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2. Cap. II


Fic: Lugar Comum


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Diário de campo – dia 01


Hoje eu passei a manhã na Mansão dos Malfoy. Engraçado, hoje me pareceu muito menos sombria do que quando estive lá. Também, impossível não ser sombria nas condições da minha passagem por lá. Fiquei impressionada com Astoria Malfoy. Merlin, ela é mais nova do que eu dois anos. Pareceu-me que era uns 20 anos mais velha. Não reconhece ninguém, não fala, não anda, precisa ser alimentada por elfos. Parece uma doença trouxa. Preciso pesquisar mais. Mas de todas as surpresas que tive nessa manhã, nada me surpreendeu mais do que Draco Malfoy. Draco Malfoy apresentou-se a mim de cara lavada, conseguindo controlar, se é que ainda exista em tal situação, seu orgulho e seu preconceito. Pelo contrário, conheci um homem desesperado pela cura da esposa. Daqui a três dias nos reuniremos, preciso entender em que momento Astoria Malfoy começou a se degenerar.


Hermione sorveu mais um gole de seu chá e se espreguiçou. Havia passado a manhã inteira na casa dos Malfoy, o tratamento de Astoria havia começado. Ela ficou pensativa durante algum tempo, então se levantou, foi ao quarto, trocou de roupa e saiu.


---


Três dias depois


Hermione aparatou no jardim da Mansão Malfoy. Estava, como sempre, quinze minutos adiantada. Foi recebida pelos elfos.


-Meu senhor pediu que o esperasse na biblioteca, senhora Weasley.


Hermione sorriu, sempre se afeiçoava a elfos domésticos. Ficou estarrecida ao entrar na biblioteca da Mansão Malfoy. Centenas de títulos, diversos e variados, iam do chão até o teto. Não resistiu, precisava “ver com suas mãos”. Não se deu conta do tempo que passou naquele universo que lhe era tão peculiar.


-Vejo que não deixou de ser uma sabe tudo apaixonada por livros, Granger!


Hermione se assustou ao ouvir a voz de Draco, havia esquecido completamente de que estava na Mansão Malfoy. O livro que estava em sua mão foi ao chão.


-Desculpe-me – Draco pediu sincero. Com um floreio da varinha pôs o livro no lugar. – Não era minha intenção lhe assustar.  Desculpe-me também o atraso, eu já tinha um compromisso de trabalho quando marcamos, entretanto achei que daria tempo. Você se importa em ficar aqui ou prefere o meu escritório?


-Eu acho que se continuarmos aqui, essa quantidade de livros vai tirar minha atenção – Hermione sorriu tímida.


-Então vamos.  


---


-Malfoy, isto aqui – disse Hermione segurando um objeto – é um artefato trouxa chamado gravador. Ele serve para eu gravar as conversas que tenho com as famílias dos meus pacientes. Eu tenho a sensação de que as penas de repetição rápida desviam a atenção das pessoas.


Draco apenas a observava. Riu-se internamente. Hermione havia mudado muito pouco do seu jeito sabichão.


-E funciona desse jeito – pôs o gravador em ação, reproduzindo, para o espanto de Draco, o que havia acabado de falar. Ao perceber o espanto o homem à sua frente acrescentou rapidamente. – Se você não se sentir à vontade, eu não o utilizo, Malfoy.


-Não vejo problema se for contribuir na melhora de Astoria – disse se encaminhando para o mini bar que mantinha no escritório. – Quer? – perguntou ao servir a si mesmo uma dose de firewhisky.


-Não. – Hermione sorriu. – Estou trabalhando, Malfoy.


-É verdade! – Draco voltou a se sentar – Podemos começar quando quiser, Granger.


-Weasley!


-Claro. Weasley. Sabe que sempre imaginei que você fosse casar com o pobr,- Draco tossiu - com o Weasley. – completou rapidamente ao ver que ela havia parado de tirar as coisas de sua bolsa quando ele insinuou a falar pobretão. – E o Potter se casou com a caçula Weasley, não?


-Sim, se casaram. E têm três filhos: James Sirius, Alvo Severo e...


