaxou-se.


— Qual é a mentira que me pedirá que diga?


— Vou pedir que diga à polícia que não sabe onde está situada esta casa. Que diga que depois que esteve por fugir nesse estacionamento de caminhoneiros, enfaixei seus olhos e a obriguei a permanecer deitada no banco traseiro durante o resto da viagem, para que não pudesse voltar a tentar escapar. É acreditável e lógico e não colocarão em dúvida. Também ajudará a neutralizar a versão desse maldito caminhoneiro; esse é o único motivo que pode ter a polícia para suspeitar que é minha cúmplice. Faria tudo no mundo com tal de não ter que pedir que minta por mim, mas acredito que será o melhor.


— E se me nego?


O rosto de Harry adquiriu instantaneamente uma expressão dura e introvertida.


— Isso é coisa sua, é obvio — disse com gelada cortesia. Até esse momento, em que foi testemunha da mudança que se produzia nele ao pensar que a confiança que lhe tinha era infundada, Gina não se deu conta de até que ponto se suavizou desde o dia anterior.


Suas brincadeiras e sua ternura ao fazerem amor não eram simplesmente uma maneira conveniente e agradável de passar o tempo enquanto tivessem que permanecer juntos... Pelo menos parte disso era verdadeiro. O descobrimento era tão doce, que esteve a ponto de não ouvir o que ele dizia.


— Se decide dizer à polícia onde está localizada esta casa, agradeceria que também se lembrasse de dizer que eu não tinha chave e que estava disposto a forçar a porta se não encontrava uma. Se não colocar ênfase nesse ponto, os proprietários desta casa, que são tão inocentes como você e que não colaboraram em meu plano de fuga, verão-se sujeitos às mesmas suspeitas injustas as que você se vê você por causa do que disse esse caminhoneiro.


Gina se deu conta de que ele não estava tentando proteger a si mesmo. Tratava desesperadamente de proteger os donos dessa casa. O que queria dizer que os conhecia. Eram, ou tinham sido, amigos...


— Se incomodaria em me dizer qual das duas coisas pensa fazer? — Perguntou Harry com essa voz fria e indiferente que era odiosa. — Ou preferiria ter tempo para pensar?


Aos onze anos, Gina prometeu que não voltaria a mentir jamais, e em quinze anos nunca tinha quebrado essa promessa. Nesse momento olhou ao homem a quem amava e disse com suavidade:


— Direi que me enfaixou os olhos. Como acha que ia fazer outra coisa?


Uma sensação de alívio a percorreu ao ver que desaparecia a tensão da face de Harry, mas em lugar de dizer algo carinhoso, olhou-a jogando faíscas e anunciou:


— Tem a distinção, Gina, de ser a única mulher que conseguiu me fazer sentir como um emocional, dançando em uma maldita corda que tem atada a um dedo.


Gina mordeu o lábio inferior para não sorrir, porque pareceu maravilhoso e significativo isso de afetá-lo de uma maneira distinta de todas as demais mulheres. Embora ele não gostasse.


— Sinto... Muito — disse por fim com total falta de honestidade.


— Muito! — Retrucou ele, mas a tensão tinha desaparecido de sua voz. — Está fazendo todo o possível para não rir.


Gina levantou seu dedo indicador e o inspecionou com cuidado.


— Me parece um dedo comum — brincou.


— Não há absolutamente nada comum em você, senhorita Weasley — respondeu ele entre irritado e divertido. — Que Deus ajude a quem quer que se case com você, porque o pobre tipo envelhecerá antes do tempo!


A conclusão óbvia e despreocupada de Harry de que ela terminaria casando-se com alguém que não era ele, e para pior com alguém de quem sentia pena, sufocou o broto de felicidade de Gina e a fez voltar para a terra. Prometeu-se que a partir desse momento nunca voltaria a ver nas palavras e nos atos de Harry mais do que realmente havia neles.


Mas apesar de que simulou indiferença, Harry teve a desagradável sensação de que acabava de feri-la. Instantes depois se reuniu com ela junto ao armário do vestíbulo, onde Gina estava colocando a roupa para neve que tinha usado no dia anterior.


— Tinha me esquecido por completo da existência desta roupa – explicou. — Protegerá a roupa que tenho debaixo. Tirei outro para você do armario — adicionou, assinalando com a cabeça um do tamanho de Harry.


Enquanto o colocava, Harry chegou à conclusão de que a conversa que acabavam de manter no dormitório ainda necessitava mais esclarecimentos.


— Não quero discutir com você, juro que é a última coisa no mundo que quero. E decididamente não quero falar com você de meus planos futuros nem de minhas preocupações atuais. Eu mesmo estou fazendo todo o possível para não me preocupar e para desfrutar simplesmente da surpresa que significa ter você aqui. Tente compreender que nos próximos dias, aqui, nesta casa, com você, serão os últimos dias "normais" de minha vida. Embora deva confessar que não tenho a menor ideia do que quer dizer "normal"... Mas a questão é que, embora os dois saibamos que esta é uma fantasia que vai ter um final abrupto, ainda gozo com ela... Uns quantos dias idílios vividos aqui com você para lembrar depois. E não quero arruiná-los pensando no futuro. Compreende o que tento dizer?


Gina ocultou depois de um sorriso a compaixão e a pena que suas palavras provocavam nela.


— É permitido saber quanto tempo vamos estar aqui juntos?


— Eu... Ainda não decidi. Não mais de uma semana.