-Espera – Draco a interrompeu. - Achei que o Potter e o Snape se detestassem.


-E se detestaram. Por um longo tempo. Mas é uma história muito longa. Alvo tem a idade dos nossos filhos. E tem a caçula, Lilian Luna. – Draco assentiu com a cabeça – Eu achei que se casaria com a Parkinson.


-Parkinson? Pansy Parkinson? Não – Fez um sinal negativo com a cabeça – Eu nunca me casaria com ela.


-Mas porque não?  Vocês eram namorados! – Hermione sorriu. Malfoy não sabia, mas a entrevista sobre o estado de saúde de Astoria já havia começado. Hermione havia sido uma inominável, tinha diversas técnicas de deixar seus “objetos de estudo” o mais confortável possível.


-Eu nunca fui namorado da Pansy – Draco riu cafajeste – Ela que sempre achou que eu tivesse algo sério com ela.


-E Astoria? Ela era dois anos abaixo do nosso, não?


-Sim! Mas o Blás, lembra-se do Blaise Zabini? – Hermione balançou a cabeça afirmativamente – ele é casado com Daphne, irmã de Astoria. E sempre saíamos juntos, os quatro. – Draco sorriu, Hermione percebeu que eram lembranças felizes. – Astoria precisava acompanhar a irmã mais velha, e para que ela não ficasse sozinha, Blás sempre me convidava. Eu ia porque ele é um bom amigo. Um dia, finalmente paramos para conversar. Apenas ela e eu. Percebemos que tínhamos mais coisas em comum do que imaginávamos.


 


Hermione acompanhou o sorriso dele. No fim das contas, não seria tão difícil conseguir informações do homem à sua frente.  


---


Diário de Campo – dia 4


Eu realmente estou admirada com a postura do Malfoy. Achei que seria impossível “trabalhar” com ele para a cura da Astoria, mas me enganei. Deve ser por me achar a última esperança para a cura de sua esposa. Ou talvez pela solidão a que estava submetido, uma vez que, transferiu, praticamente, seu escritório para dentro de casa, com o objetivo de estar próximo da esposa. Mas o fato é que está sendo muito mais fácil me relacionar com ele do que eu pensei. Ficamos conversando por quase três horas. Pelo o que pude apurar, uma sequencia de infortúnios, que acredito ter a ver com a doença de Astoria, se abateu em sua família há 05 anos. Primeiro a doença e o falecimento de Narcisa Malfoy. Segundo Draco Malfoy, Narcisa começou a apresentar sinais idênticos ao que Astoria hoje apresenta, porém veio a falecer em 10 meses. Um ano e meio depois, o seu pai faleceu.


Três meses depois do falecimento de Lucius Malfoy, Malfoy notou os primeiros sintomas em sua esposa que, desde então, tem se degenerado até chegar ao estado que se encontra hoje. Preciso descobrir uma forma para estancar o processo degenerativo, para então buscar a cura.


Acabei descobrindo o motivo pelo qual não achei a Mansão Malfoy sombria. A Mansão onde vivem Draco e Astoria Malfoy foi comprada pelo Malfoy logo após a morte de sua mãe, quando ele, finalmente, saiu da casa dos pais. A mansão onde fui torturada pela louca da Bellatrix, hoje se encontra fechada. Malfoy disse-me que não conseguiram vendê-la. Semana que vem irei lá. Espero que consiga descobrir pistas para descobrir o que houve com Astoria Malfoy.


---


-Sempre quinze minutos adiantada, Weasley! -Hermione deu um pulo de onde estava, derrubando o livro que estava em suas mãos, no chão. Mais uma vez, Draco pôs o livro no local com um floreio de sua varinha.


-E você sempre me assustando, Malfoy. – A voz de Hermione saiu mais irritada do que ela pretendia. Draco observou que, quando ela se aborrecia, suas bochechas coravam.


-Não foi minha intenção – disse sério – Vamos? – perguntou estendendo a mão à mulher à sua frente. Hermione parou, olhando de Draco para a sua mão, confusa.- A mansão está guardada pelo feitiço fidelius - Draco disse mais ríspido do que realmente gostaria. – Foi a melhor maneira que achei para protegê-la de curiosos após a morte de meus pais.


 


Um lampejo de compreensão perpassou Hermione e ela estendeu sua mão em direção a Draco.


Deram-se as mãos.


Ele estava frio, Hermione pôde sentir.


Ela estava quente, Draco pensou.


Olharam-se.


Cinza no castanho.


Contradição.


Aparataram.


 


Um frio percorreu a espinha de Hermione assim que chegaram à grande sala da mansão Malfoy. Draco notou quando ela estremeceu. Hermione fechou os olhos. Quase que podia ouvir os gritos de Bellatrix e sentir a maldição cruciatus em seu corpo. Não que não houvesse a sentido em outros momentos, mas fora ali, naquela mansão que a sentira pela primeira vez. Entretanto, o que mais a abalou naquele momento foi a lembrança dos gritos de Rony, desesperado ao perceber que Bellatrix a torturava. Como sentia falta de seu Rony.


-Tudo bem com você, Weasley?- Draco perguntou preocupado.


-Desculpas, Malfoy! – Hermione abriu os olhos e meneou a cabeça. – Lembranças vieram à tona.


Draco aproximou-se. Colocou suas mãos nos ombros de Hermione. Hermione levantou a cabeça para lhe olhar.


-Eu que lhe deveria pedir desculpas, Weasley. Tenho certeza que essas lembranças dizem respeito de quando você, o Potter e o Weasley estiveram presos aqui.


 


Hermione, por um momento, se desconcertou. Nunca esperaria, nem que vivesse mil anos, aquela reação de Draco Malfoy, uma pessoa que considerava arrogante e prepotente.


-Sem problemas. Vamos começar? – disse rápido, olhando para os lados, analisando detidamente o cômodo à sua volta.


-O que estamos procurando? – Draco perguntou se afastando sem jeito. Não tinha ideia do porque, mas por um instante, Hermione lhe parecera frágil demais e um desejo de protegê-la tomou conta de si.


-Qualquer coisa que você ache suspeito, coisas fora do lugar, diários, anotações. – Olhou-o de soslaio – livros de magia das trevas.


---


Diário de Campo – dia 12


O dia foi exaustivo. Lembrei-me de Rony a todo o momento. Tenho certeza de que se estivesse aqui, teria ido comigo até a Mansão Malfoy. Era o tipo de missão que ele gostava. Anos de xadrez bruxo aliado ao treinamento de auror, fizeram-no um grande observador e estrategista. Malfoy e eu coletamos uma série de objetos que enviei a Harry para verificar a existência de magia das trevas, antes que eu possa trabalhar neles.  Foi a primeira vez, durante esses doze dias, que Malfoy não concordou com um procedimento e acabamos discutindo. Ele sempre consegue ser arrogante e prepotente quando quer. Precisei ameaçar abandonar o tratamento de Astoria, mesmo ele ameaçando a me denunciar ao conselho de ética medibruxa, para que ele entendesse que era um procedimento necessário a ser feito. Ele alegou que durante anos vem tentando dissociar a sua imagem da de seu pai e que a descoberta de artefatos das trevas pertencentes à sua família a essa altura, jogaria tudo por água abaixo. Entendo e até concordo, mas embora eu o possa fazer, prefiro deixar essa checagem para pessoas mais habilitadas em reconhecer magia das trevas em objetos. Ainda mais depois do que aconteceu comigo e com Rony. Agora preciso aguardar o Harry. Enquanto isso, vou testando poções fortificantes em Astoria.  


---


Dois meses depois


Já era primavera.


Da janela de seu quarto, Draco observou as flores em seu jardim.


Em outros tempos, há essa hora, Astoria já estaria lá fora, cuidando de seus lírios que, após o período de hibernação durante o inverno, acordariam mais uma vez, produzindo belíssimas flores que encantavam os que visitavam a Mansão Malfoy.


Draco suspirou. Hoje passaria parte do dia em Londres, à negócio. Como sempre fazia quando passava muito tempo longe de casa, se dirigiu ao quarto de Astoria para verificar se estava tudo bem. Não dividia o quarto com sua mulher já há algum tempo.