Gina tentou não pensar em quão breve era esse tempo e resolveu fazer o que ele pedia, mas expôs a pergunta que a angustiava desde que saíram do dormitório.


— Antes de que terminemos com esse tema da polícia e tudo o resto, devo te perguntar algo. Quer dizer, quero esclarecer algo.


Harry observou que um maravilhoso rubor subia pelas bochechas e Gina inclinou pressurosa a cabeça, se concentrando na tarefa de meter o cabelo dentro de uma boina tecida.


— Disse que queria que dissesse tudo à polícia. Suponho que não terá querido dizer que espera que lhes conte que nós... Eu... Você...


— Já me deu todos os pronomes — brincou Harry, que sabia muito bem aonde Gina queria chegar —, acha que me poderia dar um verbo que os acompanhe?


Ela colocou as luvas, colocou as mãos na cintura e lhe dirigiu um olhar de cômica desaprovação.


— Tem muita lábia, senhor Potter.


— Tento me manter a sua altura.


Ela balançou a cabeça em atitude de falso desgosto e se virou para a porta traseira. Harry a alcançou justo quando saía.


— Não quis tratar sua última pergunta com indiferença — explicou. Fechou a porta atrás dele, colocou as luvas e pisou com cuidado um atalho esboçado pelo vento e rodeado de um metro e meio de neve. Ela se virou para esperá-lo, e ao olhá-la Harry perdeu o fio do que pensava dizer. Com o cabelo metido sob o gorro e a face lavada com exceção de um toque de lápis labial, Gina era uma maravilha com pele de porcelana e olhos cor safira emoldurados por escuras pestanas e graciosas sobrancelhas. — É obvio que não quis dizer que devia informar que tivemos relações íntimas; isso é uma coisa só nossa. Mas por outro lado — adicionou, recuperando a compostura —, considerando que sou um assassino condenado, o lógico é que suponham que não vacilaria em forçá-la a manter uma relação sexual comigo. Considerando a mentalidade de esgoto da maioria dos policiais, quando negar que a violei, a submeterão a todo tipo de perguntas e tratarão de conseguir que revele que talvez quis que me deitasse com você e por isso o fiz.


— Não diga assim! — Exclamou ela com expressão de virgem ultrajada, coisa que, compreendeu Harry, em realidade era.


— Estou dizendo da maneira em que eles pensarão – explicou. — Abordarão o tema de uma dúzia de maneiras diferentes, e que não aparentarão ter relação entre si, como te pedir que descreva a casa que utilizei como esconderijo, ostensivamente para poder localizá-la e revisá-la em busca de pistas. Depois farão perguntas sobre os dormitórios e a decoração desses quartos. Só Deus sabe as perguntas que farão, mas no instante mesmo em que revele muitos conhecimentos, ou muitos sentimentos, a respeito de algo que me concerna pessoalmente, suporão o pior e saltarão sobre você. Quando a trouxe a este lugar, nunca imaginei que teriam tão bons motivos para acreditar que era minha aliada. E não teriam, se esse maldito caminhoneiro não houvesse...- Interrompeu-se e balançou a cabeça. — Quando esteve a ponto de fugir no estacionamento para caminhões, não pensei em nada além da necessidade imediata de te deter. Não achei que o caminhoneiro tivesse conseguido nos ver o suficientemente bem para nos reconhecer depois. De todos os modos, o mal já aparece e não tem sentido falar sobre algo que já não tem solução. Quando a polícia te interrogar sobre esse episódio, diga exatamente o que aconteceu. Irão considerá-la heróica. E foi. — Colocou-lhe as mãos sobre os braços para enfatizar suas palavras. — Me escute com cuidado, e depois quero que não voltemos a falar do tema. Quando a polícia a estiver interrogando a respeito de nossa relação enquanto estivemos aqui, se de algum jeito escapa algo que revele que tivemos relações íntimas, quero que me prometa uma coisa.


— O quê? — Perguntou Gina, desesperada por deixar de falar do assunto antes de que influísse no estado de ânimo de ambos.


— Quero que me prometa que dirá que a violei. — Ela ficou olhando-o com a boca aberta. — Já fui condenado por assassinato — adicionou Harry —, e acredite que minha reputação não piorará adicionando a violação. Mas isso pode salvar sua reputação, e é o único que importa. Está entendendo, verdade? — Perguntou, estudando o olhar estranho que Gina lhe dirigia.


Mas em seguida respondeu com voz muito suave e muito, muito doce.


— Sim, Harry — disse com pouco comum docilidade. — Entendo. Entendo que está... Está... Ficando... Louco!


Dito isso ela apoiou ambas as mãos nos ombros dele e lhe deu um forte empurrão, fazendo-o cair sobre mais de um metro e meio de neve.


— Por que diabos fez isso? — Perguntou Harry enquanto lutava para sair do poço que seu corpo tinha formado na neve branca.


— Isso — respondeu ela com seu sorriso mais angelical, as mãos nos quadris, as pernas levemente separadas —, foi por ter ousado sugerir que eu sequer consideraria a possibilidade de dizer a alguém que me violou!


No alto do topo de uma montanha de Colorado, as risadas ressonaram quase constantemente ao longo de uma tarde de inverno, sobressaltando os esquilos que observavam das árvores, enquanto dois seres humanos interrompiam a paz do lugar jogando como meninos na neve, perseguindo-se por entre as árvores, atirando-se bolas de neve, e logo dedicando-se a completar a construção do boneco de neve que, já terminado, não se parecia com nenhum outro boneco de neve da história...

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