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Abriu a cortina do quarto de Astoria iluminando-o por completo, e, definitivamente, não estava pronto para o que presenciou ali.


---


-Está atrasada- Draco disse aborrecido. Ele aguardava Hermione na biblioteca.


-Como?- Ela perguntou confusa. Olhou para o seu relógio. Estava, como sempre, quinze minutos adiantada. – Marcamos às três, Malfoy! E mesmo com os meus filhos chegando para o feriado da Páscoa, estou quinze minutos adiantada. Além disso, você me informou que teria um compromisso de trabalho e que só poderia chegar às quatro!


-Compromisso de trabalho que perdi por sua culpa – Ele vociferou irado. Hermione o encarou. – Estou tentando falar com você desde as nove horas da manhã. Você não foi para St. Mungus e meus elfos não conseguiram localizar sua casa. Que tipo de medibruxa é você que não é acessível aos seus pacientes quando eles precisam?


 


Hermione estava em choque. Abriu e fechou a boca duas vezes sem conseguir falar o que estava pensando.


-Quem você pensa que é para falar comigo nesse tom, Malfoy?


Draco se aproximou perigosamente. Segurou o braço dela de qualquer jeito e a puxou.


-Venha comigo – Ele disse. Hermione olhou para a mão dele em seu braço – Agora.


 


Ele a arrastou da biblioteca, sob protestos dela que tentava, a todo custo, se desvencilhar das mãos dele. Ele parou, de súbito.


-Accio varinha Weasley – Hermione viu sua varinha voar até a mão de Draco. Amaldiçoou-se por não tê-la utilizado antes. – Para que não pense fazer alguma gracinha. – ele completou de forma rude.


-Malfoy, dá para explicar essa palhaçada? – Hermione perguntou ríspida quando, finalmente, pararam. – E é bom que tenha uma boa explicação para isso.


Draco notou que ela estava extremamente aborrecida, pois as maçãs do rosto dela pareciam que iam pegar fogo a qualquer momento, tão vermelha que estavam. 


-Entre – Draco ordenou. Hermione sentia sua ira aumentar. Definitivamente, ele não tinha noção do que estava fazendo. Hermione olhou para os lados, finalmente localizando onde estava. Entrou no cômodo que Draco sinalizava.


-Merlin – Hermione gritou, colocando as mãos na boca logo em seguida. Seus cabelos que estavam em um coque se soltaram, lançando um cheiro de pêssego no ar. Olhou para o homem que estava logo atrás de si. – Desde quando ela está assim?


-Desde hoje pela manhã. Eu acho. Ontem passei aqui apenas pela manhã. Não sei se isso ocorreu à noite. É normal isso acontecer de um dia para o outro? – perguntou mais calmo.


-Não – Hermione disse se aproximando de Astoria. Sorriu. - Eu diria que o normal é que os sinais de degeneração regredissem progressivamente. – Olhou mais uma vez para Draco. – Ela está linda.


Draco finalmente sorriu.


-Ela é linda. – disse olhando para Astoria que havia voltado ao seu aspecto físico antes da doença. Sua pele estava rejuvenescida e sedosa. Seus cabelos que antes estavam esbranquiçados, agora se espalhavam, castanho escuro reluzente, pelo travesseiro.


-Devolve minha varinha – Hermione pediu erguendo a mão. - Preciso examiná-la.


-Desculpas por isso – Draco estendeu a varinha para que ela pegasse – Fiquei com receio de que me azarasse.


-Deveria te azarar agora. – Sorriu sendo acompanhada por Draco. – Aliás, nunca mais me arraste da forma como me arrastou. – completou.


 


---


-Eu virei à sua casa com mais frequência, daqui para frente – Hermione dizia enquanto tomava sua xícara de chá. Ela e Draco já estavam acomodados no escritório da Mansão. – Algum problema com isso?


-É óbvio que não, Granger.- Hermione o olhou. Voltara a ser Granger?


-Preciso que me indique um elfo de confiança.


-Todos os meus elfos são de confiança.


-O que seja da mais alta confiança. – Completou rispidamente – Liberarei a entrada da minha casa a ele, caso precise falar comigo urgentemente. Minha casa é protegida pelo feitiço fidelius. Precisarei levá-lo ao fiel do segredo, para que o feitiço seja mantido.


Draco ergueu uma sobrancelha.


-Para que tudo isso, Weasley? Você está achando que invadirei sua casa durante a madrugada?


Hermione suspirou.


-Não acho que você vá fazer nada, Malfoy. Mas depois do que já aconteceu comigo uma vez, preciso garantir a minha segurança e a dos meus filhos.


 


Draco observou que seus olhos marejaram, mas sabia que ela não as deixaria cair. Não ali. Observou-a um pouco mais em silêncio.


-Tem a ver com a morte do Weasley? – perguntou depois de algum tempo. Hermione olhou-o séria. Sorveu mais um gole de seu chá. Ele, por sua vez, virou o restante de firewhisky  que bebia.


-Sim.- ela baixou os olhos – Eu me formei em medibruxaria, mas como sempre me metia nas missões do Harry e do Rony, acabei sendo chamada pelo Ministério. Não demorou muito para que eu me tornasse uma inominável. O cérebro de muitas operações.  Para tanto, precisei estudar psicologia e medicina trouxa. Havíamos localizado uma célula de um bando de loucos, que se autodenominaram neo comensais. Diziam-se herdeiros de Voldemort. E que terminariam o legado de seu mestre. Não preciso dizer quais eram os principais alvos em nosso mundo.  


-Nascidos trouxas e mestiços- ele respondeu incomodado.


-Exato. A primeira célula foi extremamente fácil de extinguir. Fácil demais. Depois de três meses estudando-os, conseguimos invadir o QG de uma das células. Prendemos os que estavam no esconderijo e levamos diversas provas conosco. Eu levei, para casa, diversos objetos para estudar, entender se era apenas uma célula, ou se tinham mais força do imaginávamos. Os objetos eram chaves de portais que funcionavam ao reverso.


Hermione fechou os olhos. Draco podia ver a dor em seu rosto. Levantou de onde estava e sentou de frente para a mulher. Segurou a sua mão, preocupado. Grossas lágrimas começaram descer pelo rosto dela.


 


Era o primeiro ano de Rose na escola e Hugo se sentia completamente solitário. Rony e eu decidimos levá-lo para a Toca. Lá é sempre animado – Hermione sorriu ainda de olhos fechados.


Respirou.


Suspirou.


Abriu os olhos e encontrou duas íris acinzentadas que olhavam preocupadas para si.


Quando chegamos em casa, a encontramos completamente revirada. Eles haviam sido levados para lá pelos objetos que estavam em nosso escritório.


-Por isso que entregou os objetos encontrados na casa de meu pai para o Potter. – Draco afirmou sentindo-se completamente idiota. Havia brigado com ela quando ela adotou tal procedimento. – Poderia ter me dito.


-Sim, poderia. – Draco conjurou um lenço e entregou a ela. – Mas não queria reviver esses momentos que estou revivendo agora, Malfoy. Ainda é muito dolorido para mim. Além disso, aprendi a não confiar nas pessoas. Não sabia se poderia confiar em te dizer essas coisas.


-E agora confia? – ele perguntou rápido. Ela se desconcertou.


-Sou a medibruxa de sua esposa. Precisamos manter uma relação, pelo menos, mínima de confiança se quisermos encontrar a cura dela. – Draco se mexeu incomodado. – É possível que agora precise me acionar com mais frequência.


-Claro, mas continue.


Eles estavam escondidos na nossa casa. Atacaram-nos e nos levaram para o QG deles. Consegui, antes que nos imobilizassem por completo, enviar um alerta ao Harry. Fomos torturados com cruciatus, utilizaram sectusempra. Eles queriam descobrir o quanto de informações tínhamos. Mas havíamos sido treinados para suportar esse tipo de coisa. Principalmente eu, enquanto uma inominável. Até que mudaram a estratégia.


Draco percebeu que Hermione estremecera e se calara.


-Até que mudaram a estratégia – ele repetiu encorajando-a a continuar.


-Acho que está na minha hora – Hermione disse olhando no relógio. Nervosa. Não queria reviver esse momento. Levantou-se. – Acho que preciso ir.


-Espere – Ele não sabia se deveria. – Espere, Hermione.


Ela parou estática. O primeiro nome dela. Falado pela boca dele. Virou-se na direção em que ele estava.


-Acho que precisa desabafar – ele completou rápido.


Hermione o olhou, avaliando se valia a pena ou não falar de algo tão particular.


Sentou-se mais uma vez.


Desfez o coque.


Aroma de pêssego.


O refez.


Olhou para as unhas.


Rosa clarinho.


Sua mão pousada em cima da saia preta.


Preto que usava desde que Ron morrera. Sinal de seu luto eterno.


 


Draco lhe serviu uma dose de firewhisky. Pensou em recusar. Não bebia durante o trabalho. Mas já não era trabalho que compartilhava ali. Era vida. Aceitou e tomou um gole generoso.


-Você dizia que eles mudaram de estratégia.


-Sim.


Eles decidiram nos torturar um na frente do outro. Ron era muito forte. Não demonstrava dor na minha frente, para não me fazer sofrer. E se esforçava para não demonstrar o quanto ficava abalado quando eu era torturada. Isso, psicologicamente, tem um efeito arrasador. Eles se enfureceram e então, decidiram...Hermione olhou para os lados, nervosa. Decidiram me ...me violentar na frente do Rony.  E ele surtou. Grossas lágrimas escorriam pelo rosto dela. O corpo se convulsionando de forma leve. O lenço foi ao nariz. Rony esqueceu todos os procedimentos e estratégias. Eles deram o xeque mate. Ainda não consegui entender como conseguiu se soltar. Imobilizou um deles e enviou um patrono. Ele deveria ter tentado se proteger e somente depois voltar para me salvar. Mas não.  Hermione sacudiu a cabeça violentamente. Já havia chamado atenção para si, deveria fugir, se esconder. Mas ele foi me salvar.


Hermione tomou a dose restante da bebida, sua mão tremia, precisava desfazer do copo antes que ele caísse de suas mãos.  Ela fechou os olhos, conseguia visualizar a cena desenrolar.


Ele foi me salvar...lançaram um Avada em minha direção. E o idiota pulou na frente. É óbvio que eu tentaria me desvencilhar. Mas não.  A voz de Hermione estava completamente esganiçada. Ele pulou na minha frente, Malfoy. E eu vi o meu marido, meu primeiro amor, o pai dos meus filhos, morrer na minha frente. Não sei mais nada que aconteceu. Acordei dois dias depois em St. Mungus. Depois disso eu deixei de ser uma inominável, só não deixei de viver por conta de meus filhos. É por isso que hoje tenho um fiel de segredo que guarda minha casa. E até hoje acordo assustada às madrugadas.


 


Hermione finalmente soltou seu choro. Aquelas lembranças a torturavam. Sabia que teria mais uma noite de pesadelos. 


 


Desde que ela começara a narrar sua estória, Draco havia controlado a vontade de ir até lá e abraçá-la. Nada daquilo fazia sentido. Levantou-se sério e puxou Hermione para um abraço, o qual ela não se fez de rogada.


Cheiros se confundiram.


O dele, amadeirado.


O dela, jasmim com o pêssego dos cabelos que ele aspirou profundamente.


As mãos dele acariciando as costas dela, como que a acalentando.


 


---


 


 - Menino Scorpius que bom que chegou! Winky não viu o menino chegar.


-Meu padrinho aparatou comigo, e eu fui direto para o quarto da minha mãe. –Scorpius disse sorridente – Cadê o meu pai? Porque ela não me escreveu dizendo que minha mãe está melhorando?


-As melhoras em sua mãe só foram visíveis hoje, meu menino. Seu pai está com a Dra. Weasley no escritório. Meu menino quer que eu avise ao seu pai que chegou?


-Não, Winky! Farei uma surpresa a ele.


 


---


Hermione finalmente soltou seu choro. Aquelas lembranças a torturavam. Sabia que teria mais uma noite de pesadelos. 


 


Desde que ela começara a narrar sua estória, Draco havia controlado a vontade de ir até lá e abraçá-la. Nada aquilo fazia sentido. Levantou-se sério e puxou Hermione para um abraço, o qual ela não se fez de rogada.


Cheiros se confundiram.


O dele, amadeirado.


O dela, jasmim com o pêssego dos cabelos que ele aspirou profundamente.


As mãos dele acariciando as costas dela, como que a acalentando.


 


O beijo no topo da cabeça dela foi irresistível.


 


A porta, repentinamente, se abriu. E Draco encontrou um menino loiro de olhos azuis acinzentados em fúria olhando para si.


-Pai? – Scorpius conseguiu dizer. Sua voz arrastada mesclava raiva e desprezo. 




N/A: Pessoas, como combinado, o capítulo. O próximo só 02/04 (para vcs não acharem que é mentira rsrsrsrsr). 

Muito obrigada pelos comments. Vou postar um  cap. com respostas aos comentários de vocês ainda hoje. 

bjos
 

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Comentários: 4

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Enviado por TAIANA TAVEIRA SILVA em 12/04/2013

Que lindo capítulo, Malfoy está tão diferente, mesmo tentando manter o jeito durão (engraçado como nas suas fics ele fica apaixonante =) ). Agora esse dois quando estão juntos eu não consigo deixar de não visualizar eles com algum envolvimento, mesmo vendo Malfoy tão apaixonado e triste pela situação de sua esposa. Essa troca de sensações que eles tem é tão incrivel. Acho que estou sendo influenciada pela sua Fic anterior quando os dois se amavam loucamente. Será que aqui vai ter esse romance também? 

Nota: 5

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Enviado por Larii Malfoy em 07/04/2013

Ai meu Deus! Coitada da Mione! Isso deve ter abalado muito o psicológico dela! Espero que alguém ajude ela com isso, e também espero que haja uma cura para Astória, gosto dela...

Tô amando!

beijos 

Nota: 5

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Enviado por M R C em 16/03/2013

nossaa
a descrição do que fizeram com o rony foi terrível. que tristeee a morte dele =/
nessa fic o aspecto mais interessante ao meu ver é que draco e hermione tem as mesmas feridas...em relação ao companheiros de casamento. ela perdeu rony e ele tb está perigando perder astoria. eles são iguais de certa forma e vai ser bonito ver um entendendo o outro.
achei fofo o draco achar a esposa linda e ao mesmo tempo nao resistir abraçar a mione...
esse draco é bem mansinho nessa fic....gosto bastante =]
excelente capitulo.
valeu a espera
beijos       

Nota: 5

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Enviado por Luana G. Malfoy em 16/03/2013

Muuuuuito lindo esse novo capítulo Maris!!!!! Que triste a história da Hermione e Rony... Lembro de ter perguntado a você como seria a relação dos dois na fic, se eles seriam separados ou não, mas eu jamais teria imaginado um fim tão trágico para os dois... O que fizeram com eles naquele dia superou completamente qualquer ideia que eu pudesse ter do que eu leria... Foi muito bonito ver o Draco se referir a Astoria como "Ela É linda", isso só mostra que no mínimo ele sente um enorme carinho por ela ^^ A confissão de Hermione para Draco sobre seu passado, o modo como ele se preocupou em dar conforto a ela... foi  ótimo ver eles começarem a interagirem mais se é que você me entende :) Eu achei que demoraria mas para Astoria mostrar sinais de melhora, não que eu queria que ela morra, bem.... E o "flagra", O Scorpius com raiva da cena que presenciou... puxa Scorpius ão seja assim! se bem que ele ama a mãe, ela está doente, óbvio que não iria gostar de ver o pai demonstrando carinho para com outra, ainda mais a mãe da Rose....


Mal posso esperar pelas próximas atualizaçãos....  


bjoss maris 

Nota: 5

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